O Culto do Delírio: Quando a Emoção Substitui a Palavra de Deus

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Introdução: O Anseio por Transcender

O tráfico e o uso de drogas em nossa cultura são emblemáticos. Revelam que, também nessa área, as pessoas querem "ficar chapadas", ultrapassar seus limites e buscar estados alterados de consciência. Mas cuidado com o que o governo e os políticos corruptos nos dizem sobre o uso de drogas. Existem todos os tipos de drogas e todos os tipos de ilusões, transes e êxtases.

Além das drogas químicas que alteram os estados de consciência — como LSD, mescalina, PCP, Pó de Anjo e MDA (sem mencionar os efeitos desastrosos da cocaína, heroína e anfetaminas) —, que "dilatam" a mente e as percepções sensoriais, existe agora o fenômeno do frenesi induzido pela música. Em alguns shows, testemunhamos um fenômeno de histeria coletiva, que o dicionário define como "delírio nervoso".

Ora, a histeria — a perda de controle — é contrária à vontade de Deus. A Escritura ordena: "Não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito" (Efésios 5:18). A histeria coletiva é o oposto exato do resultado da ação do Espírito Santo.

O Delírio Místico e a Paganização do Culto

Há também o delírio místico ou religioso. Em Delfos, a Pítia, devota ao culto de Apolo e que proferia oráculos, entrava em transe enquanto mastigava folhas de louro. Hoje, assistimos a uma onda mística por meio de uma série de fenômenos extraordinários e bizarros: muitas visões falsas, profecias falsas, frequentemente em uma atmosfera carregada de tensão.

Este é um sinal claro de paganização, embora tudo isso seja falsamente atribuído à ação do Espírito Santo. A Bíblia, porém, caracteriza o verdadeiro mover do Espírito como Espírito de ordem e paz ("Porque Deus não é Deus de confusão, mas de paz" — 1 Coríntios 14:33; "Tudo, porém, se faça com decência e ordem" — 1 Coríntios 14:40).

A Raiz do Problema: Culto à Experiência, Não a Deus

No culto ao delírio, o que se busca são experiências emocionais profundas. Não se trata de um culto racional, como Paulo ordenou em Romanos 12:1-2:

"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."

Não há ênfase na sã doutrina e na teologia sólida, mas em experiências emocionais, onde o ambiente é o catalisador para a exploração de emoções reprimidas. A Bíblia nunca é pregada com fidelidade, pois os pregadores são formados para dar o tipo de mensagem que seus ouvintes querem ouvir.

Um Testemunho Pessoal: Quando a Palavra Deixa de Ser Suficiente

Muitos anos atrás, quando pastoreava uma pequena congregação na minha cidade, enfrentei rejeição por pregar as Escrituras e centralizá-las na formação da vida espiritual autêntica. Certo dia, soube de alguém que era membro de uma "igreja" alicerçada mais na experiência mística do que na Palavra de Deus. Essa pessoa teve uma "revelação" supostamente divina, em que ele orientava outros a não frequentarem a minha congregação.

O motivo? Nesse caso, a Bíblia não era importante nem suficiente. As novas revelações seriam "Deus falando", e a Bíblia ensinada seria apenas "teologia morta".

Não é lamentável isso?

Humanismo Religioso e as Obras da Carne

Trata-se de uma espécie de humanismo e de religião utilitarista. A satisfação do ego é característica do culto adâmico, como ocorreu com Caim, que deu ênfase à satisfação própria em vez de satisfazer a Deus.

Até mesmo no consumo de drogas, tão comum em nossos dias, há a influência das obras da carne, o que se associa a uma escravidão e a um engano espiritual ("Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia" — Gálatas 5:19).

A pós-modernidade contribuiu enormemente para as formas de cultos centrados em emoções e sentimentos descontrolados. Por isso, o culto pós-moderno tende para um ambiente psicodélico de luzes coloridas e muita música de ritmo de transe — semelhante ao xamanismo, onde as batidas rítmicas induzem o feiticeiro a estados alterados de consciência.

O Culto Bíblico: Ordem, Reverência e Palavra

Em contraste, o culto bíblico é marcado por elementos de solenidade e reverência. A Palavra nos instrui:

"Falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração" (Efésios 5:19).

Tudo deve ser feito com ordem e decência ("Tudo, porém, se faça com decência e ordem" — 1 Coríntios 14:40).

O culto verdadeiro não busca o êxtase descontrolado, mas a adoração racional, guiada pela Palavra de Deus, movida pelo Espírito Santo e voltada para a glória do Pai.

Conclusão

O "culto do delírio" é uma armadilha espiritual que promete experiências, mas entrega confusão. Ele troca a autoridade das Escrituras pela subjetividade das emoções, a ordem divina pelo caos humano e a glória de Deus pela satisfação do ego.

Que o Senhor nos conceda discernimento para reconhecer o verdadeiro culto — aquele que é "em espírito e em verdade" (João 4:24) — e coragem para permanecermos fiéis à Palavra, mesmo quando o mundo prefere o delírio.

 

C. J. Jacinto

Relíquias na Adoração: Uma Análise Bíblica e Histórica

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 Relíquias na Adoração: Uma Análise Bíblica e Histórica

Introdução

A prática de venerar relíquias – objetos supostamente ligados a Jesus Cristo, à Virgem Maria ou a santos – é uma tradição presente em diversas denominações religiosas, especialmente na Igreja Católica Romana. Mas será que essa prática tem fundamento nas Escrituras Sagradas? Ou seria uma tradição humana que desvia os fiéis da verdadeira adoração a Deus? Este artigo tem como objetivo examinar, à luz da Bíblia, a origem, os abusos e os fundamentos teológicos dessa doutrina.

O Que São Relíquias?

Segundo a definição contida no Dicionário Católico, relíquias são "memoriais pessoais de indivíduos distintos, especialmente na história eclesiástica, objetos valorizados por sua conexão com nosso Senhor e com os santos". Isso inclui desde fragmentos da cruz de Cristo, espinhos da coroa, vestes de Maria, até ossos, cabelos e objetos pessoais de santos e mártires.

Esses itens são frequentemente expostos em altares, incensados, carregados em procissões e usados para abençoar os fiéis. Acredita-se que Deus, por meio deles, possa operar curas e conceder favores àqueles que os honram.

Origem e Oficialização da Doutrina

Embora a veneração de relíquias seja antiga, foi no Concílio de Trento (1545-1563) que essa prática foi formalmente definida como doutrina pela Igreja Católica. O concílio declarou que os corpos dos santos, como "membros vivos de Cristo", devem ser venerados, e que muitos benefícios são concedidos por Deus através deles. Segundo o teólogo católico David Quinlan, o concílio baseou essa prática em dois princípios:

A Igreja honra os corpos dos mortos que dormem em Cristo.

Deus, às vezes, se agrada em honrar as relíquias dos santos, fazendo delas instrumentos de cura e milagres.

No entanto, a própria Igreja admite que "as Escrituras revelam pouco sobre a existência do purgatório", uma doutrina intimamente ligada à veneração das relíquias, o que levanta sérias questões sobre sua validade bíblica.

Abusos e Falsificações Históricas

Há uma série de abusos e fraudes envolvendo relíquias. Um dos exemplos mais notórios é o da "verdadeira cruz". João Calvino, reformador protestante, observou que, se todas as supostas peças da cruz fossem reunidas, formariam uma carga que mais de 300 homens não conseguiriam carregar, embora o Evangelho afirme que um único homem conseguiu carregá-la.

Outros exemplos incluem:

Duas cabeças de João Batista exibidas em diferentes catedrais na Espanha.

Uma pena de avestruz preservada como se tivesse caído da asa do anjo Gabriel.

Os ossos de uma famosa santa napolitana, que após análise, revelaram-se ossos de uma cabra.

Talvez o caso mais extravagante seja o da "Casa de Maria" em Loreto, Itália. Segundo a tradição, a casa onde Maria viveu em Nazaré foi transportada por anjos até a Europa, primeiro para a Dalmácia e depois para a Itália, onde é venerada até hoje.

O Que a Bíblia Diz?

1. Os Mortos Estão Conscientes?

A Bíblia ensina que os mortos não estão em um estado de consciência ou sofrimento. Em Eclesiastes 9:5, lemos: "Os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma". Jó 3:17-19 descreve a morte como um lugar de descanso, onde "cessa o ímpio de perturbar".

Portanto, a crença de que os santos falecidos podem ouvir orações ou interceder pelos vivos não tem base bíblica. O apóstolo Paulo afirma que cada um receberá a recompensa de acordo com o que fez em vida, e não por intercessão de outros (2 Coríntios 5:10; Gálatas 6:5).

2. A Advertência Contra Fábulas e Tradições Humanas

Paulo advertiu Timóteo: "Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas" (1 Timóteo 4:7). Ele também alertou que muitos se desviariam da verdade para dar ouvidos a fábulas (2 Timóteo 4:4).

Jesus criticou duramente os fariseus por anularem a palavra de Deus por causa de suas tradições (Mateus 15:3-9). A veneração de relíquias se enquadra nessa categoria de tradições humanas que substituem os mandamentos divinos.

3. O Perigo da Idolatria

O segundo mandamento é claro: "Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus... Não te encurvarás a elas, nem as servirás" (Êxodo 20:4-5). Venerar relíquias – beijá-las, ajoelhar-se diante delas, incensá-las – constitui uma forma de idolatria, pois atribui a objetos materiais um poder que pertence somente a Deus.

O próprio Ezequias, rei de Judá, destruiu a serpente de bronze que Moisés havia feito, porque o povo passou a queimar incenso diante dela (2 Reis 18:4). Se um objeto que foi usado por Deus para curar se tornou motivo de idolatria, quanto mais os ossos e vestes de homens pecadores?

4. O Exemplo dos Apóstolos

Nem Jesus nem os apóstolos ensinaram a veneração de relíquias. Pelo contrário, Paulo advertiu contra a adoração de criaturas em lugar do Criador (Romanos 1:25). A verdadeira adoração é espiritual e baseada na fé, não em objetos visíveis.

Conclusão

A veneração de relíquias, embora tradicional e amplamente praticada, não encontra respaldo nas Escrituras Sagradas. Pelo contrário, a Bíblia condena a idolatria, a confiança em objetos materiais e a atribuição de poder a homens falecidos.

A verdadeira adoração a Deus não depende de objetos, mas da fé em Jesus Cristo e da obediência à Sua Palavra. Como disse Jesus: "Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (João 4:24).

Que os cristãos busquem a Deus não através de relíquias ou tradições humanas, mas pela leitura da Bíblia, pela oração e pela prática da justiça.


Bibliografia

CONWAY, Rev. Bertrand I. The Question Box. 1962.

QUINLAN, David. Roman Catholicism. (Obra aprovada pela Igreja Católica como autoridade confiável sobre doutrinas).

BOETNER, Loraine. Roman Catholicism. p. 369-371.

ZACCHELLO, Joseph. The Secrets of Romanism. p. 150.

Bíblia Sagrada (versões citadas: Almeida Revista e Corrigida, e outras referências conforme o documento original).

 

A Redenção: Uma Obra Perfeita

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 A Redenção: Uma Obra Perfeita

 

C. J. Jacinto

 

 

 

O diagnóstico apresentado por Paulo acerca de cada ser humano não se limita a expor a natureza decaída da humanidade. O apóstolo não apenas diagnostica a condição humana, mas também oferece a esperança da cura, apresentando Deus como o médico que atesta uma enfermidade fatal — a segunda morte, ou morte eterna — para a qual providenciou o remédio da medicina divina. Ao derramar Seu próprio sangue para expiar nossos pecados e nos conceder a justificação, Cristo revela a solução para essa condição. Essa verdade é claramente observada na leitura de Romanos 3:23-24: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus."
A ênfase do apóstolo Paulo sobre a redenção em Cristo Jesus demonstra que a eficácia desse ato é uma verdade absoluta e incontestável no Novo Testamento. Tal garantia fundamenta-se exclusivamente na obra consumada e perfeita realizada no Calvário, sendo o Evangelho o único meio pelo qual se alcança a justificação. Sob uma perspectiva teológica, torna-se evidente que nenhum outro instrumento é capaz de promover a redenção humana. Esforços pessoais, o batismo nas águas ou a vinculação a uma instituição religiosa são insuficientes e, se elevados a condição de mérito, conduzem a uma falsa esperança, característica de um falso Evangelho. Paulo, contudo, é preciso ao afirmar que somos justificados gratuitamente pela graça, mediante a redenção que há exclusivamente em Cristo Jesus e por intermédio de Sua obra perfeita.

É importante compreendermos, de uma vez por todas, que a salvação reside única e exclusivamente na obra de nosso Senhor Jesus Cristo. Esta é uma verdade fundamental e inegociável. O próprio Cristo enfatiza essa exclusividade em João 14:6, ao autodenominar-se "o caminho". O uso do artigo definido no singular exclui a possibilidade de atalhos ou vias alternativas; Ele é a única vereda.  Ademais, em Hebreus 1:3, o autor sagrado afirma: "Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do Seu ser, sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder, depois de ter realizado a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas, feito tanto mais excelente que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles".
 Notamos, com clareza, a ênfase dada à eficácia do sacrifício de Cristo: "havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados". Trata-se de uma obra realizada exclusivamente por Ele, cuja eficácia pertence apenas a Ele. Portanto, somente Cristo tem a autoridade para conceder a redenção ao pecador. Ignorar esta centralidade nas Escrituras equivale a negar uma verdade fundamental do Evangelho. É fundamental recordar a advertência de Paulo de que o deus deste século cega o entendimento dos incrédulos, impedindo que a luz da glória do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo resplandeça em seus corações. Compreendemos, portanto, que o propósito das investidas do adversário é obstaculizar a compreensão e a aceitação da obra expiatória realizada por Jesus Cristo no Calvário, a qual oferece redenção a todos os que creem. Ao lograr êxito em deturpar a mensagem do Evangelho, Satanás obtém vantagem ao enganar e conduzir almas à perdição eterna.
Em Efésios 1:7, o apóstolo Paulo afirma que possuímos a redenção por meio do sangue de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. É mediante o sacrifício realizado na cruz do Calvário que recebemos a bênção do perdão dos pecados e a justificação, concedidas gratuitamente por Ele. Contudo, chama a atenção a passagem de Hebreus 10:11-14, que declara: "Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem tirar pecados; Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados".

 Nesse trecho de Hebreus, observa-se a ênfase na obra consumada e perfeita de Cristo. Com um único sacrifício, realizado uma vez por todas no Calvário, Ele aperfeiçoou permanentemente aqueles que são santificados. Essa oferta, por sua natureza singular e definitiva, não admite repetições. Portanto, é fundamental compreender que o Verbo de Deus, ao morrer na cruz, efetuou uma redenção eterna. À luz destas verdades sublimes, somos convidados a uma reflexão profunda sobre um tema de valor inestimável, que inunda o coração de júbilo. As Escrituras revelam nossa condição de pecadores, distantes da glória de Deus, evidenciando um abismo intransponível entre a humanidade e o Pai Todo-Poderoso. Contudo, Jesus Cristo, nosso Sumo Pontífice, estabelece a ponte restauradora para a presença divina. Conforme Sua própria promessa — "Ninguém vem ao Pai senão por mim" —, o elo outrora rompido foi reatado. Desta forma, o que antes nos mantinha destituídos, agora nos concede plena comunhão e acesso direto a Deus, por intermédio de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Que possamos nos maravilhar diante da declaração de Hebreus, capítulo 10, versículos 20 a 22, onde está escrito: "Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em plena certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência e o corpo lavado com água limpa."
Quanta grandiosidade reside nestas palavras. Dispomos de um mediador, um sacerdote, que é Cristo. É exclusivamente por meio d'Ele que alcançamos a Deus; somente através de Sua mediação e representação somos conduzidos à Sua presença. O próprio Senhor declarou ser este o único caminho, verdade ratificada por todo o Novo Testamento como um princípio absoluto e inegociável. Qualquer pessoa que pretenda anunciar o Evangelho e ensine a falsa doutrina de que existem outros mediadores, ou que o acesso ao Pai pode ocorrer por intermédio de outrem, está a proclamar um "outro evangelho". O apóstolo Paulo, em Gálatas 1:8-9, adverte categoricamente: ainda que alguém, ou mesmo um anjo do céu, pregue um evangelho diferente daquele que foi anunciado, seja anátema. Portanto, aquele que nega a verdade absoluta de que a salvação e o acesso ao Pai dependem unicamente da obra consumada e perfeita de Cristo, não é um cristão bíblico, não professa a verdadeira fé e não está pregando o Evangelho de Cristo. Diante da voz inegável, inerrante e preciosa do apóstolo, somos confrontados com a afirmação de que em nenhum outro há salvação, pois, sob o céu, não existe outro nome entre os homens pelo qual possamos alcançar a Deus. A expressão "nenhum outro" confere ênfase absoluta à exclusividade de Cristo: Ele é o único acesso e o único meio de redenção. Fomos destituídos da glória de Deus pelo pecado, mas Cristo restaurou o relacionamento que havia sido rompido. Conforme registrado em Efésios 2:18, "Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito". Você crê nisso?



OS PERIGOS DO ESOTERISMO

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 OS PERIGOS DO ESOTERISMO


Por Natanael Rinaldi


A palavra esoterismo, do grego "esotéricos", é sinônima de ocultismo e está relacionada com a doutrina que se oculta das pessoas em geral e se revela apenas aos iniciados, em contraposição à exotérica (externa ou pública). Brasília é tida como uma cidade esotérica por contar com diferentes recantos aonde se pratica o misticismo em todas as suas modalidades, entre as quais se destacam a "Cidade da Paz", o "Vale do Amanhecer", a "Cidade Eclética", e um grupo ufológico que vasculha permanentemente o espaço em busca de outras vidas.
As pessoas místicas gostam de olhar o Universo através de um telescópio e dimensionar sua imagem espiritualmente. Nesses lugares praticam-se: jogo de búzios, tarologia, astrologia, trabalho de energização de cristais, quiromancia; encontram-se: sensitivos, videntes, mestres de Tai Chi Chuan e I Ching (oráculo chinês). Os supersticiosos que se dirigem a esses lugares são pessoas que estão dispostas a pagar qualquer preço por uma consulta, submeter-se às chamadas acupunturas psíquicas para a regressão de vidas, praticar ioga ou meditação transcendental, enfim, estão dispostas a se desenvolver com todo tipo de recursos místicos para a solução de seus problemas.
Para que essas práticas — astrologia, tarô, runologia, I Ching — funcionem, é preciso que as pessoas acreditem em seus poderes PSI ou extra-sensoriais.


O Poder Extra-Sensorial existe?


Admitimos que o sobrenatural realmente existe, mas não que seja resultante de um poder mental inato ao homem e que para sua manifestação se torne necessário despertar poderes extra-sensoriais. Tais poderes só podem ser desenvolvidos por alguns. Daí por que existe o título de sensitivos, videntes, esotéricos ou ocultistas para as pessoas que os desenvolvem.


O que a Bíblia tem a dizer?


Note o que a Bíblia diz de todos os homens:
 Salmos 39.5: "Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade". Jeremias 17.5: "Maldito o homem que confia em outro homem e faz da carne o seu braço".
Os que creem no poder sobrenatural do homem chegam a ficar numa dependência dos que o manipulam, sejam sensitivos, gurus, videntes ou astrólogos, e não se acanham de afirmar: "Não dou um passo sem a sua orientação". É o caso relatado por Nonato Souza Lima, então delegado do PMDB em São Paulo, com relação ao seu babalaô Walter de Logum-Edé, chegando ao cúmulo de pagar na época Cr$ 100.000,00 para seu guia (VEJA 29/01/86, pág. 49). "Não tomo nenhuma posição da minha vida política ou particular sem antes consultar o Dr. Newton. Ele é meu guru", dizia o governador João Durval. O Dr. Newton Pinto praticava o ocultismo e fazia uso da quiromancia — leitura mais refinada das mãos que a feita pelos quiromantes (idem, pág. 51).


A fonte do poder sobrenatural


O poder sobrenatural que alguns exercem só pode vir de duas fontes: de Deus ou do diabo. Não há meio termo. O poder sobrenatural ou milagroso que um homem pode exercer é de Deus, quando:


a) é realizado no nome de Jesus e serve para glorificá-lo;
b) serve para edificar a igreja de Jesus Cristo;
c) serve para validar o Evangelho de Jesus, levando pessoas à salvação.
São essas características dos milagres descritos na Bíblia:
Atos 14.3: "Detiveram-se por muito tempo, falando ousadamente acerca do Senhor, o qual dava testemunho à palavra da sua graça, permitindo que por suas mãos se fizessem sinais e prodígios".


Romanos 15.19: "Pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus; de maneira que desde Jerusalém, e arredores, até ao Ilírico, tenho pregado o evangelho de Jesus Cristo".


 I Coríntios 14.12: "Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles para a edificação da igreja".
Já os milagres operados pelo diabo, através de videntes, astrólogos, sensitivos e outros que alegam possuir poderes extra-sensoriais, têm características inteiramente diferentes, pois os tais são os falsos profetas e os falsos cristos, os quais o próprio Cristo denunciou em Mateus 24.5-11, todos eles agregados ao movimento Nova Era. Já no Egito, houve os seus antecessores:
 Êxodo 7.10-12: "Porque cada um lançou sua vara, e tornaram-se em serpentes; mas a vara de Aarão tragou as varas deles".
 Êxodo 8.7: "Então os magos fizeram o mesmo com seus encantamentos; e fizeram subir rãs sobre a terra do Egito".

E se as previsões vierem a se cumprir?


Deus terminantemente não quer que os sigamos. Existe o caso de Sana-Khan, astrólogo e quiromante armênio, que vaticinou, examinando a mão de Jânio Quadros em 1936, que ele seria eleito vereador, prefeito, governador de São Paulo e presidente da República. Mas, Sana-Khan errou no vaticínio de sua própria morte, marcada para 30 de dezembro de 1970, pois morreu em 1979 (VEJA, 29/01/1986, pág. 31). E a Bíblia o que diz?
Deuteronômio 13.3: "Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos porquanto o Senhor vosso Deus vos prova, para saber se amais o Senhor vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma". Infelizmente, tudo o que se relaciona com os sistemas de adivinhação está obtendo um grande sucesso. As novelas despejam sobre o povo um concentrado sincrético de tarô, astrologia, búzios, pirâmides, oráculos gregos, curas psíquicas e regressão de vidas passadas, que torna real o provérbio que se diz do povo brasileiro: "É um povo obcecado pelo sobrenatural". Os jornais noticiam que a febre pelo ocultismo invadiu de tal forma a nossa geração, que já se lê nos adesivos dos carros "Eu creio em duendes". São milhares de adesivos vendidos só em São Paulo. Cumpre-se a Bíblia, na advertência de Paulo, em I Timóteo 4.1: "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos enganadores e a doutrinas de demônios".
Quando os efésios se converteram pela pregação do evangelho de Jesus Cristo por meio de Paulo, o que se lê é que "também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, achavam que montava a cinqüenta mil peças de prata. Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia" (Atos 19.19-20). Que anunciemos o evangelho de Cristo, que é o poder de Deus para a salvação (Romanos 1.16), de modo que as pessoas envolvidas com o ocultismo possam ser libertas ao se chegarem a Jesus Cristo, livres de todos os temores do mundo espiritual contra o qual precisamos lutar (Efésios 6.10-12).


Fonte:
Revista Defesa da Fé — Publicação do Instituto Cristão de Pesquisas (ICP) Ano 01 — Nº 01 — Julho/Setembro de 1996 (Páginas 24 a 27).

O Fazer Sobre o Desanimo

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 O Fazer Sobre o Desanimo

 



(Francis W. Dixon)




Davi sentiu profunda angústia, contudo, fortaleceu-se no Senhor, seu Deus. (1 Samuel 30:6). Você se sente só e desanimado? Sente que o seu trabalho é em vão?


Sente que o seu fardo é excessivamente pesado e que a vitória parece inalcançável? É natural que se sinta assim, visto que o desânimo é uma experiência humana bastante comum. Até mesmo Davi enfrentou esse mal; nos capítulos iniciais da narrativa da qual extraímos este versículo, encontramos tanto as causas quanto os remédios para o desânimo. Ainda que se sinta fortalecido neste momento, dedique atenção a este estudo da Palavra de Deus para estar devidamente preparado para os dias em que o desânimo se apresentar. Quais seriam as causas de nosso desânimo? Embora diversas respostas possam ser oferecidas, no caso de Davi, algumas razões tornam-se evidentes. O rei enfrentou uma perda profunda e severa. O registro bíblico relata que, após percorrer um caminho de constantes perigos, Davi retornou à sua cidade apenas para encontrar ruínas ainda fumegantes. Somado a isso, suas esposas e filhos haviam sido levados cativos. Diante dessa sucessão de tragédias — a perda de sua posição e autoridade, a destruição de seus bens, o roubo de seus rebanhos e, sobretudo, o sequestro de seus entes queridos —, compreendemos a dimensão de seu sofrimento, conforme descrito em 1 Samuel 30:1-5. Qual é a razão do seu desânimo? Quais são os fatores que contribuem para o seu estado atual? Persistia o pensamento inquietante sobre o que poderia ter sido. A trajetória de Davi, em particular, poderia ter tomado rumos inteiramente distintos. Todos nós, inevitavelmente, refletimos sobre o passado quando nossos planos se fragmentam e nossos ideais se dissipam. Cultivamos, em nossa maioria, a ambição de realizar grandes feitos; contudo, ao falharmos, corremos o grave risco de sucumbir ao desânimo. Inúmeras pessoas ao nosso redor encontram-se desencorajadas justamente porque seus projetos foram frustrados. Ao meditarmos no Salmo 42, versículos 5 a 11, contemplamos o imenso desgaste físico e emocional enfrentado pelo salmista. Diante dos severos desafios que Davi precisou superar, é possível dimensionar a exaustão que o acometera. Certamente, o desânimo é um estado recorrente quando o corpo e a mente estão fatigados e o equilíbrio emocional se encontra comprometido. Sob tais circunstâncias, nossa percepção da realidade torna-se distorcida, e experimentamos reações adversas que ameaçam precipitar-nos no abismo do desespero. Por vezes, o remédio imediato mais eficaz é o descanso ou um período de afastamento das obrigações cotidianas. É reconfortante saber que a promessa contida no Salmo 103, versículos 13 e 14, permanece inabalável. Havia a convicção íntima de que a comunhão com Deus não se encontrava plena. Embora a filiação divina seja imutável — e, portanto, nossa afinidade com Ele permaneça inalterável —, a nossa comunhão consciente pode ser comprometida. Davi, ao seguir as próprias inclinações e viver de maneira negligente, distanciou-se da presença de Deus. Esse comportamento é o caminho mais célere para o desânimo; de fato, as pessoas mais abatidas são aquelas que, embora pertençam ao Senhor, vivem à margem de Sua comunhão. Estaremos nós atravessando uma fase semelhante de declínio espiritual? A mão corretora de Deus repousava sobre Davi, e momentos como este são sempre períodos críticos. Por que assim o são? Pois amamos o fato de que Ele nos disciplina. Leia Hebreus 12:6 e compare com Deuteronômio 8:2-3, Salmo 55:19 e 1 Coríntios 11:29-32.
 Ademais, Davi encontrava-se em solidão. Em 1 Samuel 30:6, somos informados de que uma revolta estava em curso; veja também o Salmo 55:12-13. O seu desânimo possui alguma causa semelhante? Estas são apenas algumas das razões para a angústia de Davi. Talvez o seu estado atual decorra de motivos distintos; talvez você se sinta como Elias (1 Reis 19:4) ou como Jonas (Jonas 4:3). Se este for o seu caso, leia o Salmo 27:13.
 Qual é o remédio para o nosso desânimo? Busque, isoladamente, a presença de Deus. Davi seguiu esse caminho; leia 1 Samuel 30:8 e compare-o com o Salmo 18:6. Este é o passo fundamental para superarmos o abatimento. Devemos nos colocar diante do Senhor e expor-lhe todas as nossas aflições. Há um alívio profundo e um consolo libertador no simples ato de compartilhar com Ele o nosso desânimo.

 Busque a comunhão com o povo de Deus, a exemplo do que fez Davi, conforme relatado em 1 Samuel 30:7. Não há necessidade mais urgente do que a comunhão — isto é, o compartilhamento de alegrias e aflições com aqueles que compartilham da mesma fé. Ao ler Hebreus 10:25, observe que o termo "exortando" carrega o sentido de encorajamento. Caso se sinta desanimado, procure encorajar outra pessoa; perceberá que seu próprio desânimo rapidamente se dissipará. Leia, também, Jó 42:10.
Descanse e deposite sua confiança nas promessas divinas, a exemplo do que fez Davi, conforme registrado em 1 Samuel 3:8. Reflita profundamente sobre essas garantias, pois as centenas de promessas contidas na Palavra de Deus são, em Cristo Jesus, "sim" e "amém" (2 Coríntios 1:20). Nenhuma delas falhou ou falhará, conforme nos assegura o evangelho de Marcos 13:31. Ao meditar nessas verdades, o desânimo será rapidamente dissipado. Recomendo a leitura dos seguintes textos bíblicos: Deuteronômio 33:27; Salmo 55:22; Isaías 26:3, 41:13 e 43:2; Mateus 11:28; Filipenses 1:6; e Hebreus 13:5-6. Reflita sobre a providência divina. Ainda que Davi atravessasse um período de perplexidade, perda, tristeza e desalento, Deus, em Seu silêncio, preparava manifestações de cuidado por ele. A leitura de 1 Samuel 30:11-16 nos recorda, uma vez mais, a promessa contida em Romanos 8:28. A fidelidade demonstrada por Deus no passado é a garantia de que Ele não permitirá que sejamos consumidos pelas adversidades. Considere as providências divinas: ainda que Davi enfrentasse um período de perplexidade, perdas, tristeza e desânimo, Deus estava, silenciosamente, conduzindo seus planos por amor a ele. Ao meditar em 1 Samuel 30:11-16, somos remetidos, uma vez mais, à promessa de Romanos 8:28. Certamente, a fidelidade demonstrada pelo Senhor no passado nos assegura de que Ele jamais permitirá que sejamos submergidos pelas adversidades.



Publicado anteriormente na revista "A Senda do Cristão" (Numero e ano desconhecido) 

O Sacrifício da Missa na Igreja Católica Romana

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O sacrifício da Missa é o coração da fé católica romana. É a parte mais sagrada do culto católico. “É o segredo da sua santidade e vitalidade.” São Francisco de Sales chamou-a de “a mola mestra da devoção”. Segundo o Papa Urbano: “Se os anjos pudessem invejar algo nos homens, seria o poder de oferecer o Santo Sacrifício.” O Cardeal Newman chamou-a de “a maior ação sobre a terra”.

Ensinamento Oficial Católico – A Igreja de Roma ensina: (1) que, na Última Ceia, Cristo instituiu a Missa, um sacrifício verdadeiro e visível; (2) que Cristo legou a Missa à sua Igreja para ser vital para a remissão dos pecados e da pena devida a eles, e para o benefício dos vivos e dos mortos; (3) que Cristo estabeleceu um sacerdócio especial para a sua celebração; (4) que Cristo, por meio do ministério dos seus sacerdotes, se oferece na Missa assim como se ofereceu na cruz; mas, enquanto na cruz se ofereceu de maneira cruenta, na Missa se oferece de maneira incruenta; (5) que, com essa diferença, o sacrifício da Missa é o mesmo sacrifício da cruz, pois há o mesmo sacerdote, a mesma vítima e a mesma oferta.

Afonso de Liguorio, “doutor” da igreja católica afirma no seu livro “A Selva”: “De certo modo, pode o padre dizer-se criador do seu Criador, porque pronunciando as palavras da consagração, cria Jesus Cristo sobre o altar, onde lhe dá o ser sacramental, e o produz como vítima para o oferecer a Padre eterno. Para criar o mundo, Deus só disse uma palavra: Disse, e tudo foi feito; do mesmo modo, basta que o sacerdote diga sobre o pão: Isto é o meu corpo; = Hoc est corpus meum; e eis que o pão deixou de ser pão: é o corpo de Jesus Cristo”

Isso não é assustador? bilhões de Cristos já foram criados pelos padres, cada sacerdote é um criador literal de um cristo, pois de outra forma, a crença na literalidade da transubstanciação se desmorona. Suas palavras são comparadas ao Criador, Liguori compara o sacerdote com um poder divino igual ao Deus Pai que em Genesis ordena que as coisas existam e elas passaram a existir, assim os sacerdotes são comparados com um poder idêntico, sendo criadores como Deus é o Criador. Esse é o evangelho romanista! (Galatas 1:8 e 9) e é justamente por causa desse poder, que o “doutor” da igreja chama o padre de um ser divino: “Segundo S. Dionísio, o sacerdócio é uma dignidade angélica, ou antes divina; por isso chama ao padre um homem divino” (1)

Roma ensina que, assim como o sacrifício do Calvário foi prefigurado nos sacrifícios judaicos, ele é continuado na Missa nos seus elementos essenciais como sacrifício. A doutrina católica é que, por meio do sacrifício da Missa, um amigo de Deus recebe a apaziguação da ira divina, a extinção da dívida da pena temporal e o recebimento de bênçãos, que incluem um aumento da graça santificante. Por meio da Missa, os atos de doação, louvor, ação de graças, expiação, satisfação e petição recebem uma nova e especial eficácia. No sacrifício da Missa, diz-se que se recebe, mais seguramente do que por qualquer outro meio, a graça da contrição na hora da necessidade, a graça de uma santidade mais perfeita e todas as bênçãos temporais que não estejam em conflito com o bem-estar espiritual.

Quinto Artigo do Credo do Papa Pio IV – “Professamos, igualmente, que na Missa se oferece a Deus um sacrifício verdadeiro, próprio e propiciatório pelos vivos e pelos mortos. E que no santíssimo sacramento da Eucaristia estão verdadeira, real e substancialmente o sangue, juntamente com a alma e a divindade de nosso Senhor Jesus Cristo; e que se opera a conversão de toda a substância do pão no corpo, e de toda a substância do vinho no sangue, conversão essa que a Igreja Católica chama de Transubstanciação. Confesso também que sob uma só das espécies, se recebe Cristo inteiro e verdadeiro sacramento ”

No Latim: "Profiteor pariter, in missa offerri Deo verum, proprium et propitiatorium sacrificium pro vivis et defunctis; atque in sanctissimo eucharistiae sacramento esse vere, realiter et substantialiter corpus et sanguinem, una cum anima et divinitate Domini nostri Jesu Christi, fierique conversionem totius substantiae panis in corpus et totius substantiae vini in sanguinem; quam conversionem Catholica Ecclesia transsubstantiationem appellat”

Documento oficial: A "Profissão de Fé Tridentina" foi promulgada pelo Papa Pio IV através da bula "Iniunctum nobis", em 13 de novembro de 1564

Propósito: Este credo foi criado para resumir e reafirmar os principais dogmas definidos pelo Concílio de Trento (1545-1563), especialmente em oposição às doutrinas protestantes. Por muito tempo, foi utilizado como um juramento de fé por teólogos e para a reconciliação de convertidos à Igreja Católica

Loraine Boettner, em seu livro clássico O Catolicismo Romano, pede ao leitor que “observe que, em todos esses versículos, (Hb 9,22-28  e Hb 10,10-14)aparece a expressão ‘uma vez por todas’, que contém a ideia de completude ou finalidade, e que exclui a repetição. A obra de Cristo na cruz foi perfeita e decisiva. Constituiu um evento histórico único, que nunca precisa ser repetido e que, de fato, não pode ser repetido. A linguagem é perfeitamente clara: ‘Ele ofereceu um único sacrifício pelos pecados, para sempre’ (Hb 10,12). Paulo diz que ‘Cristo, ressuscitado dos mortos, já não morre’ (Rm 6,9); e o autor da Carta aos Hebreus diz: ‘Com uma só oferta, ele aperfeiçoou para sempre os que são santificados’ (10,14). Somos informados de que Cristo ‘se assentou’ (10,12) como sinal de que sua obra estava concluída. Pode estar certo: ele nunca desce desse lugar exaltado para ser novamente sacrificado nos altares de Roma ou em qualquer outro lugar; pois desse sacrifício não há necessidade... Graças a Deus, podemos olhar para o que nosso Senhor fez no Calvário e saber que ele completou o sacrifício pelos pecados de uma vez por todas, e que nossa salvação não depende do capricho ou decreto arbitrário de qualquer sacerdote ou igreja. Qualquer pretensão de uma oferta contínua pelo pecado é pior que vã, pois é uma negação da eficácia do sacrifício expiatório de Cristo no Calvário.” A doutrina católica da repetição renovada do sacrifício de Cristo afasta muitos do céu, porque sugere que o sacrifício de Cristo na cruz pelos nossos pecados foi insuficiente. Se não fosse, por que precisaria ser repetido tantas vezes? A ideia de que o sacrifício de Cristo não foi suficiente é então usada para levar as pessoas a crer que a pessoa que morre deve sofrer no purgatório para pagar pelos próprios pecados, até que Cristo tenha sido oferecido vezes suficientes para acumular o mérito necessário para completar o pagamento. Mas a verdade é: “Com uma só oferta, ele aperfeiçoou para sempre os que são santificados” (Hb 10,14). Confie em Cristo e na sua capacidade de aperfeiçoá-lo com uma única oferta, em vez de negar a sua salvação, pensando que o seu sacrifício é insuficiente. O sacrifício do nosso Senhor cuidou dos nossos pecados de forma tão completa que Deus é capaz de perdoá-los e esquecê-los: “Dos seus pecados e das suas iniquidades não me lembrarei mais. Ora, onde há remissão destes, já não há oferta pelo pecado” (Hb 10,17-18). Creia na promessa de Deus de que ele realmente o perdoará e esquecerá todos os seus pecados, quando você confiar na suficiência do único sacrifício que seu Filho fez na cruz do Calvário. (Bartholomew F. Brewer, ex-sacerdote católico romano)

 

(1) O leitor pode ler as afirmações de Afonso de liguorio, verificando a sua própria obra:

https://januacoeli.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/09/selva-sto-afonso.pdf

 

 

 


 

A SUPERIOR RESSURREIÇÃO

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Parece-me que a superior ressurreição mencionada em Hebreus, capítulo 11, versículo 35, se refere a uma recompensa no tribunal de Cristo que seguirá a ressurreição. É claro que aquela expressão não pode significar que há diferença na ressurreição propriamente dita. Aqueles que foram fiéis até a morte, não aceitando seu resgate, receberão uma recompensa maior do que aqueles que escaparam a tortura por dar lugar ao medo, assim aceitando o livramento. Todos eram crentes. A referência não podia ser aos descrentes, porque para estes não haverá ressurrição para a vida. O escapar a morte por aceitar o resgate significará para os que. Assim fizeram uma perda de recompensa. Não receberão os tais uma superior ressurreição, embora serão ressuscitados de fato dentre os mortos. Parece haver uma diferença entre o que é sugerido neste versículo e o que Paulo tinha na mente quando diz para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Filipenses capítulo 3 e 11. Neste caso, parece referir-se à vida presente ressuscitando da ressurreição espiritual. Isto é indicado pelo seu desejo expresso no versículo 10, para o conhecer e o poder da sua ressurreição. Esse é o verdadeiro alvo de cada crente. Aqui e agora, envolve a comunhão de seus sofrimentos e a conformidade com a sua morte. Que isso se refere a uma experiência presente, e não a futura ressurreição dos santos, vê-se mais adiante pelo contexto no versículo 12, onde o apóstolo diz que. Porque ele não atingiu o ideal, mas que se empenha em prosseguir para o alvo da soberana vocação de Deus sem Cristo Jesus. Ele exorta-nos a sermos todos assim dispostos, e é somente por vivermos dia a dia nossa vida de experiência do poder da ressurreição de Cristo, que receberemos uma recompensa maior no futuro. Assim sendo, concluo que Hebreus 11.35 se refere ao futuro, ao passo que em Filipenses capítulo 3 de versículo 11 trata do presente. A única coisa que as duas passagens têm em comum é que haverá uma recompensa futura.




Autor W.E. Vine, extraído da revista A Senda do Cristão, número desconhecido.