Contra a Heresia da Incredulidade

0 comentários

 

O cristianismo foi o alvorecer da civilização, o conceito de desenvolvimento e cultura, está alicerçado nesse caminho, a via da transformação social. Uma ciência naturalista é uma apostasia em ordem do declínio humanista, a ciência dos incrédulos é um orgulho, um inchaço no intelecto, um desvio da sua ordem primitiva. No magnífico livro "A Morte da Razão" Francis Schaeffer esclarece esse fato de forma mui majestosa:

"A ciência exerceu papel de grande destaque na situação que temos delineado. O que nos importa reconhecer, entretanto, é que a ciência moderna em seus primórdios foi o produto daqueles que viveram no consenso e cenário do Cristianismo. Um homem como J. Robert Oppenheimer, por exemplo, a despeito de não ser cristão, compreendeu este fato. Afirmou que o Cristianismo era necessário para dar origem à ciência moderna . O cristianismo era necessário para o começo da ciência moderna pela simples razão de que o cristianismo criou um clima de pensamento que colocou o homem em posição de investigar a forma do universo.

Jean-Paul Sartre (nascido em 1905) afirma que a grande questão filosófica é que algo existe e não que nada existe.

Não importa o que pensa o homem, ele tem de se haver com o fato e o problema de que há algo que realmente existe. O cristianismo oferece uma explicação do porque desta existência objetiva. Em contraste com o pensamento oriental, a tradição hebraico-cristã afirma que Deus criou um universo real fora de Si mesmo. Não estou atribuindo à expressão 'fora de si mesmo uma aceção espacial; quero apenas dizer que o universo não é uma extensão da essência de Deus, não é simplesmente um sonho de Deus algo existe realmente, para se pensar, com que se tratar e investigar, revestido de uma realidade objetiva. O cristianismo outorga certeza da realidade objetiva e de causa e efeito, certeza suficientemente sólida para que sobre ela se assente o fundamento do saber. Destarte, existem realmente o objeto, e a história, e a causa e o efeito."

----

C J Jacinto.

Contra a Amargura de Coração

0 comentários

 


A Tragédia de Aitofel e a Amargura de um Coração que não Sabe perdoar

Willian Warner

Após o terrível pecado de adultério de Davi com Bate-Seba e o subsequente assassinato arranjado de seu marido, Urias, ele foi confrontado por Natã, o profeta. Entre as consequências de seus pecados estavam que de sua própria casa os inimigos se levantariam contra ele ( 2 Sm 12:10-11 ). Três de seus filhos – Amnom, Absalão e Adonias – causaram sérios problemas para ele e seu sucessor, Salomão (2 Sam 13 ; 14-17; 2 Reis 1-2). Houve outra pessoa, cujo nome também começava com “A”, que se levantou contra ele como traidor. Esse homem, Aitofel, havia sido um conselheiro próximo de Davi e poderia até ser chamado de “o homem mais inteligente do mundo”. “Ora, naqueles dias, o conselho que Aitofel deu foi como se alguém consultasse a palavra de Deus; assim foi estimado todo o conselho de Aitofel, tanto por Davi como por Absalão” ( 2Sm 16:23 ). Ele evidentemente saiu de sua própria aposentadoria e se juntou à revolta de Absalão como seu conselheiro de confiança ( 2Sm 16:23 ).

O que muitas vezes passa despercebido, porém, é que Aitofel evidentemente se tornou parte da família de Davi pelo casamento. Duas passagens explicam que Aitofel era o avô de Bate-Seba (cf. 2 Sam 11:3 com 23:34). Não é preciso especular muito para ver que quando Davi “tomou” Bate-Seba ( 2 Sam 11:4 ), Aitofel deve ter deixado o serviço de Davi. Mais tarde, o astuto Absalão deve ter presumido (corretamente) que Aitofel aproveitaria a oportunidade para se vingar de Davi, então pediu que ele saísse da aposentadoria – uma oferta que o velho simplesmente não pôde recusar.

Depois que Davi fugiu de Jerusalém, Aitofel aconselhou Absalão a atacar Davi rapidamente e até se ofereceu para cavalgar à frente da coluna, para que ele pudesse matar o próprio Davi ( 2 Sm 17:1-4 ). Do ponto de vista puramente humano, era um bom conselho, porque não daria tempo a Davi para reunir suas forças. Deus, no entanto, pretendia frustrar o conselho de Aitofel pelo conselho contrário de outro conselheiro chamado Husai, que na verdade era um espião leal a Davi. Husai apelou para o orgulho de Absalão, dizendo-lhe que ele deveria consolidar suas forças e depois sair à frente de seu exército e matar pessoalmente o próprio Davi ( 2 Sm 17:5-13).). Absalão não resistiu à tentação de obter toda a glória e seguiu o conselho de Husai, dando tempo a Davi para organizar suas próprias forças dispersas. O leitor de 2 Sam 18:9-15 sabe que o ataque de Absalão a Davi o levou à sua própria morte ignominiosa.

Quando Aitofel viu que seu conselho não foi seguido e que por causa disso ele certamente seria punido pelo vitorioso Davi, ele se retirou para sua própria casa novamente e. suicidou-se enforcando-se ( 2Sm 17:23 ). Que fim trágico para o cara mais inteligente do mundo!

Pessoas inteligentes às vezes podem fazer escolhas realmente estúpidas. Por um lado, podemos apreciar e compreender a decepção de Aitofel com o que Davi havia feito a Bate-Seba. Na verdade, posso entender por que ele pode se aposentar do serviço de David. Mas Aitofel permitiu que sua mágoa e sua dor se transformassem em amargura e em um desejo feroz de vingança. Sua amargura obscureceu sua visão normalmente clara quando procurou a oportunidade de se vingar de David.

Passagens em dois salmos podem ser sobre este homem brilhante, mas triste ( Salmos 41:9 e 55:12-14 ). Curiosamente, esses salmos também foram mencionados por Jesus como encontrando “cumprimento” em um traidor posterior do Filho de Davi, que também se enforcou quando seus próprios planos para o destino de Jesus não foram seguidos ( Mateus 26:23 ; João 13:18 ; Atos 1:16 ).

Anos atrás, Jay Adams me ensinou que duas respostas erradas às ações erradas de alguém contra você são: você “explode” ou “se cala”. Quando as pessoas “se calam” em vez de lidar com sua raiva, a triste realidade é que elas eventualmente “explodirão” mais tarde. Jay baseou seu conselho em Ef 4:26-32 . Aitofel calou-se quando deixou o serviço de David e depois nutriu sua própria raiva até que teve a oportunidade de explodir em David – com algumas consequências trágicas para sua própria vida!

O que você faz quando as pessoas falham com você ou te machucam de alguma forma? Você pode não escolher essa pessoa como seu melhor amigo, mas permitir que sua mágoa ou dor emocional se transforme em amargura envenenará sua própria alma e acabará explodindo em vingança na “oportunidade” certa.

Aprenda uma lição negativa com a pessoa mais inteligente do mundo [Aitofel], cuja amargura acabou levando ao seu próprio fim trágico

 

A IMPORTÂNCIA DE CONHECERMOS A CRISTO

0 comentários

 Verdadeiro cristianismo, não cristianismo heretico. O relacionamento com a obra consumada e perfeita de Cristo e com a Pessoa de Cristo e com os ensinos de Cristo, vida por vida, substituição vital, Cristo vivendo em nós.

 

"Qualquer pessoa que começou a conhecer a Cristo, sabe que conhecê-lo não é uma coisa de pouca importância; sabe que, ao invés disso, é algo de valor supremo! Tal pessoa começa a compreender que embarcou na mais séria das aventuras; a mais sublime, a mais bem-aventurada e a mais terrível de todas as aventuras. Tal aventura nos compromete até o summum de nosso ser por completo e exigirá tudo de nós! Nós nos empalidecemos à simples sombra de Seus pés. E que o Senhor por sua graça, me perdoe por mencionar o adjetivo _"simples"_ para me referir à sombra dos seus pés. Pois até o lugar mais oculto e recôndito do Abismo, se estremece de pavor por causa de Sua Presença. Esta, é a presença de seu juízo e ninguém consegue ficar indiferente à ela. Ninguém pode ficar sem dar-lhe importância; em tal Presença se vê as coisas como totalmente nuas e descobertas como elas são na realidade. Mas tal medo, só domina os que rejeitam Seu amor insondável. Seu amor não pode ser descrito e esgotado. A altura de seu amor e a potência de sua ira são insondáveis. Mesmo aqui, nessa vida presente, os homens já começam a conhercer parcialmente essas duas coisas. Seu amor e Sua ira estão juntamente fundidos na natureza de Sua santidade".

 

Do livro: OPÚSCULO DE CRISTOLOGIA - Gino Iafrancesco Villegas

 

A OBRA DA CUZ E A EXPERIENCIA MISTICA

0 comentários

 

A OBRA DE CRUZ E A EXPERIENCIA MISTICA.

O principal perigo a corromper a religião cristã é o terreno do sentimentalismo. Milhões de pessoas que se dizem cristãs hoje em dia, baseiam sua fé em sentimentos. A experiência mística como uma via alternativa para pôr todas as convicções de modo que o sentimento e as experiências alimentam todas as formas de crenças religiosas. Eu mesmo durante muitos anos fui testemunha ocular de que a experiência mística desempenha um papel fundamental nas convicções religiosas, não as Escrituras, mas a experiência. Mesmo que muitos confessam crer na bíblia, o papel da experiência tem sido além das Escrituras e de certa forma, as Escrituras são absolutamente ignoradas para dar sustento a experiência, porém é fato, de que o sentimentalismo e toda a forma de experiências místicas, jamais devem ser colocadas em igualdade com a autoridade das Escrituras. o esoterismo e  as religiões orientais, promovem isso, mas o cristianismo bíblico se fundamenta unicamente nas Escrituras como autoridade final e definitiva.

O ocultismo, o espiritualismo e as religiões orientais pregam o contrário e a cristandade apóstata se adéqua a mesma visão espiritual:

Veja agora, a declaração de um dos mais eminentes líderes esotéricos de nosso tempo:

“A verdadeira base da religião não é a crença, mas a experiência intuitiva. A intuição é o poder da alma de conhecer a Deus. Para saber o que é realmente a religião, é preciso conhecer a Deus.” (Paramhansa Yogananda de The Essence of Self-Realization)

 

A experiência visionária e de aparições de Cristo tem sido um promotor forte de indução do esoterismo no mundo ocidental, Paramhansa Yogananda fala a respeito de seu mestre Mahavatar Babaji, que este foi chamado á promover o esoterismo, a missão de espalhar os ensinamentos hindus para o ocidente depois que Jesus apareceu para ele (1)

Na visão de Yogananda, Cristo não resolveu os problemas do pecado na cruz, apenas serviu de um exemplo elevado para inspirar os apóstolos a continuarem pregando os ensinos de Cristo, para ele, os ensinos de Jesus Cristo e não a sua morte tem algum valor espiritual. A vinda de Yogananda para o ocidente seria para restaurar os ensinos de cristo e com isso também restaurar o cristianismo original.

A religião sem a cruz, sem a necessidade de sangue imaculado de expiação, constitui-se a manifestação do espírito do erro sob um mundo que é induzido não a negar a Cristo, mas a crer em outro cristo, não rejeitar um evangelho, mas a proclamar outro evangelho. O movimento sutil de engano não é produzir uma negação universal do Evangelho, mas de promover uma falsificação do evangelho.

 

consulte essas informações em https://www.ananda.org/


----

Clavio J. Jacinto

 

 

 

 

Fundamentalismo Cristão: O Que Você Precisa Saber

0 comentários

 

 


Li recentemente o livro distópico “O Conto da Aia”(Publicado pela primeira vez em 1987 nos EUA) de Margaret Atwood, o livro é uma narrativa fantasiosa de uma novela obscura  que envolve a fé cristã, política e sexo.

Como de costume, sempre vou atrás da crítica literária, para saber como a classe intelectual enxergou o romance distópico de Atwood, e percebi que o romance é interpretado com uma abordagem religiosa e política, a estória narra um golpe de estado nos Estados Unidos e o surgimento de um regime totalitário: a republica de Gileade, um regime fundamentalista cristão. No romance percebi como alguns personagens citam as Escrituras como um meio de justificar os mais bizarros comportamentos. Há uma crítica embutida no livro, e tudo soa como um absurdo, pois o fundamentalismo cristão é apresentado como uma ameaça. Na república de Gileade é tolerável o concubinato e o seqüestro de crianças frutos deste relacionamento. Como o romance se caracteriza como distopico, o que vimos é um totalitarismo e uma opressão ao sexo feminino, uma crítica ao patriarcado e talvez o resultado da união da religião e política de estado.

Mas o que mais me preocupa no livro é o modo como alguns interpretam o significado de “fundamentalismo cristão”. Pois há um equívoco enorme que se perpetua na sociedade quando compara o fundamentalismo bíblico com o fundamentalismo de religiões intolerantes. A maioria enxerga como um mesmo fenômeno e por causa disso, muitos cristãos verdadeiros que são de fato, fundamentalistas se sentem receosos e envergonhados em identificarem-se como “cristãos fundamentalistas. Por outro lado, também olham para o Fundamentalismo cristão” como uma ameaça mortal. Esse é um erro que sobrevive a custa da ignorância e da falta de discernimento.

 

O QUE É FUNDAMENTALISMO CRISTÃO?

 No Dicionário de Apologética e Filosofia da Religião, o Autor, C. Stephen Evans define : “Originalmente o termo designava o movimento associado a uma série de livros escritos por destacados teólogos da primeira parte do século XIX que defendiam os fundamentos da fé cristã, especialmente a divindade de Jesus.” mas então ele explica que houve um desvio do termo e tornou ambíguo e com conotações quase que completamente pejorativas, associados a religiosos que defendem o terrorismo e a violência como meio de imposição á crenças. Evans afirma: “Com o passar do tempo, o termo foi usado em sentido mais amplo, associado a qualquer forma de cristianismo tradicional e conservador e, até mesmo, para se referir ao conservadorismo de outras tradições religiosas, como a dos muçulmanos fundamentalistas...”

 

Um grupo de teólogos piedosos, como veremos mais adiante, deram início a um movimento de oposição a teologia liberal e a alta crítica, que negavam os aspectos sobrenaturais das Escrituras, como o nascimento virginal, a ressurreição literal de Cristo a autoria mosaica do Pentateuco, a historicidade do livro de Daniel e do Profeta Jonas etc.

Essa reação foi um reflexo do compromisso com a fé que uma vez foi dada aos santos (Judas 3) uma resposta aos que eram contrários a sã doutrina (I Timóteo 1:10) que já não suportavam mais as doutrinas centrais da fé cristã, pois se apostataram (II Timóteo 4:3) assim os teólogos piedosos que deram início ao movimento fundamentalista cristão, apenas desejavam defender com fervor as doutrinas fundamentais do cristianismo e dar uma resposta eficiente aos contradizentes (Tito 1:9) Eles tinham em mente o compromisso sério de ouvir e responder ao chamado do Espírito Santo: “Tu porém fala o que convém, a sã doutrina”(Tito 2:1)

O movimento era uma reação contra crenças liberais, não havia qualquer tipo de intolerância como perseguições e autos de fé, tribunais inquisitórios e coisas desse gênero, era um movimento piedoso, tinha o propósito de manter e defender  a fé cristã ortodoxa, as doutrinas centrais da fé cristã e os valores morais e espirituais implícitos no sistema teológico que defendiam. Em outras palavras, seus líderes eram homens santos, que não defendiam qualquer tipo de violência, perseguições e imposições forçadas. Todos esses teólogos e os envolvidos na causa levavam em conta a literalidade dos ensinos de Cristo inclusive os que sem encontram dentro do Sermão da Montanha. Desde que entendo sobre os aspectos que envolvem a essência do fundamentalismo cristão, seguir os passos de Cristo é o ideal da vida espiritual de um fundamentalista cristão, isso nada tem a ver com guerras, pois ele sabe que a nossa luta não é contra a carne e o sangue (Efésios 6:10 a 18) e que jamais deve se envergonhar do Evangelho de Cristo que é o poder de Deus, quando a apostasia ameaça ruir com os fundamentos onde os justificados permanecem (Compare Salmo 11:3 com Romanos 1:16) O fundamentalismo cristão é pacificista e respeita a liberdade dos outros, não me admiro que a maioria dos fundamentalistas bíblicos sejam batistas, pois a história dos batistas é uma história de luta pela liberdade de culto e crenças.

 

A HISTÓRIA DO FUNDAMENTALISMO CRISTÃO.

 

 O fundamentalismo bíblico cristão está ligado a um manifesto de homens piedosos e pacíficos, cujo caráter era de teor muito elevado, começou em 1909, era um movimento de reação contra o liberalismo (Nesse contexto histórico, o liberalismo era o antônimo de fundamentalismo). Os fundamentos eram um conjunto de resoluções, que foi publicado posteriormente entre 1910 a 1915 e estavam reunidos artigos de grandes homens de piedade nessa grande comissão de defesa da fé (Judas 1:6) estavam muito estimados e conhecidos homens de Deus naqueles dias, homens de Deus com um legado espiritual que influencia ainda hoje milhões de cristãos, entre eles R. A. Torrey, Philip Mauro, G. Campbell Morgan, James Orr, J. C. Ryle Lewis Sperry Chaffer, James Gray, W. H. Griffith Thomas. Entre os autores selecionados nos artigos chamados de ‘fundamentos” (64 ao todos, publicado em 12 fascículos separados e posteriormente reunido em um livro só) estavam grandes eruditos e homens de formação espiritual avançada. Alguns cristãos que eram magnatas do petróleo nos EUA na época, financiaram o projeto de publicação dos fundamentos e milhões de exemplares foram distribuídos gratuitamente para missionários, pregadores, ministros do evangelho. Aprouve ao Senhor que no princípio, os livros foram distribuídos de graça, não havia nem mesmo lucro no projeto, tal foi a obra na sua essência e pureza cristã.

 

Do que tratam os fundamentos?

 

1-    Defesa da autoria mosaica do Pentateuco

2-    Defesa da historicidade do livro de Daniel e Jonas

3-    Valores doutrinários e históricos dos primeiros capítulos de Genesis

4-    Justificação pela fé e Salvação pela graça

5-    Divindade de Cristo

6-    Encarnação temporal e geográfica do Verbo de Deus

7-    Personalidade e divindade do Espírito Santo

8-    Nascimento virginal de Cristo

9-    Concepção bíblica do pecado

10-                     Inspiração total das Escrituras

11-                     Historicidade da fé cristã

12-                     Ressurreição literal de Cristo e  de todos os homens

13-                     Julgamento futuro

14-                     Oposição ao evolucionismo darwinista

15-                     A vinda literal e triunfante de Cristo

16-                     Outros tópicos não menos importantes.

 

Todo o perfil dos fundamentos era doutrinário, não havia ênfase para qualquer tipo de terrorismo ou violência, doutrinação por imposição e coisas desse gênero. Na mentalidade cristã conservadora, é o Espírito Santo quem convence, a iluminação da glória do evangelho é um ato soberano de Deus e não de imposição humana ou lavagem cerebral. Entender essa verdade evita infortúnios psicológicos a quem defende os fundamentos da fé cristã.

Se o leitor deseja ler algo acerca do terrorismo religioso suas inconseqüências pode ler “Terror em Nome de Deus” de Jessica Stern. O livro faz uma abordagem global sobre o terrorismo intolerante religioso, identificado erroneamente como “fundamentalismo” o uso midiático do termo de ‘fundamentalismo” e “fundamentalista” é uma desconstrução do termo, feito assim, para denegrir a imagem dos cristãos conservadores pois a mídia controlada é anticristã e desonesta ao extremo, pois nunca apresentam que na realidade o cristianismo é o mais afetado pela intolerância religiosa global. os cristãos são os mais atacados, mortos e são as maiores vítimas de intolerância religiosa no mundo, em 2021 a cada dia, 16 cristãos morriam no mundo por causa da sua fé. A mídia nunca mostra isso, mas ao mesmo tempo manipula os termos, tornando-os ambíguos e faz com que o mundo acredite que o fundamentalismo bíblico está associado com o terrorismo religioso. Pura desonestidade intelectual e informativa.

O Espírito Santo pergunta através de Davi: “Se forem destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo”(Salmos 11:3) Os homens piedosos envolvidos no movimento fundamentalista cristão não tinham qualquer tipo de associação com grupos radicais norte americanos como alguns evangélicos que erguem a bandeira racial (Igrejas de supremacia branca, que geralmente também são anti-semitas e se parecem ideologicamente com o neonazismo) ou com grupos terroristas cristãos como o “laskar Christus”.

A Coletânea de verdades fundamentais da fé cristã ao contrário, foi um manifesto contra a onda de apostasia que tentava minar as verdades cristãs centrais, todavia todos os envolvidos trilharam um caminho pacífico, era a verdade proclamada com amor e íntima compaixão, a voz da erudição piedosa para defender uma ortodoxia que era à base da esperança do cristianismo bíblico e conservador.

O uso midiático do termo “fundamentalista” distorceu o sentido da palavra, injetando nela um viés ideológico para colocar os desinformados contra a fé cristã, o espírito do erro que atua no sistema midiático é antes de tudo absolutamente anticristão. Assim o Conto da Aia como um romance distópico que tenta passar a imagem de um cristianismo fundamentalista que domina um país (No romance, os EUA) depois de um golpe de estado é PURA FICÇÃO IMPROVÁVEL. Se um dia, a distopia de Atwood ganhar alguma conceito de realidade, isso pode ocorrer sob um grupo que se diga “cristão” mas que não tem qualquer vínculo com os Fundamentos da Fé Cristã. A percepção e o discernimento espiritual me leva a conclusão, os personagens da distopia, mesmo citando trechos da bíblia, não possuíam o Espírito de Cristo, por esse motivo também não pertenciam ao Senhor.

 

 

C. J. Jacinto

 

INSTINTOS E REGENERAÇÃO

0 comentários

 


 

 

Temos um mecanismo interno que produz os impulsos e os desejos no coração, comumente é chamado de instintos, Jesus fala sobre coisas que procedem do coração que contaminam o homem (Mateus 15:18) veja bem, Jesus usa a palavra contaminar (Grego: koinoi) então a fonte imoral e espiritual poluente está dentro do coração do homem, não era parte da natureza original, mas aparece apos a queda.

Este instinto está localizado no homem interior, nas profundezas de ser é de natureza psico espiritual, mas está arraigada nas profundezas da nossa existência e afeta tudo, por isso a natureza geme, a ação rebelde do homem e a prática do pecado polui tudo e arruinou com o universo, toda a criação foi afetada

 

É uma força que precisa ser controlada PELA NOSSA VONTADE OU PELO ESPÍRITO SANTO. Pela nossa própria vontade só podemos alcançar algum êxito em alguns momentos da vida, só uma vida controlada pelo Espírito Santo pode produzir as forças necessárias para reduzir os instintos do velho homem a morte e inatividade, está escrito que aquele que não tem o Espírito de Cristo não pertence a Ele (Romanos 8:9) devemos andar segundo o Espírito e não segundo a carne. A vida espiritual autêntica é aquela que está debaixo do controle do Espírito Santo, o contrário é andar na carne, e quem anda na carne nunca pode agradar a Deus.

 

Creio que o ego está dentro do nosso coração e corrompe os instintos de tal forma que faz do coração uma fonte de malignidade e paixões. O ego escraviza o pecador, corrompe-o de tal maneira  reduz a pessoa a escravidão

 

Todos os sentimentos, desejos, anseios, aspirações estão lá dentro de nós e o ego faz uso desses impulsos para criar os anelos e afetos necessários que precisam ser satisfeitos, as vezes o ego tem uma sede violenta e uma fome voraz por satisfação desses instintos. O homem auto-deifica-se mesmo sem perceber, infringe uma posição impossível: ser o centro de todas as coisas (Dessa inclinação surgiu o termo "egocêntrico"). Todos os que não possuem o Espírito de Cristo, não podem se sujeitar ao Senhorio de Cristo, ainda que combatam com tenacidade para tentar dominar os instintos, podem ir até um nível, muitos cristãos antigos perceberam o potencial de malignidade que flui do coração, então usaram de flagelos, mortificações e privações físicas a fim de combater essas inclinações maléficas, porém só o sangue da cruz de Cristo, só a cruz que verteu o sangue de Cristo, tem poder sobre o ego e os instintos que se alojam no homem interior.

O Espírito do Senhor precisa habitar dentro de nós e presidir a nossa vida, isso só é possível quando há uma verdadeira obra regeneradora dentro de nós, sem um verdadeiro novo nascimento, algo que procede do poder de Deus e não da religião, da carne ou da vontade humana, não haverá habitação eterna do Espírito Divino dentro de nós. Só podemos andar segundo o Espírito, se de fato houve uma regeneração dentro de nós, de outra forma, estaremos fadados ao fracasso final, ainda que tenhamos uma religião polida cheia de boas obras e boas intenções, nada disso pode nos ajudar, pois quando deixamos de fora a obra da cruz e o poder do Evangelho para a restauração do homem caído, chegaremos ao fracasso, só o ser uma nova criatura pode nos conduzir ao caminho triunfante.

 

Clavio J. Jacinto

PROFUNDIDADE E RELACIONAMENTO

0 comentários

 






O cristianismo bíblico sempre será uma religião de profundidade. Não há nada de superficial em suas estruturas doutrinárias. A começar pela redenção, a obra redentora da cruz é uma violência contra a natureza do pecado, a descida e encarnação do Verbo é um ato sobrenatural, a transcendência do divino ao terreno é um acontecimento de impacto atemporal, a fé cristã vai além do normal, é profunda, ultrapassa o mundo quântico, vai mais além, o espectro obscuro e deformado da natureza do pecado e seus efeitos só podem ser vistos pela luz da glória do Evangelho de Cristo, sem essa luz, todo o conceito do maravilhoso se limita a criação e não a misericórdia e a providência do Criador com relação a sua criação. Em Mateus 15 Jesus vai debater contra a religião superficial e artificial, estratificada por tradições e exteriorizada apenas para esconder a natureza perversa de homens religiosos que não vivem a profundidade do Evangelho nem experimentar a palingenesia (Redenção ou novo nascimento). O Novo Testamento fala sobre “as profundezas de Deus” (I Corintios 2:10) e alcançamos ela, quando o nível da vida espiritual desce até a intimidade de um relacionamento com o Senhor, isso se dá através de uma proximidade do coração do redimido com a presença do Redentor, a fonte da ressurreição, da verdade e da vida. Toda a sofisticação da religião com base em tradições e crenças humanas sem vida, sufoca a vida divina que se manifestam pelas verdades bíblicas, embora a Palavra revelada seja viva e eficaz, os entulhos religiosos das tradições humanas sobrepostos um sobre outros, impedem um fluir das verdades espirituais da graça de Deus. Jesus acusou homens com um sistema religioso sofisticado na estratificação fria de conceitos sem vida, obscurecidos pelas sombras do monturo de uma religião humanista, de distantes de Deus. A ênfase exagerada em doutrinas de homens, esses eram os manifestos dos homens mortos no pecado, na condição arruinada de viverem debaixo da maldição do espírito do erro (Efesios 2:1 e 2). Jesus acusa os Judeus: “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mateus 15:8) Jesus estava citando Isaias 29:13. Percebemos que os lábios e a boca dos acusados denotavam uma piedade confessional impressionante, mas era tudo uma coisa muita rasa, uma película muito fina a cobrir um coração distante do Senhor. Cristo fora do coração, significa uma religião de aparências e fadada ao fracasso e a vergonha (Apocalipse 3:20) O coração em Mateus 15:8 é a tradução do grego “kardia”. Há no mundo ocidental uma confusão no que diz respeito a entender o significado do coração, segundo as Escrituras, o coração não é aquele órgão que bombeia o sangue para todas as partes do nosso corpo, mas o centro do comando afetivo do homem interior, o chão figurado onde repousa a nossa consciência, volição e virtudes, o local do discernimento e a janela por onde um santo pode experimentar a visão beatífica (Mateus 5:8). é um lugar íntimo, onde podemos esconder o amor pelo pecado, longe dos olhares da reprovação dos homens, o lugar onde guardamos nossas paixões mais vergonhosas, guardados dos olhos dos reprovadores, o coração traça pelo que tem dentro dele, o perfil da face da alma, se viesse a lume esse perfil, poderíamos ver o quanto um ser humano pode ser monstruosamente desfigurado pelo pecado. Mas a formosura da verdadeira piedade também é uma verdade a se considerar, vimos que aos olhos dos seus algozes, que Estevão tinha rosto de anjo (Atos 6:15) Cristo se transfigurou e a sua glória foi vista por alguns discípulos, aqui temos a expressão exata da manifestação de um coração controlado e habitado por Deus através do Espírito Santo. Não é isso o produto artificial de uma fantasia religiosa, senão aquela vida espiritual que se caracteriza por um coração que tem intimidade com Deus, um fato, um resultado do novo nascimento, da regeneração. Quando o coração está próximo de Deus a mente é renovada e iluminada, dessa benção procede o verdadeiro discernimento e a verdadeira experiência de iluminação espiritual, pois a presença do Senhor é a presença da sua glória “Deus é luz” (I João 1:5) Quando o Senhor está próximo do nosso coração, os olhos do nosso entendimento são iluminados sabemos a respeito da verdadeira esperança e conhecemos todas as riquezas da glória de Deus (Efésios 1:18)



C. J. Jacinto