Vencendo as Tentações - Principios Espirituais

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Pr C. J. Jacinto



 Ao abrirmos o evangelho segundo Lucas, encontramos no capítulo 4, do versículo 1 até o versículo 15, o registro da batalha espiritual que Jesus Cristo sofreu,  naquele momento, quando foi induzido pelo Espírito Santo ao deserto Ele entrou num conflito espiritual pessoal. Dentro desse texto, nós temos lições preciosas e práticas para a nossa própria vida cristã, de modo que aqui temos alguns segredos e alguns princípios,  sobre como vencer nossas batalhas pessoais contra as correntes, influencias e ataques espirituais de natureza demoníaca.  Sabemos que do livro de Gênesis até o livro de Apocalipse, a Bíblia nos apresenta a realidade de que estamos dentro de uma real batalha espiritual, devemos atentar para as lições da  tentação de Cristo quanto a esse assinto tão importante.

 Em Gênesis 3, quem enfrentou a batalha e foi derrotada, foi Eva, que foi induzida pela antiga serpente a desobedecer. Aqui, em Lucas no capítulo 4, vemos o diabo com a mesma astúcia tentando induzir Jesus Cristo à desobediência. 

 Mas, quando lemos lá no livro de I Pedro, capítulo 5 e o versículo 7, sabemos que o apóstolo Pedro nos exorta a vigiar e sermos sóbrios, porque o diabo  está bramando como leão, andando ao redor e buscando a quem possa tragar, de modo que nós vamos entender de forma muito clara que essa batalha espiritual,  não ocorreu apenas com Eva ou com Pedro, ela não ocorreu apenas com Cristo, ela ocorre com todos os cristãos de um modo geral, em um nível maior ou um nível menor, todavia, ela vai acontecer. A maior parte de nossas batalhas acontece na nossa própria mente. Mas isso não significa que não iremos sofrer opressão e influencias malignas exteriores, a tentação de Cristo determina de forma eficiente que Genesis 3 não é um mito, é um fato, o diabo é um agente pessoal e maligno.


​Mas, nós encontramos no primeiro versículo do capítulo 4 de Lucas, há algo que precisa ser levado em conta, o segredo para vencermos nossas batalhas contra o inimigo.  Quando Jesus Cristo, ele é apontado como cheio do Espírito Santo, sendo levado ao deserto, e ali, ele vai ser tentado depois de 40 dias jejuando. Note que o princípio a ser aprendido aqui, que se quisermos vencer nossas batalhas espirituais, nós precisamos, ser cheios do Espírito Santo.  Repito, pois se trata de uma verdade fundamental: Se quisermos vencer as tentações, precisamos estar cheios do Espírito Santo. Se quisermos vencer os impulsos malignos do nosso velho homem, precisamos estar cheios do Espírito Santo. Se quisermos realmente ser mais do que vencedores, devemos estar cheios do Espírito Santo. Essa é a questão, a questão que precisamos entender sempre: devemos estar cheio do Espírito Santo se quisermos ter uma vida cristã vitoriosa. Nunca devemos esquecer-nos desse fato!

 Ainda temos algo a aprender. Vejamos a partir do versículo 5 do capítulo 4 de Lucas: "E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe todos os reinos do mundo em um momento de tempo. E disse-lhe o diabo: A ti te darei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e a quem quero o dou.”  Ali está o tentador, temos observado, então, mais uma vez o diabo tentando o Senhor Jesus, oferecendo a glória do mundo adâmico, os reinos deste mundo, o poder dos reinos deste mundo corrompido e todas as glorias evanescentes deles.

 O mundo tem holofotes. O mundo tem aplausos. O mundo deseja que as pessoas sejam famosas e tenham muito sucesso para serem adoradas e veneradas, o maior  ídolo e um dos mais terríveis é Mamom, a avareza e a sede insaciável pelo poder alimenta a corrupção moral dos homens. O mundo,  caminha para o reconhecimento de todos os falsos profetas e por fim se prostrará ao anticristo, ali  você se torna popular, você se torna famoso e então altares são erguidos em sua memória e o homem ama ser idolatrado, por esse motivo o diabo insiste em perpetuar sua antiga mentira de que o homem é divino, essa divindade ou “Eu Superior” está La dentro do próprio homem, assim não precisa do Deus Bíblico, se o homem é uma divindade, então ele se torna seu próprio salvador e perdoador, na tentação, ao pedir adoração, satanás suscita a crença na divindade da criatura, ele também quer ser adorado e de fato, ele é do deus deste século que cega a mente dos incrédulos, então o que os incrédulos encontram dentre deles, como uma suposta divindade, é pura ilusão (II Coríntios 4:4) As luzes da religião, do palco, dos shows, as lâmpadas do orgulho desse circo infernal estão acesas, e as pessoas são atraídas, como insetos são atraídos pelo brilho de uma luz numa noite escura, mas trata-se de uma falsa iluminação provocada por uma transfiguração falsa (II Coríntios 11:14). A sedução deste presente século maligno é sagaz de tal modo que nós podemos observar de maneira muito obvia quando estamos atentos ao declínio progressivo da civilização  e isso tem se infiltrado muito dentro da igreja moderna, infelizmente. Nós temos igrejas com tronos. As pessoas querem um título de honra, deseja ser o centro das atenções, a religião decadente forma ladrões da gloria de Deus,  as pessoas querem ser famosas, e desejam estar no centro das atenções querem ser adoradas e veneradas, muitos constroem reinos terrenos de luxo e vangloria usando a mensagem do evangelho para isso. O culto à personalidade é uma característica comum dentro da cristandade atual e Isso é profundamente  diabólico. Hoje nós podemos notar como as pessoas, de certo modo, estão disputando um título, uma posição e um poder, de modo que isso está completamente oposto àquilo que Jesus Cristo apresentou. Lemos, por exemplo, no capítulo 2, versículos 5 a 11, de Filipenses, como o caminho da glória segue o caminho da servidão e da humilhação, pois Jesus Cristo, na sua encarnação, fez exatamente isso. De modo que esse é o caminho: o caminho da humildade. O Senhor Deus assim determinou "Humilhai-vos debaixo das poderosas mãos de Deus, e em seu tempo ele vos exaltará. (Tiago 4:10)
​  O diabo ofereceu a Jesus os holofotes, os aplausos, a fama, o sucesso, o poder, a briga pelo poder, por caminhos ilícitos e malignos. Isso é o que caracteriza o mundo, os poderes deste mundo e o reino deste mundo. Olhe a política, como as pessoas estão obcecadas por obterem o poder. Elas querem dinheiro, ganhar muito, ter influência, porque através de uma grande influência, elas podem usar essas coisas como meios de adquirir mais poder e mais vangloria  para influenciar e manipular pessoas, para buscar mais riquezas e fama, o pragmatismo e o maquiavelismo são métodos inescrupulosos que os ímpios poderosos desse mundo usam para alcançar êxito, e muitos lideres cristãos também adotam esses  sistemas diabólicos.

 Não há ninguém que seja saciado com isso, nenhum   líder mundano está saciado com o poder que possui. Aqueles que roubam, aqueles que se envolvem com corrupção nunca estão satisfeitos. Não há satisfação naquilo que o mundo oferece; é um abismo, um abismo sem fundo, do qual o homem é atraído e por ele é levado. Todavia, nós temos um caminho: O caminho da cruz. Estou crucificado com Cristo. De modo que Paulo está falando de mortificação e negar-se a si mesmo, a ser considerado como a escoria deste mundo, a glória do apóstolo Paulo é a glória do verdadeiro cristão: gloriar-se na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. O nosso reino não é deste mundo.

 Ao avaliarmos o versículo 8, vemos que Jesus responde: "Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás." Aqui nós temos um absoluto inegociável. Repito: Um absoluto inegociável: adoração somente a Deus. Ele recebeu, deve continuar recebendo nossa adoração, nossa veneração. Todo cristão verdadeiro é bíblico e todo cristão bíblico adora somente a Ele, rende culto a Ele, se prostra a Ele, Dirige oração a Ele, pede a proteção dEle.

Nosso louvor, nosso culto deve ser direcionado a Ele. O Deus Trino deve ser o centro. O centro da nossa  vida cristã  e o Senhor! A maneira como você cultua a Deus, define a pureza da sua espiritualidade, e somente venerar a Ele, e a mais ninguém. Devemos entender isso, e esse é um princípio espiritual do qual  está estabelecido no Novo Testamento. Isso ė obvio demais,
​Não pode ser contestado, não pode ser quebrado, não pode ser rejeitado. Se for, já não é mais cristianismo. Se alguém  faz e promove o culto a outro tipo de personalidade, ainda que seja uma personalidade bíblica, esta cometendo um erro, todavia, a resposta de Cristo ao diabo é uma resposta para todos aqueles que se prostram e fazem culto, e cultuam personalidades classificadas como criaturas.  Somente  Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo devem ser adorado. Todo o Novo Testamento é Cristocêntrico. Não podemos quebrar essa norma. A teocentricidade do Novo Testamento e do culto, do verdadeiro culto, leva essa marca: "Somente ao Senhor adorarás e só a ele servirás." Portanto, devemos nos prostrar, cantar, louvar, adorar, admirar e ter todas as afeições espirituais voltadas ao Deus Trino.
No versículo 14, depois de enfrentar a batalha — ali está Jesus, triunfante, ele venceu. Precisamos estar em Cristo para também sermos vencedores, “Se alguém está em Cristo” (II Coríntios 5:17) esta é a condição necessária, nossa união com ele é o segredo da nossa vitória pois maior é aquele que está conosco do que que aquele que está no mundo, e se o mundo jaz no maligno o verdadeiro cristão vive em Cristo.


​Veja bem, no versículo 14 está escrito: "E retornou Jesus, pela virtude do Espírito, para a Galileia". Note que, do princípio até o fim, Jesus entra nessa batalha espiritual cheio do Espírito Santo. Ele batalha pelo poder do Espírito e sai da batalha triunfante, cheio do Espírito Santo. 

 De modo que é um princípio do qual jamais poderemos ignorar. Se queremos ser um bom pregador, precisamos estar cheios do Espírito Santo. Se queremos vencer as seduções do presente século mau, precisamos ser cheios do Espírito Santo. Se queremos ter discernimento espiritual, precisamos ser cheios do Espírito Santo. Se queremos viver uma vida frutificando espiritualmente, precisamos estar cheios do Espírito Santo. 
​Essa é a questão: precisamos viver cheios do Espírito Santo. Jesus, no capítulo 4 e versículo 1, entra para o deserto e ele enfrenta a batalha, mas ele está cheio do Espírito Santo. No mesmo passo — na mesma passagem, no versículo 14 —, Jesus retorna depois da batalha em que ele triunfou, cheio do Espírito Santo.  Essa deve ser a condição normal do cristão, todos os dias viver cheio do Espírito santo. Essa é a medida de um cristão espiritual, é a marca de um verdadeiro discípulo, nessa condição se encontra a nossa coragem e a nossa vitória: você deve andar cheio do Espírito Santo. Deve ir para a igreja cheio do Espírito Santo, deve voltar da igreja cheio do Espírito Santo. Mas isso não é tudo. Na sua vida quotidiana, quando você entra no mundo, no mundo do seu trabalho, na vida, na sociedade, você precisa entrar lá cheio do Espírito Santo, e você não pode perder essa presença quando estiver no meio da batalha ou no mundo secular, mas você deve retornar de lá cheio do Espírito Santo. 
​De modo que temos aqui esta grande mensagem, pela qual precisamos entender claramente: na tentação de Jesus, ele entra na batalha cheio do Espírito Santo, vence porque é cheio do Espírito Santo e sai vitorioso da batalha cheio do Espírito Santo. Essa é uma condição espiritual necessária se quisermos, realmente, sermos grandes vencedores no âmbito espiritual. 
​  Olhando em outra parte, lá em Efésios, no capítulo 4 — no capítulo 5, a partir do versículo 14, que diz: 
​"Pelo que diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus. Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, em que há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor em vosso coração, dando sempre graças por todas as coisas a nosso Deus e Pai, em o nome de nosso Senhor Jesus Cristo." Ora, vemos aqui nesta passagem que pode ser associada, então, aqui ao princípio pelo qual aprendemos acerca da tentação de Jesus registrada por Lucas, há uma necessidade urgente, a convicção e certeza, os termos estabelecidos frente a essa guerra espiritual que enfrentamos nesses últimos dias é vivermos consagrados ao Senhor, precisamos ter um discernimento eficiente, o verdadeiro discernimento para que nós possamos entender essa necessidade de sermos cheios do Espírito Santo. Agora deixe-me repetir, pois isso é extremamente didático, Ser cheio do Espírito Santo é ser cheio de discernimento. Ser cheio do Espírito Santo é ser cheio de autocontrole e de temperamento. É a condição necessária para a vitória contra os principados e potestades, contra as hostes espirituais da maldade que vivem nos lugares celestiais, contra os príncipes das trevas deste século, contra todo o mundo de espíritos enganadores, diante desse exercito de espíritos caídos, o cristão deve sair vitorioso, e qual é a arma que devemos usar? a espada do Espirito que é a Palavra de Deus.

 Ser cheio do Espírito Santo é cultivar os valores espirituais apresentados e defendidos pelo Novo Testamento.
​Ser cheio do Espírito Santo é ser luz no meio dessa escuridão em que o mundo secular se encontra. Essa escuridão espiritual densa, onde sabemos que estamos empenhados em uma batalha — como o próprio autor do livro de Efésios, o apóstolo Paulo, fala que nós não temos que lutar contra a carne nem contra o sangue, mas sim contra principados, contra potestades, hostes espirituais da maldade que vivem nos lugares celestiais.
​De modo que é uma batalha: a Igreja está numa batalha, os santos estão numa batalha. Mas há um segredo: em cada batalha, em cada conflito, nós podemos sair vitoriosos, como Jesus saiu vitorioso da tentação. E o modo como nós saímos vitoriosos da tentação é sermos cheios do Espírito Santo.
​De modo que, se estivemos cheios, as nossas armas espirituais, elas serão poderosas em Deus para derrubar as fortalezas, para poder apagar os dardos inflamados do maligno, para vencer todas as tentações, todos os pensamentos sutis e malignos que tentam se apoderar da nossa cabeça. Seja a nossa batalhada travada no interior de nossa mente ou exteriormente nas manifestações múltiplas dos poderes das trevas que atuam em nossos dias, precisamos vencer, vencer pela Palavra de Deus, vencer sempre pelo poder do Espírito Santo que habita em nós para sempre. O nosso coração estará forte se o Espírito Santo tiver controle sobre ele, e o nosso espírito inflamará com a luz espiritual que espantará todos os poderes das trevas à nossa volta.
​Lembre-se: como cristão, à sua volta, milhões de pessoas estão à deriva nas trevas, e você é chamado para, ser cheio do Espírito Santo, para, como um farol, poder conduzir muitos desses que estão à deriva em perigos de naufrágio espiritual, cujas almas estão ameaçadas a se afundar no abismo das trevas do inferno.
​Todavia, quando há um cristão cheio do Espírito Santo, ele não somente é um vencedor, mas resgata também muitas dessas almas que estão no campo de batalha, sendo seduzidas e arrastadas pelo inimigo. Porque se faz uma referência: onde há uma luz, há uma referência de indução, apontamento direto para a eficácia do Evangelho, das trevas para a luz podem ser resgatados os que são alcançados pelos filhos da luz.

 De modo que, no meio da escuridão, onde existe uma verdadeira luz, há um caminho apontando para uma certeza. E quando o cristão resplandece sobre este mundo de trevas, ele simplesmente apresenta ao mundo e aos perdidos uma certeza
​Quando olhamos para o Gênesis 3, o que o diabo induz Eva a comer? ao fruto proibido, mas quando nós alcançamos os filhos de Eva, o que oferecemos? o pão da vida. Não há nenhuma menção de que Eva estivesse com fome. Havia uma abundância de frutos no jardim, mas, todavia, ali estava o diabo induzindo Eva à necessidade de comer. Comer o quê? Comer o fruto proibido. Não havia em Eva e em Adão uma plena satisfação em Deus, eles foram enganados pela serpente, não havia falta de visão espiritual, não havia falta de plenitude, não havia flata de sentido existencial, eles tinham tudo isso, mas o tentador convenceu eles de que não tinham nada disso. Tarde demais perceberam que ao oferecer tudo, o diabo não tinha a dar senão a morte, e eles perceberam tarde demais que perderam tudo por acreditarem numa mentira deslavada, não se deixe enganar, se você tem Cristo você tem tudo pois Cristo é tudo em todos.

 Ora, no capítulo 4 do livro de Lucas, no versículo 3, nós, então, podemos observar: "E, disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize que esta pedra se transforme em pão." 

 Então, Jesus lhe respondeu, dizendo: "Escrito está que não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus." 
​Ora, o que nós encontramos hoje, senão o diabo, muitas vezes, induzindo-nos através de questões temporais e biológicas, pelo qual coloca a necessidade biológica acima da necessidade espiritual? E aqui está o grande erro. Eu sei que todos nós precisamos comer; na verdade, não é pecado nos alimentar. Precisamos sim ter o alimento suficiente para manter o nosso corpo, que é templo do Espírito Santo. Em nenhum momento isso é errado. Errado é quando você inverte os valores e começa a dar prioridade mais para as coisas materiais do que para as coisas espirituais. Quando você acha que um jantar ou um almoço impede você ir para a igreja, isso significa que você caiu na armadilha do diabo. Você não pode simplesmente colocar as coisas temporais acima das coisas espirituais. Jesus falou isso lá em Mateus 6:33: "Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas as outras coisas vos serão acrescentadas." 
​Quando temos um culto ou uma escola dominical, por exemplo, você tem um manjar espiritual, você vai ter uma boa comida espiritual para sustentar o seu espírito, mas, todavia, você não vai à igreja, simplesmente porque você está preocupado com o almoço do meio-dia não deixe que as coisas se invertam, valores invertidos é para cristianismo falido. Então, você não pode trocar as coisas espirituais pelas coisas seculares, inverter os valores é perigoso, esse é o caminho da apostasia. É isso que, na tentação de Cristo, nós precisamos aprender. Jamais devemos nos esquecer desses princípios espirituais. Claro que Jesus Cristo poderia, sim, transformar pedras em pães se assim quisesse. Aliás, Deus pode até mesmo fazer ssuscitar filhos de Abraão das pedras. Mas não era esse o seu objetivo. O seu objetivo não era fazer a vontade do diabo, mas sim a vontade de Deus.
​ A vontade do diabo era: «Faz um milagre, Senhor; mostra que tu tens poder. Estás com fome, tanto tempo sem comer, mas aí está uma pedra: apenas dize uma palavra e essa pedra se transformará em pão e saciará a tua fome, e tudo estará resolvido. Mas essa não é a questão.

 A questão é que nem Cristo, nem os cristãos estão neste mundo consagrando-se para fazer a vontade do diabo. Ora, isso é uma contradição. Quarenta dias jejuando, estava Jesus Cristo se consagrando ao Senhor, entregando a sua vontade a Deus. E então veio o diabo com uma proposta: “Você está com fome porque está consagrado; então, quebre a sua consagração comendo do pão que você mesmo fará, transformando essa pedra em pão.” De maneira que aqui está uma quebra e uma inversão de valores: é sempre o que o diabo está fazendo, inverter os valores espirituais, de modo que o pão pelo qual Cristo deveria comer não deveria ser um pão feito pela vontade do diabo, não sujeito aos princípios infernais. Mas, todavia, estava sujeito à vontade de Deus. A consagração não pode ser quebrada por causa da vontade do inimigo. Aqui está: você deve manter a sua consagração para ser cheio do Espírito Santo. Continue frequentando a igreja, continue lendo a Bíblia, continue orando, continue jejuando, continue fazendo as coisas certas, continue servindo e seguindo ao Senhor, sendo fiel aos princípios do evangelho, pois é isso que mantém uma vida cheia do Espírito Santo. Note nestas lições da tentação de Cristo outra coisa: a importância da palavra de Deus no contexto da batalha espiritual. Isso, você precisa aprender, pois aqui está algo que precisamos aprender sempre. Se você ler o capítulo 4, do versículo 1 até o versículo 15 do evangelho de Lucas, você vai ver que o diabo cita mal as escrituras, aplica mal as escrituras e interpreta mal as escrituras. Todavia, Cristo também faz uso das escrituras, de modo que ali está Jesus combatendo um falso discurso com verdadeiro discurso. Mas ambos, os discursos falsos e verdadeiros, são sustentados pela Bíblia Sagrada, de modo que o diabo está fazendo mau uso da Bíblia, enquanto que Jesus Cristo está fazendo o uso correto das escrituras. De maneira que o uso correto das escrituras nos conduz para mais perto da verdade e uma comunhão com o espírito da verdade, mas o mau uso das escrituras nos coloca mais perto e em comunhão com o espírito do erro. Precisamos tomar cuidado quanto a isso. Quando chegamos aos versículos 9, 10, 11 e 12, observamos mais uma vez o desafio que o diabo lança diante do Senhor.

Ali está escrito: “Levou-o também a Jerusalém e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: ‘Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, porque está escrito: Mandará aos seus anjos acerca de ti, que te guardem; e que te sustenham nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. E Jesus, respondendo, disse-lhe: ‘Dito está: Não tentarás ao Senhor, teu Deus.’ E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.” Mais uma vez, estamos diante de uma questão em que é lançado um ataque pessoal ao próprio Senhor. O diabo diz: “Se você não tem poder para fazer isso, isso significa que não é o Filho de Deus.” Para que você seja realmente o Filho de Deus encarnado, precisa subir ao pináculo e se jogar — ou seja, se suicidar —, porque, quando chegar lá embaixo, os anjos estarão de braços abertos para pegá-lo, para que você não se desfaleça nem se espatife no chão. Vamos entender com muita clareza que, aqui, o diabo está fazendo com que a autoridade do próprio Filho de Deus seja questionada. Pois, de outra forma, como isso poderia fazer sentido? E como isso poderia ser aplicado à nossa própria vida?


«Aqui trata-se de presunção, pura presunção, além, é claro, de fazer um uso abusivo das escrituras ao citar o salmo descontextualizado, o  diabo faz exatamente isso.

 Mas olha bem: induzir Jesus a uma presunção para forçar Deus a provar fidelidade usando dessa presunção... Isso realmente é algo totalmente inválido de acordo com os valores divinos de santidade. Ora, vamos entender, de certa forma, que essa tentativa de um milagre espetacular, usando e abusando das escrituras, testar Deus com um absurdo que quebra princípios éticos que ele mesmo estabeleceu. Isso é algo completamente infantil, absurdo, imaturo, completamente fora de qualquer valor espiritual genuíno. Hoje nós estamos vivendo, de certa forma, de maneira muito subtil, esse tipo de tentação que cristo enfrentou. Nós somos chamados a confiar em Deus, a ter fé nele em qualquer circunstância. Como o apóstolo Paulo mesmo disse, que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, que são chamados segundo o seu propósito. De maneira que não há propósito nenhum em tentar criar um espetáculo público onde Jesus vai simplesmente ser induzido pelo diabo a uma tentativa de suicídio, esperando que Deus enviasse anjos de braços abertos para que Jesus Cristo não se espatifasse no chão diante do templo e diante de todas as pessoas que estariam presentes ali. O diabo gosta de promover confusão!

 Isso é um absurdo. Nós temos que entender claramente que a santidade não nos conduz para esse tipo de comportamento, esse elemento do qual é caracterizado primeiramente por um abuso das escrituras, uma citação fora do seu contexto, aplicando mal as escrituras para simplesmente fazer com que a Bíblia se torne um absurdo e um livro irrelevante diante do contexto criado para satisfazer simplesmente a incredulidade do diabo. Pois ele simplesmente diz: "Se Tu és o Filho de Deus". De maneira que aqui temos uma incredulidade profunda, usando e abusando das escrituras e fazendo com que algo absurdo venha acontecer simplesmente por parte de Jesus para satisfazer a duvida do diabo. Mas Jesus, sendo santo e perfeito, jamais pode ser induzido ao ridículo ou fazer algo tão absurdo quanto isso que o diabo tentou induzir ao nosso Senhor fazer nessa situação. E, aqui temos uma lição, cuidado com as propostas do inimigo quando tiver com fome espiritual, quando a avareza quer emergir do seu coração, quando o brilho dos reinos deste mundo maligno cintilam diante de teus olhos com fortes atrativos de sedução. Cuidado!

Aprendamos a confiar no Senhor de maneira clara e equilibrada, pois isso faz parte da vida espiritual. Ajustamos o nosso comportamento, o nosso temperamento e a nossa vida cristã ao evangelho. Cultivemos a prudência e temos a  sensatez, e a sobriedade, de maneira que tudo isso são características de um homem cheio do Espírito Santo. De tal modo que sobriedade, discernimento, sensatez, princípios éticos, valores espirituais genuínos, moralidade elevada, tudo isso são características de um homem cheio do Espírito Santo. De tal modo que isso é que faz com que realmente sejamos verdadeiros cristãos e homens verdadeiramente piedosos


Vamos meditar a respeito disso. Que as lições da tentação de Cristo apresentada por Lucas seja que grande benefícios para a nossa vida cristã. Amém.


 

 

Ponderar a Palavra de Deus

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Ponderar as palavras de Deus em nossos corações é mais do que simplesmente ler uma passagem da Bíblia. Para obter conhecimento e compreensão, é necessário mais do que apenas estudar as Escrituras de forma intelectual: ponderar, pensar e digerir é, antes de tudo, uma tarefa para o coração.
​Quem considera uma passagem da Escritura não pensa em uma lição para os outros, mas permite que a verdade tenha seu efeito sobre o mesmo e desenvolve uma avaliação dela correspondente. Isso sempre levanta a questão: "O que o Senhor está me dizendo agora pessoalmente? Em muitas leituras da Bíblia, as Escrituras são consideradas e expostas em seu contexto. As contribuições se complementam, e isso é bom, pois um ensino sólido estabelece a base para uma vida que agrada a Deus. Mas não deve parar por aí: o alimento da palavra de Deus deve ser digerido, deve tocar nossos corações e se tornar nossa propriedade. Isso terá um efeito prático. Devemos agradecer a Deus pela bênção, adorá-lo e, se necessário, confessar nossas falhas. Para ponderar e permitir que a palavra tenha efeito, precisamos de tempo e silêncio — seja de manhã ou à noite, em uma caminhada, após uma refeição ou antes de dormir. Não importa o momento, o Senhor não está confinado em espaço ou ao tempo; Ele está sempre presente, mas é importante que o busquemos em silêncio. Não devemos perder a oportunidade de apreciar os pensamentos de Deus. Então, sua palavra nos deixará extremamente felizes, fortalecerá nossa fé e nos preservará da tentação do mundo e do diabo. 

Extraido do Devocional Boa Semente 2026 – Deposito de Literatura Cristã

Pérolas Para a Vida Espiritual

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 Pérolas Para a Vida Espiritual

 

Autor: C. J. Jacinto

 

 

 

Deus compartilha da Sua presença a quem o ama com um coração puro.

 

A graça de Deus é capaz de alcançar qualquer coração desesperado.

 

A idolatria cega o homem, a insistência na idolatria o cega profundamente.

 

Um homem cego precisa tocar num ídolo para crer em uma divindade, mas o homem alcançado verdadeiramente pelo evangelho enxerga a existência de Deus através da fé em Cristo.

 

A vida e o martírio de Estevão nos ensinam que o céu se abre em profusão quando sofremos em risco de morte por causa do evangelho.

 

Não ha salvação Divina através de nossos méritos, Deus nos alcança através de Cristo, através do Evangelho, um homem perdido pode ser alcançado por Deus através de um homem salvo.

 

Nós somos aperfeiçoados pelo amor, e quanto mais amamos á Deus, mais nos aperfeiçoamos na vida espiritual.

 

Quando escolhemos uma direção em que Deus não nos acompanha, ali está uma jornada para o abismo.

 

Muitas vezes é no silencio de um caminho solitário que iremos encontrar a plenitude da presença de Deus.

 

Não existe grandeza em nós mesmos, a proporção da nossa grandeza é projetada pela presença de Cristo em nós.

 

Deus transfere para o nosso coração todo o desejo de salvar um pecador desesperado, essa é a essência do evangelismo.

 

Confiar em Deus não significa que não iremos sofrer com grandes aflições, mas significa que podemos crescer espiritualmente através delas.

 

A alma encontra verdadeiro deleite em Cristo, todos os outros meios, são sementes que desabrocham para decepções profundas.

 

Se amarmos somente o que desejamos, o velho homem estará no centro, se amarmos tudo o que Deus deseja, estaremos cheios do Espírito Santo.

 

Deus se encarnou em Cristo, o Verbo é a essência manifesta da Divindade, dotado de todas as virtudes necessárias para oferecer aos pecadores, uma perfeita redenção.

 

Uma cristandade aposta nunca será a evidencia de que o cristianismo falhou, enquanto existir um homem verdadeiramente santo, refletindo a imagem de Cristo, andando aqui neste mundo

 

Ninguém que creia na mensagem da cruz é capaz de conciliar sua vida á andar pelo caminho largo.

 

Deus dará a eternidade em plenitude a todos aqueles que consagram o tempo a Deus.

 

Viver o evangelho pela morte redentora de Cristo é o meio pelo qual nossa humildade se define por uma contínua dependência da misericórdia de Deus.

 

A salvação é totalmente gratuita e, no entanto não existe algo mais precioso para um salvo do que a redenção que foi efetuada pelo sangue imaculado de Cristo

 

As vezes uma vida escondida em Cristo, vai passar despercebida aos olhos dos homens, mas nunca aos olhos de Deus.

 

Estar ciente das nossas fraquezas é uma condição necessária para buscarmos viver cheio do Espírito Santo.

 

Ser cheio do Espírito Santo não é um anseio do velho homem, pois ele deseja ser cheio de si mesmo.

 

O JUIZO DIVINO CONTRA OS APOSTATAS

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 C. J. Jacinto

 

 

 

 

“Agora também eu pronunciarei juízo contra eles” (Jeremias 4:12)

 

Há uma passagem controversa e misteriosa no Antigo Testamento, mais precisamente em 1 Reis, no capítulo 22, aonde Acabe faz um acordo com Josafá. Ali lemos a partir do versículo 19 do capítulo 22: "Então ele disse: Ouvi, pois, a palavra do Senhor: Vi ao Senhor assentado sobre o seu trono, e todo o exército do céu estava junto a ele, à sua mão direita e à sua esquerda. E disse o Senhor: Quem induzirá a Acabe, para que suba e caia em Ramote de Gileade?' E um dizia desta maneira, e outro de outra. Então saiu um espírito e se apresentou diante do Senhor, e disse: 'Eu o induzirei.' E o Senhor lhe disse: 'Com quê?' E disse ele: 'Eu serei, eu sairei e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas.' E ele disse: 'Tu o induzirás e ainda prevalecerás; sai e faze assim. Agora, pois, eis que o Senhor pôs o espírito de mentira na boca de todos estes teus profetas, e o Senhor falou o mal contra ti'." Qualquer estudante familiarizado com o contexto dessa passagem entende perfeitamente que Acabe e Jezabel são símbolos de apostasia dentro da antiga aliança. Assim, podemos observar a figura de Acabe como um rebelde, pelo qual está contra a vontade de Deus, de maneira que está completamente rebeliado e em franca apostasia — ou seja, ele não quer obedecer à palavra de Deus, se envolveu, juntamente com a sua esposa Jezabel, no sincretismo, levando e induzindo o povo de Deus para uma idolatria e prostituição espiritual, de modo que estava financiando uma boa quantidade de falsos profetas, além de promover, junto com a sua esposa, todo culto idolátrico do paganismo das nações vizinhas. Assim, envolvendo-se em rebelião aberta contra a palavra do Senhor e contra a vontade do Senhor, de maneira que o seu coração vai se endurecer de tal forma que é próprio do coração humano que seja assim. E agora temos uma situação em que Deus, ele vai trazer um juízo para Acabe, e esse juízo é o que devemos meditar aqui nesse pequeno artigo, pois, de certa forma, eu percebi ainda alguns dias atrás, fazendo uma leitura da palavra de Deus e a meditando, como o juízo de Deus pode ser duro e assustador no que diz respeito a pessoas que endurecem seu coração e se rebelam contra a verdade. Deus condena a idolatria e a apostasia com uma profunda cegueira espiritual, de modo que isso implica uma pessoa nessa situação, tornar-se irremediável por causa desse trágico juízo enviado por Deus. “Por isso Deus os abandonou às paixões infames” (Romanos 1:26) “Deus os entregou a  um sentimento perverso” (Romanos 1:28) Não desejo com isso, e muito menos a Bíblia apresenta Deus como autor do pecado ou do engano. Pois Ele não é, porém envia o juízo de profundo engano contra quem insiste em rebelar-se contra a verdade é ensossa o caminho da apostasia.  Aqui nós temos uma questão em particular, do qual podemos entender, pelo seu contexto, de que, uma vez que um homem esteja endurecendo o seu coração contra Deus e prevaleça teimosamente em errar os caminhos do Senhor e se envolver com algo que na Bíblia Sagrada aponta como apostasia, principalmente com relação a idolatria, seja culto a deuses estranhos, a avareza o culto a ideologias e personalidades, isso é algo catastrófico, um anátema,  ao ponto do apóstolo Paulo falar acerca da idolatria como associação e culto aos demónios. (I Coríntios 10:21) Portanto, Deus está usando simplesmente da sua soberania para levar a Acabe a um estado ainda pior, para que seja imposto um juízo e uma condenação para alguém que não apresenta nenhuma inclinação para o arrependimento e a restauração a sã doutrina.

 Nesse estado de não amar a verdade, Deus vai, então, alcançar o seu propósito e vai permitir que um espírito de engano seja enviado para os 400 profetas financiados por Acabe e Jezabel, para induzi-los definitivamente a um erro e mergulhá-los em uma escuridão ainda mais intensa, para acelerar, então, este juízo sobre o rei rebelde e a sua esposa ímpia. Amar a verdade é uma condição espiritual para recebermos constante iluminação e proteção do Espirito Santo.

 Não desejo aqui entrar em controvérsias, pois devemos entender de forma bem clara que, ao convocar uma assembleia celeste com anjos, estava presente um espírito de mentira, suponho, convocado para isso. Ora, esse ser, essa criatura espiritual não pode ser considerada como uma criatura espiritual santa.  Então, trata-se possivelmente de um espírito enganador. Duas coisas precisamos entender aqui: todas as criaturas estão debaixo da autoridade do Senhor, até mesmo os anjos caídos, agem sob a permissão de Deus.  Estando essas criaturas debaixo da autoridade, do domínio e da soberania de Deus, creio eu que Deus convocou esses espíritos para que pudessem cumprir os Seus propósitos, através deles, nesse caso, enviar a operação do erro para que Acabe receba o juízo por tornar-se um apostata teimoso. Temos assim, uma convocação de Deus e uma ordem permissiva para que o espírito enganador pudesse ir até os profetas de Acabe e inspirá-los a profetizar falsamente. Esse é o juízo divino. O juízo divino a um homem rebelde que endurece o seu coração e persiste em cometer atos abomináveis, induzindo os filhos de Deus à prostituição espiritual. Portanto, Deus está usando do seu juízo, enviando o espírito enganador para que pudesse, então, induzir e acelerar esse juízo trágico e catastrófico que Acabe irá enfrentar. Deus estabelece um princípio: pessoas que acabam, tendo conhecimento da verdade, insistem em permanecer na mentira e em induzir outros à prática de prostituição espiritual, cairão sobre o juízo de Deus. Isso deve nos assustar.
Agora vamos para o Novo Testamento. Em 2 Tessalonicenses, capítulo 2, versículo 11, está escrito algo que é muito parecido com aquilo que lemos em 1 Reis, capítulo 22, versículo 22.
​Ali, nós estamos dentro de um contexto de apostasia, o aparecimento do homem do engano, do filho da perdição. E então, no versículo 11 de 2 Tessalonicenses, nós lemos que Deus enviará a operação do erro para todos aqueles que não amaram a verdade, mas tiveram prazer na iniquidade. Ora, quando o apóstolo Paulo dá uma declaração dessa ele está dizendo que aqueles que não amaram a verdade significa que conheciam ela, ou seja, não deram o crédito que era devido, nem o amor e nem a paixão que deveriam dar pela verdade do Evangelho; todavia, a ignoraram e persistiram no seu erro. Quiseram justificar a sua apostasia e as suas heresias, e seus desvios morais, e a quebra de princípios bíblicos para justificar os seus caprichos. Quiseram viver uma vida cristã relaxada, de modo que abraçaram a apostasia e permaneceram nela, nesse progresso de decadência espiritual, sem, contudo, ouvir os profetas verdadeiros, sem, contudo, ouvir as exortações dos santos homens de Deus. Pelo contrário, combatendo a verdade, porque amaram o erro, mesmo dissimulando que seriam fiéis ao Evangelho, estavam lutando contra o Evangelho. E agora, o Deus Todo-Poderoso, soberano, mais uma vez, Ele vai trazer justiça e juízo sobre esses impenitentes, esses que têm piedade sem poder, que se dizem cristãos, mas quebram os princípios bíblicos de modo que se associam com a ilegalidade e a impiedade, que é característica da apostasia dos últimos tempos. Deus enviará a operação do erro sobre essas pessoas. Se amam os falsos profetas que profetizam falsamente então estão fazendo um pacto com os espíritos enganadores que usam eles. “Andam segundo o proposito do próprio coração” (Jeremias 10:14) Lembremos das palavras de Paulo lá em Gálatas: de Deus não se zomba. Tudo o que o homem semear, isso também ele vai ceifar. Se o homem, ele está semeando impiedade, se ele está semeando desobediência, se ele não ama a verdade tal qual deveria amar, e nós temos um grau e um princípio pelo qual devemos amar a verdade. Amamos a verdade quando amamos o Deus da verdade. Jesus, ele disse: "Eu sou o caminho, eu sou a verdade e eu sou a vida". (João 14:6) Mas, no entanto, nós descobrimos também que Jesus fala: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma e de todo o teu pensamento", e ao teu próximo como a ti mesmo. De modo que o amor que Deus exige pela verdade é um amor intenso, que, que seja de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e de todas as nossas forças.  Se um falso cristão teima em permanecer no seu estado de apostasia, se associando e defendendo princípios que não são cristãos, e que estão completamente opostos às verdades do Evangelho, se ele se associa e apoia tudo e todo movimento espiritual que possui de maneira implícita ou explicita elementos anticristãos e todo e qualquer tipo de ideologia que vai contra a Palavra de Deus e os valores judeus cristãos, então Deus enviará a operação do erro sobre ele; ficará como que irremediavelmente num processo cada vez mais acelerado de apostasia.

Temos que temer a Deus, temer a sua palavra. Se brincarmos com o Evangelho, e se lidarmos com as coisas santas para satisfazer apenas os nossos caprichos, e por causa disso, termos, formos, e termos ficarmos teimando com relação a permanecer nesse progresso de apostasia deliberada, Deus nos julgará e enviará a operação do erro, e os e essas pessoas ficarão cegas, completamente cegas à beira do abismo. “E por isso Deus lhe enviará a operação do erro, para que creiam na mentira, para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na iniquidade” (II Tessalonicenses 2:11 e 12) Olhe para o comportamento de muitos que se confessam cristãos nestes últimos dias. Como eles estão? Muitos deles estão em decadência, em verdadeira decadência espiritual. Mas nós temos que olhar por dois lados. Primeiro, nós temos que ver: muitos deles são quase que irremediáveis. Como ocorreu com Acabe e Jezabel, não adianta você repreender, não adianta você falar. Deus envia a operação do erro. E, a partir do momento que a operação do erro, essa energia de engano, começa a cauterizar a consciência e implantar uma obscuridade no coração, a compreensão dessas pessoas estará praticamente destruída e elas não terão mais como se recuperar da sua apostasia decadente. Que coisa terrível! O julgamento divino sobrevirá sobre homens que caíram do estado da graça para outro Evangelho e fazem do próprio coração uma fortaleza contra a verdade pois “Mudaram a verdade de Deus em mentira e serviram mais a criatura do o Criador” (Romanos 1:25)

 Mas, todavia, para nós, isso serve de advertência. Vamos abraçar a sã doutrina, a fé que uma vez foi dada aos santos (Judas 3) vamos permanecer nos caminhos do Senhor, vamos a qualquer custo nos colocar frente aos princípios bíblicos e evangélicos e se posicionar contra todas as tendências modernas, do pós-modernismo e do relativismo moral, e de todas essas ideologias militantes que abordam e defendem doutrinas e ensinos anticristãos e costumes pecaminosos, imorais, que atacam os valores judaico cristãos. Que nós possamos nos colocar frente a eles, tomando uma oposição, porque de outra forma, nós também poderemos sofrer com essa cegueira espiritual deliberada que sobrevirá contra os mornos e nominais, como o juízo divino, sobre todos aqueles que não amaram a verdade como deveriam amar. Deus prova os fieis quando envia os falsos profetas e Deus julga os apostatas quando envia profetas falsos que irão induzi-los mais profundamente ao erro.

 

 

A Fé Biblica - C. J. Jacinto (Livreto Grátis)

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Fé Biblica e Pensamento Positivo

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 Um dia desses, alguma alma simples pegará o Livro de Deus, o lerá e acreditará nele. Então, o resto de nós ficará envergonhado. (Leonard Ravenhill)

 Talvez alguém abra na parte das Escrituras abordada neste estudo: Hebreus 11 – Os Heróis da Fé, e acreditará no que está escrito ali.

 

 

 

Alguns dias atrás, tive que ouvir uma confissão com relação a um irmão na fé, do qual estava falando acerca de um pastor de uma igreja cristã contemporânea, do qual estava passando por um processo de provação, tendo o seu filho acometido de uma doença séria, no qual a expectativa seria uma grande probabilidade de levá-lo à morte. Diante dessa situação, ouvi então desse meu irmão na fé que esse pastor, ele estava lutando de uma forma a demonstrar que a sua fé poderia simplesmente alcançar um grande milagre, pelo qual a expectativa seria absoluta em um único quesito: a cura do seu filho. De modo que esse meu irmão na fé disse que esse pastor tinha uma grande, uma fé tão grande que parecia “impossivel” a perda de seu filho, ele então acreditava, de certa forma, que o milagre teria que acontecer. Embora eu creia em milagres e acredite que Deus possa intervir e responder a seus santos, de modo que pode responder ao nosso clamor e curar uma pessoa, se assim for do seu desejo ou do seu plano, precisamos entender um quesito principal a respeito da fé.

 Nós temos uma definição da fé no primeiro versículo do capítulo 11 do livro de Hebreus, onde lemos: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem". A seqüência segue como um princípio de vida espiritual e autentica um dos fundamentos do cristianismo bíblico, sem fé é impossível agradar a Deus.


​Assim, a fé — ela, no grego o substantivo feminino pístis — nos remete para a compreensão de que a fé é uma confiança, é uma confiança sólida e não abstrata, em uma pessoa: a pessoa de Deus, sua soberania e sua providência, e acima de tudo na sua sabedoria administrativa com relação à existência e à manutenção de todas as coisas.


​Essa seria uma definição bíblica do que significa fé.
​O que a fé não significa? A fé não significa uma energia, uma evocação de um poder espiritual do qual faz a vontade de Deus se dobrar à nossa vontade. Em hipótese alguma, isso é fé. A fé não é uma energia, não é um poder psíquico não é um pensamento positivo. A fé é uma confiança, uma confiança  plena em Deus. Seria mais ou menos assim, Deus está organizando um quebra cabeça com milhões de peças soltas e espalhadas (A queda produziu esse caos), nos estamos vendo e até experimentamos o caos, ele sabe o encaixe de cada uma das peças e por fim encaixará cada uma em seu lugar, Ele já vê todo o conjunto organizado, estamos vendo as peças caóticas sendo movidas, mas sabemos que tudo esta sendo encaixado perfeitamente para o propósito final (Efésios 1:10)  É necessário que se tenha uma compreensão exata da fé. A fé significa simplesmente confiar em Deus, reconhecendo que Ele está no controle de todos os acontecimentos, independentemente de, do ponto de vista humano, a expectativa ser certa ou errada.
Muitas vezes, temos que levar isso em conta, pois criamos noções e expectativas a respeito da fé, mas elas podem estar equivocadas, como vou explicar mais adiante.

Antes de tudo, desejo reiterar aqui aquilo que Paulo definiu em Romanos, capítulo 8, versículo 28, pois isso se encaixa perfeitamente à questão que estamos abordando: a fé. Paulo escreveu: “E sabemos que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Deus está administrando circunstâncias e situações. Ainda que, aos olhos humanos, elas pareçam completamente complexas e dolorosas, envolvendo sofrimentos que não entendemos a partir da nossa visão terrena e limitada, Deus está no controle da situação. Podemos observar isso no capítulo 11 do livro de Hebreus, que apresenta aqueles que testemunham a respeito da fé — ou seja, os heróis da fé.
Note bem: o título “heróis da fé” parece nos remeter a algo triunfalismo imediatista, numa perspectiva puramente secular e mundana. Mas devemos entender algo claramente; a Biblia não ensina isso.  Paulo exerceu a sua fé, mas veja quantas perseguições, problemas e decepções enfrentou. Por fim, teve a vida ceifada por meio do martírio, na época de Nero. Portanto, a fé o levou a isso, mas isso, em hipótese alguma, representa um fracasso. Paulo pode ser considerado um herói da fé.
​Quando abrimos este grandioso capítulo do livro de Hebreus e lemos o versículo 4, percebemos que toda essa tão grande nuvem de testemunhas — que são os heróis da fé apresentados neste grandioso capítulo — nos mostra, logo na abertura, Abel.
​ Abel, filho de Adão e Eva, é conhecido pelo seu martírio. Ele ergue um altar e coloca sua oferta sobre ele, e o Senhor Deus Todo-Poderoso aceita a oferta de Abel, mas rejeita a de Caim, a fé deve levada dentro dessa perspectiva, uma noção clara e aceita acerca de doutrinas saudáveis, ou melhor, a fé verdadeira é sustentada pela ortodoxia pura, ela é uma fé associada ao conjunto de verdades cristãos fundamentais (Judas 3). O versículo 4 de Hebreus 11 nos diz que Abel alcançou testemunho e, mesmo depois de morto, ainda fala. (Sua oferta, sua percepção de sacrifício vicário, sua piedade voluntaria etc.)

 Aqui vemos um homem considerado um dos baluartes e fundamentos da fé no que tange ao testemunho e à confiança em Deus. Mas olhe para a sua vida: Abel foi ceifado prematuramente; ele foi a primeira vítima de um homicídio. Caim se levantou contra o seu irmão e o matou. Desse modo, podemos observar, dentro deste contexto e desta realidade, que a fé de Abel não o conduziu a um livramento, a uma vida próspera ou a uma vida duradoura. Pelo contrário, ele morreu cedo, foi ceifado e levado à primeira sepultura, ao primeiro cemitério, inaugurando o primeiro choro e o primeiro pranto pela perda de um filho morto de maneira injusta e violenta.
​Na perspectiva humana e segundo muitos supostos doutores da fé de nosso tempo, Abel, em nosso contexto, seria um completo fracasso. A visão pós-moderna e contemporânea teceu uma espécie de fé que não aceita esse tipo de fato. Se Abel vivesse em nossos tempos e sofresse essa morte prematura por causa de seu culto verdadeiro, ele não seria considerado um herói, mas sim um fracasso. Isso acontece justamente porque a maioria das pessoas tem um entendimento absolutamente equivocado do que significa fé.

 Fé não significa segurança; fé não significa que Deus responderá a todas as nossas orações; fé não significa que você estará isento de todos os problemas, de conflitos, de tribulações e de sofrimentos intensos nesta vida. A fé vai muito além disso. A fé nos leva a crer que, mesmo que tudo pareça dar errado aqui neste mundo, Deus está no controle da situação, tem uma resposta e possui um propósito naquilo que, aos nossos olhos, parece incompreensível. (João 16:33) Quando chegamos no versículo 5 do capítulo 11 do livro de Hebreus, nos é apresentado Enoque. O antigo patriarca, antediluviano, foi resgatado ou melhor, transladado por Deus. Ele foi arrebatado para não ver a morte e nunca mais foi encontrado. Embora tenhamos visto aqui um grande milagre, pelo qual é apresentado Enoque como aquele que deu testemunho, pois viveu diante de uma sociedade corrompida; no entanto, ele viveu sob os princípios da justiça divina, de modo que ele alcançou testemunho por sua fé em Deus.
​Embora tenhamos aqui um grande milagre – o milagre de um arrebatamento, do qual Deus tira um dos seus filhos da terra de maneira milagrosa, sem passar pelo processo da morte –, temos que entender o impacto social que isso causou. Pois ali está um homem pelo qual tinha família e, simplesmente, as pessoas do seu convívio social, perceberam e sentiram a falta daquele grande homem de Deus, do qual dava testemunho e era uma luz espiritual em meio a uma grande escuridão. Portanto, a trasladação de Enoque tem também as suas implicações sociais. É, um grande privilégio, sem dúvida nenhuma, ter sido levado pelo Senhor, quando o próprio Deus tomou para si aquilo que lhe pertencia. De modo que, dentro desse contexto, temos que entender que, de acordo com a longevidade de todos os patriarcas, antediluvianos, vamos notar que com 365 anos, Enoque foi levado por Deus, de maneira que, comparado com a idade de outros como, por exemplo, Matusalém, Enoque foi tomado prematuramente dessa vida. Até aqui vimos que uma vida longa não significa exatamente ser abençoado por Deus, mas uma vida justa e piedosa sim! Quantas pessoas já viveram mais de 100 anos e estão totalmente esquecidas na memória profunda da civilização? todavia, Enoque e Abel, viveram pouco na expectativa do contexto em que viveram, mas deixaram um legado extraordianario! O Novo Testamento da testemunho deles! De modo que uma vida longa não significa, muitas vezes, a bênção de Deus; às vezes é o oposto, e Enoque é uma prova incontestável desse fato, levando em conta todos os outros à sua volta: ele teve uma vida breve aqui sobre este mundo. Faz-me lembrar de João Batista, que também viveu sua fé em fidelidade e uma posição de honra por ser o precursor do Messias, mas foi ceifado de forma violenta e injusta pelos inimigos da verdade.

 No versículo 7, é-nos apresentado, então, Noé.
​Noé — em outra parte do Novo Testamento —, é chamado de "o pregoeiro da justiça". Ele é um escolhido pela graça de Deus. O mundo estava corrompido. Então, o Senhor o mandou fazer uma arca para salvar a sua família. Vemos, então, na vida de Noé, como um daqueles que são apresentados no capítulo 11 do livro de Hebreus como exemplos de fé: uma confiança total na providência e na justiça de Deus em um mundo corrompido. Poderíamos imaginar todo o seu contexto espiritual onde Noé estava inserido, sendo provavelmente — suponho eu — ridicularizado por causa da sua fé, por causa da sua paciência e por causa da sua posição doutrinária. Seria chamado, naquela época, de intolerante e fanático, e talvez até mesmo um visionário louco. Havia uma improbabilidade em questões geográficas, atmosféricas e meteorológicas, pois nunca havia havido um dilúvio universal antes, mas ali estava o pregoeiro da justiça, falando acerca de algo que seria sobrenatural.
​Noé pregou com relação a isso, de modo que o mundo antigo não o creu, mas ele creu. E, mesmo diante do ridículo, ele permaneceu firme na sua fé. Essa é a questão principal: a fé é sabedoria para os que crêem, mas, para os que não crêem, é uma verdadeira loucura. O que temos, portanto, no livro de Hebreus é uma evolução da fé no seu sentido mais amplo e consagrado. Pois, de certo modo, ao fazer essa exposição, o autor aos Hebreus, falando acerca de Abraão, ele diz respeito ao patriarca, no versículo 10: “Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.” 
​Ora, temos também a menção de Sara, no versículo 11: “Pela fé também a mesma Sara recebeu o poder de conceber e deu à luz já fora da idade, porquanto teve por fiel aquele que a tinha prometido.” 
​Dentro dessa perspectiva, vamos notar que a fé, tanto ela é a dinâmica da nossa confiança em crer que Deus pode cumprir suas promessas em nós, como também podemos superar todas as crises, inclusive aquelas que nos trazem profundas aflições, ainda que não entendamos, e sabemos que o plano de Deus está em execução e que todo o seu projeto envolvendo a nossa vida talvez tenha o cumprimento do seu propósito ainda em outra geração. Deus nunca perdeu o controle das coisas e em longo prazo, a própria Bíblia testemunha acerca disso! A historia mostra isso, a cruz é uma prova irrefutável, ela foi inventada por homens caídos como um instrumento de penalidade, tortura e morte, e Deus toma a cruz para efetuar através de Seu Filho uma eterna redenção. Oh! Isso é tremendo!

 Olhamos para a vida de José do Egito e notemos o seu processo, onde ele vai passar por uma enorme contingência de problemas, aflições, assim como também vamos olhar para a história de outros grandes vultos do passado que viveram suas vidas, muitas vezes passando por grandes aflições, sem entender, mas que, de maneira processual e dinâmica, Deus estava trabalhando através daquelas circunstâncias para que o seu projeto pudesse ser cumprido. Portanto, essas pessoas estavam inabaláveis, ainda que aos olhos dos outros fossem completamente derrotadas.
«Como exemplo de uma fé inabalável, eu quero citar aqui, talvez, um dos melhores exemplos acerca de uma mulher que não perde a sua fé, mesmo diante daquilo que, aparentemente, vai ser uma grande e devastadora derrota.

 Olhamos para a vida de Noemi. Noemi, junto com o seu marido e seus filhos, deixa Belém e vai para Moabe. Mas, lá em Moabe, primeiramente ela perde o seu marido: fica viúva. Depois morrem seus dois filhos. Em seguida, ela vai então ter uma perda de segurança, identidade e identidade social. Ela retorna para Belém. As aflições emocionais devido à perda que ela sofreu deixou-a em uma situação de profunda dificuldade e crises emocionais.
​Mas, olhamos agora para a vida dela: se ela fosse uma cristã, estivesse vivendo em nosso meio e fôssemos testemunha ocular do que ocorreu com a vida de Noemi, poderíamos acusá-la de que ela é uma mulher sem fé? Ela poderia ter fé para orar pelo seu marido que, provavelmente, suponho eu, morreu de uma doença ou de um acidente, assim também como seus filhos?
​Mas ela sofreu as perdas sem perder a fé, de modo que quando ela retorna para Belém, ainda ali está uma mulher sofrendo aflições, todavia não está negando ao Senhor. O mesmo ocorreu com Jó: a perda dos seus filhos, a perda da sua saúde, os, ou o induziram a dobrar o seu joelho e ainda continuar adorando a Deus.
​Essa é a questão: a fé tanto pode nos proporcionar o milagre, como também nos proporciona a possibilidade de superar a crise, a dor e o sofrimento quando o milagre não vem, porque sabemos que, com ou sem o milagre, Deus está no controle de todas as coisas. Quando lemos Hebreus capítulo 11, versículo 13, uma janela de luz se abre diante de nossos olhos, pois ali lemos: 
​"Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo-as, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra."
​Veja bem que a fé não nos leva para, muitas vezes, para resultados imediatos e nem mesmo nos garante uma conquista imediata, totalmente ideologizada por conceitos seculares, imediatistas e triunfalistas.  Mas a fé leva a nossa confiança para dentro do processo da soberania de Deus, e Ele trabalha conforme o Seu tempo, e não de acordo com as nossas expectativas e perspectivas.

 Assim, quando o autor aos Hebreus diz "todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas", isso não significa que eles sofreram uma decepção ou que eles simplesmente foram derrotados porque as suas expectativas não foram alcançadas na vida presente, mas que eles estavam descansando nas promessas e na convicção de que Deus está trabalhando e, por fim, também eles irão receber a recompensa.

 Pois as próprias Sagradas Escrituras nos apontam para isso: nos Evangelhos e no Novo Testamento há a promessa de prémios, coroas e galardões; ainda temos o Tribunal de Cristo; ainda temos a superior ressurreição. Temos algo, temos coisas maravilhosas que nos aguardam no futuro, inclusive as respostas para as nossas indagações mais profundas quando passamos por crises, tristezas e profundas aflições nessa vida. Assim, os versículos posteriores, a partir do versículo 14, o autor aos Hebreus diz: “Porque os que, porque os que isto dizem claramente mostram que buscam a pátria”. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de retornar. Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso, também Deus não se envergonha deles de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade. Assim vemos que as expectativas desses heróis da fé, eles estavam além do tempo presente, transcediam completamente o material, estava muito além do que é passageiro e transitório. A fé deles fazia com que eles entendessem que as aflições do tempo presente não há como ser comparada com as glórias da eternidade. Eles sabiam que, muitas vezes, o processo de Deus de lustrar o nosso coração, de polir o nosso coração, a nossa alma e a nossa fé para coisas grandiosas, de maneira que uma das principais motivações de Deus permitir as aflições e as dificuldades é para fazer com que a gente se desprenda completamente da auto-suficiência, da confiança em nós mesmos e da confiança do mundo, e colocar a sua confiança totalmente no Senhor. Ele sabe o que está fazendo. Deus sabe o que estava fazendo quando concedeu permissão para que o diabo tocasse nos filhos de Jó e na sua própria, e na saúde de Jó. Deus sabia o que estava fazendo quando João Batista, quando permitiu que João Batista fosse decapitado.
​Deus sabia o que estava fazendo quando permitiu que Tiago fosse transpassado pela espada. Deus sabia o que estava fazendo quando permitiu que Estêvão fosse apedrejado e morto.
​Deus sabia o que estava fazendo quando coisas ruins estavam acontecendo com os seus filhos aqui nesta vida.


O capítulo 11 continua com a sua exposição, falando acerca de Isaque, e de Jacó. Falou a respeito de Moisés, no versículo 24, e nos diz: "Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter gozo do pecado."
​Notemos aqui que Moisés, simplesmente, ele inverte aquilo que podemos entender como fé nos dias atuais, pois, para muitos hoje, fé significa você sair de uma pobreza para se tornar uma pessoa rica, significa sair do anonimato para se tornar uma pessoa importante dentro de um palácio. Mas, todavia, notamos que Moisés, ele inverteu a situação: recusou ser chamado de filho da filha de Faraó. Ou seja, ele vai abrir mão de status, de fama, de posição, de conforto, de dinheiro, de riquezas, e ele vai escolher ser maltratado com o povo de Deus.

 Qual era a motivação? A fé o levou a isso. Vemos no versículo 26: "Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito, porque tinha em vista a recompensa."
​Agora faço a pergunta: qual recompensa que Moisés alcançou aqui na sua terra? Podemos dizer que ele se tornou um grande líder, que o seu memorial ficou no Pentateuco. Todavia, do ponto de vista secular, Moisés não herdou nada, nem mesmo conseguiu entrar na terra da promessa. Todavia, não podemos simplesmente concluir que o seu ministério foi um fracasso, mas foi um êxito total. O impacto de Moisés sobre toda a sua posteridade é simplesmente impossível de ser descrito. Sua vida, seu exemplo nos serve como um modelo de como um homem simplesmente deixa as riquezas, o conforto e tudo mais para seguir a... para seguir a vontade do Senhor, de modo que na expectativa terrena ele pode até ser considerado como um derrotado, mas Moisés, mesmo diante de todas as dificuldades e até mesmo perdas, ele sobressaiu como um herói da fé.
«Outras Bíblias também falam sobre Raabe, a meretriz, que não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias; mas ele faz uma conclusão: "O meu artigo não se trata de um artigo de uma exposição do capítulo 11 do livro de Hebreus. A minha abordagem é simplesmente usar esse texto como base para fazer uma explicação didática a respeito da fé.

 Mas olhamos a partir do versículo 32 como a conclusão:
​"E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e Samuel, e dos profetas; os quais pela fé venceram reinos, praticaram justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada; da fraqueza tiraram forças, na batalha esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos. As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andavam vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados". Isso não maravilhoso? Podemos então observar, de forma tão clara, a maneira como Hebreus 11 nos revela o que é a fé. A fé é simplesmente uma confiança, do qual nos conduz por caminhos que, muitas vezes, aos olhos humanos pode ser considerado como um grande sucesso e, muitas vezes, como um grande fracasso. Homens serrados ao meio, apedrejados, perseguidos, sendo simplesmente eremitas peregrinos, longe da civilização, longe dos holofotes da religião, simplesmente caminhando errantes pelos desertos, vivendo de modo grosseiro e inóspito, passando por grandes dificuldades, de modo que parece uma verdadeira loucura para a mente moderna, principalmente a mente ocidental, triunfalista, materialista, do qual sempre associa a fé com o sucesso, assim como associa bênção com prosperidade. Ou seja, simplesmente tem uma um conceito errôneo, equívocado, limitado a respeito de termos bíblicos como bênção e fé. De maneira que a fé bíblica, ela, repito, pode ser um caminho para nos levar para experiências profundas de um milagre, como também pode nos levar para grandes crises, e assim confiamos e esperamos com paciência no Senhor mesmo diante dessas crises.  ​A fé, portanto, não é uma energia, não é uma força psíquica, não é uma força emocional. É uma condição espiritual. É, simplesmente, o fruto de um relacionamento com Deus; a percepção de que Deus é soberano, grande, poderoso e do qual Ele está exercendo controle e domínio sobre uma circunstância que, embora nós possamos não entender no momento, as coisas e os acontecimentos estão dentro de um projeto eterno, do qual nós precisamos estar condicionados. 
Quando olhamos nas Escrituras, podemos observar que realmente a fé pode ter levado pessoas à experiência de um milagre, de um livramento, de uma cura, de uma libertação. Mas isso não é tudo, isso é só um lado da fé.

 
​A fé também pode nos levar para momentos de grandes dificuldades, pode nos conduzir, inclusive, para o martírio. Isso não deve ser considerado como uma decepção. 

 A fé não significa que Deus responderá todas as nossas orações, significa que Deus estará respondendo nossas orações quando não responde aos nossos anseios.  De maneira que, quando Ele diz um "não", ainda que seja tão doloroso para nós, Deus está tomando a melhor escolha, está fazendo a melhor coisa, porque Deus sempre trata com seus filhos do ponto de vista da eternidade e não do imediatismo do qual nós estamos escravizados. 
Uma vez mais, preciso dizer e afirmar de forma clara, de acordo com o que entendo na leitura de Hebreus capítulo 11: quando vimos toda essa riqueza de detalhes concernentes aos heróis da fé, muitos deles passaram por grandes tribulações e dificuldades, de modo que a fé não é uma mera crença em Deus — e torno a repetir: não é uma energia que manipula poderes divinos, não é um diálogo onde o homem conversa com Deus e o convence de mudar de ideia, mas tão somente é chegar ao Senhor e pedir para que ele faça a sua vontade e não a nossa, de maneira que a resposta seja sempre não para a nossa satisfação, mas para a glória de Deus. A partir do momento que tivermos uma perspectiva da vida espiritual, da nossa própria existência, colocando em perspectiva a eternidade, o poder, o projeto e os propósitos de Deus, podemos ter uma compreensão mais profunda do porquê coisas ruins podem acontecer. Agora, veja bem, eu não desejo, através desse artigo, simplesmente dizer que Deus não pode realizar o milagre, de que uma cura não pode acontecer, de que um livramento, ou que Deus não tenha, não possa dar uma grande resposta para as questões mais difíceis com relação às nossas dificuldades, aflições e tribulações.
​O que eu estou tentando dizer é que, se você pensa em um tipo de fé na qual pode mudar o pensamento de Deus, ou simplesmente a fé como uma energia ou como um poder psíquico, como se fosse um pensamento positivo do qual você pudesse fazer declarações e isso pudesse ocorrer de um toque de mágica, como se suas palavras tivessem poder, então esse tipo de fé não é o tipo de fé apresentado no livro de Hebreus capítulo 11, em hipótese alguma.


​Fé, mais uma vez, eu reitero, é uma confiança plena, profunda e segura em Deus, não importa a situação. Um exemplo disso são os três amigos de Daniel. Quando eles estão confrontados diante da situação em escolher se prostrar ou não, a resposta deles foi que não importava o resultado: eles não se prostrariam diante da estátua. Se Deus quisesse livrá-los da fornalha ardente, eles seriam livrados; se não, ainda que morressem, eles simplesmente não se dobrariam à estátua de Nabucodonosor.
​Portanto, aqui está uma fé: não importa o resultado, Deus está no controle e ele vai ser glorificado na nossa vida. Essa era a resposta de homens de fé. Essa deve ser a compreensão do valor e da essência da verdadeira fé, da fé bíblica.  Escrevo este estudo bíblico justamente para responder a essa questão, porque muitas pessoas acham que, a partir do momento — e isso já ocorreu na minha própria vida espiritual —, quantas vezes tivemos que lidar com um problema de enfermidade, de enfermidade grave. A pessoa do qual foi acometida, ela também estava diante da expectativa: "Irei morrer ou irei viver?". Mesmo num diagnóstico médico do qual não dava qualquer perspectiva de esperança, a fé nos conduz à esperança, a que Deus possa responder aos nossos clamores e nossas orações, e então possa trazer a cura. Mas isso não ocorreu. Em vários momentos, como, como muitas vezes eu tive que lidar como líder espiritual, muitas vezes eu tive que chegar diante de uma pessoa acometida de uma doença terminal e simplesmente dizer para ela: Olha, a vida física, ela é importante; é Deus que nos dá e também é Ele que nos tira, de modo que nós devemos estar preparados para estar com o Senhor. Viver é para Cristo, aqui ou na outra vida, de modo que nós precisamos estar preparados tanto para viver, se Ele conceder mais algum tempo para nós aqui neste mundo, ou nós devemos estar preparados para partir e estar com o Senhor, porque é ainda muito melhor. Portanto, a nossa fé transcende expectativas terrenas e egoístas. Ela deve se encaixar perfeitamente nos planos de Deus. O que nós temos que dizer é um "amém". E muitas vezes eu ouvi um "amém" dessas pessoas que estavam diante dessa situação: a fé nos conduz a isso, de modo que muitas vezes eu vi e testemunhei pessoas sendo, sofrendo uma grande decepção e até mesmo ficando amarguradas com Deus porque uma oração não foi respondida.

 Ora, Deus não é obrigado a responder às nossas orações. Nós temos a obrigação de orar. Isso não é um paradoxo. Deus responde, não conforme os nossos desejos; Deus responde conforme os Seus planos. Portanto, devemos sempre viver a nossa vida cristã e espiritual na perspectiva de Deus, e não na perspectiva do mundo.


C. J. Jacinto

Um Chamado a Sobriedade

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Um estudo prático acerca da palavra de Deus, com relação à responsabilidade do cristão e à sua vida espiritual, e à sua firmeza, sobriedade e o cuidado com relação à vida cristã, é muito evidente em todo o Novo Testamento. Nós somos chamados, com foco, para termos cuidado e termos muito, é, muita sobriedade com relação às coisas espirituais.

​Em 1 Timóteo capítulo 4, versículo 16, por exemplo, o apóstolo Paulo fala que nós devemos ter cuidado de nós mesmos: 'Tem cuidado de ti mesmo', diz o apóstolo. Isso também pode ser observado em passagens como Romanos capítulo 14 e o versículo 12. Mas, especialmente na segunda epístola de Pedro, no capítulo 3, versículos 16, 17 e 18, nós temos uma passagem pela qual é de grande importância para a nossa meditação.
​Ali, nós lemos que o apóstolo Pedro falou: “Falando também destas coisas, em todas as suas cartas, entre as quais há algumas difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as demais Escrituras, para sua própria perdição. Portanto, vós, amados, sabendo isto antes, guardai-vos de que, pelo engano dos abomináveis homens, juntamente não sejais arrebatados e descaiais da vossa firmeza; antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém”.
 Pedro estava aqui falando acerca das cartas paulinas, no qual ele mesmo admite que há alguns pontos que são difíceis de entender. Isso nos leva a uma conclusão óbvia: a Bíblia, no seu todo, precisa ser lida e estudada com muito cuidado, fazendo com que as próprias Escrituras sejam a luz a iluminar as suas páginas. Além disso, precisamos pedir a orientação do Espírito Santo para que ele nos possa guiar em toda a verdade.
​ Assim, precisamos estar atentos, pois nós temos um contexto pelo qual esse texto que eu li, ele está inserido. Quando nós lemos os primeiros versículos de Segunda Pedro, capítulo 3, Pedro está falando acerca da vinda do Senhor. E então, o final dessa epístola, no último capítulo, que é o capítulo 3, do qual eu mencionei aqui os versículos 16, 17 e 18, ele está inserido dentro de um contexto escatológico, de maneira que isso nos leva para uma compreensão clara de que nós precisamos ter cuidado, muito cuidado nos últimos dias.


​Ora, esse pensamento não é um pensamento exclusivo de Pedro, porque Paulo também escreveu muito a respeito desse assunto, associando sempre os finais dos tempos com um grande engano em escala mundial, como pode ser visto, por exemplo, numa leitura dinâmica de Segunda Tessalonicense, capítulo 2. Mas, todavia, se faz necessário também que observemos as palavras de Cristo, pois em seu sermão profético, Ele muito advertiu com muita veemência acerca do surgimento de falsos cristos e de falsos profetas. Devemos, portanto, estar preparados e cientes de que o ambiente espiritual em que nós estamos inseridos se caracteriza exatamente por isso: um engano universal em grande escala. Com seus agentes caracterizados por uma falsa piedade e forte engano sedutor.
 Atentemos mais perto para a declaração de Pedro, o versículo 17 e versículo 18, do qual já lemos. E eu quero repetir aqui o que ele disse: “Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos que, pelo engano de homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados e descaiais da vossa firmeza” Então, nós temos aqui uma queda.
​Mas, no versículo 18, diz: “Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.”  Aqui nós temos uma ascensão, um crescimento. De modo que, enquanto uma força espiritual demoníaca atua para que o cristão caia, assim como lá no jardim do Éden, no capítulo 3 de Gênesis, todo o trabalho da antiga serpente foi derrubar Eva e Adão para tirarem toda a firmeza espiritual deles – nesse atual estágio, nós também estamos confrontando o mesmo agente com todo o seu exercito de enganadores e os mesmos desafios e as mesmas tentações.
​De modo que o diabo tem levantado homens abomináveis para arrebatar e fazer descair a firmeza daqueles que estão firmes.

Mas o remédio para isso é: “crescer na graça e no conhecimento."
 Não vivemos hoje em tempos de grande confusão?
O Paulo, em certo lugar, escreveu que quando a trombeta dá um sonido incerto, ninguém se prepara para a batalha? Confusão não traz conhecimento e iluminação espiritual.

 Hoje, muitas pessoas estão completamente alheias a uma questão essencial. Havia, um tempo atrás, que estava em moda a guerra espiritual e a batalha espiritual, mas nossa maior batalha é a batalha que o inimigo lança contra a verdade. Se ele consegue um bom numero de falsos mestres que torcem e fazem uso equivocado das Escrituras para justificar todo tipo de heresias, então devemos fazer de tudo para manter no nosso coração a sã doutrina. Desde o início foi assim: ele simplesmente atacou a palavra de Deus e a declaração de que Deus fez a Adão: "O dia que comeres da árvore do conhecimento do bem e do mal, certamente morrerás".
Mas então o inimigo entra e coloca um "não", e nega a afirmação e a palavra de Deus: "Certamente não morrerás". E a palavra do inimigo prevaleceu, de modo que Eva creu naquilo que o diabo falou.
Assim hoje também, muitos falsos profetas e muitos falsos mestres têm tido grande êxito em levar multidões, em arrebatá-las e fazê-las com que elas caiam da firmeza; de modo que esses falsos profetas induzem essas pessoas para longe do Evangelho, pregando um falso evangelho, muito parecido com o verdadeiro, mas se trata de anátema, eles se comportam como anjos celestiais, falam como anjos celestiais, afirmam ter visões de anjos celestiais, mas na essência, a natureza de suas mensagens são malignas. (Galatas 1:8 e 9)

Ainda que falem acerca de coisas que pareçam ser espirituais e mencionem a Bíblia Sagrada, eles fazem uso dessa artimanha simplesmente para tentar enganar todos aqueles à sua volta.
"Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor!, entra no reino dos céus", já anunciava Jesus Cristo lá no capítulo 7 do livro de Mateus.
Todavia, embora haja tantas advertências no Novo Testamento acerca do engano, nós vemos que as pessoas, elas são muito inocentes, de modo que elas simplesmente crêem em qualquer coisa. Sem conferir as coisas espirituais com as espirituais, sem levar em conta o capricho da nobreza dos bereianos (Atos 17:11)

Hoje não se cultiva um discernimento espiritual da maneira como deveria se cultivar. Trata-se de uma procrastinação perigosa, um descuido fatal.   Precisamos estudar com muito zelo as Escrituras devemos usa-la como uma bússola espiritual que orienta a respeito de todas as verdades eternas, a bíblia é um instrumento divino que nos da a orientação correta, Devemos usar a Bíblia Sagrada como um detector de mentiras, todas as vezes que ouvirmos um falso profeta conversando, falando ou pregando, tenhamos simplesmente a sabedoria de abrir a Bíblia e dizer: "Está errado, a Bíblia não diz assim". E conferir acerca da certeza de que um enganador estará sendo desmascarado.

 Não deve existir divergência entre a mensagem de um pregador e a bíblia que ele usa, Paulo aconselha a pregar a sã doutrina e a manusear bem a palavra da verdade. De modo que eu fico com a palavra de Deus e rejeito o falso profeta.

Ao invés de testemunharmos muitos cristãos com discernimento e sobriedade crescendo na graça e no conhecimento, nós testemunhamos uma grande multidão sendo arrastada, arrebatada, fascinada e depois enganada por falsos profetas que estão surgindo, que já surgiram e ainda continuam surgindo em todo o mundo. Já no capítulo anterior dessa epístola, no Segundo capitulo,  Pedro, faz uma enorme advertência, ele ainda escreveu: "E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina eh repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por vós e por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas, sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita." Se não estivemos atentos com relação a advertências como essa, como poderemos escapar dessa grande sedução e desse grande engano que se levanta com todo o poder sobre esse mundo, como se o diabo tivesse dando a sua última cartada ou se tivesse reunindo todas as suas forças e reunindo todos os demónios para darem um último golpe contra a igreja e contra o mundo para tentar arrastar o maior número de almas para a perdição eterna?

 Quando chegamos a Colossenses, no capítulo 2, a partir do versículo 8, vimos Paulo falando — escrevendo — com advertência:
 “Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo. Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo principado e potestade. No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão, no despojo do corpo dos pecados da carne, pela circuncisão de Cristo; sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos. E, quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas; havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.  E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.
Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombra das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. Ninguém vos domine a seu arbítrio, com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu, estando em vão inchado na sua carnal compreensão e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus.  Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: ‘Não toques, não proves, não manuseies’? Essas coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens. Elas têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e disciplina do corpo, mas não têm valor algum, senão para a satisfação da carne.”
Podemos observar, através destas palavras de Paulo aos Colossenses, como ele faz uma exortação à firmeza, devido a problemas sérios de infiltração — do qual falsos profetas estavam ali na igreja de Colosso —, trazendo para dentro elementos de gnosticismo, de espiritualismo e de religião pagã. Na verdade, não é isso exatamente o que ocorre hoje? Há muito tempo atrás, o falecido Dave Hunt não escreveu A Sedução do Cristianismo, escapando da sedução do qual, nesses dois grandiosos livros, ele fala acerca da infiltração de elementos da nova era, de espiritualismo e de gnosticismo dentro da igreja? De modo que entra de modo muito fácil por causa do pouco discernimento que a igreja moderna tem acerca dessas coisas.


​Mas, há 2.000 anos atrás, Paulo já fazia essa dura advertência, fala sobre combate e manda que tenhamos cuidado para que ninguém nos faça presa.
​Ora, nós temos que entender claramente que esses elementos de engano, eles são fáceis de serem aceitos por quem não tem discernimento, porque nós temos uma chave no versículo 23 [Colossenses 2], ao qual diz que as quais têm, na verdade, aparência de sabedoria em devoção voluntária, humildade e indisciplina. Mas, todavia, Paulo conclui: não somam valor algum, senão para a satisfação da carne. De modo que há somente uma aparência, mas a essência é completamente de engano, de modo que nós precisamos estar atentos a essas questões, pelo qual são tão lúcidas nas Sagradas Escrituras. Viver hoje o evangelho e querer entrar em um mundo sobrenatural, na verdade, sem discernimento, nada mais é do que vendar os olhos e dançar sobre um campo minado. A nossa autoridade final é a Palavra de Deus, a nossa orientação, o nosso porto seguro é o evangelho. Os 66 livros da Bíblia continuam sendo autoritativos e eficientes em questão de regra e em questão de fé, de modo que nós devemos firmar os nossos passos e crescer na graça e no conhecimento das escrituras, para que nós possamos ter firmeza nesses dias tão difíceis.