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Expondo Erros, Mostrando Verdades Bíblicas
Com o microscópio e o telescópio: dois olhares para estudar a Bíblia
Imagine um cientista debruçado
sobre um microscópio. Ele observa uma gota d’água e descobre um universo
inteiro: partículas, movimentos, estruturas invisíveis aos olhos comuns. Agora
imagine um astrônomo apontando seu telescópio para o céu. Ele contempla estrelas,
galáxias e distâncias que nossa mente não consegue medir. Dois instrumentos,
dois mundos: o infinitamente pequeno e o infinitamente grande.
A Bíblia é assim. Ela possui
detalhes tão minuciosos que parecem escondidos, e ao mesmo tempo apresenta horizontes
tão vastos que nos deixam sem fôlego. Para conhecê-la melhor, precisamos
aprender a usar as duas lentes: o microscópio e o telescópio.
Duas janelas para o infinito
O ser humano vive entre duas
grandezas: o micro e o macro. O microscópio nos ajuda a enxergar o que está
perto, pequeno, quase imperceptível. O telescópio nos ajuda a contemplar o que
é distante, amplo, majestoso. No estudo da Bíblia, acontece algo semelhante.
Há momentos em que precisamos nos
debruçar sobre uma palavra, uma expressão, um versículo, uma repetição. Há
outros em que precisamos recuar, enxergar o conjunto, compreender o plano de um
livro inteiro ou um tema que atravessa toda a Escritura. Os dois movimentos são
necessários. Um sem o outro empobrece nossa leitura.
A lente do microscópio: quando os
detalhes falam
O estudo microscópico da Bíblia é a
arte de observar os pequenos sinais. Às vezes, uma palavra repetida, um nome
divino, uma expressão recorrente ou um simples “logo” pode abrir uma janela
para verdades profundas.
Um exemplo clássico é o Evangelho
de Marcos. Um leitor atento percebe que a palavra “logo” ou “imediatamente”
aparece muitas vezes. Só no primeiro capítulo, ela surge onze vezes. Por quê?
Porque Marcos nos apresenta Jesus como o Servo perfeito, que age sem demora, em
completa dependência do Pai. E há um detalhe comovente: o próprio Marcos,
segundo Atos 15, havia falhado em seguir o chamado de imediato. Mais tarde,
restaurado pela graça, foi escolhido pelo Espírito Santo para escrever sobre
Aquele que sempre agiu “logo”. O detalhe não é curiosidade: é revelação da
graça.
Outro exemplo são os nomes de Deus.
Em Provérbios, predomina o nome “SENHOR” (Javé), pois o livro trata de Deus em
relação com o ser humano. Em Eclesiastes, onde tudo é visto “debaixo do sol”,
aparece “Elohim”, o Deus Criador. Em Daniel, Esdras e Neemias, o nome
característico é “o Deus dos céus”, pois o povo estava longe do templo e da
terra. Em Isaías, cerca de trinta vezes encontramos “o Santo de Israel”. Por
quê? Porque Isaías teve uma visão transformadora no capítulo 6: viu a santidade
de Deus, reconheceu sua própria impureza e ouviu os serafins clamando: “Santo,
santo, santo é o Senhor dos Exércitos”. Essa visão marcou sua vida e seu
ministério.
O microscópio também nos ajuda a
notar padrões. Quantas vezes o Senhor é chamado “Filho de Davi” em Mateus?
Quantas orações de Jesus aparecem em Lucas? Quantos sinais Cristo realiza em
João? Quantas vezes a palavra “bem-aventurado” surge no Apocalipse? Quantas
pessoas são encontradas aos pés do Senhor? Quem disse “pequei” com sinceridade
e quem apenas se desesperou? São perguntas simples, mas que produzem
descobertas espirituais.
Esse tipo de estudo exige
paciência. É como o trabalho do cientista diante do microscópio: repetitivo,
silencioso, aparentemente árido. Mas o que descobrimos por nós mesmos tem um
sabor especial. Ferramentas e comentários podem ajudar, mas nunca substituem o
contato direto com o texto.
A lente do telescópio: quando o
todo toma forma
Se o microscópio revela detalhes, o
telescópio revela panorama. Há momentos em que precisamos deixar de lado as
minúcias e contemplar as grandes linhas do propósito de Deus.
O estudo macroscópico da Bíblia
busca o plano de um livro, a sequência de um argumento, o desenvolvimento de um
tema. Podemos, por exemplo, esboçar capítulo por capítulo o Evangelho de João,
os Atos dos Apóstolos ou a carta aos Romanos. Podemos acompanhar um tema que
atravessa toda a Escritura: lei e graça, Israel e Igreja, a pessoa e a obra do
Espírito Santo, as dispensações, as alianças, os títulos de Cristo, os tipos do
Antigo Testamento, as profecias, o remanescente, a vinda do Senhor, as
ressurreições, as coroas, os juízos.
O telescópio nos convida a enxergar
o conjunto. É como subir uma montanha e contemplar a paisagem inteira. De
perto, uma árvore pode esconder a floresta; de longe, percebemos o desenho dos
vales e rios. Assim também, ao olharmos o todo da Escritura, entendemos melhor
cada parte.
Mas isso não significa ignorar os
detalhes. Significa ordená-los dentro de uma grande história. O microscópio sem
o telescópio pode nos tornar especialistas em folhas e esquecer a floresta. O
telescópio sem o microscópio pode nos dar grandes ideias, mas perder a riqueza
do texto inspirado.
Como usar as duas lentes na prática
Ore antes de abrir a Bíblia. O
mesmo Espírito que inspirou a Escritura precisa iluminar nossa mente. Estudo
bíblico sem dependência de Deus vira mera informação.
Escolha uma lente por vez. Em um
dia, estude um versículo, uma palavra, uma repetição. Em outro, leia um livro
inteiro, faça um esboço, siga um tema.
Faça perguntas. Quem escreveu? Para
quem? Por quê? O que este texto revela sobre Deus, sobre Cristo, sobre o ser
humano, sobre mim?
Anote suas descobertas. O que é
registrado fixa-se melhor. Compare passagens, observe conexões, volte depois.
Use ferramentas com sabedoria.
Concordâncias, dicionários e comentários são mapas úteis. Mas o mapa não
substitui a viagem. Leia a Bíblia.
Termine em adoração. O objetivo não
é apenas entender, mas amar. Conhecimento que não aquece o coração pode inflar.
A verdadeira erudição bíblica nos humilha e nos leva aos pés de Cristo.
O alvo de todo estudo: adoração
O estudo da Bíblia não existe para
alimentar vaidade intelectual. Ele existe para nos conduzir ao Deus vivo.
Quanto mais conhecemos as Escrituras, mais percebemos nossa pequenez e a
grandeza do Senhor. Como diz o salmista: “Quando vejo os teus céus, obra dos
teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste, que é o homem para que te
lembres dele?” (Salmo 8.3-4).
A Palavra é infinita em seus
detalhes e em seus grandes temas. Nunca esgotaremos suas riquezas. Se
começarmos cedo, enquanto temos saúde, memória e tempo, colheremos frutos por
toda a vida. E mesmo na velhice, quando “vierem os dias difíceis”, ainda
encontraremos néctar nas páginas sagradas.
Que nunca busquemos conhecimento
por conhecimento. Que nossas afeições sejam despertadas e aquecidas. Que a
verdade nos humilhe, nos separe do mundo e nos una mais a Cristo. Afinal, como
diz Paulo, “o conhecimento incha, mas o amor edifica” (1 Coríntios 8.1).
Conclusão: nunca será tempo perdido
Se você abrir a Bíblia hoje, leve
as duas lentes. Use o microscópio da atenção: observe cada palavra, cada nome,
cada detalhe. Use o telescópio da fé: contemple o plano grandioso de Deus, do
Gênesis ao Apocalipse. Em ambas as direções, o fim é o mesmo: adoração.
Nunca nos arrependeremos do tempo
gasto aos pés do Senhor, estudando Sua Palavra com humildade, oração e perseverança.
Ela é viva, eficaz e mais doce que o mel. E quanto mais a examinamos, mais
descobrimos que seu Autor é infinitamente digno de todo louvor.
Inspirado no artigo “Mit dem
Mikroskop und dem Fernrohr”, publicado por bibelkommentare.de.
A SERPENTE E O ENGANO QUE ILUDE O MUNDO
C. J. Jacinto
Lições preciosas podem ser aprendidas fazendo uma análise
detalhada e minuciosa da queda registrada em Gênesis capítulo 3, versículos 1
ao 5. Existem vários insights pelos quais podemos perceber e, de certo
modo, aplicar em nossa vida, pois temos dentro desse texto toda a dinâmica pelo
qual o diabo trabalha e, sem dúvida nenhuma, as suas estratégias nunca mudaram.
Muito pelo contrário, se aperfeiçoaram durante todos esses anos. Podemos
perceber em passagens como Efésios capítulo 6, versículos 10 ao 18, onde Paulo
faz uma abordagem acerca da batalha espiritual, que há uma evidência de um
desenvolvimento progressivo das táticas do inimigo. De certo modo, todo o
princípio parte do modus operandi como ele agiu durante a queda. Portanto,
temos coisas preciosas para aprender e, de certo modo, também desenvolver o
nosso discernimento espiritual. A primeira e grande lição que aprendemos
sobre as atividades e uma anatomia sobre a primeira tentação e a consequente
queda, e toda a atividade diabólica que envolve todo o drama até então escrito
e apresentado por Moisés no livro de Gênesis, temos, então, como a lição
primeira: a estratégia do inimigo, agir nas sombras e usar
intermediários.
Ele trabalha quase
sempre escondido ou por trás de mascaras, usa agentes externos ou usa um
disfarce (anjo de luz)
Essa é a tática do disfarce. Em Gênesis 3, o nome Satanás não
aparece explicitamente; ele não se apresenta como a figura de um dragão (Apocalipse
12:9) o que surge é a serpente. O diabo
opera por trás das cortinas, usando marionetes para realizar seus planos e
depois descartando-as tragicamente. Então, podemos perceber dentro dessa tática
que, na maioria das vezes, e principalmente em nossos dias, o diabo ainda
continua agindo de forma oculta, usando agentes e intermediários para alcançar
os seus objetivos. Quando lemos, por exemplo, passagens como 1 Timóteo
4:1, onde Paulo fala acerca dos últimos dias, aonde surgirão, de modo muito
enfático, ele nos diz que nos últimos tempos sobrevirão tempos muito difíceis,
e então podemos perceber que a tática do inimigo continua sendo astuta, periférica
e disfarçada, ele usa falsos profetas e falsos mestres, usa as cordas vocais e
a mente de homens para disseminar doutrinas antibiblicas e anti cristãs. No
Jardim, o diabo revelou duas coisas, ele adulterou as palavras do Senhor, para
construir idéias anti-Deus, Anti-Biblia e Anti-ortodoxia. “certamente não
morrereis” e “sereis semelhantes a Deus”
"Porém o Espírito diz expressamente que nos últimos
tempos decairão alguns da fé, dando-se a espíritos enganadores e a doutrinas de
demônios.”
Devemos
reiterar algo importante: quando o homem caiu, o seu espírito pode apresentar
grandes atividades, assim como a alma e o corpo. Para que os não regenerados
possam ter um espírito tão poderoso que, apesar de sua escuridão, ainda domina
todo o ser, dizem então que são espirituais, porque neles o espírito prevalece
e governa. Em outros, são os elementos psíquicos e sensuais que assumem o
controle. O espírito aliado ao intelecto e vontade procurará entrar em relação
com o além. Sem a ajuda do Espírito Santo, eles tornar-se-ão médiuns e poderão
praticar as artes ocultas e envolver-se com o ocultismo e espiritualismo. Eles
receberão dons de segunda visão, como clarividência, e outras experiências
paranormais que o príncipe das trevas pode conceder. Pois, enquanto o espírito
humano não for regenerado e habitado pelo Espírito Santo, há uma
correspondência, um paralelo, entre ele e os espíritos satânicos, sendo
dominado e influenciado pelo príncipe das potestades do ar — o espírito que
opera nos filhos da desobediência, como lemos claramente em Efésios 2:1-3.
Então vemos, de forma muito clara, que os demônios, eles
agirão através de agentes e através de intermediários, usando as cordas vocais
e a mente das pessoas para transmitir suas doutrinas heréticas e
demoníacas. O mal não é uma psicopatologia que se manifesta em ações com conseqüências
devastadoras no mundo, trata-se, muitas vezes, de uma orquestração e controle
oculto, o mundo espiritual caído infestado de seres demoníacos controlando e
influenciando homens sob a maldição do pecado (Mateus 8:28 a 34)
A Realidade do Mundo Espiritual e
a Ocultação das Forças das Trevas
Podemos citar passagens clássicas, como Apocalipse 12:9 e 1 João 5:19. A
primeira afirma que o diabo engana todo o mundo, e a segunda diz que o mundo
jaz no maligno.
No entanto, note que, de certo modo, ninguém consegue vê-lo, mas podemos
perceber as consequencias. Podemos ver as suas ações e os resultados, mas ele
trabalha de modo completamente oculto. Essa ocultação das atividades e do
próprio ser — sejam seres demoníacos ou o próprio diabo — dá-se porque eles
vivem em outro nível de existência, de modo que os incrédulos, os materialistas
e os reducionistas e a própria ciência negam a realidade desse mundo
espiritual. Isso lhes dá grandes
vantagens, pois podem atuar livremente. Apesar disso, é incontestável
que, olhando para o mundo, para as coisas à nossa volta, para todas as
tragédias, coisas assombradas, paranormais e mistérios envolvendo o ocultismo,
notamos claramente — inclusive pelo comportamento do homem — que essa atividade
demoníaca é um fato. Contudo, eles agem por intermédio de intermediários:
escondem-se por trás de uma cortina, usam a mente humana e conseguem causar uma
devastação enorme, provocando muita destruição moral, espiritual e até física
sobre o mundo.
Isso pode ser notado de forma muito clara como a ação, a influência e o
domínio de demônios e do próprio Satanás. Essa atuação pode ser observada nitidamente
em passagens que falam sobre um dos endemoninhados gadaneno — por exemplo, em Mateus 8, onde é
descrito que uma legião de demônios controlava um único homem. Por aí
podemos perceber que os espíritos demoníacos não estão limitados a este mundo
físico. Sabemos que aproximadamente uma legião completa conseguia ficar
infiltrada em um único corpo. O modo como eles agem é completamente diferente
em analogia à geografia e ao espaço: uma pessoa só pode ocupar um espaço só,
mas notamos que mil ou seis mil espíritos podem ocupar um espaço só. Desse
modo, o mundo espiritual é absolutamente diferente do mundo físico.
Outra grande lição pela qual precisamos
aprender.
Veja: a palavra, uma das palavras centrais em toda essa orquestração de engano “astucia"
e a ordem de simulação em que o diabo faz uso para ludibriar Eva, note
que ele vai fazer uma escolha. A primeira escolha é o instrumento pelo qual ele
vai alcançar o seu desígnio. Ele vai escolher — Sua escolha é a alimária do
campo, ele vai escolher um instrumento astuto.
Portanto, aqui vemos que, após escolher
o seu instrumento para disseminar o seu engano, ele também vai usar o alvo, o
alvo mais fraco, mais frágil. Dentro desse contexto, podemos notar que a ordem
para não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal foi dada a Adão. E
podemos entender, pela própria narrativa do texto, que Adão então passou a
ordem para Eva.
De modo que nós vimos que Satanás não escolheu Adão, escolheu Eva. Ou seja,
escolheu aquela parte em que recebeu a ordem já de segunda mão. Ela precisava
crer que Adão recebeu as Palavras de Deus, Adão foi o comunicador divino, a
serpente o comunicador satânico. Eva acreditou na Serpente e não acreditou em
Adão, quando você não crê nas Escrituras como a Palavra de Deus, você crê no
diabo que afirma que ela não é a Palavra de Deus. Isso tem sido um principio
espiritual desde o Genesis 3, as informações lá são atuais, e cada incrédulo que
se opõe as Escrituras como divinamente inspiradas provam que Genesis é um livro
inspirado que desmascara a própria incredulidade dos que negam ela como
divinamente inspirada.
Então, vimos que toda a orquestração e toda a dinâmica do
engano se processa em escolhas criteriosas. Primeiro, ele vai escolher a
alimária do campo como sendo um dos animais mais astutos e, posteriormente, ele
também vai se aproveitar de um momento em que Eva está só, pois na descrição
podemos entender perfeitamente que Adão estava ausente no momento da tentação.
Vimos aqui uma astucia calculada, para atacar no momento certo e na ocasião que
seja a melhor possível para obter o melhor resultado possível! Medite, olhe
e veja toda a astúcia de Satanás para processar todo um ambiente e oportunidade
necessária para lançar os seus ataques. E isso não é diferente hoje. Ele ainda
continua usando das mesmas táticas e o tem feito com grande eficácia em muitos
setores do mundo, da sociedade e das religiões. Note que no Novo Testamento,
Paulo descreve essa eficácia de Satanás (Veja II Tessalonicenses 2:9), de modo
que essa característica distinta de escolhas criteriosas e momentos oportunos
para ataque ainda continua sendo uma atividade de Satanás e dos demônios. Assim,
notavelmente podemos entender que houve uma tática do disfarce, a seleção do
instrumento e a maneira como atuou, de modo oculto, através de um processo de
ocultação. “Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em
derredor, como leão bramando buscando a
quem possa tragar” (I Pedro 5:8). Satanás,
ele simplesmente manipulou toda a circunstância para simplesmente impor em Eva
a idéia de que não era um ser maligno e que todas as suas palavras não eram
malignas. Toda a tentativa do diabo era apresentar uma coisa que fosse, de
certo modo, agradável e que não trouxesse nenhum tipo de ameaça, de maneira que
ela não percebeu realmente que havia qualquer tipo de ameaça ali, naquele modo
como o diabo estava induzindo ela a desobedecer a Deus. Eis aqui a grande
questão do modus operandi de Satanás: ele faz com que a pessoa pratique aquilo
que vai contra a vontade de Deus, ele faz com que a pessoa seja iludida a ponto
de desobedecer a Deus e achar que aquilo ali não é algo que terá qualquer
consequência séria. De modo que foi através desse processo que o diabo induziu
Eva a cometer o pecado da desobediência. Prossigamos na nossa análise para que
nós possamos ainda aprender muito mais acerca destas táticas em que o diabo
processou toda a situação para que pudesse trazer um ataque do qual induzisse Eva a
desobedecer e assim pudesse de maneira eficaz alcançar seus objetivos mais
malignos.
Ele, claro, está a
usar o ponto fraco e a linguagem. Primeiramente, vemos que o diabo teve um
ataque direcionado. O tentador não ataca de forma genérica; ele identifica e
explora a fraqueza específica de cada pessoa. Mas, o mais interessante,
ele faz o uso e explora a linguagem. A serpente utilizou a fala para seduzir
Eva. As palavras não são neutras; elas constroem idéias e desejos na mente,na cultura e injeta conseqüências
no futuro. Idéias têm conseqüências e, mais do que isso, idéias erradas e
heresias têm conseqüências devastadoras. Genesis 3 mostra com muita eficiência esse
fato, e a historia da civilização está cheio de exemplos como as idéias ruins e
malignas podem trazer conseqüências devastadoras sobre uma pessoa e sobre toda
a sociedade. Portanto, Satanás usou a comunicação. Durante todo o período
do Antigo e do Novo Testamento, há uma série de advertências a respeito dos
falsos profetas, e o diabo, ao longo de toda a história humana, tem usado a
linguagem e a comunicação para negar, para destruir, para induzir pessoas ao
erro, para inculcar na mente das pessoas a distorção da realidade, da verdade e
dos fatos relacionados a ela. Além disso, podemos ainda entender que Satanás,
ali, naquela circunstância, mudou o vocabulário, ele inverteu o sentido das
palavras. A palavra "não" foi colocada não apenas para negar a
autoridade da palavra de Deus, para negar a conseqüência de não acreditar na
palavra de Deus. O diabo vem fazendo essas coisas desde o princípio,
então ele trabalha com a comunicação, trabalha na distorção do vocabulário. Não
é de admirar que ele seja completamente oposto, oposto a verdades
absolutas.
E hoje, como nós estamos a ver, essa mudança de vocabulário e
quando há inversão de verdades e o relativismo, para abolir de forma insidiosa
e descarada verdades e fatos, e infelizmente de forma muito eficaz, tenta
destruir os absolutos e os valores judaico-cristãos. Por trás dessas tendências
de mudança de vocabulário, está o próprio diabo associado numa cumplicidade com
homens ímpios para atacar o que Deus disse e negar as conseqüências disse. Não
negam os modernistas e os ímpios que não há segunda morte? (ímpios impenitentes
jogados no lago de fogo) O mesmo diabo que ontem negou a primeira morte e
seduziu Eva a crer nessa mentira, hoje convence os ímpios de que não haverá
inferno, assim como o diabo convenceu Eva a desobediência pois isso não traria conseqüências
trágicas, hoje ele ainda convence o pobre ímpio que sofre de cegueira
espiritual “Certamente não irás para o inferno” ou “O inferno não existe”. A
biblia continua como um livro muito atual, e a negação da segunda morte pelos ímpios
é uma prova irrefutável de que o diabo que negou a primeira morte ainda atua
sob o mesmo discurso hipnotizante e enganador de que não haverá a segunda morte.
O amado leitor já se arrependeu de seus pecados e creu em Cristo como Salvador?
Outro fato importantíssimo do qual deve ser levado em conta é o alvo central do
tentador foi a palavra de Deus.
A pergunta de Satanás foi uma pergunta muito subtil: "Foi assim que Deus
disse?". O diabo raramente começa mandando o homem negar a Deus
abertamente. Ele semeou a dúvida, a dúvida quanto à autoridade da palavra de
Deus. Assim, notamos como a sua astúcia, a sua artimanha e a sua tática,
simplesmente, foi um ataque primeiramente contra a palavra de Deus e contra a
autoridade da palavra de Deus. Esse tem sido o seu objetivo, de modo que até
hoje ainda é assim. Repito, não é a bíblia um livro atual? ímpios, apostatas e
modernistas não estão repetindo o discurso do diabo no Eden? Todos estão no
mesmo nível espiritual, negam ser verdade o que Deus disse, o primeiro “hagiógrafo”
foi Adão, quando as primeiras palavras da composição estavam sendo organizadas
para formar um Canon sagrado, satanás já estava se organizando para negar e
induzir Eva a negar as primeiras palavras de ordem dada aos primeiros seres
humanos. Hoje o tentador repete a astucia, ele tenta destruir a autoridade da
palavra de Deus, fazendo com que os incrédulos não acreditem e não aceitem que
a palavra de Deus seja realmente uma autoridade para definir aquilo que é certo
e aquilo que é errado.
O grande objetivo de Satanás é tentar impedir que as pessoas
ouçam, compreendam e obedeçam corretamente à palavra de Deus. Toda a sua luta
será em distanciar as pessoas da verdade, ou então, tentar com que as pessoas
que se aproximem da verdade distorçam a palavra de Deus para não compreenderem,
de fato, como a Bíblia ensina aquilo que é certo.
Toda a sua luta é uma luta contra a sã doutrina. Ele vai lutar sempre contra a
ortodoxia. Estará sempre do lado daquele que não defende uma teologia sólida.
Ele estará sempre lutando contra a palavra de Deus. Usará pregadores que irão
distorcer o livro sagrado e estará sempre ajudando e apoiando aqueles líderes
que não estão comprometidos com a palavra de Deus.
Estará sempre atacando; quando não ataca indiretamente, ataca abertamente, de
modo que tudo o que ele quer é fazer com que as sagradas letras sejam
menosprezadas. Portanto, um dos seus principais ataques simplesmente foi contra
a autoridade da palavra de Deus. O primeiro ser a negar a verdade das
Escrituras foi o próprio diabo, e assim procedem todos os seus filhos.
A Adição como meio de
produzir confusão
A adição e a dúvida, como lemos no versículo 2 e 3 de Gênesis 3, fizeram com
que Eva cometesse dois erros fatais ao responder e dar ouvidos à
serpente:
Adicionou à ordem de Deus, falando "nem nele
toqueis", Deus apenas ordenou para não comer. Enfraqueceu a conseqüência,
pois ela disse "para que não morrais", uma possibilidade, quando Deus
declarou "certamente morrerás", no que podemos entender como uma certeza,
a inversão de sentidos das palavras e as manobras para minimizar significados
é evidente, a inversão do inimigo: ao perceber a hesitação de Eva, Satanás
atacou com uma mentira frontal: "Certamente não morrerás". Assim,
Satanás, como disse o próprio Jesus em João 8:44, é o pai da mentira, porque
peca desde o princípio. Quando ele simplesmente disse "certamente não
morrerás", ele negou aquilo que Deus tinha dito no capítulo 2:17 do livro de Gênesis. Pior, uma mentira
dupla, não haverá morte e haverá transcendência, de criatura subordinada Eva se
tornaria numa divindade. A ilusão de uma falsa visão, então, foi produzida por
essa indução de Satanás ao erro: "Vocês serão como Deus, conhecedores do bem
e do mal". Assim, Eva foi induzida a uma falsa transcendência, a uma
ilusão, a uma autossuficiência. Satanás colocou dentro do coração de Eva um
desejo de orgulho, para assim transcender, para se tornar igual a Deus. Quando
fala sobre ser igual a Deus, acima de tudo, imortal, alcançará a
imortalidade.
Todavia, isso é o... trata-se o abismo da negação. Ao invés de Eva acreditar
nas palavras de Deus, ela acreditou nas palavras do diabo. Uma grande tragédia.
O Paralelo Bíblico: Gênesis
3 e 1 João 2:15 e 16
Existe um paralelo direto entre a tentação de Eva e as categorias de tentação
citadas no Novo Testamento, demonstrando a harmonia da Bíblia sobre este
assunto: Comparação principal: A análise cruza Génesis 3:1-6 com a 1ª
Epístola Universal de João (2:15-16). Harmonia escriturística: Prova-se
que a Escritura é coerente e unificada quando aborda os mecanismos do pecado e
da tentação.
1. Agradável ao Paladar (O Desejo da Carne)
Na tentação original, Satanás induziu Eva a ver o fruto
proibido como algo agradável ao paladar.
Isto reflete o desejo da carne: a busca pela satisfação de desejos egoístas,
passageiros e materiais.
2. Agradável aos Olhos (O Acesso Interior)
Verificamos seguidamente que o fruto era agradável aos olhos.
Os olhos da mente funcionam como a porta de acesso pela qual a tentação
exterior é introduzida para o interior do homem. Trata-se da estética e
da vaidade, onde aquilo que era proibido se torna altamente desejável após a
desconstrução da ordem divina.
3. A Soberba da vida (Construindo um campo de vaidades)
A sugestão diabolica é a semente do orgulho, da
auto-suficencia e do egoísmo, se uma criatura pode se tornar divina, não deve
mais obediência, mas outras criaturas deverão obedece-la, é uma mudança de
patamar, se colocar no lugar de Deus é posicionar-se contra, é a primeira
tentativa diabólica de fazer emergir das criaturas um “anti” assim como no
desfecho final será apresentado seu protótipo final de um antiDeus, o
anticristo, o projeto satânico começou no jardim e culminará nos últimos tempos.
A Queda e a Distorção
da Verdade
O adversário conseguiu demolir a ordem dada pelo Senhor, levando Eva a
acreditar numa mentira. A falácia consistiu em fazê-la crer que a
desobediência e o consumo do fruto proibido trariam benefícios em vez de malefícios
em relação ao conhecimento do bem e do mal.
O Paralelo Bíblico e a Ilusão do
Ocultismo
A Estratégia de Satanás no Éden: Analisando Gênesis 3:1-6 e 1 João
2:15-16, compreendemos que Satanás se utilizou da soberba da vida. A
árvore do conhecimento foi desejada para dar entendimento, incutindo em Eva uma
ambição espiritual, intelectual e a autossuficiência.
A serpente induziu Eva a pensar que comer do fruto proibido lhe traria
autossuficiência e o desejo de “serdes como Deus.
O Desejo Humano pelo Sobrenatural: Essa busca não é
isolada; quando olhamos para a história do ocultismo e do espiritismo, notamos
que muitas pessoas se envolvem com esse tipo de atividade movidas pelo desejo
de conhecimento e de adquirir poderes sobrenaturais.
Trata-se do anseio de ultrapassar os limites impostos por Deus em busca de
transcendência e experiências místicas profundas de transformação, satisfazendo
o desejo de ser como Deus.
Esse desejo de conhecer o sobrenatural é inerente ao coração humano, e Satanás
explora essa inclinação para enganar e induzir ao erro.
O Engano do encoberta mento (O Anjo de Luz):
Conforme aponta o apóstolo Paulo, Satanás transfigura-se em
anjo de luz, conseguindo enganar até mesmo aqueles que buscam contato com
entidades angélicas.
Sem discernimento e sem o teste dos espíritos, muitas pessoas acabam sendo
iludidas, achando que estão em contato com seres angélicos de luz, quando na
verdade podem estar lidando com o senhor das trevas. Esse tem sido o
método de atuação de Satanás desde o princípio: o encobertamento, fazendo uso
de disfarces e agindo por trás de outros agentes para que sua verdadeira
natureza e intenção permaneçam imperceptíveis às suas vítimas.
Há um paralelo interessante também entre a tentação de Eva e a tentação de
Cristo, descrito lá em Mateus capítulo 4, versículo 1 até o versículo 8, e
Lucas capítulo 4, versículo 1 até o versículo 10, de modo que é interessante
que, enquanto Eva cedeu ao pecado, Jesus venceu a tentação.
Mas, todavia, para concluir, desejo reiterar aqui que, das consequências
devastadoras do pecado, também a Bíblia manifesta a solução divina. Havia um...
houve um efeito contagioso do pecado. O pecado não ficou restrito apenas a Adão
e Eva; alcançou cada um de nós, alcançou toda a humanidade. De modo que Paulo
diz que todos pecaram e destituídos estão da graça de Deus. Agora, veja
bem, nós também vemos, dentro do próprio contexto de Gênesis 3, a ineficácia do
esforço humano. As folhas de figueira foram a tentativa de cobrir o próprio, a
própria culpa por mérito próprio, mas isso não funcionou. Deus teve que matar
um animal, tomar a sua pele e cobrir Adão e Eva, de modo que aqui, de modo
implícito, já aponta para a morte vicária de Nosso Senhor e Salvador Jesus
Cristo. Mas, apesar de toda essa consequência devastadora e a rebelião do
homem contra Deus, a graça divina foi revelada. Então, dentro do próprio texto
da queda, em Gênesis 3, versículo 15, nós já temos a apresentação do
proto-evangelho, de maneira que Deus vai efetuar todo o processo da redenção
para resgatar o homem caído, para que aquele homem que nasce em Adão possa ser
colocado em Cristo. Como diz o próprio apóstolo Paulo: "Se alguém está em
Cristo, nova criatura é; as coisas velhas se passaram e tudo se fez novo” (II
Corintios 5:17). Dessa graça revelada,
podemos ver que Deus providenciou desde cedo as vestes de pele que apontavam
para o sacrifício de Cristo. E o sangue de Jesus Cristo nos purifica de toda
vergonha e de toda culpa. Que nós possamos olhar atentamente para as lições da
tentação, ter consciência da nossa luta, da nossa batalha espiritual, e
encontrar em Deus o refúgio e obedecermos a Ele, pois a Sua palavra é a
verdade, como disse o próprio Jesus Cristo em João capítulo 17, versículo 17:
"Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. Ao invés de ouvirmos
a voz de Satanás, que tenta induzir o homem a acreditar que a Bíblia não é a
palavra de Deus, estejamos atentos, lendo a palavra de Deus, estudando-a e
tendo-a como a nossa autoridade final em questões de fé e de prática, pois foi
exatamente isso que o diabo colocou na mente de Eva: "Não, a Bíblia, a
palavra de Deus, e tão somente a palavra de Deus, não é a autoridade, existe
uma autoridade além dela. E o próprio diabo se apresentou como uma
autoridade à frente das ordens e da palavra de Deus, ou seja, o primeiro
inimigo do Sola Scriptura foi o próprio diabo no Jardim do Éden. Satanás simplesmente
sugestionou que o que Deus disse não era suficiente, não era um decreto
absoluto, o tentador negou a autoridade das Palavras do Criador, ele se colocou
como um agente alternativo com uma autoridade adicional, e Eva caiu nessa
armadilha fatal. No final das contas, nessa abordagem simples que apresentei
acerca de Genesis 3 revela insights tão atuais como se tudo a nossa volta, em
um mundo incrédulo, existisse uma repetição de falácias milenares, projetadas
desde a queda, como se fosse um conjunto de “arquétipos psicológicos comportamentais”
presentes no submundo do inconsciente do homem adâmico. Um jogo dinâmico de engano que se perpetua
por séculos, e a maioria nem sequer dão conta disso. Mas longe dos holofotes da
filosofia secular, do cientificismo reducionista do presente século, as
Escrituras, Antigo e Novo Testamento, apresentam conceitos chaves que revelam
de fato o que ocorre no mundo desde a queda, e para onde tudo isso irá nos
levar, ao grande Trono Branco, será aberto um livro, o da vida, a pergunta que
deve ecoar do fundo do seu coração é: seu nome está registrado lá?
“E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi
lançado no lago de fogo” (Apocalipse 20:15) Voce não crê nessa advertência?
sinto muito, aquele que enganou Eva com um “certamente não morrerás” está te
enganando também...
Buscando Uma Teologia Sólida em Meio
a Uma Sociedade Liquida
C. J. Jacinto
Qual é o grande desafio da nossa
época? Vivenciamos uma era de pós-modernidade, e alguns até sugerem que agora
estamos a viver uma era pós-cristã. Na verdade, o que se tem perdido é o
conceito de sola scriptura. A importância da Bíblia Sagrada tem sido muito, mas
muito minimizada. Muitas pessoas estão simplesmente a substituir a Bíblia
Sagrada por experiências místicas. De outra forma, a desvalorização das
Escrituras Sagradas tem sido uma característica dentro de muitos púlpitos
modernos. Aquela teologia sólida, pela qual é caracterizada toda uma geração de
homens de Deus do passado, parece não ter mais nenhuma importância, a não ser
para poucas pessoas que ainda buscam, nos escritores antigos, um alimento
espiritual sólido pelo qual podem fundamentar as suas convicções
pessoais.
Estamos a viver uma época de crise: de crise de identidade e, acima de tudo,
uma crise de amor e compromisso de estudo e de leitura das Sagradas Escrituras
e de uma aceitação dela como inerente e infalível palavra de Deus. A
questão de ignorar as Escrituras não é nova; Jesus combate isso. No
capítulo 22, versículo 29, do livro de Mateus, quando está confrontando os
saduceus em uma questão fundamental acerca da doutrina da ressurreição, Jesus
dirige as Suas palavras aos saduceus e diz: 'Errais, por não conheceres as Escrituras.
Ora, sem um conhecimento adequado e suficiente das Escrituras, jamais poderemos
realmente fazer a vontade de Deus. A maior parte das pessoas está errando —
mesmo aquelas que se dizem cristãs —, pois não estão indo para a Bíblia todos
os dias, não estão abrindo o Antigo e o Novo Testamento para lê-los, para
estudá-los, para mergulhar a sua inteligência e o seu coração na Palavra de
Deus. Essa crise também se estende a muitos púlpitos, pois, de certa
forma, hoje nós temos um evangelho praticamente diluído: diluído com
psicologia, diluído com autoestima, diluído com todas as formas de filosofia. E
essa diluição apenas faz com que o evangelho se enfraqueça. Na verdade,
vivemos tempos difíceis, tão difíceis que pregar a verdade do evangelho pode
ser motivo de afronta, de insulto para muitas pessoas que estão sentando no
banco da igreja e se consideram cristãs. Tal é a crise que nós enfrentamos
hoje: que a própria verdade do evangelho ofende muitos evangélicos Errar, por
não conhecer a Escritura, já é por si mesmo uma grande tragédia e faz lembrar
de outra, ainda pior, consequência dessa primeira: em Oséias, capítulo 4,
versículo 6, onde o profeta diz que o meu povo está sendo destruído por falta
de conhecimento. Que grande tragédia! Sem conhecimento espiritual, sem uma
teologia sólida, sem a pregação, preservação e defesa da sã doutrina, não temos
como ter conhecimento espiritual; pelo contrário, o que teremos é cegueira —
cegueira profunda. E dessa cegueira vem o abismo, e desse abismo, a destruição.
É o que nós estamos vivendo em muitas áreas do Cristianismo hoje em dia. Infelizmente,
hoje em dia, palavras como teologia se tornaram palavras de conotação
praticamente negativa, associada em ambientes acadêmicos ou à frieza espiritual
e falta de espiritualidade. Portanto, o interesse pelo estudo da teologia
foi praticamente abolido no contexto de muitas igrejas e muitas denominações.
Há quem diga: 'Bíblia sim, teologia não', imaginando que seriam realidades
excludentes ou até mesmo opostas. Mas, todavia, o termo teologia vem da palavra
logos e theos. A palavra logos significa discurso e a palavra theos, Deus;
portanto, um discurso para o conhecimento de Deus. Essa é a questão
principal: quando você tem uma formação teológica de maneira que conhece bem as
doutrinas fundamentais da palavra de Deus e a isso tem o exercício de uma vida
de piedade, você se torna um homem que vai subir em cima do púlpito e não vai
pregar nenhum tipo de equivoco. Da mesma forma, todo aquele que tem uma
formação espiritual de piedade e um conhecimento teológico, bíblico e
teológico, quando ele estiver sentado no banco de uma igreja, ele não será
enganado por falsos profetas que distorcem a palavra de Deus e promovem suas
heresias. De modo que a teologia, ela é sim, importantíssima e fundamental para
o nosso tempo. O desafio para os nossos dias é desenvolver uma compreensão
teológica profunda, de tal maneira que, em seu contexto vivencial, os
princípios eternos e imutáveis da Palavra de Deus possam ser experimentados,
aplicados e difundidos em toda a sua plenitude. Pois, de outra forma, se não
estivermos edificados sobre a Palavra de Deus, a decadência espiritual será
inevitável. A questão mais lógica acerca desse assunto é que nós precisamos de
teologia, nós precisamos de conhecimento bíblico organizado e nós precisamos de
um conhecimento teológico sistemático para que possamos compreender de fato a
natureza da revelação divina e compreender a Bíblia em profundidade. Podemos
observar, pela própria história da Igreja, que os grandes movimentos de reforma
tiveram como base pessoas que possuíam uma formação acadêmica e teologicamente
sólida. De modo que a espiritualidade verdadeira está sempre associada à sã
doutrina e a um conhecimento bíblico equilibrado. Isso é de grande
importância de ser compreendido, pois vivemos um momento em que a Igreja já tem
mais de 2.000 anos de existência, e, ao abriremos a página da história, notamos
que os grandes homens que fizeram com que a teologia e o conhecimento
espiritual chegassem até os nossos dias foram homens que tiveram uma formação
bíblica e espiritual profunda. Portanto, seu legado nunca pode ser considerado
superficial, e nós também não devemos, de maneira nenhuma, ser cristãos de
conhecimento superficial. Nós devemos subordinar todo o nosso conhecimento ao
conhecimento de Deus de forma prática. A práxis espiritual deve ser uma
realidade em nossa vida. Isso é crescimento espiritual genuíno e autêntico, não
uma ilusão. Experiências místicas ou opiniões pessoais não nos conduzem
ao firmamento da fé; muito pelo contrário, nos levam para um campo religioso
subjetivo e ambíguo. Todavia, quando nós temos conhecimento e esse
conhecimento é para a glória de Deus, e quando esse conhecimento nos traz
crescimento espiritual, então estamos vivendo uma realidade. E isso se dá de
forma distinta em dois pontos cruciais: Primeiro: o estudo bíblico e
teológico pessoal. Segundo: frequentar uma igreja comprometida em ensinar
as verdades teológicas e as Escrituras. Nós precisamos ir em busca do
conhecimento espiritual, e a teologia nos ajuda muito; na verdade, ela é
essencial para que nós possamos realmente crescer no conhecimento. Ora,
isso é um próprio mandamento do Senhor, tanto do Antigo Testamento quanto do
Novo Testamento. Lá no Antigo Testamento, em Oseias, capítulo 6, versículo 6,
está escrito: 'Então, conheçamos e prosseguiremos em conhecer ao Senhor'. Em 1
Pedro, capítulo 5, versículo 18 — no Novo Testamento —, temos a ordem: 'Crescei
na graça e no conhecimento. Quando pegamos passagens bíblicas como
Hebreus, capítulo 5, versículos 14 e 15, vemos então como é importante que nós
tenhamos esse conhecimento. Ali, o autor aos Hebreus fala sobre a busca do
alimento sólido, uma teologia substancial, a doutrina real, os fundamentos da
fé cristã, para que nós possamos ter os sentidos exercitados para discernir
tanto o bem quanto o mal. De maneira que nós possamos, então, ter o
entendimento correto da vontade de Deus para aplicá-la sobre a nossa vida e,
acima de tudo, possamos estar protegidos contra falsos profetas, falsos
pastores e falsos doutores que se introduzem com heresias de perdição ao se
infiltrarem dentro da igreja, como
ocorreu muitas vezes na história da igreja do Novo Testamento, como bem podemos
ver de forma muito real nas igrejas da Ásia descritas em Apocalipse 2 e
3". Vivemos em uma época cujo conceito foi descrito pelo sociólogo Zygmunt
Bauman como sociedade líquida.
A sociedade líquida é a ideia filosófica de que a vida social muda tão
rapidamente que relações, instituições e certezas têm dificuldades em
permanecer estáveis — ou seja, não há verdades permanentes. A sociedade
líquida propõe ser um sistema que emerge a partir da pós-modernidade e do
relativismo moral que subsiste através da pós-modernidade. Todavia,
devemos entender claramente que, para o cristão, o caminho não é uma sociedade
líquida, mas uma teologia sólida, onde ele permanece com seus absolutos
inegociáveis e inabaláveis. Pois é assim que a palavra de Deus nos ensina
com relação a ela mesma, à sua autoridade e à sua permanência. Jesus disse em
Mateus, capítulo 24 e versículo 35: "O céu e a terra passarão, mas as
minhas palavras não hão de passar". Pedro também corroborou esse
pensamento. Lá em 1 Pedro, capítulo 1 e versículo 25, diz que a palavra de Deus
permanece para sempre. A expressão também foi dada pelo salmista no
Salmo, capítulo 33 e versículo 11: "O conselho do Senhor permanece para
sempre" e também no Salmo, capítulo 119 e versículo 89: "Para sempre,
ó Senhor, a tua palavra permanece no céu". De modo que há,
absolutos, que, a partir do momento que estamos dentro de uma espiritualidade
que está sendo alimentada pelo alimento sólido da palavra de Deus, uma boa
teologia e a sã doutrina, isso permanece, pois é fixado sobre uma rocha, como
Jesus Cristo falou em Mateus, no capítulo 7: "Aquele que ouve a minha
palavra e a pratica, é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a
rocha", ou seja, a firmeza, solidez e permanência. Ora, tentamos de forma
muito clara e concluindo que nós, cristãos que temos um alicerce sobre os
fundamentos da fé, possamos também clamar como o próprio salmista. No Salmo capítulo
119, versículo 98: “Pelo teus mandamentos me fazes mais sábio". E então,
no mesmo capítulo do livro de Salmos, versículo 112, está escrito:
"Inclinei o meu coração para guardar os teus mandamentos para
sempre". Os valores espirituais do Evangelho e das Escrituras são
permanentes. A Igreja está fora da pós-modernidade ou deve lutar para
permanecer dentro de valores imutáveis e absolutos. O relativismo não condiz
com um cristão bíblico. E assim também, a sociedade líquida, essa sociedade
diluída que não tem um ponto fixo, mas que sobrevive à base da relatividade do
pós-modernismo, deve ser completamente rejeitada e combatida por todo
cristão.
Encontram-se
falsos profetas nos círculos mais ortodoxos, que fingem ter um amor fervoroso
pelas almas, mas enganam fatalmente multidões quanto ao caminho da salvação. Tais,
rebaixaram deliberadamente o padrão da santidade divina e adulteraram o
Evangelho para torná-lo palatável à mente carnal. (Arthur Pink)
“Mas,
a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus,
aos que crêem no seu nome”(João 1:12)
A seguinte
advertência é encontrada na segunda epístola universal do apóstolo Pedro. Com
uma solene advertência, ele escreveu:
“E também houve entre o povo falsos profetas,
como entre vós haverá também falsos doutores que introduzirão encobertamente
heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si
mesmos repentina destruição.”
Lemos
isso em 2 Pedro, capítulo 2, versículo 1, na versão Corrigida e Fiel da
Sociedade Bíblica Trinitariana.
Acompanhando essa leitura, desejo também fazer
menção do mesmo texto na versão LTT — Literal do Texto Tradicional —, na qual
podemos ler:
“Mas houve
também falsos profetas no meio do povo, como também no meio de vós haverá
falsos professores mestres, os quais encobertamente ao seu lado trarão para dentro
heresias de perdição, negando até mesmo ao Deus e Senhor, havendo pago a compra
deles, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.”
Note o que o Apóstolo Pedro fala: ele diz que se
introduzirão entre vós. Não se trata de algo externo à Igreja, mas sim interno,
ou seja, dentro do próprio cristianismo. Ocorre a infiltração de falsos mestres
cujo ensino herético central é negar o Senhor que os resgatou.
Devemos entender claramente nessa declaração —
conforme podemos associar nas versões Corrigida e Fiel e LTT, ambas oriundas do
Textus Receptus (o texto recebido) — que o entendimento claro é este: esses
falsos mestres, embora se identifiquem como cristãos, negarão o Senhor que os
resgatou.
Portanto,
trata-se de um falso ensino que envolve diretamente a redenção e a obra que
Cristo realizou na cruz do Calvário. Também lemos em Atos 20:29: "Porque
eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis,
que não pouparão ao rebanho;"
Através das palavras de Paulo, registradas por Lucas
no capítulo 20, versículo 29 do livro de Atos dos Apóstolos, vemos uma dura
advertência que precisamos levar muito a sério. Paulo declara que, após a sua
partida, infiltrar-se-iam no meio da comunidade "lobos ferozes" que
não poupariam o rebanho.
O apóstolo
expõe de modo muito explícito que a igreja sofreria um ataque por parte de
hordas de falsos mestres. Comparados a lobos devoradores, estes opositores não
teriam compaixão do rebanho, infiltrar-se-iam no meio da igreja e arrastariam
consigo uma boa parcela de fiéis.
Ao associar esta descrição de Paulo em Atos aos
ensinamentos do apóstolo Pedro, nota-se claramente que uma das doutrinas
fundamentais da fé cristã é a justificação pela fé, fundamentada na obra
perfeita e consumada que Cristo realizou na cruz do Calvário. A centralidade da
salvação pertence inteiramente a Cristo, e não aos homens. Negar esta verdade é
enveredar pelo caminho daqueles que renegam o próprio Senhor que os resgatou.
Agora vamos ler I Pedro 5:17: "Sede
sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando
como leão, buscando a quem possa tragar;"
Aqui, o
apóstolo Pedro apresenta o diabo como um leão que ruge buscando a quem possa
devorar. Note que há uma associação muito clara entre a figura de linguagem da
ação do diabo como um animal predador e a dos próprios falsos mestres.
Essa associação
é pertinente à ideia e ao assunto que estamos abordando, pois tanto Paulo
quanto o próprio apóstolo Pedro falam acerca desses lobos vorazes e
devoradores. Existe, portanto, uma ligação muito íntima entre a ação do diabo e
a dos falsos mestres, visto que ambos se comportam como predadores que atacam o
rebanho. Isso é assustador.
Qualquer pessoa
que leia, estude, pesquise e creia na Bíblia, e não se sinta alerta quanto a
essa associação, é simplesmente insensível e ignora a autoridade das Escrituras
ao abordar este assunto. Devemos tomar muito cuidado pois, além de essa
linguagem ser radical, ela nos ensina que se trata de um tema que aborda
ameaças espirituais perigosíssimas.
Quando Pedro,
inspirado pelo Espírito Santo, faz as suas advertências — como lemos em 2 Pedro
2:1 —, precisamos observar com atenção o seu posicionamento. Ele adverte sobre
a 'heresia de perdição', que, dentro do contexto, está associada a negar o
Senhor que os resgatou.
O que isso significa exatamente? Podemos
entender claramente que negar o resgate ou a redenção consiste, acima de tudo,
em crer que alguém pode obter a salvação por meio do próprio esforço. Essa é a
idéia implícita na oferta de Caim: obter aprovação divina pelo esforço humano.
Essa é a idéia implícita na construção da Torre de Babel: alcançar o céu pelo
esforço próprio – Essas idéias estão todas explicitas em todas as religiões
mundiais: a salvação pelas obras e por ultimo, a declaração final do
humanismo sua forma pós-moderna; o
transhumanismo; alcançar a imortalidade, a vida eterna mediante o potencial
humano que se manifesta no avanço da ciência.
O homem universal ou adâmico confia nas obras como uma forma de auto-redenção.
Isso está enraizado no sistema religioso do homem caído.
“O
legalismo é o ensinamento de que os pecadores são salvos (justificados,
santificados e aceitos por Deus) com base em suas próprias obras de obediência
à lei. O legalismo é tão prejudicial à alma humana quanto o hinduísmo, o
mormonismo e o ateísmo! Não somos salvos pela nossa obediência à lei de Deus
(Romanos 3:20; Gálatas 2:16; Efésios 2:8-9). Não somos santificados pela nossa
obediência à lei de Deus (Gálatas 3:1-3). Nossa herança celestial não é, em
hipótese alguma, conquistada ou merecida pela nossa obediência pessoal à lei de
Deus (Apocalipse 7:9, 10, 14). A salvação é, em sua totalidade, somente pela
graça. Os crentes não estão, em nenhum sentido, sob o jugo da lei” (Rm 6:14-15;
7:4; 8:1-4; 10:4; Gl 5:1-4, 18; I Tm 1:9-11). (Don Fortner)
De certa forma, no
contexto cristão, crer nos méritos próprios para a salvação, representa uma
tentativa de misturar o suor do pecador com o sangue de Cristo. Assim,
pressupõe-se que a obra consumada por Jesus na cruz do Calvário não seria
suficiente, exigindo a cooperação humana e as boas obras como complemento. Caso
contrário, sem a adição dessas obras, o sacrifício de Cristo seria considerado
insuficiente. Na pratica essa teologia, faz exatamente isso. Sendo o sangue de
Cristo insuficiente, a eficiência do suor dos méritos do pecador seriam mais
eficazes e necessárias, pois só com a adição deles, a redenção seria
potencialmente eficaz. Mas a declaração de Hebreus 9:22 não afirma isso, mas
para muitos é o oposto da declaração de Hebreus, sem derramamento do suor das
boas obras, não haverá redenção.
Assim, os
mestres mencionados pelo apóstolo Pedro simplesmente seguem o caminho de Caim.
No capítulo 4 do livro de Gênesis, notamos a existência de duas ofertas. Uma
delas representa um sacrifício de aceitação, pois há sangue sobre o altar. Abel
demonstra de forma sucinta que o derramamento de sangue é necessário para essa
aceitação divina — e sem derramamento de sangue não há remissão de pecados,
como atesta o autor da Epístola aos Hebreus. (I Pedro 1:9 Apocalipse 1:5
Hebreus 13:20 etc.)
Caim, por outro lado, apresenta o resultado do
seu próprio esforço e dos seus frutos sobre o altar. Desta forma, enquanto o
altar de Abel é caracterizado pelo sangue derramado, o altar de Caim representa
o suor derramado. Temos aqui a origem da auto-redenção através do próprio
esforço, que foi precisamente o que Caim tentou alcançar
Conheço muitos pregadores, igrejas e pastores
que fazem exatamente isto: abordam a salvação colocando toda a ênfase no
esforço próprio — Não faça isso, não faça aquilo. Se fizer, será salvo; se não
fizer, não será salvo. É regra sobre regra. Eles possuem um altar, uma oferta,
uma crença, possuem uma doutrina, uma convicção, liturgias, mas não a
suficiência do sangue, negar que o sangue divino seja suficiente é negar a
eficácia da obra consumada e perfeita de Cristo na cruz, geralmente o legalismo
desenvolve uma teologia anti-Calvario, a ênfase nunca será sobre o que Cristo
fez de forma definitiva e absolutamente eficiente, mas no esforço próprio, na
confiança nas boas obras, sobre o altar dessa teologia antropocêntrica é
ofertado perante Deus uma oferta de suor fedorento, como se ele tivesse o poder
de reconciliar o homem com Deus. Após a queda, Adão e Eva coseram folhas de
figueira e fizeram para si aventais para resolver o problema decorrente do
pecado: a nudez. (Genesis 3:7) essa foi a primeira tentativa do pobre pecador
buscar aproximação e a aprovação divina, eles confeccionaram sua roupa
insuficiente, e o Senhor não ordenou que eles matassem um animal para usar a pele
para se vestirem, foi o Senhor que procurou os dois que se esconderam, a
iniciativa da busca partiu do Senhor, bem como matar o animal, foi uma obra
divina, o primeiro estilista foi Deus quem fez as túnicas de pele, o homem não
contribui com nada e Deus rejeitou em absoluto a cobertura de folhas de
figueiras que eles fizeram, e nesse momento podemos entender a intensidade da
declaração de que sem derreamento de sangue não há remissão de pecados, pois a
morte daquele animal e a túnica de pele que serviu como cobertura, apresentam
uma obra que foi feita exclusivamente pelo Deus triúno e apontava para a obra
redentora perfeita de Cristo na cruz do Calvário.
“Na justificação
somos completamente passivos, completamente receptivos a salvação, repito, não
é por obras, não acontece por causa do esforço moral ou por se adquirir um
conhecimento ou se cultivar uma experiências mística” (Gene E. Veith JR)
Não estou dizendo que o bom comportamento, a
doutrina e uma vida piedosa não sejam necessários. Não é isso que estou a
questionar. Tudo isso é fundamental e deve ser abordado no seu devido contexto.
Contudo, em relação à salvação, não somos salvos por aquilo que fazemos, mas
sim por aquilo que Jesus fez. Boas obras possibilitam ganhar coroas e
galardões, elas tem um papel como evidencia da regeneração, leia Efesios 2:8 e
9 e então não perca de vista o seu contexto imediato, os versículos 9 e 10.
(Romanos e Efesios emitem a luz necessária para compreendermos passagens como
Tiago 2:24)
“O legalismo
envolve buscar o perdão de Deus, a justificação diante de Deus e a aceitação
por Deus através da obediência a Ele. O legalismo é, em essência, substituir a
obra consumada de Jesus pelas minhas próprias obras. O legalismo é a
autoexpiação e o ápice da arrogância. É viver como se a cruz de Cristo fosse
desnecessária ou insuficiente.” (CJ Mahaney)
Mas diante da base pelo qual surgiu a reforma
protestante, a justificação pela fé, sob o anátema do concilio de Trento sobre
todos os que não crêem na eficiência do suor das boas obras, ainda assim,
conheço muitos que focam somente nas nossas obrigações, como se elas fossem o
fundamento da salvação. Dessa forma, se a pessoa deixa de fazer algo, perde a
salvação, pois esta dependeria única e absolutamente da obra humana. Esses são
falsos mestres que estão a negar, na prática, o Senhor que os resgatou. É a voz
do romanismo e da contra-reforma que se infiltrou nos púlpitos e contamina a fé
de milhões.
E nada pode ser
tão trágico, porque você não vai encontrar nas Escrituras que é justificado
pelas obras que faz. Deus não aceita as suas obras; elas são consideradas como
trapos de imundícia, pois não há justo, nem um sequer. (Isaias 64:6 e Romanos
3:10)
Todavia, as pessoas acabam sendo enganadas por
esses falsos discursos e por esses falsos mestres que, embora empunhem e citem
a Bíblia, fazendo menção dela em suas mensagens, na prática abordam a questão
da salvação pelo esforço humano, e não por aquilo que Cristo fez. Na verdade,
eles dão uma superênfase no suor: “Faça, faça penitências, faça isso e faça
aquilo, acompanhe todo o ritual da igreja ou do movimento, esforce-se para se
salvar, guarde dias e festas, dê o dizimo etc”.
Muitos neopentecostais e pentecostais o seitas
protestantes controversiais e legalistas cederam a esse falso evangelho, dando
uma superênfase às obras, observação da lei mosaica e de sistemas de princípios
morais rígidos como necessários para a salvação. É possível encontrar muitas
seitas e movimentos que fazem justamente isso: criam todo um sistema legalista
para que a pessoa cumpra todas as regras e, assim, mereça a salvação de acordo
com o que faz. Estes negam o Senhor que os resgatou. Se a morte e o sangue de
Cristo não são suficientes, então o sacrifício de Cristo torna-se impotente,
precisando do acréscimo do suor do esforço humano, e isso é categoricamente uma
negação de que “Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espirito Eterno se
ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das
obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?” (Hebreus 9:14)
“O legalismo também pode ser descrito
como falso cristianismo, pois é essencialmente isso que ele é. Usa linguagem
cristã e termos bíblicos. Soa evangélico. Adora usar frases como
"evangelismo", "fundamentalismo", "literalismo
bíblico" e outras semelhantes. Parece cristão, soa cristão, mas
enfaticamente não é o verdadeiro cristianismo. É uma farsa espúria, uma
imitação do cristianismo, uma contrafação vazia e oca da coisa real. É um fardo
pesado para a vida espiritual que cria uma sensação de cativeiro e culpa. É uma
fraude repugnante e nauseante aos olhos dos outros. Deus o descreve nas
Escrituras como um fedor em suas narinas. Isso é o que o legalismo realmente é
(Ray Stedman).
Praticamente, a obra consumada e perfeita de
Cristo é minimizada e muitas vezes nem sequer é abordada. Toda a ênfase é dada
ao esforço do homem, e não à obra que Cristo realizou na cruz do Calvário.
Quando se trata da cruz, da teologia da cruz e da redenção, há uma enorme
superficialidade no entendimento deles. E quando é abordado o tema de que
Cristo morreu por nós para nos resgatar, em vez do esforço próprio, muitos
deles chegam a rejeitar essa teologia sã, porque já abraçaram o que foi promovido
pelos falsos mestres. Quando ainda pior, zombam e desprezam a doutrina
biblicamente sólida da obra consumada e perfeita de Cristo na cruz.
Voltamos à análise de Atos, capítulo 20,
versículo 29, que já mencionei anteriormente, onde Paulo faz advertências
acerca de lobos que não poupariam o rebanho. Pois muito bem, olhemos para o
contexto de Atos, capítulo 20, versículo 28. Neste contexto, encontramos a
declaração explícita de que a Igreja foi comprada pelo próprio sangue divino;
ou seja, a redenção foi um ato efetuado pelo derramamento do sangue de Nosso
Senhor e Salvador Jesus Cristo.
No entanto,
esses lobos — que, como podemos observar no contexto, não poupariam o rebanho e
que Pedro também mencionaria em sua epístola — afirmam exatamente o contrário.
Eles dizem, de forma categórica (embora por meio de clichês e neologismos), que
o sangue de Jesus Cristo não é suficiente para a redenção, sendo necessário o
esforço e o suor humano para complementar e, assim, garantir que a obra de
Cristo seja consumada.
Desta forma, eles fazem um acréscimo: negam a
suficiência da redenção na cruz e sustentam que é necessário que o homem
trabalhe pela sua própria salvação, concluindo aquilo que Cristo supostamente
não teria concluído no Calvário. Seguindo essa heresia, conclui-se eles
atribuem um fracasso ao poder remidor do sangue divino e imaculado de Cristo,
caso não seja misturado com o suor das boas obras, e deixo aqui um adendo, nem
devem ser consideradas como “boas obras” o que profana o sangue do Salvador,
relegando a insuficiência faz ultraje ao espírito da graça;
Veja bem: não é
apenas naquela passagem clássica de Efésios 2:8-9 que lemos que a redenção e a
salvação são adquiridas unicamente através daquilo que Cristo fez por nós, e
não do que nós fizemos. O texto de Paulo em Efésios é muito explícito.
Quando olhamos
para outras passagens — como Tito 3:5, onde Paulo diz: «não pelas obras de
justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia nos salvou pela
lavagem da regeneração e renovação do Espírito Santo» —, vemos a mesma verdade.
Em Romanos 5:8-9, lemos que somos justificados pelo sangue de Cristo — não pelo
sangue de Cristo misturado ao esforço das nossas boas obras ou ao nosso suor.
Da mesma forma,
em Efésios 1:7, lemos que temos a redenção pelo Seu sangue e a remissão das
ofensas segundo as riquezas da Sua graça. Fica claro que a redenção ocorre pelo
sangue de Cristo — não por um sangue misturado ao suor dos pecadores, mas tão
somente pelo sangue de Cristo. Isso também é corroborado em passagens como Colossenses
1:14, 1 Timóteo 2:6, Hebreus 9:12 e muitos outros textos das Escrituras
Nisto consiste a mensagem do evangelho: que
Cristo morreu pelos nossos pecados. Nós somos pecadores; todos pecaram e
destituídos estão da glória de Deus. Estamos falidos, mas Cristo vem e morre
pelos nossos pecados.
O Senhor nos chama ao arrependimento, a crer e
a seguir a Cristo. Entendemos que isso é o evangelho. Ora, em 1 Pedro 1:18-20
está escrito: “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou
ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos
legaram, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de cordeiro sem defeito e sem
mácula.” Não meus amados irmãos, o suor do esforço religioso humano não tem
poder de remir espiritualmente um pobre e miserável pecador.
Veja bem: nem ouro, nem prata podem nos remir,
muito menos o nosso próprio suor. Em 1 João 2:2 também está escrito: “Ele é a
propiciação pelos nossos pecados, e não apenas pelos nossos, mas também pelos
de todo o mundo.” E em 1 João 4:10 lemos: “Deus enviou seu Filho para ser a propiciação
pelos nossos pecados.”
Essas e outras
passagens são suficientes para mostrar que a obra de Cristo foi um verdadeiro
sacrifício. Pelo seu sangue, ele obteve perdão, paz, redenção e remissão de pecados
para aqueles por quem morreu.
A questão é:
você deve crer. A obra realizada e consumada por Cristo na cruz do Calvário tem
o poder de remir aqueles que reconhecem que são pecadores se arrependam de seus
pecados e creem em Cristo. Todavia, deve ser dito com toda certeza e clareza:
Cristo fez tudo sozinho por nós. Não há nada a acrescentar à obra que Jesus
realizou na cruz do Calvário. O que você deve fazer e crer e viver debaixo
dessa confiança que produz verdadeira esperança. Pensar que nossas obras podem
complementar ou concluir aquilo que Jesus Cristo fez é uma blasfêmia, é
anátema, é outro evangelho.
Em Romanos
3:23-24, Paulo afirma: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória
de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há
em Cristo Jesus". Olhe a ênfase de Paulo: que há em Cristo (Na sua obra
redentora) e não em, nós mesmos!
Somos justificados gratuitamente; não há nada
que possamos pagar, pois o nosso suor vale muito menos do que o ouro ou a prata.
Além disso, essa justificação ocorre pela redenção que há em Cristo Jesus, e
tão somente Nele.
Quando abrimos a Epístola aos Gálatas, vemos
que há ali um problema sério: a igreja da Galácia caiu no legalismo. Paulo
escreve no capítulo 1, versículo 6: "Maravilho-me de que tão depressa
passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho".
Ele prossegue no versículo 7: "O qual não é outro, mas há alguns que vos
inquietam e querem trastornar o evangelho de Cristo". No versículo 8,
declara: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro
evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema". E reforça no
versículo 9: "Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo
digo: se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja
anátema". Os cristãos da Galacia, abandonaram a doutrina da salvação pela
graça e começaram a observar regras e leis do Antigo Testamento como
necessarias para salvação, isso estava levando eles para um antropocentrismo
extremo, pois é exatamente isso o que ocorre, quando coloco minha confiança na
eficiência da obra de Cristo, tenho paz e esperança, quando coloco a confiança
em meus próprios esforços tenho desespero, confiar em Cristo me leva para a
humildade, confiar em mim mesmo para o orgulho e hipocrisia, não é de admirar
que quanto mais legalista é um sistema religioso, mas hipócritas ele produz!
bendito seja o Deus de nossos Senhor Jesus Cristo pelo Evangelho da graça de
Deus que se sustenta pela obra consumada e perfeita de Cristo na cruz.
“
O legalismo leva os crentes a pensarem que Deus os aceita com base em suas
ações. A licenciosidade leva os crentes a pensarem que Deus não se importa com
o que eles fazem. Ambos os erros têm consequências espirituais terríveis.” (Bryan
Chapell)
Assim, percebe-se o ponto central: a igreja da
Galácia começou a acreditar que era preciso complementar a obra de Cristo, como
se o que Ele realizou na cruz não fosse suficiente. Ao colocar a observância da
lei como uma necessidade complementar — criando uma adição ao Evangelho —, eles
negavam a suficiência da obra consumada e perfeita de Cristo na cruz. Por essa
razão, tal atitude foi considerada por Paulo como anátema.
No livro
de Gálatas, capítulo 2, versículo 16, São Paulo fala de forma muito evidente e
clara: “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé
em Jesus Cristo, temos também crido em Cristo Jesus para sermos justificados
pela fé em Cristo e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei
nenhuma carne será justificada.”
Ora, se a própria lei — a qual Paulo afirma ser
santa — não pode salvar ninguém, imagine as supostas boas obras humanas, que
não chegam nem aos pés da lei. A lei foi dada por Deus, enquanto as obras são
praticadas pelos filhos de Adão. Se a lei concedida por Deus a Moisés não tem o
poder de salvar, por que se pensaria que as obras praticadas pelos homens
possuem esse poder?
Isso não seria arrogância e orgulho? Equivale
a dizer que Cristo realizou uma obra imperfeita e sem poder suficiente para
salvar, a menos que alguém a complemente com os seus próprios esforços,
misturando o seu suor ao sangue de Jesus. Na verdade, isso nada mais é do que
adulterar o Evangelho. Pretender misturar o esforço humano ao sangue puro e
imaculado do Senhor Jesus é o mesmo que poluir o Seu sangue e corromper a
mensagem evangélica.
Quando
você acredita na insuficiência da obra de Cristo na cruz do Calvário — achando
que ela não foi perfeita o suficiente para salvar qualquer pecador que crer — e
pensa que precisa adicionar as obras poluídas pelo suor do homem caído, você
está profanando o sangue da aliança.
Ouça a advertência do autor aos Hebreus, no
capítulo 10, versículo 29: “De quanto maior castigo julgais vós será julgado
merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da
aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?”
Se você colocar
o seu suor fedorento e poluído junto com o sangue de Jesus para tentar alcançar
a salvação, você está profanando esse sangue. O sangue divino de Cristo,
sozinho, derramado na cruz do Calvário, foi suficiente para salvar cada pecador
que se arrependa e creia em Cristo.
Hoje em dia,
muitos pregadores legalistas dão ênfase a si mesmos e ao esforço humano no que
diz respeito à salvação. Eles acreditam que chegarão ao céu por esforço
próprio, julgando que o suor das suas obras é suficiente e tem um poder igual —
ou até superior — ao sangue de Cristo. Para eles, como o sangue de Cristo por
si só não os pode salvar, seria necessário misturá-lo ao seu próprio suor para
obterem a salvação.
Esta teologia
maligna apresenta o suor do pecador como sendo mais eficiente do que o sangue
de Cristo isoladamente. Isso não é uma blasfémia? Não podemos dar uma
superênfase à nossa própria obra, como se ela fosse a promotora da nossa
salvação. Ninguém entrará no céu dizendo: “Senhor, estou aqui porque mereço,
porque fiz o meu melhor; portanto, entrei no céu pelos meus próprios esforços.”
Isso é o espírito de Babel. O povo de Babel
queria alcançar os céus através de um esforço monumental, erguendo tijolo após
tijolo até chegar ao trono de Deus. O homem que se esforça por si mesmo para
chegar ao céu representa Babel. Na verdade, o homem só chega ao céu através de
Cristo, que veio ao mundo e morreu pelos pobres pecadores. “ninguém vem ao Pai
a não ser por mim” (João 14:6) esta é uma afirmação categorica de Cristo, é uma
afirmação exclusivista. Tão certo que não existe outro caminho a não ser
através de Cristo, também não existe outro meio eficiente de salvação, a não
ser através da obra consumada e perfeita de Cristo.
Se o púlpito da sua igreja não está cheio
destas verdades — de que somos salvos pelo que Cristo fez —, se do púlpito não
ecoa constantemente a obra consumada e perfeita de Cristo na cruz, e se a sua
igreja não prega sobre a justificação pela fé exclusivamente através do
sacrifício do Calvário como obra suficiente e eficiente, fuja! Você está diante
de um anátema. Não importa quão refinadas sejam as obras defendidas e quão
profundamente religioso seja todo o cerimonial, Qualquer pessoa que coloque a
sua obra ao mesmo nível e altura do sacrifício de Jesus Cristo na cruz do
Calvário está a praticar um anátema. É Paulo que afirma isso num contexto em
que os Galatas queriam alcançar a justificação pela pratica de observação de
ritos, cerimônias, dias santos e um sistema de ética e comportamento.
Acredito que o
exercício da piedade e as boas obras devem ter o seu lugar na vida cristã. Elas
são evidências e resultados do fruto da salvação. Somos salvos pela obra
consumada e perfeita de Cristo na cruz; as nossas boas obras simplesmente
existem para a glória de Deus não para minimizar a grandeza infinita do
sacrifício de Cristo na cruz.
A obra que Cristo realizou na cruz do Calvário
deve ser a ênfase da mensagem da salvação. Podemos ler essa harmonia entre o
que Deus fez por nós e o resultado de nossa reação e resposta mediante a fé,
única e exclusivamente na obra consumada de Cristo. Lemos isto claramente em 1
Pedro 2:24: “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro,
para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas
pisaduras fostes sarados.”
Observem a expressão: “pudéssemos viver para a
justiça”. Essa justiça pela qual podemos viver é o resultado de o Senhor ter
levado em seu corpo os nossos pecados. Não tentem inverter o ensino do
Evangelho: as boas obras só são aceitas diante de Deus quando realizadas como
frutos da obra redentora de Cristo. Quando lemos Tiago 2:24, a justificação
pelas obras descrita ali não pode ser arrancado do seu contexto, pois essa
justificação não é para a salvação, é a justificação da própria fé “Creu Abraão
em Deus, e isso foi-lhe imputado como justiça” (Tiago 3:23) ele creu e suas
obras foram justificadas pela sua fé, ele não obedeceu e depois creu, ele creu
e depois obedeceu, portanto a fé vem antes e o resultado depois,(Veja Hebreus
11:17) veja bem, temos todo o novo testamento para iluminar esse texto de
Tiago, cujo contexto aponta para a fé de Abraão e a sua reação mediante a sua
fé. “Porque se Abraão foi justificado pelas obras, tem que se gloriar, mas não
diante de Deus” (Romanos 4:2) Então Paulo conclui definitivamente “Não vem das
obras, para que ninguém se glorie” (Efesios 2:9) A salvação pertence ao Senhor
e não a nós, glória seja dada ao Deus Triúno, agora e para todo o sempre! Todo
cristão bíblico professará “O SENHOR JUSTIÇA NOSSA” (Jeremias 23:6)
Pedro é muito claro quanto a isso no capítulo
2, versículo 24 da sua primeira epístola. As obras são importantes, contudo,
não são agentes de salvação e não possuem poder salvífico. O que pode nos
salvar e purificar dos nossos pecados é tão somente o sangue que Jesus Cristo
derramou na cruz do Calvário. Ele tem esse poder e eficácia por ser um sangue
divino — nem sangue de animais, e muito menos suor humano, têm esse poder.
“Qual
é a melhor proteção contra falsos ensinamentos? Sem dúvida, o estudo regular da
Palavra de Deus, com oração pedindo o ensino do Espírito Santo. A Bíblia foi
dada para ser lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho (Salmo
119:105). Aquele que a lê corretamente jamais poderá errar gravemente. É a
negligência com a Bíblia que torna tantas pessoas presas fáceis para o primeiro
falso profeta que ouvem. Eles querem nos fazer crer que "não são
instruídos e não pretendem ter opiniões formadas". A pura verdade é que
são preguiçosos e ociosos na leitura da Bíblia e não gostam do trabalho de
pensar por si mesmos. Nada fornece tantos seguidores para falsos profetas
quanto a indolência espiritual sob o manto da humildade.” (J. C. Ryle)
“A
salvação é completa; envolve justificação, santificação e glorificação. Pela
graça, mediante a fé, Deus justifica os crentes num ato instantâneo. Ou seja,
Cristo morreu pelo seu povo para que a pena pelos seus pecados fosse paga e a
sua justiça lhes fosse imputada. Eles são declarados justos diante de Deus
quando crêem. Uma vez justificados, Cristo os salva do poder dos seus pecados
através do processo contínuo de santificação. Na santificação, os cristãos
tornam-se cada vez mais semelhantes a Jesus Cristo. Mas um processo contínuo
nunca termina, e o objetivo final só é alcançado com a morte. Na morte, os
cristãos são glorificados; então, tornam-se completamente perfeitos pela
primeira vez.” (Jay Adams)
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