Outro Jesus: Falso Cristo!


 

 

C. J. Jacinto

 

 

 

Em sua obra monumental, "Falsa Identidade: A Conspiração para Reinventar Jesus", publicada no Brasil pela editora Cultura Cristã, Peter Jones apresenta uma análise minuciosa sobre a distinção entre o Jesus histórico e o Jesus retratado pelo gnosticismo. O autor demonstra como o movimento gnóstico, desde as suas origens, buscou desconstruir a identidade de Cristo, forjando uma nova figura moldada por preceitos filosóficos alheios aos relatos da Bíblia Sagrada.


O testemunho do Novo Testamento contrapõe-se frontalmente à cosmovisão gnóstica. Em 1 Timóteo 3:16, o apóstolo Paulo afirma: “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória”. Ao referir-se a esse “mistério da piedade” como Aquele que se manifestou em carne, Paulo aponta diretamente para a pessoa de Jesus Cristo. Tal assertiva encontra respaldo no prólogo do Evangelho de João, que estabelece que o Verbo era Deus e se fez carne, conferindo, assim, a verdadeira identidade de Jesus conforme revelada nas Sagradas Escrituras.

 Contudo, diversas conjecturas filosóficas, desvios doutrinários, movimentos apóstatas e vertentes pseudorreligiosas têm promovido uma caricatura de Jesus, rejeitando a figura autêntica apresentada nos textos canônicos. É imperativo reiterar que o verdadeiro Cristo é exclusivamente aquele revelado pela Bíblia Sagrada, e não o ídolo construído por ideologias esotéricas, gnósticas ou quaisquer outras correntes alheias à revelação bíblica.
No terceiro capítulo, à página 36, Peter Jones elucida que os 52 textos gnósticos apresentam perspectivas diversas acerca do nascimento de Jesus, convergindo, contudo, na negação de um nascimento físico real. No Evangelho de Tomé, Jesus afirma explicitamente que não deve ser venerado por ter nascido de mulher; tal condição de não nascido e não criado constitui, segundo o autor, o fundamento de sua natureza espiritual.


Se a essência do gnosticismo, no que tange à cristologia, consiste em negar a encarnação do Verbo — doutrina que o apóstolo João, em 1 João 4:1-6, associa ao "espírito do erro" —, a Epístola aos Hebreus apresenta uma perspectiva distinta e fundamental. No primeiro capítulo, o autor descreve a supremacia de Cristo: Deus, que outrora falara aos pais por meio dos profetas, falou-nos nestes últimos dias por intermédio do Filho, constituído herdeiro de todas as coisas e agente da criação. Cristo é descrito como o esplendor da glória divina e a expressão exata do ser de Deus, que, após realizar a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas, sendo exaltado acima dos anjos. Portanto, o testemunho do Novo Testamento não apenas atribui a Cristo a função de Redentor, mas afirma sua natureza como a imagem expressa de Deus. Desta forma, a Escritura assegura que o Verbo, o Filho de Deus, encarnou-se literalmente, assumindo a natureza humana e a materialidade física para interagir com a humanidade.


A glória do Evangelho reside precisamente nisto: Deus, por meio de Seu Filho, humilhou-Se e tornou-Se servo, caminhando até a cruz do Calvário. Ali, a Luz do mundo entregou a vida por nossos pecados. Em suma, o Novo Testamento ensina claramente que Jesus Cristo morreu em nosso lugar, recebendo sobre Si a ira punitiva que nos era destinada. Ao sacrificar-se, Ele satisfez plenamente a justiça divina. Por isso, lemos em Romanos 5:8 que Deus prova o Seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.


Todavia, a despeito das interpretações gnósticas, não é apenas o gnosticismo que propõe um falso Cristo; ao longo dos séculos, diversos movimentos e indivíduos disseminaram visões distorcidas acerca de nosso Senhor e Salvador. Em contraste, a Escritura é cristalina: conforme registrado em Colossenses 2:9, "nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade". O texto sagrado evidencia, de modo inequívoco, que a plenitude divina reside em Jesus Cristo. Tal verdade é corroborada em Apocalipse 1:5 e 8, passagem na qual o próprio Senhor declara: "Eu sou o Alfa e o Ômega, o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-Poderoso". Estes atributos demonstram que Jesus Cristo não é uma mera criatura, mas o Deus Filho que se encarnou. Como bem expressou o autor aos Hebreus, Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Portanto, o Cristo que possui a plenitude de Deus, conforme revelado em Colossenses 2:9, e que se autodenomina o Alfa e o Ômega no Apocalipse, permanece imutável em sua essência divina.

 

 Vejamos alguns exemplos:

 

A suposição que Jesus era um ET foi defendia por:

Erich von Däniken
Zecharia Sitchin
David Icke
Giorgio A. Tsoukalos
Michael Cremo

A Suposição de que Jesus era uma reencarnação de um sábio da antiguidade foi defendida por:

Helena Blavatsky
Annie Besant
Charles Leadbeater
Edgar Cayce
Rudolf Steiner

Que Cristo era apenas um mártir:

Karl Marx
Albert Schweitzer
Friedrich Nietzsche
Bart D. Ehrman

Na visão espírita kardecista:

Cristo é visto como um espírito superior e o modelo moral para a humanidade.
Representa o amor e a caridade.
Seus ensinamentos são fundamentais para a evolução espiritual.
Considerado um guia e mentor para os espíritos.
A mensagem de Cristo é interpretada de forma a enfatizar a reencarnação e a lei de causa e efeito.

Na Umbanda:

Cristo é respeitado como um grande mestre e guia espiritual.
Associado à figura de amor e caridade.
Suas mensagens são integradas aos ensinamentos da Umbanda.
Reconhecido como um protetor dos pobres e necessitados.
Conexão com os orixás e entidades espirituais, promovendo harmonia e paz. 

 

Dessa forma, surgiram diversas interpretações sobre a natureza de Jesus Cristo: alguns o consideraram uma mera criatura; outros negaram sua existência, identificaram-no como o arcanjo Miguel ou rejeitaram sua divindade, tratando-o apenas como um mártir. Contudo, a própria declaração de Jesus, registrada no Evangelho de João, capítulo 10, versículo 30 — "Eu e o Pai somos um" —, esclarece inequivocamente a sua identidade.


 O próprio Jesus, ao referir-se a si mesmo, afirmou e demonstrou possuir autoridade plena, conforme registrado no Evangelho de João, capítulo 5, versículo 27, onde se lê que Ele recebeu autoridade para julgar por ser o Filho do Homem. Desta forma, compreendemos que o Senhor não apenas possui natureza divina, como também será o juiz de toda a humanidade. O Cristo bíblico, portanto, difere essencialmente das representações distorcidas criadas por homens ímpios, descrentes, seitas ou por certas tradições ascéticas. O Cristo das Escrituras é real e encarnado: nasceu da Virgem Maria, morreu literalmente no Calvário, ressuscitou, ascendeu aos céus e retornará de maneira visível e literal. Ele é o Filho de Deus, em quem habita toda a plenitude da divindade, compartilhando, por essência, a mesma natureza do Pai.




 

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