O Anticristo será Gnóstico: A Apostasia Antiga que Retorna

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O Anticristo será Gnóstico: A Apostasia Antiga que Retorna


Baseado no artigo de Heath Henning publicado em TruthWatchers.com

 Foi com grande alegria que encontrei um irmão que tivesse a mesma posição teológica que defendo a anos, o anticristo será antes de tudo, um gnóstico. Creio que esse artigo muito contribuirá para fortalecer essa visão.


Introdução

Ao longo dos séculos, inúmeras especulações têm cercado a figura do anticristo. Contudo, grande parte dessa confusão decorre do desconhecimento da história e da hermenêutica bíblica. O próprio Novo Testamento apresenta certa ambiguidade quanto a essa figura: em Paulo (2 Tessalonicenses 2:3-4), ele é uma pessoa definida; em Apocalipse 13-14, assume a forma do imperador romano. Já nas epístolas de João, o termo é reinterpretado de forma mais generalizada para se referir aos gnósticos que invadiam a igreja. Como, então, devemos compreender essa figura em relação ao nosso futuro?

O Anticristo como Doutrina, não Apenas como Indivíduo

J. Dwight Pentecost, em seu clássico Things To Come: A Study In Biblical Eschatology (1958), observa que o ênfase de João não está na revelação futura de um indivíduo, mas sim na manifestação presente de uma falsa doutrina. "Para João, o anticristo já estava presente." Pentecost não nega a existência futura de uma figura conhecida como anticristo, mas reconhece que o ênfase de João recai sobre a doutrina anticristã já ativa em sua época.

Herman A. Hoyt, em The End Times (2006), complementa: "O apóstolo João emprega a expressão cinco vezes em suas epístolas. O primeiro uso do termo é designar essa personagem escatológico em suas qualidades como opositor de Cristo."

O Gnosticismo como a Heresia Anticristã

Ao aplicar a hermenêutica adequada para compreender o que João significa por "espírito de anticristo" (1 João 4:3), devemos interpretá-lo dentro da intenção histórica do autor. Como observa o Eerdman's Handbook to the History of Christianity (1977), "João aplica o termo principalmente àqueles que negam que Jesus é o Cristo... Ele combate a heresia de antigos crentes que agora negam a encarnação ou a heterodoxia de Cerinto, que ensinava que Cristo desceu sobre o homem Jesus apenas por um tempo."

Cerinto era um gnóstico primitivo, o que demonstra que João aplicou a palavra "anticristo" a um herege gnóstico.

O Testemunho dos Pais da Igreja

A identificação do anticristo com o gnosticismo continuou por séculos entre diversos autores cristãos:

·         Policarpo (discípulo de João, 69-156 d.C.) confrontou o gnóstico Marcion, chamando-o de "primogênito de Satanás" (Irenaeus, Contra as Heresias, Livro III, III:4).

·         Irenaeus (130-200 d.C.), discípulo de Policarpo e autor da primeira documentação sistemática contra o gnosticismo, nomeou Marco, líder de uma seita gnóstica, "como se ele realmente fosse o precursor do Anticristo" (Contra as Heresias, Livro I, XIII:1).

·         Tertuliano (160-230 d.C.), em seus cinco livros Contra Marcion, considerou-o "Anticristo" e seus seguidores, os "marcionitas, a quem o apóstolo João designou como anticristos" (Contra Marcion, cap. XXII).

A Interpretação Gramatical-Histórica

O expoitor bíblico John Gill (1691-1771), comentando sobre "já agora há muitos anticristos" (1 João 2:18), indicou que isso se referia ao gnosticismo e listou várias seitas gnósticas: "os seguidores de Simão Mago, os Menandrianos, Saturnilianos, Basilidianos, Nicolaitas, Gnósticos, Carpocracianos, Cerintianos, Ebionitas e Nazarenos, conforme enumerados por Epifânio."

Gill afirmou com precisão: "o anticristo na cláusula anterior é explicado pelos anticristos nesta", significando que a única maneira precisa de interpretar o singular no futuro ("anticristo") está em sua relação com o plural no presente ("anticristos"). Na verdade, seguiria a falácia lógica da equivocação (aplicar definições diferentes à mesma palavra dentro do contexto imediato) se o anticristo por vir fosse qualquer coisa além de um gnóstico. Esta é a única conclusão consistente ao usar uma interpretação gramatical-histórica rigorosa.

A Apostasia do Fim dos Tempos

David Cloud, em An Unshakable Faith (2011), explica que 2 Timóteo 3:13 "ensina que esta apostasia, que começou nos dias dos apóstolos, crescerá em intensidade à medida que a era da igreja progride." As Escrituras falam dos "últimos dias" no tempo presente durante a era apostólica (1 João 2:18; Hebreus 1:2; 1 Pedro 1:20), de modo que a apostasia do fim dos tempos (2 Tessalonicenses 2:3) será a mesma apostasia contra a qual os apóstolos lutaram.

Phil Arms, em Promise Keepers: Another Trojan Horse (1997), declarou: "Portanto, o cristianismo apóstata, NÃO o ateísmo, será a última religião da Nova Ordem Mundial." A antiga apostasia anticristã será identificada como um sistema de paganismo mascarado de cristianismo, infiltrando as igrejas. Este cristianismo paganizado é o que historicamente tem sido conhecido como gnosticismo.

A Verdadeira Natureza do Gnosticismo

Contrariamente ao que se acredita comumente, os gnósticos não foram a primeira heresia cristã. Na verdade, precedendo o cristianismo, viram a oportunidade de aumentar suas fileiras simulando um tom cristão através da adoção de termos e frases sintetizados a suas doutrinas pré-existentes. Esta foi a primeira conspiração de infiltração nas igrejas, da qual Judas falou.

Como observou o Rev. F.W. Bussell, em Religious Thought and Heresy in the Middle Ages (1918): "É agora consenso que gnosis é um fenômeno anterior ao evangelho. Teorias gnósticas eram amplamente prevalentes antes do cristianismo."

O professor Edwin Yamauchi, em Pre-Christian Gnosticism: A Survey Of The Proposed Evidences (1973), relata: "Como tanto Rudolph quanto Bianchi notaram, o gnosticismo sempre aparece como um parasita. 'Em nenhum lugar encontramos uma forma pura de gnosticismo; sempre ele é construído sobre religiões anteriores, pré-existentes, ou sobre suas tradições.'"

Albert James Dager, em Vengeance Is Ours: The Church In Dominion (1990), insinuou: "Durante os primeiros anos da Igreja, os gnósticos misturaram os antigos ensinamentos pagãos dos mistérios com ensinamentos cristãos, devisando assim interpretações esotéricas das Escrituras que permanecem conosco hoje."

Charles Ryrie explicou que "seus elementos principais eram gregos e orientais; características judaicas e cristãs foram adicionadas à mistura" (The New Testament and Wycliffe Bible Commentary, 1971). Uma visão correta do gnosticismo seria a das religiões pagãs dos mistérios utilizando o cristianismo para desenvolver um sistema religioso completo.

Conclusão

A figura do anticristo, quando interpretada à luz da história e da hermenêutica gramatical-histórica, aponta consistentemente para o gnosticismo — uma síntese de paganismo disfarçado de cristianismo. Os apóstolos combateram essa apostasia, os Pais da Igreja a documentaram, e as Escrituras indicam que essa mesma apostasia crescerá em intensidade até o fim dos tempos. O anticristo não virá como um ateu declarado, mas como um sistema religioso que nega a encarnação, nega Jesus como o Cristo, e infiltra a igreja com uma "gnosis" falsa — exatamente como João descreveu há dois milênios.


Referência Bibliográfica

HENNING, Heath. Antichrist will be Gnostic. TruthWatchers, [s.d.]. Disponível em: https://truthwatchers.com/antichrist-will-be-gnostic/. Acesso em: 2 jul. 2026.

(Excertos do livro Crept In Unawares: Mysticism, de Heath Henning)

 

Aparições Marianas

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C. J. Jacinto

 

Ao ensino e ao testemunho! Se não disserem conforme esta palavra, nunca verão a alvorada.

— Isaías 8:20

SEÇÃO I

O Fenômeno e Sua Extensão

Entre os mistérios mais intrigantes do catolicismo romano, destacam-se as supostas aparições marianas e os fenômenos a elas associados. Centenas de ocorrências foram registradas em mais de trinta países, incluindo o Brasil. Estatisticamente, cerca de 63% desses relatos envolvem crianças, 15% adolescentes e 11% jovens adultos — perfil que merece atenção analítica cuidadosa.

Um dos episódios mais célebres ocorreu em Fátima, Portugal, a partir de 1917, envolvendo três crianças pastoras. Até o momento, o Vaticano conferiu reconhecimento oficial a um número restrito de casos: Fátima (Portugal), Beauraing e Banneux (Bélgica) e Betânia (Venezuela). Embora a maioria das demais alegações não possua aprovação eclesiástica, milhões de fiéis mantêm a crença e realizam peregrinações constantes, sendo Medjugorje (Bósnia-Herzegovina, antiga Iugoslávia) e Garabandal (Espanha) exemplos que geram debates profundos dentro da própria Igreja.

É pertinente observar que as aparições marianas não encontram respaldo no Novo Testamento. Não há, nas Sagradas Escrituras, qualquer passagem que valide ou preconize tais manifestações.[1] O silêncio apostólico sobre o tema é eloquente: se a devoção a Maria fosse uma doutrina fundamental, é de se perguntar por que o Espírito Santo não inspirou os apóstolos a tratá-la com ênfase (cf. João 16:13; 2 Timóteo 3:16-17).

SEÇÃO II

Fraudes, Fenômenos e Discernimento

Qualquer pesquisador sério reconhece a existência de fraudes documentadas em diversos casos. O ex-padre Aníbal Pereira Reis, por exemplo, publicou obra que busca desmistificar as aparições de Fátima. Contudo, não é possível generalizar: fenômenos inexplicáveis de fato ocorrem. Como estudiosos das Escrituras, compreendemos a existência de uma dimensão espiritual caída que, conforme a própria Bíblia ilustra, exerce influência real sobre o mundo físico (cf. Efésios 6:12; 1 Timóteo 4:1).

As aparições de figuras femininas não são exclusivas do catolicismo romano — manifestam-se também no campo da ufologia, como exemplificado pelo notório caso de Antônio Tasca, que relatou contato com uma entidade feminina. Tais visões igualmente são registradas entre canalizadores da Nova Era, prática que se assemelha à mediunidade esotérica. Nota-se, portanto, que a interpretação de uma aparição é intrinsecamente condicionada ao sistema de crenças do observador e ao contexto cultural em que o fenômeno ocorre.

O apóstolo Paulo nos deixou um critério indispensável de avaliação: Satanás pode transfigurar-se em anjo de luz (2 Coríntios 11:14). Um elevado discernimento espiritual é, portanto, necessário. Este critério não deve ser reservado apenas aos cristãos bíblicos — deve ser aplicado universalmente, por qualquer pessoa que se depare com esses fenômenos.

O próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.

— 2 Coríntios 11:14

SEÇÃO III

A Ausência de Fundamento Escriturístico

Argumentamos que as aparições marianas têm conduzido muitos fiéis a um aprofundamento na veneração excessiva à figura de Maria — o que a teologia denomina mariolatria —, prática que se aproxima da idolatria. A Bíblia é inequívoca ao estabelecer que a oração e a adoração pertencem exclusivamente a Deus (Mateus 4:10; Deuteronômio 6:13), e que há um único mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5). A chamada mariolatria carece de fundamento nas Escrituras e não constitui doutrina apostólica.

Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,

— 1 Timóteo 2:5

Note-se que nas páginas do Novo Testamento Maria aparece como uma mulher abençoada, serva do Senhor (Lucas 1:38), que junto com os discípulos orava a Deus — não como objeto de oração, mas como orante (Atos 1:14). A própria Maria, no Magnificat, chama a Deus de "meu Salvador"(Lucas 1:47), reconhecendo assim a sua própria necessidade de redenção, o que contraria a doutrina católica da imaculada conceição e seu papel de co-redentora.

A Evidência do Silêncio Apostólico

Se a devoção a Maria fosse doutrina central do evangelho, os apóstolos — Paulo, Pedro, João, Tiago — teriam tratado do tema com a mesma ênfase com que abordaram a fé, a graça, o batismo e a Ceia. O silêncio é eloquente. Nenhuma epístola apostólica instrui a Igreja a orar a Maria, invocar sua intercessão ou venerá-la. A ausência da doutrina nas fontes primárias é, por si só, um argumento teológico de peso.

 

SEÇÃO IV

O Paranormal no Catolicismo Romano

Fenômenos de natureza paranormal são frequentemente relatados no âmbito do catolicismo romano. Como exemplo emblemático, cita-se o caso de Maria Simma, religiosa austríaca que alegava receber visitas de almas do purgatório, as quais solicitariam missas e preces em seu favor. Tal experiência não é isolada na tradição hagiográfica católica.

Sob uma perspectiva teológica bíblica, contudo, a existência do purgatório é contestada. A Escritura afirma que "aos homens está ordenado morrerem uma vez, e depois disto o juízo"(Hebreus 9:27), sem qualquer estado intermediário de purificação pós-morte. A própria parábola do rico e Lázaro ilustra uma separação permanente e imediata após a morte, com impossibilidade de trânsito entre os dois estados (Lucas 16:22-26).

Sob esse prisma bíblico, os fenômenos relatados por Maria Simma e semelhantes seriam classificados como manifestações de natureza espírita ou ocultista — categoria que as próprias Escrituras condenam com veemência (Deuteronômio 18:10-12; Isaías 8:19). A doutrina bíblica é clara: somente o sacrifício e o sangue de Jesus Cristo possuem eficácia para a purificação de todos os pecados (Hebreus 9:12-14; 1 João 1:7; Hebreus 10:10-14), tornando desnecessária qualquer intercessão suplementar — seja de vivos, seja de alegados mortos.

E, sem derramamento de sangue, não há remissão.

— Hebreus 9:22b

SEÇÃO V

Impacto Social e Finalidade das Aparições

Os fenômenos associados às aparições marianas atraem um contingente expressivo de peregrinos, transformando os locais dessas supostas manifestações em centros de devoção que intensificam a prática do catolicismo. Embora as entidades relatadas recebam nomes distintos — Nossa Senhora de Fátima, de Lourdes, de Medjugorje, entre outras —, todas são identificadas com a figura de Maria, mãe de Jesus, apesar da ausência de fundamento bíblico para tais eventos.

O critério escriturístico fundamental para avaliar qualquer manifestação espiritual é este: ela exalta exclusivamente a Jesus Cristo? (João 16:13-14; Atos 4:12) As aparições marianas, ao contrário, têm como efeito consistente o aprofundamento da devoção a Maria e a adesão a doutrinas sem respaldo bíblico — o que, à luz da advertência paulina (Gálatas 1:8-9), constitui sério motivo de preocupação.

Independentemente de sua origem imediata, é notável o impacto social e religioso desses fenômenos: fomentam uma devoção popular que, sob uma perspectiva teológica crítica, se vincula a práticas de idolatria. O propósito dessas aparições não se alinha à revelação das Escrituras nem à exaltação exclusiva de Jesus Cristo, apresentada de forma consistente no Novo Testamento.

SEÇÃO VI

Instrumentalização e Comércio da Fé

Independentemente da veracidade de cada caso específico, tais aparições são instrumentalizadas pelo catolicismo romano. Líderes e sacerdotes as utilizam para consolidar práticas de devoção entre os fiéis, e em muitos casos transformam a peregrinação em fonte lucrativa de recursos. Em locais de grande concentração de pessoas — centros de peregrinação como Fátima, Lourdes e Medjugorje — floresce um comércio da fé que merece ser nomeado pelo que é.

Ressalte-se que esta crítica não é exclusiva ao catolicismo. O mesmo fenômeno ocorre em segmentos do protestantismo e do evangelicalismo, onde a fé é transformada em produto e o milagre, em espetáculo comercial. Ambas as condutas são igualmente reprováveis à luz das Escrituras, que condenam o uso mercantil da religiosidade.

O cristianismo bíblico distancia-se completamente desses fenômenos psíquicos e paranormais. Tais eventos recorrentes na história do catolicismo têm o propósito — deliberado ou não — de fomentar uma devoção antibíblica a uma entidade que se apresenta como Maria. À luz da regra apostólica, qualquer evangelho diferente do que foi originalmente pregado deve ser rejeitado (Gálatas 1:8-9), seja ele trazido por homens, anjos ou entidades luminosas.

Mas, ainda que nós ou um anjo vindo do céu vos pregue evangelho diferente do que já vos pregamos, seja anátema.

— Gálatas 1:8

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Regra das Escrituras

A análise das aparições marianas exige dois elementos que a tradição protestante reformada sempre vinculou: a soberania das Escrituras como norma suprema de fé e prática, e o discernimento espiritual diante de toda manifestação que invoque autoridade religiosa.

Não se trata de negar que fenômenos extraordinários ocorram — a própria Bíblia os documenta e os atribui a agentes espirituais tanto benignos quanto malignos. Trata-se, antes, de aplicar o critério que o profeta Isaías já enunciava: "Ao ensino e ao testemunho! Se não disserem conforme esta palavra, nunca verão a alvorada"(Isaías 8:20).

Toda aparição que desvie o olhar de Cristo, que acrescente mediadores não previstos na Escritura, que promova práticas de adoração a seres criados, ou que contradiga o ensino apostólico deve ser avaliada à luz de Gálatas 1:8 e 2 Coríntios 11:14. O Espírito Santo não se contradiz: ele glorifica a Cristo (João 16:14) e confirma a Palavra já revelada (2 Timóteo 3:16-17).

Que o leitor, seja qual for sua tradição, submeta toda manifestação espiritual — por mais impressionante que pareça — à única norma que permanece inabalável: o testemunho das Sagradas Escrituras.

 

Referências Bíblicas Utilizadas

Isaías 8:19-20  Critério de discernimento espiritual — recurso ao ensino e não aos mortos.

Isaías 8:20 (epígrafe)  "Ao ensino e ao testemunho! Se não disserem conforme esta palavra, nunca verão a alvorada."

Deuteronômio 6:13  Adoração e serviço exclusivos a Deus.

Deuteronômio 18:10-12  Proibição divina de práticas mediúnicas e de consulta aos mortos.

Lucas 1:38  Maria como serva do Senhor — não como objeto de culto.

Lucas 1:47  Maria confessa a Deus como "meu Salvador", evidenciando sua necessidade de redenção.

Lucas 16:22-26  Parábola do rico e Lázaro — estado fixo após a morte, sem retorno.

João 16:13-14  O Espírito Santo glorifica a Cristo, não outros intercessores.

Atos 1:14  Maria ora junto com os discípulos — é orante, não objeto de oração.

Atos 4:12  Salvação exclusiva em Cristo Jesus.

1 Timóteo 2:5  Um só mediador: Jesus Cristo.

2 Timóteo 3:16-17  Toda Escritura é inspirada — suficiência e autoridade da Palavra.

Hebreus 9:12-14  O sangue de Cristo obtém eterna redenção — superior ao de animais.

Hebreus 9:22  Sem derramamento de sangue, não há remissão.

Hebreus 9:27  A morte única do homem e o juízo subsequente — sem purgatório.

Hebreus 10:10-14  O sacrifício de Cristo é único, definitivo e suficiente.

1 João 1:7  O sangue de Jesus purifica de todo pecado.

2 Coríntios 11:14  Satanás se transfigura em anjo de luz.

Gálatas 1:8-9  Qualquer evangelho diferente do apostólico é anátema.

Efésios 6:12  A batalha espiritual contra potestades no ar.

1 Timóteo 4:1  Nos últimos tempos alguns se desviarão da fé, dando ouvidos a doutrinas de demônios.

Mateus 4:10  "Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele darás culto."

 

Notas

1.  Sobre a ausência de fundamento bíblico para as aparições marianas, cf. Isaías 8:19-20 e o princípio da suficiência das Escrituras (2 Timóteo 3:16-17). Toda manifestação religiosa deve ser testada pela Palavra (1 João 4:1).

Características do Culto Pós-Moderno

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Que culto é este? (Êxodo 12:26)

 

1- A reunião não é solene – é recreativa, não é espiritual, é emocional, síntese psicológica de comportamentos, auto-estima, o ambiente torna-se uma praça de lazer, teologia superficial e musica com ambiente psicodélico. Quem sai quebrantado, teologicamente esclarecido, edificado na fé apostólica e mais disposto a batalhar pela fé que foi dada aos santos, nessas reuniões?

2- A reunião é antropocêntrica – Uma super ênfase sobre personagens, a satisfação pessoal, o sentir-se bem, uma busca pela felicidade e pela identidade de grupo. Um artista se apresenta informal, canta, prega, não há especificamente um rebanho, mas uma platéia, a mensagem deve ser genérica e relativa, pautada na satisfação humana e não Divina, no que o homem deseja ouvir e não na força profética do que DEUS deseja falar. É humanismo com roupagens cristãs. Quem sai mais piedoso, santo, reverente e temente a Deus dessas reuniões?

3- A reunião é psíquica – A força e a carga psíquica substitui a espiritualidade, é a emoção que se busca, por isso a superênfase na musica melodramática muitas vezes induzindo pessoas a tratar a DEUS como um namorado. Cenários sintéticos, por isso mesmo, a maioria não consegue discernir que as emoções que estão sentido, não é espiritual, mas é puramente psíquico-emocional, torcedores num estádio, jovens numa danceteria, religiosos em santuários pagãos e idolátricos, esotéricos meditando ou cantando e usando psicodélicos também conseguem atingir picos de êxtases de alegrias místicas, mas não estão experimentando verdadeira espiritualidade. Não há liturgia formal, mas o movimento do corpo, o assobio, as palmas, urros, danças, como explicado acima, a solenidade é substituída pelo ambiente de clube. Quem sai mais perspicaz dessas reuniões? Quem recebe mais discernimento espiritual?

4- A reunião é informal – caracterizadas por uma atmosfera de amplitude projetada para viagens emocionais supra-reais ou causar impactos visuais. E uma técnica antiga, só que inversa, pois a religião como sistema universal, usa  a arquitetura desproporcional com símbolos sacros para impressionar e estremecer o expectador, mas a religião pós-moderna se aproveitou da tecnologia para substituir o cenário, usando luzes coloridas, bandas de rock, fumaça, danças, glamour e todos os aparatos necessários para a diversão grupal. Lamentável! Quem sai mais firme em Cristo e quem consegue viver na pratica do Evangelho depois dessas reuniões?

5- Não é protestante, nem evangélica e nem conservadora. Não há um “Sola Scriptura” com solidez, não há uma teologia da graça com polidez, há uma deformação no conceito de pecado, pois é minimizada a importância de arrependimento, o pecado nunca é visto sob a ótica de um DEUS santo, justo, misericordioso mas também punitivo pois não tolera o pecado. A mensagem do drama da cruz, a voraz violência do Calvário contra o FILHO DE DEUS por causa de nossos pecados é transformada em algo tão ambíguo, que a cruz foi transformada em um símbolo de amor e não de juízo e maldição. O que se observa é um movimento de fantasias, um melodrama pós-carismatico, um modismo seguindo a tendência do pós-modernismo, é a religião light, para muitos, uma válvula de escape emocional para outros, um anestésico para a consciência, a fim de tentar iludir a si mesmo, agora sou crente...

 

 

 

A resposta bíblica

 

Romanos 12:1–2

ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sejais conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus

Efésios 5:19

Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração

I João 2:15

Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.

Levítico 10:1

E OS filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que não lhes ordenara.

João 4:23

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem

Atos 2:42

E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

Romanos 16:17

E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.

Tito 1:9

Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes.

I Coríntios 1:18

Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.

II Timóteo 4:3

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo coceira nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências

 

C. J. Jacinto