Como Vencer a Apostasia


 


Como Vencer a Apostasia

 

C. J. Jacinto

 

“O testemunho universal do Novo Testamento é que a apostasia, se persistida, não só condena, como também demonstra que a salvação nunca foi real. O Novo Testamento revela quão perto alguém pode chegar do reino – provando, tocando, percebendo, compreendendo. E também mostra que chegar tão longe e rejeitar a verdade é imperdoável.” (D. A. Carson)

 

É inegável que atravessamos um período de profunda confusão espiritual. Aquilo que, outrora, parecia uma ameaça remota e episódica na história da Igreja, hoje obscurece o horizonte de toda a cristandade. Encontramo-nos imersos em uma tempestade de apostasia, cenário que impõe graves responsabilidades ao cristão contemporâneo diante da complexidade destes tempos. O termo "apostasia" deriva do grego “aphistamai”, composto pelos radicais “apo” (afastar-se) e “histemi” (estar de pé). Etimologicamente, designa o ato de distanciar-se daquilo que anteriormente se professava, traduzindo-se, em síntese, como a perda da firmeza e o abandono de uma convicção. A apostasia não se confunde com a incredulidade de quem nunca teve contato com o Evangelho; trata-se, rigorosamente, do abandono deliberado e voluntário de uma fé que o indivíduo um dia professou e defendeu. Portanto, caracteriza-se pela deserção total aos princípios anteriormente adotados. Portanto, depreende-se claramente que a apostasia consiste no abandono de uma verdade anteriormente reconhecida, processo no qual o indivíduo a despreza de tal maneira que a substitui pela adesão ao erro.




Ao abordarmos a apostasia dos últimos dias, compreendemos que o apóstolo Paulo profetizou especificamente sobre este fenômeno. Em 1 Timóteo 4:1, lemos que o Espírito declara expressamente que, nos últimos tempos, alguns se desviariam da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios. Com efeito, os autores do Novo Testamento, de modo geral, alertaram sobre a apostasia iminente. Para eles, àquela época, tratava-se de uma nuvem que começava a se formar no horizonte; contudo, hoje, tal obscuridade já se estendeu sobre grande parte da sociedade e do mundo contemporâneo.
 A igreja contemporânea atravessa um período de profunda melancolia e confusão, cenário que deveria suscitar um alerta imediato em qualquer cristão que possua um conhecimento mínimo das Escrituras e familiaridade com o Novo Testamento. Contudo, prevalece uma alarmante complacência; o pragmatismo e o maquiavelismo tornaram-se os pilares que sustentam esta apostasia. Grande parte dos fiéis acomodou-se a este estado deplorável, manifestando uma passividade que beira a resignação. Observam-se, hoje, declarações liberais que ousam negar o nascimento virginal de Cristo, ao passo que a mensagem da cruz é deliberadamente omitida. O arrependimento foi suplantado por discursos que visam unicamente a satisfação humana, negligenciando a vontade de Deus. Tais grupos, com mentes fechadas à centralidade da fé, tratam o evento da ressurreição como um mito ou fábula, resultando em um Evangelho destituído de seu poder transformador e incapaz de gerar um impacto profundo na vida dos homens. Atualmente, muitos líderes e docentes de igrejas contemporâneas negligenciam os fundamentos das Escrituras e abdicam da defesa das doutrinas centrais do Evangelho. Por receio de parecerem politicamente incorretos ou de ofenderem a sensibilidade da mentalidade moderna, evitam abordar temas como o inferno, o juízo final e as consequências do pecado. O público, em sua mundanidade, almeja uma mensagem que ignore tais preceitos, e muitos líderes, buscando satisfazer essa demanda, acabam por promover um "outro Evangelho". Dessa forma, a igreja moderna tem crescido baseada em discursos que evitam qualquer confronto, omitindo deliberadamente a necessidade da santidade, o sacrifício da cruz e a justiça divina, sob o pretexto de que tais verdades são ofensivas.

A questão que se impõe é: como devemos proceder? Acredito que todo cristão verdadeiramente comprometido com a verdade, que preserva os valores conservadores e busca vivenciar um cristianismo fundamentado nas Escrituras, deve permanecer inabalável diante dos ventos de doutrina que, na contemporaneidade, infiltram-se pelas brechas da igreja moderna com o intuito de minar seus fundamentos. Aqueles que permanecem firmes devem, impreterivelmente, voltar-se ao Senhor. Considero que uma das formas mais eficazes de preservarmos a fé e mantermos nossa integridade espiritual é a realização de um estudo sistemático da Epístola de Judas. Este texto oferece orientações práticas e contundentes contra a apostasia e os apóstatas, além de elucidar o sutil processo de infiltração pelo qual as igrejas são acometidas por falsos mestres, falsos profetas e ensinos heréticos. Judas nos exorta, com clareza, a batalhar pela fé que foi uma vez entregue aos santos.
Somos convocados a edificar nossas vidas sobre o fundamento da fé santíssima, estabelecendo-nos em um alicerce inabalável. Os tremores da apostasia e os ventos das falsas doutrinas tornam-se incapazes de nos atingir quando estamos firmados nas verdades eternas e insondáveis contidas nas Escrituras, que constituem o corpo doutrinário da Palavra de Deus. Assim como a igreja primitiva perseverava na doutrina dos apóstolos, esta deve ser, igualmente, nossa posição e prática. Um conselho prático é a necessidade constante de nos dedicarmos ao estudo diário das Escrituras, aprofundando-nos na Palavra de Deus. Embora observemos, na atualidade, um cenário de fragilidade no conhecimento bíblico dentro das comunidades cristãs, devemos recordar que a Bíblia é a nossa única regra de fé e prática, sendo infalível e soberana em sua capacidade de nos conduzir. Assim como uma construção exige alicerces sólidos, a edificação da nossa fé requer a totalidade dos 66 livros bíblicos. Portanto, é imperativo que o cristão priorize seu tempo e dedique-se com diligência à leitura e à meditação nas Sagradas Escrituras. Devemos nos dedicar intensamente à oração, não apenas em nosso favor, para permanecermos na Luz e na Graça de Deus, permitindo que o Espírito Santo nos conduza a toda a verdade e nos preserve de qualquer desvio, mas também em favor daqueles que se afastaram dos caminhos do Senhor. É nosso dever interceder e envidar esforços para que o Espírito do Senhor resgate aqueles que se encontram em trevas espirituais ou que se distanciaram da verdade. Recordo-me da exortação contida na epístola de Judas, especificamente no versículo 23, que nos orienta a "salvar alguns, arrebatando-os do fogo". Compreendendo que a apostasia é um processo complexo, observamos que falsos mestres e profetas frequentemente atuam como instrumentos de indução ao erro, conduzindo pessoas sinceras a caminhos distantes da verdade. Embora seja improvável que tais agentes do erro alcancem o arrependimento, devemos considerar que aqueles que foram por eles seduzidos possuem a possibilidade de reconciliação com a verdade. Muitos, ao abraçarem heresias, correntes modernistas e doutrinas espúrias, acabaram por se desviar; contudo, ao proclamarmos a Palavra com zelo e intercedermos por essas vidas, cumprimos o propósito bíblico de resgatá-los, livrando-os das consequências da apostasia.

 

A religião que começa na hipocrisia certamente terminará em apostasia (William Spurstowe).

 

 Da mesma forma, devemos orar constantemente, visto que o apóstolo Judas, em sua epístola (v. 24), exalta Aquele que é poderoso para nos guardar de tropeços. Portanto, é imprescindível suplicar ao Senhor por luz constante, a fim de que nossa mente e nosso coração permaneçam esclarecidos pelas verdades fundamentais do Evangelho. É necessário que vivamos fundamentados em uma teologia sólida e na sã doutrina, garantindo, assim, a segurança da nossa alma durante a peregrinação terrena rumo ao céu. Ressalto, de maneira clara e didática, a importância de fundamentar nossa caminhada em uma perspectiva espiritual que nos proporcione firmeza. É imprescindível congregar em uma igreja fiel às Escrituras, onde as doutrinas centrais do Evangelho sejam pregadas com integridade, sem concessões ao relativismo contemporâneo — que, frequentemente, mescla verdades e erros para satisfazer àqueles que professam a fé, mas carecem de um compromisso genuíno com a Verdade por não terem experimentado o novo nascimento. Portanto, para alcançar solidez espiritual e resistir aos ventos de doutrinas, é essencial que o cristão busque um conhecimento bíblico profundo. Tal alicerce é edificado por meio da frequência regular à escola dominical, do estudo pessoal das Escrituras, da vida de oração e da disposição em ouvir sermões estritamente centrados na Palavra de Deus.

“Ninguém afunda tão fundo no inferno quanto aqueles que chegam mais perto do céu, porque caem da maior altura.” (William Gurnall)

Gostaria de mencionar a passagem contida em 1 Pedro 3:15, que nos oferece uma exortação magnífica: "Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vossos corações; e estai sempre preparados para responder, com mansidão e temor, a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós." Este conselho deve ser aplicado em nossa vida de forma constante, visto que muitos indivíduos tornam-se vítimas de predadores espirituais, sendo afastados do aprisco da Igreja e expostos aos perigos de falsos profetas. A advertência bíblica é severa; o próprio Cristo nos alertou, nos Evangelhos, a mantermos vigilância contra aqueles que se apresentam disfarçados de ovelhas, sendo, contudo, lobos devoradores. Embora utilize uma linguagem figurada, trata-se de uma ameaça real e urgente. A apostasia é um fenômeno gravíssimo e, por isso, devemos abordar este tema com a devida seriedade e relevância em nossos dias. Pessoalmente, compreendo a apostasia como uma das últimas estratégias que o adversário empregará contra a Igreja. Seu objetivo precípuo é reduzir o número de fiéis devidamente preparados para a vinda de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Com afinco, ele buscará desviar a humanidade da mensagem da cruz, consciente de que a ascensão de falsos profetas é um mecanismo capaz de arrastar multidões ao engano. Diante do cenário contemporâneo, é imperativo refletirmos se não estamos vivendo tais tempos. Observemos a facilidade com que muitos se deixam seduzir por discursos que priorizam o que é agradável aos ouvidos, em detrimento da verdade. É fundamental reconhecer que uma igreja fiel ao púlpito, que proclama a cruz e convoca os pecadores ao arrependimento, raramente possuirá o mesmo apelo popular de congregações que privilegiam temas como prosperidade, psicologia humana ou autoajuda. Tais mensagens, muitas vezes desprovidas do confronto necessário com a realidade do pecado, servem apenas para suavizar o Evangelho, acomodando aqueles que preferem a gratificação pessoal à transformação espiritual.

É fundamental compreender que, em tempos de apostasia, os verdadeiros profetas são frequentemente rejeitados ou silenciados pela maioria. Este princípio é corroborado pelas trajetórias de Jeremias e Elias, homens conservadores que clamaram pela sã doutrina em períodos de profunda corrupção espiritual. Ao analisarmos a história dos homens santos, observamos exemplos como o de Enoque, que caminhava solitário, e o de Noé, cujo círculo de convivência era restrito praticamente à sua própria família, sem indícios de popularidade ou vastas redes de apoio. Esse fenômeno é recorrente: quanto mais severa a apostasia, menor é o número daqueles que permanecem fiéis à pregação genuína. Enquanto a maioria dos pregadores se rende ao modernismo e às tendências contemporâneas, o remanescente que sustenta a verdade é, invariavelmente, reduzido a um pequeno grupo. Devemos, portanto, manter nossa fé inabalável. Mesmo diante de circunstâncias que nos conduzam ao desânimo devido aos resultados adversos, é fundamental recordar passagens bíblicas como a do profeta Jeremias, que descreve um povo em apostasia contínua, obstinado em não abandonar o seu engano. É penoso observar o estado daqueles que, outrora firmes no Evangelho, deixaram-se levar pelos ventos impetuosos da apostasia. Cabe a cada um de nós clamar, com fervor, para que Deus, em Sua infinita misericórdia, e o Espírito Santo — que convence o homem da justiça, do juízo e do pecado — se compadeçam dessas pessoas. Que Ele possa restaurar-lhes a saúde espiritual e a firmeza necessárias para que, em vez de apoiarem o mal, sejam capazes de confrontá-lo e resistir à apostasia. Ao considerar a condição daqueles que, tendo professado a fé cristã, desviaram-se para a apostasia, observa-se que o artifício mais sutil do adversário é transfigurar-se em anjo de luz, fazendo com que seus ministros aparentem ser servos da justiça. Conforme ensina a Epístola de Tiago (2:19), até mesmo os demônios creem em Deus, porém, trata-se de uma crença destituída de verdadeira submissão; uma aparência de piedade que nega o poder do Evangelho.

A essência da apostasia reside neste engano: indivíduos acreditam estar no caminho correto por consumirem uma mensagem que mimetiza o discurso cristão, mas que, em última análise, não passa de uma mistura de conceitos bíblicos com doutrinas de perdição. Esta é a fórmula do veneno espiritual que compromete tantas vidas. É urgente, portanto, que busquemos a graça e o discernimento divinos, recordando a advertência de Salomão em Provérbios 16:25: "Há caminhos que ao homem parecem direitos, mas o fim deles conduz à morte".

Muitos se deixam seduzir por caminhos que aparentam retidão apenas por invocarem o nome de Deus. Contudo, é preciso questionar: a qual deus se referem? Ao Deus soberano das Escrituras ou a uma divindade utilitarista forjada pela cultura contemporânea? A qual Jesus prestam culto? Ao Cristo bíblico ou a uma figura alterada? E quanto ao Evangelho, trata-se da fé que foi transmitida de uma vez por todas aos santos ou de uma falsa doutrina? Diante da proliferação de denominações pseudo-cristãs, a vigilância e o discernimento bíblico tornam-se indispensáveis.
Ao analisarmos outra passagem relevante, observamos um contexto de apostasia deliberada, no qual muitos judeus abandonavam a fé não apenas devido à disseminação de falsos ensinos, mas também em virtude da opressão e da perseguição severa decorrentes de sua confissão cristã. Isso demonstra que a apostasia pode ser motivada tanto por desvios doutrinários quanto por pressões externas, que levam indivíduos a renunciar à fé em prol de uma segurança pessoal da qual não desejam abrir mão. Tal cenário reflete o contexto em que foi escrito o livro de Hebreus. Especificamente no capítulo 3, versículo 8, encontramos um alerta fundamental: nossa comunhão com Cristo está condicionada à perseverança e à manutenção inabalável da fé professada. Portanto, somos chamados a permanecer firmes diante de qualquer circunstância, resistindo não apenas às investidas de falsos mestres, mas também a toda forma de perseguição e opressão que possa surgir ao longo da jornada cristã. Sabemos que as tendências contemporâneas convergem para uma perseguição deliberada ao cristianismo bíblico. À medida que a apostasia prossegue seu curso, todo cristão, enquanto permanecer neste mundo, enfrentará, inevitavelmente, uma intolerância crescente; portanto, devemos estar preparados para esse cenário. Podemos observar, com notável lucidez, que a apostasia dos últimos tempos se manifestará por meio de duas frentes distintas. A primeira, empregando uma linguagem figurada, consiste na disseminação de falsos mestres, profetas e instituições que, sob o pretexto de um cristianismo deturpado, se multiplicarão globalmente, conduzindo muitos ao engano. A segunda frente, intrínseca ao processo de apostasia, revela-se no declínio moral e espiritual de governos em todo o mundo. Ao adotarem o pragmatismo, o ecumenismo e o relativismo moral, tais esferas de poder tornam-se uma ameaça àqueles que defendem valores absolutos. Simultaneamente, consolida-se um Estado totalitário tecnológico, cujo controle sobre a sociedade já é visível e exige nossa máxima vigilância. Compreendemos, portanto, que a apostasia corrói as convicções dos fiéis; destituído de fundamentos sólidos, o indivíduo torna-se suscetível às pressões e ameaças de um sistema anticristão. Observemos, de maneira cristalina, as orientações do apóstolo Paulo acerca dos últimos dias. Ao abordar a escatologia, o apóstolo exorta constantemente os seus leitores à firmeza espiritual. Tal estabilidade é, reconhecidamente, a característica mais evidente no cristão bíblico; é uma firmeza na fé que o torna inabalável. Munido de discernimento bíblico, o crente compreende os eventos que antecedem a segunda vinda do Senhor, como a crescente apostasia e a intensificação das pressões morais e políticas contra a Igreja. É neste cenário — marcado por forças políticas, espirituais e doutrinárias antagônicas — que o arrebatamento ocorrerá. Portanto, cabe ao cristão manter-se vigilante e plenamente posicionado, revestido de toda a armadura de Deus para permanecer inabalável diante de tais circunstâncias. Passemos agora a uma aplicação prática para a nossa vida espiritual: diante da apostasia, o apóstolo Paulo exorta-nos constantemente à firmeza. Este é um chamado recorrente do Espírito Santo no Novo Testamento sempre que o tema é a decadência espiritual. A razão para tal perseverança reside na nossa esperança: o aguardo pelo retorno de Cristo, o qual deve ser o eixo central da visão espiritual do crente. Não devemos nutrir expectativas de melhoria do mundo, visto que as Escrituras não apontam para essa direção. No que tange à escatologia, resta-nos aguardar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, embora devamos atuar como sal e luz, combatendo a decadência, promovendo a justiça e representando o Reino de Deus na Terra, nossa esperança deve permanecer inabalável em Cristo, e não nas circunstâncias deste mundo.
Gostaria de exortar a todos os irmãos em Cristo a exercerem a devida consideração por aqueles que se encontram em estado de confusão espiritual. É nosso dever elucidar e proclamar o Evangelho, bem como as verdades acerca da vinda de Cristo, de forma clara e precisa. Nosso objetivo deve ser auxiliar essas pessoas a deixarem a incerteza e a integrarem comunidades locais fundamentadas em uma teologia sólida, que preserve a sã doutrina. Tal ambiente é imprescindível para que todo cristão permaneça firme diante do cenário de confusão que, hodiernamente, permeia o mundo e a cristandade. Retornemos à epístola de Judas, especificamente aos seus versículos finais, nos quais o apóstolo declara: "Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, por Jesus Cristo, nosso Senhor, sejam glória, majestade, domínio e autoridade, antes de todos os tempos, agora e por todos os séculos. Amém." Nestas passagens, compreendemos que a comunhão íntima com Deus e a constância na vida de oração são fundamentais para o cultivo de um relacionamento profundo com o Senhor. É por meio dessa comunhão que recebemos a força necessária para permanecermos íntegros e irrepreensíveis diante de uma sociedade em contínuo declínio moral. O Senhor nos preserva de tropeços, contudo, tal realidade só é plenamente vivenciada quando cultivamos um cristianismo genuíno, no qual Jesus Cristo se torna uma presença real em nossa vida, marcada, acima de tudo, por zelo e temor a Deus. Decidi redigir este artigo, que se transformará em um pequeno livro, após a leitura de uma obra do renomado expositor das Escrituras, J. Vernon McGee. Ele é autor de um livro sobre a apostasia, o qual foi fundamental para que eu compreendesse a natureza desse fenômeno nos últimos dias. Nesta obra, o autor aborda sete tópicos que nos auxiliam a enfrentar os desafios da atualidade. Gostaria, portanto, de apresentar esses sete pontos contidos neste valioso material.
Primeiramente, que a Palavra de Deus seja a nossa âncora; esforcemo-nos pelo estudo integral das Escrituras. Segundo, a oração no Espírito Santo é a nossa força; cultivemos, portanto, uma vida de oração constante. Terceiro, o amor de Deus deve ser o nosso refúgio; permaneçamos sempre nele. Quarto, a misericórdia de Cristo é a nossa esperança; aguardemo-la com perseverança. Quinto, a compaixão deve nortear a nossa conduta; exercitemos a empatia para com aqueles que vacilam na fé ou que se encontram iludidos. Sexto, o testemunho é a nossa missão; dediquemo-nos ao resgate daqueles que perecem. Sétimo, a santidade é a nossa marca; renunciemos à natureza carnal em todas as suas manifestações. Dessa forma, concluo este estudo bíblico, exortando o prezado irmão a refletir sobre um tema tão crucial e urgente em nossos dias. Espero que estas breves considerações possam auxiliá-lo a permanecer firme diante do cenário de decadência moral e espiritual que caracteriza a nossa atualidade. Que Deus o abençoe.

 

“O caminho do cristão é de certeza, não de suposição. Está firmado não em ideias, mas em uma Pessoa viva: Jesus Cristo. Estar nEle é andar com Ele — uma comunhão tão profunda que, como os redimidos de Apocalipse 14:4, "seguimos o Cordeiro para onde quer que vá". (C. J. Jacinto)

 

 

Inspirado na obra de J. Vernon McGee: What Can Believers Do in Days of Apostasy?

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