O Sacrifício da Missa na Igreja Católica Romana
O sacrifício da Missa é o coração
da fé católica romana. É a parte mais sagrada do culto católico. “É o segredo
da sua santidade e vitalidade.” São Francisco de Sales chamou-a de “a mola
mestra da devoção”. Segundo o Papa Urbano: “Se os anjos pudessem invejar algo
nos homens, seria o poder de oferecer o Santo Sacrifício.” O Cardeal Newman
chamou-a de “a maior ação sobre a terra”.
Ensinamento Oficial Católico –
A Igreja de Roma ensina: (1) que, na Última Ceia, Cristo instituiu a Missa, um
sacrifício verdadeiro e visível; (2) que Cristo legou a Missa à sua Igreja para
ser vital para a remissão dos pecados e da pena devida a eles, e para o
benefício dos vivos e dos mortos; (3) que Cristo estabeleceu um sacerdócio
especial para a sua celebração; (4) que Cristo, por meio do ministério dos seus
sacerdotes, se oferece na Missa assim como se ofereceu na cruz; mas, enquanto
na cruz se ofereceu de maneira cruenta, na Missa se oferece de maneira
incruenta; (5) que, com essa diferença, o sacrifício da Missa é o mesmo sacrifício
da cruz, pois há o mesmo sacerdote, a mesma vítima e a mesma oferta.
Afonso de Liguorio, “doutor” da
igreja católica afirma no seu livro “A Selva”: “De certo modo, pode o padre
dizer-se criador do seu Criador, porque pronunciando as palavras da
consagração, cria Jesus Cristo sobre o
altar, onde lhe dá o ser sacramental, e o produz como vítima para o
oferecer a Padre eterno. Para criar o mundo, Deus só disse uma palavra: Disse,
e tudo foi feito; do mesmo modo, basta que o sacerdote diga sobre o pão: Isto é
o meu corpo; = Hoc est corpus meum; e eis que o pão deixou de ser pão: é o
corpo de Jesus Cristo”
Isso não é assustador? bilhões de
Cristos já foram criados pelos padres, cada sacerdote é um criador literal de
um cristo, pois de outra forma, a crença na literalidade da transubstanciação
se desmorona. Suas palavras são comparadas ao Criador, Liguori compara o
sacerdote com um poder divino igual ao Deus Pai que em Genesis ordena que as
coisas existam e elas passaram a existir, assim os sacerdotes são comparados
com um poder idêntico, sendo criadores como Deus é o Criador. Esse é o
evangelho romanista! (Galatas 1:8 e 9) e é justamente por causa desse poder,
que o “doutor” da igreja chama o padre de um ser divino: “Segundo S. Dionísio,
o sacerdócio é uma dignidade angélica, ou antes divina; por isso chama ao padre
um homem divino” (1)
Roma ensina que, assim como o
sacrifício do Calvário foi prefigurado nos sacrifícios judaicos, ele é
continuado na Missa nos seus elementos essenciais como sacrifício. A doutrina católica
é que, por meio do sacrifício da Missa, um amigo de Deus recebe a apaziguação
da ira divina, a extinção da dívida da pena temporal e o recebimento de
bênçãos, que incluem um aumento da graça santificante. Por meio da Missa, os
atos de doação, louvor, ação de graças, expiação, satisfação e petição recebem
uma nova e especial eficácia. No sacrifício da Missa, diz-se que se recebe,
mais seguramente do que por qualquer outro meio, a graça da contrição na hora
da necessidade, a graça de uma santidade mais perfeita e todas as bênçãos
temporais que não estejam em conflito com o bem-estar espiritual.
Quinto Artigo do Credo do Papa Pio
IV – “Professamos, igualmente, que na Missa se oferece a Deus um
sacrifício verdadeiro, próprio e propiciatório pelos vivos e pelos mortos. E
que no santíssimo sacramento da Eucaristia estão verdadeira, real e
substancialmente o sangue, juntamente com a alma e a divindade de nosso Senhor
Jesus Cristo; e que se opera a conversão de toda a substância do pão no corpo,
e de toda a substância do vinho no sangue, conversão essa que a Igreja Católica
chama de Transubstanciação. Confesso também que sob uma só das espécies, se
recebe Cristo inteiro e verdadeiro sacramento ”
No Latim: "Profiteor pariter,
in missa offerri Deo verum, proprium et propitiatorium sacrificium pro vivis et
defunctis; atque in sanctissimo eucharistiae sacramento esse vere, realiter et
substantialiter corpus et sanguinem, una cum anima et divinitate Domini nostri
Jesu Christi, fierique conversionem totius substantiae panis in corpus et
totius substantiae vini in sanguinem; quam conversionem Catholica Ecclesia
transsubstantiationem appellat”
Documento oficial: A
"Profissão de Fé Tridentina" foi promulgada pelo Papa Pio IV através
da bula "Iniunctum nobis", em 13 de novembro de 1564
Propósito: Este credo foi
criado para resumir e reafirmar os principais dogmas definidos pelo Concílio de
Trento (1545-1563), especialmente em oposição às doutrinas protestantes. Por
muito tempo, foi utilizado como um juramento de fé por teólogos e para a
reconciliação de convertidos à Igreja Católica
Loraine Boettner, em seu livro
clássico O Catolicismo Romano, pede ao leitor que “observe que, em todos
esses versículos, (Hb 9,22-28 e Hb
10,10-14)aparece a expressão ‘uma vez por todas’, que contém a ideia de
completude ou finalidade, e que exclui a repetição. A obra de Cristo na cruz
foi perfeita e decisiva. Constituiu um evento histórico único, que nunca
precisa ser repetido e que, de fato, não pode ser repetido. A linguagem é
perfeitamente clara: ‘Ele ofereceu um único sacrifício pelos pecados, para
sempre’ (Hb 10,12). Paulo diz que ‘Cristo, ressuscitado dos mortos, já não
morre’ (Rm 6,9); e o autor da Carta aos Hebreus diz: ‘Com uma só oferta, ele
aperfeiçoou para sempre os que são santificados’ (10,14). Somos informados de
que Cristo ‘se assentou’ (10,12) como sinal de que sua obra estava concluída.
Pode estar certo: ele nunca desce desse lugar exaltado para ser novamente
sacrificado nos altares de Roma ou em qualquer outro lugar; pois desse
sacrifício não há necessidade... Graças a Deus, podemos olhar para o que nosso
Senhor fez no Calvário e saber que ele completou o sacrifício pelos pecados de
uma vez por todas, e que nossa salvação não depende do capricho ou decreto
arbitrário de qualquer sacerdote ou igreja. Qualquer pretensão de uma oferta
contínua pelo pecado é pior que vã, pois é uma negação da eficácia do
sacrifício expiatório de Cristo no Calvário.” A doutrina católica da repetição
renovada do sacrifício de Cristo afasta muitos do céu, porque sugere que o
sacrifício de Cristo na cruz pelos nossos pecados foi insuficiente. Se não
fosse, por que precisaria ser repetido tantas vezes? A ideia de que o
sacrifício de Cristo não foi suficiente é então usada para levar as pessoas a
crer que a pessoa que morre deve sofrer no purgatório para pagar pelos próprios
pecados, até que Cristo tenha sido oferecido vezes suficientes para acumular o
mérito necessário para completar o pagamento. Mas a verdade é: “Com uma só
oferta, ele aperfeiçoou para sempre os que são santificados” (Hb 10,14). Confie
em Cristo e na sua capacidade de aperfeiçoá-lo com uma única oferta, em vez de
negar a sua salvação, pensando que o seu sacrifício é insuficiente. O
sacrifício do nosso Senhor cuidou dos nossos pecados de forma tão completa que
Deus é capaz de perdoá-los e esquecê-los: “Dos seus pecados e das suas
iniquidades não me lembrarei mais. Ora, onde há remissão destes, já não há
oferta pelo pecado” (Hb 10,17-18). Creia na promessa de Deus de que ele realmente
o perdoará e esquecerá todos os seus pecados, quando você confiar na
suficiência do único sacrifício que seu Filho fez na cruz do Calvário. (Bartholomew
F. Brewer, ex-sacerdote católico romano)
(1) O leitor
pode ler as afirmações de Afonso de liguorio, verificando a sua própria obra:
https://januacoeli.wordpress.com/wp-content/uploads/2008/09/selva-sto-afonso.pdf



