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DESCONSTRUÇÃO: SINAIS DE UMA SOCIEDADE EM COLAPSO

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“Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza” (II Pedro 3:17)

 

No livro "Mentalidade Cristã - O Posicionamento do Cristão em uma Sociedade Não Cristã", John Stott argumentou que a abordagem mais adequada e coerente com os princípios cristãos para as complexas questões da atualidade reside no cultivo de uma mente cristã. Essa mente, imbuída dos pressupostos fundamentais das Escrituras e plenamente informada pela verdade bíblica, é a única capaz de deliberar com integridade cristã sobre os desafios do mundo contemporâneo.

 Uma reflexão sobre o postura do profeta  Daniel evoca também a memória de José como lições profundas acerca de como ele manteve suas convicções pessoais no Egito e também vem a lembrança de Elias, em meio à apostasia de sua época. Considero ainda a Igreja Cristã primitiva, especialmente a Igreja descrita em Atos dos Apóstolos. Paulo e Pedro, entre outros, são figuras que me vêm à mente. Esses homens notáveis confrontaram a cultura e as tendências de seus tempos, enfrentando com coragem os desafios que ameaçavam a fé cristã na sua época.

 Diante do contexto de oposição e perseguição enfrentado pelos apóstolos e profetas, em uma sociedade que rejeitava os princípios bíblicos e levava muitos à morte, observamos a declaração de um deles, registrada em Atos, capítulo 5, versículo 29: "Importa obedecer a Deus antes que aos homens". Creio que, frente aos desafios atuais, cada um de nós precisará reapropriar-se desta passagem, utilizando-a como resposta firme e constante quando confrontados a comprometer nossa fé e fidelidade a Deus em favor de ideologias ou do Estado.

 No livro "Passaporte 2030", Guilherme Fiúza aborda a ascensão do "totalitarismo frouxo". A expressão, em si, requer uma análise mais aprofundada para sua completa compreensão. Contudo, pode-se hipotetizar que a idéia central se assemelhe à previsão de Aldous Huxley sobre um tempo em que a sociedade e seus indivíduos estariam aprisionados em uma "prisão sem grades".
Sob essa ótica, o "totalitarismo frouxo" descreveria um processo de estabelecimento do poder progressivo e sutil, quase imperceptível. Diferentemente da ascensão abrupta de regimes totalitários do passado, como o de Hitler na Alemanha, que se consolidaram rapidamente e com notória violência, o "totalitarismo frouxo" se manifestaria de forma gradual e lenta ,quase imperceptível seguindo padrões de adaptações psicológicas, fazer com que a sociedade se acostume coma inversão de valores.

 Essa dinâmica poderia conduzir a um cenário em que, sem percebermos, nos confrontaríamos com desafios relacionados à nossa fé e convicções. Poderíamos ser compelidos a negar nossos valores e crenças ou a defendê-los, mesmo que isso implicasse em sofrimentos, perdas financeiras ou, em casos extremos, até a morte. Talvez estejamos caminhando para isso, todos os sinais são evidentes!

 Diante da inegabilidade dos fatos, vislumbra-se um embate de natureza espiritual, que em sua essência, constitui uma guerra espiritual. Observamos, na atualidade, um processo de reconfiguração social com viés contrário aos princípios cristãos.   

 Um imperialismo ideológico, caracterizado pela intolerância aos valores judaico-cristãos, é implementado em nossa sociedade. Tal ideal, em verdade, representa um projeto de desconstrução radical dos valores evangélicos e cristãos, buscando a aniquilação do bom senso, da individualidade, da sensatez e dos princípios éticos e morais que sustentam a estrutura tradicional da sociedade, nesse contexto totalitarista, a ciência e a ideologia podem andar em sentido contrario, mas esse paradoxo é amenizado pelo relativismo. A verdade não estaria na realidade perpétua, mas na circunstância do contexto do individuo.

 Essa redução da verdade, tornando-a elástica e plural, culminando num paradoxo de ideologia, resulta na subjetivação do conhecimento. Tais nuances remetem à obra "1984", de George Orwell, onde se descreve uma sociedade com valores invertidos: guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força. Inversão de valores, aceitas silnciosamente por causa da pressão de uma liderança unilateral que não aceita quem pense o oposto. A realidade torna-se abstrata, o conceito da verdade é estabelecido pela filosofia do subjetivismo do “grande Irmão”.
 Recordando a frase de Santo Agostinho, "Este é o nosso preço, estarmos sujeitos à verdade", percebemos que, como outrora, devemos, também, arcar com o preço que a verdade vale. Para o cristão bíblico, a manutenção da ortodoxia e dos fundamentos da fé representa um desafio frente ao movimento de desconstrução que se manifesta na sociedade.

 Como podemos apreender o conceito de objetos concretos, fatos e verdades absolutas na perspectiva pós-moderna? A resposta parece residir na fragmentação inerente a essa corrente de pensamento, que questiona a própria noção de verdade objetiva. A verdade, nesse contexto, perde sua pretensão de universalidade e se torna relativa à experiência individual, às convenções sociais e aos contextos culturais. Em uma sociedade onde a desconstrução equivale a determinar tudo pelo relativismo, perde-se o rumo com relação a determinar o que é verdade e o que é mentira, a verdade será sacrificada para que a mentira ocupe o seu lugar, não sei se um cristão bíblico possa permanecer indiferente frente a essa anomalia diabólica. Mas isso está acontecendo hoje!

 Observando a realidade contemporânea, percebemos uma crescente descrença em valores morais tradicionais, impulsionada em parte pela percepção de uma decadência ética. O indivíduo pós-moderno, muitas vezes, adota uma postura de ceticismo em relação às expectativas sobre os outros, o que pode mitigar desilusões.
 A proliferação de verdades subjetivas e ambíguas, especialmente no âmbito moral, acompanha uma crescente tolerância à conduta imoral. Essa realidade parece ecoar a profecia bíblica que previa o esfriamento do amor, notadamente o amor à verdade, como um prenúncio da multiplicação da iniquidade, termo que, em seus originais, sugere uma transgressão da lei divina, uma anomalia moral.
 O termo "impiedade" assume, centralmente, em conformidade com as Escrituras e com a orientação do Espírito Santo, o significado de uma acomodação ou adaptação do senso crítico aos padrões sociais. A sociedade, nesse processo, gradualmente se habitua a comportamentos anômalos e a práticas consideradas incorretas, invertendo valores e normalizando-os. Essa inversão, com o tempo, leva à indiferença, impedindo a reação diante de tais situações. Este é um processo efetivo, plenamente compreendido pelo adversário, que emprega todos os esforços e meios para sua implementação na sociedade pós-moderna.  Somente dessa forma o filho da perdição, o homem do pecado, o íniquo, como Paulo o descreve em 2 Tessalonicenses, capítulo 2, versículos 3 e 8, poderá se manifestar livremente. Não é por acaso que, com a aparição deste ser maligno e ímpio, a maioria das pessoas o acolherá e apoiará, incluindo muitos cristãos, senão todos os cristãos nominais?

 Com pesar, desejo compartilhar algo que pode ser desagradável. Ao analisarmos a história e a realidade global, onde regimes ditatoriais e totalitários se estabeleceram, tanto no passado quanto no presente, observamos que, em contextos de supressão da verdade, a sua restauração ou manutenção e defesa,  em uma sociedade que cedeu ao totalitarismo, freqüentemente se dá por meio do sacrifício daqueles que a defendem como um princípio inegociável. Essa é uma constatação dolorosa, especialmente em nossos dias, nos quais a Igreja, por vezes, parece negligenciar a ascensão de um sistema contrário aos princípios cristãos, em virtude de um envolvimento com o consumismo, o capitalismo e a busca por entretenimento e experiências agradáveis, ao invés de viver a realidade ultima objetiva, uma comunhão com Deus e um amor puro e forte pelos fundamentos da fé cristã.

 A negligência das igrejas contemporâneas reside precisamente na relutância em pregar a sã doutrina e os fundamentos da fé cristã, demonstrando pouco interesse por esses aspectos. Essa ausência de apreço pelas verdades do Evangelho, traduzida na falta de dedicação à leitura e estudo das Escrituras, representa um problema que poderá acarretar sérias consequências para muitos cristãos no futuro. A incapacidade de suportar a pressão espiritual inerente à batalha que se trava no mundo invisível, aliada a um cristianismo superficial, torna-se um obstáculo intransponível.
 Em sua epístola, no capítulo 6, versículos 10 a 18, o apóstolo Paulo aborda a realidade espiritual e exorta os cristãos a se revestirem de toda a armadura de Deus. Essa armadura engloba tanto equipamentos defensivos quanto ofensivos, de modo que nenhuma guerra espiritual pode ser enfrentada com um cristianismo superficial.

 Observamos, portanto, que Satanás tem empreendido esforços significativos em promover transfigurações, infiltrando-se em diversos ambientes que se autodenominam cristãos, sem que haja discernimento bíblico e espiritual. Ele se apresenta, muitas vezes, como um anjo de luz, mas trata-se, na realidade, de um disfarce, um engano, uma fraude espiritual. Essa estratégia é particularmente eficaz em locais onde a valorização da Bíblia e o amor pela Palavra de Deus são secundários à busca por experiências místicas e sensações. Ao experimentarem a presença de demônios transfigurados, essas pessoas podem erroneamente acreditar que estão diante da presença divina, pois essa vivência desperta uma falsa sensação de segurança e convicção de que estão sendo abençoadas e que a verdade se manifesta através de fenômenos espirituais e sobrenaturais, que seriam interpretados como prova da atuação de Deus. Por meio dessa artimanha, o diabo tem iludido e desviado milhões de pessoas que se dizem cristãs, conduzindo-as ao engano. Da mesma forma esse fenômeno pode ocorrer de outra maneira, a institucionalização do relativismo pode vir pelo argumento de justiça social e igualdade comunitária. A teologia da libertação apresenta exatamente essa proposta para em seguida cair em erros abissais, a política atrelada a certas ideologias pregam exatamente o que o povo deseja ouvir mas não sabe discernir, pois a tática da “novilingua” o uso de silogismos, apaga a realidade semântica dos termos. Trata-se da retórica configurada não para levar o entendimento, mas a ilusão.

 É imperativo, agora mais do que nunca, que nos voltemos ao Senhor e permaneçamos firmes em nossa fé. Assim como o apóstolo Paulo, que frequentemente exortava seus ouvintes e leitores, especialmente ao abordar a questão da guerra espiritual nos últimos tempos, devemos adotar a mesma ênfase que Cristo.  

 Jesus, em seus sermões proféticos, frequentemente nos instava a vigiar e orar. Paulo também nos encoraja a sermos firmes, e essa firmeza espiritual só é alcançada e mantida através da participação ativa em uma igreja onde a Palavra de Deus é pregada com diligência e os fundamentos da fé cristã são ensinados a todos os membros. Essa instrução visa orientar cada cristão a permanecer inabalável diante das verdades absolutas, preparando-nos para o dia mau, conforme Paulo nos exorta e adverte em Efésios 6:10-18. Nesse trecho, somos instruídos a nos revestir completamente da armadura de Deus para resistir a este terrível dia, e a exortação não foi dada para os ímpios, foi dada aos cristãos. Os ímpios aceitam o erro, os cristãos combatem o erro. Essa é a linha que a principio define um santo de um ímpio.

 

 

C. J. Jacinto

 

Marxismo Cultural e Ideológico e a Desconstrução da Sociedade Ocidental

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C. J. Jacinto

 

Atualmente, uma força poderosa e nefasta atua em nosso mundo, declarando uma guerra contra o Ocidente e, preeminentemente, contra o cristianismo bíblico. Observa-se um esforço considerável para remodelar nossa sociedade e cultura em moldes irreconhecíveis e inimagináveis para as gerações passadas. É imperativo que não apenas discernamos os eventos em curso e suas motivações subjacentes, mas que também identifiquemos as forças atuantes e a influência preponderante que orquestra esse processo. Essa força, em sua essência, é absolutamente anticristã. Embora inúmeros indivíduos que se autodenominam cristãos, assolados por uma profunda cegueira espiritual, tenham se alinhado a tais tendências e movimentos de caráter anticristão, a verdade é que essa força tem adquirido notável proeminência na contemporaneidade, precisamente em virtude de uma militância exacerbada e de uma cegueira espiritual igualmente profunda. No longo prazo, acredito que, se a Igreja não despertar para a urgência e a gravidade desse movimento destrutivo que emerge com força crescente no mundo, as repercussões de sua indiferença serão profundas.

Os fundamentos da fé cristã estão sendo profundamente solapados e, por meio de correntes anticristãs, almeja-se sua completa abolição. Diante desse cenário, torna-se imperativa uma redefinição abrangente de conceitos basilares: a reavaliação da noção de pecado, a reinterpretação da instituição do casamento e, em síntese, de todos os aspectos que caracterizaram a formação da sociedade ocidental. Tais aspectos, vale ressaltar, possuem uma expressão intrínseca e inegável do cristianismo bíblico, ortodoxo e, de forma mais acentuada, do fundamentalista.
 A mídia se posiciona em um determinado viés ideológico, com o intuito de remodelar o pensamento coletivo. Essa estratégia tem se revelado notavelmente eficaz, pois se observa que indivíduos suscetíveis à influência do sistema midiático – o qual, reitero, veicula uma agenda ideológica para difundir novas concepções – exercem um impacto considerável sobre vasta parcela da sociedade. Consequentemente, aqueles que não aderem ativamente a essa militância acabam por adotar uma postura, no mínimo, passiva diante de tais transformações, o que facilita a rápida e ampla expansão dessa tendência deletéria por todo o mundo ocidental. Este panorama, convém salientar, acarretará consequências funestas para o cristianismo bíblico.

 Visando à manipulação, os agentes políticos que lideram essa contenda cultural valem-se de uma retórica de falsa compaixão e suposta caridade, bem como de outros expedientes análogos, para disseminar e consolidar preceitos anticristãos em nosso território nacional e em todo o mundo ocidental. Desse modo, evidencia-se um engajamento pleno, impulsionado por uma militância incessante e, por vezes, violenta, cujo objetivo é a concretização de profundas transformações no seio de nossa sociedade. O que subjaz a esse processo é um trabalho meticuloso e uma atuação coordenada, que visam à instauração de um poder global e, finalmente, de uma cosmovisão universal, moldada nos fundamentos de um neossocialismo de matriz marxista.
Adicionalmente a essa tendência, emerge uma outra faceta que desempenha um papel crucial na concretização dessa visão utópica, política, ideológica e anticristã. A obra "Guerra Cultural", de Stephen Hicks, publicada no Brasil pela editora Avis Rara, por exemplo, oferece insights relevantes sobre esse movimento anticristão e, mais especificamente, sobre a vertente que ora se pretende abordar: o pós-modernismo. Hicks apresenta a seguinte análise acerca do pós-modernismo: Prevalece a concepção de que adentramos uma nova era intelectual. Segundo os intelectuais proeminentes, vivemos hoje a era pós-moderna. Argumenta-se que o modernismo findou e que uma era revolucionária é iminente. Esta é concebida como uma era liberta das estruturas opressivas pretéritas, ainda que mantendo preocupações com as projeções futuras. Inclusive os críticos do pós-modernismo, que acompanham o panorama intelectual com certo ceticismo, admitem a emergência de uma nova vertente dominante.
 Na perspectiva pós-moderna, a narrativa de libertação das estruturas opressivas do passado, indubitavelmente, remete a uma questão central. Isso se deve à menção velada de órgãos e instituições, a exemplo do cristianismo bíblico, que são percebidos como sistemas de opressão. Tal dinâmica é observada, por exemplo, no movimento feminista, que interpreta o Antigo Testamento e, em certa medida, também o Novo Testamento como um sistema patriarcal. Consequentemente, fomenta-se um engajamento pela libertação da sociedade desse sistema, frequentemente acusando o cristianismo de sua perpetuação. Este é apenas um vislumbre de como essas transformações se processam a passos largos, embora de forma sutilmente imperceptível. Qual, então, seria a força motriz por trás dessa tendência maligna e demoníaca que se consolida em nossa sociedade?

 Em sua obra "Guerra Cultural", já mencionada, Stephen Hicks cita, à página 10, Jacques Derrida, um dos principais expoentes da pós-modernidade e notório defensor da desconstrução cultural. Hicks destaca em seu livro que Derrida identifica o marxismo como a fonte filosófica e inspiradora do pós-modernismo, conectando seus aspectos abstratos e técnicos da linguística e da epistemologia ao ativismo político.

 Dessa forma, percebe-se que o principal vetor político e força motriz dessa desconstrução e desse anticristianismo é o marxismo cultural, que se infiltrou em todo o sistema ocidental, notadamente nas instituições de ensino e no ambiente midiático. Neste último, jornalistas e canais de televisão abertos se engajam numa militância em prol de uma transformação social que, biblicamente interpretada como decadência, é por eles conceituada como progresso.

 Assim, configura-se um processo contínuo de desconstrução e de implantação de uma nova ordem de coisas, a qual proverá todo o amparo para uma religião global e universal e, por fim, para a chegada do anticristo, cuja vinda será aclamada por seus próprios adeptos, inclusive por aqueles que se intitulam cristãos, mas que, na realidade, são falsos cristãos engajados nesta militância anticristã.

Pode parecer paradoxal que indivíduos professos cristãos lutem contra a própria Igreja; contudo, trata-se, na verdade, de falsos cristãos deliberadamente envolvidos em um movimento diabólico e anticristão, o qual, mais cedo ou mais tarde, empregará sua própria força para destruir a Igreja que permanece comprometida com a verdade e com seus fundamentos. No Salmo 11, versículo 3, encontramos uma indagação de profunda relevância para a contemporaneidade, para a Igreja, e para cada indivíduo justo, redimido e cristão sincero e biblicamente alinhado. Essa pergunta se destina a um seleto remanescente que persevera na postura de homens transformados pelo Evangelho, engajados em uma incessante batalha contra as hostes espirituais da iniquidade que habitam as regiões celestiais, e contra governos e sistemas corrompidos e manifestamente anticristãos. Convém, portanto, que também nós nos debrucemos sobre essa questão, meditando profundamente a seu respeito. A indagação do Salmista nos conduzirá a uma reflexão mais aprofundada acerca de todas as considerações previamente expostas. O Salmista, então, nos interpela: "Se os fundamentos forem destruídos, aonde irá comparecer o justo?" Tal questionamento conserva sua irrefutável pertinência e ressonância em nossos dias.

Transformação ou Guerra Cultural?

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Transformação cultural ou Guerra Contra a Fé Cristã?


Vivemos em uma era de profundas transformações culturais, onde conceitos como identidade, sexualidade e verdade têm sido redefinidos. Para compreender essas mudanças, é essencial analisar as raízes históricas e filosóficas que moldaram a sociedade contemporânea. Carl Trueman, em suas obras "The Rise and Triumph of the Modern Self" e "Strange New World", oferece uma análise abrangente sobre como pensadores e ativistas redefiniram a identidade e desencadearam a revolução sexual.

A reengenharia social procura destruir os valores judaicos cristãos, minar as bases e os fundamentos da civilização ocidental, há uma guerra cultural em processo, usa-se um neologismo, conhecido como “progressismo” esse termo é um paradoxo, esconde algo que deve ser comprrendido dentro do viés ideológico como revolução cultural, e que numa perspectiva cristã, se encaixa perfeitamente no tipo de imoralidade e decadência moral que Paulo descreve em Romanos 1. Nossa sociedade está sendo atacada de todos os lados, o objetivo é destruir todos os fundamentos que ergueram a nossa civilização: os valores judaico cristãos.

1. O Surgimento do Individualismo Expressivo

O conceito de "individualismo expressivo" sustenta que cada pessoa possui um núcleo único de sentimentos e intuições que devem ser expressos para a realização da individualidade. Essa ideia ganhou força com pensadores como Jean-Jacques Rousseau, que argumentava que a sociedade corrompe a autenticidade do indivíduo. Posteriormente, poetas românticos como William Wordsworth e Percy Bysshe Shelley disseminaram essas ideias, enfatizando a importância da expressão dos sentimentos internos como forma de autenticidade.

Essa perspectiva apóia-se no relativismo, a verdade não é mais absoluta, ela é reduzida a cada pessoa em particular, cada um tem a sua própria verdade, é a noção da síntese, opostos devem ser tolerados, a verdade do outro, não importa o quão equivocada esteja, é a verdade dele, e deve ser completamente respeitada, em simples palavra, seria o fim da fé bíblica como ela é, o fim da pratica de evangelismo e a pregação publica da fé cristã, pois a verdade do pagão é tão “verdadeira’ quanto a verdade de um cristão bíblico.

Essa visão, do individualismo expressivo, apresenta outros problemas, contrasta com a perspectiva bíblica, que reconhece a natureza pecaminosa do coração humano:

"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" (Jeremias 17:9)

A Bíblia nos chama a não confiar cegamente em nossos sentimentos, mas a buscar a verdade revelada por Deus.

A verdade não é relativa. o individualismo é a doutrina da serpente satânica, foi ela quem sugeriu a independência e uma verdade relativa e alternativa a verdade divina. O diabo que engana todo o mundo (Apocalipse 12:9) usa a mesma estratégia hoje em dia, usando seus instrumentos, para enganar os homens que pode existir duas verdades, ainda que antagônicas, invariavelmente podem ser alternadas, abandona-se uma para satisfazer os caprichos pessoas de outra, Eva caiu nessa armadilha ideológica e diabólica, ao aceitar o relativismo, foi a primeira a experimentar um individualismo expressivo (Leia Genesis 3)

2. A Revolução Sexual e a Politização da Identidade

A revolução sexual do século XX não foi apenas uma mudança nos comportamentos, mas uma reconfiguração da identidade humana. Sigmund Freud desempenhou um papel crucial ao sexualizar a psicologia, propondo que a sexualidade está no cerne da identidade humana. Wilhelm Reich e Herbert Marcuse, influenciados por Freud e Marx, politizaram a sexualidade, argumentando que a liberdade sexual era essencial para a libertação social.

Essa transformação levou à ideia de que a identidade sexual deve ser reconhecida e afirmada pela sociedade. Qualquer discordância é vista como opressão ou violência. Essa perspectiva desafia a visão cristã de que a identidade é encontrada em Cristo e não em desejos ou sentimentos:

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim." (Gálatas 2:20)

 O que se propõe na verdade é uma justificativa para todo o tipos de relações sexuais condenado pelas escrituras, lemos em Judas 1:7 que transpor os limites, promovendo a promiscuidade e lascívia, recorre em juízo divino, as tendências progressistas modernas são somente querem destruir a sociedade atual, querem induzi-la a uma ruína catastrófica. “E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue á fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno” (Judas 1:6 e 7 ACF)

Essa “revolução sexual” promovida em Sodoma e Gomorra é um exemplo claro de que essas tendências perniciosas sempre existirem e são sempre defendidas pelos homens que vivem sob as trevas e os instintos do homem caído.

3. A Imaginação Social e a Reconfiguração Cultural

Charles Taylor introduziu o conceito de "imaginação social", referindo-se à maneira como as pessoas percebem coletivamente o mundo. Na cultura contemporânea, essa imaginação tem sido moldada por narrativas que promovem a autonomia individual e a rejeição de normas tradicionais. A mídia, a educação e o entretenimento desempenham papéis significativos na disseminação dessas ideias, promovendo uma visão de mundo onde a autodefinição é suprema.

Essa reconfiguração cultural desafia os cristãos a viverem de acordo com os princípios bíblicos, mesmo quando contrários às normas sociais prevalentes:

"E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente." (Romanos 12:2)

 A dinâmica por trás da desconstrução é processada por todos os meios, frente a uma enorme multidão de cristãos analfabetos funcionais que não possuem a mínima capacidade de perceber esse processo desconstrutivo, a maioria perceberá as conseqüências dessa devassidão promovida pela desconstrução progressista, muito tarde, a maioria não suportará as pressões e terá que se conformar com este mundo, por pura segurança pessoal.

4. O Papel da Igreja em um Mundo Pós-Cristão

Diante dessas transformações, a igreja é chamada a ser uma comunidade contracultural que testemunha a verdade do evangelho. Carl Trueman destaca a importância de fortalecer as comunidades cristãs, enfatizando a doutrina, a adoração e a vida em comunhão. Assim como a igreja primitiva floresceu em um ambiente hostil, os cristãos hoje são chamados a viver com fidelidade e coragem.

Essa fidelidade será fruto de um engajamento que virá com uma pregação voltada para as Escrituras, um compromisso com o Evangelho, um retorno a um cristianismo enraizado nos fundamentos da fé cristã. A superficialidade promovida hoje nos púlpitos,  o culto aos sentimentos e a ignorância quanto aos fatos atuais que estão transformando o mundo, serão fatores que só darão mais força para os agentes demoníacos que estão lutando com ferocidade e militância para que esses terríveis mudanças sejam implantadas definitivamente em nossa sociedade.

"Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte." (Mateus 5:14)

Conclusão

A compreensão das raízes históricas e filosóficas das mudanças culturais atuais é essencial para que os cristãos possam responder com sabedoria e graça. As obras de Carl Trueman oferecem uma análise profunda dessas transformações, equipando os crentes para viverem com fidelidade em um mundo que freqüentemente rejeita os valores bíblicos.

"Não podemos nos colocar numa ladeira escorregadia de concessões, para ver caindo ao lado dessas concessões, verdades fundamentais da fé cristã" (C. J. Jacinto)

 

Inspirado em outro artigo que pode ser lido aqui:

https://www.ressourceschretiennes.com/article/comprendre-notre-nouveau-monde-%C3%A9trange

 

Recomendo a leitura do livro:

Guerra Cultural – Como a pós-modernidade criou uma narrativa de desconstrução do ocidente

Autor: Stephen R. C. Hicks – Avis Rara Editora.

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C. J. Jacinto

 

A Apostasia e o Desconstrucionismo Pós-moderno.

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C. J. Jacinto

 

A falta de rigor e de critérios acerca da vida espiritual é uma abertura escancarada para a ação de espíritos enganadores e falsos profetas entre o povo de Deus.

“Ai dos  ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo” (Isaias 5:20)

Introdução

Nos últimos anos, o liberalismo pós-moderno tem exercido uma influência significativa na Igreja por meio do movimento emergente e pelo movimento de desigrejados. Essa tendência, marcada pela desconstrução e pela relativização da verdade, desafia as bases da doutrina cristã e compromete a autoridade das Escrituras. Este artigo explora as conexões intelectuais entre o pós-modernismo, o liberalismo teológico e até mesmo influências de regimes totalitários, como o nazismo e o fascismo. Não podemos permanecer indiferentes contra essa onda anticristã que tenta destruir as bases do cristianismo histórico mediante uma retórica rebuscada, com roupagem de falsa piedade, os dias são difíceis!

O cristianismo é uma religião histórica que esta estabelecida por fatos, suas doutrinas se sustentam por realidades que podem ser verificadas e sustentada pela historicidade e autoridade das Escrituras.

“O fim dos tempos será caracterizado por duas vertentes que parte de uma mesma fonte abissal, a primeira é a multiplicação da iniqüidade e a outra é a desconstrução da fé cristã, a primeira atua de fora da igreja e a outra de dentro, o que a torna excepcionalmente mais perigosa”

O Conceito de Desconstrução

A desconstrução é um método pós-moderno de análise textual que questiona pressupostos, estruturas de poder e hierarquias dentro de um texto. Desenvolvida pelo filósofo francês Jacques Derrida, essa abordagem nega a existência de um significado objetivo e absoluto. Um dos lemas principais dessa teoria é que "não há nada fora do texto", ou seja, o significado é subjetivo e depende da interpretação do leitor. Do ponto de vista piedoso, essa é uma força antagônica e demoníaca, no seu manifesto contra a palavra de Deus satanás no Éden e tirou a autoridade da prescrição divina e colocou sobre si mesmo, tornando-se a autoridade na interpretação do texto de Genesis 2:17 e o salmo 91:10 e apresentando essa referencia bíblica sob uma nova forma de interpretação do texto na tentação no Éden e na tentação de Cristo.

O fato de que a fé cristã está dentro da esfera da sã doutrina se dá pelo fato do uso da excelência da boa hermenêutica ou seja,  deixar que a bíblia seja autoridade final sobre tudo o que ensina dentro de sua cosmologia e cosmovisão.

“Satanás está por trás de todas as tentativas humanas de enfraquecimento da autoridade da Palavra de Deus, ele tem feito isso em maior ou menor medida durante todo o tempo, a tendência de tirar a autoridade do texto bíblico do próprio Deus, pelo Espírito Santo e colocando essa autoridade sob instituições e homens falíveis, esse já é um passo para o declínio da teologia ortodoxa para a apostasia”

Jesus disse que a Palavra é a verdade (João 17:17) o homem deve se submeter a ela, não o contrario.

A Influência da Desconstrução no Movimento Emergente

O movimento emergente, representado por líderes como Rick Warren, Brian McLaren e Tony Jones e outros, adota elementos da desconstrução para reinterpretar as Escrituras. Esse processo resulta em uma visão relativista da fé, onde verdades bíblicas são moldadas de acordo com experiências pessoais e contextos culturais. Nada pode ser tão errado e tão perigoso quanto isso!

A influencia do movimento de desconstrução vai mais além, se infiltra e influencia praticamente todas as vertentes da cristandade abertas para o pós-modernismo. Pior é que tenta se infiltrar até mesmo nos ambientes mais conservadores, o propósito de satanás é contaminar tudo o que puder e seus agentes não poupam esforços para isso.

Eric English, teólogo ligado ao movimento emergente, expressa essa tendência ao afirmar que "a bíblia não é a PALAVRA DE DEUS". Para ele, a elevação da Escritura a um status divino levou a Igreja a usá-la como um instrumento de opressão. No entanto, essa visão ignora o fato de que o próprio texto bíblico se define como Palavra de Deus, como vemos em 1 Tessalonicenses 2:13 I Timoteo 4:5. A negação da bíblia como Palavra de Deus envolve processos de decadências que só podem ser percebidos a longo prazo, na nossa nação, essa negação da Bíblia como Palavra de Deus tem sido uma idéia predominante entre grupos que abandonaram a fé cristã histórica mas desejam desenvolver um sistema alternativo, assim temos os chavões, verdadeiros jargões que funcionam como verdadeiros mantras entre os pós-modernistas: /’mais Jesus e menos religião” ou “Creia em Cristo e não na Biblia”. Para uma mente não entenebrecida pelo espírito da apostasia, essas declarações são simplesmente contraditórias.

O Impacto da Desconstrução na Doutrina Cristã

A desconstrução não apenas questiona a autoridade bíblica, mas também impacta doutrinas fundamentais, como:

  • A existência do inferno: Doug Pagitt, líder emergente, sugere que a linguagem bíblica é inadequada para descrever realidades como o céu e o inferno. (Negação da conseqüência do pecado)
  • A verdade objetiva: No pós-modernismo, a verdade se torna subjetiva e experiencial, favorecendo práticas místicas em detrimento da doutrina sólida. (Ênfase nas emoções e sentimentos)
  • A moralidade transcendente: Ao relativizar o significado do texto bíblico, a desconstrução abre espaço para a rejeição de princípios morais absolutos. (Aceitação do tipo de eisegese que o diabo faz torcendo o significado verdadeiro das Escriuras)

Enfim, ela tem como processo funcional a negação, satanás começou essa confusão no Eden, quando disse “Certamente não morrerás” com isso, o diabo, que é o pai da mentira, minimizou a seriedade do pecado e as suas  conseqüências, enfraqueceu a autoridade da declaração do Senhor, reinterpretou as prescrições divinas e impôs suas conclusões pessoais encima da proibição, ele, o diabo, fez de si mesmo a autoridade na interpretação, para dá a ordem divina, um sentido que não estava na declaração e na ordem do Senhor.

Pedro adverte acerca do homem regenerado que deve desejar afetuosamente o leite racional não falsificado(A Palavra de Deus não adulterada) para que possa crescer espiritualmente através dele (Leia I Pedro 2:2)

As Raízes Filosóficas e a Conexão com o Totalitarismo

Diversos estudiosos apontam que a filosofia pós-moderna, incluindo a desconstrução, compartilha aspectos com ideologias totalitárias. O autor David Hirsch, em The Deconstruction of Literature: Criticism After Auschwitz, traça um paralelo entre a desconstrução e o pensamento nazista, destacando a influência de Heidegger, um dos principais pensadores do pós-modernismo e também um simpatizante do nazismo. Note que esse processo idealizado por filósofos como Heidegger, acaba por abrir portas para idéias que se encaixam perfeitamente com a ideologia do desconstrucionismo, e é por essa via que devemos entender o motivo do nazismo ser tão aberto para a filosofia hinduísta, o esoterismo e o ocultismo.

O pensamento desconstrucionista, ao atacar a razão e a verdade objetiva, cria um ambiente propício para regimes opressores. A negação da verdade absoluta permite a manipulação das massas e a imposição de uma "nova verdade" ditada por aqueles que detêm o poder. E de certa forma, isso ocorre também em qualquer contexto onde a autoridade da Palavra de Deus é enfraquecida e diminuída, e é por isso que em seitas neopentecostais e carismáticos, um líder passa a dar ênfase sobre si mesmo, abrindo possibilidades de manipulação, controle de mente, persuasão, opressão, autoritarismo etc. Muitos lideres carismáticos se tornam unilaterais, porque nutrem a idéia de que recebem novas revelações diretas de Deus, por isso podem estar acima das Escrituras, sentem-se como criaturas semi-divinas, e por isso mesmo encontramos tanto culto a personalidade dentro da cristandade. Onde a autoridade das Escrituras é diminuída e enfraquecida, essas coisas ocorrem, o episodio trágico envolvendo Jim Jones e os membros da sua seita pode ser um exemplo dessa decadência espiritual.

“Porque nós não somos, como muitos, que ganham falsificando a Palavra de Deus, antes a falamos em Cristo com sinceridade, antes como de Deus na presença de Deus (II Corintios 2:17)

O Perigo da Desconstrução na Igreja

A aplicação da desconstrução à teologia cristã leva a sérias consequências, incluindo:

  • Confusão doutrinária: A fé deixa de ser baseada na revelação divina e passa a depender da interpretação pessoal de cada indivíduo.
  • Rejeição da autoridade bíblica: Se a Bíblia não possui um significado objetivo, qualquer doutrina pode ser relativizada ou descartada.
  • Abertura para heresias: O abandono da interpretação histórica e tradicional das Escrituras conduz ao sincretismo religioso e à adoção de práticas contrárias à fé cristã.

Conclusão

A infiltração do liberalismo pós-moderno na Igreja, especialmente através da desconstrução, representa um grande desafio para a fé cristã. Ao questionar a verdade absoluta e a autoridade das Escrituras, esse movimento conduz ao relativismo e à dissolução da doutrina bíblica.

Muitas igrejas atuais já se encontram em déficit e estão totalmente abertas para o espírito do erro, quando não dão importância para a exposição fiel das Escrituras, o abandono de sermões bíblicos, temáticos, expositivos e textuais, enfraquecem os verdadeiros cristãos e fortalecem os falsos cristãos, abrem a porta para todo tipo de engano e colocam Cristo para fora da assembléia (Apocalipse 3:20) essa tendência por si só já é uma tragédia, porém o enfraquecimento da autoridade das Escrituras é um chamado para o diabo assumir o lugar de autoridade nas questões espirituais. Foi isso que Eva fez, permitiu que o diabo fosse o interprete, quando a prescrição do Senhor era clara por si mesma “Certamente morrerás” quando não, falsos profetas assumem o controle, falsos doutores introduzirão suas falsas doutrinas quando não mais se busca que os verdadeiros pregadores tenham voz pregando tão somente a sã doutrina e defendendo a autoridade final das Escrituras.

Diante disso, é essencial que os cristãos permaneçam firmes na sã doutrina, como alertado pelo apóstolo Paulo em 2 Timóteo 4:3-4: "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores segundo as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas".

Para preservar a fé, é fundamental rejeitar ideologias que minam a autoridade das Escrituras e reafirmar o compromisso com a Palavra de Deus como verdade absoluta e imutável.

Então por onde devemos começar? Simplesmente repita quantas vezes for possível, que a bíblia é um livro inspirado, sua inspiração é verbal e plenária, é inerrante e é autoridade final. Não espere ouvir a voz de Deus em um homem que ocupa o púlpito com a boca aberta e com a bíblia fechada durante toda a semana. E se para salvar um enfermo, o medico com suas ferramentas toma muito cuidado, e pode passar horas numa cirurgia, tomando todos os cuidados necessários com um zelo de juramento que fez sobre a sua profissão em salvar pessoas de uma vida passageira, o que se deve esperar de um homem que trata da vida eterna dos outros homens?

 

Bibligrafia:

Esse estudo bíblico foi inspirado no excelente artigo que pode ser lido aqui:

https://amos37.com/apostasy/