Enoque e Jonas

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 C. J. Jacinto



Uma personagem bíblica que se encaixa perfeitamente com a identidade de um remanescente é Enoque. Há um testemunho dado por Moisés acerca dele, em Gênesis, no capítulo 5, versículo 21: "E andou Enoque com Deus."  Ora, esse andar com Deus é um andar pessoal, do qual toda aquela sociedade antidiluviana estava completamente corrompida.

 Aquele mal, aquela violência que nasceu no coração de Caim quando se levantou e matou seu irmão, se disseminou por toda a civilização.  Quando chegamos em Gênesis, no capítulo 6, na chamada de Noé para sair fora dessa sociedade corrompida, que já estava madura para um juízo, vemos que o diagnóstico que Deus dá para aquela sociedade é que eles eram maus e violentos. 
​Portanto, nós temos um homem cuja a medida de santidade e a identidade de um remanescente pode ser observada na pequena biografia que nós encontramos no capítulo 5 do livro de Gênesis.  No versículo 24 deste capítulo, então podemos novamente observar: "E andou Enoque com Deus e não apareceu mais, porque para si Deus o tomou."  Então, no Novo Testamento, no livro de Hebreus, capítulo 11, versículo 5, está ali Enoque entre os heróis da fé. Lemos naquela passagem: "Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte e não foi achado, porque Deus o trasladou, visto como, antes de sua trasladação, alcançou testemunho de que agradava a Deus." 
​Aqui temos, então, uma informação complementar acerca da vida de Enoque. Ele andou com Deus e, nessa comunhão, o seu modo de andar, o seu estilo de vida era tal que a comunhão com Deus afetou completamente o seu comportamento, de modo que Deus se agradou tanto de Enoque nesse relacionamento, nessa comunhão, ao ponto de Deus tomar para si aquele patriarca consagrado a vida espiritual profunda. Ou seja, Enoque não era mais digno deste mundo. O mundo que estava em processo de corrupção espiritual e moral, em velocidade tão grande, tinha o seu radical oposto espiritual; estava Enoque em comunhão perfeita, intima e perene com Deus. Essa deve ser a característica do cristão que será arrebatado, do homem de Deus que realmente espera ser trasladado quando Jesus Cristo voltar em glória triunfante para buscar a sua igreja.  Para contrastar com a vida de Enoque, nós temos Jonas. Em Jonas, capítulo 1 e versículo 5, lemos: "Jonas, porém, desceu ao porão do navio e, tendo-se deitado, dormia um profundo sono". No versículo 10 do capítulo 1 do mesmo profeta, lemos: "Fugia da presença do Senhor". Aqui temos um oposto da vida de Enoque: um homem que recebe um chamado de Deus, como recebeu Abraão, uma chamada radical, Jonas foi convocado para que saísse da sua terra e fosse então até Nínive para pregar arrependimento aos habitantes daquela metrópole. E, de certa forma, Jonas relutou em obedecer ao Senhor e vai tomar um caminho obscuro.
​Todas as vezes que rejeitamos o caminho que o Senhor nos aponta, todas as vezes que rejeitamos o caminho do Senhor, todas as vezes que não ouvimos o chamamento do Senhor para nossa vida, o que vai à frente nessa escolha são decadência e trevas — trevas espirituais intensas. Jonas desceu, e nessa descida, contra a vontade de Deus, ele se deitou em um porão, no lugar obscuro, e ali caiu em profundo sono. Não há despertamento, nem avivamento espiritual, e nem discernimento espiritual para quem insiste em andar contra a vontade do Senhor. Para recebermos luz, temos que andar em direção à luz, de modo que a presença do Senhor vai iluminar a nossa consciência e o nosso coração. Portanto, no Antigo Testamento, temos dois exemplos claros: um modelo, do qual o cristão deve ser, Enoque é a figura exata daquele que será transladado na vinda do Senhor, é o cristão que tem como perfil e modelo a vida de patriarca santo. Mas também temos a advertência, que é Jonas. Jonas desceu. Não uma descida para a humildade, mas para a desobediência. E, tendo-se deitado, dormia um profundo sono, porque estava na escuridão de um porão, tentando fugir da presença de Deus, ao invés de andar na presença de Deus, como Enoque andou. Que Enoque e Jonas sejam lições espirituais para a nossa vida, de modo que possamos aprender que, nesses dias de grandes dificuldades e de grande apostasia, não sejamos como Jonas, a se esconder no porão de um navio e viver na obscuridade, mas que nós possamos andar na presença do Senhor, como fez Enoque. 

Vida CRISTÃ Profunda

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 A vida espiritual mais profunda avança em intimidade com o Senhor. É um mover-se para dentro das profundezas de Deus. Estai em mim e eu e vós, disse Jesus, trata-se de profundidade, somos membros do Seu corpo, da Sua carne e de Seus ossos, a vida cristã é uma união intima com Cristo, uma união indissolúvel que mergulha para dentro de uma realidade objetiva, a entrada para a eternidade. Essa é a experiência dinâmica da redenção.


C. J. Jacinto

Livreto Grátis: Vencendo a Batalha Espiritual

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A Jornada Para o Triunfo Existencial

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C. J. Jacinto



Talvez o amado leitor nunca tenha observado ou entendido o cristianismo — ou a fé cristã — como uma caminhada, como uma jornada. Isso significa estar em movimento: é progresso, crescimento, desenvolvimento, mobilidade. Por isso, Jesus Cristo diz, em João, capítulo 14, versículo 6, que Ele é o caminho. Ora, não se anda por um caminho? Uma estrada é feita para que haja um propósito definido, um destino. E nós temos um destino. Quando olhamos para Apocalipse, capítulos 21 e 22, descobrimos qual é o nosso destino. Mas voltemos a João, capítulo 14, onde Jesus Cristo diz: “Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar e voltarei para vos levar, para que, onde eu estiver, estejais vós também.” Temos um destino. Cristo nos salvou, Cristo nos libertou, Cristo nos redimiu, Cristo nos comprou com o seu próprio sangue e Ele também voltará e nos levará. O cristão tem um destino; o cristão tem um propósito. Isto é: crescemos em graça e em conhecimento e nos mobilizamos por esse caminho. É um movimento pessoal, é um movimento espiritual, mas também é um movimento físico. Não cremos somente que estamos caminhando em nossa fé cristã, mas também acreditamos em novos céus e nova Terra literais. Assim também, receberemos um corpo espiritual, transformado, ressuscitado e glorificado, mas tão tangível quanto o próprio corpo de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

 Estamos em movimento. Chegará uma consumação. Temos um propósito. Estamos caminhando por um caminho. Estamos caminhando com Cristo e em Cristo, de modo que chegaremos a um destino final. Quando olhamos II João, capítulo 1 e versículo 6, descobrimos que nós devemos andar em Cristo. Antes, precisamos fazer uma análise: o cristão, ele tem um propósito e tem um objetivo determinado na sua própria vida.

 Portanto, nos é dito, lá em Lucas, capítulo 12 e o versículo 29, que nós não devemos andar inquietos em coisa alguma. Ou seja, como lemos em Efésios, capítulo 4 e versículo 17, não devemos andar na vaidade dos nossos próprios pensamentos.
​Quando lemos Efésios 4:1, Paulo exorta: “Que andeis como é digno da vocação do que fostes chamados”.  Então, nós temos uma vocação, um propósito. O propósito do nosso chamamento é viver para a glória de Deus e, então, ter comunhão com o Pai e com o Filho pelo poder do Espírito Santo e entrar na plenitude da eternidade;  novos céus e da nova terra.

 Quando olhamos em I Tessalonicenses, capítulo 4 e versículo 12, então lemos que devemos andar honestamente para com os que estão de fora. Ou seja, Cristo nos chama para uma vida cuidadosa, para que a glória de Deus possa ser refletida através de nossa vida. Precisamos entrar nessa realidade. Precisamos ter percepção do nosso chamado celestial. A vida cristã se torna uma grande aventura. Um chamado requer uma mudança completa da nossa visão acerca das coisas à nossa volta e da nossa própria existência.
​ Olhemos para a chamada de Abraão. O Senhor diz: "Abraão, Abraão, sai do meio da tua parentela, do teu povo e vai para uma terra que eu te mostrarei". É uma mudança radical. Mudou completamente as perspectivas de Abraão. Ele agora sai, ele ouve a voz do Senhor, o chamado do Senhor e, então, vai seguir esse vontade de Deus manifesta, de modo que a sua vida vai ser transformada por essa vocação.


​Ele vai ser o pai de uma grande nação. Todos os que são cristãos são benditos com o pai Abraão. A vida de Abraão é uma semente pelo qual vai nascer todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais sobre os filhos de Deus, de modo que o chamado de Abraão é um chamado para fora, como o nosso chamado também o é, de modo que nós devemos andar como Abraão mandou, não somente espiritualmente, mas literalmente. Estamos chegando a um lugar. E a vida, ela tem uma, uma ironia:  mesmo que você esteja no mesmo lugar durante todo o tempo que você viver, ainda mesmo assim, você chega em algum destino. Mas o cristão, ele chega a um destino distinto. Jesus falou — volto a repetir —: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida". Mas olhe bem, depois de Ele se identificar como o caminho, o que ele diz? "Ninguém vem ao Pai a não ser por mim". (João 14:6) É nosso destino chegar na presença de Deus. Ora, no Sermão da Montanha, Jesus Cristo disse: "Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus".(Mateus 5:8) Quem verá a Deus? Aqueles que andam pelo caminho que é Jesus. Pois ninguém chegará a presença de Deus Pai a não ser através de Cristo. A palavra do Senhor testemunha a respeito daqueles que andam por caminhos retos, e adverte acerca daqueles que andam por caminhos tortuosos. Quando lemos em 1 Reis 16, há um testemunho contra Onri: "Ele fez o que era mal aos olhos do Senhor, e andou nos caminhos de seu pai Jeroboão, de modo que Jeroboão mandou pelos caminhos do pecado e da desobediência, e o seu filho andou pelos mesmos caminhos." Mas quando chegamos em 1 Reis 22, temos o testemunho de que Josafá andou em todos os caminhos do seu pai Asa, e não se desativou dele. Olhe que a Bíblia aponta e mostra aqueles que caminham por veredas de apostasia, e por aqueles que andam por veredas de justiça. E todos aqueles que andam segundo os padrões estabelecidos por Deus, tendo Cristo como o caminho, esse não errarão o caminho. De modo que esse é o caminho do testemunho. Será que as pessoas à sua volta podem apontar para você e simplesmente afirmarem que você anda pelos caminhos do Senhor? Será que há um testemunho celestial — o próprio Senhor olhando do seu trono para sua caminhada aqui na terra — e possa dizer: "Lá vai um remanescente, um que anda nos caminhos do meu Filho"?
​Eis a diferença. Somos chamados para isso. Nossa vocação celestial tem esse testemunho. Os caminhos do Senhor são os caminhos da vida e espiritual. É o caminho do novo nascimento, pelo qual recebemos a vida de Cristo. Ele morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação. Portanto, Ele imputa sobre o nosso espírito a sua vida espiritual. Lemos em I Coríntios, capítulo 15, versículo 22: "Todos morrem em Adão, e em Cristo todos são vivificados". De maneira que Cristo veio em carne e humilhou-se para morrer na cruz. Nós também temos a nossa própria cruz. O caminho do peregrino é um caminho, muitas vezes, de aflições, onde nós levamos a nossa própria cruz. Mas não se esqueça que a cruz de Cristo é a comunhão com o Cristo da cruz e o processo do ideal divino da redenção começa com uma crucificação e uma ressurreição, essa deve ser a nossa experiência cristã, o velho homem deve morrer continuamente e o novo homem que nasce pela regeneração no novo nacimento deve viver continuamente. Ele disse: "Eis que eu estou convosco até a consumação dos séculos". É uma presença pelo qual nós desfrutamos na nossa vida espiritual. Essa é uma realidade que deve ser aprendida, uma realidade que deve ser experimentada.
Devemos considerar o duplo aspecto da nossa caminhada espiritual. Em Romanos, capítulo 8, versículo 4, está escrito que não devemos andar segundo a carne, mas segundo o espírito.
​Este é o primeiro aspecto. O segundo, do qual devemos ponderar, é — está escrito em Segunda Coríntios, capítulo 5, versículo 7, onde diz que "porque andamos por fé e não por vista".
​Ora, todo o nosso depósito de confiança e esperança está na própria obra de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Sabemos que Cristo veio em carne e humilhou-se ao morrer lá na cruz do Calvário. Tomando o nosso lugar de maldição, Ele apresentou um sacrifício perfeito e absoluto na sua consumação. Devemos entender claramente, o sangue de Cristo foi o preço pago pela nossa redenção, uma propiciação necessária para justificar o pecador diante de Deus (chamo isso de satisfação judicial). Mas não para por aí: temos a ressurreição. A ressurreição de Cristo tem o poder de imputar a sua justiça aos que crêem nele como suficiente Salvador. Devemos andar conduzido por essas verdades espirituais que iluminam nosso testemunho.

 A fé, portanto, é o instrumento de Deus, e que Deus exige para que possamos obter a herança ofertada no Novo Testamento. A salvação, o perdão dos nossos pecados e a vida eterna — se consuma e se alcança — através da fé em Cristo. E sob essa luz espiritual, essa luz da glória do Evangelho, andamos firmes nos caminhos do Senhor até que tudo se cumpra em nós através de Cristo. Andamos em seus caminhos, em caminhos de santidade. Mas podemos olhar os contrastes, pois outrora andávamos  segundo, o príncipe da potestade do ar, daqueles, dos espíritos que operam nos filhos da desobediência. Estávamos condenados, pois todos pecaram e destituídos estão da graça de Deus. Quando lemos Isaías capítulo 1, o versículo 5 e versículo 6, nós temos um diagnóstico. Ainda é verdade, como o antigo profeta, ele descreveu a humanidade, o profeta Isaías descreve a nossa condição adâmica : "Toda a cabeça está doente e todo o coração está fraco. Desde a planta do pé até à cabeça, não há nele coisa sã, mas feridas, e hematomas, e feridas por três fatas [ou entumecidas/pútridas], feridas que não foram fechadas, nem amarradas, nem abrandadas com bálsamo." Paulo descreve a condição dos que estão em Cristo: “Mas haveis sido lavados, mas haveis sidos justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espirito de nosso Deus” (I Corintios 6:11)

 Ora, quando Adão caiu, a coroa do homem foi jogada no pó. A sua honra, a honra da humanidade, de cada homem foi manchada e, todavia, a sua posição de autoridade caiu. O pecado derrubou o homem, degradando-o, desfigurando-o completamente, destruindo todas as bases da justiça para governar o mundo, note que posterior a queda, todo o governo humano é imperfeito e acaba em colapso moral, a historia da civilização é uma prova irrefutável a favor da queda que lança a semente de destruição sobre todas as coisas que ele projeta.   Alfred Nobel inventou a dinamite para a mineração, mas o governo a toma para usá-la em dispositivos de destruição, esse é só um pequeno exemplo. O homem permanece totalmente desamparado e sem esperança de alcançar sua própria salvação.


​Não, não podemos entender isso de outra forma. O homem não é mais o que Deus pretendia que ele fosse, e agora desde o advento do Verbo, o Filho de Deus encarnado, o rpojeto divino é que tenhamos a expressão da imagem de Seu Filho (Romanos 8:29) esse é o processo da recuperação. O homem adâmico é um homem caído. Ele foi criado de forma íntegra e inocente, com senso de autoridade e domínio plenos, mas ele simplesmente, quando caiu, perdeu tudo. Por seu próprio ato voluntário, ele se tornou um pecador, não um simples pecador, mas um escravo debaixo da autoridade de satanás (Efésios 2:1 e 2 com I João 5:19)  "Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte", disse Paulo em Romanos capítulo 5, versículo 12. Portanto, este é um mundo habitável de pecado, de morte, de destruição e de sofrimento. Todos estão sob o efeito do pecado, culpados diante de Deus, sujeitos à morte. "Toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora", clama Paulo em Romanos 8:22. Na tentação, vimos o efeito da queda tal como o Espírito Santo revela quando Satanás oferece os reinos deste mundo ao Senhor Jesus em troca de adoração, satanás afirmou “Porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero” (Leia Lucas 4:5 e 6) quem deu esses reinos e a autoridade para o diabo? isso ocorreu na queda em Genesis 3, desde então o homem deixou de exercer pleno domínio de sua autoridade e passou a governar tudo pelo instinto debaixo da influencia maligna, mas já está profetizado que esse quando irá se inverter (Apocalipse 11:15)

 O Salmo 8 remete a Adão em seu estado original e em sua condição atual, mas também em caminhar-se para Cristo em sua humilhação e exaltação. Nós lemos do apóstolo Paulo: "O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente; o último Adão, espírito vivificante. O primeiro homem é da terra, o segundo homem é o Senhor do céu." Assim entendemos perfeitamente: se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas se passaram, tudo se fez novo, de modo que fomos tirados da nossa vã maneira de viver. E, assim, vivemos nesse testemunho. Como remanescentes, erguemos o estandarte de Cristo e do seu evangelho. Estamos andando em novidade de vida, de modo que o nosso testemunho perante o mundo caído é fazer com que outros, que estão nessa condição de caídos, se ergam da sua própria condição de ruína e venham para Cristo para serem restaurados.
Os peregrinos do Senhor caminham, segundo a luz do Evangelho. Eles sabem realmente qual é o significado e a mensagem do Evangelho. Como podemos entender a respeito dessa mensagem?
​Essa é a mensagem de Deus: que Jesus Cristo veio como Deus em carne e humilhou-se ao morrer na cruz, em substituição, tomando o nosso lugar como sacrifício sem pecado, perfeito e absoluto na sua consumação. Derramando o seu sangue, Cristo pagou o preço da redenção, efetuou a propiciação necessária para tornar-se, para tornar justo, aos olhos de Deus, o pecador convertido ao Evangelho. Oferecendo Cristo, uma vez por todas, no ato do sacrifício pela sua morte, a sua vida perfeita e imaculada, satisfazendo a justiça de Deus. Cristo ressuscitou literalmente pelo poder do Espírito Santo, para declarar ou imputar a sua justiça aos que confiam na sua obra redentora. Confiando nele como Salvador absoluto e Senhor, o homem que assim reconhece a Cristo como Salvador — pela fé, que é o instrumento de aceitação divina — o homem ganha o perdão e a vida eterna, e a aguarda, pela consolação do Espírito Santo, a vinda literal e triunfante do Cristo vencedor, que morreu, ressuscitou e assentou-se à destra de Deus.

 A maioria dos cristãos não conhece o verdadeiro significado do Evangenlho e, portanto, devem basear o seu cristianismo e as suas vidas na razão, moralidade, conservadorismo, sistema religioso, tradição, liturgia, valores familiares, princípios éticos. Viver honestamente é agir segundo opiniões do certo ou do errado; muitas vezes desenvolvidos a sombra das Escrituras sob a manipulação do governo secular, é assim que vivem muitos incrédulos hoje em dia. É próprio da natureza dos humanistas desenvolverem códigos de éticas de padrão elevado para justificar a descrença de Deus e a fé cristã como algo desnecessário. A verdade é que a vida cristã tem apenas um fundamento: Crer em Cristo, andar em Cristo, viver em Cristo, testemunhar Cristo, expressar a imagem de Cristo.  A expressão da vida espiritual autentica e ver O Senhor Jesus Cristo, a sua obra consumada e ter Ele como o caminho, a verdade e a vida. Devemos ter fé em Cristo, comunhão com Cristo e, conseqüentemente, por razão da nova vida, como fruto do Espírito Santo, estando ligado na videira, nós obedecemos a ele, pois a obediência é uma conseqüência direta do novo nascimento e da redenção que há em Cristo Jesus.

 

 

 

Remanescentes e Peregrinos

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C. J. Jacinto


Há verdades que os peregrinos, os filhos do Senhor, os redimidos e os chamados para uma vocação celestial precisam entender. Pois o entendimento é uma luz que nos auxilia na nossa caminhada, na nossa jornada da Terra para o Reino de Deus. Estamos caminhando por aqui como peregrinos e forasteiros. “Amados, peço-vos, como a peregrino e a forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma, tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que, naquilo em que falam mal de vós, como malfeitores, glorifiquem  a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem” (I Pedro 2:11 e 12)

 Nós precisamos de iluminação espiritual para compreendermos a nossa vocação celestial, de maneira que o entendimento, o crescer na graça e no conhecimento, deve ser uma atividade constante na vida de todos aqueles que nasceram de novo, naqueles que foram chamados por Cristo, naqueles que passaram pela regeneração e são justificados segundo o sangue imaculado de Nosso Senhor Jesus Cristo, que Ele derramou na cruz do Calvário para esses eleitos, naqueles que creem nEle. Abramos nosso coração para esses fatos, nós encontramos no livro de Colossenses, capítulo 1, versículo 13 ao versículo 14, onde nos Paulo nos diz: “O qual nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor, em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados”. Atentemos bem para as palavras de Paulo quando ele afirma: “O qual nos tirou da potestade das trevas”. Desse lugar tenebroso, dessa condição e dimensão espiritual que a queda nos impôs, sim, a queda nos arremessou para dentro dessa dimensão tenebrosa, e foi de onde nós saímos, Cristo nos libertou, nos comprou com Seu próprio sangue “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” (I Pedro 1:18 e 19) a regeneração e a redenção são uma chamada para fora, de modo que nós saímos da potestade das trevas, sob o domínio dela, para entrarmos para o domínio do Reino de Deus, sendo cheios do Espírito Santo e iluminados pela glória do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Meu irmão, vejamos ainda o que dizem as Escrituras. Lá em I João, capítulo 3 e versículo 2, o apóstolo amado escreveu: "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque assim como é o veremos.” Vamos, pois, encontrar na essência da vida espiritual a própria pessoa de Cristo, não somente como o nosso redentor, mas também Aquele que está conosco até a consumação dos séculos, de maneira que há uma união com Cristo. Estamos caminhando em união com Ele. Somos justificados pela fé. O autor do livro de Provérbios, o sábio Salomão, ele falou que a vereda do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser o dia perfeito, de maneira que esse é o a nossa ascensão, a nossa projeção e mobilidade espiritual,  o nosso avanço na vida espiritual. Estávamos sob o domínio dos poderes tenebrosos. A cegueira do entendimento destruiu o nosso discernimento. Andávamos sem luz espiritual. A configuração dos olhos do nosso entendimento estava completamente avariada. No ambiente de todo o domínio demoníaco estávamos aprisionados. Mas Cristo nos libertou desse cativeiro demoníaco. Cristo nos fez idôneos para sermos participantes da herança dos santos na luz.

​ A transcendência da redenção não é poética; não é uma figura de linguagem, são fatos espirituais, as potencias das trevas e seu domínio são fatos concretos, houve uma libertação real. Cristo nos tirou, nos arrebatou do domínio da potestade das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor. Isso é esplendidamente maravilhoso, algo que custou o próprio sangue e a vida de Cristo no Calvário. Um preço elevadíssimo foi pago por Deus quando deu Seu Filho unigênito para morrer por nós.

 Mas tudo isso não é uma linguagem simbólica; ela é real. Aueda foi um fato histórico, a obra consumada e perfeita de Cristo na cruz também foi um fato histórico, as Sagradas Escrituras nos apontam para realidades profundas, percebendo esses fatos, temos discernimento espiritual verdadeiro. Não existe nada de abstrato nessa questão; tudo é concreto. Realmente é um fato do qual pode ser verificável em cada filho de Deus que realmente foi redimido pelo sangue de Cristo ou em cada ímpio que ainda se encontra no domínio da potestade das trevas. Acaso isso não deve ser considerado como algo maravilhoso? Claro que sim, pois a nossa vida ela foi resgatada pelo Senhor. De modo que outrora estávamos debaixo dessa situação, dessas circunstâncias em que esses poderes tenebrosos estavam dominando e nos controlando. Éramos filhos da ira, mas o amor de Deus nos alcançou. E pelo fato de nos ter alcançado, nós nos tornamos redimidos, filhos da luz, caminhando para a redenção de todas as coisas.  A nossa plenitude um dia será experimentada em todo o poder de alcança que ela proporciona. Que Deus nos conceda graça, graça suficiente para entendermos que agora a nossa posição é outra. Estávamos em Adão. Adão cedeu a autoridade de todas as coisas que Deus lhe deu para o diabo. Lemos isso claramente em Lucas capítulo 4, versículo 1 ao versículo 15, aonde Satanás, ele mostra todos os reinos deste mundo e a sua glória e oferece a Jesus, e lhe diz: "Tudo isso foi me dado". Ora, quem deu essa autoridade e os reinos desse mundo para Satanás? Não podemos olhar para a queda em Gênesis 3 apenas como uma desobediência ao consumo de um fruto proibido, porque vai muito mais do que isso. O Novo Testamento tem muito a nos dizer sobre as implicações que envolveram a queda e a desobediência dos primeiros pais, de modo que nós saímos debaixo desse jugo de escravidão e domínio diabólico, porque Cristo nos libertou. Cristo nos libertou não somente do poder e do efeito dos pecados, mas também nos libertou do império da potestade das trevas. E agora não somos mais filhos da perdição, mas somos considerados como filhos da salvação. Nisto consiste a grandeza do Evangelho: tão grandiosa obra fez o Senhor lá na cruz do Calvário, nos tirando desse domínio tirânico, onde agora podemos observar, olhando para a história da civilização, como o domínio das trevas, o domínio da potestade das trevas, tem arrastado a humanidade e a civilização para o abismo e para a destruição. Nós não estamos andando segundo o curso desse mundo mas os que não estão em Cristo são arrastados por essa força descomunal demoníaca. E esse poder de destruição, ele nunca foi tão visível e evidente como em nossos dias, quando percebemos cada vez mais que o espírito do Anticristo está atuando sobre este mundo.

 E nós sabemos que o espírito do Anticristo está associado ao domínio dessa potestade das trevas, desse poder tirânico e diabólico, que engana as nações, que engana o mundo. Sim, o mundo ainda continua sendo enganado. Nós lemos isso claramente em passagens como Apocalipse capítulo 12, versículo 9, e Apocalipse capítulo 20, versículo 2. Aquele diabo que enganou Eva lá no Jardim do Éden, agora continua ainda enganando todo o mundo, todo aquele mundo que está sob o domínio das potestades das trevas. Eles também são enganados pelo pai da mentira, de modo que é Jesus Cristo quem nos liberta.
​Nos liberta para uma vida de desfrute, de comunhão com o Senhor, vivendo na luz do Evangelho. Nossa peregrinação é uma peregrinação que agora tem um novo destino: não mais o inferno, não mais o lago de fogo, não mais o grande trono branco e o seu juízo. Mas, todavia, agora estamos indo para aquela plenitude do qual Paulo falou em Efésios capítulo 1 e o versículo 10, do qual nos fala que todas as coisas irão congregar em Cristo, nessa plenitude viveremos a consagração da eternidade com seus valores integrados a redenção de Cristo. Estamos peregrinando. Teremos um corpo glorificado. Aguardamos a redenção do nosso corpo. Aguardamos novos céus e nova terra.  Não mais sob a condição tenebrosa da potestade das trevas, mas uma nova bendita realidade, os santos do Senhor, estarão sob o domínio de Rei dos reis e Senhor dos Senhores, “Porque o Senhor Deus os ilumina, e reinarão para todo o sempre” (Apocalipse 22:5)  Você tem essa esperança? 

 

Vencendo as Tentações - Principios Espirituais

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 Ao abrirmos o evangelho segundo Lucas, encontramos no capítulo 4, do versículo 1 até o versículo 15, o registro da batalha espiritual que Jesus Cristo sofreu,  naquele momento, quando foi induzido pelo Espírito Santo ao deserto Ele entrou num conflito espiritual pessoal. Dentro desse texto, nós temos lições preciosas e práticas para a nossa própria vida cristã, de modo que aqui temos alguns segredos e alguns princípios,  sobre como vencer nossas batalhas pessoais contra as correntes, influencias e ataques espirituais de natureza demoníaca.  Sabemos que do livro de Gênesis até o livro de Apocalipse, a Bíblia nos apresenta a realidade de que estamos dentro de uma real batalha espiritual, devemos atentar para as lições da  tentação de Cristo quanto a esse assinto tão importante.

 Em Gênesis 3, quem enfrentou a batalha e foi derrotada, foi Eva, que foi induzida pela antiga serpente a desobedecer. Aqui, em Lucas no capítulo 4, vemos o diabo com a mesma astúcia tentando induzir Jesus Cristo à desobediência. 

 Mas, quando lemos lá no livro de I Pedro, capítulo 5 e o versículo 7, sabemos que o apóstolo Pedro nos exorta a vigiar e sermos sóbrios, porque o diabo  está bramando como leão, andando ao redor e buscando a quem possa tragar, de modo que nós vamos entender de forma muito clara que essa batalha espiritual,  não ocorreu apenas com Eva ou com Pedro, ela não ocorreu apenas com Cristo, ela ocorre com todos os cristãos de um modo geral, em um nível maior ou um nível menor, todavia, ela vai acontecer. A maior parte de nossas batalhas acontece na nossa própria mente. Mas isso não significa que não iremos sofrer opressão e influencias malignas exteriores, a tentação de Cristo determina de forma eficiente que Genesis 3 não é um mito, é um fato, o diabo é um agente pessoal e maligno.


​Mas, nós encontramos no primeiro versículo do capítulo 4 de Lucas, há algo que precisa ser levado em conta, o segredo para vencermos nossas batalhas contra o inimigo.  Quando Jesus Cristo, ele é apontado como cheio do Espírito Santo, sendo levado ao deserto, e ali, ele vai ser tentado depois de 40 dias jejuando. Note que o princípio a ser aprendido aqui, que se quisermos vencer nossas batalhas espirituais, nós precisamos, ser cheios do Espírito Santo.  Repito, pois se trata de uma verdade fundamental: Se quisermos vencer as tentações, precisamos estar cheios do Espírito Santo. Se quisermos vencer os impulsos malignos do nosso velho homem, precisamos estar cheios do Espírito Santo. Se quisermos realmente ser mais do que vencedores, devemos estar cheios do Espírito Santo. Essa é a questão, a questão que precisamos entender sempre: devemos estar cheio do Espírito Santo se quisermos ter uma vida cristã vitoriosa. Nunca devemos esquecer-nos desse fato!

 Ainda temos algo a aprender. Vejamos a partir do versículo 5 do capítulo 4 de Lucas: "E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe todos os reinos do mundo em um momento de tempo. E disse-lhe o diabo: A ti te darei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e a quem quero o dou.”  Ali está o tentador, temos observado, então, mais uma vez o diabo tentando o Senhor Jesus, oferecendo a glória do mundo adâmico, os reinos deste mundo, o poder dos reinos deste mundo corrompido e todas as glorias evanescentes deles.

 O mundo tem holofotes. O mundo tem aplausos. O mundo deseja que as pessoas sejam famosas e tenham muito sucesso para serem adoradas e veneradas, o maior  ídolo e um dos mais terríveis é Mamom, a avareza e a sede insaciável pelo poder alimenta a corrupção moral dos homens. O mundo,  caminha para o reconhecimento de todos os falsos profetas e por fim se prostrará ao anticristo, ali  você se torna popular, você se torna famoso e então altares são erguidos em sua memória e o homem ama ser idolatrado, por esse motivo o diabo insiste em perpetuar sua antiga mentira de que o homem é divino, essa divindade ou “Eu Superior” está La dentro do próprio homem, assim não precisa do Deus Bíblico, se o homem é uma divindade, então ele se torna seu próprio salvador e perdoador, na tentação, ao pedir adoração, satanás suscita a crença na divindade da criatura, ele também quer ser adorado e de fato, ele é do deus deste século que cega a mente dos incrédulos, então o que os incrédulos encontram dentre deles, como uma suposta divindade, é pura ilusão (II Coríntios 4:4) As luzes da religião, do palco, dos shows, as lâmpadas do orgulho desse circo infernal estão acesas, e as pessoas são atraídas, como insetos são atraídos pelo brilho de uma luz numa noite escura, mas trata-se de uma falsa iluminação provocada por uma transfiguração falsa (II Coríntios 11:14). A sedução deste presente século maligno é sagaz de tal modo que nós podemos observar de maneira muito obvia quando estamos atentos ao declínio progressivo da civilização  e isso tem se infiltrado muito dentro da igreja moderna, infelizmente. Nós temos igrejas com tronos. As pessoas querem um título de honra, deseja ser o centro das atenções, a religião decadente forma ladrões da gloria de Deus,  as pessoas querem ser famosas, e desejam estar no centro das atenções querem ser adoradas e veneradas, muitos constroem reinos terrenos de luxo e vangloria usando a mensagem do evangelho para isso. O culto à personalidade é uma característica comum dentro da cristandade atual e Isso é profundamente  diabólico. Hoje nós podemos notar como as pessoas, de certo modo, estão disputando um título, uma posição e um poder, de modo que isso está completamente oposto àquilo que Jesus Cristo apresentou. Lemos, por exemplo, no capítulo 2, versículos 5 a 11, de Filipenses, como o caminho da glória segue o caminho da servidão e da humilhação, pois Jesus Cristo, na sua encarnação, fez exatamente isso. De modo que esse é o caminho: o caminho da humildade. O Senhor Deus assim determinou "Humilhai-vos debaixo das poderosas mãos de Deus, e em seu tempo ele vos exaltará. (Tiago 4:10)
​  O diabo ofereceu a Jesus os holofotes, os aplausos, a fama, o sucesso, o poder, a briga pelo poder, por caminhos ilícitos e malignos. Isso é o que caracteriza o mundo, os poderes deste mundo e o reino deste mundo. Olhe a política, como as pessoas estão obcecadas por obterem o poder. Elas querem dinheiro, ganhar muito, ter influência, porque através de uma grande influência, elas podem usar essas coisas como meios de adquirir mais poder e mais vangloria  para influenciar e manipular pessoas, para buscar mais riquezas e fama, o pragmatismo e o maquiavelismo são métodos inescrupulosos que os ímpios poderosos desse mundo usam para alcançar êxito, e muitos lideres cristãos também adotam esses  sistemas diabólicos.

 Não há ninguém que seja saciado com isso, nenhum   líder mundano está saciado com o poder que possui. Aqueles que roubam, aqueles que se envolvem com corrupção nunca estão satisfeitos. Não há satisfação naquilo que o mundo oferece; é um abismo, um abismo sem fundo, do qual o homem é atraído e por ele é levado. Todavia, nós temos um caminho: O caminho da cruz. Estou crucificado com Cristo. De modo que Paulo está falando de mortificação e negar-se a si mesmo, a ser considerado como a escoria deste mundo, a glória do apóstolo Paulo é a glória do verdadeiro cristão: gloriar-se na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. O nosso reino não é deste mundo.

 Ao avaliarmos o versículo 8, vemos que Jesus responde: "Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás." Aqui nós temos um absoluto inegociável. Repito: Um absoluto inegociável: adoração somente a Deus. Ele recebeu, deve continuar recebendo nossa adoração, nossa veneração. Todo cristão verdadeiro é bíblico e todo cristão bíblico adora somente a Ele, rende culto a Ele, se prostra a Ele, Dirige oração a Ele, pede a proteção dEle.

Nosso louvor, nosso culto deve ser direcionado a Ele. O Deus Trino deve ser o centro. O centro da nossa  vida cristã  e o Senhor! A maneira como você cultua a Deus, define a pureza da sua espiritualidade, e somente venerar a Ele, e a mais ninguém. Devemos entender isso, e esse é um princípio espiritual do qual  está estabelecido no Novo Testamento. Isso ė obvio demais,
​Não pode ser contestado, não pode ser quebrado, não pode ser rejeitado. Se for, já não é mais cristianismo. Se alguém  faz e promove o culto a outro tipo de personalidade, ainda que seja uma personalidade bíblica, esta cometendo um erro, todavia, a resposta de Cristo ao diabo é uma resposta para todos aqueles que se prostram e fazem culto, e cultuam personalidades classificadas como criaturas.  Somente  Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo devem ser adorado. Todo o Novo Testamento é Cristocêntrico. Não podemos quebrar essa norma. A teocentricidade do Novo Testamento e do culto, do verdadeiro culto, leva essa marca: "Somente ao Senhor adorarás e só a ele servirás." Portanto, devemos nos prostrar, cantar, louvar, adorar, admirar e ter todas as afeições espirituais voltadas ao Deus Trino.
No versículo 14, depois de enfrentar a batalha — ali está Jesus, triunfante, ele venceu. Precisamos estar em Cristo para também sermos vencedores, “Se alguém está em Cristo” (II Coríntios 5:17) esta é a condição necessária, nossa união com ele é o segredo da nossa vitória pois maior é aquele que está conosco do que que aquele que está no mundo, e se o mundo jaz no maligno o verdadeiro cristão vive em Cristo.


​Veja bem, no versículo 14 está escrito: "E retornou Jesus, pela virtude do Espírito, para a Galileia". Note que, do princípio até o fim, Jesus entra nessa batalha espiritual cheio do Espírito Santo. Ele batalha pelo poder do Espírito e sai da batalha triunfante, cheio do Espírito Santo. 

 De modo que é um princípio do qual jamais poderemos ignorar. Se queremos ser um bom pregador, precisamos estar cheios do Espírito Santo. Se queremos vencer as seduções do presente século mau, precisamos ser cheios do Espírito Santo. Se queremos ter discernimento espiritual, precisamos ser cheios do Espírito Santo. Se queremos viver uma vida frutificando espiritualmente, precisamos estar cheios do Espírito Santo. 
​Essa é a questão: precisamos viver cheios do Espírito Santo. Jesus, no capítulo 4 e versículo 1, entra para o deserto e ele enfrenta a batalha, mas ele está cheio do Espírito Santo. No mesmo passo — na mesma passagem, no versículo 14 —, Jesus retorna depois da batalha em que ele triunfou, cheio do Espírito Santo.  Essa deve ser a condição normal do cristão, todos os dias viver cheio do Espírito santo. Essa é a medida de um cristão espiritual, é a marca de um verdadeiro discípulo, nessa condição se encontra a nossa coragem e a nossa vitória: você deve andar cheio do Espírito Santo. Deve ir para a igreja cheio do Espírito Santo, deve voltar da igreja cheio do Espírito Santo. Mas isso não é tudo. Na sua vida quotidiana, quando você entra no mundo, no mundo do seu trabalho, na vida, na sociedade, você precisa entrar lá cheio do Espírito Santo, e você não pode perder essa presença quando estiver no meio da batalha ou no mundo secular, mas você deve retornar de lá cheio do Espírito Santo. 
​De modo que temos aqui esta grande mensagem, pela qual precisamos entender claramente: na tentação de Jesus, ele entra na batalha cheio do Espírito Santo, vence porque é cheio do Espírito Santo e sai vitorioso da batalha cheio do Espírito Santo. Essa é uma condição espiritual necessária se quisermos, realmente, sermos grandes vencedores no âmbito espiritual. 
​  Olhando em outra parte, lá em Efésios, no capítulo 4 — no capítulo 5, a partir do versículo 14, que diz: 
​"Pelo que diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus. Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, em que há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor em vosso coração, dando sempre graças por todas as coisas a nosso Deus e Pai, em o nome de nosso Senhor Jesus Cristo." Ora, vemos aqui nesta passagem que pode ser associada, então, aqui ao princípio pelo qual aprendemos acerca da tentação de Jesus registrada por Lucas, há uma necessidade urgente, a convicção e certeza, os termos estabelecidos frente a essa guerra espiritual que enfrentamos nesses últimos dias é vivermos consagrados ao Senhor, precisamos ter um discernimento eficiente, o verdadeiro discernimento para que nós possamos entender essa necessidade de sermos cheios do Espírito Santo. Agora deixe-me repetir, pois isso é extremamente didático, Ser cheio do Espírito Santo é ser cheio de discernimento. Ser cheio do Espírito Santo é ser cheio de autocontrole e de temperamento. É a condição necessária para a vitória contra os principados e potestades, contra as hostes espirituais da maldade que vivem nos lugares celestiais, contra os príncipes das trevas deste século, contra todo o mundo de espíritos enganadores, diante desse exercito de espíritos caídos, o cristão deve sair vitorioso, e qual é a arma que devemos usar? a espada do Espirito que é a Palavra de Deus.

 Ser cheio do Espírito Santo é cultivar os valores espirituais apresentados e defendidos pelo Novo Testamento.
​Ser cheio do Espírito Santo é ser luz no meio dessa escuridão em que o mundo secular se encontra. Essa escuridão espiritual densa, onde sabemos que estamos empenhados em uma batalha — como o próprio autor do livro de Efésios, o apóstolo Paulo, fala que nós não temos que lutar contra a carne nem contra o sangue, mas sim contra principados, contra potestades, hostes espirituais da maldade que vivem nos lugares celestiais.
​De modo que é uma batalha: a Igreja está numa batalha, os santos estão numa batalha. Mas há um segredo: em cada batalha, em cada conflito, nós podemos sair vitoriosos, como Jesus saiu vitorioso da tentação. E o modo como nós saímos vitoriosos da tentação é sermos cheios do Espírito Santo.
​De modo que, se estivemos cheios, as nossas armas espirituais, elas serão poderosas em Deus para derrubar as fortalezas, para poder apagar os dardos inflamados do maligno, para vencer todas as tentações, todos os pensamentos sutis e malignos que tentam se apoderar da nossa cabeça. Seja a nossa batalhada travada no interior de nossa mente ou exteriormente nas manifestações múltiplas dos poderes das trevas que atuam em nossos dias, precisamos vencer, vencer pela Palavra de Deus, vencer sempre pelo poder do Espírito Santo que habita em nós para sempre. O nosso coração estará forte se o Espírito Santo tiver controle sobre ele, e o nosso espírito inflamará com a luz espiritual que espantará todos os poderes das trevas à nossa volta.
​Lembre-se: como cristão, à sua volta, milhões de pessoas estão à deriva nas trevas, e você é chamado para, ser cheio do Espírito Santo, para, como um farol, poder conduzir muitos desses que estão à deriva em perigos de naufrágio espiritual, cujas almas estão ameaçadas a se afundar no abismo das trevas do inferno.
​Todavia, quando há um cristão cheio do Espírito Santo, ele não somente é um vencedor, mas resgata também muitas dessas almas que estão no campo de batalha, sendo seduzidas e arrastadas pelo inimigo. Porque se faz uma referência: onde há uma luz, há uma referência de indução, apontamento direto para a eficácia do Evangelho, das trevas para a luz podem ser resgatados os que são alcançados pelos filhos da luz.

 De modo que, no meio da escuridão, onde existe uma verdadeira luz, há um caminho apontando para uma certeza. E quando o cristão resplandece sobre este mundo de trevas, ele simplesmente apresenta ao mundo e aos perdidos uma certeza
​Quando olhamos para o Gênesis 3, o que o diabo induz Eva a comer? ao fruto proibido, mas quando nós alcançamos os filhos de Eva, o que oferecemos? o pão da vida. Não há nenhuma menção de que Eva estivesse com fome. Havia uma abundância de frutos no jardim, mas, todavia, ali estava o diabo induzindo Eva à necessidade de comer. Comer o quê? Comer o fruto proibido. Não havia em Eva e em Adão uma plena satisfação em Deus, eles foram enganados pela serpente, não havia falta de visão espiritual, não havia falta de plenitude, não havia flata de sentido existencial, eles tinham tudo isso, mas o tentador convenceu eles de que não tinham nada disso. Tarde demais perceberam que ao oferecer tudo, o diabo não tinha a dar senão a morte, e eles perceberam tarde demais que perderam tudo por acreditarem numa mentira deslavada, não se deixe enganar, se você tem Cristo você tem tudo pois Cristo é tudo em todos.

 Ora, no capítulo 4 do livro de Lucas, no versículo 3, nós, então, podemos observar: "E, disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize que esta pedra se transforme em pão." 

 Então, Jesus lhe respondeu, dizendo: "Escrito está que não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus." 
​Ora, o que nós encontramos hoje, senão o diabo, muitas vezes, induzindo-nos através de questões temporais e biológicas, pelo qual coloca a necessidade biológica acima da necessidade espiritual? E aqui está o grande erro. Eu sei que todos nós precisamos comer; na verdade, não é pecado nos alimentar. Precisamos sim ter o alimento suficiente para manter o nosso corpo, que é templo do Espírito Santo. Em nenhum momento isso é errado. Errado é quando você inverte os valores e começa a dar prioridade mais para as coisas materiais do que para as coisas espirituais. Quando você acha que um jantar ou um almoço impede você ir para a igreja, isso significa que você caiu na armadilha do diabo. Você não pode simplesmente colocar as coisas temporais acima das coisas espirituais. Jesus falou isso lá em Mateus 6:33: "Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas as outras coisas vos serão acrescentadas." 
​Quando temos um culto ou uma escola dominical, por exemplo, você tem um manjar espiritual, você vai ter uma boa comida espiritual para sustentar o seu espírito, mas, todavia, você não vai à igreja, simplesmente porque você está preocupado com o almoço do meio-dia não deixe que as coisas se invertam, valores invertidos é para cristianismo falido. Então, você não pode trocar as coisas espirituais pelas coisas seculares, inverter os valores é perigoso, esse é o caminho da apostasia. É isso que, na tentação de Cristo, nós precisamos aprender. Jamais devemos nos esquecer desses princípios espirituais. Claro que Jesus Cristo poderia, sim, transformar pedras em pães se assim quisesse. Aliás, Deus pode até mesmo fazer ssuscitar filhos de Abraão das pedras. Mas não era esse o seu objetivo. O seu objetivo não era fazer a vontade do diabo, mas sim a vontade de Deus.
​ A vontade do diabo era: «Faz um milagre, Senhor; mostra que tu tens poder. Estás com fome, tanto tempo sem comer, mas aí está uma pedra: apenas dize uma palavra e essa pedra se transformará em pão e saciará a tua fome, e tudo estará resolvido. Mas essa não é a questão.

 A questão é que nem Cristo, nem os cristãos estão neste mundo consagrando-se para fazer a vontade do diabo. Ora, isso é uma contradição. Quarenta dias jejuando, estava Jesus Cristo se consagrando ao Senhor, entregando a sua vontade a Deus. E então veio o diabo com uma proposta: “Você está com fome porque está consagrado; então, quebre a sua consagração comendo do pão que você mesmo fará, transformando essa pedra em pão.” De maneira que aqui está uma quebra e uma inversão de valores: é sempre o que o diabo está fazendo, inverter os valores espirituais, de modo que o pão pelo qual Cristo deveria comer não deveria ser um pão feito pela vontade do diabo, não sujeito aos princípios infernais. Mas, todavia, estava sujeito à vontade de Deus. A consagração não pode ser quebrada por causa da vontade do inimigo. Aqui está: você deve manter a sua consagração para ser cheio do Espírito Santo. Continue frequentando a igreja, continue lendo a Bíblia, continue orando, continue jejuando, continue fazendo as coisas certas, continue servindo e seguindo ao Senhor, sendo fiel aos princípios do evangelho, pois é isso que mantém uma vida cheia do Espírito Santo. Note nestas lições da tentação de Cristo outra coisa: a importância da palavra de Deus no contexto da batalha espiritual. Isso, você precisa aprender, pois aqui está algo que precisamos aprender sempre. Se você ler o capítulo 4, do versículo 1 até o versículo 15 do evangelho de Lucas, você vai ver que o diabo cita mal as escrituras, aplica mal as escrituras e interpreta mal as escrituras. Todavia, Cristo também faz uso das escrituras, de modo que ali está Jesus combatendo um falso discurso com verdadeiro discurso. Mas ambos, os discursos falsos e verdadeiros, são sustentados pela Bíblia Sagrada, de modo que o diabo está fazendo mau uso da Bíblia, enquanto que Jesus Cristo está fazendo o uso correto das escrituras. De maneira que o uso correto das escrituras nos conduz para mais perto da verdade e uma comunhão com o espírito da verdade, mas o mau uso das escrituras nos coloca mais perto e em comunhão com o espírito do erro. Precisamos tomar cuidado quanto a isso. Quando chegamos aos versículos 9, 10, 11 e 12, observamos mais uma vez o desafio que o diabo lança diante do Senhor.

Ali está escrito: “Levou-o também a Jerusalém e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: ‘Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, porque está escrito: Mandará aos seus anjos acerca de ti, que te guardem; e que te sustenham nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. E Jesus, respondendo, disse-lhe: ‘Dito está: Não tentarás ao Senhor, teu Deus.’ E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.” Mais uma vez, estamos diante de uma questão em que é lançado um ataque pessoal ao próprio Senhor. O diabo diz: “Se você não tem poder para fazer isso, isso significa que não é o Filho de Deus.” Para que você seja realmente o Filho de Deus encarnado, precisa subir ao pináculo e se jogar — ou seja, se suicidar —, porque, quando chegar lá embaixo, os anjos estarão de braços abertos para pegá-lo, para que você não se desfaleça nem se espatife no chão. Vamos entender com muita clareza que, aqui, o diabo está fazendo com que a autoridade do próprio Filho de Deus seja questionada. Pois, de outra forma, como isso poderia fazer sentido? E como isso poderia ser aplicado à nossa própria vida?


«Aqui trata-se de presunção, pura presunção, além, é claro, de fazer um uso abusivo das escrituras ao citar o salmo descontextualizado, o  diabo faz exatamente isso.

 Mas olha bem: induzir Jesus a uma presunção para forçar Deus a provar fidelidade usando dessa presunção... Isso realmente é algo totalmente inválido de acordo com os valores divinos de santidade. Ora, vamos entender, de certa forma, que essa tentativa de um milagre espetacular, usando e abusando das escrituras, testar Deus com um absurdo que quebra princípios éticos que ele mesmo estabeleceu. Isso é algo completamente infantil, absurdo, imaturo, completamente fora de qualquer valor espiritual genuíno. Hoje nós estamos vivendo, de certa forma, de maneira muito subtil, esse tipo de tentação que cristo enfrentou. Nós somos chamados a confiar em Deus, a ter fé nele em qualquer circunstância. Como o apóstolo Paulo mesmo disse, que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, que são chamados segundo o seu propósito. De maneira que não há propósito nenhum em tentar criar um espetáculo público onde Jesus vai simplesmente ser induzido pelo diabo a uma tentativa de suicídio, esperando que Deus enviasse anjos de braços abertos para que Jesus Cristo não se espatifasse no chão diante do templo e diante de todas as pessoas que estariam presentes ali. O diabo gosta de promover confusão!

 Isso é um absurdo. Nós temos que entender claramente que a santidade não nos conduz para esse tipo de comportamento, esse elemento do qual é caracterizado primeiramente por um abuso das escrituras, uma citação fora do seu contexto, aplicando mal as escrituras para simplesmente fazer com que a Bíblia se torne um absurdo e um livro irrelevante diante do contexto criado para satisfazer simplesmente a incredulidade do diabo. Pois ele simplesmente diz: "Se Tu és o Filho de Deus". De maneira que aqui temos uma incredulidade profunda, usando e abusando das escrituras e fazendo com que algo absurdo venha acontecer simplesmente por parte de Jesus para satisfazer a duvida do diabo. Mas Jesus, sendo santo e perfeito, jamais pode ser induzido ao ridículo ou fazer algo tão absurdo quanto isso que o diabo tentou induzir ao nosso Senhor fazer nessa situação. E, aqui temos uma lição, cuidado com as propostas do inimigo quando tiver com fome espiritual, quando a avareza quer emergir do seu coração, quando o brilho dos reinos deste mundo maligno cintilam diante de teus olhos com fortes atrativos de sedução. Cuidado!

Aprendamos a confiar no Senhor de maneira clara e equilibrada, pois isso faz parte da vida espiritual. Ajustamos o nosso comportamento, o nosso temperamento e a nossa vida cristã ao evangelho. Cultivemos a prudência e temos a  sensatez, e a sobriedade, de maneira que tudo isso são características de um homem cheio do Espírito Santo. De tal modo que sobriedade, discernimento, sensatez, princípios éticos, valores espirituais genuínos, moralidade elevada, tudo isso são características de um homem cheio do Espírito Santo. De tal modo que isso é que faz com que realmente sejamos verdadeiros cristãos e homens verdadeiramente piedosos


Vamos meditar a respeito disso. Que as lições da tentação de Cristo apresentada por Lucas seja que grande benefícios para a nossa vida cristã. Amém.



Pr C. J. Jacinto


 

 

Ponderar a Palavra de Deus

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Ponderar as palavras de Deus em nossos corações é mais do que simplesmente ler uma passagem da Bíblia. Para obter conhecimento e compreensão, é necessário mais do que apenas estudar as Escrituras de forma intelectual: ponderar, pensar e digerir é, antes de tudo, uma tarefa para o coração.
​Quem considera uma passagem da Escritura não pensa em uma lição para os outros, mas permite que a verdade tenha seu efeito sobre o mesmo e desenvolve uma avaliação dela correspondente. Isso sempre levanta a questão: "O que o Senhor está me dizendo agora pessoalmente? Em muitas leituras da Bíblia, as Escrituras são consideradas e expostas em seu contexto. As contribuições se complementam, e isso é bom, pois um ensino sólido estabelece a base para uma vida que agrada a Deus. Mas não deve parar por aí: o alimento da palavra de Deus deve ser digerido, deve tocar nossos corações e se tornar nossa propriedade. Isso terá um efeito prático. Devemos agradecer a Deus pela bênção, adorá-lo e, se necessário, confessar nossas falhas. Para ponderar e permitir que a palavra tenha efeito, precisamos de tempo e silêncio — seja de manhã ou à noite, em uma caminhada, após uma refeição ou antes de dormir. Não importa o momento, o Senhor não está confinado em espaço ou ao tempo; Ele está sempre presente, mas é importante que o busquemos em silêncio. Não devemos perder a oportunidade de apreciar os pensamentos de Deus. Então, sua palavra nos deixará extremamente felizes, fortalecerá nossa fé e nos preservará da tentação do mundo e do diabo. 

Extraido do Devocional Boa Semente 2026 – Deposito de Literatura Cristã