Introdução
Nos últimos anos, a influência de Bethel Church, liderada por Bill Johnson em
Redding, Califórnia, tem se expandido globalmente. Entretanto, há sérias
preocupações quanto à aproximação de Johnson e outros líderes de Bethel com
ideias oriundas do movimento New Age. Este artigo apologético busca avaliar
tais tendências à luz da Escritura, defendendo a fé cristã histórica contra
sincretismos espirituais. A abertura do pós-carismatismo para as praticas
obscuras de espiritualidade New Age é evidente, Dave Hunt em “A Sedução do
Cristianismo e Escapando da Sedução” alertou sobre isso o que estamos
testemunhando hoje.
1. Apropriação de Práticas New Age (Nova Era)
Bill Johnson, em seu livro Dreaming with
God (2006), afirma que práticas promovidas pelo New Age não devem ser
descartadas simplesmente por sua associação com o ocultismo, sugerindo que
seriam “ferramentas que Deus nos deu para sucesso em vida e
ministério.”
A Escritura, porém, é clara: “E não vos
associeis às obras infrutíferas das trevas; antes, condenai-as” (Efésios 5:11).
A tentativa de “reivindicar” práticas ocultistas como verdades cristãs é
incompatível com o ensino bíblico. trata-se de uma característica própria de
igrejas pós-carismaticas.
2. O Livro The Physics of Heaven (A Física do Céu)
A obra The Physics of Heaven, com contribuições de Johnson, sua esposa Beni, e
líderes de Bethel, defende que “há preciosas verdades escondidas no New Age que
pertencem aos cristãos.” Jonathan Welton chega a listar práticas como “espíritos
guias, trances, meditação, auras, objetos de poder” como supostos elementos
legítimos da fé cristã. Essa perspectiva, porém, relativiza o perigo
espiritual. Em Atos 19:19, os novos convertidos queimaram seus livros de artes
ocultas, não os reinterpretaram como “verdades cristãs”. A pratica de reembalar
conceitos pagãos com embalagens cristãs e sinal de falta de discernimento,
associaçao com o espirito do erro, os gnósticos dos primeiros século da era
crista e que foram combatidos por muitos escritores do novo testamento fizeram
exatamente isso!
3. Doutrina da Kenosis
Johnson ensina que Jesus realizou milagres apenas como homem em relação correta
com Deus, não como Deus. Essa visão reduz a divindade de Cristo e aproxima-se
de uma “Cristologia New Age”, onde Jesus é apenas um “iluminado” que abre
caminho para outros.
Contudo, a Bíblia afirma: “Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas
subsistem por Ele” (Colossenses 1:17). Se Cristo tivesse abandonado Sua
divindade, o universo teria deixado de existir.
4. Oração Contemplativa e Misticismo
Bethel promove a chamada Contemplative Prayer, a oração contemplativa,
prática que consiste em esvaziar a mente para entrar em “silêncio espiritual”,
semelhante à meditação oriental. Isso abre espaço para “espíritos guias,
mestres ascendentes e falsos cristos.” A verdadeira meditação bíblica, ao
contrário, é ativa: “Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei
medita de dia e de noite” (Salmo 1:2). Ao inves de esvaziar a mente a Biblia
nos ensina que devemos ser cheios do Espírito Santo.
5. Misticismo Quântico
O livro também sugere que Deus se manifesta como “vibrações, frequências e
sons” que podem até alterar o DNA humano. Essa visão reflete o Misticismo
quantico, uma espiritualização pseudocientífica que confunde o Criador com a
criação.
A Bíblia, porém, distingue claramente: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a
minha glória, pois, não darei a outrem” (Isaías 42:8).
Conclusão
Infelizmente a Bethel Church, sob a liderança de Bill Johnson, tem aberto
espaço para práticas e doutrinas que se alinham mais ao New Age do que ao
cristianismo bíblico. A apologética cristã deve reafirmar que:
- Cristo é plenamente Deus e plenamente homem.
- A Bíblia é suficiente como mapa espiritual.
- Práticas ocultistas não podem ser
“reivindicadas” como cristãs.
Assim, cabe à Igreja permanecer firme na fé apostólica, rejeitando sincretismos
e defendendo a verdade revelada em Cristo.

