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Expondo Erros, Mostrando Verdades Bíblicas
O Perenialismo ou a Filosofai Perene
defende a idéia de que há verdades centrais comuns a todas as grandes tradições
religiosas, creio o oposto, as grandes religiões mundiais operam sob a ótica adâmica
de tentar resolver o problema do pecado com folhas de figueiras, ou seja,
salvação pelas obras, todas labutam em erros: a salvação pelas obras. Quanto
mais o tempo avança para o fim, mais o cristianismo bíblico fica só na questão
fundamental e a absoluta de que a justificação é somente pela fé e realizada
por Cristo através de uma obra consumada e perfeita na cruz.
Há alguns anos, deparei-me com a
obra “A Filosofia Perene”, de Aldous Huxley. Trata-se, sem dúvida, de um livro
singular, que articula com clareza uma perspectiva próxima ao ecumenismo,
guardando estreita semelhança com os postulados de Helena Petrovna Blavatsky e
a Teosofia. Assim como Huxley — cujo legado intelectual permanece como um marco
para a humanidade —, Blavatsky exerceu uma influência profunda sobre o
pensamento esotérico e espiritualista contemporâneo, o que torna imperativa uma
análise detida sobre a filosofia perene apresentada pelo autor. Aldous Huxley
consolidou-se como um dos principais expoentes do misticismo psicodélico,
defendendo essa perspectiva em sua obra de 1954, “As Portas da Percepção”. É
notável a correlação entre essa faceta de Huxley e seu célebre romance
distópico, “Admirável Mundo Novo”. Nesta obra, o autor projeta uma sociedade
futura na qual a tecnologia e a submissão por meio de substâncias psicotrópicas
são intrinsecamente ligadas, traçando um cenário apocalíptico que guarda
semelhanças inquietantes com as trajetórias da sociedade contemporânea.
Dessa forma, Huxley apresenta-se como um profeta místico para uma nova era, tão
aguardada pelo mundo contemporâneo. Sua filosofia perene sustenta que as
grandes religiões compartilham um núcleo comum e podem coexistir
harmoniosamente, respeitando a integridade de cada tradição. Em última análise,
a mensagem de Huxley ressoa com o pensamento de Blavatsky, ao afirmar que
existe uma unidade subjacente em todas as religiões mundiais, composta pelas
verdades essenciais que as unem.
A filosofia perene, conforme postulada por Aldous Huxley, fundamenta-se na
premissa de que existe uma verdade metafísica universal, intrínseca e eterna,
compartilhada pelas grandes tradições religiosas e místicas da humanidade, a
despeito de suas divergências formais em termos de dogma, ritual ou contexto
cultural. Huxley sistematizou e popularizou essa concepção em sua obra
homônima, publicada em 1945. O livro compõe-se de uma antologia de textos de
sábios e místicos provenientes de vertentes distintas — como o hinduísmo, o
budismo, o taoísmo, o cristianismo (com ênfase na tradição católica), o
islamismo e o sufismo —, acrescida de comentários analíticos do próprio autor.
Para Huxley, o propósito fundamental da existência humana reside na
identificação com o Eu eterno. Em diversas tradições e escolas esotéricas, este
conceito corresponde ao "Eu Superior", cuja busca culmina no
conhecimento unitivo do fundamento divino. Tal perspectiva guarda notável
afinidade com o pensamento de Plotino, principal expoente do neoplatonismo, cujas
premissas convergem, sem dúvida, com as teses centrais da Filosofia Perene. Determinados
movimentos esotéricos e sociedades secretas parecem corroborar essa mesma
premissa. A Maçonaria, por exemplo, manifesta uma aceitação abrangente de
diversas vertentes religiosas, alicerçada em uma concepção notadamente abstrata
e subjetiva da divindade. Embora a instituição estabeleça como requisito a
crença em um ente supremo, este é designado como o "Grande Arquiteto do
Universo". Trata-se de um termo ambíguo que permite a convergência de
interpretações diversas, adequando-se a qualquer tradição espiritual, seja ela
o hinduísmo, o taoísmo ou o cristianismo.
Para além da própria figura de Aldous Huxley, essa corrente tradicionalista e
universalista congrega expoentes de grande renome na atualidade. Entre eles,
destaca-se o Dr. Huston Smith, falecido em 2016, cuja influência permanece
determinante em nossos dias, e Ken Wilber, autor de relevo que defende não
apenas os princípios do perenialismo, mas uma abordagem evolutiva da
consciência. O rol de intelectuais dedicados à defesa da filosofia perene
inclui, ainda, nomes proeminentes como Frithjof Schuon, Martin Lings, Titus
Burckhardt e William Stoddard, entre outros. Adicionalmente, a vertente
compreende influências significativas de pensadores como Julius Evola e
Aleksandr Dugin.
O que temos então na filosofia
perene, proposta por Adolf Zussley, não é outra coisa senão a afirmação de que
por baixo das diferenças superficiais de todas as principais religiões do
mundo, existe uma mesma verdade eterna sobre a natureza última da realidade e o
destino do ser humano. Seus defensores atuais continuam a promovê-la tanto em
versões mais rigorosas e tradicionais, quanto em abordagens mais abertas e
contemporâneas, mas no entanto a filosofia perene se trata de um universalismo,
se trata de um tipo de abertura para um ecumenismo onde a verdade ela não é
mais absoluta, ela é relativa, de modo que simplesmente tentar fazer com que
todas as religiões tenham uma essência em comum com relação a. A plano de
salvação, por exemplo, e a relação com o Senhor Jesus Cristo diferem de modo
abissal, incompatível com a fé cristã. O cristianismo apresenta na sua teologia
doutrinas que não existem e não podem ser encontradas em nenhuma outra religião,
de modo que nós podemos ver e perceber através da pessoa e a obra consumada de
Jesus Cristo na Cruz do Calvário e a maneira como Deus lida com o pecado,
ficando o cristianismo completamente isolado e não é qualquer tipo de
associação e ideias com qualquer tipo de doutrina fundamental das outras
religiões. A filosofia perene, conforme proposta por Aldous Huxley, postula
que, sob as disparidades superficiais das principais religiões mundiais, reside
uma verdade atemporal acerca da natureza última da realidade e do propósito da
existência humana. Embora seus defensores contemporâneos a promovam por meio de
vertentes tanto tradicionais quanto abertas, tal corrente caracteriza-se como
um universalismo que sugere uma perspectiva ecumênica, na qual a verdade deixa
de ser absoluta para tornar-se relativa.
Contudo, a pretensão de atribuir uma essência comum a todas as religiões é
incompatível com a fé cristã. O cristianismo sustenta doutrinas singulares que
não encontram paralelo em qualquer outra tradição religiosa. Por intermédio da
pessoa e da obra consumada de Jesus Cristo no Calvário, bem como pela forma
como a divindade trata o pecado, o cristianismo estabelece uma distinção
absoluta, tornando inviável qualquer tentativa de harmonização com os dogmas
fundamentais de outros sistemas de crença. Na realidade, essa é uma noção de
longa data. A expressão "filosofia perene" foi cunhada pelo humanista
renascentista Agostinho Steuco em 1540. O termo remetia à existência de um
núcleo de sabedoria comum a todas as religiões e ao esforço da Escola
Neoplatônica, liderada por Marsilio Ficino, em sintetizar tal saber em uma
filosofia transcultural. É esse conceito que Aldous Huxley aborda em sua obra.
Embora se argumente que rudimentos dessa corrente possam ser encontrados no
conhecimento tradicional de diversos povos ao redor do mundo e que suas formas
plenamente desenvolvidas estejam presentes em todas as grandes religiões, tal
premissa é equivocada e destituída de veracidade. Este movimento, portanto, é
desprovido de veracidade. Trata-se de uma falsidade, em total desconformidade
com os princípios do Evangelho. Jesus Cristo afirmou categoricamente ser o
caminho, a verdade e a vida, estabelecendo que ninguém chega ao Pai senão por
intermédio d'Ele. Os apóstolos, ao longo de seu ministério, proclamaram de
forma contundente que não há salvação em nenhum outro, pois não existe sob o
céu outro nome dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos. O apóstolo
João, por sua vez, registra que a lei foi dada por Moisés, enquanto a graça e a
verdade vieram por meio de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
A partir destas declarações do Novo Testamento, depreende-se que a verdade não
se encontra nas religiões pagãs — fossem elas gregas, egípcias ou orientais. No
contexto das Escrituras, tais práticas foram integralmente rejeitadas. O
apóstolo Paulo nunca pregou uma filosofia perene, e tampouco Jesus se referiu a
ela; o universalismo, portanto, é essencialmente anticristão. Ao analisarmos
passagens como 1 João 4:1-6, observamos que o apóstolo nos confere o critério
para discernir a verdade: a necessidade de provar os espíritos para distinguir
o espírito da verdade do espírito do erro. Durante suas viagens missionárias
pela Grécia, o apóstolo Paulo dedicou-se à pregação do Evangelho, plenamente
convicto da falsidade das religiões que o cercavam. Em Segunda Timóteo 1:10,
ele declara de forma sucinta e categórica que a vida e a imortalidade foram
trazidas à luz por meio do Evangelho. Da mesma forma, Jesus referiu-se ao
Espírito da Verdade — o qual guia os fiéis a toda a verdade —, ressaltando que
o mundo, imerso em suas próprias crenças, é incapaz de recebê-lo, a menos que
se converta ao Evangelho. Portanto, quando Aldous Huxley e outros defensores da
filosofia perene buscam apresentar uma verdade abstrata e subjetiva, operam sob
a inspiração do erro, uma vez que o Espírito da Verdade não os conduziu à
revelação de que existe apenas um caminho, uma verdade e uma vida: Jesus
Cristo, e somente Ele.
A filosofia perene, com seu viés universalista, configura-se como um mecanismo
de transformação global voltado à instituição de uma religião única e
universal. Sob o pressuposto de que todas as crenças compartilham uma verdade
comum, deslegitima-se a necessidade da pregação do Evangelho, promovendo-se a
convergência religiosa fundamentada no perenialismo e em seus desdobramentos,
como o ecumenismo. Percebe-se, portanto, que tal processo é estruturalmente
falacioso. O apóstolo Paulo apresenta severas advertências contra essa
modalidade de universalismo, que substitui a salvação exclusiva por meio de
Cristo Jesus por experiências místicas e obras humanas. O apóstolo enfatiza que
aquele que pregar um evangelho distinto — ainda que fosse um anjo do céu —
incorreria em maldição; sendo assim, tal juízo recai com ainda maior rigor
sobre homens mortais. Ademais, a Segunda Epístola a Timóteo (4:4) profetiza que
muitos se desviariam da verdade, voltando-se a fábulas. É precisamente nesse
âmbito que a filosofia perene se enquadra: como uma narrativa destituída de fundamento
na revelação divina.
As grandes tradições religiosas do mundo, em sua maioria, estruturam-se sobre a
premissa da salvação por meio das obras. Ao examinarmos o hinduísmo, ou o
islamismo — que refuta veementemente a encarnação de Cristo —, constatamos que
a maior parte das doutrinas globais nega a divindade encarnada de Jesus. Diante
desse cenário, torna-se imperativo aplicar um discernimento rigoroso para
distinguir se uma crença provém do espírito da verdade ou do espírito do erro. Observa-se,
com clareza, que as religiões tradicionais divergem fundamentalmente do
Evangelho, posicionando-se em oposição aos seus pilares centrais. O
cristianismo distingue-se de todo o sistema religioso global tanto por sua
antropologia quanto por sua soteriologia. Ao proclamar Cristo como o único
Salvador, o cristianismo permanece singular ao afirmar que a justificação
ocorre exclusivamente pela fé, decorrente da obra redentora de Cristo em favor
do homem, e não por méritos humanos. Esta é uma verdade absoluta e inegociável
do Evangelho. Portanto, a filosofia perene revela-se um equívoco doutrinário,
uma construção infundada e essencialmente anticristã.
O relativismo é uma doutrina
filosófica que defende a pluralidade de verdades, negando a existência de
absolutos. Nessa cosmovisão, uma verdade pode ser relativa, configurando-se
como uma percepção puramente pessoal ou cultural, o que permite a coexistência
de pontos de vista opostos como legítimos. Contudo, à luz do Evangelho e da
doutrina das Escrituras, o relativismo é uma heresia. Mais do que isso, ele
atua como o principal motor de uma apostasia moral generalizada, que compromete
profundamente a sociedade contemporânea e pós-moderna.
O relativismo configura, em sua essência, uma contradição lógica. Para que tal
sistema seja coerente, ele precisaria fundamentar-se em um princípio absoluto;
caso contrário, não haveria critérios que sustentassem o relativismo como uma
verdade normativa ou um padrão de validade. Consequentemente, torna-se
insustentável a tese de que a verdade é, por natureza, ambígua e plural. Ao
rejeitar os absolutos em favor de uma ambiguidade universal, o relativismo
incorre em uma contradição intrínseca aos seus próprios termos. Em última
análise, o relativismo constitui uma contradição em si mesmo, revelando-se uma
tese insustentável e um mero jogo retórico. Embora muitos o considerem um
absurdo, é inegável que esta corrente está profundamente enraizada na sociedade
pós-moderna. Consequentemente, o relativismo consolida-se não apenas como um
perigo latente, mas como uma força anticristã em crescente expansão no tecido
social contemporâneo.
Em suma, o relativismo sustenta que
a verdade é subjetiva, variando conforme a perspectiva individual. Uma tese tão
simplista jamais teria sido considerada seriamente em épocas passadas. Contudo,
após décadas de um esforço metódico para erodir a educação, o Evangelho, a
moral e os valores judaico-cristãos, disseminou-se a aceitação do relativismo
como uma cosmovisão vigente. É imperativo que todo cristão rejeite e combata
essa postura, fazendo dela um tema recorrente nos púlpitos contemporâneos.
Todavia, observa-se uma negligência alarmante até mesmo entre aqueles que se
autodenominam fundamentalistas ou conservadores. Tal omissão revela um
cristianismo frouxo, que falha em expor e confrontar abertamente os erros de
nosso tempo, evidenciando que o caráter de muitos conservadores modernos parece
estar em dissonância com as verdades bíblicas fundamentais. Devemos, portanto,
considerar a exortação de Judas 3 e batalhar pelo bom combate da fé,
demonstrando a todos — especialmente aos cristãos — a ilogicidade do
relativismo. É possível que você já tenha tido contato com a refutação clássica
dessa corrente de pensamento: se toda verdade é relativa, a própria veracidade
dessa afirmação também o seria, o que a torna internamente contraditória.
Embora esse argumento atinja o cerne da questão, há quem o considere apenas um
exercício retórico ou um jogo de palavras.
Abordemos a questão sob outra perspectiva, ainda que o resultado permaneça o
mesmo. Para mim, a verdade abarca proposições como a ressurreição de Jesus e a
compreensão de que o Evangelho representa as boas novas de salvação para a
humanidade. É possível, contudo, que tais enunciados sejam considerados
verdades por mim, enquanto outros os reputem como falsos? Pode a afirmação
"Jesus ressuscitou dos mortos" ser verdadeira, ao passo que sua
negação também o seja para outrem? Em outros termos, uma afirmação e sua
contradição podem ser simultaneamente verdadeiras? Se os termos fundamentais
mantiverem significados constantes, ambas as proposições não podem ser
verdadeiras sem violar o princípio da não contradição, um alicerce indispensável
ao pensamento racional.
Analisemos um exemplo clássico sobre o qual pretendo discorrer. Ao observarmos
o céu ao meio-dia, constatamos que o Sol emite luz. Este é um fenômeno
absoluto, perceptível de qualquer ponto do planeta, inclusive nas comunidades
mais remotas: ao contemplar o firmamento, o indivíduo reconhece que a
luminosidade irradiada pelo Sol é a causa direta da claridade diurna. Trata-se,
portanto, de uma verdade absoluta; ninguém poderia sustentar, sob qualquer
pretexto, que o Sol emite trevas. O relativismo moral é incompatível com a
lógica, pois, ao afirmar que o Sol emite trevas, o indivíduo não apenas incorre
em um erro, mas profere um absurdo. Por conseguinte, o relativismo moral constitui
a raiz de todo absurdo. Conforme estabelecido formalmente no campo da lógica, o
princípio da não contradição, segundo Aristóteles, postula que um mesmo
atributo não pode, simultaneamente, pertencer e não pertencer a um mesmo
sujeito sob o mesmo aspecto. Ou estou presente, ou não estou; a coexistência de
ambos os estados é impossível. Da mesma forma, um indivíduo é cristão ou não o
é, uma vez que uma afirmação e sua respectiva negação não podem ser
simultaneamente verdadeiras, desde que os termos mantenham significados
constantes. Esse postulado constitui o fundamento do método de demonstração
indireta, amplamente utilizado no estudo da geometria e digo mais, em qualquer modelo
de pensamento sério.
A verdade possui uma referência central, o
que, por consequência, nos conduz a uma conclusão lógica. Em qualquer ponto
deste planeta, um círculo permanece sendo um círculo; trata-se de um absoluto
inegociável. Aquele que, ao observar um círculo, afirme ver um quadrado,
encontra-se sob efeito de entorpecentes ou apresenta um comprometimento
psiquiátrico. Portanto, o círculo constitui um padrão absoluto, válido
universalmente, independentemente da localização geográfica ou do transcurso do
tempo.
Não podemos olhar para um pássaro e dizer que é um elefante. Da mesma forma,
não podemos olhar para um elefante e dizer que é um pássaro. Dessa forma,
devemos entender completamente esse aspecto, que ele é fundamental. É um
absoluto, pelo qual determina as coisas reais. O relativismo nos leva para a
confusão, para o caos. Nos leva para o engano, para o erro. O relativismo é
essencialmente diabólico. Existem, hodiernamente, indivíduos que rejeitam a
existência de verdades absolutas; de fato, vivemos em um mundo permeado por
essa mentalidade. É surpreendente observar que, nas universidades — ambientes
que deveriam ser o reduto da lógica, da racionalidade e do pensamento
intelectual rigoroso —, proliferam teses absurdas, como a do relativismo moral.
Tal fenômeno evidencia uma clara falência das instituições de ensino. Atualmente,
uma parcela expressiva da sociedade, incluindo figuras de liderança, tem
abraçado o pós-modernismo e desafiado a própria noção de verdade objetiva.
Embora se pudesse especular que tal comportamento não passe de um estratagema
retórico para angariar notoriedade ou impulsionar carreiras, a realidade é mais
profunda e preocupante. Pessoas consideradas sérias têm defendido tais ideias,
o que nos leva a questionar a integridade de seu discernimento, visto que a
adesão doutrinária ao relativismo moral denota uma grave distorção do juízo. Conforme
as Sagradas Escrituras, especificamente em 2 Timóteo 2:17, o apóstolo Paulo
adverte que certos ensinos corroem como gangrena. De fato, poucas correntes de
pensamento são tão deletérias, em termos espirituais e morais, quanto o
relativismo. Inquietantemente, essa filosofia tem infiltrado o ambiente
eclesiástico, em grande parte devido à omissão daqueles que deveriam
combatê-la. Lamento a aspereza de minhas palavras, mas é necessário reconhecer
que uma vasta parcela dos que se autodenominam cristãos conservadores tem
demonstrado uma negligência alarmante.
Muitos negligenciam seus deveres
nos púlpitos, omitindo-se de travar o bom combate da fé com a necessária
austeridade e vigor contra as investidas do relativismo moral. Portanto, afirmo
com clareza: todos aqueles que se omitem no combate ao relativismo moral
posicionam-se, inevitavelmente, ao lado daqueles que o promovem. O silêncio é
uma falha grave, especialmente quando nossos púlpitos e ministérios têm o dever
de advertir, corrigir e orientar quanto às tendências contrárias aos princípios
cristãos que, hodiernamente, infiltram-se nas igrejas evangélicas. Essa
penetração ocorre porque a negligência atua como uma brecha, permitindo a
entrada sutil de ideologias nocivas. Assim, o silêncio não é apenas uma ausência
de voz, mas uma forma de cumplicidade com o erro e com o pai da mentira; o
diabo. Despertai.
O SEGUNDO MANDAMENTO
O Perigo da
Idolatria
Um estudo
bíblico sobre veneração, adoração e o coração do homem
Êxodo 20:4-5 “Não farás para ti imagem esculpida...
Não te prostrarás diante delas nem lhes servirás.”
A
idolatria é um pecado gravíssimo. Milhões de pessoas, ignorando o alcance desse
perigo, veneram imagens — e, quando confrontadas, ouvem de falsos mestres que “venerar
não é adorar”. As Escrituras, porém, não fazem essa distinção.
O
exemplo mais claro está em Éfeso. Ali existia um grande santuário dedicado à
deusa Diana (Ártemis), um verdadeiro centro de peregrinação: pessoas vinham de
toda parte para venerar sua estátua. E o que fazer isso significava? Dirigir
orações a Diana, prostrar-se diante dela, invocá-la, pedir suas bênçãos e
proteção, cantar-lhe hinos, celebrar cultos e homenagens, carregá-la em
procissão e erguer templos e estátuas em sua honra.
A
própria Bíblia de Jerusalém afirma que quem praticava tudo isso venerava
Diana (Atos 19:27) — e o que faziam, de fato, era adorá-la. Veneração e
adoração são a mesma coisa: todo o conjunto ritualístico e cerimonial é
idêntico, não há diferença real entre eles. Termos como dulia, hiperdulia e
protodulia são apenas neologismos criados para justificar aquilo que Deus
condena.
Por
isso, a Palavra nos adverte: cuidado com os falsos mestres que promovem
“heresias destruidoras” (2 Pedro 2:1). No final das contas, quem enfrentará o
juízo pela prática da idolatria não são apenas os que ensinam o erro, mas
também os que, induzidos por eles, o seguem.
Êxodo 20:4-6 “Não farás para ti imagem esculpida,
nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas
debaixo da terra. Não te curvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o
Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos
até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, e que uso de
misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.”
Retirando
os elementos secundários, o mandamento pode ser resumido assim: “Não farás para
ti imagem esculpida, nem semelhança alguma de qualquer coisa... Não te
prostrarás diante delas, nem as servirás.”
Embora
pareçam duas ordens distintas, trata-se de uma única ideia central: as
imagens não devem ser feitas para fins de adoração. E o termo “adoração” é
amplo — inclui temer, amar, obedecer, crer ou prestar qualquer forma de serviço
religioso.
Romanos 1:21-23 “...pois, embora conhecessem a Deus,
não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos
tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos obscureceram-se. Dizendo-se
sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus incorruptível por
imagens semelhantes ao homem mortal, bem como a aves, quadrúpedes e répteis.”
Segundo
este texto, a raiz da idolatria não é ignorância — é rejeição deliberada do
conhecimento de Deus. Eles conheciam a Deus, mas o recusaram, trocando sua
glória invisível por uma imagem feita por mãos humanas.
À
primeira vista, o mandamento poderia sugerir que toda escultura, pintura ou
imagem é proibida. No entanto, as próprias Escrituras mostram que Deus, em
certas ocasiões, ordenou a criação de imagens:
• Êxodo
25:18-20 — “Farás dois querubins de ouro... farás os querubins desde uma
extremidade até ao propiciatório.”
• Números
21:8-9 — “Faça uma serpente de bronze e coloque-a numa haste; e todo aquele que
for mordido e olhar para ela viverá.”
Esses
exemplos deixam claro que criar uma imagem, em si, não é pecado. O
problema começa em outro ponto.
Uma
imagem se torna proibida no exato instante em que passa a ser adorada —
isto é, temida, amada, respeitada, servida ou obedecida.
2 Reis 18:4 “Ele removeu os lugares altos, quebrou
as pedras sagradas, derrubou os postes de Aserá e despedaçou a serpente de
bronze que Moisés havia feito, pois os israelitas até então queimavam incenso
diante dela; ela era chamada de Neustã.”
Vale
observar: essa era a mesma serpente que Deus havia mandado Moisés construir
séculos antes! Ainda assim, quando o povo passou a queimar incenso diante dela,
ela se tornou um ídolo — e teve de ser destruída. Isso mostra algo essencial:
até uma imagem originalmente ordenada por Deus pode tornar-se idolatria quando
recebe culto. E mais: mesmo adorar uma imagem em nome do Senhor ou de Jesus
Cristo continua sendo idolatria (Êxodo 32:4-5; Atos 7:41; 1 Coríntios 10:7).
Salmo 115:4-8 “Os seus ídolos são prata e ouro, obra
de mãos humanas. Têm boca, mas não podem falar; têm olhos, mas não podem ver;
têm ouvidos, mas não podem ouvir; têm nariz, mas não podem cheirar; têm mãos,
mas não podem sentir; têm pés, mas não podem andar; não emitem som algum na
garganta. Os que os fazem são como eles, e todos os que neles confiam.”
A
idolatria não é apenas errada — ela é absurda. Os ídolos são meras criações
humanas, incapazes de falar, ver, ouvir ou agir. Por isso devem ser rejeitados
não só porque Deus os proíbe, mas também por sua total futilidade: aquele que
confia num ídolo torna-se tão sem vida quanto ele.
1 Coríntios 10:19-20 “Que quero dizer então? Que os
sacrifícios oferecidos a ídolos sejam importantes? Ou que os ídolos sejam
importantes? De maneira nenhuma! Quero dizer que os gentios oferecem
sacrifícios a demônios e não a Deus. E não quero que vocês sejam parceiros de
demônios.”
Por
trás de toda estátua muda há uma realidade viva e sombria: Paulo revela que a
adoração de ídolos é, espiritualmente, adoração de demônios. É mais uma razão —
talvez a mais séria de todas — para rejeitar completamente a idolatria.
Efésios 5:5-7 “Pois vocês podem ter certeza disto:
nenhum imoral, impuro ou avarento — que é idólatra — tem herança no Reino de
Cristo e de Deus. Ninguém os engane com palavras vazias, pois é por causa
dessas coisas que a ira de Deus vem sobre os filhos da desobediência. Portanto,
não sejam cúmplices deles.”
Não.
A idolatria vai muito além de objetos físicos. Elevar um desejo, uma pessoa
ou um prazer acima de Deus também é idolatria — a Bíblia chama isso,
inclusive, de idolatria espiritual. O coração humano é, como já disse Calvino,
uma “fábrica de ídolos”: pode idolatrar dinheiro, status, uma pessoa amada, o
próprio corpo ou até a religião.
No
Antigo Testamento, Deus julgou a idolatria com extrema severidade. E o Novo
Testamento confirma que o julgamento eterno também aguarda os que persistem
nesse pecado:
• Gálatas
5:19-21 — “Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza,
libertinagem, idolatria... os que praticam tais coisas não herdarão o reino de
Deus.”
• Apocalipse
21:8 — “Mas, quanto aos medrosos, aos incrédulos, aos abomináveis... aos
idólatras e a todos os mentirosos, o lugar deles será no lago que arde com fogo
e enxofre. Esta é a segunda morte.”
Há
apenas um caminho: Jesus Cristo, que morreu pelos nossos pecados e é
capaz de nos libertar da escravidão a eles — incluindo a escravidão da
idolatria.
• Atos
17:29-31 — “Portanto, visto que somos geração de Deus, não devemos pensar que o
ser divino seja semelhante a ouro, prata ou pedra, esculpido pela imaginação e
habilidade do homem. No passado, Deus não levou em conta essa ignorância, mas
agora ordena a todos, em todos os lugares, que se arrependam...”
• João 3:36 —
“Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem não crê no Filho não verá a vida,
mas a ira de Deus permanece sobre ele.”
• Romanos
10:13 — “Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.”
Se
você é idólatra — ou pratica qualquer outro pecado — arrependa-se agora e
confie em Jesus Cristo como seu Salvador. Ele perdoa e concede vida eterna a
todo aquele que a Ele se volta.
Se
você já é cristão, mas percebe que está sendo tentado pela idolatria — ou se
este estudo revelou alguma culpa nesse pecado — saiba que há libertação real e
disponível para você. O caminho é claro:
1.
Arrependa-se e confesse este pecado diante de Deus
Colossenses 3:5 “Portanto, façam morrer tudo o que
pertence à natureza terrena de vocês...”
1 João 1:9 “Se confessarmos os nossos pecados,
ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda
injustiça.”
2.
Rejeite categoricamente todas as formas de idolatria
2 Coríntios 6:16–7:1 “Que acordo há entre o templo de Deus
e os ídolos? Pois nós somos o templo do Deus vivo... Saiam do meio deles e
separem-se, diz o Senhor. Não toquem em nada impuro, e eu os acolherei...
Purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a
santidade no temor de Deus.”
Que o Senhor te abençoe por meio deste estudo do segundo
mandamento.
C. J. Jacinto
A Maior Eficácia da Cruz
Lugares Celestiais: Efésios 1:3, 20
| Efésios 2:6 | Efésios 3:10
Por Bill Burkett
Leitura: Romanos 6 a 8
O mais alto Pico de
Poder em Cristo —Romanos 8:13 Efésios 3:14-21 | Efésios 1:15-23 e 2 Coríntios
10:5
As Quatro Experiências Ascendentes
da Vida Crucificada — A Morte do Eu
A doutrina da mortificação: Entrar
na plenitude da vida em Cristo é ilustrado para nós, repleta de uma beleza que
traz muitos desafios para se alcançar o topo. Quão enganados estão se tornando
os cristãos modernos, que são ensinados a se comprazer no mundo e até mesmo a
viver no pecado "porque Jesus perdoa". Não haverá desculpa para os
falsos mestres nem para os seus seguidores por abraçarem tal evangelho carnal.
A Bíblia é clara e em lugar algum ensina um estilo de vida indulgente. Existem
quatro grandes conquistas ascendentes para ter a vida de Cristo. Eu as chamo de
Os Quatro Picos do Poder do evangelho. O verdadeiro propósito da cruz, conforme
a Escritura explica, é o resultado desejado de alcançar um alto nível de caráter
santo que podemos chamar de caráter sobrenatural ou santidade — uma natureza
que somente Deus pode dar aos homens que esperam em Sua presença. Mas, nos
últimos anos, uma apostasia se instalou na igreja, levando a maior parte do
evangelicalismo, e especialmente os pentecostais, a cair em um estado de quase
total renúncia da vida e da mensagem que outrora abraçaram. Muito disso se
perdeu quando a igreja começou a acreditar que precisava se relacionar mais com
o mundo e se tornar parecida com as pessoas do mundo para ganhá-las. No
entanto, não fomos chamados para nos relacionar com o estilo de vida do homem
depravado! Fomos chamados para agradar ao Senhor e obedecer aos Seus
mandamentos. Quando fazemos isso, ficamos em um contraste marcante com o mundo,
e essa vida pura e santa é admirada, permitindo que o Espírito Santo opere Seu
milagre de transformação a partir desse contraste. Contudo, muitos cristãos que
antes mantinham a pura doutrina apostólica se voltaram para os deuses deste
mundo em busca de prazer e gratificação. Quando um cristão renuncia à sua
crença no comportamento santo, o resultado é a apostasia. Ele desliza para um
ambiente comunitário eclesial completamente desprovido de ensino sobre as
doutrinas de poder da santificação e da mortificação da carne (1 Coríntios
1:30; 1 Tessalonicenses 4:3-4; 2 Tessalonicenses 2:13; 1 Pedro 1:2; Romanos
8:13; Colossenses 3:5; Gálatas 2:20) — duas das doutrinas mais vitais da cruz!
E a palavra santificação é sempre traduzida do grego hagiasmos, que significa
um estado de ser ou de continuidade na pureza. C.T. Studd descreveu
eloqüentemente a mundanismo dos cristãos apóstatas como uma "esplêndida
idiotice". A apostasia do evangelicalismo atingiu as proporções de uma
heresia incontestável e de renúncia da pureza do reino da igreja antinômica de
Laodiceia em Revelação (Apocalipse) 3. Jesus expôs essa igreja como corrompida,
podendo ser um tipo da igreja dos últimos tempos. O evangelho apóstata é um
evangelho que mima e acalenta o desejo carnal pela gratificação corporal.
Pregadores carismáticos de grande destaque criaram um evangelho orientado para
o corpo, colocando a maior parte da ênfase na riqueza e no prazer —
diametralmente oposto à ênfase dos apóstolos. Perdemos a mensagem de Romanos 6
a 8, substituindo sua verdade por emocionalismo e um tipo descuidado de
sentimentalismo carnal. Eles pensam que seu louvor ganhará o favor de Deus, mas
Deus não faz tais concessões.
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