Introdução. Esta coletânea reúne métodos e princípios fundamentais para uma leitura eficaz das Escrituras, visando promover transformações genuínas em sua vida e em sua jornada de aprendizado. A aplicação contínua destes preceitos é essencial; os resultados serão progressivos, à medida que você se dedicar ao estudo e à prática do que foi assimilado. Recomendo, portanto, que examine estas orientações com espírito de oração, atenção plena e determinação, reservando um tempo diário e exclusivo para o estudo bíblico.
Jesus exemplificou o compromisso com as Escrituras. Em Mateus 4, por exemplo,
Ele confronta as tentações de Satanás fundamentando-Se na Palavra de Deus. A
própria Bíblia oferece orientações sobre a sua interpretação. Convido-o a
analisar as seguintes passagens: Mateus 4:8; Neemias 8; Daniel 4:18; Mateus
5:17-48; Lucas 24:27-44; João 1:45 e 5:39-46; Atos 2:16-21 e 17:2; Romanos 1,
2, 3:21, 4:24 e 10:4; 1 Coríntios 10 :11; 2 Coríntios 1:20 Timóteo 2:15; 1
Pedro 1:10-12; 2 Pedro 1:20.
Charles Spurgeon afirmou que é preferível ter a Bíblia guardada na memória a
tê-la apenas guardada na estante. Por meio desta máxima do "Príncipe dos
Pregadores", compreendemos como os grandes homens de Deus do passado
priorizavam o estudo e a memorização das Escrituras. Historicamente, a
espiritualidade de um cristão, pastor ou pregador era definida por uma teologia
sólida e fundamentada na sã doutrina. O legado desses homens reside,
justamente, em sua profunda imersão bíblica; eles faziam da Palavra de Deus sua
fonte de inspiração e bússola de orientação, permitindo que as Escrituras
fossem o sol a iluminar suas mentes. Podemos prosseguir, visto que outros
notáveis servos de Deus também discorreram acerca das Escrituras. F. F. Bruce,
por exemplo, ao ressaltar a importância do estudo bíblico, afirmou: "A
Bíblia tem desempenhado e continua a desempenhar uma função extraordinária na
história da civilização. Muitas línguas foram registradas pela primeira vez de
forma escrita para que a Bíblia, no todo ou em parte, pudesse ser traduzida. E
isso é apenas uma pequena amostra da missão civilizadora que ela exerce no
mundo".
Outro importante
autor, Arthur T. Pearson, em sua obra clássica "Chaves para o Estudo da
Palavra", apresenta diretrizes fundamentais para uma leitura bíblica
proveitosa:
1. A Bíblia deve ser aberta com oração.
2. O estudo exige uma mente iluminada pelo mesmo Espírito que inspirou
as Escrituras.
3. É necessário um processo de reflexão constante aliado a uma atitude
de oração.
4. Deve-se buscar a absorção mental de todo o conteúdo aprendido.
5. A leitura deve ser realizada de forma
minuciosa.
Por fim, o autor conclui: "A tentação não
encontra espaço em um coração que já foi cativado pelas realidades
divinas".
Vejamos o
conselho de outro homem de Deus, Andrew Murray ensinou que o primeiro requisito
para o estudo bíblico é um desejo simples e determinado de descobrir o que Deus
deseja que você faça, e uma resolução firme e determinada em fazê-lo."
"Quero citar também outro grande homem de Deus, John Newton. Quando
falava a respeito de certas passagens difíceis de entender nas Escrituras, ele
comentou: 'Atribuirei todas as aparentes incoerências da Bíblia à minha própria
ignorância.' Aqui temos um princípio que precisa ser levado em conta. Depois
temos também R. A. Torrey, que escreveu: 'O homem verdadeiramente sábio é
aquele que sempre crê na Bíblia contra a opinião de qualquer outro
homem.'"
"Gostaria de parafrasear, de
Segunda Timóteo capítulo 3, versículo 16, para entendermos o que Paulo apóstolo
aconselha. Ele diz assim: 'Toda a Escritura é inspirada por Deus e, por isso, é
útil para falar sobre a verdade, para repreender os pecadores, para corrigir as
faltas e para ensinar a maneira correta de viver. E é fazendo uso dessa
Escritura que o servo de Deus ficará capacitado e bem preparado para fazer todo
tipo de boa obra'."
Dave Branon descreveu um método eficaz
para a compreensão das Escrituras, baseado na aplicação de seis questionamentos
após a leitura. São eles:
1. O que mais me agradou?
2. O que causou estranheza ou desconforto?
3. O que não compreendi?
4. O que aprendi sobre Deus?
5. Qual ação devo colocar em prática?
6. Que frase posso levar comigo para meditar ao longo do dia? Esta
abordagem pode auxiliar na renovação do seu apreço pela Bíblia.
Em uma
antiga revista evangélica, deparei-me com uma orientação sobre a maneira
correta de realizar a leitura bíblica, composta por sete recomendações
fundamentais: primeiro, ler a Bíblia diariamente; segundo, meditar nela todos
os dias; terceiro, ler com humildade; quarto, manter a reverência às Sagradas
Escrituras; quinto, proceder com piedade; sexto, fazê-lo de forma fervorosa; e,
sétimo, ler de maneira consciente e responsável. Diante disso, cabe a reflexão:
estamos, de fato, adotando essa postura?
É
fundamental reconhecer que, nas Sagradas Escrituras, não existem frases
desprovidas de sentido ou temas destituídos de propósito; por essa razão, a
vigilância hermenêutica é indispensável. Devemos dedicar nossa plena atenção a
cada trecho bíblico, buscando compreender o contexto que confere significado
aos textos que, porventura, apresentem maior complexidade. Nesse sentido,
recorremos ao ensinamento de A.W. Tozer, um homem consagrado e considerado um
dos profetas de nosso século, que estabeleceu um princípio relevante para a
interpretação de passagens difíceis. Ele instruía que, ao analisar um versículo
polêmico cujo sentido não nos seja imediatamente claro, deveríamos considerar
também o que a passagem, por exclusão, não está ensinando. A aplicação desse
método nos preserva de distorções doutrinárias, interpretações equivocadas e
erros exegéticos.
Bruce
Milne, autor da renomada obra “Estudando as Doutrinas da Bíblia”, publicada
pela Editora Ultimato, lecionava que a hermenêutica — ou o princípio de
interpretação bíblica — fundamenta-se em quatro pilares essenciais:
1.
A Escritura deve ser interpretada literalmente, sem desconsiderar o uso de
figuras de linguagem, metáforas e simbolismos.
2. A Escritura deve ser interpretada pela
própria Escritura; isto é, passagens de mais fácil compreensão devem elucidar
aquelas de maior complexidade.
3.
A Escritura requer a iluminação do Espírito Santo para ser devidamente
interpretada.
4.
A Escritura deve ser interpretada de forma dinâmica, aplicando-se às dimensões
prática, pessoal, social e congregacional da vida.
Herman
Bavinck, renomado teólogo reformado holandês, afirmou com convicção: “O cristão
que contempla todas as coisas à luz da Palavra de Deus pode ser qualquer coisa,
menos alguém de perspectiva limitada; ele possui amplitude de coração e de
mente”.
Por sua vez, o teólogo Lewis Sperry Chafer,
autor de uma das mais notáveis teologias sistemáticas, elaborou um método
composto por sete diretrizes para o estudo proveitoso das Escrituras. Seguem-se
os pontos estabelecidos:
1.
Considere o propósito da Bíblia em sua totalidade;
2. Observe a característica distintiva da
mensagem de cada livro;
3. Identifique o público original a quem o texto
foi endereçado;
4. Analise o contexto imediato da passagem;
5. Compare o trecho em estudo com a doutrina
cristã estabelecida;
6. Determine o sentido preciso dos termos
examinados;
7. Evite que a interpretação seja comprometida
por preconceitos pessoais.
Whitehead,
renomado teólogo, discorreu sobre as Escrituras afirmando que a Bíblia contém a
mente de Deus, a condição humana, o caminho da salvação, a ruína dos pecadores
e a felicidade dos fiéis. Suas doutrinas são santas, seus preceitos,
obrigatórios, e suas decisões, imutáveis. Leia-a para crer, creia nela para a
sua segurança e pratique-a para alcançar a santidade. Ela oferece luz para
guiar, alimento para nutrir e consolo para fortalecer o espírito. É o mapa do
viajante, o cajado do peregrino, a bússola do navegador, a espada do soldado e
a carta régia do cristão. Nela, o paraíso é restaurado, o céu é aberto e as
profundezas do inferno são reveladas. Cristo é seu tema central; o bem-estar do
homem, o desígnio e a glória de Deus são o seu fim. Ela deve ocupar a memória,
governar o coração e orientar os passos.
Leia-a de forma lenta e diária, em atitude
de devoção. É uma mina de riqueza, um paraíso de glória e um rio de prazer. A
Bíblia oferece a vida, abrir-se-á no dia do juízo e permanecerá gravada na
eternidade. Ela traz consigo a mais elevada responsabilidade, recompensará o
mais árduo labor e condenará aqueles que negligenciarem o seu conteúdo.
Watchman Nee, proeminente líder cristão e
mártir chinês, propunha uma abordagem distinta para o estudo das Escrituras.
Ele orientava que cada fiel possuísse dois exemplares da Bíblia e dedicasse
dois momentos do dia à leitura: a manhã e a tarde. Nee recomendava que o
período matinal fosse de caráter devocional, marcado pela meditação, adoração e
oração. Já o período vespertino deveria ser destinado a uma leitura mais
extensiva, voltada ao aprendizado e à compreensão profunda da Palavra de Deus.
A eficácia desse método consolidou a reputação de Watchman Nee como um dos
maiores mestres espirituais que a igreja chinesa ofereceu ao mundo.
Nessa mesma linha, Tomás de Kempis, autor de
"A Imitação de Cristo" — obra que influenciou John Wesley durante o
avivamento na Inglaterra —, enfatizava a disposição necessária para essa
prática. Em seus escritos, Kempis ponderava que, nas Sagradas Escrituras,
deve-se buscar a verdade, e não a eloquência; ademais, sustentava que a leitura
deve ser feita com o mesmo espírito com que os textos foram inspirados, sendo o
amor à verdade o único estímulo legítimo para o estudo.
Devemos, portanto, atentar para estes
conselhos e princípios, que constituem o mandamento do Senhor. A instrução é
clara: a palavra de Cristo deve habitar ricamente em nossos corações, conforme
exortou o apóstolo Paulo em Colossenses 3:16. O apóstolo também destaca que o
obreiro aprovado é aquele que maneja bem a palavra da verdade, como registrado
em 2 Timóteo 2:15. Do mesmo modo, Jesus afirmou: "Santifica-os na verdade;
a tua palavra é a verdade" (João 17:17). É imprescindível cultivarmos intimidade
com as Escrituras, amando-as, estudando-as com profundidade e meditando nelas
diariamente, ao longo de toda a nossa vida. Outro princípio relevante é que, ao
nos depararmos com trechos das Escrituras de difícil compreensão — momentos em
que nosso intelecto não alcança, de imediato, a interpretação segura pretendida
pelo Espírito Santo ao inspirar o autor sagrado —, devemos nos dedicar mais
intensamente à oração e à consagração. É necessário realizar uma leitura atenta
e repetitiva, buscando a profundidade do sentido da Palavra. Caso seja preciso
recorrer a auxílios externos para o esclarecimento, devemos buscar fontes em
homens consagrados a Deus e alinhados à ortodoxia da doutrina do Evangelho.
John Dagg, teólogo batista, assim declarou em
seu “Manual de Teologia”: "Com um precioso dado e uma antiga Bíblia, quem
não lhe daria valor? Quem não a entesouraria em seu coração? Estamos confinados
ao estreito limite da existência, situados entre dois oceanos: o passado
infinito e o futuro ilimitado. Os registros da eternidade pretérita estão além
do nosso alcance, mas o Ancião de Dias os revelou nas Escrituras,
concedendo-nos todo o conhecimento necessário. O presente, ainda que efêmero,
possui suma importância, pois dele depende toda a eternidade. O único Deus
sábio condescendeu em nos dirigir a palavra por intermédio das Escrituras,
orientando-nos a ordenar nossos passos na breve trajetória da vida, de modo que
a vida eterna nos seja assegurada." Em sua notável obra “Pensamentos”,
Blaise Pascal pondera sobre dois equívocos recorrentes na interpretação das
Sagradas Escrituras: a literalidade absoluta e a alegorização excessiva. Ambos
os extremos revelam-se infrutíferos, uma vez que o texto bíblico demanda
discernimento para distinguir entre o que é de natureza literal e o que
constitui linguagem figurada. Consequentemente, a leitura das Escrituras exige
um equilíbrio harmonioso entre a hermenêutica sóbria e a sensibilidade
espiritual, sempre sob a luz do contexto.
Nesse
sentido, Richard Sibbes ressaltou que Cristo é o centro e o propósito de toda a
revelação bíblica. Encontramos, no Antigo Testamento, a promessa e as sombras
de Cristo e, no Novo Testamento, a sua plena manifestação. Dada a profundidade
contida nas Escrituras, elas devem servir como nossa referência constante. Como
cristãos, é imperativo que cada momento de leitura bíblica busque alcançar três
pilares fundamentais: a santidade devocional, a santidade intelectual e a
santidade prática. É nessa direção que você tem caminhado?
O Dr. Walter Henrichsen, autor de métodos de
estudos bíblicos, dá cinco pontos de como a Bíblia pode ser mal interpretada em
um estudo sem os devidos critérios. Vejamos:
1.
As Escrituras podem ser mal empregadas quando você ignora o que a Bíblia diz
sobre o assunto.
2.
Elas podem ser mal empregadas quando você usa um texto fora do contexto.
3.
Elas podem ser mal empregadas quando você lê cada passagem e a faz dizer o que
ela não diz.
4.
Elas podem ser mal empregadas quando você dá indevida ênfase a coisas menos
importantes.
5.
Elas podem ser mal empregadas sempre que você usa para tentar levar Deus a
fazer o que você quer, em vez de fazê-lo com que Deus faça o que Ele quer que
seja feito. Interessante, não é mesmo? Portanto, devemos levar em conta a
contribuição de Henrichsen nos momentos de leitura e estudos bíblicos, pois os
conselhos dele são muito importantes para nos induzir a termos cuidado e
reverência na hora que formos fazer uma leitura dinâmica da Palavra de
Deus."
A
importância das Escrituras como fonte de doutrina e orientação para a vida
espiritual é fundamental. Com base em princípios desenvolvidos por R.B.Thieme.Jr,
realizei adaptações e ajustes com o objetivo de apresentar aos irmãos
diretrizes valiosas que auxiliam na busca por conhecimento bíblico,
enriquecendo e norteando nossa caminhada cristã.
1. A revelação das Escrituras é o meio exclusivo
para o conhecimento pleno do amor de Deus, manifestado em Seu Filho, Jesus
Cristo. (1 Coríntios 2:16; Filipenses 3:10).
2.
A revelação das Escrituras orienta o cristão a pautar suas motivações e conduta
em Cristo. (Hebreus 12:2-3).
3.
A revelação das Escrituras capacita o cristão a discernir a distinção entre a
realidade da vida terrena e a realidade da vida espiritual. (2 Coríntios 5:6,
8).
4.
A revelação das Escrituras promove a iluminação espiritual necessária para
interpretar a cultura sob a perspectiva de Cristo. (2 Coríntios 10:5).
5.
A revelação das Escrituras proporciona ao cristão a compreensão essencial
acerca do propósito de Deus, tanto no tempo quanto na eternidade. (Romanos
8:28).
6.
A revelação das Escrituras produz no cristão integridade, sanidade e estabilidade
mental. (Tiago 1:8).
Analisemos, pois, os dois últimos princípios.
O sétimo estabelece que a revelação das Escrituras constitui a fonte
fundamental para o conhecimento prático da graça de Deus, conforme registrado
em Romanos 12:2-3. O oitavo princípio assevera que, na ausência da aplicação da
revelação bíblica na vida cristã, a mente e a alma dos fiéis tornam-se
vulneráveis à corrupção por Satanás, conforme nos alerta a segunda epístola aos
Coríntios, capítulo 11, versículo 3. Antes de encerrar esta obra, gostaria de
acrescentar algumas considerações sobre a memorização das Escrituras como um
princípio fundamental para mantermos nossa vida alicerçada no Senhor. Em Salmos
119:11, compreendemos que a Palavra de Deus é essencial para nos preservar do
pecado. Essa luz, que guia nossos caminhos, deve ser entesourada em nosso
coração, tornando-se uma fonte inesgotável de vida e poder interior. Em outra
passagem, o salmista nos ensina que nossos passos não vacilarão e permanecerão
firmes se atentarmos para a Palavra do Senhor, conforme lemos em Salmos 37:31.
Diariamente, precisamos permitir que a
Palavra de Deus sonde os recônditos mais profundos do nosso ser, a fim de
revelar falhas ocultas, restringir tendências ao erro e nos purificar de
qualquer inclinação ao mal. R. A. Torrey afirmou: "Acredito que se deve
estudar a Bíblia, frequentemente, de joelhos. Quando se lê um livro inteiro
nessa postura — o que pode ser feito sem dificuldade —, ele ganha um novo
significado e torna-se uma obra inteiramente nova". Nunca deveríamos abrir
as Escrituras sem, ao menos, elevar o coração em oração silenciosa, suplicando
ao Espírito Santo que nos conceda a iluminação necessária para a correta
compreensão de suas páginas. É um privilégio singular estudar qualquer livro
sob a orientação direta de seu próprio Autor. Contudo, esse privilégio está
acessível a todos nós, desde que nos aproximemos das Escrituras com a devida
reverência.
Vale
destacar uma reflexão relevante: o Dr. Erwin Lutzer, autor da obra “7 razões
para confiar na Bíblia”, sintetizou um ensinamento profundo ao afirmar que,
quando permitimos que a Palavra de Deus governe nossa existência, facultamos
que o próprio Deus reine em nós.
Sete
orientações fundamentais para a leitura e vivência da Bíblia Sagrada:
1.
É indispensável o conhecimento profundo das Escrituras, que revelam o poder de
Deus.
2.
A proclamação da Palavra deve ser o instrumento para a frutificação de uma vida
espiritual autêntica.
3.
A eficácia da Palavra de Deus está condicionada à disposição sincera de
observar e cumprir integralmente os seus preceitos.
4. O convite de Cristo para permanecermos em Sua
Palavra deve constituir o nosso propósito diário.
5.
Devemos acolher, com mansidão e reverência, a totalidade das Escrituras, de
Gênesis a Apocalipse.
6.
A Bíblia deve servir como um farol, iluminando nossos passos diante da
escuridão do mundo e das adversidades do pecado.
7.
Todo crescimento espiritual deriva da única fonte estabelecida por Deus: as
Sagradas Escrituras, meio pelo qual o Espírito Santo opera a transformação em
nossos corações.
Métodos eficazes para a leitura regular das
Escrituras:
1. Reserve, diariamente, pelo menos 30 minutos
dedicados à leitura bíblica.
2.
Leia um Salmo por dia; seguindo este ritmo, você percorrerá o livro dos Salmos
duas vezes ao ano.
3.
Leia um capítulo de Provérbios diariamente, completando a leitura integral do
livro a cada mês.
4.
Leia três páginas do Antigo Testamento por dia para concluir todo o bloco em um
ano.
5.
Leia três páginas do Novo Testamento diariamente, o que permitirá concluir este
bloco três vezes ao ano.
6.
Mantenha um caderno de anotações para registrar passagens relevantes e destacar
os versículos que despertarem sua reflexão.
7. Memorize dois versículos por dia — um pela
manhã e outro à tarde —, totalizando 14 versículos semanais e mais de 700 por
ano.
8. Ao memorizar cerca de 10 versículos
diariamente, será possível decorar a Bíblia integralmente em aproximadamente 10
anos.
Você
está disposto a pautar sua vida de acordo com o estudo das Escrituras?
Alguns
motivos fundamentais:
1.
Glorificar ao Senhor Jesus Cristo, a quem dedicamos toda a nossa honra, glória
e adoração. Este tributo deve emanar do mais profundo de nossos corações,
reconhecendo que a Bíblia instrui tanto o homem pecador sobre o caminho da
redenção quanto o redimido sobre como viver em santidade.
2.
Edificar o povo de Deus. Este estudo foi estruturado especificamente para
auxiliar novos convertidos, cristãos maduros e até mesmo aqueles que ainda não
professam a fé a mergulharem nas Escrituras, a fim de que encontrem nelas todos
os tesouros e riquezas espirituais.
3. Defender nossa herança espiritual.
Historicamente, os cristãos eram reconhecidos como "o povo do Livro",
caracterizados pela diligência no manuseio e na leitura constante das
Escrituras, que compunham a identidade essencial da vida cristã.
4. Oferecer uma resposta fundamentada a todos
que questionam a razão de nossa esperança. Em um mundo incrédulo, é dever do
cristão estar preparado para responder com mansidão e temor, fundamentando suas
explicações de forma puramente bíblica diante das questões existenciais sobre a
vida eterna.
5. Conscientizar-nos de nossa responsabilidade
em conhecer e obedecer às doutrinas do Senhor e a todo o conselho de Deus.
6. Estimular todos os irmãos — em particular
obreiros, novos convertidos, jovens e crianças — a perscrutarem as Escrituras
com afinco. O objetivo é desenvolver uma profunda familiaridade com a Palavra,
nutrindo um amor genuíno pela Bíblia Sagrada como nossa fonte inesgotável de vida,
revelação, alimento espiritual e iluminação para a alma.
CONSAGRAÇÃO INTELECTUAL
(Baseado em 2 Timóteo 3:15 e Salmos 119:105)
As sagradas letras me fazem sábio
para a salvação pela fé que há em Cristo Jesus.
São lâmpada para os pés dos remidos,
luz que clareia o caminho do peregrino.
Propósito profundo:
Alcançar a santidade devocional –
o coração quebrantado em oração;
a santidade intelectual –
a mente cativa aos pensamentos do Alto;
a santidade da comunicação –
palavras que edificam e curam;
a santidade do comportamento –
ações que refletem o Mestre;
a santidade da cosmovisão –
olhar o mundo com os olhos de Deus;
a santidade da vida prática –
cada gesto, um ato de adoração.
O grande propósito é o progresso espiritual contínuo:
crescer na graça e no conhecimento d’Aquele que nos chamou.
Pois a sabedoria que vem do alto
não incha, nem se gaba –
mas serve, ama e transforma.
LUZ DO AMANHECER
Deus nos deu um amanhecer espiritual,
uma esperança e um tesouro sem igual.
Luz bendita que alumia o porvir,
que aniquila a escuridão a ponto de a extinguir.
No inverno voraz, essa luz nos aquece;
a noite escura que passa e esvanece.
Nas trevas assoberbadas de outrora,
faz fulgurar a extrema luz da aurora.
O tempo, o vento e a tempestade
tudo cessa diante da Divina Majestade.
Uma esperança e um anseio tão ardente:
verdadeira alegria se fará presente.
Que grande riqueza, mais valiosa que o ouro!
Deus deu-nos um livro: grande tesouro.
Guia e mapa das veredas celestiais,
que tanto nos concede graça ainda mais.
Deus nela revela o Seu Filho amado,
a fonte de consolo e amor santificado,
nossa remissão eterna,
através do Cristo crucificado.
Autor: C. J.
Jacinto
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