A Sedução das Heresias

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“A sedução é surpreendentemente fácil. Ela não acontece como um ataque frontal, obvio, vindo de crenças religiosas rivais. Pelo contrario, surge para alguns crentes sob o disfarce de técnicas de indução á fé que proporcionam crescimento e poder espiritual e experiência de milagres. Para outros, como psicologias de auto-melhoramento visando atingir o pleno potencial humano. Todas essas coisas parecem ser métodos científicos de ajuda cristã...” (Dave Hunt. A Sedução do Cristianismo)

Sistemas Demoníacos que Atacam a Igreja

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Autor: Clavio J. Jacinto

 

 

Jezabel é conhecida em alguns círculos ultra-conservadores como a “mãe das vaidades”, na verdade não podemos perder o foco da verdade sobre ela, sem abandonarmos uma visão parcial e opiniosa sobre a questão, o ponto crucial de Jezabel é que ela é mãe de um sistema demoníaco, que começou com ela e prevalece no mundo espiritual esperando uma ocasião para se manifestar como método de prostituição espiritual.

Nós encontramos o centro da história em I Reis 17 a 19, nesse cenário Jezabel promove dos pecados que se destacam entre os demais, a primeira é a sutileza que usa para alcançar os objetivos mais sinistros e a outra seu ódio contra quem é conservador. Aqui nesse artigo, o termo “conservador” pode ser entendido como alguém que crê nos fundamentos da fé cristã e acreditam que o cristianismo é a revelação divina sobre o único meio de salvação que é através de Cristo. Percorrendo essa visão chegamos á outras verdades; só o Senhor deve ser adorado. Muitos anos depois, na era do Novo Testamento, a igreja de Tiatira sofre com uma infiltração, uma mulher chamada Jezabel que se diz profetisa, ensina e engana os cristãos de Tiatira, induzindo eles a praticaram fornicação e comer das comidas sacrificadas aos ídolos (demônios) Em I Reis temos a origem desse sistema, mais de mil anos depois aparece em uma igreja da Província romana da Ásia. Temos aqui um sistema espiritual, de alguma forma, nada temos vinculado na história dos dois casos, o que se manifesta aqui é o espírito que opera por trás da manifestação de uma mulher que se diz profetisa, mas que carrega dentro do conceito a mesma influencia maligna de Jezabel. Da mesma forma há outros sistemas demoníacos que começaram no mundo antigo e ainda prevalece no mundo espiritual e se manifestam ocasionalmente, inclusive entre os filhos de Deus, a essa manifestação não tem outro intuito, a não ser arruinar com assembléias locais de destruir cristãos. Veja por exemplo em Judas 1:11 onde alguns contemporâneos de Judas, irmão do Senhor foram acusados de entrarem pelo caminho de Caim

, levados pelo engano do prêmio de Baalão e pereceram na contradição de Coré. Notemos é um sistema de iniqüidade, O caminho de Caim foi inaugurado pelo seu ódio, inveja e homicídio, e desde então está aberto e durante todo o período da história do povo de Deus, muitos entram por esse caminho profano e ímpio.

Esses são sistemas, outros são mais recentes, como o sistema nicolaita, mas é obvio que ao inaugurar um sistema maligno, o diabo usa os meios para alcançar fins e de tempo em tempo, esses sistemas malignos aparecem dentro de assembléias cristãs e na sociedade. Note por exemplo a situação moral e espiritual precário do povo ante-diluviano em Gênesis 6, Jesus disse em Mateus 24:37 a 39 que o mesmo comportamento decadente estaria presente por ocasião dos últimos tempos e a Sua Vinda. Acredito que de certa forma, as coisas emergem das profundezas, como descreve João nos primeiros versículos do capítulo 9 de Apocalipse, e então seguem a manifestação e chegam á um fim.

Um dos principais problemas hoje em dia é a falta de discernimento, notamos que  nas igrejas da Asia descritas em Apocalipse 2 e 3, havia esse problema, porém notamos que na Igreja de Éfeso havia um critério: “pusestes a prova os que se dizem apóstolos e não são, e tu os achastes mentirosos”(Apocalipse 2:2) Se em Tiatira a mulher que se dizia profetisa não foi testada, os falsos apóstolos de Efeso foram! e por causa disso uma foi enganada e outra não. Quando a infiltração do sistema de engano satânico se infiltra, o discernimento é necessário, aliás, o exercício do discernimento nunca deve ser ignorado em momento algum e muito menos ainda em nossos dias, onde vimos tanto fogo estranho se passando por manifestações espirituais autênticas.

Há algo interessante com relação a Jezabel, ela está associada coma  idolatria e quase sempre o culto aos demônios está associado com o culto idólatra, e assim é possível também associar Jezabel com o ocultismo, pois de certa forma há um vínculo entre idolatria e a prática do ocultismo. Dave Hunt em seu livro “A Sedução do Cristianismo” já advertia na década de 1990 sobre a sedução enganadora que se infiltrou na igreja já na época em que ele escrevia o livro citado, ele escreveu:

“O cristianismo bem pode estar se defrontando com o maior desafio as sua história: uma série de seduções poderosas e crescentes que estão alterando sutilmente a interpretação bíblica e solapando a fé de milhões de pessoas. A maioria dos crentes mal toma ciência do que está acontecendo e entende ainda menos sobre as questões envolvidas”

A questão do discernimento envolve maturidade, lemos isso em Hebreus 5;15 respeitando o contexto da passagem, o homem natural não pode discernir coisas espirituais, então somente aqueles que nasceram de novo, que são de fato redimidos, podem ter os sentidos exercitados para o discernimento.

 

Veja o amado leitor que o profeta Balaão exerceu suas atividades enganadoras na época da lei (Números 23) mesmo assim as atividades do sistema “balaaonico” está vigente muitos séculos depois vai aparecer infiltrado entre grupos de falsos cristãos “Os quais deixando o caminho direito, erraram, seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça” (II Pedro 2:15 veja também Apocalipse 2;14) a artimanha estratégica do sistema demoníaco é promover tropeços para os filhos de Deus, no contexto de números 23 entra também a estratégia do erotismo como meio de se alcançar um fim. Balaque queria que o povo de Deus fosse amaldiçoado por Balaão, mas este não tem autoridade espiritual para amaldiçoar o povo eleito, pois estavam protegidos pelo Senhor, então o meio pelo qual Balaão achou para induzir o povo eleito ao erro foi enviar mulheres sedutoras para que os judeus ficassem encantados com a sedução de mulheres eróticas, e ocorreu que realmente caíram na armadilha e pecaram contra o Senhor. Isso é chamado de enviar tropeços, esse era o meio pelo qual o povo de Deus cedeu e ficou aberto e desprotegido, por fim Balaque conseguiu alcançar parte de seus intentos, por causa da maneira como Balaão instruiu sobre o modo como o povo de Deus poderia ser destruído. O sistema foi desenvolvido por Balaão, mais tarde o diabo vai usar os mesmos meios na igreja de Pérgamo (Apocalipse 2:14)

 

O comentário Beacon do livro de Apocalipse explica o problema de Balaão na igreja de Pérgamo:

Balaão é descrito como aquele que ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem. Essa declaração preenche um pequeno hiato no relato do Antigo Testamento. Lá lemos que Balaão foi chamado por Balaque, rei de Moabe, para amaldiçoar os israelitas, a quem temia (Nm 22.1—24.25). Quando Deus não permitiu que o profeta amaldiçoasse seu povo, evidentemente Balaão sugeriu uma maneira indireta de trazer a maldição divina sobre Israel. Isso é indicado em Números 21.16, em que Moisés disse às mulheres de Moabe: “Eis que estas foram as que, por conselho de Balaão, deram ocasião aos filhos de Israel de prevaricar contra o SENHOR, no negócio de Peor, pelo que houve aquela praga entre a congregação do SENHOR”. O “negócio de Peor” era uma combinação de idolatria e imoralidade (Nm 25.1-9), como podemos ler em Apocalipse. O que o relato deixa mais claro aqui é o fato de Balaão ter aconselhado Balaque a fazer com que suas mulheres seduzissem os homens israelitas nesses dois pecados. O esquema funcionou bem demais. Balaão também é mencionado em 2 Pedro 2.15 e Judas 11. A palavra grega para tropeços (scandalon; cf. escândalo) foi primeiramente usada para a isca de uma armadilha e, em seguida, para a própria armadilha. Isso se encaixa perfeitamente na figura aqui. Balaque preparou uma armadilha para os israelitas e eles foram apanhados nela. Swete comenta: “As mulheres de Moabe foram deliberadamente lançadas no caminho dos homens israelitas, que não suspeitavam de nada, na esperança de causar a ruína deles”.38 Lenski traduziu a expressão aqui: “lançar uma armadilha diante dos filhos de Israel”.39 Pelo que tudo indica, havia alguns membros na igreja em Pérgamo que procuraram convencer os membros a aceitar os costumes pagãos para evitar perseguição. Eles defenderam a idéia de comer nos templos pagãos e participar na adoração aos ídolos, o que incluía prostituir-se com as “virgens” do templo. E possível que tenham dito que o que alguém faz com o corpo não afeta a sua alma. O fato de comer carne sacrificada aos ídolos já tinha se tornado um problema em Corinto, onde Paulo tratou disso (1 Co 8)

 

Que possamos aprender com esses fatos, pois sistemas demoníacos se erguem durante todo o período histórico em que o povo de Deus peregrina sobre a terra, outro exemplo claro é a Babilônia, a cidade desapareceu mas as raízes espirituais que influenciaram a grande cidade continuam existindo, a babilônia ganha esplendor no fim dos tempos, lá em Apocalipse 17 e 18 ela aparece com glamour e um requinte de espiritualismo, comercio religioso, ocultismo e feitiçaria, a cidade ficou em ruínas a muitos séculos mas o sistema espiritual que foi estabelecendo a partir de lá ainda está vigente e emerge com mais intensidade em períodos de grandes apostasias. Tudo isso apenas revela que o inimigo está a espreita, que uma grande influencia demoníaca permeia o sistema do mundo que jaz no maligno, e que precisamos de discernimento espiritual para não cairmos nas armadilhas sutis do inimigo.

 

Sobre a Condenação da Incredulidade

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Um não crente tem uma condenação dupla, uma que vem da lei que ele transgrediu, e outra do evangelho que ele desprezou. Mas Cristo nos redimiu dessa maldição, nos tirou do poder do inferno e da perdição.



Thomas Watson

A Fé Cristã. Pagina 247

O PERTURBADOR DE ISRAEL

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O PERTURBADOR DE ISRAEL

 

Dura foi a acusação de Acabe contra o profeta Elias, sob o efeito de um zelo ardente pela verdade, o profeta não conformado com o ecletismo ecumênico promovido sob a influência de Jezabel, resolveu ser oposição aberta contra o sistema vigente. (I Reis 18:17) A apostasia da sociedade era o fruto de uma religião falsa, cultos idolatras e falsos profetas que se infiltraram entre o povo de Deus para fermentar e contaminar a sociedade.

Profetas de Astarote e de Baal agora estavam na moda, centena deles no palácio do rei, promovidos a conselheiros e orientadores espirituais, financiados por uma rainha pagã chamada Jezabel, ela tinha sua origem entre os sidônios, e Acabe a toma como esposa, nessa conjunção aliancista que evidenciava conveniências políticas e paixões carnais, a predominância jezabélica como influência espiritual se enraizou no mundo espiritual de tal forma, que o jezabelismo transformou-se em um sistema maligno de infiltração na igreja, como vimos a ocorrência dois mil anos depois do ocorrido com o profeta Elias na igreja de Tiatira.

O teatro religioso era insidioso, o fervor pungente de jezabel ao paganismo era notável, a corrupção moral era uma força que destruía os fundamentos da ortodoxia espiritual, Elias parecia ser o intolerante, o fanático, o solitário que tornou-se uma exceção no meio da regra basilar; coxear em dois pensamentos. Essa postura era própria de gente sem discernimento e sem compromisso com a verdade. Há um pouco de verdade e um pouco de mentira no sistema jezabélico, o coxear entre dois pensamentos era a conseqüência de uma religião elástica, que permitia o engano prevalecer dentro de um pouco de verdade.

 

Veja que Obadias estava escondendo alguns profetas, pois havia então uma perseguição contra os que não se adaptavam ao novo sistema eclético. A rogação de Elias chamando o povo a não coxear entre dois pensamentos diz tudo: Era impossível cantar a Yaweh e ao mesmo tempo com a boca beijar Astarote e aos Baalins.  Os falsos profetas eram financiados pelo sistema eclético, então esses falsos profetas falavam coisas agradáveis aos ouvidos, esse ajuntamento de falsos profetas é a tendência funcional da religião frouxa, pois o povo gosta de amontoar para si doutores que satisfaçam a própria concupiscência. E jezabel com Acabe sendo meros carnais materialistas, estavam financiando uma religião que pudesse satisfazer suas perspectivas. Elias estava fora do foco deles, elimina-se o que se opõe, e apóia-se quem é favorável. Essa é a regra do relativismo e da religião mundial que tenta se instaurar no mundo, sob o argumento da paz e da unidade. É simples, não importa se os falsos profetas de hoje façam nichos á mamom no coração, desde falem também de qualquer assunto do evangelho, já são considerados como “irmãos’ em Cristo. O sistema então consagra os falsos profetas a ungidos do “senhor” e então tornam-se intocáveis.  veja o amado leitor, que a fúria de Jezabel se acendeu como a mais profunda fornalha do inferno, quando seus amados e diletos falsos profetas foram mortos. Recobrando-se da amargura, Jezabel dá sentença de morte para Elias, pois é intolerável a intolerância de um ortodoxo em meio aos apostatas.

A solidão de Elias é uma séria advertência, ele está pisando o mesmo caminho sagrado de Enoque, o sétimo depois de Adão que era servo do Senhor e profeta para sua geração. O mundo religioso da época de Elias tornou-se bem elástico, o codinome da religião vigente seria bem fácil de identificar, uma mistura de sagrado e profano, ortodoxia e heresia. A mistura do engano é muito sutil, mantém a aparência ortodoxa por fora e as vezes deixa escondido sob essa aparência, o veneno espiritual letal, o método é como Pedro alertou : “Encobertamente”(II Pedro 2:1 e 2) essa é uma forma eficaz, embora Jezabel não se preocupe nem um pouco em deixar evidente que sua intenção era acabar com a verdade, misturando ela com a mentira.

Agora voltemos ao título acusatório que Acabe lança sobre o Profeta Elias: Perturbador de Israel! e porque era um perturbador? Porque era um opositor aberto e não fechado. Ele denunciava e não se omitia, pregava contra e não aliciava, se separava e não se unia, era comprometido com a verdade e não pragmático, preferia o sacrifício da solidão e não a fama, não estava interessado nos números mas na fidelidade, assim Elias escolhe um caminho difícil quando denuncia a religião fácil. Quase mil anos depois, João Batista trilha pelas mesmas pegadas, o caminho do profeta em tempo de crises está sempre cheio de espinhos, enquanto o do falso profeta não sobram aplausos.

Então temos um profeta não conformado com o presente século de Jezabel, quando sua influência parecia predominar na esfera espiritual, Elias tornou-se uma oposição aberta contra a idolatria e o sincretismo religioso. As falsas doutrinas importadas dos cananeus estavam sendo misturadas com a religião do povo de Deus, um pouco de cada, um amálgama de verdades com erros, verdades com mentiras, e isso resultou numa forma de devoção superficial e utilitária, a religião de jezabel era antes de tudo uma religião utilitária, usava meios para se alcançar os fins, e um dos métodos era enfraquecer a verdade, usando estratégias e métodos eficientes para isso, e um deles era perseguir e matar a oposição, para silenciar as vozes de protestos contra a apostasia, assi, o dilema central era percorrer os olhos para achar os “contras” seriam esses chamados de “fanáticos” “intolerantes” e “fundamentalistas” inimigos do bem comum, perturbadores da paz alheia, esses seriam acusados de dissidentes, rebeldes contra o sistema, desobedientes as autoridades,  Isso não soa familiar com o contexto dos primeiros séculos da era cristã, onde os cristãos foram acusados de coisas terríveis, por conta de proclamarem uma salvação exclusiva por meio de Cristo e uma verdade absoluta por meio do Evangelho? Os cristãos foram acusados de ateus por não aceitarem a divindade do imperador. Poderiam tomar um caminho alternativo, colocar a divindade de Cristo no pedestal sem destronar os outros deuses, mas na medida que clamavam que Cristo era Senhor, destronaram todos os deuses de paganismo, e de certa forma sofreram duras perseguições, foram acusados dos mais bárbaros crimes, e os opositores da nova fé, fizeram tudo isso com a intenção de exterminar toda a oposição contra os falsos profetas e as falsas religiões.

Assim, Elias, o perturbador de Israel era uma voz contra a confusão, era uma voz contra a idolatria, era uma voz contra a prostituição espiritual, era uma força opositora ao jezabelismo predominante na época de Acabe. O desafio era universal, para todos

“Então Elias se chegou a todo o povo e disse, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? se o SENHOR é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o, porém o povo não lhe respondeu”( I Reis 18:21)

O silêncio do povo era comprometedor, a voz de Elias um brado contra essa omissão do povo, influenciado e manipulado pelo sincretismo promovido por jezabel. Na época de Elias podemos ver a crise espiritual que se dissemina com a frouxidão moral. Amigos dos profetas falsos e simpatizantes de Elias, agradar a todos sempre compromete a fidelidade a verdade.

E perturbando com uma postura de oposição, Elias se sente recuado no caminho da solidão, pois vê a força da influência de jezabel e a sua religião sincretista sempre predominando cada vez mais. E hoje em nossos dias, muitos se incomodam e até são taxados de intolerantes e fundamentalistas, quando denunciam o escândalos em nosso meio, denunciando que muitos cultos e comportamentos místicos no meio evangélico se assemelham muito com comportamentos de terreiros  de cultos afros, bizarrices comportamentais que se parecem mais com praticantes de ocultismo quando experimentam o despertar da kundalini e ao exemplos nunca se esgotam.

Perturbamos o mundo religioso com a verdade das Escrituras? a oposição renderá muitos inimigos e poucos defensores, como João Batista que vai para o catre, e na solidão da masmorra, tal como Paulo e Silas, que cantam a Deus depois de serem surrados, pois pregaram contra a idolatria e desmascararam um espírito enganador que parecia tão ortodoxo nas pronuncias públicas e tão pragmático nos resultados pois adivinhava o futuro por meio de uma médium e então dava muito lucro aos que usavam a moça para ganhar a vida com a prática de ocultismo enrustido de arte divinatória.

As grandezas da verdade evangélica não podem ser silenciadas pela covardia, Elias desafia, é corajoso, é intimo de Deus, é convicto, mesmo na solidão, Deus é solidário com o profeta, sete mil é o número Dos remanescentes, a maioria deles, com certeza escondidos por Obadias, mas havia sim um remanescente fiel, Deus guarda os seus, preserva os santos no meio da crise, conduz os eleitos em meio a apostasia, “Também deixei ficar em Israel sete mil; todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou” (I Reis 19:18)  Como isso me faz lembrar dos amigos de Daniel que não se dobraram diante da estátua de Nabucodonosor no campo de Dura, lembre-se? está La em Daniel 3, os três eram uma minoria, todas as gentes, a grande multidão, na encenação da promoção da horrível idolatria, o mundo todo se prostrava diante da estatua, mas aqueles três jovens hebreus, permaneceram firmes e não se prostraram diante do grande ídolo, podemos até fugir das evidencias, mas em tempos de crises espirituais, pouca gente está disposta correr o risco da própria vida para manter-se firme contra o sistema anticristão, você é um desses?


Clavio J. Jacinto

 

A HERESIA DA 'GUERRA SANTA" (As Cruzadas)

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Em 1095, porém, abriu–se oficialmente uma nova rota para o domínio de Deus.

Na terça–feira, 27 de novembro daquele ano, o Papa Urbano 2 subiu numa plataforma erguida num campo além do portão leste da cidade francesa de Clermont. Daquela eminência, pregou uma cruzada, uma guerra feita em nome da Cruz. Nessa guerra, segundo o Papa, podia–se obter o favor de Deus, e um assento ao lado do Seu trono, matando.

Não, claro, que o Papa fosse indiscriminado. Ao contrário, exortou os cristãos a desistirem da prática deplorável, embora havia muito estabelecida, de se matar uns aos outros. Exortou–os a dirigir suas energias assassinas para os infiéis islâmicos, que ocupavam a cidade santa de Jerusalém e o Santo Sepulcro, suposto

local do enterro de Jesus. Afim de recuperar para o cristianismo a cidade e a

tumba, os guerreiros europeus eram estimulados a embarcar numa guerra justa

sob a orientação direta de Deus.

Mas matar era apenas um dos componentes de um pacote atraente. Além da permissão para matar, os bons cristãos obteriam remissão de qualquer pena que já houvessem sido condenados a cumprir no Purgatório, e de penitências a serem pagas ainda na terra. Se o cristão morresse nesse esforço, prometiam–lhe automática absolvição de todos os seus pecados.



Extraido de:

Michael Baigent e Richard Leigh

A INQUISIÇÃO.  IMAGO EDITORA. PAGINA 15 

SOBRE A IMPORTÂNCIA DE UMA TRADUÇÃO BIBLICA FIEL

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Pergunta- Não deveríamos permanecer leais aos “manuscritos originais” em vez de a meras traduções?

Resposta – Deveríamos dar tanto valor aos originais como Deus dá.

Explanação – É impossível sermos fiéis aos originais porque eles há muito se perderam. Este fato bem estabelecido deveria bastar para fazer  o estudioso sincero da Escritura verificar que  uma resposta afirmativa a essa pergunta seria impossível.     

Contudo ela não explica a pergunta acima. Qual o valor exato, dado por Deus, aos originais?

       Para ter a resposta, devemos explorar vários capítulos do Livro de Jeremias, a começar da famosa passagem no capítulo 36 referente ao rolo que Jeremias havia escrito.

       No verso 21 o rolo é levado ao Rei Jeoaquim e lido pelo seu servo Jeudi.

       Conforme o verso 23, Jeudi leu 3 ou 4 folhas e o rei Jeoaquim, cortou o rolo em pedaços e atirou-o ao fogo, até que fosse consumido (verso 23).

       Assim termina o ORIGINAL nº 1.

       Então o SENHOR levou Jeremias a reescrever o rolo, acrescentando ao mesmo algumas palavras (Jeremias 36:32).

       Assim nasce o ORIGINAL   2.

       Esse texto do segundo original é mostrado em Jeremias nos capítulos 45 a 51, quando é reproduzido para o nosso benefício. Jeremias mandou que Seraías lesse este rolo quando ele chegasse à Babilônia (Jeremias 51:59-61). Então Jeremias instruiu Seraías, depois que ele leu o rolo, a atá-lo a uma pedra e atirá-lo no rio Eufrates (Jeremias 51:63)

       Assim termina o  ORIGINAL  nº 2.

       Mas, espere! Temos uma cópia do texto do rolo nos capítulo 45 a 51. De onde ela veio? Ela veio de uma cópia do original nº2, a qual só podemos chamar de ORIGINAL  nº 3!

Então, temos dois grandes problemas para os que enfatizam os “originais”.

1) Cada Bíblia já impressa com uma cópia de Jeremias tem um texto nos capítulos 45 a 51, traduzido de uma cópia do “segundo” original, ou seja o ORIGINAL  nº 3.

2) NINGUÉM pode desprezar o fato de que Deus não teve o menor resquício de interesse em preservar o “original”, visto como ele havia sido copiado e sua mensagem entregue. Então, POR QUE deveríamos colocar mais ênfase nos originais do que o próprio Deus? Essa  ênfase é claramente anti-escriturística.

Desse modo, se temos os textos dos  originais preservados na Bíblia King James, não temos necessidade alguma dos “originais”, mesmo que estivessem disponíveis.

 

 

Extraido de: O livro das respostas

(The Answer Book)

Dr. Samuel C. Gipp, Th.D.

A GRANDE MULTIDÃO E OS RUSSELITAS

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Apocalipse 7:9

 

Depois destas coisas eu vi, e, eis uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, em pé diante de trono e diante do cordeiro, trajados de compridas vestes brancas; e havia palmas nas suas mãos (Tradução do Novo Mundo).

 

A Sociedade Torre de Vigia ensina que no ano de 1935 Deus parou de chamar as pessoas para uma esperança celestial em união com Cristo. Dizem que naquele ano ele começou a reunir a segunda classe de crentes, fora do corpo de Cristo, aqueles cuja esperança seria viver para sempre sobre a terra, na carne. Essa classe de pessoas, afirmam, é a "grande multidão" de Apocalipse 7:9‑17.

Esta é uma das doutrinas mais significativas ensinadas pela Sociedade Torre de Vigia. Ela forma a base da convicção de milhões de testemunhas de Jeová segundo a qual:

 

1. Não podem se tornar membros do corpo de Cristo (I Cor. 12:27).

2. Não podem "nascer de novo" (João 3:3).

3. Não podem compartilhar do reino celestial de Cristo (II Tim. 4:18).

4. Não podem receber o batismo do Espírito Santo (I Cor. 12:13).

5. Não são autorizadas a compartilhar da comunhão do pão e do cálice (1 Cor. 1 0:1 6,1 7).

6. Não fazem parte da Nova Aliança mediada por Cristo (Heb. 12:24).

7. Não podem ser completamente justificadas através da fé em Jesus Cristo (Rom. 3:26).

 

Desta forma, a Sociedade Torre de Vigia usa esta "doutrina de 1935" para privar seus seguidores da relação com Deus descrita no Novo Testamento para todos os crentes.

Onde a Bíblia ensina que a entrada para a congregação cristã seria fechada no ano de 1935, com uma "grande multidão" secun­dária sendo reunida depois disto? Em nenhum lugar! Os líderes da Torre de Vigia declaram que "esta luz brilhou" ‑ que o presiden­te da Torre de Vigia, J. F. Rutherford, recebeu uma especial "re­velação da verdade divina" ‑ para introduzir esta mudança em 1935. Não podem produzir absolutamente nenhum suporte bíblico para a data de 1935. Ao invés de se voltarem para a Bíblia, eles dizem:

 

Estes lampejos da luz profética preparam o terreno para o discurso histórico sobre "A Grande Multidão", pronunciado em 31/05/1935 pelo presidente da Sociedade Torre de Vigia, J. F. Rutherford, na convenção das Testemunhas de Jeová realizada em Washington, Estados Unidos. Que revelação da graça divina foi esta! (A Sentinela, 01/03/85, p. 14, parágrafo 12, edição norte‑americana).

...a esperança celestial foi mantida, realçada e enfatizada até perto do ano de 1935. Então, "uma luz brilhou" para revelar claramente a identidade da "grande multidão" de Apocalipse 7:9, a ênfase então começou a ser dada na esperança terrena (A Sentinela, 01/02/82, p.28, parágrafo 16, edição norte-­americana).

 

Não existem quaisquer bases bíblicas para este ensinamento. As Escrituras discutem em detalhes a velha promessa divina para os judeus e a nova promessa divina para os cristãos. Mas não faz menção de nenhum terceiro arranjo para reunir uma "grande multidão" com uma esperança terrena depois de 1935.

Além disso, os versículos citados pelas testemunhas em Apoca­lipse realmente colocam a "grande multidão" como "diante do trono e diante do cordeiro" (7:9, Tradução do Novo Mundo), e "em seu templo" (7:15, Tradução do Novo Mundo) ‑ todos luga­res celestiais, e não na terra, como a Sociedade Torre de Vigia ensina.

De fato, a referência a "uma grande multidão"... clamando em voz alta: devemos a salvação ao nosso Deus..." (7:9,10) é muito semelhante ao teor da outra única menção à "grande multidão" na Tradução do Novo Mundo do livro de Apocalipse. Está no capítulo 19, onde o convite para "dar louvores ao nosso Deus, todos vós os seus escravos, os que o temeis, os pequenos e os grandes" é respondido por "a voz de uma grande multidão" (19:5,6). Ainda as Escrituras dizem especificamente que "uma voz alta de uma grande multidão no céu" (v. 1, Tradução do Novo Mundo).

Uma vez que foi provado que a interpretação da Torre de Vigia estava errada, não é necessário (ou aconselhável) entrar em dis­cussão com as testemunhas de Jeová sobre a verdadeira identidade da "grande multidão". Ao contrário, o fato que a Sociedade os tem ensinado erradamente neste importante ponto deveria ser usado para abrir seus ouvidos para uma apresentação do evangelho real de Cristo.

Comece lendo a oração de Jesus ao Pai em João 17:20‑24 - "Faço solicitação não somente a respeito destes, mas também a respeito daqueles que depositam fé em mim, por intermédio da palavra deles... Pai, quanto ao que me tens dado, quero que onde eu estiver, elas também estejam comigo a fim de que observem minha glória..." (Tradução do Novo Mundo). A oração de Jesus é que todos os seus discípulos presentes e futuros terminem com ele, onde ele está, para contemplarem sua glória. Mostre à testemunha que a oração se aplica a todos os discípulos futuros que viriam a crer em Cristo através das Escrituras deixadas pelos antigos discípulos (v. 20). Diga a elas que, se crerem nele, Jesus desejará que terminem com ele no reino celestial ‑ não importando se se tornaram crentes antes ou depois do ano de 1935.

(Veja também as considerações sobre céu versus terra nos Salmos 37:9, 115:16; e João 10:16; as considerações sobre Mateus 26:27; e um encontro real com as testemunhas de Jeová sobre este assunto em Apocalipse 19:1.)

 Extraido de:

As Testemunhas de Jeová Refutadas versículo por versículo. David Reed