A fé cristã
encontra sua razão de ser na obra redentora e consumada de Cristo na cruz, na
vida de ressurreição por Ele proporcionada. A regeneração espiritual, portanto,
é integralmente dependente do sacrifício vicário de Cristo.
Há um
sinal evidente na vida de um homem que realmente nasceu de novo, aquele que
experimentou a regeneração. E essa evidência está em Romanos capítulo 8 e o
versículo 5, do qual podemos observar esse princípio. Os que são segundo o
Espírito se inclinam para as coisas do Espírito.
Maimônides,
o renomado filósofo judeu, ao abordar a temática da ressurreição, utilizou a
metáfora do orvalho. Este, evocando a sensação de renovação e esperança,
simboliza a expectativa da vida após a morte. No entanto, à luz do Novo Testamento
e da obra redentora de Cristo na cruz, a doutrina da ressurreição assume um
significado ainda mais profundo. A ressurreição, como o orvalho descrito por
Maimônides, transcende a mera promessa futura, manifestando-se como esperança
concreta na vida presente do cristão. Para o crente genuíno, que se mantém fiel
aos ensinamentos bíblicos e centraliza sua vida em Cristo, a experiência da fé
se fundamenta na obra consumada na cruz, moldando uma existência cristocêntrica.
Onde não há fidelidade na exposição das
Escrituras, não há evidências sólidas de temor a Deus e muito menos de
compromisso com o Evangelho.
Cristo representa nosso bem mais valioso e nosso
tesouro supremo. Ter Cristo no coração, na fé, no amor e na essência do ser é
fundamental. Aqueles que cultivam essa vida espiritual podem verdadeiramente
experimentar as insondáveis riquezas que Cristo oferece. Contudo, poucos
cristãos vivenciam plenamente essas riquezas.
C. J. Jacinto

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