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O Despertar Tardio

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 O Despertar Tardio



Na terra dos homens,
onde o pranto e o estrondo da guerra
se misturam ao futuro incerto e ao medo,
os pregoeiros da justiça proclamam verdades,
mas os indiferentes, incrédulos, protestam:
— Nada nos acontecerá!

Passa a meia-noite. O sono pesa.
Corações adormecem na escuridão.
De repente, um sobressalto —
um despertar que chega tarde demais.
O frio da morte revela o terror da perdição.

Eis os grilhões da segunda morte,
o pavor da escuridão sem fim,
o fogo voraz do Hades —
e ainda virá o lago de fogo.
Oh, desespero!

O desespero da morte é o juízo.
Os grilhões do pecado submergem as almas
que não quiseram crer na redenção de Cristo,
que não desejaram seus santos caminhos.

As almas que rejeitaram o evangelho
gemem em tamanha escuridão,
por confiarem em si mesmas ou na religião vazia.
Que grande, tão grande decepção!

Mas — ainda há uma esperança para ti:
Arrependa-se!
Creia em Cristo como o único Salvador.
Pois a tua vida breve se evapora como névoa,
mas a eternidade em Cristo poderás receber.
Agora.

 

C. J. Jacinto

 

Satisfactio Vicaria

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 Satisfactio Vicaria

Ó, rude cruz de tantos horrores,
Que infligiste ao Divino e Santo Cristo
Todas as vorazes e impiedosas dores!
O Senhor, sobre o madeiro fincado,
Cordeiro de Deus imaculado,
Derramou todo o seu sangue puro
Para me redimir da eterna maldição.

Ó, violenta e rude cruz!
De sofrimentos tão aterrorizantes,
Que a vida do meu Salvador consumiste.
Morte cruenta e cruel que a Cristo ceifou,
A redenção, enfim, consumada —
Com a própria vida o Verbo pagou.

 

(C. J. Jacinto)

 

(O MUNDO JAZ NO MALIGNO)

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Caminha o mundo em cegueira

Numa escravidão insana e cega

Onde a prisão invisível encanta

A magia do inferno controla homens

Que a dor e o medo são armas

Nos prantos mares de tais dissabores

A goécia obscura da Babilônia misteriosa

O tenebroso caos de todas inversões

Que da posse do mundo e seus reinos

O império sombrio se precipita

Dos pecados que aos homens tanto incita

O prelúdio mórbido de tão grande tribulação

E quando enfim toda a mentira ruir

Quando Cristo aos seus santos reunir

O anticristo será totalmente vencido

Pra sempre Deus em Cristo, triunfante.

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C. J. Jacinto

DEZ PENSAMENTOS E UM POEMA

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Sejamos humildes na escolha entre dois caminhos dificeis, pois encontraremos duas coragens, uma para reconhecer nossas limitações e outra para pedir a ajuda que precisamos.

 

 

Lições da Vida

 

Por mais difícil que seja uma situação, nosso temor não deve ser maior do que a nossa fé e a nossa angústia não pode ser maior do que nossa esperança.

 

Uma conquista é o fruto da perseverança, não é obra do acaso pois a vida exige muito esforço de quem deseja vencer.

 

O amor deve ser uma luz perene em um mundo obscurecido pela frieza de tantas discórdias.

 

Não sejamos demasiadamente pessimistas ou otimistas, mas tão somente realistas.

Devemos dar o melhor de nós mesmos em tudo o que estamos dispostos a realizar para amenizar o sofrimento alheio

 

C J Jacinto

 

 

 

Lições Que a Vida Ensinou

 

Um homem não deve satisfação para quem ele não deve nada

 

Um homem sensato e prudente não se mete na vida alheia para saber de assuntos que não é de sua competência

 

Se não podes resolver um problema alheio não agrave a situação complicado mais com a sua intromissão incompetente

 

A vida não é um paraíso cheio de anjos é um mundo cheio de pessoas problemáticas.

 

Todos nós temos problemas em demasia, aquele que não alivia a nossa carga psicológica conseqüente desse fato, torna-se irrelevante para uma amizade.

 

Não são só nossas escolhas que tem conseqüências, nossas omissões e indiferenças também têm.

 

Se envelhecermos sem amadurecer em caráter e virtudes, estamos já mortos para a vida.

 

C J Jacinto

 

Sonidos da rua 37

 

Era tarde naquele tempo passado

Nas tardes de um verão chuvoso

No fim da rua revestida de poeira

Onde a lua chorava uma noite inteira

 

As pedras nos percalços banidos

Criança pobre que sonhava alto

Tão alto que o coração inocente

Encontrava um abrigo nas estrelas

 

Colecionava os arbusto as frutas

Que ninguem ousava mastigar

Eram donzelas na beira do caminho

Orquestrando um jardim humilde

 

E nas colunas da solidão que postulava

Nas vigarices dos trovões assustados

Ouviam-se gritos ocos acumulados

De crianças rebeldes contra a realidade

 

Entre bolhas flutuantes de detergentes

Botijas transbordavam de agua fresca

Afrescos rarefeito de ilusões infantis

Elefantes sem orelhas rabiscadas

 

Estava eu mesmo perdido nesse achado

No labirinto de uma rua acima dos trinta

No absinto absoluto das inquietações

Quando ainda chorava o surto dos sonhos

 

 

 

Assim despontando quais sóis cheios

Nas vertentes de meus anseios agonizantes

Na bravura de viver pra frente do espelho

Cada momento no faz de conta de instantes.

 

C. J. Jacinto

 

 

 

 

 

 

Porto Celeste

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Amanheço nas incógnitas de meus prantos

Nas regias lágrimas de aflições

A vida apedreja nossos sonhos

Faz estremecer as catástrofes da sorte

 

Nos percalços dessas ilusões descalças

O refugo do tempo perdido

O salutar pranto de um iludido

Cascalhos impolutos do coração perdido

 

As vaias do vento nas faias

O nevoeiro insólito dos matagais

Ainda estremece minha alma despojada

Nas calamidades cruas e frugais

 

Dos pardos poentes e nostálgicos

Arvoram as tramas de um existir inseguro

E em tudo me rendo ao Senhor

Para encontrar nele: Porto Seguro


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Clavio J. Jacinto

(Paradise)

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Contemplo a cidade do alto

Brilho puro de preciosas pedras

Almíscar e hortelã nos campos

Estrelas cintilantes no firmamento

Meu beatifico momento

Olhos de âmbar e coração de diamante

A alma terrena da calmaria

Torrentes límpidas de água fria

Salmos de êxtase de pura alegria

Ah! Tantas montanhas na nova terra

Campinas silvestres e portões floridos

Do alto vejo a sagrada paisagem

Das estações coloridas e matizes

Pois nela os salvos vivem felizes

 

(Clavio J. Jacinto)

 

 


Poema à Heresia da Vaidade

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Corremos atrás do vento

Encontrarmos tempestades

Corremos a vida toda fugindo da morte

E ela nos espera no fim da jornada

Corremos atrás de fardos que pesam a vida

E o materialismo torna-se insuportável

Dia a dia guardamos nossa ingratidão            

Para impor o naufrágio da felicidade

Fugimos da responsabilidade do dia

Encontramos a noite escura

Fugimos do caminho proposto por Deus

Ferimos a alma nos espinhos dos atalhos

Desviamo-nos das aflições que nos fazem crescer

Definhamo-nos na devassa hipocrisia

Colhemos as ansiedades da vida futura

Para estragar todas as dádivas do tempo presente

Fechamos os olhos para as coisas reais

Para sustentar a ilusão de nossas vaidades

Por fim, perdemos todas as oportunidades

E ainda erguemos a blasfêmia de que a vida é injusta

Deus nos liberte dessa cegueira profunda

Pois o mundo carece muito de pessoas que vivam       

 

 

Clavio J. Jacinto

O ENFADO

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Dentro de mim tais pesados fardos

Coisas da vida e pensamentos timbrados

Vitrais sublimes de ilusões quebradas

Espelho néscio que corações aflitos

Núpcias perpetuadas com o enfado

Ah! Verme tristonho e rastejante

Invólucro de jardins irrigado

Pasmo canto de índole marasmo

Feridas e rachaduras dentro de mim

Entulhos e poluições que me maculam

Naufrago nesse cais torto remanso

Mas eu certamente cedo o brado ouvi

Sai da ruína em que pereces

Vinde a Mim, Sou Humilde e Manso


C. J. Jacinto

Livro de Poesias Cristãs (Grátis)

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AS CORES DAS FLORES (Poema)

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AS CORES DAS FLORES

 


As flores desabrocham no campo

É um discurso eloqüente e silencioso

Primeiro elas afirmam que Deus existe

Em seguida confirmam:

O amor é a esperança.

 

Não um amor contaminado pelo egoísmo

Nem pelo materialismo

Que esvazia a alma de virtudes

Mas um amor penitente á Deus

Em seguida de outro não menos importante

O amor compassivo ao próximo

 

Só então as janelas se abrirão

O infinito será a lente para enxergar

Todas as pequenas coisas

E natureza de que são feitas

Como disse certo poeta:

 

“Para ver um mundo em um grão de areia
e um céu em uma flor silvestre,
segure o infinito na palma da sua mão
e a eternidade em uma hora.”



Clavio J. Jacinto

 

Marcha Solitaria

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Marcha Solitária

 

Pelo caminho marcho em cantos e aflições

Np caminho esperançoso da via consagrada

Por espinhos cortantes e vales tão escuros

Mas a glória do evangelho alumia a jornada

 

Nos passos alcunha desse trajeto solitário

Nas curvas e sombras que tenta me assustar

Mas do medo infame que grita e que assombra

A glória do evangelho de Cristo a me alumiar

 

Quão pesada é a hora do pesar que implora

Para que em conforto atalho possa então se desviar

Mas em todo o escuro brado dessas pústulas tentações

A glória santa do Evangelho vem me iluminar

 

Percorrendo a trilha santa que conduz á vida

Das promessas benditas que apontam o testamento

Mesmo envolto aos trapos da presente era

A gloria do evangelho é meu segundo paramento

 

De graça em graça prossigo a marcha peregrina

Em dificuldades e sem jamais desanimar

Até que no   abençoado mundo vindouro

Possa pela luz do Evangelho no Reino entrar

 

 

 

 

Clavio J. Jacinto