A Natureza Da Revelação de Deus nas Escrituras

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C. J. Jacinto



Compreender a revelação divina é essencial para a correta percepção da natureza das Escrituras e da forma pela qual Deus manifestou aos homens a Sua vontade e o Seu plano de salvação. Sem essa revelação, a humanidade estaria restrita às suas próprias conjecturas acerca de Deus, de si mesma, da criação, do futuro, da verdade, do pecado, da redenção e do destino eterno. Portanto, a revelação bíblica não constitui uma mera coletânea de reflexões religiosas humanas, mas a manifestação plena daquilo que esteve na mente de Deus desde toda a eternidade. O termo "revelação" carrega o significado de descobrir, desvelar ou tornar manifesto aquilo que, anteriormente, permanecia oculto. Este conceito é fundamental quando aplicado às verdades espirituais contidas nas Escrituras, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. O ser humano, por meio de sua própria capacidade intelectual, é incapaz de perscrutar a mente de Deus para compreender Seus planos, Sua vontade e Seus pensamentos. Aquilo que jaz no mistério da natureza divina precisa ser, necessariamente, revelado pelo próprio Deus. Devemos nortear nossa leitura bíblica por este princípio, reconhecendo que é impossível alcançar uma compreensão absoluta da vontade divina apenas pelos nossos meios; o conhecimento que Deus deseja nos transmitir é, primordialmente, um ato de Sua manifestação.


Em Colossenses 1:26, o apóstolo Paulo discorre sobre o mistério que, embora oculto por gerações, foi plenamente manifestado pelo Espírito Santo. Tal desígnio, contido na soberana vontade divina, somente poderia ser revelado pelo próprio Deus. As Escrituras evidenciam que essa revelação foi transmitida aos apóstolos e aos homens santos através da inspiração do Espírito. Consequentemente, possuímos, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, uma revelação completa, fundamentada na premissa de que o Espírito Santo capacitou os autores bíblicos para que a vontade de Deus fosse claramente comunicada a toda a humanidade. Compreender este fato nos conduz a uma verdade fundamental: a revelação das Escrituras não deriva da especulação, das ideias ou das perspectivas humanas. A revelação cristã não nasce no coração do homem; ela procede, única e exclusivamente, de Deus para a humanidade.
Deus é a fonte da revelação. A fonte última da revelação é o próprio Deus. Devemos entender isso claramente. A Bíblia é a palavra de Deus. A palavra de Deus escrita aos homens. O fato de que Cristo, embora possuísse autoridade divina, declarou que não falava independentemente do Pai. Sua mensagem procedia daquele que enviara. Da mesma forma, vamos encontrar esse princípio também nos profetas do Antigo Testamento. Moisés recebe a lei a partir do Monte Sinai. E posteriormente podemos notar que os profetas como e o próprio Daniel tiveram revelações procedentes do próprio Deus. Deus Pai. Com relação a Cristo, depois da sua ressurreição, Cristo foi exaltado à direita de Deus Pai e recebeu toda autoridade. Assim, Deus fala à humanidade, através e por meio do seu único filho, o nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.


Ao analisarmos Hebreus 1:1-2, compreendemos que a revelação possui origem divina e caráter cristológico. Deus é a fonte primária, e Cristo, o agente por meio do qual tal revelação se manifesta. Sendo o veículo e o mediador da comunicação de Deus à humanidade, Cristo torna a revelação divina um fenômeno absolutamente cristocêntrico. Esse processo ocorre mediante a agência, o poder e a autoridade do Espírito Santo, responsável por administrar a revelação completa aos homens, conforme se depreende da leitura das Escrituras.
Depreende-se, portanto, a lógica de que, se Deus existe e deseja ser conhecido, Ele fatalmente se revelará à humanidade. De que modo, então, Ele o faz? Historicamente, Deus se manifestou por meio dos profetas e, posteriormente, na plenitude dos tempos — conforme registrado em Gálatas 4:4 —, revelou-se plenamente por intermédio de Cristo. Jesus é a representação visível do Deus invisível. Em João 6:63, lemos: "As palavras que eu vos digo são espírito e vida", e, em João 14:15, o próprio Cristo declara: "Se me amais, guardai os meus mandamentos". Deus comunica uma mensagem inteligível, acessível ao entendimento humano; por isso, devemos compreender que a revelação divina em Cristo é absoluta, permitindo que todos os homens possam acolher a mensagem do Evangelho e aplicá-la às suas vidas. Conforme registrado em João 12:48, Cristo afirmou que aqueles que rejeitarem as suas palavras serão julgados por elas no último dia. Esta declaração possui uma profundidade imensa, visto que não é possível separar Cristo de sua doutrina; a autoridade de Cristo está intrínseca e inseparavelmente ligada àquilo que Ele revelou. Adicionalmente, o próprio Senhor testifica a perenidade de seus ensinamentos em Mateus 24:35: "O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar". Diante disso, observa-se a autoridade suprema que Cristo confere ao Evangelho, exigindo de cada indivíduo a devida atenção, reflexão e ponderação acerca da revelação transmitida por Deus por meio de seu Filho unigênito, nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Compreendemos, portanto, que o Espírito Santo atua como o agente transmissor da verdade. Cristo assegurou aos apóstolos que o Espírito Santo os instruiria e lhes recordaria todos os Seus ensinamentos. Conforme registrado no Evangelho de João, capítulo 16, versículo 13, Jesus afirmou que o Espírito os guiaria a toda a verdade. Anteriormente, em João 14:26, o Senhor também prometeu que o Espírito os faria lembrar de tudo o que fora dito, garantindo que os apóstolos e escritores dos Evangelhos redigissem um relato preciso e verídico, com fidelidade aos detalhes, graças à capacitação divina. Da mesma forma, os autores dos demais livros do Novo Testamento receberam essa inspiração para que a revelação de Deus Todo-Poderoso fosse integralmente consumada na Bíblia Sagrada, composta por seus 66 livros. Assim, percebemos uma dinâmica na qual Deus se revela por meio de Cristo, Cristo é revelado pelo Espírito Santo e os apóstolos, inspirados por esse mesmo Espírito, registram as palavras divinas, dando origem às Sagradas Escrituras.
A Bíblia estabelece alegações extraordinárias a respeito de sua própria origem e autoridade. Caso tais premissas fossem inverídicas, o texto sagrado constituiria uma fraude; contudo, sendo verdadeiras, estaríamos diante da própria Palavra de Deus. A unidade da Bíblia é, por sua vez, inigualável. Jamais, em qualquer outra obra, reuniram-se tantos tratados distintos — históricos, biográficos, éticos, proféticos e poéticos — para constituir um volume coeso. Tal qual as pedras lavradas e as tábuas de madeira que compõem um edifício, ou, mais precisamente, como os músculos e ligamentos que se integram em um organismo vivo, assim são as Escrituras. Este fato, além de incontestável, não possui paralelo na literatura. Sob a perspectiva puramente humana, as circunstâncias seriam não apenas desfavoráveis, mas francamente hostis a uma integração dessa magnitude. Considero verídico o que George Eldon Ladd afirma hoje: a fé judaico-cristã não se originou de especulações filosóficas nem de experiências subjetivas, sendo, portanto, a palavra de Deus revelada aos homens. Conforme Paulo declara em 2 Timóteo 3:16: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça". Essa função da Palavra de Deus fundamenta-se no termo grego *theopneustos*, que significa "soprada por Deus". Assim como, na criação narrada no livro de Gênesis, o Criador soprou sobre Adão e lhe concedeu vida, o mesmo Deus sopra sobre as Escrituras, tornando-as, igualmente, portadoras de vida.
Sob uma perspectiva antropológica, observa-se uma limitação intrínseca à capacidade humana. Embora a inteligência do homem seja capaz de investigar o universo, desenvolver a ciência, estruturar sistemas filosóficos e religiosos e acumular vasto conhecimento, tais feitos não conferem ao ser humano a capacidade de acessar, por mérito próprio, os desígnios da mente divina. O alcance desse saber é, por natureza, inalcançável às faculdades humanas. Dessa forma, a revelação torna-se um imperativo. A existência de um Deus Criador pressupõe, necessariamente, que Ele se manifeste; caso contrário, permaneceria eternamente desconhecido. Como registrado pelo profeta Isaías, no capítulo 55, versículo 8: "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor". Fica evidente, portanto, que não é o homem quem, por meio de seu intelecto, alcança a Deus para certificar Sua existência, mas sim Deus quem se revela em Cristo para tornar Sua presença manifesta aos homens. É fundamental estabelecer uma distinção clara entre revelação e inspiração, conceitos que, embora interligados, não são sinônimos. A revelação refere-se ao conteúdo que Deus torna conhecido, enquanto a inspiração diz respeito ao processo pelo qual esse conteúdo é comunicado sob orientação divina. Esta distinção é essencial, pois é a inspiração que viabiliza a transmissão da revelação ao ser humano.

A revelação divina é conduzida pelo Espírito Santo, que não apenas inspirou os hagiógrafos na escrita do Antigo e do Novo Testamento, mas também atua para iluminar a compreensão e recordar as verdades escriturísticas. Em última análise, a revelação constitui o conteúdo do que foi manifestado por Deus através da inspiração. Portanto, ao manusearmos as Escrituras, temos em mãos a Palavra de Deus, inspirada e revelada, plenamente acessível a cada um de nós. Em 1 Coríntios 2:13, o apóstolo Paulo afirma que a mensagem cristã não é transmitida por meio de palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas pela instrução do Espírito Santo, que interpreta as verdades espirituais através de uma perspectiva também espiritual. Nesse contexto, estabelece-se uma distinção clara entre o intelecto humano e a fonte de revelação divina. Assim como o Espírito Santo capacitou os apóstolos a registrar a revelação de Deus, Ele é o mesmo que nos concede a devida compreensão de tudo o que foi revelado. Reitero, portanto, que a contribuição dos geógrafos não foi fruto de uma mera influência do Espírito Santo. Eles atuaram como instrumentos pessoais e agentes inspirados, por meio dos quais a revelação divina foi transmitida à humanidade. O Espírito Santo operou na vida desses homens, guiando a redação dos livros do Antigo e do Novo Testamento, tornando, assim, a vontade de Deus plenamente acessível e manifesta a todos os povos. O Espírito Santo não criou fatos nem engendrou uma nova história; Ele é a própria fonte da verdade. A revelação torna essa verdade manifesta, enquanto a inspiração divina assegura sua comunicação fidedigna. Consequentemente, possuímos uma revelação completa da parte de Deus, que expressa Sua vontade e Seus planos salvíficos, oferecendo respostas às questões existenciais que inquietam o ser humano: Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? Estas perguntas fundamentais, que emergem naturalmente na trajetória de qualquer indivíduo, encontram sua plenitude na Bíblia Sagrada, sob a inspiração do Espírito Santo. Assim, as Escrituras tornam-se o instrumento pelo qual o próprio Deus responde aos dilemas mais profundos da humanidade. A inspiração, portanto, confere fidelidade à revelação que Deus concedeu à humanidade. Encontramos na Bíblia Sagrada um registro fiel e completo, inteiramente verídico, acerca das verdades que Deus deseja transmitir aos homens. Outro aspecto que devemos ponderar é a inspiração verbal das Escrituras. Se a revelação divina foi comunicada mediante palavras, estas não são irrelevantes; ao contrário, são fundamentais para a compreensão e a aceitação de que Deus transcendeu Sua glória para se revelar à humanidade. Essa revelação ocorreu por meio dos profetas, no Antigo Testamento, e culminou em Seu Filho, no Novo Testamento, conferindo-nos a plenitude da vontade divina. Deus revelou-se integralmente a nós por intermédio de Cristo; portanto, toda a Bíblia possui essa inspiração verbal, reflexo da revelação completa que o Senhor nos concedeu.

Desejo reiterar a relevância da tradução bíblica e a magnitude da responsabilidade que tal tarefa demanda. A precisão na transposição dos textos sagrados é um imperativo fundamental em nossos dias. É necessário compreender que paráfrases imprecisas, traduções defasadas e edições espúrias têm circulado amplamente, inclusive entre o público cristão. Observa-se, com preocupação, que mesmo segmentos considerados conservadores demonstram, por vezes, negligência diante da seriedade deste tema. Atualmente, proliferam versões e bíblias de estudo que mesclam ideologias humanas ao texto inspirado, exigindo de nós uma postura de extremo discernimento. Vivemos sob a égide do relativismo, uma corrente que, lamentavelmente, também tem permeado o âmbito das traduções bíblicas, resultando em textos que divergem substancialmente entre si. É um equívoco perigoso sustentar que todas as edições são equivalentes; grande parte do que é comercializado no mercado editorial contemporâneo responde a interesses mercadológicos, carecendo de compromisso com a fidelidade e a seriedade exigidas pelas Escrituras. A defesa de traduções rigorosas é, portanto, o caminho indispensável para manifestarmos o devido respeito à Palavra de Deus. Em 1 Coríntios 1:21, o apóstolo Paulo afirma que, pela sabedoria de Deus, o mundo não alcançou o conhecimento divino através de sua própria sabedoria, razão pela qual aprouve a Deus salvar os crentes por meio da "loucura" da pregação. Depreende-se, portanto, que a inteligência humana não constitui, em hipótese alguma, o meio pelo qual recebemos a revelação divina. A revelação de Deus distingue-se fundamentalmente da sabedoria humana: enquanto esta última é limitada, a divina é absoluta.

Embora o intelecto possua valor em sua esfera de atuação, ele não pode substituir a verdade revelada por Deus. Filósofos e acadêmicos podem atingir níveis extraordinários de erudição científica e intelectual, permanecendo, contudo, ignorantes acerca das questões existenciais fundamentais — como a origem, o propósito da vida e o destino após a morte —, temas que as Escrituras elucidam de forma clara, sucinta e veraz.

Conclui-se, portanto, que o saber humano não é sinônimo de conhecimento de Deus. A própria ciência secular atesta que o avanço intelectual, por si só, não garante a compreensão das realidades espirituais. O domínio profundo dos fenômenos físicos é perfeitamente compatível com uma cegueira espiritual, evidenciando que a intelectualidade humana não é capaz de substituir a iluminação divina. Atualmente, observa-se com preocupação a crescente influência de correntes filosóficas e psicológicas sobre a teologia, resultando em uma interpretação bíblica frequentemente comprometida. Tradições humanas, que por vezes invalidam as Escrituras, têm sido incorporadas à hermenêutica, gerando uma síntese deletéria e distorcida da Palavra de Deus. Conforme adverte a epístola de Tiago, tal sabedoria, caracterizada como terrena, animal e diabólica, penetra no meio eclesiástico criando um amálgama estranho à fé.

Contudo, a verdadeira sabedoria provém do alto, visto que, conforme registra o Salmo 111:10, o temor do Senhor é o seu princípio. Tiago estabelece uma distinção clara entre a sabedoria terrena — descrita como sensual e maligna — e a sabedoria celestial, que se manifesta pura, pacífica, moderada, misericordiosa e frutífera.



Portanto, é imperativo que nos aproximemos das Escrituras sob a dependência da sabedoria divina, e não sob a ótica dos valores mundanos, cujos efeitos são invariavelmente corruptores. A verdadeira sabedoria não reside na substituição da revelação divina pela lógica humana, mas na submissão da inteligência ao conjunto das verdades reveladas por Deus em Sua Palavra.
Concluímos, portanto, que a natureza da revelação divina está intrinsecamente vinculada à autoridade das Escrituras. Deus é a fonte primária dessa revelação; Cristo é o Filho por intermédio de quem o Pai falou e continua a falar; e o Espírito Santo capacitou os apóstolos na transmissão da verdade. Tal verdade foi comunicada por meio de palavras e preservada nas Escrituras, razão pela qual a Bíblia não deve ser compreendida meramente como uma coletânea de reflexões religiosas humanas.

O maior desafio da Igreja contemporânea não consiste em descobrir uma nova verdade que substitua a revelação bíblica, mas em permanecer fiel à verdade já revelada. Tal compromisso demanda convicção pessoal de todo cristão que aspira a uma fé genuinamente bíblica. A sabedoria, a ciência, a filosofia e a experiência humana possuem limitações inerentes; contudo, a Palavra de Deus subsiste como a revelação pela qual o homem alcança conhecimentos que, por si só, jamais poderia descobrir. Conforme registrado em Isaías 55:8: "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor". É precisamente por esse motivo que necessitamos da revelação: não para validar as cogitações humanas, mas para conhecer aquilo que Deus, em Sua soberania, decidiu revelar.



Bibliografia

The Nature of the revelation of God   - Searching The Scriptures -Volume XXVI March 1985 pag 35-38

Teologia Elementar - Doutrinaria e Conservadora. E H Bancroft. Editora Batista Regular 

Jesus dos sentidos ou Jesus da palavra?

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 Jesus dos sentidos ou Jesus da palavra?

 

 

Em João capítulo 6, versículos 1-14, é descrito como o Senhor Jesus alimentou milagrosamente cinco mil pessoas. A multidão, não apenas completamente satisfeita com esse milagre da alimentação, que João chama deliberadamente de sinal (versículo 14), mas também totalmente encantada. Eles querem fazer de Jesus rei. Claramente, se esse homem reinar, não haverá mais crise de saúde (versículo 2), os doentes serão curados e os famintos serão alimentados. Em conclusão, o bem-estar físico e espiritual estará perfeitamente garantido se Jesus se tornar rei.

Mas ele se retira (versículo 15). Por quê? Ele é o Rei dos Judeus, e não seria maravilhoso se Israel aceitasse o seu Messias? Ele veio para o seu povo, e finalmente a multidão parece ter entendido que Jesus é o Messias, o Rei. Então, por que ele foge deles?

Já fica claro, a partir disso, que o Senhor não pode ser cooptado por uma agenda política. Por exemplo, se hoje forem feitas tentativas de melhorar o mundo em cooperação com a ONU, pode-se ter certeza de que o Senhor se afastará, por melhores que sejam as intenções.

O verdadeiro motivo da partida de Jesus é revelado nos versículos seguintes deste capítulo de João. Ele era o sustento deles, mas não o rei de seus corações. O Senhor quer mostrar aos seus seguidores o verdadeiro significado espiritual deste milagre da multiplicação dos pães, ou melhor, deste sinal. Trata-se de muito mais do que mero bem-estar exterior. " Comprem para vocês alimentos que não se pereçam, mas que permaneçam para a vida eterna, os quais o Filho do Homem lhes dará. Pois nele está o selo de Deus Pai" (versículo 27) .

Não se trata primordialmente de alimento perecível, mas de alimento eterno. Em outras palavras, o evangelho tem precedência sobre todo bem-estar visível. O milagre exterior da multiplicação dos pães visa apontar para algo muito mais profundo: que Jesus é espiritualmente o pão da vida (versículo 35). Se isso não for compreendido, não se pode simplesmente participar, testemunhar e dar testemunho dos sinais e maravilhas da alimentação e ainda assim se afastar do Senhor, como de fato aconteceu. E embora ele tenha realizado tais sinais diante dos olhos deles, eles ainda assim não creram nele  (capítulo 12, versículo 37). De fato, alguém pode até mesmo, como Judas, realizar sinais e maravilhas em nome do Senhor e ainda assim se desviar (capítulo 6, versículo 70).

A questão é compreender como esses milagres visíveis são meramente um indicador do verdadeiro significado. O Senhor explica como Ele é a luz do mundo e cura o cego de nascença. " Eu sou a ressurreição e a vida ", declara Jesus, e sublinha a verdade desta afirmação com a ressurreição de Lázaro. Todos esses milagres foram sinais nesse sentido, apontando para além de si mesmos, para a palavra de Jesus: que Ele é espiritualmente o pão da vida, a luz do mundo, a ressurreição e a vida, com o objetivo de que as pessoas creiam em Sua palavra. Todos os milagres e sinais culminam nisto, como este Evangelho demonstra tão vividamente. Jesus respondeu e disse-lhes: "A obra de Deus é esta: que creiais naquele que Ele enviou" (versículo 29; ver também capítulo 20, versículo 31). Caso contrário, teríamos que supor que, ainda hoje, os cegos recuperam a visão regularmente e os mortos voltam à vida.

Mas, em vez de realmente crerem nele, pediram-lhe novamente um sinal . Disseram-lhe: “Que sinal farás para que vejamos e creiamos em ti? Que obra estás a realizar?” (versículo 30). Isto já revela que não compreenderam as conexões espirituais e, de certa forma, tornaram-se obcecados por sinais e milagres. Querem ver para depois crer, mas o caminho bíblico é precisamente o oposto. Primeiro vem a fé, e depois o ver ( João 11:40 ). “Bem-aventurados os que não viram e creram!” , diz o evangelho perto do seu final ( João 20:29 ).

No versículo 35 de João 6, Jesus explica como vir a ele significa a resposta para a fome, isto é, comer, e como a fé nele implica saciar a sede, isto é, beber.


Jesus disse-lhes: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim jamais terá fome; quem crê em mim jamais terá sede”.

E assim ele continua falando sobre como é preciso comer a sua carne e beber o seu sangue para viver espiritualmente. Em outras palavras, não é o milagre exterior, mas a atitude interior que é decisiva. Jesus deve ser a luz interior, o alimento interior e o verdadeiro Senhor e Rei dos seus corações. Caso contrário, explica ele, não há vida interior (versículo 53).

Mas a maioria não consegue chegar a essa conclusão e começa a murmurar (versículo 41). Eles querem um Jesus que apele aos seus sentidos e os ajude exteriormente, que os cure e os alimente, mas que não precisa necessariamente ser o verdadeiro Senhor de seus corações, aquele que governa seu ser interior. Já em João 2 , lemos: "Estando Jesus em Jerusalém, durante a Páscoa, muitos creram em seu nome, porque viram os sinais que ele realizava. Mas Jesus não se entregava a eles, porque os conhecia a todos" (versículos 23-24).

Esta passagem ilustra claramente a grande diferença entre a fé salvadora e uma "fé" alimentada pelos sentidos externos. A verdadeira fé é uma dádiva mútua, assim como o Senhor deu a sua vida, aliás, a sua carne e o seu sangue, por nós na cruz e, em certo sentido, deu-se a nós. Embora muitos judeus cressem em Jesus, ele não se confiou a eles .

O conceito de fé é um termo-chave em João, aparecendo 98 vezes. No entanto, este mesmo Evangelho, como acabamos de ver, demonstra como pode existir uma diferença crucial entre os diversos tipos de fé. Nicodemos também "creu" porque tinha visto sinais e maravilhas (3:2), mas Jesus o declara espiritualmente morto e necessitado de nascer de novo. Esse novo nascimento, porém, ocorre por meio da genuína entrega ao Senhor e da fé em sua obra consumada, como João ilustra tão vividamente no terceiro capítulo. Em outras palavras, é principalmente a confiança incondicional em sua palavra ( João 5:24 ), que é o que a fé salvadora realmente significa, e não principalmente o testemunho visível de fenômenos sobrenaturais, que produz a renovação espiritual. Uma "fé" alimentada pelos sentidos muitas vezes se transforma em incredulidade, até mesmo em rebeldia. Assim, o Senhor Jesus diz a conhecida frase: " Vocês pertencem ao pai de vocês, o diabo, e querem realizar os desejos dele" (8:44) àqueles que creram nele (8:31).

Assim também aqui em Cafarnaum, onde Jesus profere este discurso e não muito longe dali alimenta milhares, esses “seguidores” declaram: “ Este discurso é difícil; quem pode ouvi-lo?” (6:60). Eles permaneceram presos ao visível, e o significado espiritual tornou-se um obstáculo para eles.

O Senhor Jesus comenta essa atitude no versículo 63 com poucas palavras: " A carne para nada aproveita ". Em outras palavras, o que pode me atrair pelos sentidos externos — música envolvente, aromas deliciosos, impressões visuais magníficas — tudo o que, por exemplo, a Igreja Católica oferece em excesso, não é útil para o verdadeiro discipulado. Contudo, mesmo nos movimentos carismáticos, encontramos cada vez mais uma rica gama de experiências sensoriais. E a imposição de mãos, em particular, transmite ainda mais impressões sensoriais.

Hoje, em muitos países em desenvolvimento, há um grande número de "seguidores" ou "discípulos" aos quais Jesus é apresentado como curador e portador de felicidade para o seu bem-estar físico e emocional. Consequentemente, o número desses "seguidores entusiastas" é grande, até mesmo enorme. O Cristo do evangelho da prosperidade corresponde exatamente ao Jesus que os judeus daquela época queriam coroar rei. Um Jesus que provê ao velho Adão saúde e alimento — tudo o que uma pessoa deseja para uma boa vida aqui. Um salvador que restaura a saúde e garante o sucesso profissional. Quem não gostaria de acreditar nisso? Mas, como já mencionado, o verdadeiro Messias se retira, e o que resta é o outro, o falso Jesus ( 2 Coríntios 11:4 ).

Mas mesmo em nossa parte do mundo, um Jesus curador está se tornando cada vez mais popular. Por exemplo, um livro "cristão" de grande sucesso apresenta Jesus como o maior curador de todos os tempos, que ainda possui as maiores energias de cura de todos os tempos. Assim como na época de Jesus, o número de seguidores e discípulos é correspondentemente impressionante.

Em nossas fileiras, encontramos cada vez mais um Jesus que transmite bem-estar, celebrado com alegria, palmas e danças, cujos sentidos são "abençoados", e, consequentemente, o entusiasmo entre nossa geração influenciada por imagens é grande, até mesmo exuberante. Os elogios às vezes parecem intermináveis.

Em seu comentário sobre o Livro do Apocalipse, Bento Peters observa: As razões pelas quais o céu se alegra nos são dadas: três vezes aparece um "porquê" explicativo. Isso nos mostra que a adoração está sempre fundamentada. Ela é despertada pelo conhecimento da natureza, dos caminhos e das obras de Deus. Isso é muito importante em uma época em que cada vez mais cristãos têm ideias pagãs sobre adoração: pensam que adorar significa entregar-se a sentimentos sublimes, permitindo-se ser colocado em um estado de espírito especial por estímulos externos, como música apropriada, palmas, dança, etc. Isso é totalmente pagão. É assim que hindus ou dervixes muçulmanos, por exemplo, servem a seus deuses. O ímpeto para a adoração não vem das circunstâncias ou dos sentimentos, mas do próprio Deus (Opened Seals , Schwengeler Publishing House, pp. 130-131). 

O boletim informativo da Aliança Evangélica Austríaca, sob o título "Se você quer experimentar Deus, abra seus sentidos!", afirma: O objetivo dos organizadores era conscientizar sobre a fisicalidade e a percepção sensorial como elementos positivos da fé cristã. Assim, a semana se concentrou tanto na sensualidade quanto na reflexão, bem como em questões sobre o sentido da vida. O credo era: "Quem quer conhecer a Deus deve primeiro conhecer a si mesmo". Onde uma pessoa está viva e consegue sentir a si mesma, ela também pode experimentar Deus (Allianzspiegel, 4/2005, p. 16). Hoje, a adoração do bezerro de ouro está em voga, e o Jesus dos sentidos é celebrado com cada vez mais intensidade. Finalmente, um Deus que se pode sentir, experimentar com todo o ser.

O seguinte foi escrito no boletim informativo da igreja EFG Rodewisch: Duas noites de discoteca – No final, ficamos impressionados com a forma como o Senhor conseguiu usar essas duas noites para despertar a curiosidade desses não-cristãos e dar-lhes uma visão completamente nova do que significa ser cristão. Eles simplesmente se juntaram a nós na pista de dança e se divertiram muito. Percebemos que o Senhor estava conosco. Ele mesmo dançou e celebrou conosco.

O verdadeiro comentário de Jesus: Para nada aproveita. O Espírito é que dá vida; a carne para nada aproveita . Onde está, então, o Espírito? Muitos o reivindicam em nossos dias. A resposta encontra-se no mesmo versículo, 63 : As palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.

A Palavra e o Espírito são inseparáveis. A fé somente na Palavra nos une ao verdadeiro Jesus e nos torna verdadeiros discípulos. Mas a grande multidão de seus "discípulos" se desviou. Daí em diante, muitos de seus discípulos se afastaram e deixaram de segui-lo
 (versículo 66). Eles querem um Messias dos sentidos, um Jesus que lisonjeia o velho eu, não o verdadeiro Redentor da Palavra.

O Senhor dirige aos Doze a conhecida pergunta: “ Queres também vós partir?” (versículo 67).
Em outras palavras, sou eu apenas o homem de sinais e maravilhas, o provedor do pão, a quem seguis enquanto a tua carne satisfaz os seus desejos, de quem és discípulos enquanto a tua velha vida prospera? A famosa resposta de Pedro não é: “Para onde iremos? Tu tens os sinais e maravilhas que desejamos”, mas sim: “ Tu tens as palavras da vida eterna ”. Percebemos a diferença? É aqui que as opiniões divergem. O Senhor teve muitos “seguidores” enquanto os sentidos, a carne, foram atraídos, mas apenas uma minoria permaneceu com ele por amor a ele, pela sua palavra. Aqui, novamente, vemos o paralelo entre o Senhor e a sua palavra, entre o Espírito e a palavra. Esta palavra, porém, é o verdadeiro instrumento da fé, que de fato produz fruto eterno e concede a vida eterna.

Jesus realizou muitos outros sinais na presença de seus discípulos, que não estão registrados neste livro. Estes, porém, foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenham vida em seu nome ( João 20:30-31 ).

Em outras palavras, a palavra assume o lugar do sinal. Aquilo que o sinal originalmente pretendia realizar é agora a função da palavra escrita. Estes sinais foram escritos para que vocês creiam . Já mencionamos como, apesar desses sinais, as pessoas na época de Jesus ainda não cream. Mas só Deus sabe quantas pessoas chegaram a uma fé viva através da leitura do Evangelho de João, que alguns consideram a mais bela obra da literatura mundial.

Alexandre Seibel

https://alexanderseibel.de/jesus_der_sinne_oder_jesus_des_wortes.htm

 

Cristo: A Suprema Sabedoria de Provérbios 8

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O livro de Provérbios, em seu oitavo capítulo, apresenta a sabedoria de forma personificada, apontando para a figura de Cristo, que é a própria Sabedoria. Conforme os versículos 22 e 23, essa sabedoria é preexistente à criação. Tal verdade encontra eco em Colossenses 1:17, que afirma ser Cristo anterior a todas as coisas, e em João 1:1, que o situa no princípio de tudo. Além disso, Hebreus 13:8 atesta a imutabilidade do Senhor, o mesmo ontem, hoje e eternamente. Portanto, a sabedoria é o próprio Cristo, que esteve presente antes da criação, durante o ato criador e permanece na nova criação, sendo, para sempre, a nossa sabedoria. O Espírito Santo inspirou o apóstolo Paulo a registrar, em Colossenses 2:3, que em Cristo estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Portanto, todo cristão que almeja alcançar a verdadeira sabedoria deve cultivar intimidade e um relacionamento profundo com a própria fonte de toda a sabedoria: nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Ao analisarmos Provérbios 8:27-30, compreendemos com clareza que a sabedoria é o agente da criação. Contudo, o Evangelho de João, em seu primeiro capítulo, versículo 3, revela que todas as coisas foram feitas por intermédio de Cristo. Além de ser o artífice da criação, Cristo sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder, conforme nos assegura a Epístola aos Hebreus, capítulo 1, versículo 3.


Ao analisarmos Provérbios 8:25, observamos que a sabedoria é descrita como fonte de vida. Contudo, nas declarações do próprio Jesus, encontramos a plenitude dessa afirmação. Em João 10:10, Cristo declara que veio para conceder vida em abundância. Corroborando essa verdade, Pedro afirmou em João 6:68: "Tu tens as palavras de vida eterna". O próprio Jesus, em João 14:6, identifica-se como o caminho, a verdade e a vida. Além disso, em João 10:28-30, ao apresentar-se como aquele que concede a vida eterna a todos os que nEle creem, Jesus revela a sua natureza divina. Portanto, depreende-se que a sabedoria mencionada no livro de Provérbios, como fonte de vida, encontra sua personificação no próprio Cristo.
No nono capítulo de Provérbios, ao dar continuidade ao tema da sabedoria, o texto enfatiza, entre os versículos 4 e 6, o convite dirigido aos simples para que dela participem. Para alcançar a plenitude da sabedoria celestial, é indispensável possuir um coração humilde. A este respeito, Jesus Cristo declara em Mateus 11:28: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei". Somado a isso, em João 6:37, Ele assegura: "Aquele que vem a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora". Portanto, se o seu desejo é receber a verdadeira sabedoria celestial e ser preenchido por esse tesouro espiritual que Deus concede aos Seus filhos, é necessário aproximar-se de Jesus Cristo com humildade e fé.
O livro de Provérbios, em seu capítulo 8, versículo 12, estabelece que a sabedoria habita com a prudência. No Novo Testamento, Jesus apresenta-se como o exemplo máximo desta virtude. Seu ensinamento acerca da responsabilidade do administrador fiel encontra-se registrado em Lucas 12:42-48, enquanto a parábola das dez virgens, em Mateus 25:1-13, ilustra a vigilância necessária. Adicionalmente, em Mateus 7:24-27, Jesus descreve o cristão prudente como aquele que edifica sua casa sobre a rocha. Por fim, ao advertir contra o julgamento precipitado em Mateus 7:1-5, o Cristo não apenas ratifica a importância da prudência em sua doutrina, como reafirma, por meio de suas ações, ser ele próprio o modelo supremo de tal conduta.
Por fim, observamos a declaração da Sabedoria a seu próprio respeito em Provérbios 8:15, onde Salomão afirma que é por intermédio dela que os reis governam. Contudo, em Apocalipse 19:16, lemos que Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Contudo, a reflexão não se encerra aqui. Observe a magnífica declaração de Hebreus 1:8, que concerne a Jesus Cristo: "Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; cetro de equidade é o cetro do teu reino". Em Apocalipse 11:15, é determinado que Cristo exercerá domínio sobre todos os reinos do mundo, reinando com justiça e retidão. O Senhor dos senhores, o Rei dos reis e a verdadeira Sabedoria estabelecerão, por fim, um reino de justiça sobre toda a criação. Diante disso, todos os salvos e redimidos proferirão o seu amém e glorificarão ao Deus Todo-Poderoso. Louvado seja Deus por Cristo ser a Suprema Sabedoria, tal como revelada em Provérbios 8.

C. J. Jacinto 

 

 

GRITOS DE ALERTA - IV

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Os últimos dias serão caracterizados por forte sedução espiritual, somente aqueles que estão alicerçados na rocha que é Cristo, não serão sucumbidos pela apostasia que arrasta tudo o que pode para o domínio do espírito do erro.

A era do anticristo será de domínio universal, se um sistema conseguir controlar todas as finanças de uma sociedade, também terá o domínio de todas as pessoas que amam o materialismo.

A idolatria pagã nunca deixou de existir, apenas se sofisticou para aumentar o poder da sedução, antes se adorava um bezerro de ouro e hoje se adora o ouro do bezerro.

A menos que estejamos profundamente familiarizados com as doutrinas fundamentais da fé cristã, estaremos dando forças ao espírito do erro em nos seduzir com seus fortes enganos espirituais.

Há algo que precisa ser esclarecido com relação a visão espiritual e discernimento, pois uma pessoa pode orgulhar-se por ter uma grande quantidade de conhecimento e seu orgulho pode se esconder lá no  intimo do seu coração, quanto a isso, e o orgulho pelo conhecimento causa cegueira espiritual e obscurece o discernimento.

Há certos pregadores que afirmam possuir poder, mas não é um poder que provem da presença do Espírito Santo. Se o pregador consegue controlar psicologicamente e emocionalmente uma platéia usando esse poder espiritual, se ele usa essa força canalizada para induzir ao engano e ao controle mental, isso não é o poder do Espírito Santo. Pois o Divino Consolador não pode ser usado por nenhum homem, é sempre o Espirito Santo que irá usar um homem para glorificar a Cristo e proclamar as santas verdades do Evangelho.

 

Autor: C. J. Jacinto

 

O Primeiro e o Ultimo Adão

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                 O PRIMEIRO E O ÚLTIMO ADÃO

 

 

Da sentença da morte à vida eterna em Cristo

“Pois, assim como em Adão todos morrem,

assim também em Cristo todos serão vivificados.”

1 CORÍNTIOS 15:22

A humanidade inteira tornou-se adâmica e, nessa condição, herdou a morte. Mas todo aquele que, pelo novo nascimento, estiver em Cristo, herdará a vida eterna.

A sentença que pesa sobre todo homem

Você vai morrer. Não há como escapar dessa sentença. Ainda que alguém tivesse vivido uma existência absolutamente perfeita, sem o menor traço de pecado, ainda assim morreria. Todos os homens morrem. As crianças morrem. Cada pessoa que você já amou, um dia, também morrerá. E a pergunta que poucos ousam fazer é: por quê? A resposta das Escrituras é precisa e antiga: por causa de Adão.

O mundo sabe que a morte é inevitável, mas quase ninguém compreende sua verdadeira origem. Explica-se o fenômeno em termos meramente biológicos — o desgaste das células, o fim natural de um organismo —, o que é, à luz da revelação divina, uma explicação rasa e incompleta. Poucos conhecem Adão e o alcance de sua queda, embora as Escrituras tenham registrado essa verdade há mais de três mil e quinhentos anos, com uma clareza que a ciência jamais poderia oferecer.

Adão, o representante federal da humanidade

Adão não pecou apenas por si mesmo. No Jardim do Éden, ele representava toda a raça humana diante de Deus. O Senhor estabeleceu com ele uma aliança segundo a qual sua escolha — e suas consequências — recairiam sobre todos os seus descendentes. Adão pecou; desprezou a advertência divina; escolheu, em seu lugar, a morte. E, por essa escolha, cada ser humano nasce já condenado, herdeiro de uma sentença que não pronunciou com os próprios lábios, mas que carrega no próprio sangue.

O apóstolo Paulo, sob inspiração divina, expõe com precisão essa realidade solene em Romanos 5:12-14 e em 1 Coríntios 15:21-22 e 45-49. Não se trata de uma alegoria moral, mas da exposição de uma lei espiritual que rege a existência humana desde a origem do mundo.

Ninguém pode desvincular-se dessa herança. O simples fato de nascer de pais humanos já o une a Adão — e, por meio dele, ao juízo que sua transgressão desencadeou. As consequências dessa união são terríveis, mas o princípio que a sustenta não é estranho à experiência humana: é o mesmo princípio pelo qual as decisões de pais, de governantes e de líderes afetam, para o bem ou para o mal, todos os que estão sob sua responsabilidade.

Adão é o nosso representante federal. Ele escolheu por nós — como o comandante de uma aeronave que, ao tirar a própria vida, arrasta consigo cada passageiro a bordo; como o capitão do Titanic que, ao ignorar as advertências sobre os icebergs, conduziu o navio e todos os que nele confiavam ao naufrágio. A narrativa de Gênesis não é mito nem metáfora: é história. Um homem escolheu por todos, e esse princípio — o de que um representante decide o destino dos que estão sob seu comando — continua atuante sempre que alguém assume o leme de um navio ou os controles de uma aeronave.

O Evangelho: há um Resgate

Mas há uma boa notícia — e essa boa notícia tem nome: Evangelho. Onde a queda de um homem trouxe ruína, a obra de Outro Homem oferece resgate. Há redenção. Há um segundo representante que reverte o que o primeiro destruiu.

Esse Representante é Jesus, o Filho de Deus — o segundo Adão. Assim como o primeiro Adão representou seus descendentes na queda, Cristo representa o Seu povo na redenção. Deus estabeleceu, também com Ele, uma aliança: a de conceder vida eterna a todos os que estiverem nEle, conforme testificam Romanos 5:15-19 e 1 Coríntios 15:21-22, 45.

Uma promessa que atravessa toda a história

Deus não deixou a humanidade à deriva depois da queda. Ainda no Éden, prometeu um Representante que haveria de esmagar a cabeça da serpente (Gênesis 3:15). Renovou essa promessa a Abraão (Gênesis 22:15-18) e a Jacó (Gênesis 49:10). E, com todo o zelo do Seu propósito eterno, preparou o nascimento virginal desse Rei e o estabelecimento do Seu reino, como anunciam Isaías 7:14 e 9:6-7.

Deus não deixou a situação humana entregue ao acaso — assim como, mesmo quando o Titanic afundava, houve ainda a possibilidade de salvamento para quantos alcançassem um bote salva-vidas. No naufrágio universal que a queda de Adão provocou, Cristo é o nosso bote salva-vidas. Ele é o nosso Redentor.

Uma decisão diante de você

Você acabou de ler algo que ultrapassa em muito uma simples informação: uma verdade que dá sentido à própria existência. Agora você sabe por que todo homem morre — até mesmo os bebês inocentes. Você conhece o nome daquele cuja transgressão trouxe essa ruína sobre a raça humana. Mas também conhece o nome de Outro, que desfaz inteiramente esse dano para todo aquele que Lhe pertence. Resta, então, a pergunta que ninguém pode responder por você: o que você fará para se entregar a Cristo?

Deus enviou o Seu Filho ao mundo para nos salvar e nos conceder a vida eterna — é o que lemos, com absoluta clareza, em João 14:6.

Você pode ter certeza de estar em Jesus Cristo ao crer no testemunho bíblico a respeito dEle e ao ser batizado (Gálatas 3:26-27). E pode confirmar, no íntimo do próprio coração e da própria mente, a escolha que Deus fez por você em Jesus Cristo (2 Pedro 1:5-11; 1 Tessalonicenses 1:2-4).

O Senhor Jesus Cristo é infinitamente mais do que um conceito religioso, uma doutrina abstrata ou uma parte vaga da Trindade. Ele é o segundo Adão, e garante vida eterna a todos os que estão nEle. Creia nEle hoje. Converta-se a Cristo. A salvação é dada gratuitamente a todo aquele que se arrepende e crê nEle como Salvador.

Da condenação à vida

O primeiro Adão nos deu a condenação; o segundo Adão nos deu a salvação. Por isso, saia da sua posição adâmica — ela é morte eterna — e mude para a posição em Cristo, pois nela está a vida eterna.

“Assim, se alguém está em Cristo, é nova criação;

as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.”

2 CORÍNTIOS 5:17 



C. J. Jacinto

Amor a Verdade: Um aviso

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Se você não tem amor pela verdade e não busca a Palavra de Deus em tudo (João 14:6; 17:17; 14:15, 23).

Se você prefere acreditar em “experiências” e “sinais” do que na Palavra de Deus (Mateus 7:22-23; 16:4).

Se você não quer crer sem sinais ou milagres (Romanos 1:17; 3:21 e Hebreus 2:4).

Se você não quer crer, mas sim ver (Romanos 8:24; 2Co 5:7; Hebreus 10:38; 11:1; Lucas 18:8).

Se você prefere seguir líderes humanos impressionantes em vez da Palavra do Pastor (Jr 17:5).

Se você prefere ter o Reino de Deus aqui e agora na terra, antes da vinda do Rei.

Se você atribui doenças e “contratempos” principalmente ao diabo e não a Deus.

Se você não acredita na disciplina de um Pai amoroso (Hebreus  12).

Se você não acredita que precisa ser constantemente purificado e podado (Salmos  66:10; João 15:2).

Se você prefere acreditar no evangelho da prosperidade em vez de “carregar por toda parte a morte de Cristo” (2 Corintios 4:7-12).

Se você não quer carregar a sua cruz (Mateus 10:34-39; Lucas 14:25-35).

Se você não quer sofrer por Cristo (1 Pedro  4).

Se você não quer seguir o caminho do sofrimento, como o seu Senhor (2 Corintios  1:3-7).

Se você prefere acreditar em um “outro evangelho” do “deus deste século” e dos “seus servos” (2 Coríntios  11:4; 4:3-4; Efésios  2:2; 6:12; João  12:31; 14:30; 16:11; Lucas  4:5-6; 2Co 4:4).

Se você se deixa enganar facilmente pelo “anjo de luz” (2 Coríntios  11:14).

Se você prefere ficar no leite em vez de alimento sólido (Hebreus  5:13-14; 1 Coríntios  13:9-11).

Se você não está vigilante contra o engano, a fraude e a sedução (Mateus 24:4-5; 24:11; 24:24-25; Marcos 13:5-6; 13:22-23; Lucas 21:8; 2 Tessalonicenses 2:9-10; Tito 1:10; 2 Coríntios  11:13-15; Efésios  4:11-15; 5:6; 6:11; Colossenses 2:4; 2:8; 1Timoteo 2:14; 4:1-2; 2Tessalonicenses 2:3; 2 Timóteo  3:13-17; 2 Pedro  3:17-18; 1 João  3:7; 2 João 1:7; Apocalipse  13:14).

Se você não toma cuidado para não ser capturado vivo no laço do diabo (2Tm 2:25-26).

Se você não consegue discernir o “espírito do erro” (1 João 4:6).

Se você prefere buscar líderes e livros de acordo com os seus próprios desejos (2 Timoteo 4:1-5).

Se você não se comporta como uma criança humilde (Mateus 11:25-27).

Se você não é prudente como uma ovelha no meio de lobos (Mateus  10:16).

Se você não luta pela fé verdadeira “que uma vez foi entregue aos santos” (Judas  3).

Se você acha que só a Palavra de Deus não é suficiente, não é completa (Lucas  16:31).

Se você acha que “toda verdade” é a verdade de Deus (João 8:31-32).

Se você prefere se envolver com as “coisas ocultas” em vez das “coisas reveladas” (Deuteronomio  29:29).

Se você quer saber mais do que Jesus Cristo, e Este crucificado (1 Corintios  2:2).

Se você inventa “coisas além do que está escrito” (1 Corintios  4:6).

Se você gosta de se envolver com especulações e filosofias humanas (Colossenses 2:8).

Se você gosta de celebrar festas baseadas no paganismo (1 Coríntios 10:7, 14; 1 João 5:21).

Se você não acredita no relato literal da criação em Gênesis, mas sim na evolução (Genesis  1-3).

Se você acredita em um avivamento nos últimos dias em vez de decadência (Mateus 7:13-15; Lucas 18:8; Atos  20:29-31; 1 Timóteo  4:1-3; 2 Timóteo  3:1-5; 2 Timóteo  4:1-5; 2 Pedro  2:1-3; 1 João 4:1; afastem-se deles: 2 Coríntios  6:14-17; Jeremias  51:6, 45; 2 Timóteo   2:19-21; 2 Tessalonicenses 3:6; Romanos 16:17; pois o anticristo está próximo: 2 Tessalonicenses 2:9-10).

Se você prefere não julgar o que ou quem é bom/verdadeiro ou errado/mentiroso  (1 João 4:1; 2 João  7, 10-11; 1 Corintios 5:12-13; Efésios  5:11; 1Co 11:31-32), …

“E disse Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos” (João 9:39).

“Mas o Filho do Homem, quando vier, porventura achará fé na terra?” (Lucas 18:8).

“Largo é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele … e estreito é o caminho que leva à vida, e poucos são os que o encontram” (Mateus 7:13-14)

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (João 14:6)

 Extraido de:

 www.verhoevenmarc.be/NieuwsteArtikelen.htm

 

A Influência do New Age em Bethel Church e Bill Johnson

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Introdução


Nos últimos anos, a influência de Bethel Church, liderada por Bill Johnson em Redding, Califórnia, tem se expandido globalmente. Entretanto, há sérias preocupações quanto à aproximação de Johnson e outros líderes de Bethel com ideias oriundas do movimento New Age. Este artigo apologético busca avaliar tais tendências à luz da Escritura, defendendo a fé cristã histórica contra sincretismos espirituais. A abertura do pós-carismatismo para as praticas obscuras de espiritualidade New Age é evidente, Dave Hunt em “A Sedução do Cristianismo e Escapando da Sedução” alertou sobre isso o que estamos testemunhando hoje.


1. Apropriação de Práticas New Age (Nova Era)


 Bill Johnson, em seu livro Dreaming with God (2006), afirma que práticas promovidas pelo New Age não devem ser descartadas simplesmente por sua associação com o ocultismo, sugerindo que seriam “ferramentas que Deus nos deu para sucesso em vida e ministério.”  


 A Escritura, porém, é clara: “E não vos associeis às obras infrutíferas das trevas; antes, condenai-as” (Efésios 5:11). A tentativa de “reivindicar” práticas ocultistas como verdades cristãs é incompatível com o ensino bíblico. trata-se de uma característica própria de igrejas pós-carismaticas.




2. O Livro The Physics of Heaven (A Física do Céu)


A obra The Physics of Heaven, com contribuições de Johnson, sua esposa Beni, e líderes de Bethel, defende que “há preciosas verdades escondidas no New Age que pertencem aos cristãos.” Jonathan Welton chega a listar práticas como “espíritos guias, trances, meditação, auras, objetos de poder” como supostos elementos legítimos da fé cristã.  Essa perspectiva, porém, relativiza o perigo espiritual. Em Atos 19:19, os novos convertidos queimaram seus livros de artes ocultas, não os reinterpretaram como “verdades cristãs”. A pratica de reembalar conceitos pagãos com embalagens cristãs e sinal de falta de discernimento, associaçao com o espirito do erro, os gnósticos dos primeiros século da era crista e que foram combatidos por muitos escritores do novo testamento fizeram exatamente isso!  

3. Doutrina da Kenosis


Johnson ensina que Jesus realizou milagres apenas como homem em relação correta com Deus, não como Deus. Essa visão reduz a divindade de Cristo e aproxima-se de uma “Cristologia New Age”, onde Jesus é apenas um “iluminado” que abre caminho para outros. 
Contudo, a Bíblia afirma: “Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele” (Colossenses 1:17). Se Cristo tivesse abandonado Sua divindade, o universo teria deixado de existir.



4. Oração Contemplativa e Misticismo


Bethel promove a chamada Contemplative Prayer, a oração contemplativa,  prática que consiste em esvaziar a mente para entrar em “silêncio espiritual”, semelhante à meditação oriental.  Isso abre espaço para “espíritos guias, mestres ascendentes e falsos cristos.”  A verdadeira meditação bíblica, ao contrário, é ativa: “Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite” (Salmo 1:2). Ao inves de esvaziar a mente a Biblia nos ensina que devemos ser cheios do Espírito Santo.

5. Misticismo Quântico


O livro também sugere que Deus se manifesta como “vibrações, frequências e sons” que podem até alterar o DNA humano. Essa visão reflete o Misticismo quantico, uma espiritualização pseudocientífica que confunde o Criador com a criação. 
A Bíblia, porém, distingue claramente: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, não darei a outrem” (Isaías 42:8).

Conclusão


Infelizmente a Bethel Church, sob a liderança de Bill Johnson, tem aberto espaço para práticas e doutrinas que se alinham mais ao New Age do que ao cristianismo bíblico. A apologética cristã deve reafirmar que: 


- Cristo é plenamente Deus e plenamente homem. 
- A Bíblia é suficiente como mapa espiritual. 
-  Práticas ocultistas não podem ser “reivindicadas” como cristãs. 

Assim, cabe à Igreja permanecer firme na fé apostólica, rejeitando sincretismos e defendendo a verdade revelada em Cristo.