O PRIMEIRO E O ÚLTIMO ADÃO
Da sentença da morte à vida
eterna em Cristo
“Pois,
assim como em Adão todos morrem,
assim também em Cristo todos serão vivificados.”
1 CORÍNTIOS 15:22
A humanidade inteira tornou-se adâmica e, nessa condição, herdou a morte.
Mas todo aquele que, pelo novo nascimento, estiver em Cristo, herdará a vida
eterna.
A sentença que pesa sobre todo homem
Você
vai morrer. Não há como escapar dessa sentença. Ainda que alguém tivesse vivido
uma existência absolutamente perfeita, sem o menor traço de pecado, ainda assim
morreria. Todos os homens morrem. As crianças morrem. Cada pessoa que você já
amou, um dia, também morrerá. E a pergunta que poucos ousam fazer é: por quê? A
resposta das Escrituras é precisa e antiga: por causa de Adão.
O
mundo sabe que a morte é inevitável, mas quase ninguém compreende sua
verdadeira origem. Explica-se o fenômeno em termos meramente biológicos — o
desgaste das células, o fim natural de um organismo —, o que é, à luz da
revelação divina, uma explicação rasa e incompleta. Poucos conhecem Adão e o
alcance de sua queda, embora as Escrituras tenham registrado essa verdade há
mais de três mil e quinhentos anos, com uma clareza que a ciência jamais
poderia oferecer.
Adão, o representante federal da
humanidade
Adão
não pecou apenas por si mesmo. No Jardim do Éden, ele representava toda a raça
humana diante de Deus. O Senhor estabeleceu com ele uma aliança segundo a qual
sua escolha — e suas consequências — recairiam sobre todos os seus
descendentes. Adão pecou; desprezou a advertência divina; escolheu, em seu
lugar, a morte. E, por essa escolha, cada ser humano nasce já condenado,
herdeiro de uma sentença que não pronunciou com os próprios lábios, mas que
carrega no próprio sangue.
O
apóstolo Paulo, sob inspiração divina, expõe com precisão essa realidade solene
em Romanos 5:12-14 e em 1 Coríntios 15:21-22 e 45-49. Não se trata de uma
alegoria moral, mas da exposição de uma lei espiritual que rege a existência
humana desde a origem do mundo.
Ninguém
pode desvincular-se dessa herança. O simples fato de nascer de pais humanos já
o une a Adão — e, por meio dele, ao juízo que sua transgressão desencadeou. As
consequências dessa união são terríveis, mas o princípio que a sustenta não é
estranho à experiência humana: é o mesmo princípio pelo qual as decisões de
pais, de governantes e de líderes afetam, para o bem ou para o mal, todos os
que estão sob sua responsabilidade.
Adão
é o nosso representante federal. Ele escolheu por nós — como o comandante de
uma aeronave que, ao tirar a própria vida, arrasta consigo cada passageiro a
bordo; como o capitão do Titanic que, ao ignorar as advertências sobre os
icebergs, conduziu o navio e todos os que nele confiavam ao naufrágio. A
narrativa de Gênesis não é mito nem metáfora: é história. Um homem escolheu por
todos, e esse princípio — o de que um representante decide o destino dos que
estão sob seu comando — continua atuante sempre que alguém assume o leme de um
navio ou os controles de uma aeronave.
O Evangelho: há um Resgate
Mas
há uma boa notícia — e essa boa notícia tem nome: Evangelho. Onde a queda de um
homem trouxe ruína, a obra de Outro Homem oferece resgate. Há redenção. Há um
segundo representante que reverte o que o primeiro destruiu.
Esse
Representante é Jesus, o Filho de Deus — o segundo Adão. Assim como o primeiro
Adão representou seus descendentes na queda, Cristo representa o Seu povo na
redenção. Deus estabeleceu, também com Ele, uma aliança: a de conceder vida
eterna a todos os que estiverem nEle, conforme testificam Romanos 5:15-19 e 1
Coríntios 15:21-22, 45.
Uma promessa que atravessa toda a
história
Deus
não deixou a humanidade à deriva depois da queda. Ainda no Éden, prometeu um
Representante que haveria de esmagar a cabeça da serpente (Gênesis 3:15).
Renovou essa promessa a Abraão (Gênesis 22:15-18) e a Jacó (Gênesis 49:10). E,
com todo o zelo do Seu propósito eterno, preparou o nascimento virginal desse
Rei e o estabelecimento do Seu reino, como anunciam Isaías 7:14 e 9:6-7.
Deus
não deixou a situação humana entregue ao acaso — assim como, mesmo quando o
Titanic afundava, houve ainda a possibilidade de salvamento para quantos
alcançassem um bote salva-vidas. No naufrágio universal que a queda de Adão
provocou, Cristo é o nosso bote salva-vidas. Ele é o nosso Redentor.
Uma decisão diante de você
Você
acabou de ler algo que ultrapassa em muito uma simples informação: uma verdade
que dá sentido à própria existência. Agora você sabe por que todo homem morre —
até mesmo os bebês inocentes. Você conhece o nome daquele cuja transgressão
trouxe essa ruína sobre a raça humana. Mas também conhece o nome de Outro, que
desfaz inteiramente esse dano para todo aquele que Lhe pertence. Resta, então,
a pergunta que ninguém pode responder por você: o que você fará para se
entregar a Cristo?
Deus
enviou o Seu Filho ao mundo para nos salvar e nos conceder a vida eterna — é o
que lemos, com absoluta clareza, em João 14:6.
Você
pode ter certeza de estar em Jesus Cristo ao crer no testemunho bíblico a
respeito dEle e ao ser batizado (Gálatas 3:26-27). E pode confirmar, no íntimo
do próprio coração e da própria mente, a escolha que Deus fez por você em Jesus
Cristo (2 Pedro 1:5-11; 1 Tessalonicenses 1:2-4).
O
Senhor Jesus Cristo é infinitamente mais do que um conceito religioso, uma
doutrina abstrata ou uma parte vaga da Trindade. Ele é o segundo Adão, e
garante vida eterna a todos os que estão nEle. Creia nEle hoje. Converta-se a
Cristo. A salvação é dada gratuitamente a todo aquele que se arrepende e crê
nEle como Salvador.
Da condenação à vida
O
primeiro Adão nos deu a condenação; o segundo Adão nos deu a salvação. Por
isso, saia da sua posição adâmica — ela é morte eterna — e mude para a posição
em Cristo, pois nela está a vida eterna.
“Assim, se
alguém está em Cristo, é nova criação;
as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.”
2 CORÍNTIOS 5:17
C. J. Jacinto

