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Fé Biblica e Pensamento Positivo

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C. J. Jacinto



 Um dia desses, alguma alma simples pegará o Livro de Deus, o lerá e acreditará nele. Então, o resto de nós ficará envergonhado. (Leonard Ravenhill)

 Talvez alguém abra na parte das Escrituras abordada neste estudo: Hebreus 11 – Os Heróis da Fé, e acreditará no que está escrito ali.

 

 

 

Alguns dias atrás, tive que ouvir uma confissão com relação a um irmão na fé, do qual estava falando acerca de um pastor de uma igreja cristã contemporânea, do qual estava passando por um processo de provação, tendo o seu filho acometido de uma doença séria, no qual a expectativa seria uma grande probabilidade de levá-lo à morte. Diante dessa situação, ouvi então desse meu irmão na fé que esse pastor, ele estava lutando de uma forma a demonstrar que a sua fé poderia simplesmente alcançar um grande milagre, pelo qual a expectativa seria absoluta em um único quesito: a cura do seu filho. De modo que esse meu irmão na fé disse que esse pastor tinha uma grande, uma fé tão grande que parecia “impossivel” a perda de seu filho, ele então acreditava, de certa forma, que o milagre teria que acontecer. Embora eu creia em milagres e acredite que Deus possa intervir e responder a seus santos, de modo que pode responder ao nosso clamor e curar uma pessoa, se assim for do seu desejo ou do seu plano, precisamos entender um quesito principal a respeito da fé.

 Nós temos uma definição da fé no primeiro versículo do capítulo 11 do livro de Hebreus, onde lemos: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem". A seqüência segue como um princípio de vida espiritual e autentica um dos fundamentos do cristianismo bíblico, sem fé é impossível agradar a Deus.


​Assim, a fé — ela, no grego o substantivo feminino pístis — nos remete para a compreensão de que a fé é uma confiança, é uma confiança sólida e não abstrata, em uma pessoa: a pessoa de Deus, sua soberania e sua providência, e acima de tudo na sua sabedoria administrativa com relação à existência e à manutenção de todas as coisas.


​Essa seria uma definição bíblica do que significa fé.
​O que a fé não significa? A fé não significa uma energia, uma evocação de um poder espiritual do qual faz a vontade de Deus se dobrar à nossa vontade. Em hipótese alguma, isso é fé. A fé não é uma energia, não é um poder psíquico não é um pensamento positivo. A fé é uma confiança, uma confiança  plena em Deus. Seria mais ou menos assim, Deus está organizando um quebra cabeça com milhões de peças soltas e espalhadas (A queda produziu esse caos), nos estamos vendo e até experimentamos o caos, ele sabe o encaixe de cada uma das peças e por fim encaixará cada uma em seu lugar, Ele já vê todo o conjunto organizado, estamos vendo as peças caóticas sendo movidas, mas sabemos que tudo esta sendo encaixado perfeitamente para o propósito final (Efésios 1:10)  É necessário que se tenha uma compreensão exata da fé. A fé significa simplesmente confiar em Deus, reconhecendo que Ele está no controle de todos os acontecimentos, independentemente de, do ponto de vista humano, a expectativa ser certa ou errada.
Muitas vezes, temos que levar isso em conta, pois criamos noções e expectativas a respeito da fé, mas elas podem estar equivocadas, como vou explicar mais adiante.

Antes de tudo, desejo reiterar aqui aquilo que Paulo definiu em Romanos, capítulo 8, versículo 28, pois isso se encaixa perfeitamente à questão que estamos abordando: a fé. Paulo escreveu: “E sabemos que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Deus está administrando circunstâncias e situações. Ainda que, aos olhos humanos, elas pareçam completamente complexas e dolorosas, envolvendo sofrimentos que não entendemos a partir da nossa visão terrena e limitada, Deus está no controle da situação. Podemos observar isso no capítulo 11 do livro de Hebreus, que apresenta aqueles que testemunham a respeito da fé — ou seja, os heróis da fé.
Note bem: o título “heróis da fé” parece nos remeter a algo triunfalismo imediatista, numa perspectiva puramente secular e mundana. Mas devemos entender algo claramente; a Biblia não ensina isso.  Paulo exerceu a sua fé, mas veja quantas perseguições, problemas e decepções enfrentou. Por fim, teve a vida ceifada por meio do martírio, na época de Nero. Portanto, a fé o levou a isso, mas isso, em hipótese alguma, representa um fracasso. Paulo pode ser considerado um herói da fé.
​Quando abrimos este grandioso capítulo do livro de Hebreus e lemos o versículo 4, percebemos que toda essa tão grande nuvem de testemunhas — que são os heróis da fé apresentados neste grandioso capítulo — nos mostra, logo na abertura, Abel.
​ Abel, filho de Adão e Eva, é conhecido pelo seu martírio. Ele ergue um altar e coloca sua oferta sobre ele, e o Senhor Deus Todo-Poderoso aceita a oferta de Abel, mas rejeita a de Caim, a fé deve levada dentro dessa perspectiva, uma noção clara e aceita acerca de doutrinas saudáveis, ou melhor, a fé verdadeira é sustentada pela ortodoxia pura, ela é uma fé associada ao conjunto de verdades cristãos fundamentais (Judas 3). O versículo 4 de Hebreus 11 nos diz que Abel alcançou testemunho e, mesmo depois de morto, ainda fala. (Sua oferta, sua percepção de sacrifício vicário, sua piedade voluntaria etc.)

 Aqui vemos um homem considerado um dos baluartes e fundamentos da fé no que tange ao testemunho e à confiança em Deus. Mas olhe para a sua vida: Abel foi ceifado prematuramente; ele foi a primeira vítima de um homicídio. Caim se levantou contra o seu irmão e o matou. Desse modo, podemos observar, dentro deste contexto e desta realidade, que a fé de Abel não o conduziu a um livramento, a uma vida próspera ou a uma vida duradoura. Pelo contrário, ele morreu cedo, foi ceifado e levado à primeira sepultura, ao primeiro cemitério, inaugurando o primeiro choro e o primeiro pranto pela perda de um filho morto de maneira injusta e violenta.
​Na perspectiva humana e segundo muitos supostos doutores da fé de nosso tempo, Abel, em nosso contexto, seria um completo fracasso. A visão pós-moderna e contemporânea teceu uma espécie de fé que não aceita esse tipo de fato. Se Abel vivesse em nossos tempos e sofresse essa morte prematura por causa de seu culto verdadeiro, ele não seria considerado um herói, mas sim um fracasso. Isso acontece justamente porque a maioria das pessoas tem um entendimento absolutamente equivocado do que significa fé.

 Fé não significa segurança; fé não significa que Deus responderá a todas as nossas orações; fé não significa que você estará isento de todos os problemas, de conflitos, de tribulações e de sofrimentos intensos nesta vida. A fé vai muito além disso. A fé nos leva a crer que, mesmo que tudo pareça dar errado aqui neste mundo, Deus está no controle da situação, tem uma resposta e possui um propósito naquilo que, aos nossos olhos, parece incompreensível. (João 16:33) Quando chegamos no versículo 5 do capítulo 11 do livro de Hebreus, nos é apresentado Enoque. O antigo patriarca, antediluviano, foi resgatado ou melhor, transladado por Deus. Ele foi arrebatado para não ver a morte e nunca mais foi encontrado. Embora tenhamos visto aqui um grande milagre, pelo qual é apresentado Enoque como aquele que deu testemunho, pois viveu diante de uma sociedade corrompida; no entanto, ele viveu sob os princípios da justiça divina, de modo que ele alcançou testemunho por sua fé em Deus.
​Embora tenhamos aqui um grande milagre – o milagre de um arrebatamento, do qual Deus tira um dos seus filhos da terra de maneira milagrosa, sem passar pelo processo da morte –, temos que entender o impacto social que isso causou. Pois ali está um homem pelo qual tinha família e, simplesmente, as pessoas do seu convívio social, perceberam e sentiram a falta daquele grande homem de Deus, do qual dava testemunho e era uma luz espiritual em meio a uma grande escuridão. Portanto, a trasladação de Enoque tem também as suas implicações sociais. É, um grande privilégio, sem dúvida nenhuma, ter sido levado pelo Senhor, quando o próprio Deus tomou para si aquilo que lhe pertencia. De modo que, dentro desse contexto, temos que entender que, de acordo com a longevidade de todos os patriarcas, antediluvianos, vamos notar que com 365 anos, Enoque foi levado por Deus, de maneira que, comparado com a idade de outros como, por exemplo, Matusalém, Enoque foi tomado prematuramente dessa vida. Até aqui vimos que uma vida longa não significa exatamente ser abençoado por Deus, mas uma vida justa e piedosa sim! Quantas pessoas já viveram mais de 100 anos e estão totalmente esquecidas na memória profunda da civilização? todavia, Enoque e Abel, viveram pouco na expectativa do contexto em que viveram, mas deixaram um legado extraordianario! O Novo Testamento da testemunho deles! De modo que uma vida longa não significa, muitas vezes, a bênção de Deus; às vezes é o oposto, e Enoque é uma prova incontestável desse fato, levando em conta todos os outros à sua volta: ele teve uma vida breve aqui sobre este mundo. Faz-me lembrar de João Batista, que também viveu sua fé em fidelidade e uma posição de honra por ser o precursor do Messias, mas foi ceifado de forma violenta e injusta pelos inimigos da verdade.

 No versículo 7, é-nos apresentado, então, Noé.
​Noé — em outra parte do Novo Testamento —, é chamado de "o pregoeiro da justiça". Ele é um escolhido pela graça de Deus. O mundo estava corrompido. Então, o Senhor o mandou fazer uma arca para salvar a sua família. Vemos, então, na vida de Noé, como um daqueles que são apresentados no capítulo 11 do livro de Hebreus como exemplos de fé: uma confiança total na providência e na justiça de Deus em um mundo corrompido. Poderíamos imaginar todo o seu contexto espiritual onde Noé estava inserido, sendo provavelmente — suponho eu — ridicularizado por causa da sua fé, por causa da sua paciência e por causa da sua posição doutrinária. Seria chamado, naquela época, de intolerante e fanático, e talvez até mesmo um visionário louco. Havia uma improbabilidade em questões geográficas, atmosféricas e meteorológicas, pois nunca havia havido um dilúvio universal antes, mas ali estava o pregoeiro da justiça, falando acerca de algo que seria sobrenatural.
​Noé pregou com relação a isso, de modo que o mundo antigo não o creu, mas ele creu. E, mesmo diante do ridículo, ele permaneceu firme na sua fé. Essa é a questão principal: a fé é sabedoria para os que crêem, mas, para os que não crêem, é uma verdadeira loucura. O que temos, portanto, no livro de Hebreus é uma evolução da fé no seu sentido mais amplo e consagrado. Pois, de certo modo, ao fazer essa exposição, o autor aos Hebreus, falando acerca de Abraão, ele diz respeito ao patriarca, no versículo 10: “Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.” 
​Ora, temos também a menção de Sara, no versículo 11: “Pela fé também a mesma Sara recebeu o poder de conceber e deu à luz já fora da idade, porquanto teve por fiel aquele que a tinha prometido.” 
​Dentro dessa perspectiva, vamos notar que a fé, tanto ela é a dinâmica da nossa confiança em crer que Deus pode cumprir suas promessas em nós, como também podemos superar todas as crises, inclusive aquelas que nos trazem profundas aflições, ainda que não entendamos, e sabemos que o plano de Deus está em execução e que todo o seu projeto envolvendo a nossa vida talvez tenha o cumprimento do seu propósito ainda em outra geração. Deus nunca perdeu o controle das coisas e em longo prazo, a própria Bíblia testemunha acerca disso! A historia mostra isso, a cruz é uma prova irrefutável, ela foi inventada por homens caídos como um instrumento de penalidade, tortura e morte, e Deus toma a cruz para efetuar através de Seu Filho uma eterna redenção. Oh! Isso é tremendo!

 Olhamos para a vida de José do Egito e notemos o seu processo, onde ele vai passar por uma enorme contingência de problemas, aflições, assim como também vamos olhar para a história de outros grandes vultos do passado que viveram suas vidas, muitas vezes passando por grandes aflições, sem entender, mas que, de maneira processual e dinâmica, Deus estava trabalhando através daquelas circunstâncias para que o seu projeto pudesse ser cumprido. Portanto, essas pessoas estavam inabaláveis, ainda que aos olhos dos outros fossem completamente derrotadas.
«Como exemplo de uma fé inabalável, eu quero citar aqui, talvez, um dos melhores exemplos acerca de uma mulher que não perde a sua fé, mesmo diante daquilo que, aparentemente, vai ser uma grande e devastadora derrota.

 Olhamos para a vida de Noemi. Noemi, junto com o seu marido e seus filhos, deixa Belém e vai para Moabe. Mas, lá em Moabe, primeiramente ela perde o seu marido: fica viúva. Depois morrem seus dois filhos. Em seguida, ela vai então ter uma perda de segurança, identidade e identidade social. Ela retorna para Belém. As aflições emocionais devido à perda que ela sofreu deixou-a em uma situação de profunda dificuldade e crises emocionais.
​Mas, olhamos agora para a vida dela: se ela fosse uma cristã, estivesse vivendo em nosso meio e fôssemos testemunha ocular do que ocorreu com a vida de Noemi, poderíamos acusá-la de que ela é uma mulher sem fé? Ela poderia ter fé para orar pelo seu marido que, provavelmente, suponho eu, morreu de uma doença ou de um acidente, assim também como seus filhos?
​Mas ela sofreu as perdas sem perder a fé, de modo que quando ela retorna para Belém, ainda ali está uma mulher sofrendo aflições, todavia não está negando ao Senhor. O mesmo ocorreu com Jó: a perda dos seus filhos, a perda da sua saúde, os, ou o induziram a dobrar o seu joelho e ainda continuar adorando a Deus.
​Essa é a questão: a fé tanto pode nos proporcionar o milagre, como também nos proporciona a possibilidade de superar a crise, a dor e o sofrimento quando o milagre não vem, porque sabemos que, com ou sem o milagre, Deus está no controle de todas as coisas. Quando lemos Hebreus capítulo 11, versículo 13, uma janela de luz se abre diante de nossos olhos, pois ali lemos: 
​"Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo-as, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra."
​Veja bem que a fé não nos leva para, muitas vezes, para resultados imediatos e nem mesmo nos garante uma conquista imediata, totalmente ideologizada por conceitos seculares, imediatistas e triunfalistas.  Mas a fé leva a nossa confiança para dentro do processo da soberania de Deus, e Ele trabalha conforme o Seu tempo, e não de acordo com as nossas expectativas e perspectivas.

 Assim, quando o autor aos Hebreus diz "todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas", isso não significa que eles sofreram uma decepção ou que eles simplesmente foram derrotados porque as suas expectativas não foram alcançadas na vida presente, mas que eles estavam descansando nas promessas e na convicção de que Deus está trabalhando e, por fim, também eles irão receber a recompensa.

 Pois as próprias Sagradas Escrituras nos apontam para isso: nos Evangelhos e no Novo Testamento há a promessa de prémios, coroas e galardões; ainda temos o Tribunal de Cristo; ainda temos a superior ressurreição. Temos algo, temos coisas maravilhosas que nos aguardam no futuro, inclusive as respostas para as nossas indagações mais profundas quando passamos por crises, tristezas e profundas aflições nessa vida. Assim, os versículos posteriores, a partir do versículo 14, o autor aos Hebreus diz: “Porque os que, porque os que isto dizem claramente mostram que buscam a pátria”. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de retornar. Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso, também Deus não se envergonha deles de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade. Assim vemos que as expectativas desses heróis da fé, eles estavam além do tempo presente, transcediam completamente o material, estava muito além do que é passageiro e transitório. A fé deles fazia com que eles entendessem que as aflições do tempo presente não há como ser comparada com as glórias da eternidade. Eles sabiam que, muitas vezes, o processo de Deus de lustrar o nosso coração, de polir o nosso coração, a nossa alma e a nossa fé para coisas grandiosas, de maneira que uma das principais motivações de Deus permitir as aflições e as dificuldades é para fazer com que a gente se desprenda completamente da auto-suficiência, da confiança em nós mesmos e da confiança do mundo, e colocar a sua confiança totalmente no Senhor. Ele sabe o que está fazendo. Deus sabe o que estava fazendo quando concedeu permissão para que o diabo tocasse nos filhos de Jó e na sua própria, e na saúde de Jó. Deus sabia o que estava fazendo quando João Batista, quando permitiu que João Batista fosse decapitado.
​Deus sabia o que estava fazendo quando permitiu que Tiago fosse transpassado pela espada. Deus sabia o que estava fazendo quando permitiu que Estêvão fosse apedrejado e morto.
​Deus sabia o que estava fazendo quando coisas ruins estavam acontecendo com os seus filhos aqui nesta vida.


O capítulo 11 continua com a sua exposição, falando acerca de Isaque, e de Jacó. Falou a respeito de Moisés, no versículo 24, e nos diz: "Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter gozo do pecado."
​Notemos aqui que Moisés, simplesmente, ele inverte aquilo que podemos entender como fé nos dias atuais, pois, para muitos hoje, fé significa você sair de uma pobreza para se tornar uma pessoa rica, significa sair do anonimato para se tornar uma pessoa importante dentro de um palácio. Mas, todavia, notamos que Moisés, ele inverteu a situação: recusou ser chamado de filho da filha de Faraó. Ou seja, ele vai abrir mão de status, de fama, de posição, de conforto, de dinheiro, de riquezas, e ele vai escolher ser maltratado com o povo de Deus.

 Qual era a motivação? A fé o levou a isso. Vemos no versículo 26: "Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito, porque tinha em vista a recompensa."
​Agora faço a pergunta: qual recompensa que Moisés alcançou aqui na sua terra? Podemos dizer que ele se tornou um grande líder, que o seu memorial ficou no Pentateuco. Todavia, do ponto de vista secular, Moisés não herdou nada, nem mesmo conseguiu entrar na terra da promessa. Todavia, não podemos simplesmente concluir que o seu ministério foi um fracasso, mas foi um êxito total. O impacto de Moisés sobre toda a sua posteridade é simplesmente impossível de ser descrito. Sua vida, seu exemplo nos serve como um modelo de como um homem simplesmente deixa as riquezas, o conforto e tudo mais para seguir a... para seguir a vontade do Senhor, de modo que na expectativa terrena ele pode até ser considerado como um derrotado, mas Moisés, mesmo diante de todas as dificuldades e até mesmo perdas, ele sobressaiu como um herói da fé.
«Outras Bíblias também falam sobre Raabe, a meretriz, que não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias; mas ele faz uma conclusão: "O meu artigo não se trata de um artigo de uma exposição do capítulo 11 do livro de Hebreus. A minha abordagem é simplesmente usar esse texto como base para fazer uma explicação didática a respeito da fé.

 Mas olhamos a partir do versículo 32 como a conclusão:
​"E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e Samuel, e dos profetas; os quais pela fé venceram reinos, praticaram justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada; da fraqueza tiraram forças, na batalha esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos. As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andavam vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados". Isso não maravilhoso? Podemos então observar, de forma tão clara, a maneira como Hebreus 11 nos revela o que é a fé. A fé é simplesmente uma confiança, do qual nos conduz por caminhos que, muitas vezes, aos olhos humanos pode ser considerado como um grande sucesso e, muitas vezes, como um grande fracasso. Homens serrados ao meio, apedrejados, perseguidos, sendo simplesmente eremitas peregrinos, longe da civilização, longe dos holofotes da religião, simplesmente caminhando errantes pelos desertos, vivendo de modo grosseiro e inóspito, passando por grandes dificuldades, de modo que parece uma verdadeira loucura para a mente moderna, principalmente a mente ocidental, triunfalista, materialista, do qual sempre associa a fé com o sucesso, assim como associa bênção com prosperidade. Ou seja, simplesmente tem uma um conceito errôneo, equívocado, limitado a respeito de termos bíblicos como bênção e fé. De maneira que a fé bíblica, ela, repito, pode ser um caminho para nos levar para experiências profundas de um milagre, como também pode nos levar para grandes crises, e assim confiamos e esperamos com paciência no Senhor mesmo diante dessas crises.  ​A fé, portanto, não é uma energia, não é uma força psíquica, não é uma força emocional. É uma condição espiritual. É, simplesmente, o fruto de um relacionamento com Deus; a percepção de que Deus é soberano, grande, poderoso e do qual Ele está exercendo controle e domínio sobre uma circunstância que, embora nós possamos não entender no momento, as coisas e os acontecimentos estão dentro de um projeto eterno, do qual nós precisamos estar condicionados. 
Quando olhamos nas Escrituras, podemos observar que realmente a fé pode ter levado pessoas à experiência de um milagre, de um livramento, de uma cura, de uma libertação. Mas isso não é tudo, isso é só um lado da fé.

 
​A fé também pode nos levar para momentos de grandes dificuldades, pode nos conduzir, inclusive, para o martírio. Isso não deve ser considerado como uma decepção. 

 A fé não significa que Deus responderá todas as nossas orações, significa que Deus estará respondendo nossas orações quando não responde aos nossos anseios.  De maneira que, quando Ele diz um "não", ainda que seja tão doloroso para nós, Deus está tomando a melhor escolha, está fazendo a melhor coisa, porque Deus sempre trata com seus filhos do ponto de vista da eternidade e não do imediatismo do qual nós estamos escravizados. 
Uma vez mais, preciso dizer e afirmar de forma clara, de acordo com o que entendo na leitura de Hebreus capítulo 11: quando vimos toda essa riqueza de detalhes concernentes aos heróis da fé, muitos deles passaram por grandes tribulações e dificuldades, de modo que a fé não é uma mera crença em Deus — e torno a repetir: não é uma energia que manipula poderes divinos, não é um diálogo onde o homem conversa com Deus e o convence de mudar de ideia, mas tão somente é chegar ao Senhor e pedir para que ele faça a sua vontade e não a nossa, de maneira que a resposta seja sempre não para a nossa satisfação, mas para a glória de Deus. A partir do momento que tivermos uma perspectiva da vida espiritual, da nossa própria existência, colocando em perspectiva a eternidade, o poder, o projeto e os propósitos de Deus, podemos ter uma compreensão mais profunda do porquê coisas ruins podem acontecer. Agora, veja bem, eu não desejo, através desse artigo, simplesmente dizer que Deus não pode realizar o milagre, de que uma cura não pode acontecer, de que um livramento, ou que Deus não tenha, não possa dar uma grande resposta para as questões mais difíceis com relação às nossas dificuldades, aflições e tribulações.
​O que eu estou tentando dizer é que, se você pensa em um tipo de fé na qual pode mudar o pensamento de Deus, ou simplesmente a fé como uma energia ou como um poder psíquico, como se fosse um pensamento positivo do qual você pudesse fazer declarações e isso pudesse ocorrer de um toque de mágica, como se suas palavras tivessem poder, então esse tipo de fé não é o tipo de fé apresentado no livro de Hebreus capítulo 11, em hipótese alguma.


​Fé, mais uma vez, eu reitero, é uma confiança plena, profunda e segura em Deus, não importa a situação. Um exemplo disso são os três amigos de Daniel. Quando eles estão confrontados diante da situação em escolher se prostrar ou não, a resposta deles foi que não importava o resultado: eles não se prostrariam diante da estátua. Se Deus quisesse livrá-los da fornalha ardente, eles seriam livrados; se não, ainda que morressem, eles simplesmente não se dobrariam à estátua de Nabucodonosor.
​Portanto, aqui está uma fé: não importa o resultado, Deus está no controle e ele vai ser glorificado na nossa vida. Essa era a resposta de homens de fé. Essa deve ser a compreensão do valor e da essência da verdadeira fé, da fé bíblica.  Escrevo este estudo bíblico justamente para responder a essa questão, porque muitas pessoas acham que, a partir do momento — e isso já ocorreu na minha própria vida espiritual —, quantas vezes tivemos que lidar com um problema de enfermidade, de enfermidade grave. A pessoa do qual foi acometida, ela também estava diante da expectativa: "Irei morrer ou irei viver?". Mesmo num diagnóstico médico do qual não dava qualquer perspectiva de esperança, a fé nos conduz à esperança, a que Deus possa responder aos nossos clamores e nossas orações, e então possa trazer a cura. Mas isso não ocorreu. Em vários momentos, como, como muitas vezes eu tive que lidar como líder espiritual, muitas vezes eu tive que chegar diante de uma pessoa acometida de uma doença terminal e simplesmente dizer para ela: Olha, a vida física, ela é importante; é Deus que nos dá e também é Ele que nos tira, de modo que nós devemos estar preparados para estar com o Senhor. Viver é para Cristo, aqui ou na outra vida, de modo que nós precisamos estar preparados tanto para viver, se Ele conceder mais algum tempo para nós aqui neste mundo, ou nós devemos estar preparados para partir e estar com o Senhor, porque é ainda muito melhor. Portanto, a nossa fé transcende expectativas terrenas e egoístas. Ela deve se encaixar perfeitamente nos planos de Deus. O que nós temos que dizer é um "amém". E muitas vezes eu ouvi um "amém" dessas pessoas que estavam diante dessa situação: a fé nos conduz a isso, de modo que muitas vezes eu vi e testemunhei pessoas sendo, sofrendo uma grande decepção e até mesmo ficando amarguradas com Deus porque uma oração não foi respondida.

 Ora, Deus não é obrigado a responder às nossas orações. Nós temos a obrigação de orar. Isso não é um paradoxo. Deus responde, não conforme os nossos desejos; Deus responde conforme os Seus planos. Portanto, devemos sempre viver a nossa vida cristã e espiritual na perspectiva de Deus, e não na perspectiva do mundo.

Um Chamado a Sobriedade

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Um estudo prático acerca da palavra de Deus, com relação à responsabilidade do cristão e à sua vida espiritual, e à sua firmeza, sobriedade e o cuidado com relação à vida cristã, é muito evidente em todo o Novo Testamento. Nós somos chamados, com foco, para termos cuidado e termos muito, é, muita sobriedade com relação às coisas espirituais.

​Em 1 Timóteo capítulo 4, versículo 16, por exemplo, o apóstolo Paulo fala que nós devemos ter cuidado de nós mesmos: 'Tem cuidado de ti mesmo', diz o apóstolo. Isso também pode ser observado em passagens como Romanos capítulo 14 e o versículo 12. Mas, especialmente na segunda epístola de Pedro, no capítulo 3, versículos 16, 17 e 18, nós temos uma passagem pela qual é de grande importância para a nossa meditação.
​Ali, nós lemos que o apóstolo Pedro falou: “Falando também destas coisas, em todas as suas cartas, entre as quais há algumas difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as demais Escrituras, para sua própria perdição. Portanto, vós, amados, sabendo isto antes, guardai-vos de que, pelo engano dos abomináveis homens, juntamente não sejais arrebatados e descaiais da vossa firmeza; antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém”.
 Pedro estava aqui falando acerca das cartas paulinas, no qual ele mesmo admite que há alguns pontos que são difíceis de entender. Isso nos leva a uma conclusão óbvia: a Bíblia, no seu todo, precisa ser lida e estudada com muito cuidado, fazendo com que as próprias Escrituras sejam a luz a iluminar as suas páginas. Além disso, precisamos pedir a orientação do Espírito Santo para que ele nos possa guiar em toda a verdade.
​ Assim, precisamos estar atentos, pois nós temos um contexto pelo qual esse texto que eu li, ele está inserido. Quando nós lemos os primeiros versículos de Segunda Pedro, capítulo 3, Pedro está falando acerca da vinda do Senhor. E então, o final dessa epístola, no último capítulo, que é o capítulo 3, do qual eu mencionei aqui os versículos 16, 17 e 18, ele está inserido dentro de um contexto escatológico, de maneira que isso nos leva para uma compreensão clara de que nós precisamos ter cuidado, muito cuidado nos últimos dias.


​Ora, esse pensamento não é um pensamento exclusivo de Pedro, porque Paulo também escreveu muito a respeito desse assunto, associando sempre os finais dos tempos com um grande engano em escala mundial, como pode ser visto, por exemplo, numa leitura dinâmica de Segunda Tessalonicense, capítulo 2. Mas, todavia, se faz necessário também que observemos as palavras de Cristo, pois em seu sermão profético, Ele muito advertiu com muita veemência acerca do surgimento de falsos cristos e de falsos profetas. Devemos, portanto, estar preparados e cientes de que o ambiente espiritual em que nós estamos inseridos se caracteriza exatamente por isso: um engano universal em grande escala. Com seus agentes caracterizados por uma falsa piedade e forte engano sedutor.
 Atentemos mais perto para a declaração de Pedro, o versículo 17 e versículo 18, do qual já lemos. E eu quero repetir aqui o que ele disse: “Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos que, pelo engano de homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados e descaiais da vossa firmeza” Então, nós temos aqui uma queda.
​Mas, no versículo 18, diz: “Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.”  Aqui nós temos uma ascensão, um crescimento. De modo que, enquanto uma força espiritual demoníaca atua para que o cristão caia, assim como lá no jardim do Éden, no capítulo 3 de Gênesis, todo o trabalho da antiga serpente foi derrubar Eva e Adão para tirarem toda a firmeza espiritual deles – nesse atual estágio, nós também estamos confrontando o mesmo agente com todo o seu exercito de enganadores e os mesmos desafios e as mesmas tentações.
​De modo que o diabo tem levantado homens abomináveis para arrebatar e fazer descair a firmeza daqueles que estão firmes.

Mas o remédio para isso é: “crescer na graça e no conhecimento."
 Não vivemos hoje em tempos de grande confusão?
O Paulo, em certo lugar, escreveu que quando a trombeta dá um sonido incerto, ninguém se prepara para a batalha? Confusão não traz conhecimento e iluminação espiritual.

 Hoje, muitas pessoas estão completamente alheias a uma questão essencial. Havia, um tempo atrás, que estava em moda a guerra espiritual e a batalha espiritual, mas nossa maior batalha é a batalha que o inimigo lança contra a verdade. Se ele consegue um bom numero de falsos mestres que torcem e fazem uso equivocado das Escrituras para justificar todo tipo de heresias, então devemos fazer de tudo para manter no nosso coração a sã doutrina. Desde o início foi assim: ele simplesmente atacou a palavra de Deus e a declaração de que Deus fez a Adão: "O dia que comeres da árvore do conhecimento do bem e do mal, certamente morrerás".
Mas então o inimigo entra e coloca um "não", e nega a afirmação e a palavra de Deus: "Certamente não morrerás". E a palavra do inimigo prevaleceu, de modo que Eva creu naquilo que o diabo falou.
Assim hoje também, muitos falsos profetas e muitos falsos mestres têm tido grande êxito em levar multidões, em arrebatá-las e fazê-las com que elas caiam da firmeza; de modo que esses falsos profetas induzem essas pessoas para longe do Evangelho, pregando um falso evangelho, muito parecido com o verdadeiro, mas se trata de anátema, eles se comportam como anjos celestiais, falam como anjos celestiais, afirmam ter visões de anjos celestiais, mas na essência, a natureza de suas mensagens são malignas. (Galatas 1:8 e 9)

Ainda que falem acerca de coisas que pareçam ser espirituais e mencionem a Bíblia Sagrada, eles fazem uso dessa artimanha simplesmente para tentar enganar todos aqueles à sua volta.
"Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor!, entra no reino dos céus", já anunciava Jesus Cristo lá no capítulo 7 do livro de Mateus.
Todavia, embora haja tantas advertências no Novo Testamento acerca do engano, nós vemos que as pessoas, elas são muito inocentes, de modo que elas simplesmente crêem em qualquer coisa. Sem conferir as coisas espirituais com as espirituais, sem levar em conta o capricho da nobreza dos bereianos (Atos 17:11)

Hoje não se cultiva um discernimento espiritual da maneira como deveria se cultivar. Trata-se de uma procrastinação perigosa, um descuido fatal.   Precisamos estudar com muito zelo as Escrituras devemos usa-la como uma bússola espiritual que orienta a respeito de todas as verdades eternas, a bíblia é um instrumento divino que nos da a orientação correta, Devemos usar a Bíblia Sagrada como um detector de mentiras, todas as vezes que ouvirmos um falso profeta conversando, falando ou pregando, tenhamos simplesmente a sabedoria de abrir a Bíblia e dizer: "Está errado, a Bíblia não diz assim". E conferir acerca da certeza de que um enganador estará sendo desmascarado.

 Não deve existir divergência entre a mensagem de um pregador e a bíblia que ele usa, Paulo aconselha a pregar a sã doutrina e a manusear bem a palavra da verdade. De modo que eu fico com a palavra de Deus e rejeito o falso profeta.

Ao invés de testemunharmos muitos cristãos com discernimento e sobriedade crescendo na graça e no conhecimento, nós testemunhamos uma grande multidão sendo arrastada, arrebatada, fascinada e depois enganada por falsos profetas que estão surgindo, que já surgiram e ainda continuam surgindo em todo o mundo. Já no capítulo anterior dessa epístola, no Segundo capitulo,  Pedro, faz uma enorme advertência, ele ainda escreveu: "E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina eh repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por vós e por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas, sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita." Se não estivemos atentos com relação a advertências como essa, como poderemos escapar dessa grande sedução e desse grande engano que se levanta com todo o poder sobre esse mundo, como se o diabo tivesse dando a sua última cartada ou se tivesse reunindo todas as suas forças e reunindo todos os demónios para darem um último golpe contra a igreja e contra o mundo para tentar arrastar o maior número de almas para a perdição eterna?

 Quando chegamos a Colossenses, no capítulo 2, a partir do versículo 8, vimos Paulo falando — escrevendo — com advertência:
 “Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo. Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo principado e potestade. No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão, no despojo do corpo dos pecados da carne, pela circuncisão de Cristo; sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos. E, quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas; havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.  E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.
Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombra das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. Ninguém vos domine a seu arbítrio, com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu, estando em vão inchado na sua carnal compreensão e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus.  Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: ‘Não toques, não proves, não manuseies’? Essas coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens. Elas têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e disciplina do corpo, mas não têm valor algum, senão para a satisfação da carne.”
Podemos observar, através destas palavras de Paulo aos Colossenses, como ele faz uma exortação à firmeza, devido a problemas sérios de infiltração — do qual falsos profetas estavam ali na igreja de Colosso —, trazendo para dentro elementos de gnosticismo, de espiritualismo e de religião pagã. Na verdade, não é isso exatamente o que ocorre hoje? Há muito tempo atrás, o falecido Dave Hunt não escreveu A Sedução do Cristianismo, escapando da sedução do qual, nesses dois grandiosos livros, ele fala acerca da infiltração de elementos da nova era, de espiritualismo e de gnosticismo dentro da igreja? De modo que entra de modo muito fácil por causa do pouco discernimento que a igreja moderna tem acerca dessas coisas.


​Mas, há 2.000 anos atrás, Paulo já fazia essa dura advertência, fala sobre combate e manda que tenhamos cuidado para que ninguém nos faça presa.
​Ora, nós temos que entender claramente que esses elementos de engano, eles são fáceis de serem aceitos por quem não tem discernimento, porque nós temos uma chave no versículo 23 [Colossenses 2], ao qual diz que as quais têm, na verdade, aparência de sabedoria em devoção voluntária, humildade e indisciplina. Mas, todavia, Paulo conclui: não somam valor algum, senão para a satisfação da carne. De modo que há somente uma aparência, mas a essência é completamente de engano, de modo que nós precisamos estar atentos a essas questões, pelo qual são tão lúcidas nas Sagradas Escrituras. Viver hoje o evangelho e querer entrar em um mundo sobrenatural, na verdade, sem discernimento, nada mais é do que vendar os olhos e dançar sobre um campo minado. A nossa autoridade final é a Palavra de Deus, a nossa orientação, o nosso porto seguro é o evangelho. Os 66 livros da Bíblia continuam sendo autoritativos e eficientes em questão de regra e em questão de fé, de modo que nós devemos firmar os nossos passos e crescer na graça e no conhecimento das escrituras, para que nós possamos ter firmeza nesses dias tão difíceis.




 

 

A SERPENTE E O ENGANO QUE ILUDE O MUNDO

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 A SERPENTE E O ENGANO QUE ILUDE O MUNDO


 C. J. Jacinto

 

Lições preciosas podem ser aprendidas fazendo uma análise detalhada e minuciosa da queda registrada em Gênesis capítulo 3, versículos 1 ao 5.  Existem vários insights pelos quais podemos perceber e, de certo modo, aplicar em nossa vida, pois temos dentro desse texto toda a dinâmica pelo qual o diabo trabalha e, sem dúvida nenhuma, as suas estratégias nunca mudaram. Muito pelo contrário, se aperfeiçoaram durante todos esses anos.  Podemos perceber em passagens como Efésios capítulo 6, versículos 10 ao 18, onde Paulo faz uma abordagem acerca da batalha espiritual, que há uma evidência de um desenvolvimento progressivo das táticas do inimigo. De certo modo, todo o princípio parte do modus operandi como ele agiu durante a queda. Portanto, temos coisas preciosas para aprender e, de certo modo, também desenvolver o nosso discernimento espiritual.  A primeira e grande lição que aprendemos sobre as atividades e uma anatomia sobre a primeira tentação e a consequente queda, e toda a atividade diabólica que envolve todo o drama até então escrito e apresentado por Moisés no livro de Gênesis, temos, então, como a lição primeira: a estratégia do inimigo, agir nas sombras e usar intermediários. 

Ele trabalha quase sempre escondido ou por trás de mascaras, usa agentes externos ou usa um disfarce (anjo de luz)

Essa é a tática do disfarce. Em Gênesis 3, o nome Satanás não aparece explicitamente; ele não se apresenta como a figura de um dragão (Apocalipse 12:9)  o que surge é a serpente. O diabo opera por trás das cortinas, usando marionetes para realizar seus planos e depois descartando-as tragicamente. Então, podemos perceber dentro dessa tática que, na maioria das vezes, e principalmente em nossos dias, o diabo ainda continua agindo de forma oculta, usando agentes e intermediários para alcançar os seus objetivos.  Quando lemos, por exemplo, passagens como 1 Timóteo 4:1, onde Paulo fala acerca dos últimos dias, aonde surgirão, de modo muito enfático, ele nos diz que nos últimos tempos sobrevirão tempos muito difíceis, e então podemos perceber que a tática do inimigo continua sendo astuta, periférica e disfarçada, ele usa falsos profetas e falsos mestres, usa as cordas vocais e a mente de homens para disseminar doutrinas antibiblicas e anti cristãs. No Jardim, o diabo revelou duas coisas, ele adulterou as palavras do Senhor, para construir idéias anti-Deus, Anti-Biblia e Anti-ortodoxia. “certamente não morrereis” e “sereis semelhantes a Deus”

"Porém o Espírito diz expressamente que nos últimos tempos decairão alguns da fé, dando-se a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios.”

​Devemos reiterar algo importante: quando o homem caiu, o seu espírito pode apresentar grandes atividades, assim como a alma e o corpo. Para que os não regenerados possam ter um espírito tão poderoso que, apesar de sua escuridão, ainda domina todo o ser, dizem então que são espirituais, porque neles o espírito prevalece e governa. Em outros, são os elementos psíquicos e sensuais que assumem o controle. O espírito aliado ao intelecto e vontade procurará entrar em relação com o além. Sem a ajuda do Espírito Santo, eles tornar-se-ão médiuns e poderão praticar as artes ocultas e envolver-se com o ocultismo e espiritualismo. Eles receberão dons de segunda visão, como clarividência, e outras experiências paranormais que o príncipe das trevas pode conceder. Pois, enquanto o espírito humano não for regenerado e habitado pelo Espírito Santo, há uma correspondência, um paralelo, entre ele e os espíritos satânicos, sendo dominado e influenciado pelo príncipe das potestades do ar — o espírito que opera nos filhos da desobediência, como lemos claramente em Efésios 2:1-3.

Então vemos, de forma muito clara, que os demônios, eles agirão através de agentes e através de intermediários, usando as cordas vocais e a mente das pessoas para transmitir suas doutrinas heréticas e demoníacas.  O mal não é uma psicopatologia que se manifesta em ações com conseqüências devastadoras no mundo, trata-se, muitas vezes, de uma orquestração e controle oculto, o mundo espiritual caído infestado de seres demoníacos controlando e influenciando homens sob a maldição do pecado (Mateus 8:28 a 34)

 A Realidade do Mundo Espiritual e a Ocultação das Forças das Trevas


Podemos citar passagens clássicas, como Apocalipse 12:9 e 1 João 5:19. A primeira afirma que o diabo engana todo o mundo, e a segunda diz que o mundo jaz no maligno. 
​No entanto, note que, de certo modo, ninguém consegue vê-lo, mas podemos perceber as consequencias. Podemos ver as suas ações e os resultados, mas ele trabalha de modo completamente oculto. Essa ocultação das atividades e do próprio ser — sejam seres demoníacos ou o próprio diabo — dá-se porque eles vivem em outro nível de existência, de modo que os incrédulos, os materialistas e os reducionistas e a própria ciência negam a realidade desse mundo espiritual.  Isso lhes dá grandes vantagens, pois podem atuar livremente.  Apesar disso, é incontestável que, olhando para o mundo, para as coisas à nossa volta, para todas as tragédias, coisas assombradas, paranormais e mistérios envolvendo o ocultismo, notamos claramente — inclusive pelo comportamento do homem — que essa atividade demoníaca é um fato. Contudo, eles agem por intermédio de intermediários: escondem-se por trás de uma cortina, usam a mente humana e conseguem causar uma devastação enorme, provocando muita destruição moral, espiritual e até física sobre o mundo.

 
​Isso pode ser notado de forma muito clara como a ação, a influência e o domínio de demônios e do próprio Satanás. Essa atuação pode ser observada nitidamente em passagens que falam sobre um dos endemoninhados  gadaneno — por exemplo, em Mateus 8, onde é descrito que uma legião de demônios controlava um único homem.  Por aí podemos perceber que os espíritos demoníacos não estão limitados a este mundo físico. Sabemos que aproximadamente uma legião completa conseguia ficar infiltrada em um único corpo. O modo como eles agem é completamente diferente em analogia à geografia e ao espaço: uma pessoa só pode ocupar um espaço só, mas notamos que mil ou seis mil espíritos podem ocupar um espaço só. Desse modo, o mundo espiritual é absolutamente diferente do mundo físico. 



Outra grande lição pela qual precisamos aprender.


Veja: a palavra, uma das palavras centrais em toda essa orquestração de engano “astucia"  e a ordem  de simulação em que o diabo faz uso para ludibriar Eva, note que ele vai fazer uma escolha. A primeira escolha é o instrumento pelo qual ele vai alcançar o seu desígnio. Ele vai escolher — Sua escolha é a alimária do campo, ele vai escolher um instrumento astuto. 
​Portanto, aqui  vemos que, após escolher o seu instrumento para disseminar o seu engano, ele também vai usar o alvo, o alvo mais fraco, mais frágil. Dentro desse contexto, podemos notar que a ordem para não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal foi dada a Adão. E podemos entender, pela própria narrativa do texto, que Adão então passou a ordem para Eva. 
​De modo que nós vimos que Satanás não escolheu Adão, escolheu Eva. Ou seja, escolheu aquela parte em que recebeu a ordem já de segunda mão. Ela precisava crer que Adão recebeu as Palavras de Deus, Adão foi o comunicador divino, a serpente o comunicador satânico. Eva acreditou na Serpente e não acreditou em Adão, quando você não crê nas Escrituras como a Palavra de Deus, você crê no diabo que afirma que ela não é a Palavra de Deus. Isso tem sido um principio espiritual desde o Genesis 3, as informações lá são atuais, e cada incrédulo que se opõe as Escrituras como divinamente inspiradas provam que Genesis é um livro inspirado que desmascara a própria incredulidade dos que negam ela como divinamente inspirada.

Então, vimos que toda a orquestração e toda a dinâmica do engano se processa em escolhas criteriosas. Primeiro, ele vai escolher a alimária do campo como sendo um dos animais mais astutos e, posteriormente, ele também vai se aproveitar de um momento em que Eva está só, pois na descrição podemos entender perfeitamente que Adão estava ausente no momento da tentação. Vimos aqui uma astucia calculada, para atacar no momento certo e na ocasião que seja a melhor possível para obter o melhor resultado possível!  Medite, olhe e veja toda a astúcia de Satanás para processar todo um ambiente e oportunidade necessária para lançar os seus ataques. E isso não é diferente hoje. Ele ainda continua usando das mesmas táticas e o tem feito com grande eficácia em muitos setores do mundo, da sociedade e das religiões. Note que no Novo Testamento, Paulo descreve essa eficácia de Satanás (Veja II Tessalonicenses 2:9), de modo que essa característica distinta de escolhas criteriosas e momentos oportunos para ataque ainda continua sendo uma atividade de Satanás e dos demônios. Assim, notavelmente podemos entender que houve uma tática do disfarce, a seleção do instrumento e a maneira como atuou, de modo oculto, através de um processo de ocultação. “Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão bramando  buscando a quem possa tragar” (I Pedro 5:8).  Satanás, ele simplesmente manipulou toda a circunstância para simplesmente impor em Eva a idéia de que não era um ser maligno e que todas as suas palavras não eram malignas. Toda a tentativa do diabo era apresentar uma coisa que fosse, de certo modo, agradável e que não trouxesse nenhum tipo de ameaça, de maneira que ela não percebeu realmente que havia qualquer tipo de ameaça ali, naquele modo como o diabo estava induzindo ela a desobedecer a Deus. Eis aqui a grande questão do modus operandi de Satanás: ele faz com que a pessoa pratique aquilo que vai contra a vontade de Deus, ele faz com que a pessoa seja iludida a ponto de desobedecer a Deus e achar que aquilo ali não é algo que terá qualquer consequência séria. De modo que foi através desse processo que o diabo induziu Eva a cometer o pecado da desobediência. Prossigamos na nossa análise para que nós possamos ainda aprender muito mais acerca destas táticas em que o diabo processou toda a situação para que pudesse trazer um ataque do qual induzisse  Eva  a desobedecer e assim pudesse de maneira eficaz alcançar seus objetivos mais malignos. 

 Ele, claro, está a usar o ponto fraco e a linguagem. Primeiramente, vemos que o diabo teve um ataque direcionado. O tentador não ataca de forma genérica; ele identifica e explora a fraqueza específica de cada pessoa.  Mas, o mais interessante, ele faz o uso e explora a linguagem. A serpente utilizou a fala para seduzir Eva. As palavras não são neutras; elas constroem  idéias e desejos na mente,na cultura e injeta conseqüências no futuro. Idéias têm conseqüências e, mais do que isso, idéias erradas e heresias têm conseqüências devastadoras. Genesis 3 mostra com muita eficiência esse fato, e a historia da civilização está cheio de exemplos como as idéias ruins e malignas podem trazer conseqüências devastadoras sobre uma pessoa e sobre toda a sociedade.  Portanto, Satanás usou a comunicação. Durante todo o período do Antigo e do Novo Testamento, há uma série de advertências a respeito dos falsos profetas, e o diabo, ao longo de toda a história humana, tem usado a linguagem e a comunicação para negar, para destruir, para induzir pessoas ao erro, para inculcar na mente das pessoas a distorção da realidade, da verdade e dos fatos relacionados a ela. Além disso, podemos ainda entender que Satanás, ali, naquela circunstância, mudou o vocabulário, ele inverteu o sentido das palavras. A palavra "não" foi colocada não apenas para negar a autoridade da palavra de Deus, para negar a conseqüência de não acreditar na palavra de Deus.  O diabo vem fazendo essas coisas desde o princípio, então ele trabalha com a comunicação, trabalha na distorção do vocabulário. Não é de admirar que ele seja completamente oposto, oposto a verdades absolutas. 

E hoje, como nós estamos a ver, essa mudança de vocabulário e quando há inversão de verdades e o relativismo, para abolir de forma insidiosa e descarada verdades e fatos, e infelizmente de forma muito eficaz, tenta destruir os absolutos e os valores judaico-cristãos. Por trás dessas tendências de mudança de vocabulário, está o próprio diabo associado numa cumplicidade com homens ímpios para atacar o que Deus disse e negar as conseqüências disse. Não negam os modernistas e os ímpios que não há segunda morte? (ímpios impenitentes jogados no lago de fogo) O mesmo diabo que ontem negou a primeira morte e seduziu Eva a crer nessa mentira, hoje convence os ímpios de que não haverá inferno, assim como o diabo convenceu Eva a desobediência pois isso não traria conseqüências trágicas, hoje ele ainda convence o pobre ímpio que sofre de cegueira espiritual “Certamente não irás para o inferno” ou “O inferno não existe”. A biblia continua como um livro muito atual, e a negação da segunda morte pelos ímpios é uma prova irrefutável de que o diabo que negou a primeira morte ainda atua sob o mesmo discurso hipnotizante e enganador de que não haverá a segunda morte. O amado leitor já se arrependeu de seus pecados e creu em Cristo como Salvador? Outro fato importantíssimo do qual deve ser levado em conta é o alvo central do tentador foi a palavra de Deus.


​A pergunta de Satanás foi uma pergunta muito subtil: "Foi assim que Deus disse?". O diabo raramente começa mandando o homem negar a Deus abertamente. Ele semeou a dúvida, a dúvida quanto à autoridade da palavra de Deus. Assim, notamos como a sua astúcia, a sua artimanha e a sua tática, simplesmente, foi um ataque primeiramente contra a palavra de Deus e contra a autoridade da palavra de Deus. Esse tem sido o seu objetivo, de modo que até hoje ainda é assim. Repito, não é a bíblia um livro atual? ímpios, apostatas e modernistas não estão repetindo o discurso do diabo no Eden? Todos estão no mesmo nível espiritual, negam ser verdade o que Deus disse, o primeiro “hagiógrafo” foi Adão, quando as primeiras palavras da composição estavam sendo organizadas para formar um Canon sagrado, satanás já estava se organizando para negar e induzir Eva a negar as primeiras palavras de ordem dada aos primeiros seres humanos. Hoje o tentador repete a astucia, ele tenta destruir a autoridade da palavra de Deus, fazendo com que os incrédulos não acreditem e não aceitem que a palavra de Deus seja realmente uma autoridade para definir aquilo que é certo e aquilo que é errado. 

O grande objetivo de Satanás é tentar impedir que as pessoas ouçam, compreendam e obedeçam corretamente à palavra de Deus. Toda a sua luta será em distanciar as pessoas da verdade, ou então, tentar com que as pessoas que se aproximem da verdade distorçam a palavra de Deus para não compreenderem, de fato, como a Bíblia ensina aquilo que é certo. 
​Toda a sua luta é uma luta contra a sã doutrina. Ele vai lutar sempre contra a ortodoxia. Estará sempre do lado daquele que não defende uma teologia sólida. Ele estará sempre lutando contra a palavra de Deus. Usará pregadores que irão distorcer o livro sagrado e estará sempre ajudando e apoiando aqueles líderes que não estão comprometidos com a palavra de Deus. 
​Estará sempre atacando; quando não ataca indiretamente, ataca abertamente, de modo que tudo o que ele quer é fazer com que as sagradas letras sejam menosprezadas. Portanto, um dos seus principais ataques simplesmente foi contra a autoridade da palavra de Deus. O primeiro ser a negar a verdade das Escrituras foi o próprio diabo, e assim procedem todos os seus filhos.

 

A Adição como meio de produzir confusão


A adição e a dúvida, como lemos no versículo 2 e 3 de Gênesis 3, fizeram com que Eva cometesse dois erros fatais ao responder e dar ouvidos à serpente: 

Adicionou à ordem de Deus, falando "nem nele toqueis", Deus apenas ordenou para não comer.  Enfraqueceu a conseqüência, pois ela disse "para que não morrais", uma possibilidade, quando Deus declarou "certamente morrerás", no que podemos entender como uma certeza, 
​a inversão de sentidos das palavras e as manobras para minimizar significados é evidente, a inversão do inimigo: ao perceber a hesitação de Eva, Satanás atacou com uma mentira frontal: "Certamente não morrerás". Assim, Satanás, como disse o próprio Jesus em João 8:44, é o pai da mentira, porque peca desde o princípio. Quando ele simplesmente disse "certamente não morrerás", ele negou aquilo que Deus tinha dito no capítulo 2:17  do livro de Gênesis. Pior, uma mentira dupla, não haverá morte e haverá transcendência, de criatura subordinada Eva se tornaria numa divindade. A ilusão de uma falsa visão, então, foi produzida por essa indução de Satanás ao erro: "Vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal". Assim, Eva foi induzida a uma falsa transcendência, a uma ilusão, a uma autossuficiência. Satanás colocou dentro do coração de Eva um desejo de orgulho, para assim transcender, para se tornar igual a Deus. Quando fala sobre ser igual a Deus, acima de tudo, imortal, alcançará a imortalidade. 
​Todavia, isso é o... trata-se o abismo da negação. Ao invés de Eva acreditar nas palavras de Deus, ela acreditou nas palavras do diabo. Uma grande tragédia.

O Paralelo Bíblico: Gênesis  3 e 1 João 2:15 e 16


​Existe um paralelo direto entre a tentação de Eva e as categorias de tentação citadas no Novo Testamento, demonstrando a harmonia da Bíblia sobre este assunto: Comparação principal: A análise cruza Génesis 3:1-6 com a 1ª Epístola Universal de João (2:15-16).  Harmonia escriturística: Prova-se que a Escritura é coerente e unificada quando aborda os mecanismos do pecado e da tentação. 


​1. Agradável ao Paladar (O Desejo da Carne)

Na tentação original, Satanás induziu Eva a ver o fruto proibido como algo agradável ao paladar. 
​Isto reflete o desejo da carne: a busca pela satisfação de desejos egoístas, passageiros e materiais. 


​2. Agradável aos Olhos (O Acesso Interior)


​Verificamos seguidamente que o fruto era agradável aos olhos. 
​Os olhos da mente funcionam como a porta de acesso pela qual a tentação exterior é introduzida para o interior do homem.  Trata-se da estética e da vaidade, onde aquilo que era proibido se torna altamente desejável após a desconstrução da ordem divina. 


​3. A Soberba da vida (Construindo um campo de vaidades)

A sugestão diabolica é a semente do orgulho, da auto-suficencia e do egoísmo, se uma criatura pode se tornar divina, não deve mais obediência, mas outras criaturas deverão obedece-la, é uma mudança de patamar, se colocar no lugar de Deus é posicionar-se contra, é a primeira tentativa diabólica de fazer emergir das criaturas um “anti” assim como no desfecho final será apresentado seu protótipo final de um antiDeus, o anticristo, o projeto satânico começou no jardim e culminará nos últimos tempos.

 

A Queda e a Distorção da Verdade


​O adversário conseguiu demolir a ordem dada pelo Senhor, levando Eva a acreditar numa mentira.  A falácia consistiu em fazê-la crer que a desobediência e o consumo do fruto proibido trariam benefícios em vez de malefícios em relação ao conhecimento do bem e do mal.

​O Paralelo Bíblico e a Ilusão do Ocultismo


​A Estratégia de Satanás no Éden:  Analisando Gênesis 3:1-6 e 1 João 2:15-16, compreendemos que Satanás se utilizou da soberba da vida.  A árvore do conhecimento foi desejada para dar entendimento, incutindo em Eva uma ambição espiritual, intelectual e a autossuficiência. 
​A serpente induziu Eva a pensar que comer do fruto proibido lhe traria autossuficiência e o desejo de “serdes como Deus. 

O Desejo Humano pelo Sobrenatural:  Essa busca não é isolada; quando olhamos para a história do ocultismo e do espiritismo, notamos que muitas pessoas se envolvem com esse tipo de atividade movidas pelo desejo de conhecimento e de adquirir poderes sobrenaturais. 
​Trata-se do anseio de ultrapassar os limites impostos por Deus em busca de transcendência e experiências místicas profundas de transformação, satisfazendo o desejo de ser como Deus. 
​Esse desejo de conhecer o sobrenatural é inerente ao coração humano, e Satanás explora essa inclinação para enganar e induzir ao erro.

 O Engano do encoberta mento (O Anjo de Luz): 

Conforme aponta o apóstolo Paulo, Satanás transfigura-se em anjo de luz, conseguindo enganar até mesmo aqueles que buscam contato com entidades angélicas. 
​Sem discernimento e sem o teste dos espíritos, muitas pessoas acabam sendo iludidas, achando que estão em contato com seres angélicos de luz, quando na verdade podem estar lidando com o senhor das trevas.  Esse tem sido o método de atuação de Satanás desde o princípio: o encobertamento, fazendo uso de disfarces e agindo por trás de outros agentes para que sua verdadeira natureza e intenção permaneçam imperceptíveis às suas vítimas. 


Há um paralelo interessante também entre a tentação de Eva e a tentação de Cristo, descrito lá em Mateus capítulo 4, versículo 1 até o versículo 8, e Lucas capítulo 4, versículo 1 até o versículo 10, de modo que é interessante que, enquanto Eva cedeu ao pecado, Jesus venceu a tentação. 
​Mas, todavia, para concluir, desejo reiterar aqui que, das consequências devastadoras do pecado, também a Bíblia manifesta a solução divina. Havia um... houve um efeito contagioso do pecado. O pecado não ficou restrito apenas a Adão e Eva; alcançou cada um de nós, alcançou toda a humanidade. De modo que Paulo diz que todos pecaram e destituídos estão da graça de Deus.  Agora, veja bem, nós também vemos, dentro do próprio contexto de Gênesis 3, a ineficácia do esforço humano. As folhas de figueira foram a tentativa de cobrir o próprio, a própria culpa por mérito próprio, mas isso não funcionou. Deus teve que matar um animal, tomar a sua pele e cobrir Adão e Eva, de modo que aqui, de modo implícito, já aponta para a morte vicária de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.  Mas, apesar de toda essa consequência devastadora e a rebelião do homem contra Deus, a graça divina foi revelada. Então, dentro do próprio texto da queda, em Gênesis 3, versículo 15, nós já temos a apresentação do proto-evangelho, de maneira que Deus vai efetuar todo o processo da redenção para resgatar o homem caído, para que aquele homem que nasce em Adão possa ser colocado em Cristo. Como diz o próprio apóstolo Paulo: "Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas se passaram e tudo se fez novo” (II Corintios 5:17).  Dessa graça revelada, podemos ver que Deus providenciou desde cedo as vestes de pele que apontavam para o sacrifício de Cristo. E o sangue de Jesus Cristo nos purifica de toda vergonha e de toda culpa. Que nós possamos olhar atentamente para as lições da tentação, ter consciência da nossa luta, da nossa batalha espiritual, e encontrar em Deus o refúgio e obedecermos a Ele, pois a Sua palavra é a verdade, como disse o próprio Jesus Cristo em João capítulo 17, versículo 17: "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. Ao invés de ouvirmos a voz de Satanás, que tenta induzir o homem a acreditar que a Bíblia não é a palavra de Deus, estejamos atentos, lendo a palavra de Deus, estudando-a e tendo-a como a nossa autoridade final em questões de fé e de prática, pois foi exatamente isso que o diabo colocou na mente de Eva: "Não, a Bíblia, a palavra de Deus, e tão somente a palavra de Deus, não é a autoridade, existe uma autoridade além dela.  E o próprio diabo se apresentou como uma autoridade à frente das ordens e da palavra de Deus, ou seja, o primeiro inimigo do Sola Scriptura foi o próprio diabo no Jardim do Éden.  Satanás simplesmente sugestionou que o que Deus disse não era suficiente, não era um decreto absoluto, o tentador negou a autoridade das Palavras do Criador, ele se colocou como um agente alternativo com uma autoridade adicional, e Eva caiu nessa armadilha fatal. No final das contas, nessa abordagem simples que apresentei acerca de Genesis 3 revela insights tão atuais como se tudo a nossa volta, em um mundo incrédulo, existisse uma repetição de falácias milenares, projetadas desde a queda, como se fosse um conjunto de “arquétipos psicológicos comportamentais” presentes no submundo do inconsciente do homem adâmico.  Um jogo dinâmico de engano que se perpetua por séculos, e a maioria nem sequer dão conta disso. Mas longe dos holofotes da filosofia secular, do cientificismo reducionista do presente século, as Escrituras, Antigo e Novo Testamento, apresentam conceitos chaves que revelam de fato o que ocorre no mundo desde a queda, e para onde tudo isso irá nos levar, ao grande Trono Branco, será aberto um livro, o da vida, a pergunta que deve ecoar do fundo do seu coração é: seu nome está registrado lá?

“E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (Apocalipse 20:15) Voce não crê nessa advertência? sinto muito, aquele que enganou Eva com um “certamente não morrerás” está te enganando também...

O CRISTÃO E O COMBATE CONTRA A MENTIRA

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C. J. Jacinto

 

 


"Quando uma pessoa não sabe mais o que é certo ou errado, você pode fazê-la acreditar em qualquer coisa, e em um mundo onde o bem e o mal, a verdade e a falsidade se tornaram dependentes da escolha pessoal de cada um (o que é cada vez mais comum), influenciar as pessoas é mais fácil do que nunca, e isso é um desenvolvimento perigoso" Hannah Arendt

 

Desde a Queda, a mentira tem sido um pecado universal — não apenas por afetar toda a humanidade, mas também por atravessar todos os tempos. A Bíblia afirma em João 8:44 que o diabo é o pai da mentira; em 1 João 5:19, que o mundo jaz no maligno; e em Apocalipse 12:9, que ele engana o mundo todo. Além disso, está escrito que ele cega o entendimento dos incrédulos. (II Coríntios 4:4)

 Assim, vemos que o mal não está enraizado apenas na natureza humana, mas é o próprio sistema operacional do diabo e de todas as hostes de espíritos caídos sob seu comando.

 O próprio Satanás desmente o que Deus falou, dizendo: “Certamente não morrerás”. Isso foi uma mentira. O diabo mentiu, Eva creu na mentira e desobedeceu e Adão seguiu os passos dela; as consequências foram catastróficas. Nunca tente olhar para a tentação no Jardim do Éden simplesmente como a descrição de uma mulher que vai comer um fruto proibido. Por trás de todo o processo da tentação há uma mentira — e essa é a questão principal. Tudo começa com uma mentira: uma mentira que o diabo proferiu e em que Eva e Adão acreditaram. Nunca olhe para a queda sob uma ótica superficial. Não foi apenas a questão do consumo de uma fruta proibida; isso envolve muito mais do que isso. Reitero: envolve a mentira e a negação da autoridade da palavra de Deus. Assim, o diabo mentiu. Sob o aspecto de suas mentiras, podemos encontrar duas principais consequências comportamentais: vemos que ninguém assumiu a responsabilidade: Adão culpou Eva pela transgressão, e Eva culpou a serpente. Foi assim que a mentira começou a enraizar-se no coração humano. Portanto, mentir significa proclamar inverdades, distorcer os fatos ou suprimir a verdade. Mentira é tudo aquilo que não corresponde à realidade.

 Assim, podemos observar que a natureza da mentira é extremamente maligna e suas consequências são catastróficas. O diabo, o pai da mentira, a tem usado de forma muito eficaz para levar muitos à perdição eterna. Ele aprova e está disposto a apoiar todos os mentirosos. Todos os mentirosos são seus filhos e possuem a mesma natureza. Como foi dito, as consequências da mentira são catastróficas. Alexander Pope disse certa vez: 'Quem conta uma mentira não percebe a pesada carga que assume, pois terá de inventar outras 20 mentiras para poder manter a primeira.

 A mentira está associada à falta de caráter e à desonestidade. Muitas vezes, ela é explorada através da desinformação. Vivemos numa época de desinformação extrema e de manipulação de dados. Muitas destas mentiras são fantasiadas de modo a esconderem a sua verdadeira intenção. Lembre-se que embora o que caracteriza o diabo são as trevas (Efesios 6:12) ele se transfigura em anjo de luz (II Corintios 11:14)

 Hoje, vivemos numa época de mentira universal, o que me faz lembrar uma frase de George Orwell, autor do livro 1984, no qual, já em sua época, disse: “Em uma época de mentira universal, dizer a verdade é um ato revolucionário.” Na verdade, está cada vez mais difícil encontrarmos pessoas que estejam aptas e tenham coragem de permanecer ao lado da verdade. Pelo fato de a mentira ser de natureza diabólica, hoje enfrentamos o problema da disseminação de meias-verdades, da supressão de fantasias que alteram o resultado de uma conclusão, da ambiguidade, do relativismo e também do uso de neologismos para tentar enganar a população. Assim, aquele que é criminoso já não é mais chamado de criminoso, e o homem já não é chamado de homem — é chamado de mulher, mesmo sendo homem, não importando o que a ciência diga. Pois a ideologia baseada em mentiras simplesmente nega o fato, a verdade e a realidade. Trata-se da mentira ganhando força no meio de uma sociedade cada vez mais tolerante com meias-verdades e com ideias puramente ideológicas, que nada têm a ver com os fatos, mas que os manipulam para proveito próprio e para fortalecer a mentira.
Hoje vivemos, de fato, nesses tempos. Pessoas dizem que abortar uma criança não é assassinato — embora achem que uma bactéria encontrada em outro planeta seja vida, quando se trata de um ser humano se desenvolvendo no útero de uma mulher e se comete um aborto, alegam não ser assassinato. Eles tiram a força do senso de verdade apenas para defender suas próprias ideologias e, para isso, usam a mentira. O uso de neologismos e de clichês também pode ser um exemplo claro de que a mentira não tem limites para atuar — inclusive dentro do sistema eclesiástico. Agora, não se diz mais que uma transgressão contra as leis de Deus é considerada pecado; ao contrário, substituíram a palavra. Com isso, temos um problema: não chamamos mais as coisas por seus nomes verdadeiros, mas por uma mentira. A mentira pode produzir engano e autoengano. Pode ser devastadora dentro de uma sociedade e trazer consequências terríveis para uma pessoa, para a comunidade ou para toda uma nação. Frequentemente, as mentiras geram delírios e formas de engano profundos. A médio e longo prazo, essas consequências revelam-se profundamente devastadoras e impactantes para a sociedade. Num mundo obcecado pela mentira, e dominado e controlado pelo pai da mentira, devemos entender que verdades podem trazer perturbação. A mentira muitas vezes oferece um conforto — é um conforto que serve como uma armadilha, mas oferece, sim, conforto. Mentiras podem até atenuar situações; verdades podem causar perseguições. 


​Todavia, o homem sincero deve estar com a verdade, porque Deus é o Deus d verdade. Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida". No grego, a palavra "verdade" pronunciada por Jesus aqui em João, capítulo 14, versículo 6, a tradução de verdade é a palavra grega aletheia: a verdadeira realidade. Cristo está com a realidade; Ele é verdadeiro e a verdade em todos os sentidos. Assim é todo aquele que pertence a Deus: é verdadeiro, e não está ao lado da mentira. Hoje em dia, muitos consideram como amor aquilo que a Bíblia chama de abominação. Muitos chamam de relacionamento o que a Bíblia chama de adultério. Transformaram virtudes em vício, inverteram os valores. Vivemos dias em que o certo parece ser errado e o errado parece ser certo. 
​Em Isaías, no capítulo 5 e versículo 20, o profeta advertiu: "Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem das trevas luz e da luz, trevas; e fazem do doce amargo e do amargo, doce". O mesmo profeta, no capítulo 59, versículos 14 e 15, fala que a justiça retrocedeu e a verdade anda tropeçando pelas ruas. 
​ Nada pode ser considerado tão atual quanto essas palavras quando elas são aplicadas à nossa geração perversa e corrompida, que está a inverter os valores e tem feito grande progresso na multiplicação da iniquidade. O relativismo contamina a nossa sociedade, hoje em dia, tentam minimizar a gravidade de um crime, fazendo de delinquentes “vítimas da sociedade” porquanto a verdade é que o homem inclinado ao crime é pecador e a sua natureza adâmica o impulsiona isso, ele deve pagar pelos seus crimes, transferir a culpa pessoal aos outros é agir como Adão, colocou a culpa em Eva, e ela na serpente, Adão agiu consciente do erro (I Timóteo 2:14) ele é culpado, cada transgressor e cada criminoso é culpado. Outra mentira popular é que a sociedade corrompe o indivíduo, esse jogo de palavras mentirosas é uma das ideias mais satânicas que existem. Uma sociedade é feita de indivíduos, dos filhos de Adão e Eva começou a primeira sociedade de homens caídos, foram eles que corromperam a sociedade humana, não o oposto. Quando chegamos em Genesis 6 no contexto do diluvio, a sociedade está corrompida porque os homens se tornaram extremamente malignos e a impunidade era generalizada, uma sociedade que deixa de acreditar em absolutos e na verdade, torna-se brutal, tão brutal e insensível que não enxerga o terror da agonia de um feto sendo dilacerado no útero de uma criança no processo do aborto, assim como na época do rei Manassés (rei de Judá) eram os homens insensíveis quando faziam as crianças passarem pelo fogo em sacrifício a Moloque (II Reis 21:6 II Crônicas 33:6).  A mentira brutaliza o homem!

 Sendo a mentira um problema universal, enraizado no coração e no comportamento humano, devemos sempre verificar se aquilo que chega aos nossos ouvidos ou aquilo que pronunciamos são simples repetições de boatos e de informações não verificáveis, ou se realmente são factos. Temos que tomar cuidado com relação a isso. Mentiras são mais fáceis de aceitar do que verdades. Portanto, o homem de Deus sabe o custo da verdade se tiver que a defender e pronunciar diante de pessoas que, na sua maioria, não gostam de ouvir verdades. Que o martírio de Estevão e as perseguições de dos profetas Elias e Jeremias, ao chamar um relacionamento conjugal de ilícito João Batista foi decapitado, a verdade tem um preço alto a nível do caráter de Cristo e a mentira tem um nível baixo ao abismo do inferno, em tempos de relativismo que se sustenta por mentiras multiplicadas, devemos escolher ficar do lado da verdade, custe o que custar.


​Mas quero lembrar-lhe que a mentira é o cardápio dos golpistas; a mentira é a manobra que os criminosos usam. É a tática de bandidos e manipuladores que visam enganar por meios ilícitos e buscam pessoas vulneráveis e ignorantes para atacar.
​E cada vez que se você está diante de uma mentira e não tem a capacidade de detectar que se trata de uma mentira, você pode ser colocado ao nível de um ignorante e de uma pessoa que pode ser manipulada. Outra coisa: a avareza é uma excelente isca num mundo extremamente materialista. Portanto, usa-se muito a mentira para despertar o pecado da avareza no coração humano. Pois, a partir do momento em que uma pessoa tende a ser avarenta, ela torna-se mais aberta para todo o tipo de engano.
​Então, concluímos: a mentira é a base da sustentação de todo o erro e de todo o engano. A mentira ganhará proporções enormes nos últimos tempos. Isso é necessário para preparar o ambiente para o Anticristo, pois ele será o mestre por excelência de todas as mentiras. Paulo escreve em 2 Tessalonicenses 2:10 acerca dele: "com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem". 

 Sendo assim, a mentira precisa de ter uma influência muito forte nos últimos tempos para preparar os homens para receberem o Anticristo. Todos aqueles que não exercem o seu discernimento e a sua sobriedade, e que não assumem a responsabilidade de verificar os fatos, podem ser facilmente enganados pelo espírito do Anticristo.  Eis algo para o qual precisamos de estar alertas. Caso contrário, a influência do engano demoníaco do Anticristo tomará proporções gigantescas, arrastando consigo até mesmo aqueles que nunca deram ouvidos nem amaram a verdade da maneira como a Bíblia ensina.  Não é admirável que hoje nos meios eclesiásticos temos tantos hipócritas? Uma das mentiras mais devastadora é a imitação, apenas um disfarce, uma máscara mentirosa para esconder a essência, e como satanás fez, consegue levar após si a terça parte dos anjos. A técnica funciona muito bem, mas é demoníaca ao extremo!

A linguagem, o discurso cheio de clichês, a retórica cheia de termos subjetivos, ambíguos e relativistas... Tudo isso faz com que muitos mentirosos manipulem a opinião pública através de linguagem sugestiva, técnicas de retórica, supressão e ocultamento e manipulação de fatos, eufemismos, repetições e, em formas mais radicais, até mesmo mediunidade por possessão.
​A disseminação do erro depende da mentira; a base que o apoia mantém a sua cumplicidade. Portanto, quando eu falo sobre uma eficiência do erro, não estou dizendo que um erro produz algum tipo de verdade. Simplesmente falo como uma expressão de dizer que o assentamento e a aceitação da mentira se dão por agentes que a promovem e pessoas sem discernimento que as aceitam.
​Nem todas as mentiras são egoístas. Sifrá e Puá, por exemplo, lá em Êxodo 1, e Raabe, em Josué 2, podem ser exemplos. Mas aqui nas Escrituras são descrições, e não prescrições. Em nenhuma outra parte da Bíblia Sagrada diz que todos devem agir assim. Mentira continua sendo mentira, de modo que, em todas as Escrituras, ela é condenada. 

Para finalizar, desejo então salientar aqui que o anticristo será o grande mestre do engano. Por outro lado, também devemos entender: toda a religião que não conduz alguém a confiar absolutamente em Cristo — pois ele é a verdade por excelência — toda a religião que não induz as pessoas a confiarem completamente nele, na sua obra consumada e perfeita, é uma religião falsa que está a pregar e a anunciar mentiras.
​Pois certamente, quando lemos o alerta de Paulo em Gálatas, capítulo 1, versículo 8 e versículo 9, acerca de nós ou de um anjo que anuncia outro Evangelho, isso significa um Evangelho mentiroso, uma mensagem baseada em mentiras e não na verdade. Tal mensagem deve ser considerada como um anátema ou como uma maldição. Ou seja, Paulo está a dizer: um Evangelho mentiroso é uma maldição e não uma bênção.

 Pois também o Evangelho falso traz consequências devastadoras a longo prazo, além de fraudes, enganos, danos espirituais e, por fim, a perdição eterna. De maneira que devemos, então, testar como os bereanos. Como disse ao princípio, as Escrituras devem ser consideradas como um detector de mentiras. De modo que, como os bereanos em Atos 17:11, as palavras de Paulo foram testadas na congregação de Bereia. Os judeus estavam ali a ouvir a Paulo e foram verificar nas Escrituras para saber se Paulo estava a pregar verdades ou mentiras, se a sua mensagem era verdadeira ou era um engano. A quem eles foram, os bereanos? Foram à tradição ou procuraram uma revelação mística, confiaram em seus próprios sentimentos e sabedoria? Não, eles foram às Escrituras. Eles não foram a nenhuma outra fonte para verificar e testar a mensagem de Paulo, a não ser nas Escrituras. Portanto, nós temos ali a verdade. Como disse Jesus: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (João 17:17)

 

Precisamos entender, uma vez por todas: quanto mais egoísta é um coração, mais ele se inclina para o engano e para a mentira. Mentiras podem ser usadas para benefício próprio ou podem ser mantidas por pura cegueira espiritual.

O Anticristo

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 O Anticristo

 

"O Anticristo predito virá quando os tempos do Império Romano se cumprirem e o fim do mundo se aproximar. Dez reis surgirão simultaneamente entre os romanos, distribuídos em diferentes lugares, mas reinando ao mesmo tempo. Depois deles, o Anticristo, por meio de magia e artifícios malignos, tomará o poder de Roma." (Cirilo de Alexandria)

 

 

 

A temática referente ao Anticristo encontra pleno desenvolvimento no Novo Testamento, notadamente nas epístolas de Paulo e de João. Conforme lemos em 2 Tessalonicenses 2:8-9, o "homem da iniquidade" será revelado, sendo o Senhor responsável por destruí-lo com o sopro de Sua boca e aniquilá-lo mediante o esplendor de Sua vinda. A manifestação desse ser ocorrerá segundo a eficácia de Satanás, acompanhada de toda sorte de sinais, prodígios e falsas maravilhas.
Além desta, existem outras passagens relevantes. Não pretendo, neste breve tratado, esgotar o tema, mas oferecer um estudo bíblico que forneça uma base sólida para a compreensão do que as Escrituras ensinam a este respeito. Recordemo-nos da segunda carta de João, versículo 7, na qual o apóstolo afirma que muitos enganadores têm se espalhado pelo mundo — aqueles que não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este é o enganador e o anticristo. Da mesma forma, em 1 João 2:18, lemos: "Filhinhos, esta é a última hora. Assim como vocês ouviram que o anticristo está vindo, muitos anticristos já têm surgido; por isso sabemos que é a última hora". É necessário compreender que a Bíblia estabelece uma distinção clara entre os muitos anticristos e o Anticristo, e a passagem de 1 João 2:18, como observamos, elucida precisamente essa diferenciação. Ao examinarmos as Sagradas Escrituras, observamos que o progresso da revelação se amplia, sobretudo, sob uma perspectiva escatológica. A esperança do povo de Israel em relação ao Messias encontra sua plenitude profética em Jesus Cristo, promovendo a transição da expectativa do Antigo Testamento para a efetiva realização das promessas no Novo Testamento. Contudo, paralelamente à força salvadora e redentora manifestada na encarnação do Verbo — que habitou entre os homens, morreu pelos pecadores, ressuscitou ao terceiro dia e ascendeu aos céus —, existe uma força opositora. Assim como Cristo, surge a figura do anticristo. Embora o termo, no plural, designe todos aqueles que se colocam contra ou no lugar de Cristo, as Escrituras indicam a vinda, no fim dos tempos, de um anticristo pessoal e singular, em quem toda a força maligna, oposta ao Evangelho, se concentrará. Este indivíduo exigirá a adoração do mundo, apresentando-se como uma divindade; todavia, será um impostor, um falso cristo que, ocupando indevidamente o lugar do Salvador, será aceito pelas nações.
Os anticristos permeiam a história, tanto no passado quanto no presente, visto que diversos surgiram desde a época dos apóstolos João e Paulo. No contexto das epístolas joaninas, o evangelista identifica frequentemente líderes gnósticos como anticristos, em razão de negarem a encarnação do Verbo. Portanto, compreende-se que, desde o princípio e ao longo de toda a história da Igreja, essa figura se manifesta. Além disso, a tradição escatológica aponta para o surgimento de um anticristo singular no futuro, que personificará a culminância de toda malignidade, engano e falsidade. O próprio Jesus advertiu que, nos últimos dias, surgiriam falsos cristos e falsos profetas — estes últimos atuando como precursores da mensagem anticristã. Contudo, haverá um indivíduo específico que dominará o cenário mundial mediante sinais e prodígios enganosos. Dotado da plena eficácia de Satanás, esse governante concentrará todo o poder demoníaco, exercendo uma influência universal sobre o mundo caído.
Este relato recorda a passagem bíblica do Evangelho de Lucas (4:5-6), na qual o tentador oferece a Jesus todos os reinos deste mundo e a sua glória, alegando ter autoridade sobre eles para concedê-los a quem desejar. Embora Cristo tenha rejeitado tal oferta, é fundamental compreender as advertências do apóstolo Paulo sobre a atuação de Satanás, caracterizada por enganos e prodígios de mentira. Nesse contexto, percebe-se que os reinos e a glória mundana, atualmente sob o domínio do adversário, serão entregues ao anticristo, que os utilizará como instrumentos para exercer influência e enganar as nações. Portanto, compreendemos que a história da Igreja e da religião revela o surgimento de múltiplos anticristos desde a época do apóstolo João. Todavia, ao mencionar a "última hora", o apóstolo aponta para a manifestação futura de um anticristo singular. Devemos, pois, permanecer vigilantes e aguardar o retorno do Senhor, guardando-nos dos falsos cristos e dos anticristos para não sermos conduzidos ao erro. O próprio Jesus, em Mateus 24:5, advertiu que muitos viriam em Seu nome, declarando-se o Cristo, e enganariam a muitos — não a uma minoria, mas a uma grande multidão. Que possamos evitar fazer parte dessa parcela enganada, exercendo o discernimento e a sobriedade. Mantenhamos nossa firmeza nos caminhos do Senhor e em Sua Palavra, cultivando um cristianismo saudável e, à semelhança do homem prudente descrito em Mateus 7, estejamos alicerçados sobre a Rocha. O termo "anticristo" encontra-se exclusivamente nas epístolas joaninas. De acordo com uma análise exegética das Escrituras, a primeira menção explícita a essa figura no Novo Testamento ocorre em 1 João 2:18: "Filhinhos, é a última hora; e, como ouvistes que o anticristo vem, também agora muitos têm surgido anticristos; pelo que conhecemos que é a última hora". Enquanto o uso do termo no singular aponta para o anticristo escatológico — aquele que se manifestará no futuro —, o plural refere-se a precursores que já atuavam àquela época.

 Historicamente, podemos identificar diversos personagens que personificaram o espírito do anticristo. Já no Antigo Testamento, a figura de Nabucodonosor ilustra essa realidade: impelido por um orgulho egocêntrico, o monarca ergueu, no campo de Dura, uma estátua que representava a si mesmo e ao seu poder absoluto. Ao exigir a adoração de todos os seus súditos, conforme registrado no livro de Daniel, ele estabeleceu um tipo do futuro anticristo, refletindo a sede insaciável por veneração e o controle despótico.
 Essa inclinação humana em prostrar-se diante de ídolos e o crescente culto à personalidade, fenômenos ainda presentes em diversos contextos — inclusive no seio do protestantismo desviado da fé ortodoxa —, evidenciam a atuação persistente do "espírito do anticristo". Tais comportamentos servem como uma preparação da humanidade para a futura adoração à imagem da besta.
Gostaria de reiterar, com clareza, que é fundamental distinguir os "muitos anticristos" da figura específica de "o Anticristo", este último associado ao período final dos tempos. Enquanto os diversos anticristos que surgiram ao longo da história manifestam oposição a Cristo e tentam usurpar o Seu lugar, eles não se confundem com a entidade escatológica definitiva. Reforço esta distinção para que possamos compreender com precisão a escatologia e os eventos correlatos ao fim dos tempos.

 Neste estudo, enfatizo que o Anticristo não será apenas um opositor do Evangelho; ele se apresentará como um falso messias, um salvador da humanidade. Valendo-se de aparatos tecnológicos avançados, ele buscará exercer um controle absoluto sobre cada indivíduo, impondo leis contrárias à vontade divina. Diante desse cenário, torna-se evidente que vivemos em um tempo no qual a possibilidade de um dominador mundial, dotado de mecanismos de controle global, deixou de ser uma hipótese para se tornar uma realidade indiscutível. Ao examinarmos 1 João 2:22, observamos a segunda menção bíblica feita pelo apóstolo acerca da identidade do anticristo. O texto questiona: "Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, aquele que nega tanto o Pai como o Filho". Esta passagem nos apresenta características essenciais dessa figura. Primeiramente, o anticristo é designado como "O Mentiroso", o que estabelece uma associação direta com a descrição de Cristo sobre o diabo, chamado de "pai da mentira". Existe, portanto, um vínculo intrínseco entre o anticristo e Satanás. Em segundo lugar, a negação de que Jesus é o Cristo revela uma rejeição tanto ao nome (Jesus) quanto ao título messiânico (Cristo). Ao negar que o Jesus histórico — aquele que viveu há dois mil anos — é o Messias prometido, o anticristo rejeita a humanidade e a divindade de nosso Senhor. O apóstolo João conclui, de forma categórica, que todo aquele que nega Jesus como o Cristo é, por definição, um mentiroso e um anticristo. Por fim, o texto afirma que tal indivíduo "nega tanto o Pai como o Filho". Essa rejeição à unidade entre o Pai e o Filho é uma característica distintiva não apenas dos que manifestam o espírito do anticristo, mas, de maneira singular e absoluta, será o traço marcante da própria figura do Anticristo final.
Reflitamos atentamente sobre o tema. Conforme observado em 1 João 2:18, o apóstolo João já declarava estar na "última hora" desde os primórdios da Igreja. Da mesma forma, Hebreus 1:1-2 nos revela que, embora Deus tenha falado outrora pelos profetas, nestes "últimos dias" Ele nos falou por meio de Seu Filho. É fundamental dissipar certas confusões hermenêuticas que permeiam esse assunto. Muitos estudiosos da escatologia falham em distinguir os conceitos ao restringir os "últimos dias" apenas ao período próximo à segunda vinda de Cristo — comumente aplicando-os aos séculos XIX e XX ou à era contemporânea. Essa perspectiva busca identificar características singulares no tempo presente, especialmente desde a Segunda Guerra Mundial, enfatizando o acelerado avanço tecnológico e a ascensão de ideologias humanistas, como o transumanismo. Tais doutrinas visam à autossuficiência humana, almejando a imortalidade e a autodivinização por mérito próprio, o que nega a necessidade do Evangelho, a salvação por meio de Jesus Cristo e a eternidade concedida exclusivamente pelo Salvador. Nisto, percebe-se a acentuação do "espírito do erro" em nossa era. Contudo, devemos compreender que os "últimos tempos" e a "última hora" abrangem todo o período iniciado com a era apostólica até o retorno do Senhor para arrebatar a Sua Igreja. É preciso ter em mente que, à medida que esse tempo avança, a iniquidade tende a se multiplicar. Isso se alinha perfeitamente ao contexto que temos abordado. Conforme mencionado anteriormente, refiro-me à segunda epístola de João, capítulo 7, que alerta sobre o surgimento de muitos enganadores no mundo. Aqueles que não confessam que Jesus Cristo veio em carne são guiados pelo espírito do erro. Compreendemos que, ao longo de toda a história da Igreja, tais enganadores têm se manifestado, contudo, nota-se uma característica singular: à medida que a vinda do Senhor se aproxima, torna-se cada vez mais evidente a multiplicação de falsos profetas, de falsos evangelhos e de indivíduos influenciados pelo espírito do erro, ou seja, pelo espírito do Anticristo. Tudo isso configura uma preparação, uma antecipação necessária para consolidar o ambiente espiritual apropriado, permitindo que o espírito do Anticristo abra caminho para a manifestação do próprio Anticristo. Observe que se trata de uma construção semântica que deve ser interpretada dentro de um contexto específico, uma vez que todas essas nomenclaturas convergem para um mesmo fenômeno espiritual relacionado a demônios, anjos caídos e ao próprio Satanás. O termo "anticristo" designa aquele que se opõe abertamente a Cristo e busca usurpar o Seu lugar. Distinguem-se dos "falsos cristos", que são indivíduos que proclamam ser a própria encarnação de Cristo. Embora os falsos cristos também atuem como anticristos, eles utilizam essa identidade deturpada para se oporem à figura do Cristo verdadeiro.

Ao longo da história, a existência de falsos cristos é um fato documentado, e compreendemos que tal fenômeno ainda persiste em nosso meio. Portanto, devemos manter a vigilância, conforme a exortação do próprio Jesus Cristo em Mateus 24:5: "Pois muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos". A menção a "falsos cristos" no plural, registrada no capítulo 24 de Mateus, refere-se a uma multiplicidade de pessoas que, na iminência da vinda do Senhor, surgirão para preparar o ambiente espiritual necessário para a manifestação do Anticristo. A encarnação de Cristo, o Verbo de Deus, é um acontecimento singular e irrepetível. Conforme narram os Evangelhos, Ele nasceu da Virgem Maria, viveu entre nós por trinta e três anos e entregou-Se em sacrifício pelos nossos pecados, cumprindo as profecias acerca do Messias sofredor, como atestado em Isaías 53. Esse gesto supremo de amor confirma o que está registrado em João 3:16: Deus enviou o Seu Filho unigênito para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas alcance a vida eterna. A singularidade da encarnação é corroborada pela promessa de Sua segunda vinda, descrita em Hebreus 9:28, quando Ele retornará triunfante para buscar a Sua Igreja e estabelecer o Seu Reino eterno. Em contraste, o Anticristo surgirá como um enganador, seduzindo aqueles que rejeitaram a encarnação e a obra perfeita e consumada de Cristo na cruz. Contudo, aqueles que compreendem a mensagem do Evangelho, reconhecendo Jesus Cristo como o Verbo de Deus, o único Senhor e Salvador que encarnou em Israel há dois mil anos, e que firmam sua fé na Sua plena divindade, jamais serão enganados. Uma das características distintivas do Anticristo é a sua profunda hostilidade: ele se oporá à verdade, ao povo judeu, ao Evangelho e a qualquer princípio verdadeiro. Sendo ele a própria personificação da falsidade, sua natureza é alimentada pelo pai da mentira.
O mundo o acolherá como um grande messias, um homem de feitos prodigiosos e carisma avassalador. Por intermédio da televisão, da mídia e das redes sociais, sua presença será difundida globalmente com rapidez e eficácia, conquistando a confiança e a crença imediata das massas, que sucumbirão a um estado de êxtase diante de sua figura. Ele se transfigurará como um anjo de luz, emanando um esplendor arrebatador, acompanhado por um discurso cativante e hipnótico. Diante de tal fenômeno, muitos proclamarão o retorno de Cristo, e diversos líderes cristãos se prostrarão perante ele. Sua aura magnetizante e esse falso brilho influenciarão profundamente o comportamento daqueles imersos em trevas espirituais, tornando-o a figura central das atenções em todos os quadrantes da Terra. Com base em minhas pesquisas nas Escrituras, diversos títulos são atribuídos à figura do Anticristo. Em Daniel 7:7-12, ele é designado como o "chifre pequeno"; em Daniel 8:23, como aquele de "semblante feroz"; em Daniel 9:26, como "o príncipe que há de vir". Em Daniel 9:27 e Mateus 24:15, é descrito como aquele que promove a "abominação da desolação"; em Daniel 11:36, como o "rei que fará segundo a sua vontade". Em Mateus 24:24, é chamado de "falso Cristo" — termo que, embora por vezes apareça no plural, refere-se, neste contexto, a um ser singular. Ademais, em 2 Tessalonicenses 2:3, é identificado como o "homem do pecado" e o "filho da perdição"; em 2 Tessalonicenses 2:8-9, como o "iníquo"; e em 1 João 2:18, como o "anticristo".
Por meio destas descrições, observaremos nuances adicionais acerca do perfil desse grande enganador dos últimos tempos. O papel desempenhado por muitos falsos cristos e falsos profetas consiste em promover a máxima confusão, a fim de desviar as pessoas da busca por suas necessidades espirituais no verdadeiro Cristo ou em comunidades eclesiásticas fundamentadas nas Escrituras, direcionando-as, em contrapartida, a falsas esperanças disseminadas por esses agentes do erro.

 A confusão é uma estratégia deliberada. O espírito do anticristo — o espírito do erro — empenhar-se-á, por todos os meios, em desacreditar a pessoa histórica de Cristo, a eficácia de Sua obra consumada na cruz e a doutrina da justificação pela fé. O objetivo central é invalidar as Escrituras Sagradas e o próprio Evangelho. Para tanto, o diabo e seus seguidores têm investido intensamente na proliferação de escândalos e de heresias, visando minar a credibilidade da Igreja e a veracidade da mensagem cristã.

 Embora a Bíblia tenha advertido acerca de uma grande apostasia e do surgimento de falsos mestres, cujo poder de sedução seria, se possível, capaz de enganar os próprios eleitos, esse cenário prepara o mundo para a manifestação do anticristo. Quando a Palavra de Deus é universalmente desacreditada e o cristianismo é rotulado como uma crença fracassada, estabelece-se o ambiente propício para a ascensão do anticristo. Embora o anticristo se transfigure publicamente em um anjo de luz, ao analisarmos as Sagradas Escrituras, constatamos que, em sua essência, ele não mantém essa aparência. O livro de Apocalipse, capítulo 13, versículo 4, revela que o anticristo adora o dragão. Ao correlacionarmos essa passagem com os registros de Apocalipse 12:9 e 20:2, observamos a distinção clara estabelecida pelo apóstolo João, fundamental para uma interpretação bíblica precisa. As Escrituras atestam: "E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele". Conclui-se, portanto, que este dragão, arremessado à terra, é o ídolo e a falsa divindade perante a qual o anticristo se prostra, evidenciando que ele serve à antiga serpente.
Quanto à sua identidade e origem, existem diversas especulações, visto que as Escrituras não enfatizam de onde ele surgirá. Pessoalmente, acredito que ele provirá da Europa, território correspondente ao antigo Império Romano, cuja capital era Roma. É possível que ele surja no âmbito da União Europeia ou por meio de um futuro renascimento do Império Romano.

 Embora se presuma a necessidade de ascendência judaica, considero que, devido à sua sofisticada capacidade de dissimulação, ele poderia forjar tal identidade com tamanha astúcia a ponto de enganar aqueles que aguardam a vinda do Messias. Ressalto, contudo, que esta é apenas uma suposição pessoal, apresentada como uma possibilidade interpretativa, e não como uma certeza absoluta. O capítulo 13 do Apocalipse descreve duas bestas distintas. A primeira, que emerge do mar (versículos 1 a 10), representa o anticristo, figura central do período da Grande Tribulação. A segunda, que surge da terra, corresponde ao falso profeta, que atua como seguidor e colaborador do primeiro. O período da tribulação, com duração de sete anos, presenciará a ascensão do maior anticristo da história. Durante os primeiros três anos e meio, ele se apresentará sob a aparência de um falso Cristo. Contudo, nos três anos e meio subsequentes, ele revelará sua verdadeira natureza, manifestando-se abertamente como o anticristo sob a influência e comando direto de Satanás. Conforme o relato de Apocalipse 12:17, o grande dragão — identificado nos versículos anteriores como a antiga serpente, o Diabo ou Satanás — posiciona-se sobre a areia do mar. Após perseguir os servos de Deus, o adversário assume o comando das duas bestas descritas no capítulo 13.
Observe a ferocidade e a astúcia intrínsecas à natureza daquela entidade sob a influência direta do maligno. No terceiro capítulo de Gênesis, encontramos a descrição das características animalescas, draconianas e bestiais de Satanás, ao ser apresentada como a mais astuta de todas as criaturas do campo. Tais atributos selvagens, que outrora induziram Eva ao erro no Jardim do Éden, manifestam-se, de forma análoga, no Anticristo. Conforme retratado em Apocalipse 12:9, sua função permanece inalterada: se no Éden o objetivo foi a queda de Adão e Eva, agora ele estende sua influência a toda a humanidade. Ele é, portanto, o arquiteto supremo do engano na história. Por meio de estratagemas sutis e camuflagens variadas, ele opera nos bastidores, tornando suas ações imperceptíveis à maioria. Frequentemente, ao longo dos séculos, indivíduos prostraram-se diante de uma suposta revelação celestial, acreditando receber uma mensagem divina, quando, na realidade, estavam diante do próprio Satanás. Ele se transfigura e jamais revela sua verdadeira natureza, preferindo ocultar-se sob aparências sedutoras, tal como procedeu ao manipular Eva no Jardim do Éden.
Em essência, o capítulo 13 do livro de Apocalipse descreve uma besta que emerge do mar. Contextualmente, essa referência ao mar alude ao Mediterrâneo, região de importância central na narrativa profética. Contudo, o mar, com suas ondas incessantes, também simboliza o abismo, a origem primordial de tais seres. Essa associação torna-se evidente no capítulo 9 de Apocalipse, onde a abertura do abismo permite a ascensão de criaturas semelhantes a gafanhotos, em meio a uma densa fumaça.
 Essa natureza abissal define a essência das trevas, característica intrínseca ao espírito maligno e, por extensão, ao anticristo. Inicialmente, ele se apresentará sob uma aparência benevolente; sendo o artífice da hipocrisia, ele domina a capacidade de ocultar sua verdadeira identidade sob um disfarce. Dado que a humanidade tende a ser seduzida pelo brilho e pela aparência, ele emitirá uma luz artificial e enganosa. Embora essa luminosidade seja um artifício destinado a ludibriar, as pessoas se deixarão encantar por essa glória aparente, ignorando a sombria natureza abissal que ela busca ocultar. É imperativo, portanto, conferir uma ênfase ainda maior a este tema. Compreendemos que o Anticristo, embora possua características de natureza bestial, não será um demônio, mas um ser humano sob possessão espiritual. Consideremos o exemplo do endemoninhado gadareno, em cujo relato bíblico, registrado por Lucas, observa-se uma força descomunal, impossível de ser contida por meios humanos. Pode-se inferir que o Anticristo manifestará um poder infinitamente superior, operando com uma força destrutiva e uma capacidade de engano sem precedentes, destinada a conduzir multidões à perdição. Recordemos, ainda, a narrativa do Apocalipse, que descreve a habilidade de Satanás em seduzir e arrastar consigo a terça parte dos anjos. Tal é a magnitude do poder de engano que se manifestará na pessoa do Anticristo; ele exercerá uma influência avassaladora, levando grande parcela da humanidade à prostração diante dele, por meio de artifícios teatrais projetados para seduzir os corações fragilizados pela natureza humana decaída. Diante da gravidade deste cenário, surge um alerta solene sobre a urgência de nos aproximarmos de Deus. É fundamental cultivar um amor profundo pelo Senhor, adorando-O em espírito e em verdade, com todo o nosso coração, alma e entendimento. Ao refletir sobre assunto de tamanha seriedade, reitero a necessidade de buscarmos uma intimidade crescente com o Criador: dedique-se à oração contínua, à fidelidade, à leitura e à meditação diligente das Escrituras. Sobretudo, clame com fervor pela vinda do Senhor. Que, diariamente, possamos dobrar os joelhos em humilde súplica, clamando aos céus por misericórdia e declarando: "Ora, vem, Senhor Jesus! Maranata!"
Existe uma particularidade notável acerca do falso profeta descrito no livro de Apocalipse, capítulo 13, versículo 11. Trata-se da segunda besta, figura distinta do Anticristo, embora atue como seu principal associado no exercício do ofício profético espúrio. É imperativo compreender que, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, há advertências recorrentes quanto ao surgimento de falsos profetas, não apenas em tempos remotos, mas de forma intensificada nos últimos dias. Tal compreensão é essencial, uma vez que muitos cristãos demonstram negligência diante de fatos tão cruciais, deixando-se vulneráveis ao engano. Na atualidade, observa-se a disseminação de doutrinas que não apontam para o Cristo dos Evangelhos, mas para um simulacro. Com frequência, o que se apresenta nos púlpitos contemporâneos é um Deus utilitarista, moldado para satisfazer os desejos materiais, emocionais e biológicos do homem caído. Seduzidos por promessas que atendem aos seus interesses egoístas, muitos são atraídos por esses falsos mestres. Após passarem por ritos de iniciação e serem integrados a uma denominação, tais indivíduos são levados a crer erroneamente que estão salvos e que abraçaram o verdadeiro Evangelho, quando, na realidade, foram engodados por uma mensagem falaciosa. Conforme lemos em 2 Pedro 2:1, os falsos mestres possuem o propósito de promover a ruína espiritual e a apostasia. Sendo instrumentos de oposição à verdade, suas ações visam desviar os fiéis do caminho da fé. Diante disso, é imperativo que nos mantenhamos vigilantes contra essas manifestações que, não raro, se disfarçam sob uma aparência de retidão, utilizando-se de vestimentas formais e um semblante cativante para ocultar suas reais intenções.
Devemos adotar a mesma postura rigorosa dos bereanos, descritos em Atos 17:11. Assim como eles conferiam nas Escrituras a veracidade das pregações de Paulo, cabe a nós examinar criteriosamente qualquer ensinamento à luz da Palavra de Deus. Não nos deixemos enganar por aparências, pois a essência do Evangelho reside na pureza da sua mensagem. Um ensino genuíno proclama que Jesus Cristo é o Senhor, que veio em carne e que a obra consumada na cruz, por meio da graça, é o único fundamento da nossa salvação. Portanto, é nosso dever buscar e permanecer alinhados apenas àqueles que fielmente pregam este Evangelho. Quanto à natureza das manifestações que ocorrerão no fim dos tempos, observa-se que o dragão e as duas bestas formam uma trindade unificada. Conforme descrito em Apocalipse 16:13, emergem da boca do dragão, da besta e do falso profeta três espíritos imundos, semelhantes a rãs. É importante notar a simbologia da "boca": o canal por onde são proclamadas as mentiras, as falsas pregações e as proclamações enganosas. A semelhança com répteis sugere a materialização de seres espirituais caídos. Esta realidade está registrada nas Escrituras, acessível a qualquer leitor que deseje verificar a atuação intensa dessas entidades no período que antecede a segunda vinda do Senhor. O ambiente espiritual dos últimos dias estará saturado de impurezas, conforme alertado pelo apóstolo Paulo em Efésios 6:10-18. Diante disso, é imperativo que adotemos uma postura de vigilância. Este é o momento de intensificar a oração, buscar a santificação e a consagração, e aprofundar nossa dependência de Deus por meio da leitura bíblica. É fundamental mantermos a comunhão no rebanho, unindo forças espirituais para que possamos, como fiéis, ser luzes intensas em meio à crescente escuridão. Observe, portanto, que encontramos descrições significativas em Apocalipse 13:12, onde é exercida a autoridade da primeira besta em sua presença, compelindo a terra e seus habitantes a adorá-la. Nota-se, assim, o exercício de autoridade abrangente sobre as esferas espiritual, social e política. Adicionalmente, deparamo-nos com a manifestação de falsos milagres, utilizados como artifícios para induzir as pessoas ao erro e à crença naquilo que é falso. Nesse contexto, recordo-me de uma passagem no Antigo Testamento — Deuteronômio, capítulo 13 — a qual considero um texto fundamental de prova; é imprescindível que nos atentemos criteriosamente a ele, a fim de compreendermos o princípio espiritual subjacente. Nesta passagem dos primeiros versículos do capítulo 13 do livro de Deuteronômio, podemos entender perfeitamente qual é a função deste teste — dos sinais e maravilhas que serão apresentados nos últimos dias.
​Quando se fala a respeito da falsidade associada a sinais e prodígios realizados por espíritos caídos e demoníacos, devemos compreender que, em sua essência, esses fenômenos sobrenaturais podem até ser reais. Eles são considerados "falsos" no sentido de que conduzem as pessoas ao erro, como podemos ler no texto escrito por Moisés: «Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los; não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o Senhor vosso Deus vos prova, para saber se amais o Senhor vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma. Após o Senhor vosso Deus andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis. E aquele profeta ou sonhador de sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o Senhor vosso Deus...
​Notamos claramente nesta passagem que Deus, por vezes, permite que um falso profeta realize milagres e prodígios sobrenaturais. Eles são chamados de "sinais de mentira" não porque os fenômenos em si sejam ilusórios — afinal, são operados por seres espirituais e ultrapassam o campo da percepção biológica humana —, mas porque a sua finalidade é enganar. Ocorrem num nível espiritual sobre o qual os espíritos demoníacos e o próprio Satanás exercem domínio, como se observa em diversas outras passagens das Escrituras.
Em passagens como esta, observamos a manifestação tanto do Anticristo quanto dos falsos profetas e dos diversos anticristos que temos analisado desde o início deste estudo. Estes utilizam o pragmatismo como estratégia para angariar seguidores e seduzir aqueles que carecem de discernimento. Nota-se, ainda, a aplicação da doutrina maquiavélica de que "os fins justificam os meios". Satanás e as hostes espirituais da maldade, compreendendo a inclinação humana ao fascínio pelo sobrenatural, exploram essa vulnerabilidade de maneira clara ao longo da história das religiões — desde as práticas primitivas, como o xamanismo, até a busca desenfreada por mistérios ocultos e a manipulação de fenômenos paranormais. Frequentemente, tal inclinação conduziu indivíduos ao uso de substâncias psicotrópicas, à invocação de entidades demoníacas e ao envolvimento com o ocultismo. Isso se evidencia na história do Egito antigo em contraste com os relatos do Antigo Testamento, onde magos e feiticeiros, ao confrontarem Moisés, manifestaram sinais e prodígios ao imitarem, por meio de forças ocultas e auxílio demoníaco, os milagres operados pelo poder de Deus. Dessa forma, depreende-se que, da antiguidade aos nossos dias, o mundo espiritual exerce uma sedução contínua sobre a consciência humana. O Anticristo, ao explorar o potencial dessa curiosidade, conduzirá, inevitavelmente, muitos ao abismo.
Amados irmãos, este não é um tratado exaustivo sobre o anticristo, mas um breve estudo de suma importância para o contexto em que vivemos. O objetivo é permitir que discernamos a astúcia e a sedução deste sistema enganador, conhecido como o "espírito do erro", que opera desde os dias de João e se intensificará nestes tempos finais, conforme advertido pelas Escrituras do Novo Testamento. Diante da crescente sedução e confusão da atualidade, escrevo este texto com o propósito de convocar cada leitor a uma profunda reflexão. Que estas palavras sirvam de incentivo para uma maior proximidade com o Senhor, a fim de firmarmos nossos pés no Evangelho, consagrarmos nossas vidas a Cristo e perseverarmos em oração e no estudo contínuo das Escrituras. É fundamental vivermos em comunhão, compreendendo que a Igreja não se limita a uma denominação, mas consiste no corpo de Cristo: um grupo de pessoas unidas pelo propósito de adorar, aprender e compartilhar a vida cristã. Ao congregarmos e exercermos nossa função como membros deste corpo, fortaleceremos nossa caminhada espiritual para enfrentar a adversidade dos dias atuais.

 

“O Anticristo é o oposto de Cristo. Assim como Jesus veio à Terra para fazer a vontade de Deus, o Anticristo virá para fazer a vontade de Satanás. Ele será Satanás manifestado na forma de um homem. Toda a ambição de Satanás se resume a querer ser tão poderoso e forte quanto Deus, e ele trabalha incansavelmente para alcançar esse objetivo, dia e noite.  "O adversário se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de se assentar no santuário de Deus, proclamando-se Deus."  (2 Tessalonicenses 2:4) Sua intenção é substituir Deus, e o meio que ele usará para alcançar isso será enviar o Anticristo. O Anticristo negará a necessidade que a humanidade tem de Deus e se estabelecerá como governante deste mundo. ”


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O autor C. J. Jacinto atuou como pastor, pesquisador e apologista cristão, atua na área de pesquisas bíblicas desde o começo da década de 1990, reside em Paulo Lopes – SC.