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O PERENIALISMO OU A UNIVERSALIDADE DO ERRO - C. J. Jacinto

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O Perenialismo ou a Filosofai Perene defende a idéia de que há verdades centrais comuns a todas as grandes tradições religiosas, creio o oposto, as grandes religiões mundiais operam sob a ótica adâmica de tentar resolver o problema do pecado com folhas de figueiras, ou seja, salvação pelas obras, todas labutam em erros: a salvação pelas obras. Quanto mais o tempo avança para o fim, mais o cristianismo bíblico fica só na questão fundamental e a absoluta de que a justificação é somente pela fé e realizada por Cristo através de uma obra consumada e perfeita na cruz.

 

 

Há alguns anos, deparei-me com a obra “A Filosofia Perene”, de Aldous Huxley. Trata-se, sem dúvida, de um livro singular, que articula com clareza uma perspectiva próxima ao ecumenismo, guardando estreita semelhança com os postulados de Helena Petrovna Blavatsky e a Teosofia. Assim como Huxley — cujo legado intelectual permanece como um marco para a humanidade —, Blavatsky exerceu uma influência profunda sobre o pensamento esotérico e espiritualista contemporâneo, o que torna imperativa uma análise detida sobre a filosofia perene apresentada pelo autor. Aldous Huxley consolidou-se como um dos principais expoentes do misticismo psicodélico, defendendo essa perspectiva em sua obra de 1954, “As Portas da Percepção”. É notável a correlação entre essa faceta de Huxley e seu célebre romance distópico, “Admirável Mundo Novo”. Nesta obra, o autor projeta uma sociedade futura na qual a tecnologia e a submissão por meio de substâncias psicotrópicas são intrinsecamente ligadas, traçando um cenário apocalíptico que guarda semelhanças inquietantes com as trajetórias da sociedade contemporânea.
Dessa forma, Huxley apresenta-se como um profeta místico para uma nova era, tão aguardada pelo mundo contemporâneo. Sua filosofia perene sustenta que as grandes religiões compartilham um núcleo comum e podem coexistir harmoniosamente, respeitando a integridade de cada tradição. Em última análise, a mensagem de Huxley ressoa com o pensamento de Blavatsky, ao afirmar que existe uma unidade subjacente em todas as religiões mundiais, composta pelas verdades essenciais que as unem.
A filosofia perene, conforme postulada por Aldous Huxley, fundamenta-se na premissa de que existe uma verdade metafísica universal, intrínseca e eterna, compartilhada pelas grandes tradições religiosas e místicas da humanidade, a despeito de suas divergências formais em termos de dogma, ritual ou contexto cultural. Huxley sistematizou e popularizou essa concepção em sua obra homônima, publicada em 1945. O livro compõe-se de uma antologia de textos de sábios e místicos provenientes de vertentes distintas — como o hinduísmo, o budismo, o taoísmo, o cristianismo (com ênfase na tradição católica), o islamismo e o sufismo —, acrescida de comentários analíticos do próprio autor.
Para Huxley, o propósito fundamental da existência humana reside na identificação com o Eu eterno. Em diversas tradições e escolas esotéricas, este conceito corresponde ao "Eu Superior", cuja busca culmina no conhecimento unitivo do fundamento divino. Tal perspectiva guarda notável afinidade com o pensamento de Plotino, principal expoente do neoplatonismo, cujas premissas convergem, sem dúvida, com as teses centrais da Filosofia Perene. Determinados movimentos esotéricos e sociedades secretas parecem corroborar essa mesma premissa. A Maçonaria, por exemplo, manifesta uma aceitação abrangente de diversas vertentes religiosas, alicerçada em uma concepção notadamente abstrata e subjetiva da divindade. Embora a instituição estabeleça como requisito a crença em um ente supremo, este é designado como o "Grande Arquiteto do Universo". Trata-se de um termo ambíguo que permite a convergência de interpretações diversas, adequando-se a qualquer tradição espiritual, seja ela o hinduísmo, o taoísmo ou o cristianismo.
Para além da própria figura de Aldous Huxley, essa corrente tradicionalista e universalista congrega expoentes de grande renome na atualidade. Entre eles, destaca-se o Dr. Huston Smith, falecido em 2016, cuja influência permanece determinante em nossos dias, e Ken Wilber, autor de relevo que defende não apenas os princípios do perenialismo, mas uma abordagem evolutiva da consciência. O rol de intelectuais dedicados à defesa da filosofia perene inclui, ainda, nomes proeminentes como Frithjof Schuon, Martin Lings, Titus Burckhardt e William Stoddard, entre outros. Adicionalmente, a vertente compreende influências significativas de pensadores como Julius Evola e Aleksandr Dugin.

O que temos então na filosofia perene, proposta por Adolf Zussley, não é outra coisa senão a afirmação de que por baixo das diferenças superficiais de todas as principais religiões do mundo, existe uma mesma verdade eterna sobre a natureza última da realidade e o destino do ser humano. Seus defensores atuais continuam a promovê-la tanto em versões mais rigorosas e tradicionais, quanto em abordagens mais abertas e contemporâneas, mas no entanto a filosofia perene se trata de um universalismo, se trata de um tipo de abertura para um ecumenismo onde a verdade ela não é mais absoluta, ela é relativa, de modo que simplesmente tentar fazer com que todas as religiões tenham uma essência em comum com relação a. A plano de salvação, por exemplo, e a relação com o Senhor Jesus Cristo diferem de modo abissal, incompatível com a fé cristã. O cristianismo apresenta na sua teologia doutrinas que não existem e não podem ser encontradas em nenhuma outra religião, de modo que nós podemos ver e perceber através da pessoa e a obra consumada de Jesus Cristo na Cruz do Calvário e a maneira como Deus lida com o pecado, ficando o cristianismo completamente isolado e não é qualquer tipo de associação e ideias com qualquer tipo de doutrina fundamental das outras religiões. A filosofia perene, conforme proposta por Aldous Huxley, postula que, sob as disparidades superficiais das principais religiões mundiais, reside uma verdade atemporal acerca da natureza última da realidade e do propósito da existência humana. Embora seus defensores contemporâneos a promovam por meio de vertentes tanto tradicionais quanto abertas, tal corrente caracteriza-se como um universalismo que sugere uma perspectiva ecumênica, na qual a verdade deixa de ser absoluta para tornar-se relativa.

Contudo, a pretensão de atribuir uma essência comum a todas as religiões é incompatível com a fé cristã. O cristianismo sustenta doutrinas singulares que não encontram paralelo em qualquer outra tradição religiosa. Por intermédio da pessoa e da obra consumada de Jesus Cristo no Calvário, bem como pela forma como a divindade trata o pecado, o cristianismo estabelece uma distinção absoluta, tornando inviável qualquer tentativa de harmonização com os dogmas fundamentais de outros sistemas de crença. Na realidade, essa é uma noção de longa data. A expressão "filosofia perene" foi cunhada pelo humanista renascentista Agostinho Steuco em 1540. O termo remetia à existência de um núcleo de sabedoria comum a todas as religiões e ao esforço da Escola Neoplatônica, liderada por Marsilio Ficino, em sintetizar tal saber em uma filosofia transcultural. É esse conceito que Aldous Huxley aborda em sua obra. Embora se argumente que rudimentos dessa corrente possam ser encontrados no conhecimento tradicional de diversos povos ao redor do mundo e que suas formas plenamente desenvolvidas estejam presentes em todas as grandes religiões, tal premissa é equivocada e destituída de veracidade. Este movimento, portanto, é desprovido de veracidade. Trata-se de uma falsidade, em total desconformidade com os princípios do Evangelho. Jesus Cristo afirmou categoricamente ser o caminho, a verdade e a vida, estabelecendo que ninguém chega ao Pai senão por intermédio d'Ele. Os apóstolos, ao longo de seu ministério, proclamaram de forma contundente que não há salvação em nenhum outro, pois não existe sob o céu outro nome dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos. O apóstolo João, por sua vez, registra que a lei foi dada por Moisés, enquanto a graça e a verdade vieram por meio de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.



A partir destas declarações do Novo Testamento, depreende-se que a verdade não se encontra nas religiões pagãs — fossem elas gregas, egípcias ou orientais. No contexto das Escrituras, tais práticas foram integralmente rejeitadas. O apóstolo Paulo nunca pregou uma filosofia perene, e tampouco Jesus se referiu a ela; o universalismo, portanto, é essencialmente anticristão. Ao analisarmos passagens como 1 João 4:1-6, observamos que o apóstolo nos confere o critério para discernir a verdade: a necessidade de provar os espíritos para distinguir o espírito da verdade do espírito do erro. Durante suas viagens missionárias pela Grécia, o apóstolo Paulo dedicou-se à pregação do Evangelho, plenamente convicto da falsidade das religiões que o cercavam. Em Segunda Timóteo 1:10, ele declara de forma sucinta e categórica que a vida e a imortalidade foram trazidas à luz por meio do Evangelho. Da mesma forma, Jesus referiu-se ao Espírito da Verdade — o qual guia os fiéis a toda a verdade —, ressaltando que o mundo, imerso em suas próprias crenças, é incapaz de recebê-lo, a menos que se converta ao Evangelho. Portanto, quando Aldous Huxley e outros defensores da filosofia perene buscam apresentar uma verdade abstrata e subjetiva, operam sob a inspiração do erro, uma vez que o Espírito da Verdade não os conduziu à revelação de que existe apenas um caminho, uma verdade e uma vida: Jesus Cristo, e somente Ele.
A filosofia perene, com seu viés universalista, configura-se como um mecanismo de transformação global voltado à instituição de uma religião única e universal. Sob o pressuposto de que todas as crenças compartilham uma verdade comum, deslegitima-se a necessidade da pregação do Evangelho, promovendo-se a convergência religiosa fundamentada no perenialismo e em seus desdobramentos, como o ecumenismo. Percebe-se, portanto, que tal processo é estruturalmente falacioso. O apóstolo Paulo apresenta severas advertências contra essa modalidade de universalismo, que substitui a salvação exclusiva por meio de Cristo Jesus por experiências místicas e obras humanas. O apóstolo enfatiza que aquele que pregar um evangelho distinto — ainda que fosse um anjo do céu — incorreria em maldição; sendo assim, tal juízo recai com ainda maior rigor sobre homens mortais. Ademais, a Segunda Epístola a Timóteo (4:4) profetiza que muitos se desviariam da verdade, voltando-se a fábulas. É precisamente nesse âmbito que a filosofia perene se enquadra: como uma narrativa destituída de fundamento na revelação divina.
As grandes tradições religiosas do mundo, em sua maioria, estruturam-se sobre a premissa da salvação por meio das obras. Ao examinarmos o hinduísmo, ou o islamismo — que refuta veementemente a encarnação de Cristo —, constatamos que a maior parte das doutrinas globais nega a divindade encarnada de Jesus. Diante desse cenário, torna-se imperativo aplicar um discernimento rigoroso para distinguir se uma crença provém do espírito da verdade ou do espírito do erro. Observa-se, com clareza, que as religiões tradicionais divergem fundamentalmente do Evangelho, posicionando-se em oposição aos seus pilares centrais. O cristianismo distingue-se de todo o sistema religioso global tanto por sua antropologia quanto por sua soteriologia. Ao proclamar Cristo como o único Salvador, o cristianismo permanece singular ao afirmar que a justificação ocorre exclusivamente pela fé, decorrente da obra redentora de Cristo em favor do homem, e não por méritos humanos. Esta é uma verdade absoluta e inegociável do Evangelho. Portanto, a filosofia perene revela-se um equívoco doutrinário, uma construção infundada e essencialmente anticristã.


 

 

O RELATIVISMO MORAL E A NEGLIGENCIA AO BOM COMBATE DA FÉ C. J. Jacinto

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O relativismo é uma doutrina filosófica que defende a pluralidade de verdades, negando a existência de absolutos. Nessa cosmovisão, uma verdade pode ser relativa, configurando-se como uma percepção puramente pessoal ou cultural, o que permite a coexistência de pontos de vista opostos como legítimos. Contudo, à luz do Evangelho e da doutrina das Escrituras, o relativismo é uma heresia. Mais do que isso, ele atua como o principal motor de uma apostasia moral generalizada, que compromete profundamente a sociedade contemporânea e pós-moderna.
O relativismo configura, em sua essência, uma contradição lógica. Para que tal sistema seja coerente, ele precisaria fundamentar-se em um princípio absoluto; caso contrário, não haveria critérios que sustentassem o relativismo como uma verdade normativa ou um padrão de validade. Consequentemente, torna-se insustentável a tese de que a verdade é, por natureza, ambígua e plural. Ao rejeitar os absolutos em favor de uma ambiguidade universal, o relativismo incorre em uma contradição intrínseca aos seus próprios termos. Em última análise, o relativismo constitui uma contradição em si mesmo, revelando-se uma tese insustentável e um mero jogo retórico. Embora muitos o considerem um absurdo, é inegável que esta corrente está profundamente enraizada na sociedade pós-moderna. Consequentemente, o relativismo consolida-se não apenas como um perigo latente, mas como uma força anticristã em crescente expansão no tecido social contemporâneo.

Em suma, o relativismo sustenta que a verdade é subjetiva, variando conforme a perspectiva individual. Uma tese tão simplista jamais teria sido considerada seriamente em épocas passadas. Contudo, após décadas de um esforço metódico para erodir a educação, o Evangelho, a moral e os valores judaico-cristãos, disseminou-se a aceitação do relativismo como uma cosmovisão vigente. É imperativo que todo cristão rejeite e combata essa postura, fazendo dela um tema recorrente nos púlpitos contemporâneos. Todavia, observa-se uma negligência alarmante até mesmo entre aqueles que se autodenominam fundamentalistas ou conservadores. Tal omissão revela um cristianismo frouxo, que falha em expor e confrontar abertamente os erros de nosso tempo, evidenciando que o caráter de muitos conservadores modernos parece estar em dissonância com as verdades bíblicas fundamentais. Devemos, portanto, considerar a exortação de Judas 3 e batalhar pelo bom combate da fé, demonstrando a todos — especialmente aos cristãos — a ilogicidade do relativismo. É possível que você já tenha tido contato com a refutação clássica dessa corrente de pensamento: se toda verdade é relativa, a própria veracidade dessa afirmação também o seria, o que a torna internamente contraditória. Embora esse argumento atinja o cerne da questão, há quem o considere apenas um exercício retórico ou um jogo de palavras.
Abordemos a questão sob outra perspectiva, ainda que o resultado permaneça o mesmo. Para mim, a verdade abarca proposições como a ressurreição de Jesus e a compreensão de que o Evangelho representa as boas novas de salvação para a humanidade. É possível, contudo, que tais enunciados sejam considerados verdades por mim, enquanto outros os reputem como falsos? Pode a afirmação "Jesus ressuscitou dos mortos" ser verdadeira, ao passo que sua negação também o seja para outrem? Em outros termos, uma afirmação e sua contradição podem ser simultaneamente verdadeiras? Se os termos fundamentais mantiverem significados constantes, ambas as proposições não podem ser verdadeiras sem violar o princípio da não contradição, um alicerce indispensável ao pensamento racional.
Analisemos um exemplo clássico sobre o qual pretendo discorrer. Ao observarmos o céu ao meio-dia, constatamos que o Sol emite luz. Este é um fenômeno absoluto, perceptível de qualquer ponto do planeta, inclusive nas comunidades mais remotas: ao contemplar o firmamento, o indivíduo reconhece que a luminosidade irradiada pelo Sol é a causa direta da claridade diurna. Trata-se, portanto, de uma verdade absoluta; ninguém poderia sustentar, sob qualquer pretexto, que o Sol emite trevas. O relativismo moral é incompatível com a lógica, pois, ao afirmar que o Sol emite trevas, o indivíduo não apenas incorre em um erro, mas profere um absurdo. Por conseguinte, o relativismo moral constitui a raiz de todo absurdo. Conforme estabelecido formalmente no campo da lógica, o princípio da não contradição, segundo Aristóteles, postula que um mesmo atributo não pode, simultaneamente, pertencer e não pertencer a um mesmo sujeito sob o mesmo aspecto. Ou estou presente, ou não estou; a coexistência de ambos os estados é impossível. Da mesma forma, um indivíduo é cristão ou não o é, uma vez que uma afirmação e sua respectiva negação não podem ser simultaneamente verdadeiras, desde que os termos mantenham significados constantes. Esse postulado constitui o fundamento do método de demonstração indireta, amplamente utilizado no estudo da geometria e digo mais, em qualquer modelo de pensamento sério.

 A verdade possui uma referência central, o que, por consequência, nos conduz a uma conclusão lógica. Em qualquer ponto deste planeta, um círculo permanece sendo um círculo; trata-se de um absoluto inegociável. Aquele que, ao observar um círculo, afirme ver um quadrado, encontra-se sob efeito de entorpecentes ou apresenta um comprometimento psiquiátrico. Portanto, o círculo constitui um padrão absoluto, válido universalmente, independentemente da localização geográfica ou do transcurso do tempo.


Não podemos olhar para um pássaro e dizer que é um elefante. Da mesma forma, não podemos olhar para um elefante e dizer que é um pássaro. Dessa forma, devemos entender completamente esse aspecto, que ele é fundamental. É um absoluto, pelo qual determina as coisas reais. O relativismo nos leva para a confusão, para o caos. Nos leva para o engano, para o erro. O relativismo é essencialmente diabólico. Existem, hodiernamente, indivíduos que rejeitam a existência de verdades absolutas; de fato, vivemos em um mundo permeado por essa mentalidade. É surpreendente observar que, nas universidades — ambientes que deveriam ser o reduto da lógica, da racionalidade e do pensamento intelectual rigoroso —, proliferam teses absurdas, como a do relativismo moral. Tal fenômeno evidencia uma clara falência das instituições de ensino. Atualmente, uma parcela expressiva da sociedade, incluindo figuras de liderança, tem abraçado o pós-modernismo e desafiado a própria noção de verdade objetiva. Embora se pudesse especular que tal comportamento não passe de um estratagema retórico para angariar notoriedade ou impulsionar carreiras, a realidade é mais profunda e preocupante. Pessoas consideradas sérias têm defendido tais ideias, o que nos leva a questionar a integridade de seu discernimento, visto que a adesão doutrinária ao relativismo moral denota uma grave distorção do juízo. Conforme as Sagradas Escrituras, especificamente em 2 Timóteo 2:17, o apóstolo Paulo adverte que certos ensinos corroem como gangrena. De fato, poucas correntes de pensamento são tão deletérias, em termos espirituais e morais, quanto o relativismo. Inquietantemente, essa filosofia tem infiltrado o ambiente eclesiástico, em grande parte devido à omissão daqueles que deveriam combatê-la. Lamento a aspereza de minhas palavras, mas é necessário reconhecer que uma vasta parcela dos que se autodenominam cristãos conservadores tem demonstrado uma negligência alarmante.

Muitos negligenciam seus deveres nos púlpitos, omitindo-se de travar o bom combate da fé com a necessária austeridade e vigor contra as investidas do relativismo moral. Portanto, afirmo com clareza: todos aqueles que se omitem no combate ao relativismo moral posicionam-se, inevitavelmente, ao lado daqueles que o promovem. O silêncio é uma falha grave, especialmente quando nossos púlpitos e ministérios têm o dever de advertir, corrigir e orientar quanto às tendências contrárias aos princípios cristãos que, hodiernamente, infiltram-se nas igrejas evangélicas. Essa penetração ocorre porque a negligência atua como uma brecha, permitindo a entrada sutil de ideologias nocivas. Assim, o silêncio não é apenas uma ausência de voz, mas uma forma de cumplicidade com o erro e com o pai da mentira; o diabo. Despertai.

 

A TRANSFIGURAÇÃO DO ESPIRITO DO ERRO (Livreto Grátis)

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Livreto Grátis: O Anticristo

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O Perigo da Idolatria

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 O SEGUNDO MANDAMENTO

O Perigo da Idolatria

Um estudo bíblico sobre veneração, adoração e o coração do homem

Êxodo 20:4-5  “Não farás para ti imagem esculpida... Não te prostrarás diante delas nem lhes servirás.”

A idolatria é um pecado gravíssimo. Milhões de pessoas, ignorando o alcance desse perigo, veneram imagens — e, quando confrontadas, ouvem de falsos mestres que “venerar não é adorar”. As Escrituras, porém, não fazem essa distinção.

O exemplo mais claro está em Éfeso. Ali existia um grande santuário dedicado à deusa Diana (Ártemis), um verdadeiro centro de peregrinação: pessoas vinham de toda parte para venerar sua estátua. E o que fazer isso significava? Dirigir orações a Diana, prostrar-se diante dela, invocá-la, pedir suas bênçãos e proteção, cantar-lhe hinos, celebrar cultos e homenagens, carregá-la em procissão e erguer templos e estátuas em sua honra.

A própria Bíblia de Jerusalém afirma que quem praticava tudo isso venerava Diana (Atos 19:27) — e o que faziam, de fato, era adorá-la. Veneração e adoração são a mesma coisa: todo o conjunto ritualístico e cerimonial é idêntico, não há diferença real entre eles. Termos como dulia, hiperdulia e protodulia são apenas neologismos criados para justificar aquilo que Deus condena.

Por isso, a Palavra nos adverte: cuidado com os falsos mestres que promovem “heresias destruidoras” (2 Pedro 2:1). No final das contas, quem enfrentará o juízo pela prática da idolatria não são apenas os que ensinam o erro, mas também os que, induzidos por eles, o seguem.

 

O Contexto: Êxodo 20:4-6

Êxodo 20:4-6  “Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te curvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, e que uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.”

Qual é a principal recomendação deste texto?

Retirando os elementos secundários, o mandamento pode ser resumido assim: “Não farás para ti imagem esculpida, nem semelhança alguma de qualquer coisa... Não te prostrarás diante delas, nem as servirás.”

Embora pareçam duas ordens distintas, trata-se de uma única ideia central: as imagens não devem ser feitas para fins de adoração. E o termo “adoração” é amplo — inclui temer, amar, obedecer, crer ou prestar qualquer forma de serviço religioso.

Qual é a raiz do pecado da idolatria?

Romanos 1:21-23  “...pois, embora conhecessem a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos obscureceram-se. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus incorruptível por imagens semelhantes ao homem mortal, bem como a aves, quadrúpedes e répteis.”

Segundo este texto, a raiz da idolatria não é ignorância — é rejeição deliberada do conhecimento de Deus. Eles conheciam a Deus, mas o recusaram, trocando sua glória invisível por uma imagem feita por mãos humanas.

É proibido, então, fazer qualquer tipo de imagem?

À primeira vista, o mandamento poderia sugerir que toda escultura, pintura ou imagem é proibida. No entanto, as próprias Escrituras mostram que Deus, em certas ocasiões, ordenou a criação de imagens:

•       Êxodo 25:18-20 — “Farás dois querubins de ouro... farás os querubins desde uma extremidade até ao propiciatório.”

•       Números 21:8-9 — “Faça uma serpente de bronze e coloque-a numa haste; e todo aquele que for mordido e olhar para ela viverá.”

Esses exemplos deixam claro que criar uma imagem, em si, não é pecado. O problema começa em outro ponto.

Em que momento uma imagem se torna proibida?

Uma imagem se torna proibida no exato instante em que passa a ser adorada — isto é, temida, amada, respeitada, servida ou obedecida.

2 Reis 18:4  “Ele removeu os lugares altos, quebrou as pedras sagradas, derrubou os postes de Aserá e despedaçou a serpente de bronze que Moisés havia feito, pois os israelitas até então queimavam incenso diante dela; ela era chamada de Neustã.”

Vale observar: essa era a mesma serpente que Deus havia mandado Moisés construir séculos antes! Ainda assim, quando o povo passou a queimar incenso diante dela, ela se tornou um ídolo — e teve de ser destruída. Isso mostra algo essencial: até uma imagem originalmente ordenada por Deus pode tornar-se idolatria quando recebe culto. E mais: mesmo adorar uma imagem em nome do Senhor ou de Jesus Cristo continua sendo idolatria (Êxodo 32:4-5; Atos 7:41; 1 Coríntios 10:7).

Qual é a loucura da idolatria?

Salmo 115:4-8  “Os seus ídolos são prata e ouro, obra de mãos humanas. Têm boca, mas não podem falar; têm olhos, mas não podem ver; têm ouvidos, mas não podem ouvir; têm nariz, mas não podem cheirar; têm mãos, mas não podem sentir; têm pés, mas não podem andar; não emitem som algum na garganta. Os que os fazem são como eles, e todos os que neles confiam.”

A idolatria não é apenas errada — ela é absurda. Os ídolos são meras criações humanas, incapazes de falar, ver, ouvir ou agir. Por isso devem ser rejeitados não só porque Deus os proíbe, mas também por sua total futilidade: aquele que confia num ídolo torna-se tão sem vida quanto ele.

Qual é a realidade espiritual por trás da idolatria?

1 Coríntios 10:19-20  “Que quero dizer então? Que os sacrifícios oferecidos a ídolos sejam importantes? Ou que os ídolos sejam importantes? De maneira nenhuma! Quero dizer que os gentios oferecem sacrifícios a demônios e não a Deus. E não quero que vocês sejam parceiros de demônios.”

Por trás de toda estátua muda há uma realidade viva e sombria: Paulo revela que a adoração de ídolos é, espiritualmente, adoração de demônios. É mais uma razão — talvez a mais séria de todas — para rejeitar completamente a idolatria.

A idolatria se limita a estátuas e imagens físicas?

Efésios 5:5-7  “Pois vocês podem ter certeza disto: nenhum imoral, impuro ou avarento — que é idólatra — tem herança no Reino de Cristo e de Deus. Ninguém os engane com palavras vazias, pois é por causa dessas coisas que a ira de Deus vem sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejam cúmplices deles.”

Não. A idolatria vai muito além de objetos físicos. Elevar um desejo, uma pessoa ou um prazer acima de Deus também é idolatria — a Bíblia chama isso, inclusive, de idolatria espiritual. O coração humano é, como já disse Calvino, uma “fábrica de ídolos”: pode idolatrar dinheiro, status, uma pessoa amada, o próprio corpo ou até a religião.

Qual é o julgamento de Deus contra os idólatras?

No Antigo Testamento, Deus julgou a idolatria com extrema severidade. E o Novo Testamento confirma que o julgamento eterno também aguarda os que persistem nesse pecado:

•       Gálatas 5:19-21 — “Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza, libertinagem, idolatria... os que praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus.”

•       Apocalipse 21:8 — “Mas, quanto aos medrosos, aos incrédulos, aos abomináveis... aos idólatras e a todos os mentirosos, o lugar deles será no lago que arde com fogo e enxofre. Esta é a segunda morte.”

Como podemos escapar desse julgamento?

Há apenas um caminho: Jesus Cristo, que morreu pelos nossos pecados e é capaz de nos libertar da escravidão a eles — incluindo a escravidão da idolatria.

•       Atos 17:29-31 — “Portanto, visto que somos geração de Deus, não devemos pensar que o ser divino seja semelhante a ouro, prata ou pedra, esculpido pela imaginação e habilidade do homem. No passado, Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena a todos, em todos os lugares, que se arrependam...”

•       João 3:36 — “Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele.”

•       Romanos 10:13 — “Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.”

Se você é idólatra — ou pratica qualquer outro pecado — arrependa-se agora e confie em Jesus Cristo como seu Salvador. Ele perdoa e concede vida eterna a todo aquele que a Ele se volta.

 

Para o Cristão

Se você já é cristão, mas percebe que está sendo tentado pela idolatria — ou se este estudo revelou alguma culpa nesse pecado — saiba que há libertação real e disponível para você. O caminho é claro:

1.    Arrependa-se e confesse este pecado diante de Deus

Colossenses 3:5  “Portanto, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês...”

1 João 1:9  “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”

2.    Rejeite categoricamente todas as formas de idolatria

2 Coríntios 6:16–7:1  “Que acordo há entre o templo de Deus e os ídolos? Pois nós somos o templo do Deus vivo... Saiam do meio deles e separem-se, diz o Senhor. Não toquem em nada impuro, e eu os acolherei... Purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.”

Que o Senhor te abençoe por meio deste estudo do segundo mandamento.




C. J. Jacinto

Os Quatro Picos do Poder

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A Maior Eficácia da Cruz

Lugares Celestiais: Efésios 1:3, 20 | Efésios 2:6 | Efésios 3:10

 

Por Bill Burkett

 

 

Leitura: Romanos 6 a 8

 O mais alto Pico de Poder em Cristo —Romanos 8:13 Efésios 3:14-21 | Efésios 1:15-23 e 2 Coríntios 10:5

 



As Quatro Experiências Ascendentes da Vida Crucificada — A Morte do Eu

A doutrina da mortificação: Entrar na plenitude da vida em Cristo é ilustrado para nós, repleta de uma beleza que traz muitos desafios para se alcançar o topo. Quão enganados estão se tornando os cristãos modernos, que são ensinados a se comprazer no mundo e até mesmo a viver no pecado "porque Jesus perdoa". Não haverá desculpa para os falsos mestres nem para os seus seguidores por abraçarem tal evangelho carnal. A Bíblia é clara e em lugar algum ensina um estilo de vida indulgente. Existem quatro grandes conquistas ascendentes para ter a vida de Cristo. Eu as chamo de Os Quatro Picos do Poder do evangelho. O verdadeiro propósito da cruz, conforme a Escritura explica, é o resultado desejado de alcançar um alto nível de caráter santo que podemos chamar de caráter sobrenatural ou santidade — uma natureza que somente Deus pode dar aos homens que esperam em Sua presença. Mas, nos últimos anos, uma apostasia se instalou na igreja, levando a maior parte do evangelicalismo, e especialmente os pentecostais, a cair em um estado de quase total renúncia da vida e da mensagem que outrora abraçaram. Muito disso se perdeu quando a igreja começou a acreditar que precisava se relacionar mais com o mundo e se tornar parecida com as pessoas do mundo para ganhá-las. No entanto, não fomos chamados para nos relacionar com o estilo de vida do homem depravado! Fomos chamados para agradar ao Senhor e obedecer aos Seus mandamentos. Quando fazemos isso, ficamos em um contraste marcante com o mundo, e essa vida pura e santa é admirada, permitindo que o Espírito Santo opere Seu milagre de transformação a partir desse contraste. Contudo, muitos cristãos que antes mantinham a pura doutrina apostólica se voltaram para os deuses deste mundo em busca de prazer e gratificação. Quando um cristão renuncia à sua crença no comportamento santo, o resultado é a apostasia. Ele desliza para um ambiente comunitário eclesial completamente desprovido de ensino sobre as doutrinas de poder da santificação e da mortificação da carne (1 Coríntios 1:30; 1 Tessalonicenses 4:3-4; 2 Tessalonicenses 2:13; 1 Pedro 1:2; Romanos 8:13; Colossenses 3:5; Gálatas 2:20) — duas das doutrinas mais vitais da cruz! E a palavra santificação é sempre traduzida do grego hagiasmos, que significa um estado de ser ou de continuidade na pureza. C.T. Studd descreveu eloqüentemente a mundanismo dos cristãos apóstatas como uma "esplêndida idiotice". A apostasia do evangelicalismo atingiu as proporções de uma heresia incontestável e de renúncia da pureza do reino da igreja antinômica de Laodiceia em Revelação (Apocalipse) 3. Jesus expôs essa igreja como corrompida, podendo ser um tipo da igreja dos últimos tempos. O evangelho apóstata é um evangelho que mima e acalenta o desejo carnal pela gratificação corporal. Pregadores carismáticos de grande destaque criaram um evangelho orientado para o corpo, colocando a maior parte da ênfase na riqueza e no prazer — diametralmente oposto à ênfase dos apóstolos. Perdemos a mensagem de Romanos 6 a 8, substituindo sua verdade por emocionalismo e um tipo descuidado de sentimentalismo carnal. Eles pensam que seu louvor ganhará o favor de Deus, mas Deus não faz tais concessões.