Gritos de Alerta - I

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“A estupenda transformação social que está acontecendo agora na America – o desprezo pela tradição, a destruição das instituições ordenadas, a normalização do anormal, em resumo, o estabelecimento de uma nova era e cultura de perversidade polimorfa – não tem acontecido por acidente. É o resultado de uma estratégia abrangente cuja intenção é mudar a maneira como as pessoas pensam em cada aspecto imaginável” (Albert Mohler – Desejo e  Engano – O Verdadeiro Preço da Nova Tolerancia Sexual-  Editora Fiel Pagina 127)

 

“O relativismo moral é a principal característica de nossa época e requer a pergunta: a civilização sobreviverá? De modo bem simples, a resposta é não. A civilização não pode sobreviver ao triunfo da era da perversidade polimorfa, porque a idéia do sexo polimorfo é terrivelmente incompatível com a própria noção de civilização. A civilização se baseia em ordem, respeito, habito, costume e instituição – e tudo isso é rejeitado diretamente pela era de perversidade polimorfa.” (Albert Mohler – Desejo e Engano- Pagina 137 -  Editora Fiel)

A IGREJA NAS ESCRITURAS

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 No Antigo Testamento, o povo de Israel, peregrinos no deserto, representam aqueles que são chamados para fora do Egito, eles tinham uma fundação, uma pedra que os acompanhava, a pedra era Cristo (I Coríntios 10:4) a igreja cristã é a realidade da redenção, os redimidos são chamados de peregrinos (I Pedro 2:11) A doutrina dos apóstolos reclama essa verdade indiscutível e absoluta, os redimidos são a igreja e estão  Edificados em Cristo (Cl 2:7) a igreja é comparada a uma assembleia de pessoas reunidas em torno de uma realidade central que é Cristo a realidade lógica da salvação (Hebreus 12:22 e 23 usa dois termos : Ekklesia e Paneguris para a reunião de pessoas celebrando uma vitória, neste caso o triunfo de Cristo sobre a morte e o mal) Devemos considerar ainda que Jesus é a pedra principal (Efésios 2:20) ninguém pode por outro fundamento além de Jesus Cristo (I Coríntios 3:11). Pois isso significa que não sendo Cristo o fundamento, se edifica sobre fundamento alheio (Romanos 15:20) neste caso Cristo é uma pedra de tropeço e rocha de escândalo  para os que tropeçam na palavra (I Pedro 2:8) edificar fora de Cristo e fundamento fora da direção do Espírito Santo é ser insensato (Mateus 7:26) a areia se constituí de grãos minúsculo de pedra, ou seja, edificar sobre pedrinhas é uma insensatez espiritual. Deus nos dá a garantia da salvação eterna mediante um Novo Testamento prescrito com o sangue redentor de Seu Filho unigênito, e nós assinamos a aceitação dessa oferta com as lágrimas do verdadeiro arrependimento  

Sodoma e Gomorra foram destruídas por uma bomba atômica? Uma análise crítica

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 Sodoma e Gomorra foram destruídas por uma bomba atômica? Uma análise crítica

 

C. J. Jacinto

 

 

Há muitos anos, li um artigo em uma revista cujo autor, um ufólogo, defendia a teoria de que Sodoma e Gomorra — cidades mencionadas no Antigo Testamento — teriam sido destruídas por uma bomba atômica. Baseando-se em uma interpretação pessoal de Gênesis, capítulos 17 e 28, e no contexto da narrativa, ele sugeriu que uma explosão atômica teria devastado aquelas cidades e seus arredores. A hipótese levantada era de que alienígenas teriam lançado um artefato nuclear sobre a região.

É evidente, porém, que o autor comete um anacronismo, pois não há qualquer respaldo arqueológico que sustente essa afirmação. Estudos arqueológicos indicam que aquelas cidades se localizavam nas proximidades do Mar Morto, uma região rica em poços de betume e jazidas de petróleo. Essa informação pode ser verificada em manuais bíblicos, como o da Edição Vida Nova.

O próprio relato de Moisés descreve detalhadamente que fogo e enxofre destruíram as cidades, e que cinzas incandescentes emergiam da terra como se saíssem de uma grande fornalha. A violência das explosões, provavelmente causada pela ignição dos gases naturais e do betume, teria projetado uma enorme quantidade de sal mineral para a atmosfera. O trágico atraso da mulher de Ló foi fatal, pois ela foi atingida por uma chuva de sal — possivelmente misturada com betume em ebulição — vindo a se transformar em estátua de sal, conforme narra o texto bíblico.

A maioria dos estudiosos concorda que a catástrofe descrita pode ter sido desencadeada por um violento terremoto, que teria provocado a combustão espontânea dos gases e do betume, concretizando, assim, o juízo divino sobre as cidades ímpias. Não há qualquer base lógica, histórica ou científica para afirmar que houve uma explosão atômica. Tal ideia só pode existir na mente de quem desconsidera o contexto bíblico e comete anacronismos ao interpretar as Escrituras.

Que a narrativa de Sodoma e Gomorra é um fato histórico, não há dúvida. Contudo, tomar o texto bíblico como ponto de partida para reivindicar a presença de alienígenas ou discos voadores no Antigo Testamento é forçar o texto e distorcer seu significado original. Segundo uma hermenêutica e exegese corretas, é impossível defender tal teoria, pois não há qualquer vestígio — seja histórico, arqueológico ou bíblico — que comprove que Sodoma e Gomorra foram destruídas por uma bomba atômica.

 

Falsos Ensinos, Heresias e o Mundo o Mundo Espiritual Caído

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 Falsos Ensinos, Heresias e o Mundo o Mundo Espiritual Caído

 


C. J. Jacinto

 

A religiosidade mística contemporânea encontra-se sobrecarregada por um fluxo excessivo e contraditório de revelações do além. A teosofia e o espiritismo, por exemplo, embora reivindiquem a mesma origem — a orientação de espíritos iluminados —, negam mutuamente a veracidade de suas respectivas doutrinas. Não surpreende, portanto, o surgimento de correntes como o mormonismo, que, sob a mesma premissa de revelação divina, invalida as demais vertentes. Esta lista de reivindicações de contato transcendental poderia se estender indefinidamente; contudo, basta observar a multiplicidade de indivíduos que, ao longo do tempo, afirmaram receber mensagens diretamente de Jesus Cristo. É notável que, sob a autoridade dessa figura, propagam-se ensinamentos que divergem, de forma flagrante, da essência do conteúdo registrado nos Evangelhos.

Existe uma operação de erro que provém de forças espirituais malignas e caídas. Ela consiste, fundamentalmente, na persistente e antiga negação do que a Palavra de Deus ensina. Em Gálatas 1:8, está escrito: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos temos anunciado, seja anátema". Ao analisar criteriosamente este versículo, nota-se que o apóstolo Paulo estabelece um princípio absoluto: ainda que doutrinas como a teosofia ou o mormonismo fossem apresentadas como revelações de anjos ou mestres ascensionados, seriam classificadas pelas Escrituras como anátemas, visto que contradizem os ensinos bíblicos inspirados pelo Espírito Santo. Paulo redigiu esta advertência, que se torna cada vez mais urgente para o nosso tempo. É possível imaginar o quão reprováveis devem ser aos olhos de Deus, os ensinos que procedem de influências demoníacas. A realidade do mundo espiritual é um fato bíblico incontestável. É imperativo compreender que esta esfera se divide entre o domínio celestial, governado pelo Deus Triúno — o Supremo Senhor —, e o domínio das trevas, composto por Satanás e seus anjos, cuja atuação ocorre estritamente sob a permissão divina. Conforme registrado em Apocalipse 12:9, o Diabo, identificado como a antiga serpente, exerce sua influência para enganar as nações. Portanto, torna-se evidente a existência de um agente espiritual que atua ativamente na manipulação e na corrupção da sociedade em escala global.

O esoterismo e o espiritualismo, em suas diversas vertentes, propõem a existência de múltiplos planos de realidade, universos paralelos, mundos suprafísicos e a pluralidade de mundos habitados. Há correntes que sustentam teorias sobre civilizações intraterrenas, supostamente instaladas no interior da Terra, bem como a presença de seres interplanetários, entidades mentais, espíritos de falecidos, seres astrais, elementais da natureza e até mesmo habitantes solares. Vertentes da ecologia profunda chegam a atribuir consciência e capacidade comunicativa às árvores. Essa vasta biodiversidade espiritual, tão complexa quanto a natural, coexiste sob o olhar do ocultismo e do esoterismo e religiões orientais e vertentes da Nova Era. Contudo, sob uma perspectiva bíblica, tais doutrinas representam artifícios enganosos de origem demoníaca. A multiplicidade e o mistério que cercam essas entidades seduzem o homem contemporâneo, disseminando heresias destrutivas. Enquanto o Espírito Santo conduz os fiéis à verdade, as forças do mal direcionam os perdidos à falsidade. Conforme registrado no Evangelho de João, capítulo 8, versículo 44, o adversário é descrito como o pai da mentira, e todos os espíritos a ele submissos compartilham de sua natureza enganosa. As doutrinas difundidas por seitas encontram paralelo nos ensinamentos de origem demoníaca. Tal correlação é evidente pela notável afinidade e similaridade entre ambas. Essa lógica fundamenta-se no fato de que tais entidades agem como mentoras da falsidade e promotoras da desordem espiritual, compreendendo que a propagação de equívocos, heresias e confusão resulta inevitavelmente em crescente alienação e devastação. A influência demoníaca não se limita à possessão; sua manifestação mais insidiosa consiste na disseminação de falsos dogmas e aberrações nos corações humanos. Este propósito tem sido executado com êxito mediante o uso de aparatos teológicos e doutrinas espúrias. Tais forças são as principais responsáveis pela apostasia dos últimos tempos, promovendo misticismos e supostas novas revelações com tamanha eficácia que, ao longo da história, indivíduos sob influência de potências invisíveis consolidaram o surgimento de novas correntes religiosas.



Jesus, o Mestre por excelência e Senhor da verdade, declarou: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida", apontando, outrossim, a Palavra de Deus como a própria verdade, conforme o preceito: "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade". (João 14:6 com João 17:17)

O Senhor confirmou a existência do mundo espiritual, incluindo o adversário e seus anjos, como registrado em Mateus 25:41, tendo Ele mesmo exercido autoridade soberana sobre tais potestades. Sua encarnação — o Verbo que se fez carne — possuiu um propósito sublime e profundo: redimir a humanidade perdida e resgatá-la do império das trevas. Como lemos em 1 João 3:8: "Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo". Contudo, é incorreto sustentar a tese de um dualismo que equipare o poder tirânico do mal à onipotência divina. Enquanto o poder de Deus é infinito, a atuação demoníaca é limitada e está sob a permissão soberana do Altíssimo. Tentar comparar o poder das trevas ao poder de Deus é tão insensato quanto pretender que a chama de uma vela se equivalha à luz do sol. Ainda assim, jamais devemos negligenciar as investidas de Satanás e de seus demônios sobre a mente humana, pois, como advertiu o apóstolo Paulo, não ignoramos os seus ardis. (II Corintios 2:11)

Acredito que a maioria das falsas doutrinas possui algum vínculo com o espírito do erro. Embora possam apresentar fragmentos de verdade, estes encontram-se invariavelmente mesclados a conceitos equivocados. Tais entidades diluem a verdade para induzir ao engano aqueles que as escutam. Observa-se que, no âmbito religioso, indivíduos que afirmam receber novas revelações espirituais transmitem conteúdos que misturam verdades a inúmeros erros. Há um traço comum predominante entre eles: a exaltação do ser humano como seu próprio salvador, bem como a negação do pecado, do inferno, da divindade e encarnação de Cristo, e da justificação pela fé por meio da obra consumada e perfeita de Jesus. Tais negações constituem o cerne dessa influência espiritual, sendo características intrínsecas a esse sistema de crenças. Muitos, ao defenderem suas posições, chegam a citar a Bíblia, porém o fazem de maneira distorcida ou fora de contexto. É notório que grande parte dos divulgadores de falsas doutrinas e heresias atua sob o rótulo de cristãos, utilizando-se das Escrituras para conferir aparência de autoridade aos seus erros. Trata-se, contudo, de um artifício enganoso — e sutilmente perigoso, pois se reveste de linguagem sagrada para melhor iludir. Esse uso inadequado da Palavra de Deus não é uma estratégia nova. Pelo contrário, remonta ao próprio episódio da tentação de Cristo, registrado em Mateus 4.1–8. Ali, Satanás emprega passagens bíblicas com o intento de induzir Jesus a agir segundo uma interpretação distorcida da vontade divina. O tentador não nega as Escrituras; ele as cita, mas as subverte, fazendo-as servir a um propósito contrário à sua essência espiritual.

Se o diabo ousou empregar esse recurso contra o próprio Filho de Deus, quanto mais não o fará contra pessoas desprovidas de instrução bíblica sólida e discernimento espiritual? Essa realidade evidencia a urgência de um manejo correto da Palavra, bem como a necessidade de vigilância e conhecimento profundo das Escrituras, para que não sejamos conduzidos por aparências de piedade que escondem armadilhas doutrinárias. Talvez você considere que tenho sido demasiadamente insistente em certos conceitos e opiniões, ou que exagero ao afirmar que muitos equívocos e falácias de natureza religiosa — particularmente aqueles que negam as verdades fundamentais do Evangelho — possuem, em sua essência, uma origem demoníaca. Contudo, convido-o a ler com atenção passagens como Efésios 2:2, que descreve aqueles que, outrora, seguiam o curso deste mundo, sob a influência do príncipe das potestades do ar, o espírito que agora atua nos filhos da desobediência. Existe, de fato, uma fonte sobrenatural por trás da mentalidade religiosa distorcida que prevalece na sociedade contemporânea. Embora existam raríssimas exceções em que indivíduos chegam a conclusões equivocadas apenas por uma interpretação honesta, porém falha, das Escrituras, a maioria dos erros doutrinários que abundam atualmente deriva de supostas "novas revelações" ou de uma manipulação deliberada dos textos sagrados sob influência espiritual. A mente humana parece comportar-se como um sistema operacional suscetível a intrusões, onde entidades espirituais exercem influência, indução ou, em casos extremos, o domínio sobre o indivíduo. Tal perspectiva pode oferecer uma explicação para inúmeros fenômenos psíquicos, experiências místicas, aparições, contatos com inteligências não humanas e experiências de quase morte. Muitos movimentos espiritualistas e místicos, tanto do passado quanto do presente, apresentam evidências claras de uma influência oriunda de instâncias espirituais antagônicas à verdade bíblica. Atualmente, observamos diversos movimentos que enfatizam o potencial oculto da mente humana. Alguns defendem que o indivíduo possui capacidades latentes extraordinárias, desenvolvendo métodos técnicos para liberá-las. Outros sustentam a existência de um "eu superior" ou de uma divindade adormecida, cujo despertar ocorreria por meio de práticas místicas, como a visualização e a meditação. Sob uma perspectiva teológica, tais ensinamentos constituem, na verdade, uma cilada espiritual. A primeira investida de Satanás contra Eva consistiu, justamente, em convencê-la de que ela possuía um potencial grandioso, sugerindo que o ato de desobediência a conduziria a uma ascensão espiritual — a transição de criatura a divindade. A persistência desse discurso ao longo dos séculos reforça a veracidade histórica do livro de Gênesis e do episódio da Queda, visto que essa mesma premissa continua a prevalecer, com destaque, nas doutrinas espiritualistas e nos movimentos associados à Nova Era. Ao concluir sua epístola aos Efésios, especificamente entre os versículos 10 e 18 do capítulo 6, o apóstolo Paulo afirma que a nossa luta não é contra carne ou sangue. Em seguida, ele enumera uma classe distinta de inimigos espirituais, tais como principados, potestades, príncipes das trevas deste século e hostes espirituais da maldade nas regiões celestiais. Isso denota que tais entidades e potências invisíveis e caídas interagem com a natureza humana. Portanto, cabe ao cristão, dotado de percepção e discernimento espiritual, não permitir que estas forças influenciem sua mente, mas, ao contrário, resisti-las por meio da vigilância e do combate espiritual. Reconheço, todavia, que as Escrituras enfatizam a atuação de espíritos malignos, evidenciando, pelo Novo Testamento, que operam de modo invisível, utilizando principalmente a mente humana para interagir com o mundo físico. Embora a Bíblia não forneça detalhes minuciosos sobre a dinâmica específica desses setores das trevas, a possibilidade da possessão demoníaca é uma realidade claramente atestada. Ademais, as Escrituras revelam que tais entidades podem manipular percepções e induzir ao engano, corroborando a advertência de Paulo sobre a capacidade de Satanás de transfigurar-se em anjo de luz. Portanto, à luz da doutrina bíblica, depreende-se que a ação do adversário e de seus agentes consiste em iludir a humanidade, exercendo influência sobre a mente, os sentimentos e a visão; além disso, conforme o relato do confronto de Cristo com os gadarenos, podem, inclusive, conferir poderes extraordinários.
 Reitero que apenas a Palavra de Deus, interpretada por meio de uma hermenêutica sadia e exegese criteriosa, constitui o guia seguro para a compreensão das verdades divinas. Somente as Escrituras possuem a autoridade necessária para conduzir o ser humano à verdade, visto que, conforme o Novo Testamento, Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. É imperativo compreender que o Evangelho nos foi revelado exclusivamente nas Sagradas Escrituras, e não por meio de novas revelações; portanto, o acesso às verdades fundamentais da fé ocorre unicamente pelo estudo bíblico. Ademais, como as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus para a destruição de fortalezas — conforme nos instrui 2 Coríntios 10:4 —, devemos estar atentos à realidade do mundo espiritual. Por meio do discernimento bíblico, somos capacitados a identificar ações contrárias à fé. Sendo a Palavra de Deus viva e eficaz, conforme registrado em Hebreus 4:12, ela serve como o instrumento definitivo para tal análise. Assim, o crente guiado pelo Espírito Santo encontra na Bíblia o padrão inabalável de verdade, utilizando-a como o manual indispensável para o discernimento e a refutação de equívocos espirituais. Ao manusear a Bíblia Sagrada para o estudo e a leitura frequentes, o Espírito Santo deve ser convidado a participar de cada momento devocional. Este é um princípio fundamental que não pode ser negligenciado; nossa mente deve estar purificada e ocupada com pensamentos celestiais. Embora a realidade do mundo espiritual e a influência de doutrinas divergentes sejam inegáveis, devemos fixar nosso olhar e nosso coração n’Aquele que é o Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz — o Autor e Consumador da nossa fé. Jesus Cristo peleja pela causa dos santos, e estaremos espiritualmente seguros quando a Bíblia for, de fato, a nossa luz e Jesus o nosso caminho. Atualmente, observamos que o espírito do erro manifesta-se de diversas formas na sociedade e na mente das pessoas. Seus sinais são evidentes em correntes como o espiritualismo, o movimento Nova Era, a ufologia, o ocultismo e em variadas tradições religiosas. No catolicismo romano, por exemplo, místicos relatam que espíritos falecidos supostamente retornam do purgatório em busca de socorro; contudo, a ênfase dessas experiências mediúnicas visa sustentar a crença de que ritos como missas e o uso de água benta podem salvar almas. Em contrapartida, o Novo Testamento, sob a orientação do Espírito Santo, revela aos apóstolos que o perdão e a salvação são obtidos exclusivamente por meio do sangue e do sacrifício de Jesus. Qualquer pessoa que leia atentamente as Epístolas aos Romanos e aos Hebreus encontrará o respaldo necessário para confirmar esta verdade. Que Deus o abençoe.

O Textus Receptus e os Padres da Igreja Primitiva: Uma Análise Didática

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O Textus Receptus e os Padres da Igreja Primitiva: Uma Análise Didática

 

Introdução

Na escolha de uma versão da Bíblia, muitos leitores modernos priorizam a facilidade de leitura, sem considerar a base manuscrita por trás da tradução. No debate acadêmico e teológico sobre o texto do Novo Testamento, duas principais tradições manuscritas se destacam: o “Texto Crítico”  (base de versões modernas como a NVI ) e o “Textus Receptus”  ou "Texto Recebido" (base da tradição da King James Version - KJV e de outras Bíblias históricas como a Revista e Corrigida da Sociedade Biblica Trinitariana).

Atualmente se infiltrou dentro das igrejas evangélicas o que chamo de relativismo das versões bíblicas. Parafrases, traduções polemicas e até versões ecumenistas são consideradas como versões bíblicas autenticas, mesmo que seja evidente erros, contradições e amputações de textos, todavia são consideradas como versões bíblicas coerentes, o que seria uma contradição;

 

1. O Que é o Textus Receptus?

O termo “Textus Receptus” (latim para "Texto Recebido") refere-se à sucessão de textos gregos impressos do Novo Testamento que começaram com a edição de Erasmo de Roterdã em 1516 e culminaram na edição de Elzevir em 1633. Esse texto pertence à família dos manuscritos conhecidos como “Tipo Textual Bizantino” (ou Majoritário), que representa a vasta maioria dos manuscritos gregos sobreviventes (mais de 90%).  Críticos modernos, que defendem o Texto Crítico (baseado em manuscritos mais antigos, mas em menor número, como o “Codex Sinaiticus” e o “Codex Vaticanus*), frequentemente argumentam que o tipo textual bizantino não existia ou não era conhecido antes de meados do século IV. O artigo em análise refuta essa ideia, apresentando citações diretas dos primeiros escritores cristãos.

 

 2. Evidências Patrísticas: O Textus Receptus nos Primeiros Séculos

Para provar a antiguidade das leituras do Textus Receptus, o autor analisa passagens específicas que são omitidas ou alteradas no Texto Crítico moderno, mas que aparecem claramente nos escritos dos Padres da Igreja dos séculos II e III.

Abaixo estão os principais exemplos didáticos extraídos do artigo:

A. A Doxologia do Pai Nosso (Mateus 6:13)

-A Leitura: "Pois teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém."

- O Problema Crítico: O Texto Crítico omite esta frase.

- Evidência Patrística:  A frase é citada integralmente na  Didaqué (ou “Ensino dos Doze Apóstolos”, datado entre 70-120 d.C.) e no  “Diatessarão”  de Tatiano (século II), provando que essa doxologia fazia parte do texto grego aceito nos primeiros séculos. Isso prova de forma definida que a doxologia era conhecida entre os primeiros cristãos e fez parte de um documento oficial da igreja. a didaquê, que era usado como manual de discipulado e instrução doutrinaria, isso é uma evidencia colossal a favor do texto majoritário.

 

B. O Chamado "ao Arrependimento" (Mateus 9:13 e Marcos 2:17)

- A Leitura: "não vim chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento."

- O Problema Crítico: As palavras "ao arrependimento" são omitidas no “Codex Sinaiticus” e em  muitas versões modernas.

- Evidência Patrística: A “Epístola de Barnabé” (pós-70 d.C.) e  “Justino Mártir” (100-165 d.C.), em sua “Primeira Apologia”, citam a passagem incluindo a palavra "arrependimento", alinhando-se a 96% dos manuscritos gregos. Então, temos novamente evidencia que apontam para o texto majoritário como uso corrente entre apologistas, o que apresenta a sua importância na defesa da fé.

 

C. A Confissão do "Bom Mestre" (Mateus 19:16-17)

- A Leitura: "Bom Mestre, que bem farei...?" e a resposta "Por que me chamas bom? Não há bom senão um, que é Deus."

- O Problema Crítico: O Texto Crítico altera ou omite essas frases, mudando a dinâmica da passagem.

- Evidência Patrística: Hipólito (170-236 d.C.) e Orígenes  (185-255 d.C.) citam a passagem exatamente como no Textus Receptus. Isso é crucial, pois mostra que o texto já existia nessa forma antes das supostas corrupções associadas ao gnóstico Marcião (falecido por volta de 160 d.C.).

 

 D. "Muitos são Chamados, mas Poucos Escolhidos" (Mateus 20:16)

- A Leitura: A frase completa no final da parábola.

- O Problema Crítico: Omitida no Texto Crítico grego e em versões modernas.

- Evidência Patrística: Irineu de Lyon (130-200 d.C.), em sua obra fundamental “Contra as Heresias’, cita essa frase sem reservas, demonstrando que ela era considerada Escritura sagrada no século II.

 

E. O Cumprimento da Profecia na Crucificação (Mateus 27:35)

- A Leitura: "para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançaram sortes."

- O Problema Crítico: O Texto Crítico encerra o versículo em "lançando sortes", omitindo a referência profética.

- Evidência Patrística: Tertuliano (160-230 d.C.), o primeiro autor cristão de língua latina, cita a frase completa. Isso prova que a antiga versão latina (Vetus Latina), traduzida do grego por volta de 150-175 d.C., já continha essa leitura do Texto Recebido.

 

 F. "Oração e Jejum" (Marcos 9:29 e Mateus 17:21)

- A Leitura "Esta casta não pode sair com coisa alguma, senão com “oração e jejum”."

- O Problema Crítico: "E jejum" é omitido ou relegado a notas de rodapé.

- Evidência Patrística: Além do Diatessarão de Taciano, Orígenes, em seu tratado Sobre o Jejum, faz alusão direta a esse ensinamento de Jesus, pressupondo que seus leitores conheciam o texto completo.

 

G. "Curar os Quebrantados de Coração" (Lucas 4:18)

- A Leitura:  A inclusão da frase "para curar os quebrantados de coração" na citação de Isaías por Jesus.

- O Problema Crítico:  Omitida no Texto Crítico.

- Evidência Patrística: Citada por Irineu (século II) e por Pedro de Alexandria (falecido em 311 d.C.), confirmando sua presença no texto grego da época.

 

 H. A Confissão do Eunuco Etíope (Atos 8:37)

- A Leitura: "E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus."

- O Problema Crítico:  O versículo é completamente omitido no Texto Crítico, aparecendo apenas como nota de rodapé em versões modernas.

- Evidência Patrística: Irineu  cita explicitamente essa confissão de fé no século II. Além dele, Cipriano de Cartago (c. 250 d.C.) e  Pôncio, o Diácono, também fazem referência ao texto, mostrando que ele era conhecido tanto nas tradições gregas quanto latinas muito antes da compilação dos grandes códices do século IV.

 

 Conclusão

 A narrativa de que o Textus Receptus é um texto "tardio" ou "corrompido". Ao rastrear citações bíblicas nos escritos dos Padres Pré-Nicenos (Didaqué, Justino Mártir, Irineu, Tertuliano, Orígenes, entre outros),  entendemos que o argumento dos opositores não se sustentam:

 

1. As leituras do Textus Receptus eram amplamente conhecidas e aceitas nos séculos II e III, muito antes da produção do *Codex Sinaiticus  (século IV), que é a base principal do Texto Crítico moderno.

2. A omissão dessas passagens em manuscritos alexandrinos  (como o Sinaiticus) reflete, uma tradição textual minoritária e, em alguns casos, influenciada por correntes heterodoxas (como o gnosticismo de Marcião), que tendiam a "cortar" ou alterar o texto.

3.  A defesa do Textus Receptus  não se baseia em tradição cega, mas em evidências históricas de que o texto preservado pela maioria dos manuscritos e pela Igreja ao longo dos séculos é o mesmo que estava nas mãos dos primeiros defensores da fé cristã. No mínimo se pode concluir que era um texto que tem suas bases nos primeiros anos da era cristã.

Reflexão para o Leitor

Este estudo convida o leitor a ir além da "legibilidade" superficial ao escolher uma Bíblia. Compreender a história do texto bíblico e como ele foi citado pelos primeiros cristãos oferece uma base mais sólida para avaliar a confiabilidade e a preservação das Escrituras ao longo de dois milênios. Isso nos leva para uma segurança e não para a confusão, versões modernas correspondem as igrejas pós-modernas, caracterizadas por relativismo e apostasia, não admirável então que adotem versões do texto critico.

Adaptações feitas por C. J. Jacinto

 

Fonte:

https://truthwatchers.com/textus-receptus-in-the-early-church-fathers/

 

 

O Despertar Tardio

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 O Despertar Tardio



Na terra dos homens,
onde o pranto e o estrondo da guerra
se misturam ao futuro incerto e ao medo,
os pregoeiros da justiça proclamam verdades,
mas os indiferentes, incrédulos, protestam:
— Nada nos acontecerá!

Passa a meia-noite. O sono pesa.
Corações adormecem na escuridão.
De repente, um sobressalto —
um despertar que chega tarde demais.
O frio da morte revela o terror da perdição.

Eis os grilhões da segunda morte,
o pavor da escuridão sem fim,
o fogo voraz do Hades —
e ainda virá o lago de fogo.
Oh, desespero!

O desespero da morte é o juízo.
Os grilhões do pecado submergem as almas
que não quiseram crer na redenção de Cristo,
que não desejaram seus santos caminhos.

As almas que rejeitaram o evangelho
gemem em tamanha escuridão,
por confiarem em si mesmas ou na religião vazia.
Que grande, tão grande decepção!

Mas — ainda há uma esperança para ti:
Arrependa-se!
Creia em Cristo como o único Salvador.
Pois a tua vida breve se evapora como névoa,
mas a eternidade em Cristo poderás receber.
Agora.

 

C. J. Jacinto

 

Como Vencer a Apostasia

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Como Vencer a Apostasia

 


C. J. Jacinto

 

“O testemunho universal do Novo Testamento é que a apostasia, se persistida, não só condena, como também demonstra que a salvação nunca foi real. O Novo Testamento revela quão perto alguém pode chegar do reino – provando, tocando, percebendo, compreendendo. E também mostra que chegar tão longe e rejeitar a verdade é imperdoável.” (D. A. Carson)

 

É inegável que atravessamos um período de profunda confusão espiritual. Aquilo que, outrora, parecia uma ameaça remota e episódica na história da Igreja, hoje obscurece o horizonte de toda a cristandade. Encontramo-nos imersos em uma tempestade de apostasia, cenário que impõe graves responsabilidades ao cristão contemporâneo diante da complexidade destes tempos. O termo "apostasia" deriva do grego “aphistamai”, composto pelos radicais “apo” (afastar-se) e “histemi” (estar de pé). Etimologicamente, designa o ato de distanciar-se daquilo que anteriormente se professava, traduzindo-se, em síntese, como a perda da firmeza e o abandono de uma convicção. A apostasia não se confunde com a incredulidade de quem nunca teve contato com o Evangelho; trata-se, rigorosamente, do abandono deliberado e voluntário de uma fé que o indivíduo um dia professou e defendeu. Portanto, caracteriza-se pela deserção total aos princípios anteriormente adotados. Portanto, depreende-se claramente que a apostasia consiste no abandono de uma verdade anteriormente reconhecida, processo no qual o indivíduo a despreza de tal maneira que a substitui pela adesão ao erro.




Ao abordarmos a apostasia dos últimos dias, compreendemos que o apóstolo Paulo profetizou especificamente sobre este fenômeno. Em 1 Timóteo 4:1, lemos que o Espírito declara expressamente que, nos últimos tempos, alguns se desviariam da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios. Com efeito, os autores do Novo Testamento, de modo geral, alertaram sobre a apostasia iminente. Para eles, àquela época, tratava-se de uma nuvem que começava a se formar no horizonte; contudo, hoje, tal obscuridade já se estendeu sobre grande parte da sociedade e do mundo contemporâneo.
 A igreja contemporânea atravessa um período de profunda melancolia e confusão, cenário que deveria suscitar um alerta imediato em qualquer cristão que possua um conhecimento mínimo das Escrituras e familiaridade com o Novo Testamento. Contudo, prevalece uma alarmante complacência; o pragmatismo e o maquiavelismo tornaram-se os pilares que sustentam esta apostasia. Grande parte dos fiéis acomodou-se a este estado deplorável, manifestando uma passividade que beira a resignação. Observam-se, hoje, declarações liberais que ousam negar o nascimento virginal de Cristo, ao passo que a mensagem da cruz é deliberadamente omitida. O arrependimento foi suplantado por discursos que visam unicamente a satisfação humana, negligenciando a vontade de Deus. Tais grupos, com mentes fechadas à centralidade da fé, tratam o evento da ressurreição como um mito ou fábula, resultando em um Evangelho destituído de seu poder transformador e incapaz de gerar um impacto profundo na vida dos homens. Atualmente, muitos líderes e docentes de igrejas contemporâneas negligenciam os fundamentos das Escrituras e abdicam da defesa das doutrinas centrais do Evangelho. Por receio de parecerem politicamente incorretos ou de ofenderem a sensibilidade da mentalidade moderna, evitam abordar temas como o inferno, o juízo final e as consequências do pecado. O público, em sua mundanidade, almeja uma mensagem que ignore tais preceitos, e muitos líderes, buscando satisfazer essa demanda, acabam por promover um "outro Evangelho". Dessa forma, a igreja moderna tem crescido baseada em discursos que evitam qualquer confronto, omitindo deliberadamente a necessidade da santidade, o sacrifício da cruz e a justiça divina, sob o pretexto de que tais verdades são ofensivas.

A questão que se impõe é: como devemos proceder? Acredito que todo cristão verdadeiramente comprometido com a verdade, que preserva os valores conservadores e busca vivenciar um cristianismo fundamentado nas Escrituras, deve permanecer inabalável diante dos ventos de doutrina que, na contemporaneidade, infiltram-se pelas brechas da igreja moderna com o intuito de minar seus fundamentos. Aqueles que permanecem firmes devem, impreterivelmente, voltar-se ao Senhor. Considero que uma das formas mais eficazes de preservarmos a fé e mantermos nossa integridade espiritual é a realização de um estudo sistemático da Epístola de Judas. Este texto oferece orientações práticas e contundentes contra a apostasia e os apóstatas, além de elucidar o sutil processo de infiltração pelo qual as igrejas são acometidas por falsos mestres, falsos profetas e ensinos heréticos. Judas nos exorta, com clareza, a batalhar pela fé que foi uma vez entregue aos santos.
Somos convocados a edificar nossas vidas sobre o fundamento da fé santíssima, estabelecendo-nos em um alicerce inabalável. Os tremores da apostasia e os ventos das falsas doutrinas tornam-se incapazes de nos atingir quando estamos firmados nas verdades eternas e insondáveis contidas nas Escrituras, que constituem o corpo doutrinário da Palavra de Deus. Assim como a igreja primitiva perseverava na doutrina dos apóstolos, esta deve ser, igualmente, nossa posição e prática. Um conselho prático é a necessidade constante de nos dedicarmos ao estudo diário das Escrituras, aprofundando-nos na Palavra de Deus. Embora observemos, na atualidade, um cenário de fragilidade no conhecimento bíblico dentro das comunidades cristãs, devemos recordar que a Bíblia é a nossa única regra de fé e prática, sendo infalível e soberana em sua capacidade de nos conduzir. Assim como uma construção exige alicerces sólidos, a edificação da nossa fé requer a totalidade dos 66 livros bíblicos. Portanto, é imperativo que o cristão priorize seu tempo e dedique-se com diligência à leitura e à meditação nas Sagradas Escrituras. Devemos nos dedicar intensamente à oração, não apenas em nosso favor, para permanecermos na Luz e na Graça de Deus, permitindo que o Espírito Santo nos conduza a toda a verdade e nos preserve de qualquer desvio, mas também em favor daqueles que se afastaram dos caminhos do Senhor. É nosso dever interceder e envidar esforços para que o Espírito do Senhor resgate aqueles que se encontram em trevas espirituais ou que se distanciaram da verdade. Recordo-me da exortação contida na epístola de Judas, especificamente no versículo 23, que nos orienta a "salvar alguns, arrebatando-os do fogo". Compreendendo que a apostasia é um processo complexo, observamos que falsos mestres e profetas frequentemente atuam como instrumentos de indução ao erro, conduzindo pessoas sinceras a caminhos distantes da verdade. Embora seja improvável que tais agentes do erro alcancem o arrependimento, devemos considerar que aqueles que foram por eles seduzidos possuem a possibilidade de reconciliação com a verdade. Muitos, ao abraçarem heresias, correntes modernistas e doutrinas espúrias, acabaram por se desviar; contudo, ao proclamarmos a Palavra com zelo e intercedermos por essas vidas, cumprimos o propósito bíblico de resgatá-los, livrando-os das consequências da apostasia.

 

A religião que começa na hipocrisia certamente terminará em apostasia (William Spurstowe).

 

 Da mesma forma, devemos orar constantemente, visto que o apóstolo Judas, em sua epístola (v. 24), exalta Aquele que é poderoso para nos guardar de tropeços. Portanto, é imprescindível suplicar ao Senhor por luz constante, a fim de que nossa mente e nosso coração permaneçam esclarecidos pelas verdades fundamentais do Evangelho. É necessário que vivamos fundamentados em uma teologia sólida e na sã doutrina, garantindo, assim, a segurança da nossa alma durante a peregrinação terrena rumo ao céu. Ressalto, de maneira clara e didática, a importância de fundamentar nossa caminhada em uma perspectiva espiritual que nos proporcione firmeza. É imprescindível congregar em uma igreja fiel às Escrituras, onde as doutrinas centrais do Evangelho sejam pregadas com integridade, sem concessões ao relativismo contemporâneo — que, frequentemente, mescla verdades e erros para satisfazer àqueles que professam a fé, mas carecem de um compromisso genuíno com a Verdade por não terem experimentado o novo nascimento. Portanto, para alcançar solidez espiritual e resistir aos ventos de doutrinas, é essencial que o cristão busque um conhecimento bíblico profundo. Tal alicerce é edificado por meio da frequência regular à escola dominical, do estudo pessoal das Escrituras, da vida de oração e da disposição em ouvir sermões estritamente centrados na Palavra de Deus.

“Ninguém afunda tão fundo no inferno quanto aqueles que chegam mais perto do céu, porque caem da maior altura.” (William Gurnall)

Gostaria de mencionar a passagem contida em 1 Pedro 3:15, que nos oferece uma exortação magnífica: "Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vossos corações; e estai sempre preparados para responder, com mansidão e temor, a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós." Este conselho deve ser aplicado em nossa vida de forma constante, visto que muitos indivíduos tornam-se vítimas de predadores espirituais, sendo afastados do aprisco da Igreja e expostos aos perigos de falsos profetas. A advertência bíblica é severa; o próprio Cristo nos alertou, nos Evangelhos, a mantermos vigilância contra aqueles que se apresentam disfarçados de ovelhas, sendo, contudo, lobos devoradores. Embora utilize uma linguagem figurada, trata-se de uma ameaça real e urgente. A apostasia é um fenômeno gravíssimo e, por isso, devemos abordar este tema com a devida seriedade e relevância em nossos dias. Pessoalmente, compreendo a apostasia como uma das últimas estratégias que o adversário empregará contra a Igreja. Seu objetivo precípuo é reduzir o número de fiéis devidamente preparados para a vinda de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Com afinco, ele buscará desviar a humanidade da mensagem da cruz, consciente de que a ascensão de falsos profetas é um mecanismo capaz de arrastar multidões ao engano. Diante do cenário contemporâneo, é imperativo refletirmos se não estamos vivendo tais tempos. Observemos a facilidade com que muitos se deixam seduzir por discursos que priorizam o que é agradável aos ouvidos, em detrimento da verdade. É fundamental reconhecer que uma igreja fiel ao púlpito, que proclama a cruz e convoca os pecadores ao arrependimento, raramente possuirá o mesmo apelo popular de congregações que privilegiam temas como prosperidade, psicologia humana ou autoajuda. Tais mensagens, muitas vezes desprovidas do confronto necessário com a realidade do pecado, servem apenas para suavizar o Evangelho, acomodando aqueles que preferem a gratificação pessoal à transformação espiritual.

É fundamental compreender que, em tempos de apostasia, os verdadeiros profetas são frequentemente rejeitados ou silenciados pela maioria. Este princípio é corroborado pelas trajetórias de Jeremias e Elias, homens conservadores que clamaram pela sã doutrina em períodos de profunda corrupção espiritual. Ao analisarmos a história dos homens santos, observamos exemplos como o de Enoque, que caminhava solitário, e o de Noé, cujo círculo de convivência era restrito praticamente à sua própria família, sem indícios de popularidade ou vastas redes de apoio. Esse fenômeno é recorrente: quanto mais severa a apostasia, menor é o número daqueles que permanecem fiéis à pregação genuína. Enquanto a maioria dos pregadores se rende ao modernismo e às tendências contemporâneas, o remanescente que sustenta a verdade é, invariavelmente, reduzido a um pequeno grupo. Devemos, portanto, manter nossa fé inabalável. Mesmo diante de circunstâncias que nos conduzam ao desânimo devido aos resultados adversos, é fundamental recordar passagens bíblicas como a do profeta Jeremias, que descreve um povo em apostasia contínua, obstinado em não abandonar o seu engano. É penoso observar o estado daqueles que, outrora firmes no Evangelho, deixaram-se levar pelos ventos impetuosos da apostasia. Cabe a cada um de nós clamar, com fervor, para que Deus, em Sua infinita misericórdia, e o Espírito Santo — que convence o homem da justiça, do juízo e do pecado — se compadeçam dessas pessoas. Que Ele possa restaurar-lhes a saúde espiritual e a firmeza necessárias para que, em vez de apoiarem o mal, sejam capazes de confrontá-lo e resistir à apostasia. Ao considerar a condição daqueles que, tendo professado a fé cristã, desviaram-se para a apostasia, observa-se que o artifício mais sutil do adversário é transfigurar-se em anjo de luz, fazendo com que seus ministros aparentem ser servos da justiça. Conforme ensina a Epístola de Tiago (2:19), até mesmo os demônios creem em Deus, porém, trata-se de uma crença destituída de verdadeira submissão; uma aparência de piedade que nega o poder do Evangelho.

A essência da apostasia reside neste engano: indivíduos acreditam estar no caminho correto por consumirem uma mensagem que mimetiza o discurso cristão, mas que, em última análise, não passa de uma mistura de conceitos bíblicos com doutrinas de perdição. Esta é a fórmula do veneno espiritual que compromete tantas vidas. É urgente, portanto, que busquemos a graça e o discernimento divinos, recordando a advertência de Salomão em Provérbios 16:25: "Há caminhos que ao homem parecem direitos, mas o fim deles conduz à morte".

Muitos se deixam seduzir por caminhos que aparentam retidão apenas por invocarem o nome de Deus. Contudo, é preciso questionar: a qual deus se referem? Ao Deus soberano das Escrituras ou a uma divindade utilitarista forjada pela cultura contemporânea? A qual Jesus prestam culto? Ao Cristo bíblico ou a uma figura alterada? E quanto ao Evangelho, trata-se da fé que foi transmitida de uma vez por todas aos santos ou de uma falsa doutrina? Diante da proliferação de denominações pseudo-cristãs, a vigilância e o discernimento bíblico tornam-se indispensáveis.
Ao analisarmos outra passagem relevante, observamos um contexto de apostasia deliberada, no qual muitos judeus abandonavam a fé não apenas devido à disseminação de falsos ensinos, mas também em virtude da opressão e da perseguição severa decorrentes de sua confissão cristã. Isso demonstra que a apostasia pode ser motivada tanto por desvios doutrinários quanto por pressões externas, que levam indivíduos a renunciar à fé em prol de uma segurança pessoal da qual não desejam abrir mão. Tal cenário reflete o contexto em que foi escrito o livro de Hebreus. Especificamente no capítulo 3, versículo 8, encontramos um alerta fundamental: nossa comunhão com Cristo está condicionada à perseverança e à manutenção inabalável da fé professada. Portanto, somos chamados a permanecer firmes diante de qualquer circunstância, resistindo não apenas às investidas de falsos mestres, mas também a toda forma de perseguição e opressão que possa surgir ao longo da jornada cristã. Sabemos que as tendências contemporâneas convergem para uma perseguição deliberada ao cristianismo bíblico. À medida que a apostasia prossegue seu curso, todo cristão, enquanto permanecer neste mundo, enfrentará, inevitavelmente, uma intolerância crescente; portanto, devemos estar preparados para esse cenário. Podemos observar, com notável lucidez, que a apostasia dos últimos tempos se manifestará por meio de duas frentes distintas. A primeira, empregando uma linguagem figurada, consiste na disseminação de falsos mestres, profetas e instituições que, sob o pretexto de um cristianismo deturpado, se multiplicarão globalmente, conduzindo muitos ao engano. A segunda frente, intrínseca ao processo de apostasia, revela-se no declínio moral e espiritual de governos em todo o mundo. Ao adotarem o pragmatismo, o ecumenismo e o relativismo moral, tais esferas de poder tornam-se uma ameaça àqueles que defendem valores absolutos. Simultaneamente, consolida-se um Estado totalitário tecnológico, cujo controle sobre a sociedade já é visível e exige nossa máxima vigilância. Compreendemos, portanto, que a apostasia corrói as convicções dos fiéis; destituído de fundamentos sólidos, o indivíduo torna-se suscetível às pressões e ameaças de um sistema anticristão. Observemos, de maneira cristalina, as orientações do apóstolo Paulo acerca dos últimos dias. Ao abordar a escatologia, o apóstolo exorta constantemente os seus leitores à firmeza espiritual. Tal estabilidade é, reconhecidamente, a característica mais evidente no cristão bíblico; é uma firmeza na fé que o torna inabalável. Munido de discernimento bíblico, o crente compreende os eventos que antecedem a segunda vinda do Senhor, como a crescente apostasia e a intensificação das pressões morais e políticas contra a Igreja. É neste cenário — marcado por forças políticas, espirituais e doutrinárias antagônicas — que o arrebatamento ocorrerá. Portanto, cabe ao cristão manter-se vigilante e plenamente posicionado, revestido de toda a armadura de Deus para permanecer inabalável diante de tais circunstâncias. Passemos agora a uma aplicação prática para a nossa vida espiritual: diante da apostasia, o apóstolo Paulo exorta-nos constantemente à firmeza. Este é um chamado recorrente do Espírito Santo no Novo Testamento sempre que o tema é a decadência espiritual. A razão para tal perseverança reside na nossa esperança: o aguardo pelo retorno de Cristo, o qual deve ser o eixo central da visão espiritual do crente. Não devemos nutrir expectativas de melhoria do mundo, visto que as Escrituras não apontam para essa direção. No que tange à escatologia, resta-nos aguardar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, embora devamos atuar como sal e luz, combatendo a decadência, promovendo a justiça e representando o Reino de Deus na Terra, nossa esperança deve permanecer inabalável em Cristo, e não nas circunstâncias deste mundo.
Gostaria de exortar a todos os irmãos em Cristo a exercerem a devida consideração por aqueles que se encontram em estado de confusão espiritual. É nosso dever elucidar e proclamar o Evangelho, bem como as verdades acerca da vinda de Cristo, de forma clara e precisa. Nosso objetivo deve ser auxiliar essas pessoas a deixarem a incerteza e a integrarem comunidades locais fundamentadas em uma teologia sólida, que preserve a sã doutrina. Tal ambiente é imprescindível para que todo cristão permaneça firme diante do cenário de confusão que, hodiernamente, permeia o mundo e a cristandade. Retornemos à epístola de Judas, especificamente aos seus versículos finais, nos quais o apóstolo declara: "Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, por Jesus Cristo, nosso Senhor, sejam glória, majestade, domínio e autoridade, antes de todos os tempos, agora e por todos os séculos. Amém." Nestas passagens, compreendemos que a comunhão íntima com Deus e a constância na vida de oração são fundamentais para o cultivo de um relacionamento profundo com o Senhor. É por meio dessa comunhão que recebemos a força necessária para permanecermos íntegros e irrepreensíveis diante de uma sociedade em contínuo declínio moral. O Senhor nos preserva de tropeços, contudo, tal realidade só é plenamente vivenciada quando cultivamos um cristianismo genuíno, no qual Jesus Cristo se torna uma presença real em nossa vida, marcada, acima de tudo, por zelo e temor a Deus. Decidi redigir este artigo, que se transformará em um pequeno livro, após a leitura de uma obra do renomado expositor das Escrituras, J. Vernon McGee. Ele é autor de um livro sobre a apostasia, o qual foi fundamental para que eu compreendesse a natureza desse fenômeno nos últimos dias. Nesta obra, o autor aborda sete tópicos que nos auxiliam a enfrentar os desafios da atualidade. Gostaria, portanto, de apresentar esses sete pontos contidos neste valioso material.
Primeiramente, que a Palavra de Deus seja a nossa âncora; esforcemo-nos pelo estudo integral das Escrituras. Segundo, a oração no Espírito Santo é a nossa força; cultivemos, portanto, uma vida de oração constante. Terceiro, o amor de Deus deve ser o nosso refúgio; permaneçamos sempre nele. Quarto, a misericórdia de Cristo é a nossa esperança; aguardemo-la com perseverança. Quinto, a compaixão deve nortear a nossa conduta; exercitemos a empatia para com aqueles que vacilam na fé ou que se encontram iludidos. Sexto, o testemunho é a nossa missão; dediquemo-nos ao resgate daqueles que perecem. Sétimo, a santidade é a nossa marca; renunciemos à natureza carnal em todas as suas manifestações. Dessa forma, concluo este estudo bíblico, exortando o prezado irmão a refletir sobre um tema tão crucial e urgente em nossos dias. Espero que estas breves considerações possam auxiliá-lo a permanecer firme diante do cenário de decadência moral e espiritual que caracteriza a nossa atualidade. Que Deus o abençoe.

 

“O caminho do cristão é de certeza, não de suposição. Está firmado não em ideias, mas em uma Pessoa viva: Jesus Cristo. Estar nEle é andar com Ele — uma comunhão tão profunda que, como os redimidos de Apocalipse 14:4, "seguimos o Cordeiro para onde quer que vá". (C. J. Jacinto)

 

 

Inspirado na obra de J. Vernon McGee: What Can Believers Do in Days of Apostasy?