Vida Espiritual

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Vida Espiritual

 

Jesus disse em João 3:8 que o vento assopra aonde quer, assim é todo aquele que é nascido do Espírito. O nascimento espiritual é obra do Espírito Divino. O sopro do renascimento espiritual é uma obra divina sobre vidas que ameaçam morrer ou que já são meros cadáveres.  É o vento impetuoso do Espírito Santo que traz as sementes da renovação espiritual. D. M. Panton escreveu disse que o “Avivamento é um novo impulso de vida e de poder  divino em um corpo que ameaça tornar-se um cadáver” A vida abundante deve ser a experiência constante do homem que nasceu de novo. Mas essa vida pode apagar-se. Paulo adverte em I Tessalonicenses 5;19: “Não extingais o Espírito” tal advertência é muito clara: não devemos apagar a luz da vida espiritual que se acendeu no interior do homem transformado pelo evangelho. Tal fogo de devoção deve ser aceso dentro de nós, pois somos o templo do Espírito (I Coríntios 6:19) tal luz deve permanecer acesa dentro de nós.. O vento deve soprar sobre nós, precisamos saber onde está o seu mover. Estamos vivendo tempos de aridez e muita esterilidade. O mundo está cheio de cadáveres espirituais, tal fato pode ser comparado como um vale de ossos secos como na visão de Ezequiel 37. Mas em Genesis 1;2 o Espírito atuava sobre o caos, e assim o mover do Espírito de Cristo é para dar ordem e ressurreição espiritual para cadáveres espiritualmente frios. No grego o titulo de “Consolador” é Paráclito, um Paraclito era um agente que se responsabilizava por cuidados, entre os quais, um vigia que ficava cuidando de uma fogueira enquanto outros descansavam num acampamento. O paraclito cuidava para que as brasas não morressem, ele soprava sobre elas, quando o fogo ameaçava morrer. Seu cuidado denotava o objetivo de garantir luz e calor. Agora veja que o soprar do Espírito sobre nós vem através da pregação da Palavra de Deus, Paulo diz que as Escrituras são divinamente inspiradas (II Timóteo 3:16) no grego a palavra traduzida por “inspirada” é Teopneustos, que significa literalmente “Soprada por Deus” Em hebreus 4:12 está escrito que a Palavra de Deus é viva, eficaz e penetrante, por esse motivo, o sopro do Espírito vem pelo hálito do pregador bíblico que está pregando o que a Bíblia ensina. Esse mover do Espírito também pode vir pela adoração e louvor, é esse sopro divino que fortalece o coração enfraquecido e tem o poder de ressuscitar os que estão ameaçados a morrerem espiritualmente. A aridez espiritual é um problema, ela causa sequidão e morte, a falta de alimento espiritual mata, precisamos ver onde está se movendo o Espírito de Deus, devemos correr para lá, pois é onde iremos encontrar refrigério, maná espiritual e água da vida. O fôlego de vida espiritual é uma necessidade constante na vida do homem santo. O sopro do Espírito fortalece e dá vida celestial, traz consigo o poder da ressurreição e as sementes da frutificação. Há uma lei muito dinâmica na natureza, chamada biogênese, é um princípio científico reconhecido que funciona assim: vida transmite vida. Só um vivo pode gerar outro ser vivo. Este também é um princípio espiritual. Só pode transmitir vida espiritual quem está espiritual, ente vivo. Primeiro um homem precisa receber o sopro para acender o coração, só depois pode transmitir aos outros, luz, vida e  calor. É aquele que recebe a seiva da videira verdadeira que frutifica, ramos podados morrem e não produzem vigor e nem florescem ou frutificam. Agora veja que o que frutifica traz consigo a semente da vida dentro do fruto que produz. Assim só quem frutifica tem vida dentro de si e pode então dar a vida aos que estão morrendo. Vá onde o Espírito de Cristo está, encha-se da vida espiritual que Ele tem em abundância e transmita aos outros a vida profunda e celestial que eles necessitam. Amém



Clavio J. Jacinto

Práxis e Passividade

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Charles Spurgeon certa vez pregou a cerca de um homem que argumentou ser cristão por ser exteriormente íntegro “um homem me disse: ser cristão é ser honesto. e eu respondi  que honestidade é questão de caráter, e isso é obrigação de qualquer ser humano, mas ser cristão é andar como Cristo andou”. O Evangelho nos indica a direção da transformação, e desejo insistir neste fato, estamos indo mais além, a mera exterioridade pode ser uma fantasia que perdura durante toda uma vida , assim como satanás se reajusta conforme um camaleão e pode se transformar em um anjo de luz, aqui temos a própria imagem, a realidade de forma exata que é a verdade em Cristo (Leia Hebreus 10:1) Ele é a nossa lei real, Ele é a justiça de Deus e a nossa justiça (Romanos 3:21) O que ocorre hoje e de certa forma é um erro que se perpetua durante muitos séculos, a tendência de tirar Cristo como nossa justiça do Centro do Evangelho e a transformação interior que ocorre no centro da vida humana, o espírito, operando uma transformação a partir de dentro pelo poder da graça que por sua vez nos conduz para uma vida de justiça e santidade. Essa é a expressão prática da vida espiritual que vimos no sermão da montanha, a amplitude, largura, profundidade e altura do amor de Deus se dá na entrega de seu Filho amado morrendo por nós, e o gerenciamento do coração procede do processo de Cristo habitar pelo Seu Espírito dentro do nosso coração.  “porque  a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte” (Romanos 8:1) o fator operacional da vida abundante é a frutificação pela intimidade relacional com Cristo (João 15:1  10) até então as regras se modificam, pois na vida espiritual plena de significados verdadeiros encontramos a base pelo qual se opera a verdadeira santidade, que é um fluir interno e uma frutificação que ocorre por causa da transmissão da seiva divina no coração humano. Então temos a elevação da vida celeste no coração humano “Tenho-vos dito isto para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo”(João 15:11) assim, na base do relacionamento com Deus que se dá pelo novo nascimento ouvimos a voz do Espírito de Cristo que prontamente diz “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”(João 15:12) a verdade é que quanto mais de Cristo temos em nós pelo relacionamento na base da intimidade com Ele, mas a graça se torna abundante em nossa vida, e essa graça não nos conduz a dissolução, pelo contrario, nos conduz pelos caminhos firmes da santidade prática como disse Charles Leitter em seu livro “justificação e Regeneração”: “O verdadeiro cristão jamais utiliza a graça como uma licença para pecar, ele naturalmente já peca mais do que gostaria” (pagina 64) Outro Teolo, o Dr R T Willians escreveu: “A santificação pede a morte não somente dos atos pecaminosos, mas até dos desejos pecaminosos, dos apetites maus e dos afetos impuros. Chega-se ao centro do caráter humano, para destruir a carnalidade” O que ocorre aqui é a grande verdade, sincera por demais para deixar de lado, nossa luta contra o pecado é diária e presa a todos os momentos. A base pelo qual vencemos é através do fortalecimento no Senhor (Efésios 6:10) o que ocorre é que toda a lei é quebrada com um só preceito quebrado, por isso a impossibilidade da justificação por méritos próprios, porque a base da pecaminosidade sai do ato consumado do antigo Testamento e  aparece na sua forma de expressão mais exata no Evangelho partindo de que a consumação do pecado é apenas a expressão de algo que já foi idealizado como conceito de ação espiritual no coração humano, o que diante dos olhos de Deus já é a quebra da dos mandamentos. Assim o pecado é de natureza mais real no estado espiritual dentro do coração humano, a lei revela o quanto o homem é depravado e a graça nos mostra o quanto o homem é misericordioso. Pecamos em pensamentos, lá dentro de nós tem essa fonte que precisa ser obstruída, e só o Espírito Santo pode ir lá, assim a rendição a Cristo é a norma vigente do Evangelho, Cristo é nossa esperança de vida eterna, de outra forma não há verdadeira esperança, Edwin Palmer ensina “Todos nós violamos em pensamento os mandamentos de Deus” só quando estamos em Cristo, as potências do pecado podem ser reduzidas, só quando ocorre a mortificação pela cruz, eis o brado de Paulo “Estou crucificado com Cristo, não sou eu que vivo. Cristo vive em mim” (Galatas 2:20) só há um meio de viver sem pecar, e esse é o momento em que estamos Aplicando a morte de Cristo na nossa vida e nos identificamos com Ele na sua morte. A eternidade sem pecado ´so será possível para o salvo por causa disso, de alguma forma, Deus resolveu o problema da desobediência pelo instinto pecaminoso através da morte de Cristo, e com isso não apenas a culpa do pecado é removida, mas presença do poder do pecado será erradicada completamente do corpo glorificado, o velho homem será aniquilado para sempre com a morte ou por via da transformação do corpo quando Jesus voltar, pelo menos aqui, na vida do cristão salvo há uma espécie de aniquilacionismo; a do velho homem, ele será completamente destruído para sempre, de modo que nunca fará parte do corpo glorificado, assim, no céu, quando vivermos no mundo vindouro, novos céus e nova terra e o universo transformado para a glória de Deus, não haverá nenhum tendência ao pecado, nenhum desejo de pecar, essa é uma plenitude existencial, tão completa que fará de cada cristão um completo ser feliz em todas as esferas, e a pureza de coração será completa e perfeita, e isso só é possível por causa da obra consumada e perfeita de Cristo na cruz. Não a lei, mas Cristo, Ele cumpre e realiza essa missão redentora completa, corpo alma e espírito na vida de cada salvo “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o nosso Senhor Jesus Cristo. Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Filipenses 3:20 e 21) Note que aqui temos um bom contexto para entender  Efésios 1:10, quando Paulo fala que Cristo sujeitará para si todas as coisas. Aqui temos a consumação no seu todo, quando haverá o desfrute no mundo vindouro, as moradas que Cristo foi preparar para os santos. O evangelho anuncia isso com muito vigor, somos chamados a peregrinar no mundo (I Pedro 2:11)


Conclusão: a práxis não ortodoxa da fé cristã conduz o homem para uma aceitação passive de heresias de perdição


Autor: Clavio J. Jacinto

OS Benefícios da Crucificação Profunda

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por GD Watson

 

 

A palavra crucificação, conforme se aplica a nós em um sentido cristão, pode ser definida como qualquer dor ou sofrimento que nos torna mortos para o pecado ou para o eu, ou para as coisas do tempo e dos sentidos. Pode haver muitos tipos de tristeza e sofrimento que não servem ao propósito da verdadeira crucificação.

Para que o sofrimento seja uma mortificação completa para nós, ele deve ser colocado na vontade de Deus e submetido à operação do Espírito Santo. Quando nos entregamos absolutamente a Deus, e confiamos que Ele tomará conta de cada partícula de nosso ser e vida e circunstâncias, é então que Sua onipotência toma posse suave e firme de todas as nossas provações e sofrimentos, e os faz funcionar uma verdadeira crucificação em nós.

Não importa qual seja a causa do sofrimento. Pode vir de nossos próprios pecados, ou pobreza, ou falta de saúde, ou perda de amigos, ou separações, ou tentações terríveis e prolongadas, ou assaltos de espíritos malignos, ou ódio de outras pessoas, ou grandes decepções, ou castigos divinos; pode vir de muitas dessas fontes; mas que venha de qualquer causa no universo, se entregarmos inteiramente nas mãos de Deus, e nos afundarmos em Sua vontade, com um desejo perfeito de que Ele trabalhe o melhor que puder em nós, Ele fará toda dor, cada gemido, cada lágrima, cada partícula de nosso sofrimento, operar em nós uma morte para o pecado e para o eu, e para todas as coisas da terra que trarão para nós a mais alta perfeição espiritual  para Sua glória.

A profundidade e o poder da vida espiritual em cada pessoa depende exatamente do grau de sua crucificação. Há um mistério divino no sofrimento, um poder estranho e sobrenatural nele, que nunca foi compreendido pela razão humana. Nunca se conheceu grande santidade de alma que não passasse por grandes sofrimentos. Existe o sofrimento que atinge o estado de perfeição. Quando sofremos tão severamente e por tanto tempo que nos tornamos mortos para isso, e divinamente indiferentes quanto ao quanto sofremos ou quanto tempo continuará; quando a alma sofredora atinge uma calma, doce descanso, quando pode interiormente sorrir de seu próprio sofrimento, e nem mesmo pede a Deus para livrá-la do sofrimento, então ela operou seu ministério abençoado; então a paciência tem seu trabalho perfeito; então a crucificação começa a se tecer  uma coroa.

É nesse estado de perfeição de sofrimento que o Espírito Santo opera muitas coisas maravilhosas em nossa alma. Em tal condição, todo o nosso ser permanece perfeitamente imóvel sob as mãos de Deus; todas as faculdades da mente, vontade e coração são finalmente subjugadas; uma quietude da eternidade se instala em todo o ser; a língua fica quieta e tem poucas palavras a dizer; para de fazer perguntas a Deus; para de chorar: "Por que me abandonaste?" A imaginação para de construir castelos aéreos ou de fugir por caminhos tolos; a razão é mansa e gentil; para de debater e  todo dogmatismo frio; a vontade cessa de sua própria atividade; a fanfarronice e o zelo da ação própria são retirados dela; as escolhas são aniquiladas; não tem escolha em nada a não ser o propósito de Deus. As afeições são afastadas de todas as criaturas e de todas as coisas; não ama nada a não ser Deus e a vontade de Deus em qualquer coisa; não tem fins privados para servir; não tem motivos, exceto agradar a Deus; está tão morto que nada pode feri-lo, nada pode ofendê-lo, nada pode impedi-lo, nada pode ficar em seu caminho; pois, sejam quais forem as circunstâncias, ele busca apenas Deus e Sua vontade, e parece certo de que Deus está fazendo tudo no universo, bom ou mau, passado ou presente, trabalhar em conjunto para o seu bem. Oh, que bem-aventurança de ser totalmente conquistado! - de perder nossa própria força, sabedoria, bondade, planos e desejos, e estar onde cada átomo de nossa natureza é como a plácida Galiléia sob os pés onipotentes de nosso Jesus.  Entre as grandes bênçãos resultantes do sofrimento santificado, está o fato de conferir uma grande amplidão ao coração e uma universalidade de amor. Esta crucificação extrema destrói a pequenez e estreiteza da mente; dá uma imensidão às simpatias e um amor divino como o oceano, que está além das palavras. Isso ocorre porque o amor da criatura está crucificado e o amor divino inunda todo o ser. É como se cada gota de sangue tivesse sido tirada do corpo e o sangue de um ser divino derramado em todas as veias. O coração que foi perfeitamente esmagado pelo sofrimento até que esteja morto para todos os seus desejos será tão inundado com a caridade divina que se estenderá e envolverá o mundo com dobras e mais dobras de amor ilimitado, imaculado e imparcial por cada criatura que Deus fez. Esta imensidão de coração ama igualmente todas as nações; é absolutamente livre de qualquer intolerância, ou casta, ou preconceito natural, ou partidarismo político, ou sentimento sectário. É enfaticamente um cidadão do céu; tem tanto interesse no reino de Deus em um lugar quanto em outro; sente tanto interesse nas almas sendo salvas em uma denominação ou um país quanto em outro. Isso pode parecer alimento forte, e muitos cristãos discordarão dessas palavras, mas quando atingirem essa condição, descobrirão que as palavras anteriores são perfeitamente fiéis à sua experiência. Quando alcançamos a morte mais profunda do eu, amamos todas as criaturas com o amor de Deus, e como Deus as ama, até a nossa medida; não somos tanto nós que amamos os outros, mas sim Deus os ama através de nós. Nós nos tornamos os canais pelos quais o Espírito Santo flui; Ele derrama Seus pensamentos em nossas mentes, Suas orações e amores em nossos corações, Suas escolhas por meio de nossa vontade. Ele rompe todas as barreiras e limites de nossa educação estreita, ou credo, ou teologia, ou nacionalidade, ou raça, e nos leva para a infinidade de Sua própria vida e sentimentos.

Outro grande benefício do sofrimento perfeito é uma ternura inexprimível. É a própria ternura de Jesus preenchendo os pensamentos, os sentimentos, as maneiras, as palavras, os tons da voz. Todo o ser está mergulhado em um mar de gentileza. Tudo o que é duro, amargo, severo, crítico, frio e rigido, foi reduzido a pó. Grandes sofredores são conhecidos por sua gentileza silenciosa. Ao nos aproximarmos deles, é como ir para um clima tropical no meio do inverno; o próprio ar ao redor deles parece suave; suas palavras lentas e calmas são como a ondulação suave dos mares de verão na areia; seus olhos suaves e patéticos silenciam nossa grosseria ou volume de voz. Há muitas almas que são cristãs fervorosas - ou melhor, muitas que são santificadas - que possuem algo indescritível em si que precisa ser esmagado e derretido por alguma grande crucificação. Suas línguas tremem muito, seu espírito é ditatorial ou duro, eles medem outras pessoas por si próprios; há algo em sua constituição que parece precisar ser moído em farinha fina. Vale a pena esmagar os corações com uma tristeza avassaladora, se por meio disso Deus pode nos trazer para aquela bela ternura e doçura de espírito que é a própria atmosfera do céu. Esse tipo de ternura não pode ser exercido voluntariamente; não pode vir do treinamento; nem é uma doçura transitória, que é como um dia de primavera se intrometendo no inverno; mas é aquela gentileza de espírito fixa e onipresente que é como o clima fixo da zona tórrida. É a melhor consequência do sofrimento perfeito. há algo em sua constituição que parece precisar ser moído em farinha fina. Vale a pena esmagar os corações com uma tristeza avassaladora, se por meio disso Deus pode nos trazer para aquela bela ternura e doçura de espírito que é a própria atmosfera do céu. Esse tipo de ternura não pode ser exercido voluntariamente; não pode vir do treinamento; nem é uma doçura transitória, que é como um dia de primavera se intrometendo no inverno; mas é aquela gentileza de espírito fixa e onipresente que é como o clima fixo da zona tórrida. É a melhor consequência do sofrimento perfeito.  Outro benefício da crucificação completa é o desapego de todas as coisas terrenas que ela produz. A mente tem um apego mil vezes maior às coisas deste mundo, das quais ela não tem consciência até que sejam despedaçadas pelo sofrimento. Você já notou como sua alma se estende por dez mil coisas da terra e do tempo, e como os dedos de seus pensamentos agarram milhares de coisas! Apenas olhe para sua mente; para cada amigo que você tem na terra, há um apego distinto; para cada propriedade que você possui na terra, há um anexo distinto; para as dez mil lembranças em sua vida passada, há um sentimento ou apego particular; para todas as cenas da terra e associações de tempo, há um apego; e além de todas essas coisas externas, olhe para aquele vasto, mundo invisível dentro de você - seus próprios desejos, esperanças, sonhos, perspectivas e gratificações para você mesmo, sua família, sua Igreja, sua nação, seu partido em particular; veja como você se apegou aos seus próprios pensamentos, até que seu coração pareça ter um milhão de fontes que fluem continuamente em círculos incontáveis ​​neste mundo!

Não estou falando de coisas positivamente más; Não estou falando de coisas que são estigmatizadas como pecaminosas; mas daquelas coisas que os cristãos reconhecem como inocentes e, ainda assim, de mil maneiras, eles prendem o coração e o prendem à terra. O sofrimento perfeito desatará o coração e soltará suavemente cada corda que nos liga a nossos inimigos ou amigos - a todas as nossas posses; para todas as coisas do passado; a todas as imagens e sons atraentes - e nos dê uma liberdade interior tão perfeita de tudo na terra que as coisas do céu possam fluir para dentro de nós, até sentirmos que somos cidadãos da Nova Jerusalém cem vezes mais poderosamente do que somos os cidadãos de qualquer cidade ou país terreno. Sentimos no fundo de nossos corações que, como São Paulo, já “chegamos a uma inumerável companhia de anjos, e à Igreja dos primogênitos, e os espíritos dos justos aperfeiçoados ”. A vinda do Senhor é tão real para nós que todo o nosso ser está impregnado com os poderes doces e atraentes do mundo vindouro. Como o balão destacado, flutuamos em direção ao sobrenatural. O mundo celestial entra em nós exatamente na proporção em que todos os assuntos da terra são esvaziados de nós, e nada nos esvazia e nos separa tão perfeitamente como o sofrimento perfeito. É assim que Deus faz de nossa crucificação perfeita nossa coroa de alegria eterna. 

 

 

O Testemunho do Deus Vivo e Onipresente

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Uma dose de fé para os adeptos da heresia da religião do conformismo e da conformação com essa era, mas conhecida como neo-evangelicalismo pós moderno.

 

Eu Fiquei em confinamento solitário nesta cela por dois anos. Eu não tinha nada para ler nem qualquer material para escrever; eu apenas tinha meus pensamentos como companhia, e eu não era um homem meditativo, mas uma alma que raramente havia conhecido silêncio.
     Será que eu cria em Deus? Agora havia chegado a hora do teste. Eu estava completamente só. Sem salário para receber, sem opinião de ouro para considerar. Deus apenas me ofereceu sofrimento – será que eu continuaria a amá-Lo?
     Lentamente, aprendi que na árvore do silêncio está o fruto da paz ... descobri que mesmo aqui [em isolamento] meus pensamentos e sentimentos se voltavam para Deus, e que eu podia passar noite após noite em oração, em exercícios espirituais e em louvor. Eu sabia agora que não estava brincando de crer. EU CRIA! (Richard Wurmbrand. Nos subterrâneos de Deus, p. 120)

Engano Final

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O grande engano de nossos tempos é de esfera espiritual, porque milhões de pessoas confundem organização com igreja, denominação com reino de Deus e reforma  moral como novo nascimento. É a falsa conversão que induz o homem ao profundo sono do engano induzido pelos encantos falsos da religião humanista (Clavio J. Jacinto)

Teismo Aberto e a Teologia de hermann Bavinck

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Um remédio eficaz contra a heresia do teísmo aberto, contra a teoria herética de uma divindade impessoal e outros gêneros  de erros teológicos

 

 

A força de Deus não vem de longe, mas de perto; Ele é uma força onipresente. Deus Está presente com todas com todas as suas excelências e com todo o Seu Ser em todo o mundo e em todas as criaturas. Nele nós vivemos nos movemos e existimos (Atos 17:28) Ele não está longe de quem quer que seja (Atos 17:27). Ele é um Deus próximo, não um Deus distante. Ninguém pode se esconder em lugares tão secretos que Deus não possa encontrá-lo. Ele enche os céus e a terra (Jeremias 23:23 e 24). Quem poderia fugir de Seu Espírito, ou sair da Sua presença? Ele está nos céus e no reino dos mortos, nas partes mais profundas do mar e nas mais densas trevas (Salmo 139) Sua manutenção, Seu poder sustentador, estende-se a todas as criaturas; aos lírios dos campos (Mateus 6:28), ás aves do céu (Mateus 6:26), e até os fios de cabelo da cabeça (Mateus 10;30). Toda a criatura existe de acordo com a sua natureza-como ela existe e qual a duração de sua existência – através do poder de Deus. Da mesma forma que tudo procede dEle, e tudo procede através dEle (Romanos 11:36). O Filho, através de quem Deus fez o mundo, continua a sustentar todas as coisas pela Palavra de Seu poder (Hebreus 1:2 e 3) Ele é a antes de todas as coisas, e nEle tudo subsiste (Colossenses 1:17) e todas as coisas são criadas e renovadas pelo Seu Espírito (Salmos 104:30)

Hermann Bavinck em Teologia Sistematica. Socep. Pagina 192 e 193

Sete Passos Para a Glória. D M Panton

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Sete Passos para a Glória

 

 

 D.M.  Panton

 

 

Em que direção os degraus para a Glória se inclinam? Para baixo. Cada passo na vida de nosso Senhor foi um passo para baixo. Vamos rastreá-los.

 

O primeiro foi uma RENÚNCIA MENTAL. “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus ”- um tesouro impossível de ser renunciado -“ estar em igualdade com Deus ”

(Veja Filipenses. 2:6). Cristo já esteve em plena forma de Deus. “Eu vi o Senhor sentado sobre um alto e sublime trono, e a cauda do seu manto enchia o templo. . .  serafins clamavam : Santo, santo, santo, é o Senhor dos exércitos ”(Veja Isaias 6:1).  As Escrituras anunciam que Isaias viu a glória da majestade divina em Cristo (João 12: 41).  Assim vimos que Cristo na manjedoura, na habitação em Cafarnaum, nas idas ao Getsemani e no caminho do Calvário até a cruz, submeteu-se a uma condição de servo, e isso exigiu uma renuncia no seu coração da Sua posição de majestade

 

O segundo passo de Cristo para baixo foi a resignação da Glória. Ele " ESVAZIU-SE ". Ele renunciou, não à divindade, mas igualdade com a divindade: Ele se despojou das vestes de Divindade: Ele tirou dEle os esplendores resplandecentes e os fogos consumidores do Trono. Ele poderia ter  ter proclamar a sua majestade como Deus Pai fez no Sinai com fogo, relâmpagos e trovões, de modo que todos ao redor do monte tremeram (Exodo 19:16) Mas nosso Senhor veio de outra forma.(Mateus 12:19). Um toque do Sinai era a morte : um toque de Cristo era a vida : pois Ele havia posto de lado os terrores, mas não o

poder da Divindade. “Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis “( Coríntios 8. 9).

 

O terceiro passo de Cristo para baixo foi o caminho da servidão á criatura. Ele assumiu “a forma de UM SERVO ”. Ele poderia ter meramente ter tirado suas vestes celestiais e continuar com a expressão plena de sua autoridade e Senhorio : Ele poderia ter aparecido como Deus fez a Manoá. "Por isso te perguntas pelo meu nome, vendo que é maravilhoso? . . . Quando a chama subiu para o céu do altar, o anjo

do Senhor ascendeu  . . E Manoá disse: Vimos Deus ”(Veja Juízes 13:18)). Mas cristo veio como uma criatura. “Eis que trarei à luz o meu servo, o Renovo” (Zacarias 3: 8). A raiz de David é o Criador de David: o Ramo é um Servo criado. (Apocalipse 22: 16)

 

O quarto passo de Cristo para baixo foi para a torna-se humano. Ele foi “feito SEMELHANÇA DOS HOMENS ”. Ele poderia ter vindo – como  um servo de fato, uma criatura - mas como um dos Príncipes na sala do trono de Divindade. Então Gabriel veio. “Um anjo do Senhor [pôs-se] à direita do altar de incenso,. . . e disse: Eu sou Gabriel, aquele que está na presença de Deus ”(Lucas 1:19). Mas a Palavra se tornou carne. (João 1;14)  . Somente os ombros do Deus-homem poderiam suportar os pecados do mundo: o Infinito entrou no finito i para expiar nossos pecados. (Hebreus  10: 4-7. )Os fariseus disseram: “Tu, sendo homem, te fazes Deus ”: o inverso era a verdade, - Tu, sendo Deus, te fazes homem. (Hebreus. 2: 16-17; I Timóteo  2: 5,6)

 

O quinto passo de Cristo para baixo foi a sua humilhação até o chão da redução, colocando-se na mesma posição de um criminoso na vergonha da cruz. “E, achado na forma de homem, humilhou-se  a si mesmo” (Filipenses 2:8)” Ele poderia ter vindo na mesma ostentação de  Salomão. “Então o rei Salomão excedeu todos os reis da terra em riquezas e sabedoria. E toda a terra buscou a presença de Salomão ”(I Reis 10 23) O cetro de Alexandre, as riquezas de Salomão, as legiões de César, a espada de Napoleão: - “o diabo Lhe mostrou todos os reinos do mundo o glória deles. . . . Disse-lhe então Jesus: Sai daqui, Satanás ”(Mateus 4: 8). Nasceu em uma manjedoura que não era dele e enterrado em uma tumba emprestada, o Criador dos mundos não tinha onde reclinar a cabeça.

 

 

O sexto passo de Cristo para baixo foi para a morte ignominiosa da cruz. Ele se tornou "obediente até a MORTE ". Ele poderia ter sido arrebatado tal como foi Enoque. “Enoque foi trasladado para não ver a morte ; e ele não foi encontrado, porque Deus para si o tomou”(Hebreus . 11: 5).  Mas Ele escolheu ficar na cruz, derramar a sua vida na cruz em expiação pelos pecados dos homens impenitentes. Ele não escolheu subir numa carruagem de fogo, como foi com Elias, mas Ele preferiu dar a sua vida pelas ovelhas dEle (João 15:18)  O bom prazer de Deus salvou Enoque e conduziu o patriarca aos céus: o supremo prazer do Pai foi ter dado seu Filho para morrer por nós miseráveis pecadores o Filho. . Pois  sem derramamento de sangue não há remissão de pecados   (Hebreus 9: 22).

 

O sétimo passo de Cristo para baixo foi a crucificação. "Sim, a morte da tenebrosa da CRUZ ." Ele poderia morrer como Moisés. “E morreu Moisés, o servo do Senhor, ali na terra de Moabe, conforme a  palavra do Senhor ” (Deuteronômio 34: 5). Deus enterrou Moisés:  mas o Filho de Deus foi desamparado e enterrado por homens. A cruz foi o clímax da humilhação do Filho de Deus. Uma desgraça segundo a lei humana, uma maldição segundo Lei Divina (Deuteronômio. 31: 23), a ira se exauriu na tragédia culminante do Calvário.

 

Veja as sete etapas! A conseqüência? “Portanto também” -  a glória é medida pela renúncia: “Deus o exaltou e lhe deu um nome que está acima de todo nome. ” Irmão, marque os passos de Cristo nos degraus da humilhação. Para baixo deve ser cada passo nosso, que conduzirá  para cima, para Glória. (Mateus 10:25. Lucas 14:. 10, 11, 33.)

 

 “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus” (Filipenses 2:5)

 

“Porque também Cristo padeceu por nós deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” (I Pedro 2:21)

 

 

Tradução: Clavio J. Jacinto

Obs: foram feitos alguns ajustes no texto magnífico de D. M. Panton, mas toda a honra do conteúdo da mensagem pertence a ele e a DEUS.