O Sacrificio do Cordeiro de Deus

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MEDITAÇÃO TEOLÓGICA

O Sacrificio do Cordeiro de Deus

A Expiação, a Substituição e a Glória da Cruz

 

Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e com as suas pisaduras fomos sarados.

— Isaías 53:5

Há uma ferida no centro da história. Não a ferida de um homem comum, não o sofrimento de um mártir qualquer que se recusou a ceder diante da tirania — mas a ferida de Deus feito carne, abertura voluntária pela qual o destino de toda a humanidade foi renegociado. É sobre essa ferida que precisamos falar. Porque dela, paradoxalmente, brota toda a cura.

O doutor Horatius Bonar resumiu a lógica com a precisão de quem contemplou o mistério por longo tempo: as feridas que a cruz abriu em Cristo curam as feridas que o pecado abriu em nós. Poucos resumos teológicos atingem tal poder com tão poucas palavras. Mas o que esse enunciado pressupõe é imenso: que havia feridas abertas pelo pecado que nenhuma virtude humana poderia suturar; que o ser humano, desde a queda, carregava uma dívida que transcendia sua capacidade de pagar; e que somente uma intervenção externa — vinda de além da condição humana — poderia solucionar o impasse.

O artigo que o leitor tem em mãos não é uma apologia sistemática, nem um tratado técnico. É uma meditação — um convite a contemplar devagar, com atenção às palavras e sensibilidade ao mistério, a obra que Deus realizou na cruz do Calvário. Uma obra que a teologia chama de expiação, e que a alma que crê chama, simplesmente, de graça.

 

PARTE I

O Princípio Antiquíssimo

 

Antes de Calvário havia o tabernáculo. Antes do tabernáculo havia Abel. E antes de Abel havia o coração de Deus — que desde a fundação do mundo já havia providenciado um Cordeiro (Apocalipse 13:8). A lógica da expiação não foi inventada pela religiosidade humana; ela foi revelada.

O pecado, na perspectiva bíblica, não é apenas um erro moral a ser corrigido pela educação ou pelo esforço de vontade. É uma ruptura ontológica — uma fratura no tecido da relação entre o Criador e a criatura — que produz uma dívida de natureza jurídico-moral. Onde há lei, há penalidade. Onde há penalidade, há exigência. E a exigência da lei divina sobre o pecado é clara: a morte. "Porque o salário do pecado é a morte" (Romanos 6:23).

Foi precisamente para administrar essa realidade que Deus instituiu, por intermédio de Moisés, o complexo sistema sacrificial do Antigo Testamento. Não como um fim em si mesmo, mas como uma linguagem — um alfabeto de sangue e fogo pelo qual Deus ensinava ao seu povo o que um dia seria dito de forma definitiva numa colina fora de Jerusalém.

O Sangue que Expia

O Levítico, que tantos leitores modernos folheiam com impaciência, é na verdade uma teologia densa embrulhada em liturgia. No capítulo 17, versículo 11, Deus enuncia o princípio fundante de todo o sistema: "A vida da carne está no sangue, e eu vo-lo tenho dado para fazer expiação sobre o altar pelas vossas almas; porque o sangue é que fará expiação pela alma."

O princípio é austero: visto que o pecado merece a morte, a oferta de uma vida — representada pelo sangue — apazigua a justa indignação divina e substitui a morte exigida do pecador pela morte da vítima oferecida. Não há irracionalidade nessa lógica, como alguns a acusam; há, antes, uma pedagogia: Deus ensinando com imagens vivas aquilo que seria consumado em Cristo.

"Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados." (Hebreus 9:22)

O versículo de Hebreus não é uma afirmação sombria — é a declaração mais rigorosa da necessidade da cruz. E o argumento da Carta aos Hebreus não é primitivo; é preciso: se o sangue de bodes e touros consagrava e purificava cerimonialmente, quanto mais o sangue de Cristo — oferecido por si mesmo, sem mancha, ao Deus eterno — purificaria as consciências de obras mortas (Hebreus 9:13-14)?

 

PARTE II

O Dia que Apontava para Outro Dia

 

Havia no calendário de Israel um dia diferente de todos os outros. Não era um dia de festa, mas de jejum. Não era um dia de cantos, mas de silêncio e prostração. Era o Yom Kippur — o Dia da Expiação — descrito em toda sua solenidade litúrgica no capítulo dezesseis do Levítico.

Nesse dia, o Sumo Sacerdote — e somente ele, e somente uma vez por ano — entrava atrás do véu que separava o Santo do Santo dos Santos. Ele levava consigo o sangue de um novilho, imolado pela sua própria purificação, e o sangue de um bode, sacrificado pela expiação do povo. Com esse sangue aspergia o propiciatório — a tampa da Arca da Aliança — sete vezes, diante da presença de Deus.

Mas havia um segundo bode. Esse, curiosamente, não era morto. O sacerdote colocava as mãos sobre sua cabeça e confessava sobre ele "todas as iniqüidades dos filhos de Israel e todas as suas transgressões em todos os seus pecados". Depois disso, o animal era levado para um lugar deserto, carregando sobre si, simbolicamente, o peso de toda a culpa nacional. Era o bode emissário — aquele enviado para longe, para que o povo ficasse livre.

Dois Bodes, Uma Verdade

A teologia do Yom Kippur é densa, mas o sinal é inconfundível: há uma transferência. A culpa que pertencia a Israel era, no rito, transportada para um ser inocente, que recebia em si o peso que não era seu, para que os culpados pudessem caminhar livres. A linguagem substitutiva é vívida demais para ser ignorada.

A fraseologia substitutiva e penal do Yom Kippur é vividamente evocada no episódio do Servo Sofredor de Isaías 53 e é aplicada mais especificamente a Cristo pelo autor da Carta aos Hebreus. Toda a vida civil e religiosa do povo de Deus dependia desse princípio legal.

— G. H. Lang

 

A Carta aos Hebreus não deixa dúvida quanto à interpretação do Yom Kippur: Cristo é simultaneamente o Sumo Sacerdote e a vítima. Ele entrou — não num tabernáculo feito por mãos humanas, cópia e sombra do verdadeiro — mas no próprio santuário celestial, por seu próprio sangue, "tendo obtido eterna redenção" (Hebreus 9:12). O que o Sumo Sacerdote fazia todo ano, imperfeito e repetível, Cristo fez uma vez por todas: definitivo, consumado, eterno.

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PARTE III

A Lógica Gloriosa da Substituição

 

Se há um conceito que organiza toda a teologia da cruz, é o da substituição. Cristo morreu não apenas por nós — como exemplo de coragem ou de amor abnegado — mas em nosso lugar. A preposição importa: não ao lado de nós, não inspirando-nos, mas ocupando o lugar que nos cabia.

E. H. Bancroft articula a obra de Cristo na cruz com sete dimensões que merecem ser saboreadas pausadamente: a obra é predeterminada — não foi um acidente histórico, mas um plano eterno; voluntária — Cristo não foi forçado, mas se entregou; vicária — em lugar de outro; sacrificial — implicou oferta e morte; expiatória — cobriu e removeu o pecado; redentora — comprou a liberdade do cativo; e substitutiva — o inocente tomando o lugar do culpado.

"Deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda a iniquidade." (Tito 2:14)

O teólogo Watson sintetizou o conceito com clareza irretocável: Cristo sofreu em nosso lugar, como nosso substituto apropriado. Isso se demonstra nas passagens que declaram que ele morreu pelos homens, ou que relacionam a sua morte com o castigo que merecíamos pelas nossas ofensas. E o Novo Testamento é pródigo nessas passagens.

A Matemática do Calvário

Em Romanos 4:25, Paulo escreve que Cristo "foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação". A causa da morte vicária de Cristo é inequívoca: ele foi entregue por causa de nossas transgressões. Não foi vítima do acaso. Não foi colateral de uma boa intenção fracassada. Foi entregue — numa entrega que é, ao mesmo tempo, o ato mais violento e o ato mais amoroso de toda a história.

Enquanto foi necessário que Cristo fosse divino para suportar em poucas horas o sofrimento eterno devido a pecadores eleitos, também foi necessário que Ele fosse humano para suportar o equivalente daquilo que os seres humanos deveriam suportar. Foi necessário também que Cristo fosse organicamente um com o homem para fazê-lo perfeitamente apropriado a Deus aceitar o Seu sofrimento como um substituto pelo homem.

— T. P. Simmons, Teologia Sistemática, pp. 296–297

 

O argumento de Simmons é filosófico e preciso: a substituição só é justa — e só é eficaz — se o substituto for, de alguma forma, orgânicamente uno com aquele por quem substitui. Os anjos não poderiam morrer em nosso lugar; eles não participaram da apostasia de Adão. É por isso que a encarnação não é um detalhe da cristologia — é a condição necessária da redenção. O Filho de Deus precisava se fazer filho de homem para morrer como homem, em lugar do homem.

G. H. Lang expressou o princípio com economia de palavras que é, ela mesma, uma forma de eloquência: nenhum pecador poderia oferecer sua própria vida para redimir outro pecador; sua própria vida já está perdida por causa de seus próprios pecados. A lógica é inescapável. Somente um que fosse inteiramente livre da dívida poderia pagar a dívida de outro. E somente Cristo — santo, sem mancha, separado dos pecadores — preenchia essa condição.

 

PARTE IV

O Cordeiro e o Sangue

 

João Batista, ao ver Jesus aproximar-se das margens do Jordão, não disse: "Eis o Mestre", nem "Eis o Profeta", nem mesmo "Eis o Rei". Disse: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1:29). Em uma frase, o precursor condensou séculos de teologia sacrificial e apontou para o seu cumprimento definitivo.

A imagem do cordeiro não era inocente aos ouvidos de Israel. Era a imagem do Yom Kippur, era a imagem da Páscoa, era a imagem de cada manhã e cada tarde no templo, quando o holocausto subia e o sangue corria. João Batista estava dizendo: tudo aquilo que vocês fazem há séculos, com animais e sangue e fogo — aqui está o Real, o Definitivo, o Eterno.

O Sangue da Porta

Horatius Bonar, em sua reflexão sobre o sangue pascal no livro do Êxodo, captura com beleza rara o que significa confiar na obra de outro em seu lugar:

Pode ser que seus corações estivessem trêmulos no íntimo; talvez questionando como um pouco de sangue poderia ser tão eficaz. Pode ser que estivessem inquietos, porque eles não podiam ver o sangue — mas eram obrigados a ficar contentes por saber que Deus o via. No entanto, nenhum temor poderia mudar a potência daquele sangue espargido, e nenhuma fraqueza de fé tornar menos eficaz aquele escudo dado por Deus contra o inimigo. O sangue estava na verga da porta; e isso era suficiente. Eles não o viam, nem o sentiam, mas sabiam que ele estava lá, e isso bastava. Deus o via — e isso era melhor do que eles vissem.

— Horatius Bonar, A Justiça Eterna de Deus, pp. 27–28

 

A imagem é teologicamente precisa. A segurança do israelita naquela noite não dependia da intensidade de sua fé, nem da eloquência de sua oração, nem do fervor de seu coração. Dependia do sangue. Deus não perguntou: "Quão forte é a fé do habitante?" Perguntou apenas: "Há sangue na porta?" E onde havia, a morte passava por cima.

"O escravo redimido que continua em cativeiro é falso consigo mesmo e com seu Redentor." — G. H. Lang

Assim é com o crente. A segurança diante de Deus não repousa sobre a qualidade da fé, mas sobre o objeto da fé — o sangue de Cristo, imaculado e incontaminado (1 Pedro 1:18-19), derramado de uma vez por todas no altar do Calvário. Conhecer essa verdade é viver livre. Ignorá-la — ou pior, tê-la e viver como cativo — é uma contradição que insulta tanto o redentor quanto o redimido.

 

PARTE V

O Último Adão

 

O capítulo cinco de Romanos é uma das mais densas galerias da teologia paulina. Ali o apóstolo estabelece um paralelo que é, a um só tempo, um argumento jurídico e uma proclamação de esperança: assim como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, e assim a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram nele — assim também, por um homem, veio a justificação da vida para muitos.

A lógica de Paulo em Romanos 5:19 é a da representação federal: Adão não pecou apenas por si mesmo; pecou como cabeça representativa de toda a humanidade. Sua queda foi nossa queda, não por imitação, mas por representação orgânica. Nós estávamos nele, como o filho está no pai.

E Cristo vem como o Segundo Adão — não para negar a representação, mas para cumpri-la em sentido oposto. Se estar em Adão significa estar sob condenação, estar em Cristo significa estar sob graça e justificação. Francis Schaeffer articula isso com precisão pastoral:

Estamos cobertos pela justiça de Jesus Cristo. Nossa culpa desapareceu com base na sua obra consumada na cruz — sua obediência passiva. Mas também estamos cobertos por sua perfeita justiça, com base na sua obediência ativa. Sendo assim, nós, da mesma forma que os romanos, podemos ser chamados de santos agora mesmo.

— Francis Schaeffer, Obra Consumada de Cristo, p. 19

 

A identificação com Cristo não é apenas forense — não é apenas uma declaração externa que não altera a realidade interna. É, nas palavras de Paulo, uma morrer e ressurgir com ele: "Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos pela glória do Pai, assim também nós andemos em novidade de vida" (Romanos 6:4). O velho homem foi crucificado com ele (Romanos 6:6). Não vai ser. Já foi.

 

PARTE VI

A Propiciação — A Palavra que Tudo Resolve

 

O apóstolo João usa uma palavra grega em duas de suas cartas que concentra toda a teologia da cruz em uma única sílaba: ἱλασμός — hilasmos. Traduz-se geralmente como "propiciação", e João a aplica a Cristo em ambas as ocorrências: "Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo" (1 João 2:2); e, novamente: "Nisto está o amor, não que nós tenhamos amado a Deus, mas que ele nos amou a nós, e enviou o seu Filho para propiciação pelos nossos pecados" (1 João 4:10).

O Strong's 2434 define hilasmos como: uma oferta para apaziguar e satisfazer uma parte ofendida e irada. O termo carrega a noção de que a ira justa de Deus contra o pecado — ira que não é capricho, mas atributo moral — encontra no sacrifício de Cristo seu alvo e sua satisfação. A ira é real. A propiciação é real. E ambas convergem na cruz.

Graça — Não Mérito

Seria possível imaginar que, diante de uma teologia tão precisa e tão exigente, o homem fosse tentado a contribuir com algo de seu lado. Mas é exatamente o oposto: quanto mais clara a magnitude do que Cristo fez, mais evidente a impossibilidade de qualquer contribuição humana.

O homem natural — corrompido pelo orgulho adâmico — é inclinado a buscar a graça divina por seus próprios méritos. É uma tendência profunda, enraizada na cegueira espiritual: a ilusão de que podemos, de alguma forma, acrescentar algo à obra que Cristo declarou consumada. Mas Paulo é categórico em Gálatas 2:21: "não anulo a graça de Deus, porque se a justificação vem pela lei, Cristo morreu em vão." Rejeitar a suficiência da obra de Cristo é, no fundo, torná-la nula.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.

— Efésios 2:8–9

Somente a graça possui o poder de restaurar, com total eficiência, uma alma arruinada pelo pecado, e de conduzi-la com toda a segurança para os braços de um Deus compassivo. Paulo o confirma em Romanos 5:16: "o dom gratuito veio de muitas ofensas para a justificação". O plural é significativo: não foi uma ofensa individual que a graça cobre, mas muitas — a totalidade da transgressão humana, histórica e moral, condensada numa única obra de redenção.

 

PALAVRA FINAL

O Cordeiro É Digno

 

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No último livro da Bíblia, em uma cena de louvor cósmico que desafia toda a imaginação, quatro seres viventes e vinte e quatro anciãos se prostram diante de um Cordeiro que parecia ter sido morto, e cantam a música mais justa já entoada no universo: "Digno és tu de tomar o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e compraste para Deus com o teu sangue homens de todo o povo, língua, nação e tribo" (Apocalipse 5:9).

Essa cena não é poesia decorativa. É a descrição do que a eternidade compreende com perfeita clareza sobre o que o tempo muitas vezes obscurece: que a cruz não foi uma tragédia remediada pela ressurreição — foi a maior vitória já conquistada, disfarçada de derrota. E o Cordeiro que foi morto é o Cordeiro que reina.

O teólogo não tem aqui a última palavra. A última palavra pertence ao ato de fé — ao momento em que o leitor, de posse de toda essa teologia, se curva diante do Cordeiro e confia não em seus méritos, não em sua religiosidade, não em sua devoção, mas na ferida aberta que cura, no sangue derramado que limpa, na morte sofrida que ressuscita.

Na pessoa de Jesus Cristo, Deus fez uma visita a este planeta. Tomou seu lugar como a nova cabeça da humanidade. Fez-se homem representante, o substituto por todos nós. Apresentou-se voluntariamente para morrer em nosso lugar e por Ele livrar-nos da penalidade da desobediência.

— Pregoeiro da Justiça, p. 8

 

E nós fomos curados por sua chaga.

— Isaías 53:5b

Às vezes, a teologia mais profunda cabe em seis palavras. Esta é uma delas.

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C. J. Jacinto

Como Ler a Bíblia com Verdadeiro Proveito

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Em nosso dia a dia, sempre temos algo para fazer. O trabalho, a família, as responsabilidades da igreja... e em meio a essa voragem, é fácil perguntar: "Já sou cristão, vou à igreja, por que preciso ler e estudar a Bíblia por conta própria?"

A resposta, no entanto, é fundamental para nossa vida espiritual. A Bíblia não é um simples livro religioso, um compêndio de histórias antigas ou um manual de boas maneiras. Ela é a Palavra de Deus, viva e eficaz, e tratá-la como algo menor que isso é um erro que pode ter graves consequências.

Devemos desejar ardentemente a palavra de Deus e ter uma grande afeição por ela, pois ela é a luz que nos alumia em meio a tanta confusão que opera em nossos dias.

 

“Não que você deva ler apenas a Bíblia. Tudo o que é verdadeiro e bom merece ser lido, se você tiver tempo para isso. Tudo, se usado corretamente, o ajudará no estudo das Escrituras. Um cristão não fecha os olhos para as belas paisagens naturais que o cercam. Ele não deixa de admirar as colinas, as planícies, os rios ou as florestas da Terra porque aprendeu a amar o Deus que os criou; nem se afasta dos livros de ciência ou da verdadeira poesia porque descobriu um livro mais verdadeiro, mais precioso e mais poético do que todos os outros juntos.” (Horatius Bonar)

 

Um Tesouro e uma Defesa

 

O Salmo 19 nos diz que a Palavra de Deus é "mais desejável que o ouro, sim, mais do que muito ouro refinado". Ela é o nosso maior tesouro espiritual, o alimento que nutre a nossa fé. O próprio Jesus afirmou: "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus" (Mateus 4:4).

Mas a Escritura não é apenas um benefício supremo; ela também é uma defesa suprema. Descuidar dela é perigoso. O cristão que não se alimenta da Palavra não cresce espiritualmente e se torna vulnerável ao engano. Pedro nos adverte que os "indoutos e inconstantes torcem" as Escrituras para a sua própria perdição. Por isso, devemos crescer "na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (2 Pedro 3:16-18).

Não é obra do Espírito Santo revelar o significado das Escrituras e dar-lhe o conhecimento da divindade sem o seu próprio estudo e esforço, mas sim abençoar esse estudo e, por meio dele, conceder-lhe conhecimento... Rejeitar o estudo sob a alegação de que o Espírito é suficiente é rejeitar as próprias Escrituras. (Richard Baxter)

 

A Lição de Corinto

A igreja em Corinto é um poderoso exemplo do que acontece quando se abandona a Escritura. Começou bem, fundada pelo apóstolo Paulo, mas logo se desviou. A igreja, em vez de se apegar à sã doutrina, começou a misturar a mensagem do evangelho com as filosofias mundanas e as práticas pagãs da cidade.

O resultado foi um desastre moral e espiritual: imoralidade aberta, divisões, contendas, materialismo e uma atitude pecaminosa em relação aos dons espirituais. A igreja de Corinto se desconectou da Palavra de Deus, permitindo que o vazio espiritual fosse preenchido pelas influências do mundo incrédulo.

A solução de Paulo não foi diplomática nem branda. Ele enfrentou os problemas um por um, baseando-se nas Escrituras. Utilizou a Palavra para ensinar, repreender, corrigir e instruir em justiça, chamando a igreja a voltar ao caminho da verdade.

“Antes e depois de ler as Escrituras, ore fervorosamente para que o Espírito que as escreveu as interprete para você, o livre da incredulidade e do erro e o conduza à verdade.” (Richard Baxter)

 

 

Um Método Prático para o Estudo Bíblico

O apóstolo Paulo nos deixou em 2 Timóteo 3:16-17 um método claro e poderoso para estudar a Bíblia com proveito: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça".

Para aplicar isso ao nosso estudo diário, podemos fazer quatro perguntas-chave enquanto lemos a Palavra, pedindo ao Espírito Santo que nos guie:

1.    Que doutrina Deus está ensinando aqui? Qual é a verdade que ela contém? Qual é o caminho da sã doutrina? Esta pergunta nos ajuda a compreender o ensino de Deus e o caminho correto para pensar e viver.

2.    Esta passagem me repreende? Deus está me dizendo que há algum aspecto do meu agir ou pensar em que me desviei? Como isso aconteceu? Esta pergunta nos confronta com nossos pecados e erros, revelando onde falhamos.

3.    Como esta passagem me indica que preciso me corrigir? O que preciso mudar em minha maneira de pensar e viver para voltar ao caminho certo? Estou disposto, pela graça de Deus, a fazer isso? Esta pergunta nos leva ao arrependimento prático e à mudança de direção.

4.    De que maneira esta parte da Palavra de Deus me instrui em justiça? Como posso permanecer no caminho da sã doutrina e não me desviar novamente? Esta pergunta nos equipa para viver uma vida justa e perseverante em obediência a Deus.

Este método transforma a leitura bíblica de um exercício passivo para um diálogo ativo com Deus, onde a Sua Palavra não apenas nos informa, mas nos transforma.

“O testemunho interior do Espírito Santo ilumina o crente para que ele saiba que as Escrituras são a Palavra de Deus. O fundamento bíblico para essa clareza deriva de duas fontes. Primeiro, as palavras das Escrituras são autoevidentes, pois afirmam ser de Deus (2 Timóteo 3:16; 2 Pedro 1:20-21). Segundo, o poder dinâmico do Espírito Santo aplica a verdade das Escrituras, resultando em uma certeza confiante na própria Palavra (1 Coríntios 2:4-16)... Isso não significa que todos os que ouvem ou leem creem (Romanos 10:14-21), mas significa que aqueles que creem o fazem por causa da obra convincente e iluminadora do Espírito Santo” (John MacArthur)

 

Confie no Poder da Palavra

 

A Bíblia é o único Livro sobrenatural, escrito por Deus através de homens santos que foram "inspirados" (impulsionados) pelo Espírito Santo. Portanto, ela é infalível e inerrante. Deus não pode mentir, e a sua Palavra é a verdade suprema. Não há autoridade superior a ela.

Ao nos aproximarmos da Palavra, devemos fazê-lo com humildade, colocando-nos sob a sua autoridade, e não acima dela. Podemos confiar que a Escritura é a sua própria intérprete; o que é mais claro iluminará o que é menos claro. Recursos humanos, como comentários e guias de estudo, podem ser úteis, mas nunca devem ter mais autoridade do que a própria Palavra de Deus.

O apóstolo Paulo resumiu essa confiança dizendo: "E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no crer, para que abundeis em esperança pelo poder do Espírito Santo" (Romanos 15:13). A Palavra de Deus, mais desejável que o ouro, tem o poder de nos encher de gozo, paz e esperança, se a lermos e estudarmos com fé e dependência do Espírito Santo.

“A menos que leiamos a Palavra de Deus, não podemos ser instruídos pelo Espírito, e a menos que sejamos instruídos pelo Espírito, não podemos nos tornar servos piedosos e eficazes. Em outras palavras, amar a Palavra, aprender com a Palavra e viver de acordo com a Palavra estão interligados no plano de Deus para o nosso crescimento espiritual.” (David McKenna)

 

Organizado por C. J. Jacinto


Fonte bibliográfica: Elliott, Dr. Paul M. "Mais desejável que o ouro: Como ler e estudar a Palavra de Deus com proveito." TeachingTheWord Ministries.

 

A ARCA DE NOÉ E OS INCRÉDULOS

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A ARCA DE NOÉ E OS INCRÉDULOS

 

Muitos céticos rejeitam a Bíblia por estarem condicionados aos limites de suas próprias ideologias. Nesse contexto, a Arca de Noé é frequentemente reduzida à categoria de lenda, amparada por suposições equivocadas às quais tais indivíduos se apegam para sustentar uma autoimagem de racionalidade. No entanto, essas premissas perdem a sustentação quando analisamos os registros da antiguidade com clareza e imparcialidade. Assim, a Arca de Noé transcende a mera possibilidade, configurando-se, sob a perspectiva bíblica, como um fato histórico. Muitos céticos, majoritariamente adeptos da teoria evolucionista, pressupõem que as civilizações antigas eram primitivas e desprovidas de avanços tecnológicos. Sob essa ótica, concluem ser impossível que tais povos tivessem a capacidade de construir uma embarcação robusta e de grandes dimensões, capaz de resistir a uma tempestade avassaladora, conforme o relato do Dilúvio descrito no livro de Gênesis. Ao analisarmos registros históricos da Antiguidade, deparamo-nos com o relato de feitos monumentais realizados por civilizações pretéritas. Como exemplo, podemos citar uma batalha naval ocorrida no Mar Egeu, em 280 a.C., descrita pela revista “Creation”, da organização *Answers in Genesis*. O referido texto detalha o uso de embarcações de dimensões extraordinárias durante esse conflito.

 Na Antiguidade, registros históricos corroboram a existência de embarcações de grande porte. Ateneu descreve um navio que, segundo Plínio, o Velho — autor da *História Natural* falecido em 79 d.C. —, pertencia a Ptolomeu IV Filopátor, cognominado Trifão. Tal embarcação destacava-se por possuir quarenta fileiras de remos, evidenciando a capacidade técnica da época na construção de navios de proporções monumentais.

 Existem evidências substanciais de que civilizações da Antiguidade possuíam conhecimentos tecnológicos notáveis para a realização de construções colossais. O exemplo mais emblemático reside nas pirâmides do Egito; particularmente o conjunto das três grandes pirâmides de Gizé permanece como um testemunho irrefutável de uma engenharia sofisticada. Até os dias atuais, mesmo com o respaldo da tecnologia contemporânea, a comunidade científica encontra dificuldades em compreender plenamente os métodos empregados pelos egípcios para erguer estruturas de tamanha magnitude e complexidade. As evidências são notórias. Inúmeros exemplos de estruturas monumentais erguidas na Antiguidade corroboram essa realidade, como as estátuas dos moais na Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, e os imponentes templos construídos pelas civilizações Maia, Asteca e Inca. Merece especial destaque a cidade de Machu Picchu, no Peru, edificada no topo de uma montanha, onde os incas superaram desafios de engenharia complexos, demonstrando que as civilizações antigas possuíam capacidades construtivas extraordinárias, cujos vestígios permanecem visíveis até os dias atuais. Diante disso, por que considerar a narrativa do capítulo 6 do livro de Gênesis como um simples mito? A Bíblia encontra respaldo em um vasto conjunto de evidências históricas que atestam a existência de grandes realizações desde a Antiguidade. É igualmente relevante considerar os registros históricos sobre os babilônicos e os sumérios, cujas cidades sofisticadas e a própria existência de diversas maravilhas do mundo antigo confirmam a notável engenhosidade humana daquela época.

 É imperativo, portanto, recorrer ao testemunho do Novo Testamento acerca da veracidade histórica da Arca de Noé. O próprio Jesus Cristo, no capítulo 24 do Evangelho de Mateus, ao proferir seu sermão profético, faz referência aos dias de Noé como um precedente histórico que sinaliza a iminência de outro evento real e futuro: a vinda triunfante e literal do nosso Senhor e Salvador. Assim, o Cristo utiliza um fato pretérito para autenticar uma profecia vindoura.
 Da mesma forma, no capítulo 11 da Epístola aos Hebreus, o autor sagrado afirma que Noé foi divinamente instruído, corroborando a construção da arca e a ocorrência do dilúvio. O apóstolo Pedro também aborda o tema em suas duas epístolas — especificamente em 1 Pedro 3 e 2 Pedro 2 —, nas quais atesta a veracidade dos relatos do Gênesis. Conclui-se, portanto, que a historicidade desses eventos é digna de crédito. Somente aqueles cujo entendimento foi obscurecido pelo "deus deste século" recusam-se a aceitar a realidade tal como apresentada nas Escrituras. Ao preferirem as inclinações de suas próprias ideologias em detrimento da Palavra de Deus e do testemunho da antiguidade, tais indivíduos sucumbem à auto-ilusão, negando a realidade do dilúvio e da arca de Noé.

 

C. J. Jacinto

 

Artigo inspirado com a leitura de outro artigo sobre o assunto:

https://truthwatchers.com/noahs-ark-a-historicalscientific-test/

 

 

Design Humano: Origem, Idéias, Crenças e Uma Avaliação Bíblica

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 Design Humano: Origem, Idéias, Crenças e Uma Avaliação Bíblica

 

Introdução

Nos últimos anos, o chamado Human Design (Design Humano) tornou-se extremamente popular nos meios de espiritualidade alternativa, coaching, autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Seus adeptos afirmam que o sistema oferece um "mapa" da verdadeira identidade humana, revelando o propósito individual, a forma correta de tomar decisões e até mesmo a maneira ideal de viver.

Embora seja apresentado por muitos como uma ferramenta neutra de autoconhecimento, suas origens e pressupostos revelam fortes vínculos com o ocultismo, o esoterismo e a Nova Era. Diante disso, o cristão precisa perguntar: o Design Humano é compatível com a fé bíblica?

 O tempo presente é caracterizado por um numero incontável de novos movimentos espiritualistas que se apresentam como uma religião alternativa influenciado pelo sincretismo da nova era.

A resposta exige uma análise cuidadosa.

Observação: Não se trata do Design Inteligente que se refere a escola filosófica criacionista defendida por muitos cristãos conservadores, mas de um movimento sectário de segmento filosófico/espiritualista de influencia New Age.


1. A Origem do Design Humano

O Movimento Design Humano foi criado por Ra Uru Hu (nome adotado por Robert Allan Krakower), um canadense que afirmou ter recebido a estrutura completa do sistema durante uma experiência sobrenatural em Ibiza, Espanha, em janeiro de 1987.

Segundo seu próprio relato, uma entidade ou "Voz" teria lhe transmitido o sistema durante oito dias e oito noites consecutivos. Posteriormente, ele publicou os ensinamentos recebidos e fundou o movimento Human Design. (Human Design)

Essa origem é extremamente significativa.

O próprio movimento reconhece que seu sistema não surgiu através de pesquisa científica convencional, mas de uma experiência de revelação espiritual recebida por seu fundador. (Sistema de Design Humano)


2. Os Elementos que Formam o Design Humano

O Design Humano é uma síntese de diversos sistemas religiosos e esotéricos:

Astrologia

Cabala judaica mística

I Ching chinês

Sistema de chakras hindu

Conceitos da Nova Era

Terminologia emprestada da física quântica

Elementos de genética e biologia reinterpretados espiritualmente.

O próprio movimento descreve o sistema como uma combinação dessas tradições em uma única estrutura de interpretação da vida humana.

Portanto, o Design Humano não possui raízes no cristianismo bíblico, mas em um sincretismo religioso característico do movimento Nova Era.


3. As Principais Crenças do Design Humano

A. Cada pessoa possui um "projeto energético"

O sistema ensina que cada indivíduo nasce com um "BodyGraph" (gráfico corporal) determinado pelo momento exato de seu nascimento.

Esse gráfico supostamente revela:

personalidade

propósito

vocação

relacionamentos

decisões corretas

funcionamento energético

A ideia é semelhante à astrologia, mas revestida de linguagem mais sofisticada.


B. O ser humano deve seguir sua "autoridade interior"

Um dos pilares do sistema é a crença de que cada pessoa possui uma autoridade interna que deve guiar suas decisões.

Em vez de buscar orientação externa, o indivíduo é incentivado a confiar em sua própria estrutura energética e em sua experiência interior.  Por isso trata-se de um misticismo espiritualista antropocêntrico, colocando no homem a fonte subjetiva da verdade.


C. Existem tipos humanos predeterminados

O sistema divide a humanidade em categorias:

Manifestadores

Geradores

Geradores Manifestantes

Projetores

Refletores

Esses tipos seriam definidos antes mesmo do nascimento e determinariam a forma correta de viver.


D. O problema humano é o condicionamento

Segundo o movimento esotérico Design Humano, o homem sofre porque vive desconectado de seu verdadeiro design.

A solução seria um processo chamado "descondicionamento", pelo qual a pessoa aprende a viver de acordo com sua natureza energética original, é notável a forte influencia gnóstica deste movimento, levando em conta a ênfase da busca do conhecimento dentro de si mesmo como um padrão para alcançar uma “salvação”.


4. A Resposta Bíblica

A. A Fonte da Revelação é Suspeita

A primeira questão que um cristão deve fazer é:

Quem falou com Ra Uru Hu?

A Bíblia ensina que Deus concluiu Sua revelação nas Escrituras.

"Toda a Escritura é inspirada por Deus." (2 Timóteo 3:16)

Quando alguém afirma receber uma nova revelação espiritual capaz de redefinir a compreensão da humanidade, o cristão deve exercer discernimento.

O apóstolo Paulo advertiu:

"Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregue outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema." (Gálatas 1:8) também advertiu acerca de doutrinas de demônios que sinalizariam os últimos dias (I Timóteo 4:1) João admoestou acerca da manifestação do espírito do erro que induziria os homens a negarem a necessidade da salvação unicamente através de Cristo. (I João 4:1 a 6)

O Design Humano nasceu de uma revelação extrabíblica recebida de uma entidade espiritual desconhecida. Isso, por si só, já exige extrema cautela.


B. O Problema do Homem Não é o Condicionamento

O Design Humano ensina que o homem sofre porque perdeu contato com seu verdadeiro design.

A Bíblia ensina algo completamente diferente.

O problema humano é:

Pecado

Rebelião contra Deus

Depravação moral

Separação do Criador

"Porque todos pecaram e carecem da glória de Deus." (Romanos 3:23)

A queda não foi um fato histórico, foi moral e espiritual.


C. A Solução Não Está Dentro do Homem

O Design Humano aponta para dentro.

O Evangelho aponta para Cristo.

O sistema esotérico do Design Inteligente diz:

"Descubra quem você realmente é."

O Evangelho diz:

"Arrependa-se e creia em Cristo."

O Design Humano promove autoconhecimento como caminho de libertação. (Uma doutrina gnóstica)

A Bíblia apresenta a redenção através da cruz.

"Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8:32)

A verdade não é um sistema apresentado por espiritos.

É a Pessoa de Cristo. (João 14:6)


D. O Homem Não Deve Confiar em Sua Autoridade Interior

A Escritura é clara:

"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas." (Jeremias 17:9)

O Design Humano incentiva a confiança na própria estrutura interior.

A Bíblia ensina submissão à Palavra de Deus.

O cristão não pergunta:

"O que meu interior diz?"

Mas:

"O que Deus revelou?"


E. O Design Humano Substitui a Identidade em Cristo

O Novo Testamento define o homem em termos de sua relação com:

Adão

Cristo

Existem apenas duas humanidades espirituais:

Em Adão

Em Cristo

O Design Humano cria uma identidade baseada em tipos energéticos.

A Bíblia cria identidade baseada na união com Cristo.

"Se alguém está em Cristo, nova criatura é." (2 Coríntios 5:17)


5. O Problema do Sincretismo

O Design Humano representa um exemplo clássico de sincretismo espiritual.

Ele mistura:

Astrologia

Misticismo oriental

Cabala

Espiritualidade esotérica

Linguagem pseudocientífico

Eu Superior

Gnosticismo

Ocultismo

Tudo isso é apresentado como um caminho para a iluminação pessoal. Mas se trata de uma falsa iluminação, só a palavra de Deus doa verdadeira luz aos homens (Salmos 119:105) Cristo é a Palavra Encarnada e a verdadeira luz que alumia todo o homem (João 8:32)

A fé cristã não necessita de complementos esotéricos, gnósticos, filosóficos ou espiritualistas.

Cristo é suficiente.

A Escritura é suficiente.

O Espírito Santo é suficiente.


Conclusão

O Design Humano não é apenas uma ferramenta de personalidade. Suas raízes estão em uma revelação espiritual extrabíblica e em um sistema que combina astrologia, cabala, misticismo oriental e conceitos da Nova Era. Enquanto o Design Humano ensina que o homem deve descobrir seu "projeto energético" e seguir sua autoridade interior, a Bíblia ensina que o problema do homem é o pecado e que sua única esperança está na obra redentora de Jesus Cristo.

O Evangelho não convida o pecador a encontrar seu verdadeiro eu mas a buscar a salvação em Cristo, crer em Cristo e se arrepender de ser um pecador.

Convida-o a negar a si mesmo, tomar sua cruz e seguir a Cristo.

A verdadeira transformação não vem de conhecer um gráfico espiritual.

Vem do novo nascimento operado pelo Espírito Santo e da conformação à imagem do Filho de Deus. (Romanos 8:29)

Bibliografia

1.   Jenn van Balkom, Wat is human design en hoe werkt het? https://humandesignhq.nl/wat-is-human-design/

2.   Irene van Gameren. Human design (https://share.google/BiptHXc4lH6cDjBD8)

3.   Evelyn van Hassekt en Karlijn Visser: Holistik (Human Design: wat is het en welke types binnen human design zijn er? – Holistik)

4.   Hiske (Home – Alles over Human Design)

5.   Human Design (Human Design – Wikipedia)

6.   Mind Mission, Human Design: Wat kun je er mee? (https://mindmission.nl/human-design-uitgelegd/)

7.   Welkom in jouw Blauwdruk (Een wereld van zelfinzicht en persoonlijke groei | JouwBlauwdruk.nl)

8.   Guido Wernink, Human Design. Ontdek je design (Welkom – Human Design

9.   Wie was Ra Uru Hu? (wie was Ra Uru Hu? – Zoekenhttps://humandesignhouse.nl/ra-uru-hu/)