Reflexões Soltas Sobre a Fé Cristã

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Reflexões Soltas Sobre a Fé Cristã

 


 

A partir de textos como Apocalipse 1:20 e similares, é notável como o Espírito da Graça em Cristo Salvador dá uma orientação clara de que as Escrituras interpretam as Escrituras, todo o cristão bíblico, faz o exame das Escrituras seguindo regras de modo que a revelação divina se encontra dentro do pensamento divino, a norma "Bíblia interpreta a Bíblia" é um meio seguro, seguindo o exemplo da autoridade descrita pelo Senhor, Ele diz: castiçais são igrejas, estrelas são anjos, no Apocalipse essa é a regra, o símbolo pode seguir o significado, o meio justo para se chegar a um fim, compreender a mente de Cristo, a centralidade do Verbo na interpretação geral das Escrituras é fundamental, de outra forma, a inclinação para o erro é um fato possível.


Se as pressões da vida causam apertos angustiantes, tornando a existência quase insuportável, se em provações de fogo cruzado, a ânsia torna-se incandescente, espere pois até o fim, pois o processo da transformação do carbono ao diamante passa por esse processo.


Se o aperto continua a esmagar, uma pungente luta num recinto existencial limitado pelas fraquezas, no silêncio de um sufoco agonizante, espera, pois a larva também precisa de uma prisão vital antes de transformar-se em borboleta.


O tempo passa e os sonhos de infancia passam. Dentro de nos aquele sentimento de vaidades vai embora, o que permanece num cristão ė a esperança de vida eterna em Cristo Jesus. 

Fim. No original de Rm 10:4 e "telos" no grego significa : termino de um proposito, conclusao de uma missao, encerramento, desfecho. Nao um proposito mas um efeito terminal, para que algo novo seja estabelecido. Nao importa o quanto se faça de eisegese do texto. Uma exegese correta a aplicaçao do substantivo neutro "Telos" significa encerramento e nao propósito.  Esse é o sentido do termo e é a voz do Espirito Santo.


Acredito que no princípio da bíblia interpretando a própria bíblia está o caminho mais seguro para chegarmos ao conhecimento das verdades mais profundas que Deus  deseja transmitir aos homens.



C. J. Jacinto  

Mateus 16:18 Proteção ou Autoridade?

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 Mateus 16:18 Proteção ou Autoridade?

 

 

 Em Mateus 16:18, na declaração de Jesus a Pedro, a promessa de que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja tem sido interpretada, por alguns, como uma garantia de proteção absoluta contra a apostasia da Igreja. Contudo, essa interpretação pode ir além do que o texto originalmente afirma. Ao proferir tais palavras, Jesus se valeu do contexto cultural de sua época, que incluía cidades fortificadas com múltiplos portões. A analogia apresentada sugere que o inferno seria como uma cidade fechada, repleta de cativos. Os portões, simbolizando barreiras intransponíveis, necessitariam ser atacados para que os cativos fossem libertados.  

 A declaração de Cristo, portanto, não se refere a proteção, mas sim a uma batalha espiritual. A Igreja, como agente dessa batalha, é chamada a evangelizar e a adentrar o território do inimigo, portando a autoridade de Jesus Cristo para libertar aqueles que se encontram aprisionados. A mensagem de libertação é um tema recorrente na pregação de Jesus, especialmente no Evangelho de João. As portas do inferno não prevalecerão, ou melhor não resistirão quando a igreja atacar, nada sugere proteção nessa declaração, mas autoridade espiritual Com base na descrição de Jesus sobre os "portais do inferno", devemos interpretar, repito, que elas não prevalecerão. Isso se deve à superioridade da autoridade da Igreja em relação à influência do mal, conforme afirmado pelo apóstolo João em 1 João 5:19, onde se declara que aquele que está em nós é maior do que aquele que está no mundo. Portanto, este texto deve ser compreendido como um chamado à batalha espiritual e ao exercício da autoridade da Igreja contra as forças do mal. Contrariamente, não se trata de uma promessa de proteção e imunidade da Igreja ao longo da história, nem de sua incorruptibilidade. Essa interpretação não se sustenta e será demonstrada.
Inicialmente, consideremos Atos dos Apóstolos, capítulo 20, versículo 28, onde encontramos as palavras de Paulo: "Atentai por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue". No versículo 29, prossegue: "Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho". Diante dessa advertência de Paulo, observamos que a igreja não estará imune à apostasia e a desvios doutrinários significativos. Essa realidade é demonstrada no Novo Testamento, ao analisarmos a situação da Igreja na Galácia, que abandonou a genuína mensagem do Evangelho, adotando e propagando outro evangelho. Essa doutrina, baseada no legalismo, misturava a graça com os preceitos da Lei do Antigo Testamento, comprometendo, em certa medida, a pureza da Igreja da Galácia. Por isso, precisou ser corrigida com todas as forças, a leitura do livro de Gálatas é fundamental para entendermos essa questão.

 No livro de Apocalipse, capítulos 2 e 3, observamos as palavras de Jesus Cristo dirigidas às igrejas da Ásia. Em Pérgamo, por exemplo, a igreja enfrentava a infiltração da doutrina dos nicolaítas.  

 Em Tiatira, uma profetisa seduzia os membros a práticas imorais e a consumir alimentos oferecidos a ídolos. A igreja de Laodiceia, por sua vez, representava um estado de auto-suficiência, manifestando orgulho e ostentação.

 A respeito da igreja em Laodiceia, notamos sua condição descrita no Apocalipse, capítulo 3, versículo 20, onde Jesus declara: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo". Essa passagem revela que a presença de Jesus não era uma realidade para aquela comunidade cristã. Ele estava de fora, que situação de apostasia estava aquela igreja cristã do primeiro século!

O que vimos nessas descrições? que  as igrejas de Tiatira, Laodicéia, Pergamo e Gálacia estavam abraçando e defendendo doutrinas que Cristo e os apóstolos nunca ensinaram. Precisaram ser corrigidas, hoje em dia há quem pronuncie ser apostólico defendendo doutrinas de homens que os apóstolos e Cristo nunca ensinaram. Estão na mesma situação que as igrejas acima!

 Percebemos, portanto, que uma das principais exortações do Novo Testamento é a fidelidade da igreja à doutrina apostólica e a batalha da fé (Judas 1:3). A passagem de Mateus, capítulo 16, versículo 18, não se refere à proteção, mas sim à batalha espiritual e à autoridade da igreja sobre as forças espirituais malignas. Nesse sentido, a igreja é investida do poder de libertar aqueles que estão cativos, através do anúncio do Evangelho. O exercício do verdadeiro Evangelho, portanto, liberta os indivíduos através da verdade que é Cristo.

 

C. J. Jacinto

Não Suportarão a Sã Doutrina

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 Não Suportarão a Sã Doutrina

 


 

C. J. Jacinto

 

 

 

Paulo, em sua primeira epístola a Timóteo, no capítulo 2, versículo 19, afirma: "O Senhor conhece os que são seus, e aparte-se da iniquidade todo aquele que professa o nome do Senhor." Nesta declaração e exortação, contidas em um mesmo versículo, evidencia-se o padrão da vida espiritual de um genuíno servo de Deus, alguém que experimentou a regeneração. Aquele que professa a fé, por conseguinte, anseia e se empenha em abandonar a vida ímpia, buscando viver em santidade. Essa atitude não representa uma obrigação imposta, mas sim uma consequência natural da vida regenerada. O indivíduo liberto do poder e da influência do pecado também nutre aversão a este e à impiedade.
 A presente reflexão aborda uma crescente corrente de pensamento, a qual considero equivocada, que sustenta a possibilidade de alguém professar a fé cristã, reconhecer Jesus Cristo como Senhor e Salvador, experimentar a regeneração espiritual, e, ainda assim, persistir em comportamentos ímpios e sob o domínio do pecado. Essa visão, a meu ver, é insustentável.


 Recordo-me da passagem em João, capítulo 8, onde uma mulher, surpreendida em adultério, é levada a Jesus. No versículo 11, após receber o perdão e a misericórdia de Cristo, ela ouve a exortação: "Vai e não peques mais". Essa passagem ilustra um princípio espiritual fundamental: todo aquele que professa o nome do Senhor Jesus deve afastar-se da iniquidade. O Senhor não reconhece como seus aqueles que, embora se autoproclamem cristãos e o invoquem como "Senhor, Senhor", vivem na prática do pecado e permanecem sob o jugo da maldade.

 Não se iludam: frequentar assiduamente a igreja, ouvir sermões, possuir carteirinha de membro ou certificado de batismo, e até mesmo deter um diploma em teologia, não garante a salvação. Se a vida de alguém não demonstra uma busca constante pela santidade, como consequência da nova vida em Cristo, essa pessoa não é verdadeiramente salva. Ela pode professar a fé cristã, mas não a vive plenamente nem experimenta o poder de uma vida regenerada.

 É imperativo, portanto, abandonar a iniquidade. Se a santidade não é uma realidade em sua vida, você não é um santo, mas permanece na condição de ímpio. Não desejo gerar confusão. Não se trata aqui de defender a doutrina da salvação pelas obras, mas sim de ressaltar que a santidade é fruto da salvação. Somos santos porque fomos salvos, e, por sermos salvos, buscamos a santidade, pois ela é inerente à natureza daqueles que foram regenerados e que anseiam pelas coisas celestiais.

 Atualmente, observa-se que muitos indivíduos são impelidos a frequentar igrejas motivados por interesses pessoais e egoístas. A busca por benefícios próprios sobrepõe-se à disposição para a obediência e à genuína fé. Em vez de buscarem uma relação de submissão a Deus, parecem desejar que Ele atenda às suas expectativas. Almejam uma experiência religiosa que lhes proporcione conforto emocional, que atenue suas consciências ou que sirva como um seguro para a vida após a morte.

 Essa postura fomenta uma espécie de religião comercial, na qual os líderes religiosos elaboram sermões e promessas direcionadas a esse público específico, sustentando seus ministérios. As pregações adaptam-se aos anseios dos fiéis, configurando uma espécie de troca. O crescimento de muitas igrejas se dá através do uso de estratégias que visam persuadir as pessoas a investir financeiramente para ouvir o que desejam. Trata-se de uma auto-ilusão.

O conceito de conversão autêntica, fundamentada no arrependimento sincero, tem sido negligenciado. A discussão sobre pecado, em muitos casos, foi substituída por discursos que visam unicamente atrair e manter seguidores, promovendo um falso evangelho sustentado por mensagens adocicadas com psicologia pragmática e triunfalismo emocional e muito sentimentalismo religioso.

 Observa-se, na contemporaneidade, uma crescente tendência de indivíduos que buscam a experiência religiosa motivados por interesses pessoais e utilitários. A adesão à fé, em muitos casos, parece estar condicionada à expectativa de benefícios e recompensas, em detrimento da busca por uma vida de acordo com princípios cristãos autenticos. A obediência aos preceitos cristãos e a transformação interior, elementos centrais da prática evangelica tradicional, dão lugar a uma postura em que a divindade é demandada a atender às necessidades e aos desejos individuais.

 Essa abordagem, que prioriza o bem-estar pessoal e a busca por conforto espiritual, pode se manifestar na procura por uma religião que ofereça soluções rápidas para as angústias existenciais, alívio para a consciência ou a promessa de uma vida eterna livre de sofrimentos.

 Nesse contexto, algumas instituições religiosas adaptam suas mensagens para atender a essa demanda. Líderes religiosos, em alguns casos, constroem seus ensinamentos em torno de promessas de prosperidade e sucesso, visando angariar seguidores e garantir a sustentabilidade de seus ministérios. As pregações, em vez de focarem na reflexão sobre os valores religiosos e na correção de condutas, concentram-se em atender às expectativas dos fiéis.
 O resultado é uma dinâmica de troca, em que os fiéis são incentivados a contribuir financeiramente em troca de mensagens que confirmam suas crenças e anseios. A ênfase na conversão e no arrependimento sincero, pilares da fé cristã, dá lugar a uma superficialidade religiosa, na qual a reflexão sobre o pecado e a busca pela transformação interior são deixadas de lado. O foco recai sobre um evangelho artificial, que pode desviar os indivíduos da verdadeira essência da fé.

 Contudo, são numerosas as passagens nas Escrituras, notadamente no Novo Testamento, que indicam a necessidade de uma conduta santa por parte de todos os servos de Deus. Em Hebreus, capítulo 12, versículo 14, por exemplo, o autor exorta a buscar a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. Assim, uma passagem como essa suscita uma questão relevante: pode uma pessoa salva e regenerada permanecer em conduta piedosa enquanto totalmente imersa em uma vida secular?

 É evidente que a graça divina não nos conduz a uma vida de impiedade. Pelo contrário, quando o indivíduo experimenta a regeneração e é guiado pelo Espírito Santo, compreende-se que ele, ao ser conduzido pelo Espírito, busca realizar a vontade de Deus, em vez de se opor a ela. Essa, de fato, constitui a essência da vida espiritual autêntica.

 Assim, o homem espiritual, aquele que é regenerado e que professa a fé cristã conforme as Escrituras, vive uma vida de piedade, anseia por ela e nela encontra deleite, como atesta o Salmo 1: "Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite." Sua busca e sua fome espirituais são direcionadas às coisas de Deus. Em sua mente e em seu coração, ele almeja não apenas ouvir e guardar a palavra de Deus, mas também praticá-la. Ele não deseja ser um ouvinte negligente. Sua aspiração primordial é conhecer a vontade de Deus para cumpri-la, pois essa é a própria natureza de sua experiência espiritual.

 Qualquer cristão das gerações passadas compreenderia essa verdade. No entanto, hoje, observa-se que, mesmo no seio da igreja, muitos parecem desconhecer esse princípio fundamental. De acordo com a observação de um pastor amigo, após muitos anos de ministério pastoral, a maior parte da cristandade atual, composta por aqueles que se autodenominam evangélicos, jamais experimentou o novo nascimento ou a regeneração espiritual. Compartilho dessa mesma convicção e concordo com sua avaliação.

 Recentemente, em conversa com um pastor cristão, abordamos a situação de sua comunidade religiosa. Observamos que, em contraste com o propósito de uma escola bíblica dominical, onde se busca o conhecimento e a compreensão dos ensinamentos divinos, a participação e o interesse demonstrado parecem mínimos.

 Constatamos que muitos cristãos contemporâneos, em vez de buscar o aprendizado e aprofundamento na doutrina, parecem priorizar a experiência emocional. A busca por sensações agradáveis e o conforto emocional sobrepõem-se ao desejo de compreender a santidade, a separação do mundo e os princípios teológicos fundamentais. O objetivo, muitas vezes, é financiar uma religião que ofereça prazeres e suporte espiritual, funcionando como uma "muleta" em momentos de dificuldades.

 Na contemporaneidade, especialmente nas igrejas pós-modernas, percebe-se uma crescente tendência ao entretenimento, que visa satisfazer os anseios do coração e abafar a sensação de vazio existencial. Busca-se um "sedativo espiritual", um alívio que anestesie a consciência do pecado e da necessidade de redenção, oferecida pelo sacrifício de Jesus Cristo na cruz.

 Nesse contexto, a mensagem central da cruz parece ter sido diluída. O que frequentemente se encontra são espetáculos, jogos de luzes, apelos emocionais e mensagens centradas no ser humano, que buscam acalmar a alma em um cenário de ilusão.

 Em última análise, observamos em diversas localidades o desenvolvimento de uma forma de religião utilitarista, um "Deus utilitarista" cuja função primordial é prover as necessidades temporais e emocionais do indivíduo. Essa perspectiva, em certa medida, apresenta grande atratividade e ressoa com os anseios mais profundos do ser humano, que, em sua jornada terrena, busca poder, prazer, emoções e sensações prazerosas, com foco, em muitos casos, na satisfação de desejos egoístas, especialmente aqueles relacionados a bens materiais.
No Evangelho de João, capítulo 6, versículo 26, observamos a repreensão de Jesus a alguns de seus seguidores. Eles o buscavam motivados pela saciedade física, tendo sido alimentados pelo pão multiplicado. Essa motivação, centrada em interesses pessoais e necessidades terrenas, revelava uma perspectiva limitada. Jesus, então, denunciava essa forma de seguimento, baseada em propósitos inadequados.

 Essa mesma tendência se manifesta na religião contemporânea, inclusive em algumas vertentes que utilizam o nome de Cristo, mas se distanciam de seus ensinamentos e doutrinas. Observamos, atualmente, uma proliferação de denominações influenciadas pelo pragmatismo, pelo carismatismo e pelo culto às emoções e ao entretenimento. Os sermões, muitas vezes, priorizam a satisfação pessoal e uma visão antropocêntrica, em detrimento da vontade de Deus, da obediência aos seus preceitos e da busca pela santidade. O foco reside, em grande medida, na gratificação do ego, na satisfação emocional e materialista. É possível que muitos não concordem com esta crítica e análise sobre o tema, contudo, ela se alinha à advertência de Paulo sobre o tempo em que as pessoas não suportariam a sã doutrina. A razão para essa intolerância à doutrina bíblica e a maneira como ela se manifesta são evidentes.


 Observe a situação: uma igreja com base bíblica, com um pastor que se concentra nas Escrituras, que prega sobre a santidade e denuncia o pecado, sem se deixar levar pelo pragmatismo, e que anuncia a mensagem da cruz, muitas vezes enfrenta dificuldades para manter seus membros. Em contraste, considere igrejas com formato de espetáculo, que incorporam elementos da cultura pop, com música contemporânea, e que promovem uma experiência sensorial e emocional intensa. Nesses ambientes, a mensagem é centrada no ser humano, com foco em prosperidade e bem-estar, e que podem incluir práticas místicas. Frequentemente, esses locais atraem um grande público.
 A explicação para essa realidade reside na profecia de Paulo sobre a aversão à sã doutrina nos últimos tempos. Se as pessoas a valorizassem, buscariam uma igreja bíblica, com um pastor comprometido com a pregação da mensagem da cruz e a denúncia do pecado. Contudo, essas igrejas bíblicas frequentemente enfrentam dificuldades e até mesmo o fechamento de suas portas, devido à diminuição do número de membros. Os que se autodenominam cristãos, atualmente, parecem mais interessados em centros de entretenimento religioso do que em igrejas que se fundamentam nas Escrituras e em Cristo. Essa preferência, por si só, é reveladora.

 É evidente que a suposta conversão dessas pessoas é espúria. Uma verdadeira conversão, aquela que se manifesta na busca pelo conhecimento e amor da Palavra de Deus, na apreciação de sermões que se aprofundam nos textos bíblicos, em uma igreja que valoriza a Bíblia, a ordem do culto, a doutrina reguladora do culto e a tradição de hinos sacros, proporciona uma experiência de culto racional e edificante. Nesse contexto, o indivíduo é instruído, discernindo a verdade e sendo nutrido pela Palavra de Deus. A nutrição espiritual não provém do homem carnal e suas complexidades psicológicas, mas sim do Espírito Santo, que opera a regeneração da qual Jesus falou no capítulo 3 do Evangelho de João. Aquele que verdadeiramente nasceu de novo busca viver de acordo com os princípios bíblicos.

  Retomemos, então, o texto bíblico. Analisaremos com mais atenção a segunda carta de Paulo a Timóteo, capítulo 4, versículos 3 e 4, dos quais parte do que já foi mencionado. Paulo escreve: "Porque haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo as suas próprias cobiças; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas."

 No contexto da carta, Paulo dirige-se a Timóteo, um líder cristão. Essa advertência, portanto, aplica-se a todos os cristãos. A expressão "não suportarão a sã doutrina" indica que as pessoas não mais se inclinarão para a busca de conhecimento e verdade por meio do ensino correto. Em vez disso, devido a essa "coceira nos ouvidos", buscarão mestres que satisfaçam seus próprios desejos e inclinações. Não terão interesse em ouvir a vontade de Deus, mas em ver suas próprias vontades satisfeitas.

 Consequentemente, desviarão os ouvidos da verdade. Não procurarão igrejas, pastores e pregadores que valorizem a profundidade doutrinária e a pregação fiel da Palavra. Não buscarão ministérios que preguem sermões temáticos e textuais, que os auxiliem a compreender e viver a vontade de Deus, levando uma vida de santidade. Ao invés disso, afastar-se-ão dessas práticas.

 É por essa razão que se observa, em muitos casos, a preferência por cultos e eventos com sermões que enfatizam a autoestima e o sucesso pessoal, em detrimento de uma mensagem que aborda a seriedade do pecado, a necessidade de arrependimento, e a importância da santidade. As igrejas que se dedicam a pregar fielmente a Palavra, com pastores comprometidos em expor as Escrituras e a ensinar os conselhos de Deus, muitas vezes, observam uma frequência menor de membros.

 Observei um contraste marcante. Ao lado de uma igreja tradicional, cujo pastor se dedica à pregação bíblica, sem ser pragmático, e que se mantém fiel ao propósito de ensinar a Palavra de Deus, exortar ao arrependimento e anunciar a mensagem da cruz, ergue-se uma igreja pós-moderna, com uma abordagem mais abrangente. Esta última, notadamente, atrai grande público.

 O ambiente assemelha-se a uma casa de espetáculos, com cenografia vibrante, iluminação colorida e ênfase na música, especialmente rock. O palco transforma-se em um palco de show. O estacionamento da igreja, e até mesmo as imediações, são tomados por veículos, acomodando um grande número de pessoas, em especial jovens.

 Nesse ambiente, a busca parece ser por entretenimento, por um culto que promove o êxtase e as emoções. A prioridade não reside na frequência de cultos tradicionais, mas na busca por mensagens que reforcem o ego e correspondam a expectativas materialistas. Considero essa postura um desvio da verdade em favor de abordagens superficiais.

 Com efeito, a descrição de duas abordagens eclesiásticas distintas – uma pós-moderna e outra tradicional – reflete minha própria vivência. O pastor da igreja tradicional, dedicado ao ensino bíblico com foco na fidelidade textual e sem apelar ao pragmatismo, é meu amigo pessoal. Ele tem lidado com o contraste entre sua igreja, que se dedica à pregação bíblica, com o compromisso pastoral de guiar a congregação nos caminhos do Senhor e promover a doutrina bíblica por meio de sermões detalhados e expositivos, e a igreja adjacente, caracterizada por um cenário diametralmente oposto. A igreja tradicional, apesar dos esforços do pastor, observa uma frequência reduzida de membros e pouco interesse, enquanto a outra atrai um grande número de pessoas com uma mensagem superficial, muitas vezes associada a uma compreensão equivocada do Evangelho.

 As igrejas pós-modernas, portanto, têm atraído um grande número de pessoas, em parte, por pregarem uma versão simplificada da graça divina, um cristianismo que negligencia a santidade, caracterizado por superficialidade. A estrutura doutrinária dessas igrejas frequentemente se fundamenta em experiências emocionais e no bem-estar pessoal, com ambientes e pregações que visam proporcionar tais sensações. Multidões são atraídas por esses discursos religiosos que se apresentam como evangélicos. Milhões de pessoas podem estar sendo induzidas a um caminho que leva a consequências espirituais negativas, devido à aceitação de um evangelho superficial. O apóstolo Paulo, em sua epístola aos Gálatas, capítulo 1, versículos 8 e 9, adverte que mesmo um anjo, dotado de toda glória, poder e atributos celestiais, se pregar um evangelho diferente daquele que foi anunciado, deve ser considerado maldito. Isso demonstra a importância de discernir entre a verdadeira mensagem evangélica e as deturpações que a desvirtuam, pois a aceitação de um falso evangelho pode conduzir a uma direção espiritual equivocada. Minhas palavras representam um chamado urgente. Não é minha intenção causar tristeza com estas afirmações. Pelo contrário, repudio as mensagens provenientes de certos movimentos que se autodenominam cristãos, mas que se desviam dos princípios fundamentais da fé, com o único propósito de enganar e iludir. Exorto os membros e frequentadores dessas congregações a refletirem, pois percebo um desvio da sã doutrina. Deus não terá por inocentes aqueles que negligenciarem a verdade.

 Convido a todos a considerarem o que se prega nas igrejas que se mantêm fiéis à mensagem da cruz, onde a Palavra de Deus é anunciada em sua integridade, mesmo que nem sempre se ouça o que se deseja, mas sim o que é necessário. Ao alcançarem o discernimento, começarão a compreender a veracidade das minhas palavras.

 Meu apelo é para que aqueles que frequentam igrejas pós-modernas reavaliem sua posição espiritual e busquem um relacionamento genuíno com Deus, buscando a verdade em sua essência, e não uma imitação superficial, uma graça barata ou movimentos pseudocristãos que atraem multidões por meio de discursos vazios. Esses movimentos seduzem a busca por bens materiais e prazeres mundanos, enganando muitos por meio de líderes que não se dedicam a ensinar a Bíblia com seriedade. Em vez disso, utilizam técnicas retóricas, psicologia e mensagens de autoajuda para manipular as emoções, anestesiando as pessoas dentro de um ambiente ilusório, onde o discernimento espiritual se perde. Assim, muitos partem desta vida enganados, acreditando estarem salvos, quando na verdade estão perdidos, por terem abraçado um evangelho deturpado.

 

CRISTO E PAULO ENSINARAM A DOUTRINA DO PURGATÓRIO?

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CRISTO E PAULO ENSINARAM A DOUTRINA DO PURGATÓRIO?

 

“O Novo Testamento refere-nos estas palavras de Jesus Cristo bem claras e precisas: Há pecados que nunca são remetidos, nem neste mundo nem no outro. (Mat. 12) Haverá, portanto, pecados que serão perdoados na outra vida. Não são menos frisantes estas outras palavras da parábola do credor: Há uma prisão donde não se sairá senão quando se tiver pago o ceitil derradeiro. (Mat, 18). — E estas de São Paulo: Haverá no último dia um fogo que destruirá as obras de certas almas, que só então salvar-se-ão. (I Cr, 3.)



(Mons. Dr. José Basilio Pereira Mês das Almas do Purgatório Editora Mensageiros da Fe
)

 

Será que essa exegese está correta? os textos acima mencionadas por esse líder católico provam a doutrina do purgatório?

 




A narrativa de Mateus e o Ensino de Cristo em Mateus 12



Analisemos, primeiramente, a declaração de Jesus: Ele não afirma que certos pecados serão perdoados em um futuro distante. Observemos atentamente: "Por isso, eu digo a vocês: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada." Ele se refere ao presente. No versículo 32, lemos: "Qualquer pessoa que disser uma palavra contra o Filho do Homem será perdoada; mas quem falar contra o Espírito Santo não será perdoado, nem neste mundo nem no mundo futuro." Jesus não faz distinção temporal para o perdão dos pecados contra o Filho do Homem. Consequentemente, por que ele faria uma exceção para o Espírito Santo? A conclusão de Jesus visa ressaltar a gravidade da blasfêmia contra o Espírito Santo. Em nenhum momento Jesus ensina que há pecados perdoáveis em um futuro no além. Ao afirmar que o pecado contra o Espírito Santo não será perdoado "nem neste mundo, nem no mundo futuro", Jesus demonstra a extrema seriedade da blasfêmia contra o Espírito Santo. Essa é a super ênfase do texto de Mateus 12

Vamos repetir o cerne da questão:

Analisemos, então, o seguinte ponto: Jesus não afirma que certos pecados serão perdoados no futuro. Observando o contexto, declaro-vos: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, exceto a blasfêmia contra o Espírito Santo. A referência é ao tempo presente. No versículo 32, a declaração é clara: "Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do Homem, isso lhe será perdoado". Jesus não indica perdão condicionado ao futuro. Diante disso, por que a conclusão: "Mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo, nem no porvir"? Jesus deseja enfatizar a seriedade da blasfêmia contra o Espírito Santo. Em nenhum momento Jesus ensina sobre a possibilidade de perdão de pecados no futuro. Ao afirmar que o pecado contra o Espírito Santo não será perdoado "nem neste mundo, nem no porvir", Jesus ressalta a gravidade da blasfêmia contra o Espírito Santo.

O cerne da passagem reside na blasfêmia contra o Espírito Santo, e não no perdão dos pecados em geral. Os fariseus incorreram em um pecado gravíssimo ao equiparar o poder do Espírito Santo ao poder de Satanás, atribuindo atividades demoníacas ao Espírito Santo. Dentro desse contexto, tal ação representava uma ofensa extrema. A intenção de Jesus, portanto, era clara: não haveria possibilidade de perdão para aqueles que perpetrassem tal pecado. Essa é a interpretação fundamental da passagem. Jesus não aborda, em momento algum, a questão do purgatório ou do perdão futuro dos pecados de impenitentes, até porque ele não estava dirigindo as palavras aos seus seguidores mas aos judeus não convertidos. O texto não oferece em hipótese alguma suporte a interpretação de perdão de pecados para cristãos no além. A passagem não sugere que alguns pecados seriam perdoados no futuro, enquanto outros não. Tal conclusão, baseada em uma análise textual séria, seria infundada. Somente mediante a projeção de ideias externas (uma eisegese) ao texto seria possível chegar a essa conclusão.

Interpretar este texto fora de seu contexto original, a fim de sustentar uma doutrina sobre o purgatório ou a possibilidade de perdão de pecados após a morte, contradiz inteiramente os ensinamentos do Novo Testamento. Conforme Hebreus, capítulo 9, versículo 27, onde está estabelecido que aos homens é determinado morrer uma vez, e depois disso, o juízo.

 

A Narrativa De Jesus e o seu ensino em Mateus 18



Uma outra passagem frequentemente citada por defensores do purgatório e da possibilidade de perdão de pecados após a morte, a fim de sustentar essa doutrina, é o capítulo 18 do Evangelho de Mateus. Especificamente, a partir do versículo 15, Jesus aborda o tema da disciplina e do perdão. É um contexto relevante, pois é ali que Cristo fala sobre o perdão, sempre o relacionando à vida presente, e não à vida futura. É nessa passagem que, no versículo 22, Jesus instrui que se perdoe "até setenta vezes sete". Jesus, portanto, ensina sobre a necessidade de estarmos sempre dispostos a perdoar, mas o foco está na experiência presente, nesta vida, e não em uma futura.

 A partir do versículo 23, Jesus narra uma parábola. Ele diz: "Por isso, o reino dos céus pode ser comparado a um rei que decidiu ajustar contas com seus servos. Ao iniciar esse processo, foi-lhe apresentado um servo que lhe devia dez mil talentos. Como este não tinha condições de pagar, seu senhor ordenou que ele, sua mulher e seus filhos fossem vendidos, juntamente com tudo o que possuía, para que a dívida fosse saldada."

Na parábola, o servo endividado implora por misericórdia e a recebe. Posteriormente, o mesmo servo, que fora perdoado, encontra um certo servo seu que lhe devia. Ele exige o pagamento da dívida e não lhes concede perdão, lançando-os na prisão até que quitassem suas dívidas. O senhor que o perdoou, ao tomar conhecimento do ocorrido, repreende o servo implacável, dizendo: "Não devias tu, da mesma forma, ter compaixão do teu conservo, assim como eu tive misericórdia de ti?" Nos versículos 34 e 35, lemos: "Indignado, o senhor o entregou aos carrascos e fosse preso, até que pagasse toda a dívida. Assim também (Jesus ensina) meu Pai celestial fará a vocês, se cada um não perdoar de coração a seu irmão." Observa-se que seria totalmente descabido interpretar esta passagem com o intuito de fundamentar uma doutrina sobre o perdão dos pecados na vida pós-morte, pois Jesus não aborda essa temática. O foco principal reside na esfera terrena. Mesmo na parábola, o homem que se recusou a perdoar seu semelhante, após ter sido perdoado e recusado a perdoar os outros, foi aprisionado num momento posterior, a parábola nem sequer divide os eventos em antes e depois da morte daquele servo impenitente, ou seja, o curso do evento se deu totalmente nesta vida e não em um além. A parábola, nesse contexto, trata de questões pertinentes a esta vida, ao agora, e não ao futuro. Em nenhum momento a narrativa sugere que o homem precisaria morrer e ser aprisionado em um além para quitar sua dívida e, subseqüentemente, ser libertado. A prisão mencionada situa-se neste mundo. Portanto, a parábola de Jesus aborda questões do presente; tentar extrair dela algo que não está nem no texto e nem no contexto é torcer a Escritura. Na oração do Pai nosso, ele ensinou que devemos pedir perdão em vida, agora e não no além “Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”  A parábola em questão e todo o assunto do perdão desenvolvido em Mateus 18 aborda eventos terrenos, e não a vida após a morte. O homem que se recusou a perdoar seu semelhante, após ter sua própria dívida perdoada, foi aprisionado neste mundo. A parábola não menciona a morte, nem o aprisionamento no além, até que sua dívida fosse totalmente saldada. O texto afirma isso claramente. Uma interpretação atenta revela essa mensagem. É surpreendente que certas autoridades religiosas ou apologistas distorçam o texto para defender interpretações que não se sustentam em uma leitura simples e cuidadosa.


Paulo e a passagem de I Coríntios 3



A outra passagem comumente é mencionada para tentar provar a doutrina do purgatório ou de perdão de pecados no além, após essa vida, é 1 Coríntios, capítulo 3. No versículo 13, 14, 15 diz assim: A obra de cada um se manifestará. Na verdade o dia declarará porque pelo fogo será descoberta e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificar nessa carne permanecer ele se receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar sofrerá detrimento mas o tal será salvo todavia como pelo fogo. Inicialmente, é fundamental compreender que o texto em questão não aborda a questão dos pecados, mas sim as ações ou obras individuais dos cristãos. Essa distinção é crucial, pois tentar obscurecer essa diferença, manipulando a terminologia para justificar interpretações inadequadas, é uma prática freqüente entre heréticos. No capítulo 3 e versículo 13, de I Corintios encontramos a afirmação de que "a obra de cada um se manifestará". Portanto, não se trata de pecado, mas sim das obras pelas quais, na perspectiva da mordomia cristã, prestaremos contas a Deus. A distinção entre pecado e obra é essencial para a correta compreensão do texto. Caso contrário, corre-se o risco de distorcê-lo, incorrendo em interpretações heréticas para sustentar outro evangelho.”De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Romanos 14:12)

 Percebemos com clareza que Paulo discorre sobre as obras dos cristãos. A Primeira Epístola aos Coríntios é uma carta endereçada aos cristãos, destinada à leitura nas assembleias cristãs. Portanto, a mensagem é direcionada aos cristãos, tratando de suas obras. A obra de cada um se revelará. Não se trata, em absoluto, de pecado. Interpretar de outra forma é distorcer o texto. A obra de cada um se manifestará. Se o assunto estivesse relacionado à nossa salvação, Paulo estaria implicitamente ensinando que somos salvos pelas nossas ações, e não pela obra de Jesus Cristo. Contudo, o texto não aborda essa questão. Ele foca naquilo que realizamos com nosso corpo, em relação à nossa responsabilidade e prestação de contas a Deus. Por conseguinte, a ênfase é nas obras e seus resultados, como recompensas e galardões, não se refere à salvação, mas a um assunto pertinente àqueles que já foram salvos.

 É crucial compreender que o texto em questão não apresenta qualquer sugestão de que o fogo mencionado por Paulo purifique pecados. Essa interpretação seria completamente infundada e própria de quem adota uma visão equivocada e até mesmo herética das Escrituras. Devemos, ainda, entender o sentido preciso do "fogo" ao qual Paulo se refere. De forma alguma se trata de um fogo literal. A ideia de que Deus é como um fogo consumidor, conforme descrito em Hebreus 12:29, nos auxilia a entender o significado. Ao comparecer diante de Deus para prestar contas de nossas ações e obras, Ele se revelará como esse fogo consumidor, e apenas o que for genuíno e autêntico poderá subsistir em Sua presença. 

No texto de Paulo, não se trata de fogo de purificação de pecados, mas de teste de obras.  Essa mesma ideia se manifesta em Apocalipse 1, onde Jesus é descrito com olhos como chama de fogo, simbolizando sua capacidade de discernir e avaliar todas as nossas intenções e ações. Seja em busca de glória pessoal, reconhecimento ou, primordialmente, para glorificar a Deus, cada um de nós comparecerá perante o tribunal de Cristo para prestar contas. É nesse contexto que a questão do perdão é relevante. Paulo não aborda o tema do perdão de pecados, mas sim o das obras. Sua discussão não se centra na salvação, mas na recompensa, nos prêmios que cada um receberá. Compreender essa distinção é fundamental para uma interpretação correta do texto.

É lamentável que alguém responsável por conduzir pessoas para a eternidade não tema torcer as Escrituras para enganá-las com uma falsa esperança, mais lamentável ainda que pessoas sinceras se deixem iludir por quem torce as Escrituras, deixando que a sedução do engano feche os olhos do entendimento. Minha oração, é que muitos possam receber luz espiritual verdadeira para entender a verdade tal como ela é.

 

C. J. Jacinto

Nossa Pascoa

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Cristo é a nossa Páscoa, declarou Paulo em I Coríntios 5:7. Ele foi sacrificado por nós, este é o fundamento da nossa redenção, Paulo não proibiu a celebração da páscoa, apenas deu os reajustes espirituais necessários para que não percamos de vista a essência, se na antiga aliança, páscoa significava libertação, na nova significa REDENÇÃO. Cristo é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Paulo não proibiu os cristãos de celebrarem a páscoa, apenas apresenta o novo significado. No contexto do versículo citado acima, o apostolo ordena: “Por isso façamos a festa...” ele explica: “não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade, e da malicia” e então assevera: “Mas com os ázimos da sinceridade e da verdade” (I Coríntios 5:8). Assim como o natal, simplesmente deixo todas as tradições de fora, e mergulho na teologia da cruz, no sacrifício perfeito e o custo desse tão profundo sacrifício, a redenção consumada e perfeita, a humilhação do Cordeiro e Verbo, a justiça divina sendo satisfeita no horror de todos os sofrimentos do Calvário. Cristo é minha páscoa.

C. J. Jacinto

ADVERTÊNCIAS SOLENES

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Se te professas cristão, e o mundo se ofende por tua conduta virtuosa e te odeia por tuas boas ações, és bem-aventurado em Cristo. Mas, se o mundo te odeia por tua hipocrisia, por tuas atitudes reprováveis e manifestam rejeição ao Evangelho por causa de teus escândalos, és um infeliz.


Jamais se iluda, pois o amor genuíno, proveniente de Deus e infundido em nossos corações pelo Espírito Santo, manifesta-se por meio da paciência e se completa na fidelidade, concedendo ao cristão a fortaleza para perseverar diante das adversidades.

A religião desprovida da experiência de renovação espiritual assemelha-se a um invólucro no qual uma alma espiritualmente morta se refugia, perpetuando sua condição de estagnação. Nesse ambiente, a frieza espiritual favorece o florescimento da apostasia e da superstição, revelando a natureza da morte espiritual que ali se oculta.


Necessitamos de homens que, genuinamente unidos a Cristo, manifestem a vida ressurreta e abundante prometida por Ele, a fim de adentrarem o estado espiritual de morte do mundo, levando a vida que Cristo oferece àqueles que jazem mortos em suas transgressões e pecados.


Uma das passagens mais significativas do Evangelho de Mateus, no capítulo 15 e versículo 14, apresenta a seguinte declaração de Jesus: "Deixai-os; são guias cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova." Nesta afirmação, podemos constatar a gravidade e, simultaneamente, a ironia e a irresponsabilidade inerentes à entrega da própria orientação espiritual a um líder que, por sua vez, pode conduzir seus seguidores à perdição.

C. J. Jacinto