A Fé Biblica - C. J. Jacinto (Livreto Grátis)

0 comentários





Link para downloa:

 https://drive.google.com/file/d/1zSEQDa_pG8UiXyPcGQrijcsknrWq-5go/view?usp=sharing

Fé Biblica e Pensamento Positivo

0 comentários


C. J. Jacinto



 Um dia desses, alguma alma simples pegará o Livro de Deus, o lerá e acreditará nele. Então, o resto de nós ficará envergonhado. (Leonard Ravenhill)

 Talvez alguém abra na parte das Escrituras abordada neste estudo: Hebreus 11 – Os Heróis da Fé, e acreditará no que está escrito ali.

 

 

 

Alguns dias atrás, tive que ouvir uma confissão com relação a um irmão na fé, do qual estava falando acerca de um pastor de uma igreja cristã contemporânea, do qual estava passando por um processo de provação, tendo o seu filho acometido de uma doença séria, no qual a expectativa seria uma grande probabilidade de levá-lo à morte. Diante dessa situação, ouvi então desse meu irmão na fé que esse pastor, ele estava lutando de uma forma a demonstrar que a sua fé poderia simplesmente alcançar um grande milagre, pelo qual a expectativa seria absoluta em um único quesito: a cura do seu filho. De modo que esse meu irmão na fé disse que esse pastor tinha uma grande, uma fé tão grande que parecia “impossivel” a perda de seu filho, ele então acreditava, de certa forma, que o milagre teria que acontecer. Embora eu creia em milagres e acredite que Deus possa intervir e responder a seus santos, de modo que pode responder ao nosso clamor e curar uma pessoa, se assim for do seu desejo ou do seu plano, precisamos entender um quesito principal a respeito da fé.

 Nós temos uma definição da fé no primeiro versículo do capítulo 11 do livro de Hebreus, onde lemos: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem". A seqüência segue como um princípio de vida espiritual e autentica um dos fundamentos do cristianismo bíblico, sem fé é impossível agradar a Deus.


​Assim, a fé — ela, no grego o substantivo feminino pístis — nos remete para a compreensão de que a fé é uma confiança, é uma confiança sólida e não abstrata, em uma pessoa: a pessoa de Deus, sua soberania e sua providência, e acima de tudo na sua sabedoria administrativa com relação à existência e à manutenção de todas as coisas.


​Essa seria uma definição bíblica do que significa fé.
​O que a fé não significa? A fé não significa uma energia, uma evocação de um poder espiritual do qual faz a vontade de Deus se dobrar à nossa vontade. Em hipótese alguma, isso é fé. A fé não é uma energia, não é um poder psíquico não é um pensamento positivo. A fé é uma confiança, uma confiança  plena em Deus. Seria mais ou menos assim, Deus está organizando um quebra cabeça com milhões de peças soltas e espalhadas (A queda produziu esse caos), nos estamos vendo e até experimentamos o caos, ele sabe o encaixe de cada uma das peças e por fim encaixará cada uma em seu lugar, Ele já vê todo o conjunto organizado, estamos vendo as peças caóticas sendo movidas, mas sabemos que tudo esta sendo encaixado perfeitamente para o propósito final (Efésios 1:10)  É necessário que se tenha uma compreensão exata da fé. A fé significa simplesmente confiar em Deus, reconhecendo que Ele está no controle de todos os acontecimentos, independentemente de, do ponto de vista humano, a expectativa ser certa ou errada.
Muitas vezes, temos que levar isso em conta, pois criamos noções e expectativas a respeito da fé, mas elas podem estar equivocadas, como vou explicar mais adiante.

Antes de tudo, desejo reiterar aqui aquilo que Paulo definiu em Romanos, capítulo 8, versículo 28, pois isso se encaixa perfeitamente à questão que estamos abordando: a fé. Paulo escreveu: “E sabemos que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Deus está administrando circunstâncias e situações. Ainda que, aos olhos humanos, elas pareçam completamente complexas e dolorosas, envolvendo sofrimentos que não entendemos a partir da nossa visão terrena e limitada, Deus está no controle da situação. Podemos observar isso no capítulo 11 do livro de Hebreus, que apresenta aqueles que testemunham a respeito da fé — ou seja, os heróis da fé.
Note bem: o título “heróis da fé” parece nos remeter a algo triunfalismo imediatista, numa perspectiva puramente secular e mundana. Mas devemos entender algo claramente; a Biblia não ensina isso.  Paulo exerceu a sua fé, mas veja quantas perseguições, problemas e decepções enfrentou. Por fim, teve a vida ceifada por meio do martírio, na época de Nero. Portanto, a fé o levou a isso, mas isso, em hipótese alguma, representa um fracasso. Paulo pode ser considerado um herói da fé.
​Quando abrimos este grandioso capítulo do livro de Hebreus e lemos o versículo 4, percebemos que toda essa tão grande nuvem de testemunhas — que são os heróis da fé apresentados neste grandioso capítulo — nos mostra, logo na abertura, Abel.
​ Abel, filho de Adão e Eva, é conhecido pelo seu martírio. Ele ergue um altar e coloca sua oferta sobre ele, e o Senhor Deus Todo-Poderoso aceita a oferta de Abel, mas rejeita a de Caim, a fé deve levada dentro dessa perspectiva, uma noção clara e aceita acerca de doutrinas saudáveis, ou melhor, a fé verdadeira é sustentada pela ortodoxia pura, ela é uma fé associada ao conjunto de verdades cristãos fundamentais (Judas 3). O versículo 4 de Hebreus 11 nos diz que Abel alcançou testemunho e, mesmo depois de morto, ainda fala. (Sua oferta, sua percepção de sacrifício vicário, sua piedade voluntaria etc.)

 Aqui vemos um homem considerado um dos baluartes e fundamentos da fé no que tange ao testemunho e à confiança em Deus. Mas olhe para a sua vida: Abel foi ceifado prematuramente; ele foi a primeira vítima de um homicídio. Caim se levantou contra o seu irmão e o matou. Desse modo, podemos observar, dentro deste contexto e desta realidade, que a fé de Abel não o conduziu a um livramento, a uma vida próspera ou a uma vida duradoura. Pelo contrário, ele morreu cedo, foi ceifado e levado à primeira sepultura, ao primeiro cemitério, inaugurando o primeiro choro e o primeiro pranto pela perda de um filho morto de maneira injusta e violenta.
​Na perspectiva humana e segundo muitos supostos doutores da fé de nosso tempo, Abel, em nosso contexto, seria um completo fracasso. A visão pós-moderna e contemporânea teceu uma espécie de fé que não aceita esse tipo de fato. Se Abel vivesse em nossos tempos e sofresse essa morte prematura por causa de seu culto verdadeiro, ele não seria considerado um herói, mas sim um fracasso. Isso acontece justamente porque a maioria das pessoas tem um entendimento absolutamente equivocado do que significa fé.

 Fé não significa segurança; fé não significa que Deus responderá a todas as nossas orações; fé não significa que você estará isento de todos os problemas, de conflitos, de tribulações e de sofrimentos intensos nesta vida. A fé vai muito além disso. A fé nos leva a crer que, mesmo que tudo pareça dar errado aqui neste mundo, Deus está no controle da situação, tem uma resposta e possui um propósito naquilo que, aos nossos olhos, parece incompreensível. (João 16:33) Quando chegamos no versículo 5 do capítulo 11 do livro de Hebreus, nos é apresentado Enoque. O antigo patriarca, antediluviano, foi resgatado ou melhor, transladado por Deus. Ele foi arrebatado para não ver a morte e nunca mais foi encontrado. Embora tenhamos visto aqui um grande milagre, pelo qual é apresentado Enoque como aquele que deu testemunho, pois viveu diante de uma sociedade corrompida; no entanto, ele viveu sob os princípios da justiça divina, de modo que ele alcançou testemunho por sua fé em Deus.
​Embora tenhamos aqui um grande milagre – o milagre de um arrebatamento, do qual Deus tira um dos seus filhos da terra de maneira milagrosa, sem passar pelo processo da morte –, temos que entender o impacto social que isso causou. Pois ali está um homem pelo qual tinha família e, simplesmente, as pessoas do seu convívio social, perceberam e sentiram a falta daquele grande homem de Deus, do qual dava testemunho e era uma luz espiritual em meio a uma grande escuridão. Portanto, a trasladação de Enoque tem também as suas implicações sociais. É, um grande privilégio, sem dúvida nenhuma, ter sido levado pelo Senhor, quando o próprio Deus tomou para si aquilo que lhe pertencia. De modo que, dentro desse contexto, temos que entender que, de acordo com a longevidade de todos os patriarcas, antediluvianos, vamos notar que com 365 anos, Enoque foi levado por Deus, de maneira que, comparado com a idade de outros como, por exemplo, Matusalém, Enoque foi tomado prematuramente dessa vida. Até aqui vimos que uma vida longa não significa exatamente ser abençoado por Deus, mas uma vida justa e piedosa sim! Quantas pessoas já viveram mais de 100 anos e estão totalmente esquecidas na memória profunda da civilização? todavia, Enoque e Abel, viveram pouco na expectativa do contexto em que viveram, mas deixaram um legado extraordianario! O Novo Testamento da testemunho deles! De modo que uma vida longa não significa, muitas vezes, a bênção de Deus; às vezes é o oposto, e Enoque é uma prova incontestável desse fato, levando em conta todos os outros à sua volta: ele teve uma vida breve aqui sobre este mundo. Faz-me lembrar de João Batista, que também viveu sua fé em fidelidade e uma posição de honra por ser o precursor do Messias, mas foi ceifado de forma violenta e injusta pelos inimigos da verdade.

 No versículo 7, é-nos apresentado, então, Noé.
​Noé — em outra parte do Novo Testamento —, é chamado de "o pregoeiro da justiça". Ele é um escolhido pela graça de Deus. O mundo estava corrompido. Então, o Senhor o mandou fazer uma arca para salvar a sua família. Vemos, então, na vida de Noé, como um daqueles que são apresentados no capítulo 11 do livro de Hebreus como exemplos de fé: uma confiança total na providência e na justiça de Deus em um mundo corrompido. Poderíamos imaginar todo o seu contexto espiritual onde Noé estava inserido, sendo provavelmente — suponho eu — ridicularizado por causa da sua fé, por causa da sua paciência e por causa da sua posição doutrinária. Seria chamado, naquela época, de intolerante e fanático, e talvez até mesmo um visionário louco. Havia uma improbabilidade em questões geográficas, atmosféricas e meteorológicas, pois nunca havia havido um dilúvio universal antes, mas ali estava o pregoeiro da justiça, falando acerca de algo que seria sobrenatural.
​Noé pregou com relação a isso, de modo que o mundo antigo não o creu, mas ele creu. E, mesmo diante do ridículo, ele permaneceu firme na sua fé. Essa é a questão principal: a fé é sabedoria para os que crêem, mas, para os que não crêem, é uma verdadeira loucura. O que temos, portanto, no livro de Hebreus é uma evolução da fé no seu sentido mais amplo e consagrado. Pois, de certo modo, ao fazer essa exposição, o autor aos Hebreus, falando acerca de Abraão, ele diz respeito ao patriarca, no versículo 10: “Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.” 
​Ora, temos também a menção de Sara, no versículo 11: “Pela fé também a mesma Sara recebeu o poder de conceber e deu à luz já fora da idade, porquanto teve por fiel aquele que a tinha prometido.” 
​Dentro dessa perspectiva, vamos notar que a fé, tanto ela é a dinâmica da nossa confiança em crer que Deus pode cumprir suas promessas em nós, como também podemos superar todas as crises, inclusive aquelas que nos trazem profundas aflições, ainda que não entendamos, e sabemos que o plano de Deus está em execução e que todo o seu projeto envolvendo a nossa vida talvez tenha o cumprimento do seu propósito ainda em outra geração. Deus nunca perdeu o controle das coisas e em longo prazo, a própria Bíblia testemunha acerca disso! A historia mostra isso, a cruz é uma prova irrefutável, ela foi inventada por homens caídos como um instrumento de penalidade, tortura e morte, e Deus toma a cruz para efetuar através de Seu Filho uma eterna redenção. Oh! Isso é tremendo!

 Olhamos para a vida de José do Egito e notemos o seu processo, onde ele vai passar por uma enorme contingência de problemas, aflições, assim como também vamos olhar para a história de outros grandes vultos do passado que viveram suas vidas, muitas vezes passando por grandes aflições, sem entender, mas que, de maneira processual e dinâmica, Deus estava trabalhando através daquelas circunstâncias para que o seu projeto pudesse ser cumprido. Portanto, essas pessoas estavam inabaláveis, ainda que aos olhos dos outros fossem completamente derrotadas.
«Como exemplo de uma fé inabalável, eu quero citar aqui, talvez, um dos melhores exemplos acerca de uma mulher que não perde a sua fé, mesmo diante daquilo que, aparentemente, vai ser uma grande e devastadora derrota.

 Olhamos para a vida de Noemi. Noemi, junto com o seu marido e seus filhos, deixa Belém e vai para Moabe. Mas, lá em Moabe, primeiramente ela perde o seu marido: fica viúva. Depois morrem seus dois filhos. Em seguida, ela vai então ter uma perda de segurança, identidade e identidade social. Ela retorna para Belém. As aflições emocionais devido à perda que ela sofreu deixou-a em uma situação de profunda dificuldade e crises emocionais.
​Mas, olhamos agora para a vida dela: se ela fosse uma cristã, estivesse vivendo em nosso meio e fôssemos testemunha ocular do que ocorreu com a vida de Noemi, poderíamos acusá-la de que ela é uma mulher sem fé? Ela poderia ter fé para orar pelo seu marido que, provavelmente, suponho eu, morreu de uma doença ou de um acidente, assim também como seus filhos?
​Mas ela sofreu as perdas sem perder a fé, de modo que quando ela retorna para Belém, ainda ali está uma mulher sofrendo aflições, todavia não está negando ao Senhor. O mesmo ocorreu com Jó: a perda dos seus filhos, a perda da sua saúde, os, ou o induziram a dobrar o seu joelho e ainda continuar adorando a Deus.
​Essa é a questão: a fé tanto pode nos proporcionar o milagre, como também nos proporciona a possibilidade de superar a crise, a dor e o sofrimento quando o milagre não vem, porque sabemos que, com ou sem o milagre, Deus está no controle de todas as coisas. Quando lemos Hebreus capítulo 11, versículo 13, uma janela de luz se abre diante de nossos olhos, pois ali lemos: 
​"Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo-as, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra."
​Veja bem que a fé não nos leva para, muitas vezes, para resultados imediatos e nem mesmo nos garante uma conquista imediata, totalmente ideologizada por conceitos seculares, imediatistas e triunfalistas.  Mas a fé leva a nossa confiança para dentro do processo da soberania de Deus, e Ele trabalha conforme o Seu tempo, e não de acordo com as nossas expectativas e perspectivas.

 Assim, quando o autor aos Hebreus diz "todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas", isso não significa que eles sofreram uma decepção ou que eles simplesmente foram derrotados porque as suas expectativas não foram alcançadas na vida presente, mas que eles estavam descansando nas promessas e na convicção de que Deus está trabalhando e, por fim, também eles irão receber a recompensa.

 Pois as próprias Sagradas Escrituras nos apontam para isso: nos Evangelhos e no Novo Testamento há a promessa de prémios, coroas e galardões; ainda temos o Tribunal de Cristo; ainda temos a superior ressurreição. Temos algo, temos coisas maravilhosas que nos aguardam no futuro, inclusive as respostas para as nossas indagações mais profundas quando passamos por crises, tristezas e profundas aflições nessa vida. Assim, os versículos posteriores, a partir do versículo 14, o autor aos Hebreus diz: “Porque os que, porque os que isto dizem claramente mostram que buscam a pátria”. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de retornar. Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso, também Deus não se envergonha deles de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade. Assim vemos que as expectativas desses heróis da fé, eles estavam além do tempo presente, transcediam completamente o material, estava muito além do que é passageiro e transitório. A fé deles fazia com que eles entendessem que as aflições do tempo presente não há como ser comparada com as glórias da eternidade. Eles sabiam que, muitas vezes, o processo de Deus de lustrar o nosso coração, de polir o nosso coração, a nossa alma e a nossa fé para coisas grandiosas, de maneira que uma das principais motivações de Deus permitir as aflições e as dificuldades é para fazer com que a gente se desprenda completamente da auto-suficiência, da confiança em nós mesmos e da confiança do mundo, e colocar a sua confiança totalmente no Senhor. Ele sabe o que está fazendo. Deus sabe o que estava fazendo quando concedeu permissão para que o diabo tocasse nos filhos de Jó e na sua própria, e na saúde de Jó. Deus sabia o que estava fazendo quando João Batista, quando permitiu que João Batista fosse decapitado.
​Deus sabia o que estava fazendo quando permitiu que Tiago fosse transpassado pela espada. Deus sabia o que estava fazendo quando permitiu que Estêvão fosse apedrejado e morto.
​Deus sabia o que estava fazendo quando coisas ruins estavam acontecendo com os seus filhos aqui nesta vida.


O capítulo 11 continua com a sua exposição, falando acerca de Isaque, e de Jacó. Falou a respeito de Moisés, no versículo 24, e nos diz: "Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter gozo do pecado."
​Notemos aqui que Moisés, simplesmente, ele inverte aquilo que podemos entender como fé nos dias atuais, pois, para muitos hoje, fé significa você sair de uma pobreza para se tornar uma pessoa rica, significa sair do anonimato para se tornar uma pessoa importante dentro de um palácio. Mas, todavia, notamos que Moisés, ele inverteu a situação: recusou ser chamado de filho da filha de Faraó. Ou seja, ele vai abrir mão de status, de fama, de posição, de conforto, de dinheiro, de riquezas, e ele vai escolher ser maltratado com o povo de Deus.

 Qual era a motivação? A fé o levou a isso. Vemos no versículo 26: "Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito, porque tinha em vista a recompensa."
​Agora faço a pergunta: qual recompensa que Moisés alcançou aqui na sua terra? Podemos dizer que ele se tornou um grande líder, que o seu memorial ficou no Pentateuco. Todavia, do ponto de vista secular, Moisés não herdou nada, nem mesmo conseguiu entrar na terra da promessa. Todavia, não podemos simplesmente concluir que o seu ministério foi um fracasso, mas foi um êxito total. O impacto de Moisés sobre toda a sua posteridade é simplesmente impossível de ser descrito. Sua vida, seu exemplo nos serve como um modelo de como um homem simplesmente deixa as riquezas, o conforto e tudo mais para seguir a... para seguir a vontade do Senhor, de modo que na expectativa terrena ele pode até ser considerado como um derrotado, mas Moisés, mesmo diante de todas as dificuldades e até mesmo perdas, ele sobressaiu como um herói da fé.
«Outras Bíblias também falam sobre Raabe, a meretriz, que não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias; mas ele faz uma conclusão: "O meu artigo não se trata de um artigo de uma exposição do capítulo 11 do livro de Hebreus. A minha abordagem é simplesmente usar esse texto como base para fazer uma explicação didática a respeito da fé.

 Mas olhamos a partir do versículo 32 como a conclusão:
​"E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e Samuel, e dos profetas; os quais pela fé venceram reinos, praticaram justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada; da fraqueza tiraram forças, na batalha esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos. As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andavam vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados". Isso não maravilhoso? Podemos então observar, de forma tão clara, a maneira como Hebreus 11 nos revela o que é a fé. A fé é simplesmente uma confiança, do qual nos conduz por caminhos que, muitas vezes, aos olhos humanos pode ser considerado como um grande sucesso e, muitas vezes, como um grande fracasso. Homens serrados ao meio, apedrejados, perseguidos, sendo simplesmente eremitas peregrinos, longe da civilização, longe dos holofotes da religião, simplesmente caminhando errantes pelos desertos, vivendo de modo grosseiro e inóspito, passando por grandes dificuldades, de modo que parece uma verdadeira loucura para a mente moderna, principalmente a mente ocidental, triunfalista, materialista, do qual sempre associa a fé com o sucesso, assim como associa bênção com prosperidade. Ou seja, simplesmente tem uma um conceito errôneo, equívocado, limitado a respeito de termos bíblicos como bênção e fé. De maneira que a fé bíblica, ela, repito, pode ser um caminho para nos levar para experiências profundas de um milagre, como também pode nos levar para grandes crises, e assim confiamos e esperamos com paciência no Senhor mesmo diante dessas crises.  ​A fé, portanto, não é uma energia, não é uma força psíquica, não é uma força emocional. É uma condição espiritual. É, simplesmente, o fruto de um relacionamento com Deus; a percepção de que Deus é soberano, grande, poderoso e do qual Ele está exercendo controle e domínio sobre uma circunstância que, embora nós possamos não entender no momento, as coisas e os acontecimentos estão dentro de um projeto eterno, do qual nós precisamos estar condicionados. 
Quando olhamos nas Escrituras, podemos observar que realmente a fé pode ter levado pessoas à experiência de um milagre, de um livramento, de uma cura, de uma libertação. Mas isso não é tudo, isso é só um lado da fé.

 
​A fé também pode nos levar para momentos de grandes dificuldades, pode nos conduzir, inclusive, para o martírio. Isso não deve ser considerado como uma decepção. 

 A fé não significa que Deus responderá todas as nossas orações, significa que Deus estará respondendo nossas orações quando não responde aos nossos anseios.  De maneira que, quando Ele diz um "não", ainda que seja tão doloroso para nós, Deus está tomando a melhor escolha, está fazendo a melhor coisa, porque Deus sempre trata com seus filhos do ponto de vista da eternidade e não do imediatismo do qual nós estamos escravizados. 
Uma vez mais, preciso dizer e afirmar de forma clara, de acordo com o que entendo na leitura de Hebreus capítulo 11: quando vimos toda essa riqueza de detalhes concernentes aos heróis da fé, muitos deles passaram por grandes tribulações e dificuldades, de modo que a fé não é uma mera crença em Deus — e torno a repetir: não é uma energia que manipula poderes divinos, não é um diálogo onde o homem conversa com Deus e o convence de mudar de ideia, mas tão somente é chegar ao Senhor e pedir para que ele faça a sua vontade e não a nossa, de maneira que a resposta seja sempre não para a nossa satisfação, mas para a glória de Deus. A partir do momento que tivermos uma perspectiva da vida espiritual, da nossa própria existência, colocando em perspectiva a eternidade, o poder, o projeto e os propósitos de Deus, podemos ter uma compreensão mais profunda do porquê coisas ruins podem acontecer. Agora, veja bem, eu não desejo, através desse artigo, simplesmente dizer que Deus não pode realizar o milagre, de que uma cura não pode acontecer, de que um livramento, ou que Deus não tenha, não possa dar uma grande resposta para as questões mais difíceis com relação às nossas dificuldades, aflições e tribulações.
​O que eu estou tentando dizer é que, se você pensa em um tipo de fé na qual pode mudar o pensamento de Deus, ou simplesmente a fé como uma energia ou como um poder psíquico, como se fosse um pensamento positivo do qual você pudesse fazer declarações e isso pudesse ocorrer de um toque de mágica, como se suas palavras tivessem poder, então esse tipo de fé não é o tipo de fé apresentado no livro de Hebreus capítulo 11, em hipótese alguma.


​Fé, mais uma vez, eu reitero, é uma confiança plena, profunda e segura em Deus, não importa a situação. Um exemplo disso são os três amigos de Daniel. Quando eles estão confrontados diante da situação em escolher se prostrar ou não, a resposta deles foi que não importava o resultado: eles não se prostrariam diante da estátua. Se Deus quisesse livrá-los da fornalha ardente, eles seriam livrados; se não, ainda que morressem, eles simplesmente não se dobrariam à estátua de Nabucodonosor.
​Portanto, aqui está uma fé: não importa o resultado, Deus está no controle e ele vai ser glorificado na nossa vida. Essa era a resposta de homens de fé. Essa deve ser a compreensão do valor e da essência da verdadeira fé, da fé bíblica.  Escrevo este estudo bíblico justamente para responder a essa questão, porque muitas pessoas acham que, a partir do momento — e isso já ocorreu na minha própria vida espiritual —, quantas vezes tivemos que lidar com um problema de enfermidade, de enfermidade grave. A pessoa do qual foi acometida, ela também estava diante da expectativa: "Irei morrer ou irei viver?". Mesmo num diagnóstico médico do qual não dava qualquer perspectiva de esperança, a fé nos conduz à esperança, a que Deus possa responder aos nossos clamores e nossas orações, e então possa trazer a cura. Mas isso não ocorreu. Em vários momentos, como, como muitas vezes eu tive que lidar como líder espiritual, muitas vezes eu tive que chegar diante de uma pessoa acometida de uma doença terminal e simplesmente dizer para ela: Olha, a vida física, ela é importante; é Deus que nos dá e também é Ele que nos tira, de modo que nós devemos estar preparados para estar com o Senhor. Viver é para Cristo, aqui ou na outra vida, de modo que nós precisamos estar preparados tanto para viver, se Ele conceder mais algum tempo para nós aqui neste mundo, ou nós devemos estar preparados para partir e estar com o Senhor, porque é ainda muito melhor. Portanto, a nossa fé transcende expectativas terrenas e egoístas. Ela deve se encaixar perfeitamente nos planos de Deus. O que nós temos que dizer é um "amém". E muitas vezes eu ouvi um "amém" dessas pessoas que estavam diante dessa situação: a fé nos conduz a isso, de modo que muitas vezes eu vi e testemunhei pessoas sendo, sofrendo uma grande decepção e até mesmo ficando amarguradas com Deus porque uma oração não foi respondida.

 Ora, Deus não é obrigado a responder às nossas orações. Nós temos a obrigação de orar. Isso não é um paradoxo. Deus responde, não conforme os nossos desejos; Deus responde conforme os Seus planos. Portanto, devemos sempre viver a nossa vida cristã e espiritual na perspectiva de Deus, e não na perspectiva do mundo.

Um Chamado a Sobriedade

0 comentários

 


Um estudo prático acerca da palavra de Deus, com relação à responsabilidade do cristão e à sua vida espiritual, e à sua firmeza, sobriedade e o cuidado com relação à vida cristã, é muito evidente em todo o Novo Testamento. Nós somos chamados, com foco, para termos cuidado e termos muito, é, muita sobriedade com relação às coisas espirituais.

​Em 1 Timóteo capítulo 4, versículo 16, por exemplo, o apóstolo Paulo fala que nós devemos ter cuidado de nós mesmos: 'Tem cuidado de ti mesmo', diz o apóstolo. Isso também pode ser observado em passagens como Romanos capítulo 14 e o versículo 12. Mas, especialmente na segunda epístola de Pedro, no capítulo 3, versículos 16, 17 e 18, nós temos uma passagem pela qual é de grande importância para a nossa meditação.
​Ali, nós lemos que o apóstolo Pedro falou: “Falando também destas coisas, em todas as suas cartas, entre as quais há algumas difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as demais Escrituras, para sua própria perdição. Portanto, vós, amados, sabendo isto antes, guardai-vos de que, pelo engano dos abomináveis homens, juntamente não sejais arrebatados e descaiais da vossa firmeza; antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém”.
 Pedro estava aqui falando acerca das cartas paulinas, no qual ele mesmo admite que há alguns pontos que são difíceis de entender. Isso nos leva a uma conclusão óbvia: a Bíblia, no seu todo, precisa ser lida e estudada com muito cuidado, fazendo com que as próprias Escrituras sejam a luz a iluminar as suas páginas. Além disso, precisamos pedir a orientação do Espírito Santo para que ele nos possa guiar em toda a verdade.
​ Assim, precisamos estar atentos, pois nós temos um contexto pelo qual esse texto que eu li, ele está inserido. Quando nós lemos os primeiros versículos de Segunda Pedro, capítulo 3, Pedro está falando acerca da vinda do Senhor. E então, o final dessa epístola, no último capítulo, que é o capítulo 3, do qual eu mencionei aqui os versículos 16, 17 e 18, ele está inserido dentro de um contexto escatológico, de maneira que isso nos leva para uma compreensão clara de que nós precisamos ter cuidado, muito cuidado nos últimos dias.


​Ora, esse pensamento não é um pensamento exclusivo de Pedro, porque Paulo também escreveu muito a respeito desse assunto, associando sempre os finais dos tempos com um grande engano em escala mundial, como pode ser visto, por exemplo, numa leitura dinâmica de Segunda Tessalonicense, capítulo 2. Mas, todavia, se faz necessário também que observemos as palavras de Cristo, pois em seu sermão profético, Ele muito advertiu com muita veemência acerca do surgimento de falsos cristos e de falsos profetas. Devemos, portanto, estar preparados e cientes de que o ambiente espiritual em que nós estamos inseridos se caracteriza exatamente por isso: um engano universal em grande escala. Com seus agentes caracterizados por uma falsa piedade e forte engano sedutor.
 Atentemos mais perto para a declaração de Pedro, o versículo 17 e versículo 18, do qual já lemos. E eu quero repetir aqui o que ele disse: “Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos que, pelo engano de homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados e descaiais da vossa firmeza” Então, nós temos aqui uma queda.
​Mas, no versículo 18, diz: “Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.”  Aqui nós temos uma ascensão, um crescimento. De modo que, enquanto uma força espiritual demoníaca atua para que o cristão caia, assim como lá no jardim do Éden, no capítulo 3 de Gênesis, todo o trabalho da antiga serpente foi derrubar Eva e Adão para tirarem toda a firmeza espiritual deles – nesse atual estágio, nós também estamos confrontando o mesmo agente com todo o seu exercito de enganadores e os mesmos desafios e as mesmas tentações.
​De modo que o diabo tem levantado homens abomináveis para arrebatar e fazer descair a firmeza daqueles que estão firmes.

Mas o remédio para isso é: “crescer na graça e no conhecimento."
 Não vivemos hoje em tempos de grande confusão?
O Paulo, em certo lugar, escreveu que quando a trombeta dá um sonido incerto, ninguém se prepara para a batalha? Confusão não traz conhecimento e iluminação espiritual.

 Hoje, muitas pessoas estão completamente alheias a uma questão essencial. Havia, um tempo atrás, que estava em moda a guerra espiritual e a batalha espiritual, mas nossa maior batalha é a batalha que o inimigo lança contra a verdade. Se ele consegue um bom numero de falsos mestres que torcem e fazem uso equivocado das Escrituras para justificar todo tipo de heresias, então devemos fazer de tudo para manter no nosso coração a sã doutrina. Desde o início foi assim: ele simplesmente atacou a palavra de Deus e a declaração de que Deus fez a Adão: "O dia que comeres da árvore do conhecimento do bem e do mal, certamente morrerás".
Mas então o inimigo entra e coloca um "não", e nega a afirmação e a palavra de Deus: "Certamente não morrerás". E a palavra do inimigo prevaleceu, de modo que Eva creu naquilo que o diabo falou.
Assim hoje também, muitos falsos profetas e muitos falsos mestres têm tido grande êxito em levar multidões, em arrebatá-las e fazê-las com que elas caiam da firmeza; de modo que esses falsos profetas induzem essas pessoas para longe do Evangelho, pregando um falso evangelho, muito parecido com o verdadeiro, mas se trata de anátema, eles se comportam como anjos celestiais, falam como anjos celestiais, afirmam ter visões de anjos celestiais, mas na essência, a natureza de suas mensagens são malignas. (Galatas 1:8 e 9)

Ainda que falem acerca de coisas que pareçam ser espirituais e mencionem a Bíblia Sagrada, eles fazem uso dessa artimanha simplesmente para tentar enganar todos aqueles à sua volta.
"Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor!, entra no reino dos céus", já anunciava Jesus Cristo lá no capítulo 7 do livro de Mateus.
Todavia, embora haja tantas advertências no Novo Testamento acerca do engano, nós vemos que as pessoas, elas são muito inocentes, de modo que elas simplesmente crêem em qualquer coisa. Sem conferir as coisas espirituais com as espirituais, sem levar em conta o capricho da nobreza dos bereianos (Atos 17:11)

Hoje não se cultiva um discernimento espiritual da maneira como deveria se cultivar. Trata-se de uma procrastinação perigosa, um descuido fatal.   Precisamos estudar com muito zelo as Escrituras devemos usa-la como uma bússola espiritual que orienta a respeito de todas as verdades eternas, a bíblia é um instrumento divino que nos da a orientação correta, Devemos usar a Bíblia Sagrada como um detector de mentiras, todas as vezes que ouvirmos um falso profeta conversando, falando ou pregando, tenhamos simplesmente a sabedoria de abrir a Bíblia e dizer: "Está errado, a Bíblia não diz assim". E conferir acerca da certeza de que um enganador estará sendo desmascarado.

 Não deve existir divergência entre a mensagem de um pregador e a bíblia que ele usa, Paulo aconselha a pregar a sã doutrina e a manusear bem a palavra da verdade. De modo que eu fico com a palavra de Deus e rejeito o falso profeta.

Ao invés de testemunharmos muitos cristãos com discernimento e sobriedade crescendo na graça e no conhecimento, nós testemunhamos uma grande multidão sendo arrastada, arrebatada, fascinada e depois enganada por falsos profetas que estão surgindo, que já surgiram e ainda continuam surgindo em todo o mundo. Já no capítulo anterior dessa epístola, no Segundo capitulo,  Pedro, faz uma enorme advertência, ele ainda escreveu: "E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina eh repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por vós e por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas, sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita." Se não estivemos atentos com relação a advertências como essa, como poderemos escapar dessa grande sedução e desse grande engano que se levanta com todo o poder sobre esse mundo, como se o diabo tivesse dando a sua última cartada ou se tivesse reunindo todas as suas forças e reunindo todos os demónios para darem um último golpe contra a igreja e contra o mundo para tentar arrastar o maior número de almas para a perdição eterna?

 Quando chegamos a Colossenses, no capítulo 2, a partir do versículo 8, vimos Paulo falando — escrevendo — com advertência:
 “Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo. Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo principado e potestade. No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão, no despojo do corpo dos pecados da carne, pela circuncisão de Cristo; sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos. E, quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas; havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.  E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.
Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombra das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. Ninguém vos domine a seu arbítrio, com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu, estando em vão inchado na sua carnal compreensão e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus.  Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: ‘Não toques, não proves, não manuseies’? Essas coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens. Elas têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e disciplina do corpo, mas não têm valor algum, senão para a satisfação da carne.”
Podemos observar, através destas palavras de Paulo aos Colossenses, como ele faz uma exortação à firmeza, devido a problemas sérios de infiltração — do qual falsos profetas estavam ali na igreja de Colosso —, trazendo para dentro elementos de gnosticismo, de espiritualismo e de religião pagã. Na verdade, não é isso exatamente o que ocorre hoje? Há muito tempo atrás, o falecido Dave Hunt não escreveu A Sedução do Cristianismo, escapando da sedução do qual, nesses dois grandiosos livros, ele fala acerca da infiltração de elementos da nova era, de espiritualismo e de gnosticismo dentro da igreja? De modo que entra de modo muito fácil por causa do pouco discernimento que a igreja moderna tem acerca dessas coisas.


​Mas, há 2.000 anos atrás, Paulo já fazia essa dura advertência, fala sobre combate e manda que tenhamos cuidado para que ninguém nos faça presa.
​Ora, nós temos que entender claramente que esses elementos de engano, eles são fáceis de serem aceitos por quem não tem discernimento, porque nós temos uma chave no versículo 23 [Colossenses 2], ao qual diz que as quais têm, na verdade, aparência de sabedoria em devoção voluntária, humildade e indisciplina. Mas, todavia, Paulo conclui: não somam valor algum, senão para a satisfação da carne. De modo que há somente uma aparência, mas a essência é completamente de engano, de modo que nós precisamos estar atentos a essas questões, pelo qual são tão lúcidas nas Sagradas Escrituras. Viver hoje o evangelho e querer entrar em um mundo sobrenatural, na verdade, sem discernimento, nada mais é do que vendar os olhos e dançar sobre um campo minado. A nossa autoridade final é a Palavra de Deus, a nossa orientação, o nosso porto seguro é o evangelho. Os 66 livros da Bíblia continuam sendo autoritativos e eficientes em questão de regra e em questão de fé, de modo que nós devemos firmar os nossos passos e crescer na graça e no conhecimento das escrituras, para que nós possamos ter firmeza nesses dias tão difíceis.




 

 

AS INFLUENCIAS MALIGNAS POR TRÁS DE IDEOLOGIAS ANTICRISTÃS

0 comentários






C. J. Jacinto

 

Dois livros distópicos do qual eu tive conhecimento e li há muitos anos atrás, me fizeram refletir acerca de tudo o que nós vivenciamos nesses últimos tempos. O primeiro livro é "Admirável Mundo Novo" (Brave New World), de Aldous Huxley, do qual narra toda a humanidade numa sociedade distópica, ela praticamente perde o seu sentido original e as pessoas são condicionadas em castas sociais, e sofrem um condicionamento psicológico e também social, de modo que toda a vida ganha o sentido através de estados alterados de consciência, de um tipo de uma droga entorpecente chamada Soma. É um cenário sombrio, onde a humanidade se torna menos humana.

 Na verdade, neste mundo distópico do qual Huxley falou no seu "Admirável Mundo Novo", a maior parte das pessoas, senão quase todas, são criadas em laboratório. De modo que tudo indica que nesse romance, o mundo imaginado pelo autor, não admita abertamente, na verdade, apresenta a abolição da família tradicional e do casamento monogâmico. Fato esse que vai se repetir em um outro livro com o título "A Ilha", no qual é o inverso do "Admirável Mundo Novo": enquanto que neste primeiro, todo o romance é de caráter distópico, no romance "A Ilha", o autor inverte e faz desse romance uma utopia. O outro livro é do escritor russo Yevgeny Zamyatin, com o seu livro Nós, publicado em 1924. Desse livro, que foi uma das principais influências e inspiração para que Aldous Huxley pudesse escrever Admirável Mundo Novo, o escritor russo fala acerca de um mundo em que os humanos não têm mais nomes, apenas números. E, de certa forma, a obra também segue a mesma linha em relação ao tema da abolição dos valores judaico cristãos. A tecnologia deu a possibilidade de que os seres humanos possam ser reproduzidos em série. Isso, sem dúvida nenhuma, nos remete a uma questão muito atual para os nossos dias. Mesmo há tanto tempo atrás, quando o escritor russo Zamyatin escreveu o romance Nós — em 1924 , mais de 100 anos se passaram —, parece que ele estava prevendo algo a respeito do futuro. E é isso que nós estamos vivendo hoje. Aliás, quem lê Admirável Mundo Novo percebe que o autor Aldous Huxley parece ser contemporâneo da nossa sociedade. É como se ele tivesse um conhecimento claro sobre tudo o que envolve relativismo moral, pós-modernidade e tecnologia, principalmente a biotecnologia. A  abolição do casamento monogâmico não é apenas uma idéia ideológica, qualquer pesquisador serio, encontra em psicanalistas clínicos de segmento freudiano como William Reich, a ideai primaria da revolução social pela desconstrução, outros como Jacques Derrida também contribuiu para o processo da desconstrução, mas Reich em particular, começou a desenvolver suas idéias desconstrucionistas, inclusive minando as bases do casamento monogâmico, o que seria correto subentender; um ataque direto aos valores judaicos cristãos e a isso ele chamou de processo “Freudo-Marxista”. Há uma influencia demoníaca por trás dessa tendência, é a ssustador que, escritos místicos de renome em nossos dias como Donald Neale Walsh tenha recebdio mensagens da “divindade” que ele comunga e recebe revelações espirituais, de que em sociedade altamente “desenvolvidas” não existe o casamento ou outras construções artificiais para manter a sociedade unida (1).  Walsh segue na mesma direção de Reich, e das tendências revolucionarias de nossa era secular, cuja inclinação diabólica tende a inverter os valores para romper com os fundamentos da civilização. O que envolve nos dois romances aqui citados no inicio deste artigo é, primeiramente, o seu cenário, onde tudo ocorre: um Estado unificado e globalizado. E, por fim, o fim do nascimento natural do ser humano. Agora, o que se leva em conta é a técnica de fertilização in vitro em larga escala, a indústria genética de seres humanos. Isso parece ser um tanto assombroso. Portanto, os próprios romances em si mesmos trazem esse cenário sombrio. Mas, o que falar na vida real? Pois parece que existem muitos paralelos entre aquilo em que Zamyatin e Huxley escreveram e o que ocorre em nossos dias, pois estamos vivendo coisas muito parecidas, de modo que, como cristãos, precisamos fazer uma reflexão a respeito deste assunto.


É necessário ser sensato com relação a este assunto: a tecnologia, a biologia (e, principalmente, a biologia) e a medicina têm trazido grande progresso para o mundo e para a civilização, de modo que, hoje, sabemos que muitas doenças são combatidas e que há uma eficiência muito grande no sistema de saude, justamente por causa desse avanço tecnológico. Esse é o lado bom: tudo aquilo que vai trazer benefício, que não vai violar a sacralidade da vida, que não vai colocar o homem no lugar do Criador, e tudo aquilo que possa trazer benefício social, isso sim deve ser declarado como bom. É próprio da natureza humana o desenvolvimento e o progresso. Lemos isso e entendemos nas primeiras páginas, nos primeiros capítulos do livro de Gênesis, que o desenvolvimento industrial, tecnológico e musical já começa mesmo dentro de uma sociedade de seres caídos, que já estão sob a condenação do pecado. Mesmo assim, o progresso continua, mas devemos estar cientes: a história nos ensina que, muitas vezes, uma tecnologia avançada pode também sustentar uma ideologia sinistra, os acordes da sinfonia da evolução tecnologia e filosófica não levaram a humanidade ao Paraiso, mas ao dilúvio, e algo sinistro está lá: “casaram e deram-se em casamento” (Mateus 24:39) ou melhor, banalizaram e começaram a destruir os fundamentos da civilização. Acredito que qualquer pessoa que faça uma análise histórica e faça uma pesquisa detalhada a respeito da Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial, dentro da era nazista, vê que há ali uma característica distinta, um avanço tecnológico, mas é dali que também nasce um processo macabro, assim como também, posteriormente, nos Estados Unidos, quando começam a desenvolver a primeira bomba atômica que é jogada na cidade de Hiroshima e Nagasaki. Então, tanto na Alemanha nazista — que desenvolveu uma máquina de guerra, tinha os melhores equipamentos de guerra e desenvolveram aparelhos tecnológicos e até mesmo na biologia —, todavia, podemos notar que, ao lado disso, também estava paralelo a uma ideologia sinistra, que era o nazismo, caracterizado por ser uma indústria de morte. A grande questão não é a ciência em si mesma. Quando tratamos de bioética e coisas relacionadas a esse assunto, muitas vezes nós temos que notar, ou simplesmente perceber, que elas não são neutras. Há sempre ideologias que estão por trás desse desses progressos do qual, ou, é, fazem parte da história da civilização. De modo que muitas vezes uma ideologia associada ao desenvolvimento do progresso ou de uma tecnologia pode trazer consequências sérias. E, de certa forma, nós podemos notar que essas implicações podem ser notadas, por exemplo, quando a tecnologia ou a biologia está associado ao evolucionismo darwiniano. Isso pode trazer conceitos errôneos e equivocados, de modo que, quando uma ideologia associada ao progresso e à tecnologia, tende sempre a trazer, é, benefícios ou malefícios, mas geralmente o último tem sido, é, no percurso da história, o que se tornou mais evidente. Voltando a dar o exemplo da Alemanha nazista, e não somente isso, porque a ideia da eugenia não se desenvolveu somente no período da Segunda Guerra Mundial, na Europa, mas também nos Estados Unidos, ou seja, em um ambiente completamente fora do nazismo, e não é somente nesses contextos políticos, mas religiosos também, a idéia da eugenia já germinava em “O Fenômeno Humano” de Teilhard de Chardin, portanto nos círculos místicos e religiosos assim como Blavatski vai desenvolver muitas idéias que tecem a teia eugênica. Mais uma vez temos a ideologia e a política expondo algo que o mundo espiritual proclama através de seus canais. Quando Darwin começou a desenvolver a teoria da evolução das espécies, seu amigo Alfred Russel Wallace converteu-se ao espiritualismo, e evolução começou a ser proclamada dentro dos circulos espiritualistas bem como se popularizou entre as variadas escolas esotéricas. Veja bem a repetição do principio, por mais cética que seja a natureza da teoria da evolução e tenha sido o corolário estrutural onde se apóia todo o ateu militante, a mesma ideia é defendia numa performance mais mística e espiritual entre as mais variadas tradições do esoterismo e do espiritualismo.  O mundo espiritual caído não se coloca contra o que é antibiblico, e as filosofias seculares anticristãos tem apoio aberto do mundo espiritual caído. Isso é um fato pouco observável entre nós, mas é de fato uma verdade absoluta! Podemos agora apresentar um exemplo, um exemplo para os nossos dias. Ocorre que há um movimento chamado transumanismo e outro chamado extropianismo, do qual seus cientistas, filósofos e pensadores acreditam piamente que a ciência e a tecnologia darão a possibilidade do homem alcançar a imortalidade e tornar-se uma espécie de divindade. Tudo isso acreditando no potencial humano e no desenvolvimento tecnológico ultravançado pelo qual nós estamos vivendo hoje, inclusive agora com a ajuda da inteligência artificial. De modo que os transumanistas crêem piamente e de forma muito convicta de que o homem superará suas próprias limitações, vencerá a morte, a doença e se transcenderá em um ser superior onde alcançará a imortalidade. Ou seja, o homem salva-se a si mesmo através da tecnologia. Então, podemos perceber que, de uma maneira ou de outra, é inevitável que a tecnologia acabe cedendo aos caprichos de ideologias, quer sejam políticas, esotéricas ou humanistas.

Não há uma neutralidade em movimentos filosóficos e científicos, e muito menos políticos, o mundo espiritual está atuando e inspirando seus profetas blasfemos. Não desejo demonizar todas as esferas e instituições da sociedade, mas é necessário que se creia que a bíblia tem toda a razão quando diz que o mundo todo jaz no maligno (I João 5:19) e que Paulo fala a cerca de uma oposição feita pela falsa ciência (I Timóteo 6:20) o Espírito Santo fala e adverte acerca da aquela antiga serpente que enganou Eva em Genesis 3 e continua enganando todo o mundo em Apocalipse 12:9. Ideologias, filosofias, idéias, doutrinas, dogmas, nada disso tem caráter de neutralidade, há um mundo espiritual caído que atua, apóia, faz seu jogo logístico por trás das cortinas do materialismo, apresentei exemplos desse paralelo neste artigo e creio que cada cristão que tomou conhecimento deste estudo compreenderá minhas palavras e advertências.

 

(1) Citado em Falsa Aurora – Lee Penn – Pagina 562

Eu recomendo muito a aquisição desse livro e a leitura bem como a sua leitura como essencial para entender os processos de desconstrução que ocorre em nossos dias.

 

 


​ 




O espírito do anticristo, Política, Globalismo e o Fim dos Tempos.

0 comentários

 


C. J. Jacinto

 

Todo o cristão precisa entender as novas tendências da pós-modernidade. Estamos vivendo em um mundo que está em processo de transformação contínua, em multiplicação de iniqüidade, todo o homem espiritual percebe essa tendência maligna de nossa época. A decadência moral segue um principio: “Por ser multiplicar a iniqüidade” (Mateus 24:12 com I Tessalonicenses 5:4) O que pode ser pronunciado como ecumenismo, por exemplo, hoje em dia, não deve mais ser considerado como ecumenismo clássico, mas deveria ser chamado de neo-ecumenismos. Trata-se de um esquema de coisas na comunidade internacional que exige um processo de nivelamento de todas as religiões sob a pauta do relativismo pós-moderno.  Esse tipo de unidade, adotado nesse novo ecumenismo, não se baseia mais no modelo familiar do ecumenismo do século passado. Naquela época, religiosos protestantes de destaque juntaram-se no espírito de cooperação interdenominacional, baseado em interpretações liberais da teologia. 
​Tudo o que podia criar divisão ou ser ofensivo foi posto de lado em favor de um programa de ação social. Obviamente, os principais elementos ofensivos foram jogados na lata de lixo, em essência, as doutrinas e práticas históricas da fé cristã, ou seja, os fundamentos da fé cristã foram jogados fora ou abandonados como irrelevantes, a tese progressista que sustentou o antigo ecumenismo, transformou a necessidade espiritual do homem em necessidade puramente física e biológica. A verdade é que o modelo antigo do ecumenismo simplesmente foi um fracasso. 

 Ele serviu de fundamento apenas para esvaziar as igrejas tradicionais, espantando os fiéis dos bancos, e provou ser, na verdade, um enorme fracasso por diluir as verdades fundamentais do evangelho para seguir uma agenda puramente ideológica. Para todos os propósitos práticos, ele está fora de moda. 
​O novo ecumenismo é um produto completamente diferente, um exemplo dessa nova modalidade de unidade com base num relativismo é a Iniciativa das Religiões Unidas. Precisamos entender isso para que possamos também compreender os riscos que esse neo-ecumenismos apresenta.

No novo ecumenismo, todas as religiões, seitas e doutrinas são dignas de crédito, aceitáveis e igualmente virtuosas, assim como os deuses e práticas a elas associados.  O oposto deve ser combatido, não há espaço para dialogo com verdades absolutos ou exclusivismo, não aderir a uma religião globalista é cometer um crime grave, essa é a direção inevitável que o mundo pós-moderno segue, e a maioria dos cristãos não estão preparados para isso! O processo que envolve esse sistema de religiões unificadas tem como um objetivo claro a estigmatização das religiões esclusivistas e consideradas fundamentalistas (Veja Falsa Aurora – Lee Penn – Pagina 292)

No sentido real, o processo de nivelamento da unidade global secular é reproduzido no mundo religioso. A razão disso é simples: ambos os sistemas se baseiam em filosofias que não há verdades espirituais absolutas, nem valores morais significativos e nem respeito devido pelas crenças e princípios judaico-cristãos. Portanto, os que não concordam caem em descrédito, são ridicularizados e estigmatizados como entraves ao progresso. 
​Se você se mantém fiel à inerrância da palavra de Deus e acredita que a comissão de Jesus para evangelizar ainda é uma ordenança, uma obrigação, então você está se habilitando a receber esse estigma, ou seja, para o novo ecumenismo, o que vale simplesmente é o relativismo ou você adere ao novo sistema plural ou será classificado como intolerante e inimigo de estado. Deve concordar que, não há verdade absoluta ou poderá sofrer duras conseqüências. Portanto, cada um tem a sua verdade particular. As religiões têm as suas verdades; cada uma delas tem sua própria verdade e deve ser respeitada, de modo que, através do conceito de relativismo, os absolutos caem completamente por terra. Portanto, é irrelevante que Jesus Cristo seja o caminho, a verdade e a vida, nessa nova visão de unidade de todas as religiões. O que há no globalismo é deformação da verdade do Evangelho para que possa se encaixar aos moldes da filosofia globalista. Nesse caso, Jesus seria apenas um outro salvador no meio de tantos outros salvadores apresentado por falsas religiões, aliás o conceito de falso será o  invertido, será aplicado a todos os movimentos que não aderirem ao sistema globalista. A teia tecida por esse sistema de religiões globais unificadas, é usar as ideias antigas da Teosofia e no pensamento evocado pela Nova Era acerca dos grandes iniciados, homens e mestres semi-divinos que trouxeram as verdades mais profundas aos homens na antiguidade, trata-se de uma inclusão por processo de miscigenação dinâmica, uma espécie de sincretismo que nivela os supostos grandes iniciados, popularizados pelo autor Frances Edouard Schuré e publicado em 1889, colocando todos os fundadores e lideres religiosos do passado num mesmo patamar, assim instrutores místicos como Krishna, lideres espirituais como Moisés, Orfeu dos mistérios dionisíacos, Pitagoras da escola de Crotona, Platão associado a filosofia mística antiga e os mistérios de Eleusis, Jesus o Messias e Salvador dos cristãos e Rama associado aos tempos mais antigos da raça ariana, são nivelados como tipos de instrutores do mundo e lideres espirituais que entregaram verdades aos homens. G. H. Pember, no segundo volume de “As Eras Mais Primitivas da Terra” já advertia acerca da aliança entre os grandes sistemas religiosos do mundo será o caminho para a manifestação do anticristo. (Pesquise Pagina 413 de “As Eras Mia Primitivas da Terra” – TOMO II – G. H. Pember – Editora dos Classicos)


​O que vale nesse novo sistema é que toda religião tem a sua divindade e tem o seu processo salvífico, e todos eles devem ter a credibilidade como verdade. Assim, enquanto que no Novo Testamento uma pessoa que não crê em Cristo está condenada ao inferno, (Leia João 3:18) na verdade, nesse novo ecumenismo não há inferno. Todas as religiões, não importa a sua doutrina, não importam as suas divindades, conduzem o homem para o céu.

"Este é o novo progresso. É o paraíso para o qual o humanismo, os governos e a Nova Ordem Mundial querem implantar sobre o nosso planeta. À medida que este suposto código de processo for sendo cada vez mais aceito, a coerção dos dissidentes se tornará uma questão de fundamental importância. Afinal de contas, seu mundo está sendo transformado numa sociedade global, realmente unificada, numa aldeia global, se você preferir.
​Então, não há lugar para significativas divergências de opinião. Se a maioria acredita que todo ser humano é divino, por exemplo, os que tentam convencer as pessoas do contrário são criadores de caso que estão perturbando a dignidade dos deuses e violando as regras do jogo. Então, o problema é o que fazer com eles? Não há escape. Como Elias, o profeta, você poderá ser acusado de perturbador de um sistema que se harmonizou pelo sincretismo e trouxe uma segurança, vantagens e conveniencias para os que concordam, caso seja um discordante, também será criminalizado como um rebelde.

 Trata-se de que o relativismo, mais cedo ou mais tarde, ele causará irreversivelmente a perseguição sobre aqueles que acreditam em absolutos. Esse processo é gradual, pode ser lento, mas é inevitável, e seria bom que entendêssemos isso, que fosse discutido em escolas dominicais, fosse tema de pregações constantes. No sistema global unificado pautado pelo relativismo, no que concerne às religiões — sendo todas elas válidas e todas elas como caminhos alternativos para o céu e para a salvação do homem — Uma filosofia fundamentada no relativismo de que não existem absolutos, mas que todas as religiões possuem as suas formas de validade, que são válidas todos aqueles que se dispuserem a se opor a esse sistema serão considerados como inimigos da Nova Ordem que precisa se estabelecer para dar fim ao velho mundo que está com os alicerces corroídos, e é necessário que se entenda, os seus profetas e promotores foram os principais causadores de diversas rupturas do sistema. Uma jogada de mestre, caotizar, para apresentar uma resposta ao caos, ou seja, a antiga e dinâmica dialética hegeliana.

 Hoje em dia, podemos perceber que há uma intolerância com relação a absolutos que são pautados pelas pelos valores morais judaico-cristãos que emergem a partir de um estudo sistemático das escrituras. Ainda, alguns poucos anos atrás, vimos como um palestrante evangélico, ele foi assassinado, pois, de certa forma, essa é a reação, essa é a forma reacionária daqueles que se mantêm do lado do desse progresso, do relativismo, desse mundo pós-moderno. O Processo de “eliminação” é a reação sistemática e hipócrita de militantes ideológicos que seguem cegamente a pauta progressista pós-moderna, a intolerância dos que desejam tolerância, nada mais é do que um jogo de palavras para enganar trouxas, a tolerância que eles exigem para as ideias que defendem e não para os que discordam. Eles querem uma transformação da humanidade e trabalham pela implantação de uma nova ordem global com base em pautas anticristãs. Todavia,  todos aqueles que pensarem diferente, todos aqueles que não aceitarem as suas pautas progressistas, são considerados como inimigos e até mesmo de traidores de uma “boa causa”. Embora poucos casos de violência e assassinato tenham sido registrados em nosso dias, todavia, é necessário dizer que o gérmen dessa imposição arbitrária contra todo aquele que não concorda com as regras progressistas é a morte. O que temos em vista e ouvido acerca dos discursos de justiça e igualdade parece ser muito lindo, pelo menos a proposta supostamente é. Mas, por trás do que há, senão espectros sombrios da ideologia de intolerância e doutrinas de demônios. Veja bem, na pauta progressista da Nova Ordem Mundial, o que existe é tolerância. Essa pregação de uma tolerância nada mais é do que uma intolerância com relação a todos os que discordam.   Há um ódio que pode ser manifestado naquelas pessoas que defendem essas pautas, as pautas globais, do qual várias ideologias apontam para um progressismo, do qual querem implantar de qualquer maneira esse novo globalismo relativista em que tudo deve ser considerado como aceito e verdadeiro, menos o cristianismo bíblico. 

 Há um ódio mortal que vai crescendo, mais e mais, até chegar a um nível de intolerância. Quanto mais a igreja permanecer aqui neste mundo, nesse processo em que se está acelerando a implantação desse globalismo, dessa Nova Ordem Mundial, isso inevitavelmente, repito eu, levará a igreja a sofrer uma nova onda de perseguição e morte, como ocorreu nos primeiros séculos da era cristã.  Na verdade, é o espírito do Anticristo mantendo sua forma e demonstrando o seu ódio contra a igreja do Senhor. Existe uma proposta de ódio contra o cristianismo bíblico, isso é muito claro. De modo que precisamos entender isso e, de fato, viver essa realidade, confrontá-la. É um fato: está crescendo dia após dia, de modo que chegará um tempo em que o sistema não tolerará uma fé evangélica autêntica e bíblica. 
​De modo que seremos novamente alvos de perseguições, pois seremos considerados os inimigos da classe globalista. A elite que se aproxima e o sistema global unificado que está em processo não suportará qualquer tipo de oposição. De modo que haverá, sim, uma abertura para que todos aqueles que entrem no sistema relativista possam viver em paz uns com os outros. 
​Mas, no entanto, todos esses supostos pacifistas do sistema serão sempre inclinados e serão treinados a não tolerar qualquer oposição pela pauta progressista que será estabelecida pelo relativismo pós-moderno. De outra forma, podemos entender que se trata de uma força anticristã que está ganhando cada vez mais espaço no mundo moderno.   

 

Livro Gratis: O Outro Evangelho da Salvação Pelas Obras

0 comentários

 



https://drive.google.com/file/d/1sBQQWA9_Pvoybrg8i5zvTjKfyRj92oZ-/view?usp=sharing


Com o Microscópio e o Telescópio: dois Olhares Para Estudar a Bíblia

0 comentários

 Com o microscópio e o telescópio: dois olhares para estudar a Bíblia

 


Imagine um cientista debruçado sobre um microscópio. Ele observa uma gota d’água e descobre um universo inteiro: partículas, movimentos, estruturas invisíveis aos olhos comuns. Agora imagine um astrônomo apontando seu telescópio para o céu. Ele contempla estrelas, galáxias e distâncias que nossa mente não consegue medir. Dois instrumentos, dois mundos: o infinitamente pequeno e o infinitamente grande.

A Bíblia é assim. Ela possui detalhes tão minuciosos que parecem escondidos, e ao mesmo tempo apresenta horizontes tão vastos que nos deixam sem fôlego. Para conhecê-la melhor, precisamos aprender a usar as duas lentes: o microscópio e o telescópio.

Duas janelas para o infinito

O ser humano vive entre duas grandezas: o micro e o macro. O microscópio nos ajuda a enxergar o que está perto, pequeno, quase imperceptível. O telescópio nos ajuda a contemplar o que é distante, amplo, majestoso. No estudo da Bíblia, acontece algo semelhante.

Há momentos em que precisamos nos debruçar sobre uma palavra, uma expressão, um versículo, uma repetição. Há outros em que precisamos recuar, enxergar o conjunto, compreender o plano de um livro inteiro ou um tema que atravessa toda a Escritura. Os dois movimentos são necessários. Um sem o outro empobrece nossa leitura.

A lente do microscópio: quando os detalhes falam

O estudo microscópico da Bíblia é a arte de observar os pequenos sinais. Às vezes, uma palavra repetida, um nome divino, uma expressão recorrente ou um simples “logo” pode abrir uma janela para verdades profundas.

Um exemplo clássico é o Evangelho de Marcos. Um leitor atento percebe que a palavra “logo” ou “imediatamente” aparece muitas vezes. Só no primeiro capítulo, ela surge onze vezes. Por quê? Porque Marcos nos apresenta Jesus como o Servo perfeito, que age sem demora, em completa dependência do Pai. E há um detalhe comovente: o próprio Marcos, segundo Atos 15, havia falhado em seguir o chamado de imediato. Mais tarde, restaurado pela graça, foi escolhido pelo Espírito Santo para escrever sobre Aquele que sempre agiu “logo”. O detalhe não é curiosidade: é revelação da graça.

Outro exemplo são os nomes de Deus. Em Provérbios, predomina o nome “SENHOR” (Javé), pois o livro trata de Deus em relação com o ser humano. Em Eclesiastes, onde tudo é visto “debaixo do sol”, aparece “Elohim”, o Deus Criador. Em Daniel, Esdras e Neemias, o nome característico é “o Deus dos céus”, pois o povo estava longe do templo e da terra. Em Isaías, cerca de trinta vezes encontramos “o Santo de Israel”. Por quê? Porque Isaías teve uma visão transformadora no capítulo 6: viu a santidade de Deus, reconheceu sua própria impureza e ouviu os serafins clamando: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos”. Essa visão marcou sua vida e seu ministério.

O microscópio também nos ajuda a notar padrões. Quantas vezes o Senhor é chamado “Filho de Davi” em Mateus? Quantas orações de Jesus aparecem em Lucas? Quantos sinais Cristo realiza em João? Quantas vezes a palavra “bem-aventurado” surge no Apocalipse? Quantas pessoas são encontradas aos pés do Senhor? Quem disse “pequei” com sinceridade e quem apenas se desesperou? São perguntas simples, mas que produzem descobertas espirituais.

Esse tipo de estudo exige paciência. É como o trabalho do cientista diante do microscópio: repetitivo, silencioso, aparentemente árido. Mas o que descobrimos por nós mesmos tem um sabor especial. Ferramentas e comentários podem ajudar, mas nunca substituem o contato direto com o texto.

A lente do telescópio: quando o todo toma forma

Se o microscópio revela detalhes, o telescópio revela panorama. Há momentos em que precisamos deixar de lado as minúcias e contemplar as grandes linhas do propósito de Deus.

O estudo macroscópico da Bíblia busca o plano de um livro, a sequência de um argumento, o desenvolvimento de um tema. Podemos, por exemplo, esboçar capítulo por capítulo o Evangelho de João, os Atos dos Apóstolos ou a carta aos Romanos. Podemos acompanhar um tema que atravessa toda a Escritura: lei e graça, Israel e Igreja, a pessoa e a obra do Espírito Santo, as dispensações, as alianças, os títulos de Cristo, os tipos do Antigo Testamento, as profecias, o remanescente, a vinda do Senhor, as ressurreições, as coroas, os juízos.

O telescópio nos convida a enxergar o conjunto. É como subir uma montanha e contemplar a paisagem inteira. De perto, uma árvore pode esconder a floresta; de longe, percebemos o desenho dos vales e rios. Assim também, ao olharmos o todo da Escritura, entendemos melhor cada parte.

Mas isso não significa ignorar os detalhes. Significa ordená-los dentro de uma grande história. O microscópio sem o telescópio pode nos tornar especialistas em folhas e esquecer a floresta. O telescópio sem o microscópio pode nos dar grandes ideias, mas perder a riqueza do texto inspirado.

Como usar as duas lentes na prática

Ore antes de abrir a Bíblia. O mesmo Espírito que inspirou a Escritura precisa iluminar nossa mente. Estudo bíblico sem dependência de Deus vira mera informação.

Escolha uma lente por vez. Em um dia, estude um versículo, uma palavra, uma repetição. Em outro, leia um livro inteiro, faça um esboço, siga um tema.

Faça perguntas. Quem escreveu? Para quem? Por quê? O que este texto revela sobre Deus, sobre Cristo, sobre o ser humano, sobre mim?

Anote suas descobertas. O que é registrado fixa-se melhor. Compare passagens, observe conexões, volte depois.

Use ferramentas com sabedoria. Concordâncias, dicionários e comentários são mapas úteis. Mas o mapa não substitui a viagem. Leia a Bíblia.

Termine em adoração. O objetivo não é apenas entender, mas amar. Conhecimento que não aquece o coração pode inflar. A verdadeira erudição bíblica nos humilha e nos leva aos pés de Cristo.

O alvo de todo estudo: adoração

O estudo da Bíblia não existe para alimentar vaidade intelectual. Ele existe para nos conduzir ao Deus vivo. Quanto mais conhecemos as Escrituras, mais percebemos nossa pequenez e a grandeza do Senhor. Como diz o salmista: “Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste, que é o homem para que te lembres dele?” (Salmo 8.3-4).

A Palavra é infinita em seus detalhes e em seus grandes temas. Nunca esgotaremos suas riquezas. Se começarmos cedo, enquanto temos saúde, memória e tempo, colheremos frutos por toda a vida. E mesmo na velhice, quando “vierem os dias difíceis”, ainda encontraremos néctar nas páginas sagradas.

Que nunca busquemos conhecimento por conhecimento. Que nossas afeições sejam despertadas e aquecidas. Que a verdade nos humilhe, nos separe do mundo e nos una mais a Cristo. Afinal, como diz Paulo, “o conhecimento incha, mas o amor edifica” (1 Coríntios 8.1).

Conclusão: nunca será tempo perdido

Se você abrir a Bíblia hoje, leve as duas lentes. Use o microscópio da atenção: observe cada palavra, cada nome, cada detalhe. Use o telescópio da fé: contemple o plano grandioso de Deus, do Gênesis ao Apocalipse. Em ambas as direções, o fim é o mesmo: adoração.

Nunca nos arrependeremos do tempo gasto aos pés do Senhor, estudando Sua Palavra com humildade, oração e perseverança. Ela é viva, eficaz e mais doce que o mel. E quanto mais a examinamos, mais descobrimos que seu Autor é infinitamente digno de todo louvor.


Inspirado no artigo “Mit dem Mikroskop und dem Fernrohr”, publicado por bibelkommentare.de.