O mundo contemporâneo testemunha
uma revolução silenciosa, porém profunda, que visa transformar a própria
essência do ser humano. Esta revolução, que se disfarça sob as vestes do
progresso científico e da evolução social, é o coração de um projeto maior freqüentemente
chamado de "Nova Ordem Mundial". Para compreendermos os perigos do
transhumanismo e a agenda por trás dele, precisamos olhar para suas raízes
espirituais e ideológicas, estamos vivendo dias de grandes transformações sociais
e ideológicas, entender a trama por trás de um mundo que jaz no maligno é de
suma importância.
1. O
Disfarce da Revolução Espiritual
Percebemos que a atual luta global não
é apenas política ou econômica; é, em sua essência, uma batalha religiosa e
espiritual. Durante séculos, as elites globais agiram sob a bandeira do
humanismo, do iluminismo e do racionalismo. No entanto, essas ideologias
serviram como um "disfarce" para um objetivo muito mais antigo e
profundo: a rebelião contra Deus e a criação de uma ordem mundial centrada no
homem, ou melhor, em um "super-homem" que ocuparia o lugar de Deus.
(Nota do autor: Compreendo como Uma Nova Ordem Mundial, a tentativa do homem adâmico
unido num propósito de vencer os limites impostos pelos pecados, implantar um
sistema que dará a possibilidade de emergir sobre o mundo, um governo global unilateral
centrado num homem do pecado que será o Anticristo)
Há um projeto está que agora está se revelando abertamente. O que
antes era uma luta contra o "comunismo ateu" ou o
"fundamentalismo islâmico" é, hoje, uma declaração de guerra contra
valores que resistem a essa nova ordem. Um exemplo notável, citado, é a
declaração de um ministro sueco em 2014, que apontou o cristianismo ortodoxo
como uma ameaça maior à civilização ocidental do que o islamismo, precisamente
por sua defesa de valores familiares tradicionais que se opõem à agenda de
reengenharia social.
2.
Transumanismo: A "Evolução" que Destrói o Humano
O termo "transhumanismo"
é a chave para entender essa transformação. Apresentado como a "fase
final" do humanismo, o transhumanismo, na verdade, significa o seu fim.
Ele propõe usar a ciência e a tecnologia (especialmente as nanotecnologias,
biotecnologias, tecnologias da informação e ciências cognitivas - as chamadas
tecnologias NBIC) para superar as limitações da natureza humana: a doença, o
envelhecimento e, em última instância, a morte. O objetivo final é criar um
"pós-humano" ou um "super-homem".
O que
considero mais perigoso nessa ideia?
Negação da Natureza Humana: Ao
tratar o corpo humano como uma "prisão" a ser superada e a mente como
um "software" a ser transferido para um computador, o transhumanismo
nega a dignidade intrínseca e a natureza única do ser humano como uma criação
com propósito espiritual.
Criação de uma Elite Imortal: As
tecnologias de aprimoramento serão extremamente caras, criando uma profunda
divisão social. Haverá aqueles que poderão se tornar "pós-humanos"
imortais (a elite) e o restante da humanidade, considerado obsoleto e
descartável.
A Supressão da Espiritualidade: O
transhumanismo não é apenas uma busca tecnológica, mas uma nova religião. Ela
promete a salvação (a imortalidade) através da ciência, substituindo a necessidade
de fé e redenção espiritual. É na sua essência, anticristão, dispensa as
promessas escatológicas da ressurreição e da regeneração, e portanto, nega a
obra consumada e perfeita de Cristo na cruz.
Exemplo: O projeto
"Avatar" do movimento "Rússia 2045", outras tendências atuais
do transhumanismo, são exemplos concretos. A idéia é surreal, planeja
transferir a consciência humana para corpos robóticos e, eventualmente, para
hologramas. O fundador do projeto afirma que o "neo-humano" deve se
tornar um "criador de mundos e galáxias", um sonho de autodeificação
que ecoa antigas tentações místicas da própria serpente no Jardim do Eden, por
trás da antiga idéia do diabo, ecoa a mesma filosofia de deificação do homem num
mundo de avanços tecnológicos sem procedentes na historia da civilização.
Uma nova religião com
profetas e uma nova teologia baseada em um niilismo de convergência cientifica,
a crença na "Singularidade" Poe exemplo, (de Kurzweil) é mais
uma fé religiosa do que uma certeza científica. Ela funciona como uma teologia
secular, oferecendo uma promessa de salvação (a imortalidade e a
superinteligência) que substitui a necessidade de lidar com as incertezas da
existência humana.
3. As
Raízes Ocultas: Tendências Gnósticas
Embora este artigo seja curto, não
se trata de uma análise superficial da tecnologia para desvendar as raízes
espirituais do movimento. O transhumanismo
é a mais recente manifestação de uma antiga heresia chamada Gnosticismo. O
gnosticismo é uma visão de mundo que ensina que:
O mundo material é mau e foi criado
por um deus inferior e ignorante (o Demiurgo).
A salvação não vem através da fé ou
da moralidade, mas através de um conhecimento secreto (o gnosis). A única diferença
nesse conceito de salvação, são as mudanças de argumentação, antes, através do
movimento New Age, a proposta era a transcendência pessoal através de
tecnologias espirituais (Yoga, meditação, uso de psicodélicos etc) agora trata-se
de um conhecimento tecnológico avançado que salvará o homem da sua desgraça
eterna, parece ficção cientifica, mas cada leitor deve fazer uma pesquisa sobre
as propostas do transhumanismo e deve descobrir por si mesmo, esses e outros
fatos apresentados aqui.
O verdadeiro Deus é inacessível,
ignorado e ou até mesmo negada sua existência, e a centelha divina dentro do
homem precisa ser libertada das amarras de uma prisão: o corpo mortal e corruptível
do homem caido.
A Conexão com Lúcifer:
No
gnosticismo, figuras como a Serpente do Éden e Lúcifer são frequentemente
reinterpretadas como heróis que trouxeram o conhecimento ("a luz") à
humanidade, libertando-a da tirania do "deus mau" do Antigo
Testamento. A fundadora da Teosofia, Helena Blavatsky, que afirmava
explicitamente que Lúcifer é o "verdadeiro Deus do nosso planeta" e
que sua revista se chamava "Lucifer".
Essa visão é reproduzida no mundo
moderno. O autor cita Max More, um dos líderes do movimento transhumanista
(extropianismo), que escreveu um artigo intitulado "Em Louvor ao
Diabo", onde Lúcifer é apresentado como um símbolo de rebelião contra a
tirania divina, da busca pelo conhecimento e da liberdade individual. Para o
transumanismo, a "luz" de Lúcifer é o conhecimento que permite ao
homem superar suas limitações biológicas e se tornar um deus por si mesmo.
(Nota: "In Praise of the Devil" em português, "Em Louvor ao Diabo"
ou "Em Louvor do Diabo" foi publicado originalmente na revista
Extropy nº 4, verão de 1989, que More editava, e republicado posteriormente por
exemplo, em edições da Libertarian Alliance em 1991) Recentemente, outro
transhumanista, Elon Musk tambem comparou o uso da IA como a invocação de um demônio,
o que denota o lado sinistro que uma tecnologia avançada pode induzir os
homens.
Ou seja: O transumanismo, em
sua essência, é uma tentativa de realizar o antigo desejo de "ser como
Deus", não através da obediência e do amor, mas através da rebelião e da
autotransformação tecnológica.
4. A Nova
Ordem Mundial e a "Religião" de Estado
Este projeto ideológico e
espiritual não é obra do acaso; ele é orquestrado por uma elite global que atua
através de instituições como a ONU, a UNESCO e clubes de poder de influencia e
controle mundial. Homens poderosos e
influentes tem desempenhado papeis de profetas do transhumanismo.
Os
mecanismos de implementação descritos pela autora incluem:
A Doutrina dos "Direitos
Humanos": O conceito de direitos humanos, em sua forma atual, é usado
para minar os valores cristãos e as estruturas familiares tradicionais. O que
se promove, na verdade, são os "direitos do anti-humano", que incluem
a liberdade sexual irrestrita, o direito ao aborto e à eutanásia, e a
redefinição do casamento e da família.
A Revolução Sexual: A promoção
da ideologia de gênero e da agenda LGBTQ+ é vista como um ataque deliberado à
ordem natural e à família, visando desestabilizar a sociedade e criar um
indivíduo "desprogramado" e facilmente controlável.
O relativismo como Arma: O
princípio pós-moderno do relativismo como uma ferramenta para dissolver a
verdade absoluta. Na prática, relativismo significa que se deve aceitar todas
as crenças, exceto aquelas que se opõem à agenda global, como o cristianismo
tradicional.
Uma Nova "Religião"
Global: O movimento "Nova Era" (New Age), com sua
espiritualidade eclética, seu panteísmo e sua crença na evolução da consciência
para uma "sexta raça" superior, é apontado como o núcleo espiritual
da Nova Ordem Mundial. Ele serve como um "guarda-chuva" para unificar
todas as religiões sob uma única doutrina sincretista, abrindo caminho para a
aceitação de um líder mundial (o "Anticristo" na visão cristã).
Recentemente, o movimento chamado Iniciativa das Religiões Unidas, influenciou
o sistema a implantar nas escolas, a disciplina da inter-religiosidade, que
anteriormente tinha características ecumênicas.
Exemplo prático: A UNESCO,
desde a sua fundação, promoveu uma visão "evolutiva" e
"humanista" da educação, influenciada por figuras como Julian Huxley
(um biólogo evolucionista e primeiro diretor da UNESCO), que via o
transumanismo como o próximo passo da evolução humana.
5. O Plano
Final: O Controle Total
O objetivo final deste projeto, não
é um mundo de liberdade e paz, mas uma ditadura tecnocrática global. Através da
convergência tecnológica, as elites terão ferramentas de controle sem
precedentes, incluindo:
Chips cerebrais e tecnologias de vigilância
profunda: Para monitorar e controlar o pensamento e o comportamento.
Engenharia genética: Para
criar uma subclasse geneticamente modificada e dominada.
Inteligência Artificial: Para
substituir o julgamento humano por algoritmos de "superinteligência"
que definirão o que é melhor para a humanidade.
Assim surgem em todos os cantos do
planeta, idéias ideologicas da necessidade de reduzir a população (de 7 bilhões
para 500 milhões, como sugerem as "Tábuas da Geórgia"), sobre a
eutanásia como uma "ferramenta para o futuro" (como disse o
globalista Jacques Attali) e sobre o controle total da informação. O mundo que
se desenha é um mundo onde o "direito à vida" será um privilégio de
poucos, e a maioria será tratada como uma "biomassa" descartável.
Enfim, futuristas como Aldous Huxley e George Orwell parecem ter notado a tendência
do homem de recosntruir uma Babel de auto-suficiencia na história, sues
romances distópicos “Admiravel Mundo Novo” e “1984” acabam descrevendo como a
tentativa dos homens adâmicos tentarem criar um Paraiso humanista, acabam
cedendo aos calabouços mais obscuro do totalitarismo, a natureza humana, quando
experimenta algo como poder e auto-suficiencia
acabada criando uma distopia diabólica, como exemplificou o escritor britânico,
ganhador do Nobel de literatura no seu magnífico romance “O Senhor das Moscas”.
Conclusão:
Compreender para Resistir
Minha intenção é que o leitor entenda
as forças obscuras que moldam o mundo contemporâneo (Leia I João 5:19). Minha
análise está ancorada em uma visão teológica e nos valores judaicos cristãos,
desejo alertar para o fato de que o
transumanismo e a Nova Ordem Mundial não são meras teorias da conspiração, mas
um projeto ideológico e espiritual com raízes profundas e de natureza satânica,
descaradamente anticristã.
O perigo, como ela o vê, não está
apenas na tecnologia em si, mas nas tendências produzidas por ideologias
humanistas que a acompanha: uma visão que rejeita a ideia de um criador,
que despreza a natureza humana como imperfeita e que busca substituir a
salvação pela autotransformação tecnológica, a humildade pelo orgulho, e o amor
pela comunidade pela tirania do "super-homem".
A compreensão dessas ideias é o
primeiro passo para uma reflexão crítica sobre o futuro que queremos construir.
As perguntas que ficam são: Será que desejamos um mundo de
"pós-humanos" imortais, mas vazios? Ou lutaremos por um futuro que
preserve a dignidade, a diversidade e a espiritualidade que nos tornam
verdadeiramente humanos?
Que os anseios dos homens por transcendência
é um fato contra o ateísmo e contra o humanismo, não tenho duvidas, mas é as
Escrituras que apontam para a obra consumada e perfeita de Cristo na cruz como
o caminho dessa transcendência, pela regeneração do homem e por fim de todo o
cosmos, culminando em novo céu e uma nova terra, mas isso não é obra de homens
mas de Deus em Cristo (Efésios 1:10)
Bibliografia
(Baseada no Documento Original)
CHETVERIKOVA,
Olga. A Ditadura dos "Iluminados": Espírito e Objetivos do
Transumanismo. Moscou, 2015. (Obra citada como base para algumas informações
para este artigo).
http://www.davidacook.com/uploads/1/0/8/8/10887248/in_praise_of_the_devil__max_more.pdf
Penn, Lee.
A Falsa Aurora

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