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ANÁTEMA: QUANDO A PERVERSÃO DO EVANGELHO ENGANA MULTIDÕES.

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C. J. Jacinto

 

 

 

Em Gálatas, capítulo 1, versículos 8 e 9, o apóstolo Paulo adverte sobre a possibilidade da pregação e existência de um evangelho diferente daquele que ele pregou. No texto bíblico, observa-se que Paulo expressa sua advertência com vigor e veemência, utilizando um tom solene de alerta máximo. Ele declara: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregue outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema". No versículo seguinte, Paulo reitera essa declaração com igual intensidade, enfatizando a seriedade da advertência sobre a pregação de um evangelho falso.

 Considerando a crise enfrentada pelas igrejas da Galácia, notadamente um forte desvio de caráter doutrinário de grande magnitude, o apóstolo Paulo expõe a gravidade da situação, considerando a pregação de outro evangelho como algo a ser rejeitado e combatido. Qual era a natureza dessa apostasia? Indivíduos procuravam integrar a lei mosaica ao evangelho. Estes, conhecidos como judaizantes, cristãos de origem judaica, infiltraram-se nas comunidades cristas  da Galácia, disseminando a idéia de que a fé em Cristo, embora necessária, não era suficiente.

A problemática residia na negação da obra consumada e perfeita de Cristo na cruz, assim como da salvação unicamente pela graça, em detrimento das obras. Este desafio, a ser enfrentado pelo apóstolo Paulo ao escrever às igrejas da Galácia, não se restringiu à época da Reforma Protestante, como alguns poderiam supor. O contexto da epístola aos Gálatas demonstra que essa realidade já se manifestava, demandando a correção por meio da carta escrita às igrejas da Galácia. A negação da justificação pela fé   através da obra consumada e perfeita e perfeita de Cristo na cruz estava sendo negada.  Eles caíram da graça!

 Alguns indivíduos, adeptos de práticas judaicas, infiltraram-se nas comunidades cristãs, defendendo a necessidade de observar elementos da antiga aliança para alcançar a salvação. Eles disseminavam a idéia de que a circuncisão era obrigatória para os gentios convertidos, além de exigir a rigorosa observância da Torá e o cumprimento dos rituais cerimoniais prescritos no Antigo Testamento. Em essência, negavam a suficiência da obra redentora de Jesus Cristo na cruz.

 Estes indivíduos demonstravam uma compreensão deficiente da distinção fundamental entre o Antigo e o Novo Testamento, entre a antiga e a nova aliança. Contudo, o Evangelho estabelece essa clara diferenciação. Conforme registrado em João 1:17, "A lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo." Essa passagem demarca uma linha divisória. Aqueles que não discernem adequadamente essa divisão, confundindo lei e graça, correm o risco de incorrer em um sincretismo religioso e de repetir os erros da Igreja da Galácia.

 Observe a precisão das palavras de Paulo. Em Gálatas, capítulo 1, versículo 7, Paulo acusa, ou seja, denuncia, a perversão desses judaizantes legalistas. Ele identifica essa mistura, esse desvio, como uma deturpação. No original, o termo significa distorcer, inverter o sentido de algo que é verdadeiro, isto é, do Evangelho genuíno. Não se trata de uma mensagem completamente diferente, mas de uma adulteração sutil, cujas consequências Paulo, no contexto da epístola, apresenta como graves, pois considera o resultado final dessa adulteração do Evangelho como uma condenação, um anátema.

  Em outras epístolas, como em Romanos e Efésios, Paulo enfatiza a salvação pela graça. Em Efésios, capítulo 2, versículo 8, ele declara que a salvação é  graça é concedida por meio da fé. O outro evangelho que Paulo ataca e denuncia em Gálatas, contudo, inclui as obras humanas como condição para a justificação e a salvação, adicionando algo ao Evangelho da Graça. Em Gálatas, Paulo combate contra a ideia  de que somos justificados pela fé e, adicionalmente, pelas obras. Paulo denuncia essa doutrina como um "outro evangelho", praticada pelos judaizantes e que contaminou os galatas. Estes ensinavam que a fé em Cristo é necessária, mas a salvação também depende das obras como complemento à obra de Jesus Cristo na cruz. Essa era a mensagem dos judaizantes, e os gálatas estavam sucumbindo a essa doutrina. Essa queda, semelhante à queda no Jardim do Éden, que foi uma queda para a desobediência, é, em Gálatas, uma queda para um evangelho diferente. Ambas as quedas acarretam consequências trágicas para os homens. Ao defender que os cristãos convertidos deveriam ser circuncidados e observar as leis e cerimônias do Antigo Testamento, esses falsos mestres ensinavam que a obra de Cristo era incompleta e que a graça de Deus não era suficiente para a justificação. Argumentavam que a redenção proporcionada pelo sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário não era plena, tornando necessária a contribuição humana através da observância da lei. Essa postura negava o princípio da justificação pela fé, conforme revelado nas Escrituras, especialmente no livro de Romanos Assim, promoviam uma doutrina que exigia a combinação da fé em Cristo com as obras da lei, com o objetivo de anular a separação entre a antiga e a nova aliança, conforme estabelecido em João 1:17. Consequentemente, defendiam que a salvação dependia da circuncisão e da observância das leis e cerimônias do Antigo Testamento, além da fé em Jesus Cristo.
Ao analisar os capítulos 3 e 4 da Epístola aos Gálatas, percebemos que o apóstolo critica severamente os legalistas, acusando-os de retornar às ordenanças mosaicas. Essa postura representa um retrocesso, uma renúncia à liberdade espiritual proporcionada por Cristo através do Evangelho, em favor de uma nova forma de escravidão. A leitura atenta desses capítulos revela a profunda preocupação de Paulo com a gravidade de se acrescentar obras como requisitos para a salvação, como se a salvação dependesse da observância da lei. Somos salvos pelo que Cristo fez na cruz e nao pelas obras feitas por homens Essa ênfase nas obras, naquilo que o indivíduo deve fazer, implica em considerar a obra de Cristo incompleta, tornando a salvação um mérito compartilhado entre Cristo e os pecadores. Trata-se de um erro grave que devemos evitar.

 A compreensão do Evangelho revela que, em Cristo, há uma nova criação. É crucial, portanto, examinar como Paulo, em suas epístolas, aborda a questão central da regeneração. A palavra "regeneração" está intrinsecamente ligada aos ensinamentos de Cristo sobre o novo nascimento. Em 2 Coríntios, capítulo 5, versículo 17, Paulo declara que, se alguém está em Cristo, é nova criatura. A graça, assim, conduz à experiência da regeneração. Como resultado da justificação pela fé, aquele que crê em Cristo renasce pelo poder do Espírito Santo. Essa é a regeneração. 

 

A compreensão do Evangelho revela que, em Cristo, há uma nova criação. É crucial, portanto, examinar como Paulo, em suas epístolas, aborda a questão central da regeneração. A palavra "regeneração" está intrinsecamente ligada aos ensinamentos de Cristo sobre o novo nascimento. Em 2 Coríntios, capítulo 5, versículo 17, Paulo declara que, se alguém está em Cristo, é nova criatura. A graça, assim, conduz à experiência da regeneração. Como resultado da justificação pela fé, aquele que crê em Cristo renasce pelo poder do Espírito Santo. Essa é a regeneração.
 Em Efésios, capítulo 4, versículo 24, Paulo descreve as características dessa nova criatura: ela é criada em verdadeira justiça e santidade. Surge, então, a confusão gerada por certos judaizantes que argumentam que a graça sem a lei conduz à libertinagem, enquanto a lei com a graça leva à obediência. Essa perspectiva é totalmente equivocada, pois Paulo enfatiza que a nova criatura, aquela que está em Cristo e que é regenerada, é uma criação divina, moldada em verdadeira justiça e santidade debaixo da graça somente. A função da lei é revelar o quanto o homem precisa da graça, a condenação da lei revela o quanto precisamos de Cristo e do Evangelho. A natureza renovada do homem, santo e regenerado, é inerentemente inclinada a cumprir a vontade de Deus e ter comunhão com Ele. A dinâmica da salvação não reside na capacidade de cumprir a lei ou pratica de boas obras e observação de cerimônias, mas de crer em Cristo como único e suficiente Salvador (Atos 4:24). Crendo no Evangelho o homem pecador é regenerado e a inclinação do novo homem, criado em verdadeira justiça e santidade, é de realizar a vontade de Deus, guiado e orientado pelo Espírito Santo. Pois aquele que não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo.

 Romanos, capítulo 8 proclama a profundidade dessa realidade espiritual do homem regenerado, que é conduzido pelo Espírito Santo e possui o Espírito de Cristo. Assim, não são os preceitos da lei, mas a presença e o testemunho do Espírito Santo na vida do homem regenerado que o direcionam pelos caminhos da santidade. E assim chegamos numa plenitude de abundancia espiritual: o Fruto do Espírito (Gálatas 5:24).

 Portanto, a análise revela que os princípios teológicos ensinados e defendidos por Paulo estão sendo transgredidos e ignorados pelos gálatas. O apóstolo Paulo fundamenta a rejeição, com a adoção a outro evangelho, e faz a denuncia com vigor, demonstrando zelo e compromisso com a mensagem da cruz e  a centralidade da salvação pela graça e a justificação pela fé como base do verdadeiro Evangelho. A salvação não depende de obras humanas, conforme ele enfatiza em Gálatas 2:16. Igualmente crucial é a compreensão da cruz como evento escatológico decisivo, através do qual Cristo inaugurou a nova criação. Tentar mistura o suor fedorento do homem adâmico ao sangue precioso e divino de Cristo como complemento necessário para a conquista da salvação é um anátema! O retorno à lei, portanto, implica em negar esse fato. A unidade do evangelho em Cristo, conforme exposto em Gálatas 3:28, pode ser quebrada com a adição de elementos de religião que caducou adicionados ao Evangelho revelado no Novo Testamento, essas adições são perigosas, corrompem o Evangelho, pervertem a mensagem, as adições e o sincretismo fazem isso. Observações de dias, a crença na regeneração batismal, imposições legalistas, a superstição de que dar o dizimo, pregar que essas coisas são necessárias para a salvação é corromper o Evangelho. Os que pregam e defendem isso comprometem a integridade do Evangelho. Desse modo, extraímos uma aplicação espiritual que nos instrui e nos põe em estado de alerta: Qualquer sistema que promova a salvação por fé e obras, fé e rituais sacramentais obrigatórios, observações de dias e outras observâncias legalistas, supersticiosas incorre em grave erro, sendo veementemente condenado por Paulo. (Por favor leia atentamente todo o Capitulo 3 da Segunda Carta de Paulo ao Corintios, capitulo 3 para discernir espiritualmente a superioridade da Nova Aliança sobre a Antiga, sugiro também que o leitor faça uma leitura cuidadosa e profunda do livro de Hebreus) Em suma, entendo que a lei não contém em si, a provisão divina para o perdão dos pecados, nem a lei, nem ordenanças religiosas, nem cerimônias, nem sacramentos, essa é uma providencia absolutamente divina e é oferecida aos homens por intermédio de Cristo somente.  Fora de Cristo não há salvação e Cristo através de Sua Obra Redentora na cruz oferece tudo o que o homem precisa para se salvar.

É essencial, portanto, compreender que o Evangelho nos conduz à liberdade espiritual e a uma experiência singular na revelação progressiva das Escrituras. Devemos distinguir entre o jugo pesado da lei e o jugo suave de Cristo, entre o ministério da morte da lei e a vida abundante de Cristo. Mas contudo jamais devemos perder a direção que nos aponta a graça salvadora de Deus, pois ela nos ensina, e não obriga, que o cristão bíblico deve  renunciar à impiedade e às concupiscências mundanas para viver no presente século com discernimento espiritual (Leia Tito 2:11 a 15)


O Evangelho autêntico, central na fé cristã bíblica, apresenta Jesus Cristo como o único e suficiente meio para a salvação. Sua obra foi perfeita e completa, totalmente suficiente e eficiente. O cristão que se guia pelas Escrituras deposita sua fé na obra consumada e perfeita de Jesus Cristo na cruz do Calvário, realizada de uma vez por todas. A salvação não depende de acréscimos, obras, cerimônias ou leis, mas exclusivamente da obra redentora de Cristo. A justificação pela fé somente é, portanto, uma doutrina fundamental e amplamente presente no pensamento teológico de Paulo e em todo o Novo Testamento.
 É imprescindível compreender essa verdade de forma clara, pois qualquer acréscimo ao Evangelho constitui um erro grave. Em Gálatas 5:1, Paulo exorta os crentes a permanecerem firmes na liberdade que Cristo lhes concedeu. Esse é o apelo pastoral que ressoa nas severas advertências de Paulo aos crentes da Igreja da Galácia que caíram na armadilha de abraçar outro evangelho. Infelizmente, muitas igrejas, pregadores, pastores e até mesmo religiões que se autodenominam cristãs incorrem no erro que Paulo condenou em Gálatas: a adição de obras, leis ou práticas cerimoniais judaicas à salvação, como condições necessárias.
 Este é um erro gravíssimo, exposto por Paulo em sua epístola aos Gálatas. Dada a sua seriedade, devemos estar atentos e evitar a propagação, defesa ou vivência de um "outro evangelho", pois tal prática conduzirá à frustração e a decepção espiritual. Firmemo-nos, portanto, no Evangelho da graça de Deus.

 

 

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O CAMINHO SEGURO PARA AS NOSSAS CERTEZAS EM CRISTO

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O CAMINHO SEGURO PARA AS NOSSAS CERTEZAS EM CRISTO

 


C. J. Jacinto

 

 Em Atos dos Apóstolos, capítulo 17, versículos 10 a 12, encontramos o seguinte relato: "Imediatamente, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia, durante a noite. Chegando ali, foram à sinagoga dos judeus. Estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, pois receberam a palavra com grande interesse, examinando diariamente as Escrituras para ver se as coisas eram de fato assim. Muitos deles, portanto, creram, bem como um bom número de mulheres gregas de posição e também muitos homens."

 O comportamento dos judeus de Bereia, que se reuniam para ouvir Paulo, é digno de nota. Ao escutarem o discurso de Paulo sobre o Evangelho e Jesus Cristo, tema recorrente em suas pregações, focada na crucificação de Cristo e Sua ressurreição, os bereianos demonstraram uma atitude louvável. Eles examinavam diariamente as Escrituras para verificar a veracidade das palavras de Paulo. Lucas, inspirado pelo Espírito Santo, relata que eles foram mais nobres do que os de Tessalônica. Essa atitude de verificar nas Escrituras o conteúdo de um sermão ou ensino, buscando confirmar sua conformidade com os ensinamentos sagrados, resultou na conversão de muitos. Essa é a consequência natural de uma pregação recebida por ouvintes diligentes, que buscam a confirmação bíblica do que lhes é apresentado. É lamentável hoje em dia, quando não encontramos alguém desse quilate espiritual e esse critério tão importante para a segurança eterna.

  Eles demonstraram fé genuína, mantendo-se firmes em suas crenças e convicções. A base de suas certezas, aquilo que ouviram, foi estabelecida pelas Escrituras que diligentemente analisaram. Aproveitaram a oportunidade para examinar as Escrituras cuidadosamente e não se o que constava nas tradições era compatível com a pregação de Paulo. Agindo com prudência e sabedoria, conforme registrado em Atos dos Apóstolos, capítulo 17, versículo 11, examinavam diariamente as Escrituras. A única fonte de informação para eles eram as Escrituras. Não se voltaram para outros ensinamentos como fonte de autoridade espiritual, nem para tradições ou outras fontes, mas somente para o que estava escrito, como consta em Atos dos Apóstolos, capítulo 17, versículo 11. Se todos, na presente época, em meio à confusão gerada por falsos pregadores, falsos profetas e falsas igrejas, agissem da mesma forma que os judeus de Beréia, poderiam evitar o engano e de serem presas de falsos doutores (II Pedro 2:1 e 2). Caso contrário, poderiam incorrer na mesma condenação proferida por Cristo aos judeus, com as palavras: "Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus." (Mateus 22:29)

 Da mesma forma, observamos que Jesus Cristo, ao se confrontar com os saduceus, que negavam a ressurreição dos mortos, lançou-lhes uma grave acusação: "Vocês estão equivocados". Ele então questionou a razão desse erro, afirmando que se devia à falta de conhecimento das Escrituras. Essa situação, infelizmente, persiste nos dias atuais. Muitas pessoas, devido à ignorância das Escrituras, não examinam atentamente o que ouvem. Consequentemente, deixam de verificar, nas próprias Escrituras, a veracidade de suas crenças e a conformidade de suas ações com o que nelas está escrito. Fato interessante, pois que a confrontar o diabo na tentação, Cristo não usou talismãs ou objetos “sagrados” mas a autoridade da Palavra de Deus (Mateus 4:1 a 8) ora não é admirável que Paulo compare as Escrituras como uma arma de combate espiritual, chamando-a de espada do Espírito Santo (Efésios 6:17) atente bem, pois se você for de fato um bereiano, verá que as Escrituras e somente ela, tem esse poder e a autoridade sobre o combate contra o erro. Satanás odeia isso, por isso investe muito em sugestões blasfemas para diminuir a autoridade das Escrituras, ele fez isso no discurso insidioso e maligno no jardim para iludir e induzir Eva ao erro, hoje ele consegue fazer isso, usando como pretexto o antigo argumento de que a autoridade do que Deus disse, não é suficiente. (Leia Genesis 3:1 a 13)

 A Bíblia não ordena que se siga o catecismo da Igreja Católica, os escritos de Ellen White, os “padres” da igreja (A maioria deles contaminadas pelo neoplatonismo e aristotelismo) ou qualquer outro documento tido como autoritativo em questões de fé. A orientação é que se busque diretamente as Sagradas Escrituras, a exemplo de Paulo e de Cristo. Em sua pregação em Beréia, os bereanos examinavam as Escrituras para confirmar a veracidade do que Paulo ensinava, ainda que o judaísmo naquela época já estava soterrado por toneladas de tradições, Jesus Cristo também adverte sobre o erro, apontando que a causa reside no desconhecimento das Escrituras, pois estas tratam de um assunto, enquanto os indivíduos crêem em outro. Pergunto: você tem examinado as Escrituras de maneira clara e cuidadosa? Você tem verificado se suas práticas estão alinhadas com o que nelas está escrito?

 Muitas pessoas, desejando confirmar suas convicções e agir de forma correta, buscam orientação em líderes religiosos e em seus escritos, considerando-os autoridades para determinar o que é certo e errado. Essa postura, infelizmente, pode levar a equívocos, pois um pregador precisa ser estritamente bíblico para apresentar autoridade espiritual sobre um assunto. É igualmente lamentável que muitos, mesmo se identificando como cristãos, frequentem templos e ouçam sermões sem se dedicarem à leitura e análise das Escrituras, a fim de verificar a validade das doutrinas apresentadas caem no erro trágico com conseqüências ainda mais trágicas, pois quando um cego guia outro cego, os dois caem no abismo (Mateus 15:19). A Bíblia Sagrada não endossa essa prática. A nobreza dos bereainos, em contraste com os tessalonicenses, residiu na sua diligência em examinar as Escrituras para confirmar a concordância entre a pregação de Paulo e o texto bíblico. A questão central é: você está, de fato, consultando a Bíblia e comparando o que é pregado com o que está escrito? Se houver divergência, é imperativo abandonar as doutrinas que contradizem as Escrituras, pois, caso contrário, incorrerá em erro, abraçando, sem perceber, um evangelho diferente.

 Conforme a Escritura afirma, a Palavra de Deus é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos. (Salmo 119:105) Conseqüentemente, muitos que professam a fé cristã parecem, paradoxalmente, caminhar em trevas. Isso ocorre porque não se guiam pelos ensinamentos bíblicos, mas sim por equívocos, mensagens distorcidas, falsas doutrinas e heresias propagadas por indivíduos que não são estão debaixo da autoridade do Espírito Santo para pregarem a verdade, antes recorrem a vãs filosofias (Colossenses 2:8)


 Esses pregadores, em muitos casos, buscam seguidores que os idolatrem e adorem. Atualmente, testemunhamos uma proliferação de falsos profetas e mestres, que reúnem grandes multidões sob o pretexto do Evangelho e em nome de Cristo, mas quando você faz uma analise cirúrgica dos ensinos de Cristo e dos apóstolos, percebe com clareza que estão pregando outro Cristo e outro evangelho! Essas pessoas seguem um caminho equivocado devido à falta de responsabilidade com a própria fé. Não se dedicam a examinar diariamente se o que lhes é ensinado está em consonância com a verdade revelada pelo Espírito Santo nas Escrituras, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

 É lamentável pensar que, no dia final, milhões de pessoas não alcançarão a salvação e enfrentarão a condenação eterna, resultado da negligência em verificar nas Escrituras a autenticidade de suas crenças.
 Meus caros irmãos, atentem para a astúcia do diabo, que se manifesta desde o início. No capítulo 3 do livro de Gênesis, ele questiona a palavra de Deus, colocando-a em dúvida. Da mesma forma, hoje muitos duvidam da autoridade divina. Essa é uma doutrina inspirada pelo diabo. Em questões essenciais, o diabo sempre busca corromper e adulterar as verdades fundamentais do Evangelho. Ele corrompeu muitos anjos, corrompeu o homem e corrompe a sã doutrina.

 No que diz respeito à obra consumada e perfeita de Jesus Cristo na cruz, ele se utiliza de falsos mestres para propagar ensinamentos equivocados, afirmando que o sacrifício de Jesus foi insuficiente. Esses mestres insistem na necessidade de obras e méritos, acrescentando elementos à verdade. O diabo sempre adiciona algo para adulterar e invalidar a verdade, pois uma verdade adulterada deixa de ser verdadeira e se torna falsa.

No tocante às Escrituras, há quem diga que elas não são suficientes, necessitando de algo mais. Essa é, constantemente, a voz do diabo, que procura acrescentar algo ao que Deus já estabeleceu como completo e fundamental. Esses falsos mestres afirmam que a autoridade das Escrituras não é suficiente, sendo necessário complementá-la. Assim, colocam, além das Escrituras, a autoridade de padres, místicos, visionários e pessoas que relatam ter revelações, esquecendo a advertência de Paulo de que, mesmo que um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que foi anunciado, seja amaldiçoado.(Galátas 1:8 e 9)

 Quantas pessoas sinceras estão crendo e sustentando um falso evangelho amaldiçoado pelas Escrituras? É trágica a situação de muitos! Espero que esteja ciente da grave situação que se configura ao agir com negligência e falta de discernimento. A ausência de reflexão e a recusa em questionar a veracidade dessas informações podem conduzir a consequências espirituais duradouras.

 Porventura, desconhece você as advertências de Jesus sobre a necessidade de vigilância? Ele, assim como os apóstolos, alertou sobre o surgimento de falsos profetas e falsos cristos nos últimos dias.

 Como, então, poderá distinguir a verdade da falsidade? A resposta reside na Palavra de Deus. É imprescindível examinar as Sagradas Escrituras, Antigo e Novo Testamento, buscando compreender a natureza dos falsos profetas e suas características, conforme descritas em ambos testamentos.
 Ao adquirir esse conhecimento, estará apto a discernir e a reconhecer a influência enganosa que se manifesta em nosso presente século, onde proliferam falsos ensinamentos. A inocência e a sinceridade não garante a proteção contra o engano. A segurança reside na leitura, no estudo, na pesquisa e na avaliação criteriosa das Escrituras. Seja um verdadeiro "bereiano", investigando e verificando tudo o que lhe é apresentado.

A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS

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A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS

 


Em Romanos, capítulo 11, Paulo aborda a questão da salvação dos gentios e o tratamento de Deus para com Israel. No versículo 22, Paulo declara: "Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, bondade, se permaneceres na sua bondade; de outra maneira também tu serás cortado."


Esta passagem revela o duplo caráter de Deus. Deus é justo e santo, demonstrando severidade em relação ao pecado e à impiedade. Ao mesmo tempo, Deus é bom. A bondade divina se manifesta, primordialmente, em Jesus Cristo, que se entregou pela redenção dos pecadores. Reconhecemos Deus como um ser providente e protetor.


Nas Escrituras, observamos tanto a bondade extrema de Deus quanto a Sua severidade. Deus é, simultaneamente, infinitamente bom e extremamente rigoroso. É imperativo considerar ambos os aspectos. Omitir um deles, incorrendo em parcialidade, distorce a mensagem do Evangelho. Atualmente, observa-se a tendência de enfatizar excessivamente o amor de Deus, negligenciando a doutrina do juízo, da punição, da disciplina e da severidade de Deus contra a impiedade.

 

É imperativo salientar a natureza dual do caráter divino, que abrange tanto a suprema bondade quanto a rigorosa severidade. Ambos os aspectos devem ser ponderados por aqueles que buscam uma compreensão íntegra e honesta da sã-doutrina, bem como do caráter e da pessoa de nosso Deus, o Pai Todo-Poderoso, Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

A severidade divina tem se manifestado de forma patente não apenas em sua economia histórica — um período em que, como soberano condutor dos eventos, após a rejeição de Jesus como Messias por parte de Israel, a nação foi temporariamente afastada. Em consequência, teve início a era da Igreja, na qual a Oliveira Brava é enxertada na Oliveira para que participe de sua raiz e de sua seiva, conforme o próprio contexto bíblico elucida. Deus está usando de bondade para com os gentios e de severidade para com Israel.

A história do Antigo Testamento frequentemente revela a nítida manifestação de um Deus severo. Tal atributo integra o Seu caráter. A totalidade do Antigo Testamento elucida, de forma inequívoca, não apenas a vontade divina, mas também a Sua severidade. Para o incrédulo e para aqueles que carecem da iluminação do Espírito Santo, certas passagens das Escrituras são, de fato, percebidas como extremas quando avaliadas sob a ótica da suposta sensibilidade humana. Exemplos notórios incluem o juízo divino sobre Sodoma e Gomorra e a narrativa do Dilúvio, ambos manifestações da severidade divina para com os homens impenitentes.

Considerando que abordar o caráter de Deus sob a ótica de Sua severidade por vezes se revela incômodo, primeiramente, desejo afirmar que a doutrina da bondade divina encontra-se alicerçada nas Escrituras. Reconhecemos Sua bondade intrínseca, cuja expressão é visível em passagens como no Evangelho de João capitulo 13 e versículo 16, onde Jesus proferiu que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito para salvação dos pecadores. Somente um ser de bondade essencial pode manifestar tal amor. Assim, inferimos a bondade de Deus por Seu ato de amor, que se manifestou de tal forma que, por intermédio de Seu filho unigênito, todo aquele que nele crê não pereça, mas alcance a vida eterna. Contudo, há uma outra faceta: discorrer sobre a severidade de Deus não é um tema que desfrute de grande aceitação. As pessoas, em geral, demonstram receptividade à ideia de um Deus benevolente, mas rejeitam veementemente qualquer noção de uma divindade severa. No entanto mesmo amando passagens como João 3 e 16, não podemos omitir o contexto, capitulo João 3 e o versículo 36.


Ao afirmar Paulo que a palavra de Deus é inspirada e útil, inferimos que, no contexto de sua epístola a Timóteo, ele se referia ao Antigo Testamento. Neste, encontramos passagens históricas que abordam tanto a benevolência quanto a rigorosidade divina, aspectos que serão explorados em exercícios vindouros, com o propósito de fomentar nossa edificação e aprimorar nosso discernimento.

A bondade divina manifesta-se na narrativa bíblica do Jardim do Éden, que descreve a formação de Eva e a constituição de um ambiente paradisíaco, concedendo-lhes todas as condições para uma existência de plena felicidade e santidade. Contudo, ao desobedecerem à palavra e a vontade de Deus, a proibição de comer do fruto proibido, revela-se a severidade de Deus, expressa na expulsão do paraíso e na negação do acesso à árvore da vida. Este episódio ilustra nitidamente tanto a bondade quanto a severidade divinas.

Ao analisarmos o livro do Êxodo, somos confrontados com a narrativa da escravidão do povo hebreu sob o jugo do faraó egípcio. Deus, compadecido com o sofrimento de seu povo, ouviu seus clamores diante da opressão. Diante disso, Deus escolheu Moisés como libertador. Observamos, então, a manifestação da bondade, misericórdia e graça divinas na libertação do povo de Israel do Egito. Moisés conduziu esse resgate, livrando o povo do domínio faraônico. Contudo, durante a jornada no deserto, o povo manifestou ingratidão e rebelião contra Deus e contra a liderança de Moisés. O pecado se manifestou, e a semente da rebelião germinou. Em consequência, o povo experimentou a disciplina severa de Deus. Não preciso discorrer muito sobre isso, pois um leitor médio das Escrituras sabe muito bem que estou me referindo a todas as punições severas que o povo rebelde recebe de Deus por causa da pratica constante da impiedade do povo na peregrinação pelo deserto.

Após experimentarem a benevolência divina revelada na Páscoa e desfrutarem da libertação do Egito, o povo rumou para a terra prometida, terra esta que, segundo a promessa, abundava em recursos naturais. Contudo, demonstraram desconsideração pelas instruções divinas e rebelaram-se em seus corações. Em consequência, a graça de Deus foi negligenciada, e então Deus agiu com severidade para com o povo. A maior parte deles pereceu no deserto, sem alcançar a terra prometida, e sem provar dos frutos que nela existiam.

Moisés, a quem Deus concedeu vitória sobre o faraó, liderança e a promessa da Terra Prometida, experimentou a magnitude e a bondade divina. A generosidade de Deus manifestou-se de maneira notável em sua vida. Contudo, durante a jornada pelo deserto, Moisés desobedeceu ao Senhor ao ferir a rocha. Como consequência, foi ordenado a subir o Monte Pisga, de onde contemplou a Terra Prometida, mas não pôde nela entrar. Nesse momento, a severidade divina se manifestou sobre Moisés, pois ele desobedecera. Aquele que fora agraciado com a promessa da Terra Prometida, em virtude da bondade de Deus, viu essa bondade dar lugar à severidade, e não alcançou a Terra da promessa.
Observamos, portanto, que as Escrituras apresentam inúmeras passagens e exemplos que abordam tanto a bondade quanto a severidade divina. Desejo ilustrar este ponto com o exemplo de Jonas. Jonas, filho de Amitai, foi chamado para pregar o arrependimento em Nínive. A bondade de Deus manifesta-se na intenção de conceder perdão aos ninivitas. Deus ordenou a Jonas que fosse à cidade e pregasse o arrependimento ao povo. Contudo, Jonas fugiu, embarcando em um navio rumo a Társis, em rebelião contra a vontade do Senhor. Nesse momento, a severidade de Deus manifestou-se sobre Jonas, que foi punido por sua desobediência. Deus agiu com rigor em sua vida, de modo que Jonas precisou retornar e seguir os caminhos do Senhor. Jonas foi compelido a voltar e pregar o arrependimento em Nínive. Assim, podemos observar a severidade divina na experiência de Jonas, consequência de sua transgressão foi um fato e uma experiência extremamente amarga na vida do profeta. Este exemplo, entre muitos outros no Antigo Testamento, demonstra, de maneira clara, que a Bíblia Sagrada aborda tanto a bondade quanto a severidade de Deus.

A Palavra de Deus se confirma em toda a Escritura, inclusive no Novo Testamento. Em 1 João 4:8, lemos que "Deus é amor", enquanto em Hebreus 12:29, somos informados de que "o nosso Deus é fogo consumidor". Assim, reconhecemos a dualidade da natureza divina: Deus é benevolente, mas também severo; é santo e justo. Por Sua santidade e justiça, Ele disciplina Seus filhos e julga os ímpios. Este é o Deus revelado na Bíblia, o Deus do Antigo e do Novo Testamento, o Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

É imperativo que o caráter divino seja proclamado e elucidado. Seus atributos devem ser ensinados, para que cada cristão compreenda que Deus é a bondade suprema, mas também a santidade e a justiça absolutas. Devemos reconhecer a Suprema Severidade divina, pois este entendimento nos infunde temor reverente e nos leva a uma santa reverência pelo Senhor, Criador de todas as coisas.

Ao analisarmos o capítulo 25 do livro de Mateus, observamos como Jesus apresenta, simultaneamente, atributos de bondade e severidade. No versículo 34, Jesus convida: "Vinde a mim, benditos". Esta exortação é dirigida aos seguidoress fiéis, aqueles que são considerados dignos do reino de Deus por sua fé em Cristo. Contudo, no versículo 41, Ele declara: "Apartai-vos de mim, malditos". Estas palavras são direcionadas àqueles que não creram, que são considerados indignos de entrar no reino de Deus. Dessa forma, a postura de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, evidencia a clareza com que tanto Sua bondade quanto Sua severidade são expressas em Mateus 25. Este é apenas um exemplo, dentre muitos encontrados no Novo Testamento, que ilustram o caráter de Cristo, demonstrando Seu amor através da bondade e Sua santidade através da severidade.


Entre os anos 86 e 160 d.C., o gnóstico Marcião rejeitou o Deus do Antigo Testamento, considerando Deus excessivamente severo, punitivo e vingativo. Marcião, influenciado por essa visão, negou que o Deus do Antigo Testamento fosse o pai de Jesus Cristo, devido às características atribuídas a ele de zelo, vingança e punição. Juntamente com o movimento gnóstico, Marcião rejeitou essa divindade rigorosa, propondo que a divindade fosse unicamente amor.



Atualmente, observa-se uma tendência em alguns pregadores de enfatizar exclusivamente o amor e a bondade de Deus, omitindo a severidade divina, a santidade, a justiça e a punição. Esses pregadores evitam abordar a questão da punição divina, a natureza santa de Deus e a sua aversão ao pecado. De acordo com as Escrituras, Jesus mencionou que o caminho largo leva à perdição, enquanto o caminho estreito conduz à vida, indicando uma distinção entre a maioria e os que alcançam a salvação.

O Novo Testamento apresenta uma dualidade entre a justiça, a santidade e a severidade de Deus, em contraposição à sua bondade e amor. Pregadores que se abstêm de abordar a severidade divina, a punição do pecado e a possibilidade da condenação eterna, preferindo apenas pregar o que agrada às massas, podem estar seguindo uma linha de pensamento semelhante ao dos gnósticos.


É interessante notar que alguns pregadores contemporâneos concentram-se exclusivamente no tema do amor de Deus, e coisas agradáveis, abstendo-se de abordar a questão da justiça divina e de Sua punição. Mais uma vez, repito, é uma postura que assemelha-se às doutrinas do gnosticismo, notadamente às de Marcião. Na prática, tais pregadores podem ser considerados neognósticos, pois rejeitam na prática, a noção de um Deus punitivo, que exerce juízo e que condena os ímpios. Ao fazê-lo, incorrem no que a Bíblia, em 1 João 4:6, denomina "espírito do erro", associado ao espírito do anticristo e, historicamente, ao movimento gnóstico. O gnosticismo caracterizou-se pela negação de um Deus que julga e pune, como retratado no Antigo Testamento e, em certa medida, no Novo Testamento. Tanto Cristo quanto Deus Pai são descritos no Novo Testamento como possuindo tanto extrema bondade quanto rigor. A análise do livro de Apocalipse e dos Evangelhos confirma essa dualidade na natureza de Jesus Cristo. (Veja o tratamento que Cristo dá as sete igrejas da Asia no capitulo 2 e 3 de Apocalipse) O movimento gnóstico ganha impulso hoje através desses pregadores que, ao enfatizar excessivamente o amor de Deus e apresentar mensagens que agradam às massas, evitam abordar temas como o inferno, a condenação eterna e a justiça divina. Omitir a pregação sobre um Deus que odeia o pecado, a falsa doutrina, a impiedade e a iniquidade, e que exercerá juízo sobre a sociedade que as pratica, representa uma distorção da verdade bíblica. Um Evangelho parcial é outro evangelho estejamos atentos as advertências de Paulo em Gálatas capitulo 1 e versículos 8 e 9.


Lamentavelmente, muitos indivíduos contemporâneos não apenas endossam e propagam esse tipo de mensagem, como também financiam aqueles que as difundem. Estes pregadores, embora enfatizem o amor divino, omitem deliberadamente a integralidade da mensagem, abstendo-se de pregar sobre a justiça e a ira de Deus contra o pecado. Essa prática assemelha-se à advertência de Paulo em 2 Timóteo capitulo 4 versículos 3 e 4, onde se prediz que virá um tempo em que as pessoas não suportarão a sã doutrina, mas, guiadas por seus próprios desejos, afastarão os ouvidos da verdade, voltando-se para fábulas. Essa postura evoca as tendências gnósticas do primeiro século, que ressurgem em nossos dias. Que Deus conceda discernimento a todos que lerem esta mensagem, para que o Espírito Santo os guie no caminho da verdade e da justiça.

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C. J. Jacinto