Se te professas cristão, e o mundo se ofende por tua conduta virtuosa e te odeia por tuas boas ações, és bem-aventurado em Cristo. Mas, se o mundo te odeia por tua hipocrisia, por tuas atitudes reprováveis e manifestam rejeição ao Evangelho por causa de teus escândalos, és um infeliz.
Jamais se iluda, pois o amor genuíno, proveniente de Deus e infundido em nossos
corações pelo Espírito Santo, manifesta-se por meio da paciência e se completa
na fidelidade, concedendo ao cristão a fortaleza para perseverar diante das
adversidades.
A religião desprovida da experiência de renovação espiritual assemelha-se a um
invólucro no qual uma alma espiritualmente morta se refugia, perpetuando sua
condição de estagnação. Nesse ambiente, a frieza espiritual favorece o
florescimento da apostasia e da superstição, revelando a natureza da morte
espiritual que ali se oculta.
Necessitamos de homens que, genuinamente unidos a Cristo, manifestem a vida
ressurreta e abundante prometida por Ele, a fim de adentrarem o estado
espiritual de morte do mundo, levando a vida que Cristo oferece àqueles que
jazem mortos em suas transgressões e pecados.
Uma das passagens mais significativas do Evangelho de Mateus, no capítulo 15 e
versículo 14, apresenta a seguinte declaração de Jesus: "Deixai-os; são
guias cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova."
Nesta afirmação, podemos constatar a gravidade e, simultaneamente, a ironia e a
irresponsabilidade inerentes à entrega da própria orientação espiritual a um
líder que, por sua vez, pode conduzir seus seguidores à perdição.
C. J. Jacinto

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