A ARCA DE NOÉ E OS INCRÉDULOS


 

A ARCA DE NOÉ E OS INCRÉDULOS

 

Muitos céticos rejeitam a Bíblia por estarem condicionados aos limites de suas próprias ideologias. Nesse contexto, a Arca de Noé é frequentemente reduzida à categoria de lenda, amparada por suposições equivocadas às quais tais indivíduos se apegam para sustentar uma autoimagem de racionalidade. No entanto, essas premissas perdem a sustentação quando analisamos os registros da antiguidade com clareza e imparcialidade. Assim, a Arca de Noé transcende a mera possibilidade, configurando-se, sob a perspectiva bíblica, como um fato histórico. Muitos céticos, majoritariamente adeptos da teoria evolucionista, pressupõem que as civilizações antigas eram primitivas e desprovidas de avanços tecnológicos. Sob essa ótica, concluem ser impossível que tais povos tivessem a capacidade de construir uma embarcação robusta e de grandes dimensões, capaz de resistir a uma tempestade avassaladora, conforme o relato do Dilúvio descrito no livro de Gênesis. Ao analisarmos registros históricos da Antiguidade, deparamo-nos com o relato de feitos monumentais realizados por civilizações pretéritas. Como exemplo, podemos citar uma batalha naval ocorrida no Mar Egeu, em 280 a.C., descrita pela revista “Creation”, da organização *Answers in Genesis*. O referido texto detalha o uso de embarcações de dimensões extraordinárias durante esse conflito.

 Na Antiguidade, registros históricos corroboram a existência de embarcações de grande porte. Ateneu descreve um navio que, segundo Plínio, o Velho — autor da *História Natural* falecido em 79 d.C. —, pertencia a Ptolomeu IV Filopátor, cognominado Trifão. Tal embarcação destacava-se por possuir quarenta fileiras de remos, evidenciando a capacidade técnica da época na construção de navios de proporções monumentais.

 Existem evidências substanciais de que civilizações da Antiguidade possuíam conhecimentos tecnológicos notáveis para a realização de construções colossais. O exemplo mais emblemático reside nas pirâmides do Egito; particularmente o conjunto das três grandes pirâmides de Gizé permanece como um testemunho irrefutável de uma engenharia sofisticada. Até os dias atuais, mesmo com o respaldo da tecnologia contemporânea, a comunidade científica encontra dificuldades em compreender plenamente os métodos empregados pelos egípcios para erguer estruturas de tamanha magnitude e complexidade. As evidências são notórias. Inúmeros exemplos de estruturas monumentais erguidas na Antiguidade corroboram essa realidade, como as estátuas dos moais na Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, e os imponentes templos construídos pelas civilizações Maia, Asteca e Inca. Merece especial destaque a cidade de Machu Picchu, no Peru, edificada no topo de uma montanha, onde os incas superaram desafios de engenharia complexos, demonstrando que as civilizações antigas possuíam capacidades construtivas extraordinárias, cujos vestígios permanecem visíveis até os dias atuais. Diante disso, por que considerar a narrativa do capítulo 6 do livro de Gênesis como um simples mito? A Bíblia encontra respaldo em um vasto conjunto de evidências históricas que atestam a existência de grandes realizações desde a Antiguidade. É igualmente relevante considerar os registros históricos sobre os babilônicos e os sumérios, cujas cidades sofisticadas e a própria existência de diversas maravilhas do mundo antigo confirmam a notável engenhosidade humana daquela época.

 É imperativo, portanto, recorrer ao testemunho do Novo Testamento acerca da veracidade histórica da Arca de Noé. O próprio Jesus Cristo, no capítulo 24 do Evangelho de Mateus, ao proferir seu sermão profético, faz referência aos dias de Noé como um precedente histórico que sinaliza a iminência de outro evento real e futuro: a vinda triunfante e literal do nosso Senhor e Salvador. Assim, o Cristo utiliza um fato pretérito para autenticar uma profecia vindoura.
 Da mesma forma, no capítulo 11 da Epístola aos Hebreus, o autor sagrado afirma que Noé foi divinamente instruído, corroborando a construção da arca e a ocorrência do dilúvio. O apóstolo Pedro também aborda o tema em suas duas epístolas — especificamente em 1 Pedro 3 e 2 Pedro 2 —, nas quais atesta a veracidade dos relatos do Gênesis. Conclui-se, portanto, que a historicidade desses eventos é digna de crédito. Somente aqueles cujo entendimento foi obscurecido pelo "deus deste século" recusam-se a aceitar a realidade tal como apresentada nas Escrituras. Ao preferirem as inclinações de suas próprias ideologias em detrimento da Palavra de Deus e do testemunho da antiguidade, tais indivíduos sucumbem à auto-ilusão, negando a realidade do dilúvio e da arca de Noé.

 

C. J. Jacinto

 

Artigo inspirado com a leitura de outro artigo sobre o assunto:

https://truthwatchers.com/noahs-ark-a-historicalscientific-test/

 

 

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