A Doutrina da Expiação. (PDF)

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 A DOUTRINA DA EXPIAÇÃO


Autor: Arnildo Klimb


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A CRUZ E O MINISTERIO NA VIDA CRISTÃ (PDF)

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Livro: A cruz e o Ministerio na Vida Cristã



Autor: Varios


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Comentario Galatas. William Carey Taylor. (PDF)

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Comentario Sobre o Livro de Galatas

Autor: Willliam Carey Taylor


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O CULTO VERDADEIRO

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Gosto muito daquele caso que um ministro americano, o já falecido Dr.  Rufus M. Jones, costumava contar. Ele acreditava na importância do intelecto  na pregação. Porém um membro de sua congregação fez objeção a essa ênfase  e escreveu-lhe queixando-se:

“Quando vou à igreja”, disse em sua crítica,  “sinto-me como se tivesse desenrolando a minha cabeça e a colocando por  sob o assento , pois numa reunião religiosa não tenho necessidade alguma de  usar o que se acha acima do meu colarinho!

“Prestar culto dessa forma, sem fazer uso da mente, certamente é o que  se fazia na cidade pagã de Atenas, onde Paulo encontrou um altar dedicado  “ao deus desconhecido”. Mas essa forma de culto não serve para os cristãos.  O apóstolo não se sentira satisfeito em deixar os atenienses em sua  ignorância. Prosseguiu proclamando-lhes a natureza e as obras do Deus que  cultuavam na ignorância. Pois sabia que somente o culto inteligente é  aceitável por Deus, o culto verdadeiro, o culto prestado por aqueles que  conhecem a quem adoram, e que o amam “de todo o entendimento”.

Os salmos eram o grande hinário da igreja do Velho Testamento, e hoje  em dia ainda são cantados nos cultos cristãos. Neles temos, pois, um meio de  sabermos como deve ser o culto verdadeiro. A definição básica de culto nos  Salmos é “louvar o nome do Senhor”, ou “tributar ao Senhor a glória devida  ao eu nome”. E ao inquirirmos o que significa o seu “nome”, verificaremos  que é a soma total de tudo o que ele é e fez.

Em particular, ele é cultuado nos  Salmos tanto como o Criador do mundo como o Redentor de Israel, e os  salmistas se comprazem em adorá-lo dando uma lista enorme das obras de  Deus, relativas à criação e à redenção.

O Salmo 104, por exemplo, expressa a incontável maravilha da sabedoria e Deus em suas múltiplas obras no céu e na terra, na vida animal e  vegetal, entre as aves, os mamíferos e os “seres sem conta” existentes em  abundância nos mares e grandes oceanos.

O Salmo 105, por outro lado, exalta um outro aspecto das “obras maravilhosas” de Deus, a saber, o tratamento especial que dedicou ao povo da  sua aliança. Narra a história dos séculos, as promessas e Deus a Abraão,  Isaque e Jacó; sua providência para com José do Egito, tirando-o da prisão  para a honrosa posição de grande senhor; seus atos poderosos feitos através de  Moisés e Arão, enviando as pragas e libertando o povo; sua provisão àquela  gente no deserto e o seu poder que fez com que herdassem a terra prometida.  O Salmo 106 repete em grande parte a mesma história, mas enfoca desta vez a  paciência de Deus com o seu povo, que vivia se esquecendo de suas obras,  desobedecendo suas promessas e se rebelando contra seus mandamentos.

O Salmo 107 louva a Deus pelo seu permanente amor, que vem de encontro às necessidades de diferentes grupos de pessoas: de viajantes perdidos no deserto, de prisioneiros desfalecendo em calabouços, de enfermos  à beira da morte, de navegantes apanhados numa grande tempestade. Todos  estes “na sua angústia clamaram ao Senhor e Ele os livrou das suas  tribulações”. Assim, “rendam graças ao Senhor por sua bondade e por suas  maravilhas para com os filhos dos homens!

“Meu último exemplo é o Salmo 136. Aqui o mesmo refrão litúrgico se  repete em cada versículo: “porque a sua misericórdia dura para sempre”. E as  chamadas para render graças ao Senhor por Sua bondade começam com a Sua  criação dos céus, da terra, do sol, da lua e das estrelas, prosseguindo daí com  a Sua redenção de Israel do Egito, e com os reis amorreus, a fim de dar-lhes  Sua terra em herança.

Bastam estes exemplos para mostrar que Israel não cultuava a Deus na  forma de uma divindade distante ou abstrata, mas como o Senhor da natureza  e das nações, como alguém que se revelara através de atos concretos , criando  e mantendo o seu mundo, redimindo e preservando  o seu povo. Israel tinha  bons motivos para adorá-lo pela sua bondade, por suas obras e por “todos os  seus benefícios”.

A estes poderosos feitos de Deus (o Deus criador e o Deus da aliança),  os cristãos acrescentam o ato de Deus mais poderoso do que todos os demais:  o nascimento, a vida, a morte e a glorificação de Jesus; o seu Dom do Espírito  Santo; e a sua nova criação, a Igreja.

Esta é a história do Novo Testamento, e  é por isso que tanto os textos do Velho como do Novo Testamento, juntos,  com uma exposição bíblica, constituem hoje uma parte indispensável do culto  cristão.

Somente quando de novo ouvimos sobre o que Deus já fez encontramo-nos em condições de retribuir-lhe com a nossa adoração e o nosso culto. É  também por este motivo que a leitura e a meditação da Bíblia são uma parte  muito importante na devoção pessoal do cristão.

Todo culto cristão, seja ele  público ou pessoal, deve ser uma resposta inteligente à auto-revelação de  Deus, por suas palavras, e suas obras registradas nas Escrituras.

É neste contexto que, de passagem, se pode fazer uma referência ao  “falar em outras línguas”. Qualquer que tenha sido a glossolalia no Novo  Testamento - se um Dom de línguas estanhas ou a expressão de sons em  êxtase - o certo é que as palavras eram ininteligíveis a quem as proferia. Por  isso mesmo foi que Paulo proibiu falar em línguas em público, se não  houvesse quem traduzisse ou interpretasse; e desencorajou a sua realização ou  devoção pessoal, se a pessoa permanecesse sem entender o que dizia.  Escreveu ele: “Pelo que, o que fala em outra língua, ore para que a possa  interpretar. Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas  a minha mente fica infrutífera. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas  também orarei com a mente...

“Noutras palavras, Paulo não podia admitir nenhuma oração, nenhum  culto, em que a mente permanecesse estéril ou inativa. Ele insistiu que em  todo culto verdadeiro a mente tem de ser completamente empenhada, de  modo a dar frutos. O prazer dos coríntios para com o culto ininteligível era  algo infantil. Quanto ao mal, disse-lhes para serem como crianças e inocentes  o quanto fosse possível, mas acrescentou: “no modo de pensar, sejam  adultos”.

O culto cristão não será perfeito senão no céu, pois até então conheceremos a Deus como Ele é, e daí somente então teremos condições de adorá-lo de maneira própria

 

Extraido de “Crer Tambem é pensar” de John Stott

O CORAÇÃO E A IDOLATRIA

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Mais terrível do que qualquer demônio que esteja fora de um homem, é o orgulho nefasto que seja aloja dentro do coração dele.

Coisa tão rara como diamantes, é encontrarmos em nossos dias, corações que estejam dispostos a amar a Deus de Todo o coração. Nossas igreja s estão cheias de gente que ama a si próprias

O que é idolatria? É qualquer coisa ou pessoa fora de DEUS, que voce ama ao extremo, põe toda a sua esperança, dedica toda a sua atenção, dá total valor, e que serve como fonte da sua felicidade e segurança.

A verdadeira felicidade, aquela que dura toda a eternidade, provém de um coração, que tornou-se um trono para Deus presidir e reinar, corações, onde o ego está entronizado, precisam sustentar todas as ilusões, para terem um pouquinho de falsa felicidade.

A idolatria no coração, faz com que uma pessoa seja fiel a sua religião sem ser fiel ao DEUS das escrituras.

A mais terrível idolatria é o orgulho humano que prevalece de tal forma, que é capaz de sacrificar a alma do próprio orgulhoso, levando-o ao lastimável estado de uma condenação eterna irreversível.

Todas as vezes que nos despojamos de nosso orgulho e do nosso egoísmo, nosso coração sofre a perda de todas as nossas misérias.

 

 Clavio Juvenal Jacinto

Pergunta – O que é a Septuaginta?

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Resposta – Uma centelha da imaginação de alguém.

 

Explanação - Primeiramente vamos definir o que supostamente seja a Septuaginta. Um antigo documento chamado “A Carta de Aristeas” revelava um plano de se fazer uma tradução OFICIAL da Bíblia hebraica (Velho Testamento ) para o Grego. Essa tradução deveria ser aceita como a Bíblia oficial dos Judeus,  e deveria substituir a Bíblia hebraica. Supostamente essa obra de tradução seria executada por 72 eruditos judeus (?), seis de cada uma das 12 tribos de Israel. A suposta localidade para a realização dessa obra seria Alexandria, Egito. A suposta data da tradução seria aproximadamente 250 a.C, no período (Interbíblico) dos 400 anos de silêncio entre o encerramento do Velho Testamento (397 a.C)  até o nascimento de Cristo (4 d.C), já que houve um erro de cálculo no calendário romano.

            A obra ficou conhecida com o nome de Septuaginta – LXX -  (significando 70 anciãos) e recebeu a numeração em algarismos romanos (?), visto como L = 50. X = 10. X = 10, daí ter a sigla LXX. Só não sabemos por que não foi LXXII. (?)

Esta assim chamada “Carta de Aristeas” é a única prova da existência desse  documento místico.  Não existe, de modo algum, qualquer documento grego conhecido como escrito em 250 a.C. Também na história judaica não há registro algum de que tal obra tivesse sido programada  ou executada.

Quando pressionados a mostrar evidência concreta da existência desse documento, os eruditos logo apontam a ”Hexapla” de Orígenes, a qual foi escrita aproximadamente em 200 d.C, ou seja, 450 anos depois que a Septuaginta “teria sido” escrita e mais de 100 anos após ter sido concluído o Novo Testamento. A segunda coluna da “Hexapla” contém a tradução grega do Velho Testamento feita pelo próprio Orígenes (jamais dos 72 eruditos judeus), incluindo livros espúrios, como “Bel e o Dragão”, “Judite”, “Tobias” e outros livros apócrifos aceitos como canônicos somente pela Igreja Católica Romana.

Os apologistas da invisível Septuaginta tentarão argumentar que Orígenes não traduziu o livro do Hebraico para o Grego, mas apenas copiou a Septuaginta na segunda coluna da sua “Hexapla”. Será válido esse argumento? Não. Se o fosse então significaria que aqueles 72 espertos eruditos judeus teriam acrescentado os livros apócrifos à sua obra, mesmo antes deles terem sido escritos. (!) Ou então que Orígenes tomou a liberdade de acrescentar esses livros espúrios à santa Palavra de Deus (Apocalipse 22:18).

Desse modo, vemos que a segunda coluna da “Hexapla” é  apenas uma tradução pessoal clandestina de Orígenes do Velho Testamento  do Hebraico para o Grego.

Eusébio e Filo, ambos de caráter duvidoso, fazem menção de um Pentateuco Grego, mas não de todo o Velho Testamento, não o mencionando de modo algum como tradução oficialmente aceita.

Existe ALGUM manuscrito grego do Velho Testamento  ANTES de Cristo? Sim. Existe uma disputada minuta datada de 150 a.C – o papiro de Ryland # 458. Ele contém os capítulos 23-28 de Deuteronômio, apenas isso. De fato a existência desse fragmento foi o que levou Eusébio e Filo a admitir que todo o Pentateuco havia sido traduzido por algum escriba, num esforço de interessar os gentios na história dos Judeus. Muito provavelmente ele não seria uma parte de qualquer suposta tradução oficial  do Velho Testamento  para o Grego. Podemos ficar certos de que esses 72 eruditos judeus supostamente escolhidos para realizar a obra em 250 a.C não passam de uma alucinação febril do ano 150 d.C.

Além disso, não existe qualquer razão para se crer que essa tradução tenha sido realizada algum dia, pois existem lacunas que  a “Carta de Aristéas”, a “Hexapla” de Orígenes, o Papiro de Ryland  # 458,  Eusébio e Filo jamais puderam esclarecer.

A primeira delas é a própria “arta de Aristéas”. Existem alguma dúvida entre os eruditos de hoje de que ela tenha sido realmente escrita por alguém com o nome de Aristéas. De fato, alguns até acreditam ter sido Filo o verdadeiro autor da mesma. Isso lhe daria uma data depois de Cristo. Se assim aconteceu, então o objetivo real da mesma seria enganar os crentes, levando-os a pensar que a segunda coluna da “Hexapla” de Orígenes é uma cópia da Septuaginta. Se isso é verdade, então trata-se de uma façanha “bem engendrada.” Contudo, se realmente existiu um Aristéas, ele deve ter enfrentado dois problemas incomensuráveis:

Primeiro: Como poderia ter ele conseguido localizar as 12 tribos de Israel, a fim de apanhar seis eruditos judeus de cada tribo? Tendo sido completamente espalhadas por muitas derrotas e cativeiros, as linhas das tribos de há muito haviam se dissolvido em virtual inexistência. Seria impossível para qualquer pessoa identificar individualmente as 12 tribos.

Segundo: Caso as 12 tribos pudessem ter sido identificadas, elas jamais iriam concordar com essa tradução, por duas fortíssimas razões:

1. Todo Judeu sabia que a encarregada oficial da Escritura  era a tribo de Levi, conforme evidenciado em Deuteronômio 17:18; 31:25-26 e Malaquias 2:7. Desse modo, nenhum judeu de qualquer das outras 11 tribos iria se atrever a se juntar e esse empreendimento proibido.

2. É óbvio para qualquer leitor da Bíblia que os Judeus deviam permanecer completamente separados  das nações gentílicas que os rodeavam. A eles foram entregues práticas diferentes, como a circuncisão, a guarda e o culto aos sábados, diversas leis de purificação e sua terra de habitação. Além disso, havia a herança da língua hebraica. Mesmo hoje em dia, os Judeus praticantes que residem na China e na Índia recusam-se terminantemente a ensinar a seus filhos outra língua, além do Hebraico. Os Judeus “falasha”, da Etiópia, se distinguem das muitas tribos desse país pelo fato de conservarem zelosamente sua língua de origem como prova de sua herança judaica.

Seríamos tão ingênuos ao ponto de acreditar que os Judeus, que consideravam os gentios apenas como cães, iriam abandonar voluntariamente sua herança, a língua hebraica por uma língua gentílica para a qual seria traduzido o seu tesouro mais santo – a Bíblia? Tal suposição é tão insana quanto absurda.

Então, alguém poderia indagar, “o que dizer das inúmeras citações do Novo Testamento, atribuídas à Septuaginta? “ A Septuaginta de que falam é nada mais que a segunda coluna da “Hexapla” de Orígenes. As citações do Novo Testamento não são oriundas de qualquer Septuaginta ou “Hexapla”. Elas são da autoria do Espírito Santo, que tomou a liberdade de citar a sua obra no Velho Testamento, do modo como Ele bem desejou. E podemos descansar na certeza de que Ele jamais citaria uma Septuaginta que não existe.

Agora resta mais uma pergunta: Por que, então, os eruditos têm tanta pressa em aceitar a existência da Septuaginta, apesar de tantos argumentos irrefutáveis contra a mesma? A resposta é triste e simples.

O Hebraico é uma língua extremamente difícil de se aprender. Muitos anos de estudo são exigidos, a fim de que se consiga aprendê-la, e muitos anos mais para que se possa chegar a conhecê-la tão bem ao ponto de transformá-la em veículo de pesquisa.

Por outro lado, um conhecimento médio do Grego é facilmente conseguido. Desse modo, caso houvesse uma tradução oficial do Velho Testamento  em Grego, os críticos da Bíblia poderiam triplicar o seu campo de influência da noite para o dia, sem queimar as pestanas em penoso estudo do Hebraico bíblico. Infelizmente, a aceitação da Septuaginta, mesmo com evidência tão fraca, está embasada exclusivamente no orgulho e na voracidade desses “eruditos”.

Agora, pare e pense. Mesmo se um espúrio documento como a Septuaginta realmente existisse, como poderia um crítico da Bíblia o qual ao referir-se à Bíblia King James,  afirma que “nenhuma tradução tem a mesma autoridade da língua original”, e ao mesmo tempo “afirmar que a sua estimada Septuaginta tem a mesma autoridade do original Hebraico?”  Essa linguagem dupla dos “eruditos” não passa de uma autoridade de auto-exaltação, no esforço de conservar a sua posição erudita, colocando-se acima daqueles que “não são eruditos nas línguas originais”.

Para quem aceita argumento desse tipo, coloco à venda a ponte de Brooklin!

O livro das respostas

(The Answer Book)

Dr. Samuel C. Gipp, Th.D

Palavras Arcaicas na Biblia?

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Pergunta –  Será que não  existem palavras arcaicas na Bíblia, daí precisarmos de uma tradução moderna para eliminá-las?

Resposta – Sim e não. Sim, há palavras arcaicas na Bíblia, mas não precisamos de tradução moderna para eliminá-las.

 

 

Explanação –  É verdade que há palavras arcaicas na Bíblia. Palavra arcaica é aquela que saiu do uso da linguagem diária, tendo sido substituída por outra. Um bom exemplo de palavra arcaica na Bíblia encontra-se em 1 Coríntios 10: 25:

Comei de tudo o que se vende no açougue, sem perguntar nada por motivo de consciência.

            A palavra “shambles” (açougues)  é arcaica. Ela foi substituída na linguagem comum pela palavra “market place” (mercado). De fato, podemos ter certeza de que a palavra shambles era muito mais exata para descrever os mercados de antigamente (e muitos por esse mundo afora, hoje em dia).  Ela não tem nada de obsoleta no uso comum.

            Então, por que não fazer uma tradução nova para remover shambles e inserir em seu lugar market place?

            Não. O que devemos é consultar a Bíblia, nossa Autoridade Final em todas as regras  de fé e prática e ver em que a prática da Bíblia diz a respeito das palavras arcaicas. Pois certamente nós que cremos numa Bíblia perfeita desejamos seguir a prática da Bíblia referente às palavras arcaicas.

            Ao pesquisar a Escritura encontramos a prática bíblica manuseando palavras arcaicas no 1 Samuel 9:1-11:

1. E havia um homem de Benjamim, cujo nome era Quis, filho de Abiel, filho de Zeror, filho de Becorate, filho de Afia, filho de um homem de Benjamim; homem  poderoso.

2. Esta tinha um filho, cujo nome era Saul, moço, e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo do que ele; desde os ombros para cima sobressaía a todo o povo.

3. E perderam-se as jumentas de Quis, pai de Saul; por isso disse Quis a Saul, seu filho: Toma agora contigo um dos moços, e levanta-te  e vai procurar as jumentas.

4. Passara, pois, pela montanha de Efraim, e dali passaram à terra de Salisa, porém não as sacharam; depois passaram à terra de Saalim; porém tampouco estavam ali; também passaram à terra de Benjamim; porém tampouco as acharam.

5. Vindo eles, então, à terra de Zufe, Saul disse para o seu moço, com quem ele ia: Vem, e voltemos; para que porventura meu pai não deixe de inquietar-se pelas  jumentas e se aflija por causa de nós.

6. Porém ele lhe disse: Eis que há nesta cidade  um homem de Deus, e homem honrado é;  tudo quanto  diz, sucede assim infalivelmente;  vamo-nos agora lá; porventura nos mostrará  o caminho que devemos seguir.

7. Então Saul disse ao seu moço: Eis, porém, se lá formos, que levaremos então àquele homem? Porque o pão de nossos alforges se acabou, e presente nenhum temos para levar ao homem de Deus; que temos?

8. O moço tornou a responder a Saul, e disse: Eis que ainda se acha na minha mão um quarto de um ciclo de prata, o qual darei ao homem de Deus, para que nos mostre o caminho.

9. (Antigamente em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia assim: Vinde, e vamos ao vidente;  porque ao profeta de hoje, antigamente se chamava vidente).

10. Então disse Saul ao moço: Bem dizes; vem, pois,  vamos. E foram-se à cidade onde estava o homem de Deus.

11. E, subindo eles à cidade, acharam umas moças que saíam a tirar água; e disseram-lhes: Está aqui o vidente?

            Aqui os primeiros 11 versos do 1 Samuel 9 foram não apenas confrontados com uma palavra arcaica, mas com a prática da Bíblia em manuseá-la. Encontramos Saul e um dos servos do seu pai procurando as jumentas que haviam fugido (1 Samuel 9:1-5). Eles resolveram ir procurar Samuel, o vidente a fim de pedir o seu auxílio para encontrar as jumentas (6-8).

            No verso 11 discorreremos sobre a palavra arcaica. Mas, antes disso Deus coloca um parêntese na narrativa (verso 9) para nos falar da mesma. Notem que o verso 9 declara que:  “porque ao profeta de hoje, antigamente, se chamava vidente. Então, vemos que, entre o tempo em que esse evento aconteceu e o tempo em que esse incidente foi divinamente revelado, a palavra “vidente” havia passado do uso comum para dar lugar a palavra “profeta”. “Vidente”,  agora, era uma palavra arcaica. Mas, vejam cuidadosamente o verso 11 onde aparecia a palavra arcaica.

11. E, subindo eles à cidade, acharam umas moças que saíam a tirar água; e disseram-lhes: Está aqui o vidente?

            Por favor, notem que o verso11 retém a palavra arcaica “vidente”. Ele não diz:  “está aqui o profeta?

            Vemos assim que o próprio Deus, (Espírito Santo) usou o verso 9 para explicar a próxima palavra arcaica, porém não mudou o texto sagrado.

            Então podemos ver que a prática da Bíblia para manusear situações tais como encontramos na 1Coríntios10:25, quando pregamos é dizer à congregação algo assim como: “o que antes era conhecido como shambles agora é chamado de mercado”. Mas deveríamos deixar a palavra arcaica no texto. Isso foi o que Deus fez. Certamente nós, pecadores, não vamos apresentar um método melhor que o de Deus para manusear palavras arcaicas.

            Então, a resposta à pergunta é: “sim, há palavras arcaicas na Bíblia, mas não precisamos de uma tradução moderna para eliminá-las. Deus não mudou o seu livro e certamente não vai querer que nós o façamos.

 

O livro das respostas

(The Answer Book)Dr. Samuel C. Gipp, Th.D