Introdução Novo Testamento Pr Eduardo Kittle
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Expondo Erros, Mostrando Verdades Bíblicas
Introdução Novo Testamento Pr Eduardo Kittle
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Tratado Florente (Tertuliano Contra Idolatria)
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(Autor Desconhecido)
Quando se traça um ideal, pode-se vislumbrar o que se pretende, mas é preciso evitar o impossível.
Aristóteles
Na obra As Cidades Invisíveis, de Ítalo Calvino, encontramos este interessante diálogo entre o imperador Kublai Khan e o explorador Marco Polo:
– Entretanto, construí em minha mente um modelo de cidade do qual extraí todas as cidades possíveis – disse Kublai. – Ele contém tudo o que vai de acordo com as normas. Uma vez que as cidades que existem se afastam da norma em diferentes graus, basta prever as exceções à regra e calcular as combinações mais prováveis.
– Eu também imaginei um modelo de cidade do qual extraio todas as outras –
respondeu Marco. – É uma cidade feita só de exceções, impedimentos, contradições,
incongruências, contra-sensos. Se uma cidade assim é o que há de mais
improvável, diminuindo o número de elementos anormais aumenta a probabilidade
de que a cidade realmente exista. Portanto, basta subtrair as exceções ao meu
modelo e em qualquer direção que eu vá sempre me encontrarei diante de uma
cidade que, apesar de sempre por causa das exceções, existe. Mas não posso
conduzir a minha operação além de um certo limite: obteria cidades verossímeis
demais para serem verdadeiras. (CALVINO, 2004, p. 67).
Na passagem acima, as duas personagens desenvolvem suas reflexões a partir de dois extremos que se mostram ao mesmo tempo dependentes e complementares: o modelo e a realidade. Com base na observação ou no estudo de cidades reais, tanto o governante quanto o explorador idealizam modelos dos quais seria possível extrair as mais diversas formas de comunidades humanas. Esse esforço quase tipológico assume o caráter de um fluxo imaginativo que, cercado pelos limites da verossimilhança e da completa abstração, tangencia em diferentes pontos a esfera do real. Independentemente de como os extremos se conectam, em ambos os discursos o afastamento do modelo redunda na aproximação do mundo experimental.
Parece-nos que a idealização social evidenciada pelas personagens de Calvino e a conseqüente instrumentalização dessas estruturas como forma de análise e de problematizarão da realidade sintetizam, ainda que em termos abstratos, as bases do pensamento utópico. Os modelos de Kublai Khan e Marco Polo resgatam uma tradição na qual poderíamos incluir também as cidades-estado da Grécia, as primeiras colônias americanas, as comunidades fundadas pelos transcendentalistas e os nichos anarquistas, assim como os textos literários e filosóficos de Platão, Thomas More, Campanella e Cabet. Esses modelos de construção, evidentemente distintos em seus princípios e pontos de vista, denotam um mesmo desejo de reformar o mundo e redirecionar o presente para um novo futuro.
Assim, percebemos a constância e a força do utopismo como componente do processo evolutivo das sociedades históricas, seja como projeto de renovação, seja como texto imaginativo. A utopia é, sem dúvida, um dos signos da inquietude, da insatisfação, da decepção e da esperança. Perdidas no fluxo do tempo ou na imensidão do espaço, as estruturas modelares podem assumir a forma de um mosteiro, de uma tribo indígena, de um paraíso perdido em tempos imemoriais ou de uma babilônia tecnicista muitos séculos a nossa frente. Ainda que as variações representacionais sejam numerosas, certos aspectos são comuns a todas as criações utópicas.
Primeiramente, o ideal utópico é sempre gerado como um conceito universalizante. Os utopistas – ou grande parte deles – acreditam que suas reflexões e suas representações atendem às expectativas da coletividade circundante, a qual, em última instância, serve como indicadora dos anseios de toda a humanidade. Assim, a criação utópica universaliza princípios e conceitos particulares.
Em segundo lugar, a perfeição desejada pelos utopistas redunda em um congelamento evolutivo das sociedades quando o progresso interrompe o seu fluxo e os deveres dos governantes passam a se concentrar sobre a gestão e a preservação do sistema estabelecido. A história torna-se estática em modelos nos quais apenas os indivíduos são transitórios.
Finalmente, não importa quanto o modelo se afaste espacial ou temporalmente da realidade na qual ocorre a sua gênese, as suas raízes estão sempre plantadas no tempo presente da sociedade. A intenção do utopista é criar uma representação do melhor regime, a fim de atrair a atenção dos indivíduos para os problemas do mundo que os cerca. O pensamento utópico é sempre um método analítico e comparativo. Como se verifica no diálogo entre Kublai Khan e Marco Polo, a observação de um ideal social pode dar origem a todas as outras estruturas existentes, em um grau maior ou menor de distanciamento, quando se evidenciariam as imperfeições a serem solucionadas. Sem esse mecanismo de espelhamento crítico da realidade, a utopia perde a sua essência problematizadora e a sua própria razão de existir.
Entretanto, é importante notar que os modelos propostos pelas personagens de As Cidades Invisíveis são diretamente opostos em relação à forma como foram concebidos. Enquanto Kublai Khan idealiza uma cidade onde o atendimento irrestrito às normas proporcionaria um estado de completa harmonia, Marco Polo descreve uma comunidade construída com base em aspectos negativos e contraditórios. Assim, se para o imperador a harmonia deveria ser buscada por meio da aproximação de sua cidade-modelo, para o aventureiro, o caminho para o melhor regime está no afastamento do ideal por ele concebido. Percebemos, então, que a oposição entre essas criações se dá pela positividade da primeira diante da negatividade da segunda. Dessa forma, poderíamos dizer que encontramos simultaneamente um utopista e um distopista.
Notamos, dessa maneira, que as distopias surgem como um contraponto ao otimismo e ao universalismo das produções utópicas, tendo a sátira como o principal dispositivo crítico. O universo representado pelos distopistas desmitifica de forma contundente a idealização de uma estrutura social capaz de prover a humanidade com um estado permanente de harmonia, estabilidade e bem-estar. Para esses autores, os grupos sociais e as suas respectivas organizações devem ser analisados à luz de suas características particulares, reestruturadas segundo as contingências de seu próprio desenvolvimento histórico. Nesse sentido, a restrição colocada por Marco Polo no final de sua fala parece-nos extremamente significativa: a personagem percebe que o seu processo de derivação de cidades a partir do modelo negativo deve cessar no momento em que se aproxima demais da perfeição utópica e perde, portanto, contato verificável com a realidade.
Segundo os distopistas, a projeção de um modelo de sociedade a ser atingido pode gerar consequências desastrosas e, possivelmente, irreversíveis. Diante dessa premissa, um dos principais argumentos desses pensadores é o fato de que as criações utópicas, ao universalizarem os aspectos tidos como desejáveis em uma comunidade, desconsideram não apenas as particularidades culturais de cada povo ou nação, mas também a liberdade. Como afirma Robert C. Elliot, “nenhuma das utopias clássicas abriu espaço para a liberdade [...]. Da mesma forma, Thomas More, Campanella, Cabet e outros falharam em proporcionar liberdade individual”116 (ELLIOT, 1970, p. 90).
Assim, a imposição de princípios e valores pode ser aplicada como o meio apropriado para atingir o regime modelar. A liberdade pode ser substituída pela homogeneização, em nome de uma sociedade idealizada por poucos e para um sucesso ao qual muitos devem se submeter. Nesse sentido, o desejo de reconstruir o espaço social acaba assumindo características totalitárias.
George Orwell, em particular, acompanhou durante a sua vida diversos exemplos de massificação ideológica em nome da construção de um projeto social utópico, como a revolução espanhola, a ascensão do socialismo soviético e o desenvolvimento do nazismo. Todas essas experiências, registradas em diversos ensaios e epístolas, serviram como base para a concepção daquela que viria a ser considerada a sua maior obra, em que Orwell satiriza a perigosa supressão da liberdade individual presente nas utopias e as características dos governos totalitários que, no conturbado período do pós-guerra, pareciam constituir a mais forte tendência de uma nova ordem mundial.
A divisão da obra em seções cumpre uma função não apenas estrutural, mas também essencialmente temática. No chamado Livro I, o autor define as bases do espaço ficcional, evidenciando o conflito inicial entre Winston e a sociedade e suspendendo a ação até o início da segunda parte como forma de situar o leitor e fazê-lo entender que espécie de batalha será travada pelo protagonista. No segundo e terceiro livros, Orwell dá continuidade ao enredo e, ao mesmo tempo, aprofunda o conhecimento do leitor em relação às especificidades do regime distópico e da psique da personagem, abrindo caminho para o marcante desfecho do romance.
Além disso, a referida divisão equivale às etapas da trajetória de Winston Smith em sua luta pela própria individualidade. A revolução solitária da personagem se desenvolve por meio de pequenos atos que vão assumindo maior importância e maior gravidade no decorrer da narrativa. A escrita do diário no Livro I evolui para o romance com Júlia no Livro II que, por sua vez, leva o protagonista a buscar o apoio da Fraternidade, o que o conduz inevitavelmente aos porões do Ministério do Amor no Livro III. Essa progressão é acompanhada pela crescente e, em certa medida, lúdica esperança da personagem de que seja realmente praticável lutar contra o Partido. Tal sentimento é compartilhado pelo leitor que, em grande parte devido à caracterização do protagonista como um indivíduo comum, estabelece laços de reconhecimento com Winston.
Entretanto, assim como as utopias, as criações distópicas carregam um ideal de perfeição que não tolera a existência de desvios comportamentais dos indivíduos sob o jugo dos governos modelares. Nesse contexto, a revolta de Winston esteve, desde o início, fadada ao insucesso. A única Verdade a ser descoberta e o único Amor a ser experimentado pelos cidadãos da Oceania são revelados ao protagonista nos porões do Ministério do Amor: a terrível verdade da dor e o amor incondicional pelo Grande Irmão.
Diante disso, poderíamos questionar a relevância da representação de um movimento revolucionário individual e malogrado que em nada altera a macroestrutura da sociedade distópica. A resposta para esse questionamento é, a nosso ver, composta de dois aspectos.
Em primeiro lugar, é preciso considerar que George Orwell estava decepcionado, estando muito preocupado com os resultados atingidos pelos governos totalitários no século XX. O fascismo, o nazismo e o stalinismo surgiam ao mesmo tempo como fantasmas do passado e sombras que poderiam comprometer o futuro. Assim, o autor escreve sua obra como um alerta, tanto para os seus contemporâneos, quanto para as gerações futuras, do perigo latente na ortodoxia política e na aceitação de um ideal de sociedade que oferece estabilidade em troca da liberdade individual. Nesse sentido, o romance de Orwell e o diário de Winston se equivalem no propósito de criar um registro histórico e estabelecer uma comunicação com leitores de épocas vindouras que, supostamente, não conheceriam de forma tão profunda a terrível ameaça do totalitarismo.
É importante salientar, entretanto, que os elementos apresentados em 1984 não ficam restritos aos regimes totalitários. Atualmente, as tendências do pensamento sociopolítico por todo o mundo se mostram avessas aos governos ditatoriais e autocráticos, posicionamento que é apoiado pela maioria das nações do ocidente. Mas temos que admitir que o capitalismo, em sua constante evolução técnica e tecnológica, assimilou e adaptou certos mecanismos disciplinares que aproximam a nossa sociedade da Oceania de Orwell. Os conflitos externos são analisados com base em níveis de popularidade dos governantes. A privacidade é constantemente cerceada pela insegurança ou pela mídia, transformando-se ao mesmo tempo em produto e marketing televisivo. A publicidade e a propaganda invadem incessantemente a mente dos indivíduos, condicionando atitudes e opiniões. O trabalho subtrai as pessoas de seu tempo e de seus próprios corpos, já quase docilizados pela esmagadora rotina diária. A história foi substituída pelo bombardeio ininterrupto de informações as quais, nascendo já marcadas pela efemeridade, não criam raízes na consciência coletiva e são sumariamente substituídas no próximo noticiário. O fluxo histórico é desarticulado pela agilidade jornalística inerente à era da desinformação.
Diante disso, estaríamos assim tão longe de 1984?
A resposta para essa pergunta nos leva ao segundo aspecto que anteriormente nos propusemos a discutir. A importância da revolução solitária de Winston Smith no romance deriva de sua representatividade como um ato essencialmente humano em um regime que busca aniquilar qualquer resquício de humanidade. Ainda que a derrota componha o capítulo final da narrativa de Orwell, o heroísmo do protagonista se concentra na individualidade de seus atos e no desejo de preservar a sua própria consciência. Em termos gerais, é plausível afirmar que a revolta da personagem nada significou para a integridade da sociedade distópica. Mas será possível afirmar o mesmo em relação à percepção daqueles que acompanharam a sua trajetória? Se Winston se sagrasse de alguma forma vitorioso, o texto manteria o mesmo impacto sobre seus interlocutores? O alvo de Orwell nunca foi o Partido, mas os leitores de sua obra. O autor demonstrou que a luta pelo direito de possuir uma identidade é uma atitude essencialmente humana e valorosa, independentemente de a quem pertença a vitória final.
Enquanto tais ações forem possíveis, acreditamos que ainda estaremos distantes de 1984. Contudo, é necessário reafirmar diariamente o compromisso com a nossa própria individualidade. A democracia deve ser valorizada pela voz e pelos atos. Não basta possuir liberdade de expressão, é preciso saber o que fazer com ela. O poder individual deve ser reconhecido para que, mesmo diante da mais terrível distopia, um pequeno gesto de independência possa servir como um sinal de esperança.
Como nos conta Ítalo Calvino:
O Grande Khan já estava folheando em seu
atlas os mapas das ameaçadoras cidades que surgem nos pesadelos e nas
maldições: Enoch, Babilônia, Yahoo, Brave New World.
Disse:
– É tudo inútil, se o último porto só pode ser a cidade infernal, que está lá
no fundo e que nos suga num vórtice cada vez mais estreito.
E Polo:
– O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está
aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos.
Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das
pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de
percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas:
tentar reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e
preservá-lo, e abrir espaço. (CALVINO, 2004, p. 150).
Em um contexto social, seja ele ficcional ou empírico, no qual impera a microfísica do poder, os mínimos atos podem representar o caminho para a liberdade.
Em Lucas 6:39 encontramos uma das menores parábolas de nosso Senhor Jesus Cristo, no texto, Ele ensinou que quando um cego guia outro cego, os dois caem na cova ou num poço como sugere o texto original no grego.
Seria uma cena cômica se fôssemos testemunhas visuais de um cego tentando ajudar outro cego atravessar uma rua de movimento intenso, o que ocorreria de modo inevitável seria uma tragédia.
Acontece que espiritualmente isso ocorre de maneira muito regular desde a queda. Veja que a astúcia do diabo é cegar, ele cega o entendimento dos incrédulos para que a gloria do evangelho não resplandeça sobre seus corações. A cegueira do entendimento é uma cegueira espiritual, o pecado e o diabo as tornam cegas. Tentando buscar um sentido para vida, buscam um guia, e acorre que por serem cegas, não percebem que o guia que escolhem para conduzi-las para a vida eterna, são também cegas. Parece que isso era muito comum no tempo de Cristo, mas não se engane, pois hoje não é diferente.
Vamos iniciar nossa observação com Descartes, o axioma cartesiano é “penso, logo existo”. Descartes inicia a sua observação buscando algo concreto: ele mesmo. Ele percebe que pensa o pensamento não é algo abstrato, é um produto da mente e do entendimento. Assim, a filosofia tenta abrir clareiras na existência pelo método racional. A percepção do ser nos leva para uma segunda etapa, para onde vamos? Qual é o sentido da vida? O destino humano é o enigma que o homem tenta decifrar, mas o problema é que a filosofia pode ser vã e a religião pode ser falsa, a percepção é alterada e o homem é afetado por uma cegueira espiritual.
Como a cegueira pode ser uma condição, por metáfora, num sentido figurado, as Escrituras atribuem cegueira por diversas circunstancias, não somente a incapacidade de enxergar as coisas de modo natural, mas a cegueira produzida por uma escuridão que envolve a condição em que a mente se encontra, Em Lucas 1:79, por exemplo, lemos que o povo que se encontrava na escuridão viu uma luz brilhando, era o Verbo encarnado que brilhava diante da condição humana. Num ambiente escuro, ainda que a faculdade de enxergar esteja funcionando, mesmo que a conexão olhos e mente estejam normais, pela ausência de luz que revela a forma e as cores do mundo físico, o homem fica incapacitado de perceber as formas e as cores que dão formas ao ambiente a sua volta. Temos assim um paradoxo, mesmo enxergando, pela falta de luz, o homem torna-se um cego. Espiritualmente é isso que ocorre no homem adâmico.
As Escrituras apontam para a Cristo como a verdadeira luz que ilumina os homens, essa é uma característica de unidade com Deus Pai, pois também disse o Espírito Santo que Deus é luz e não existe nEle nenhum tipo de trevas. Assim, a manifestação de Cristo é divina, Ele é a luz do mundo e quem o segue não anda em trevas. Verdadeiros lideres cristãos, homens regenerados e transformados pelo Evangelho, são os únicos guias que não são cegos, quando o assunto é conduzir almas para a eternidade. Essa é uma parte fundamental da vida cristã, ser conduzido por um líder que enxerga, a visão espiritual é fundamental para quem deseja liderar nas questões espirituais.
Não é admirável que os incrédulos, mesmo só mais aperfeiçoados no conhecimento secular, sejam absolutamente cegos em assuntos espirituais, por esse motivo negam a Cristo, quando mais, negam a vida eterna, o que um humanista consegue enxergar é somente a si mesmo, ele pode até ter um inicio cartesiano, percebe que existe, mas ele permanece estático nessa visão obscena, e como Protágoras ele conclui que o homem é a soma de todas as coisas. O Darwinista enxerga até onde Darwin enxergou, a obscuridade de um passado sem Gênesis, sem a criação e sem a queda, Teilhard de Chardin tomou as sombras da evolução e obscureceu o destino dos homens, os transhumanistas estão tentando construir uma torre de babel de conhecimento tecnológico para formar um futurismo de seres híbridos, homens e maquinas, vencer a morte e conquistar a imortalidade. Tudo isso é cegueira espiritual.
Vamos entrar na cristandade, há pessoas que foram iluminadas parcialmente pela luz de Cristo, elas ainda enxergam arvores, onde deveriam enxergar pessoas, não são aptas para liderar, pois possuem uma percepção fraca e muito limitada. Há um enorme contingente de cegos, o orgulho e o “nicolaitismo” predomina na cristandade, o materialismo e as falsas doutrinas que proliferam, o liberalismo e a apostasia apenas revelam que guias cegos estão conduzindo cegos por campos minados e abismos. O homem espiritual e regenerado é o único capaz de conduzir um cego para Cristo, aquele que conhece O Caminho que é Cristo, conhece pela luz que Cristo é e pela realidade implícita na realidade que é o Senhor.
Quando Jesus afirmou ser a verdade, o substantivo feminino no grego; “aletheia” significa “a verdadeira realidade”. É exatamente o que Cristo é: A verdadeira realidade. Fora de Cristo, não há caminho para o Pai, não há revelação de realidade espiritual que configure de forma dinâmica o caminho para a vida eterna. Jesus não é apenas a personificação da verdade, nEle vimos o modelo do homem sem pecado, celestial e integro. Também vimos a manifestação pura do amor. Em Cristo há cura para a cegueira espiritual, assim, somente quem experimentou essa cura da cegueira espiritual, está apto para guiar almas para a eternidade.
O mundo está cheio de lideres, sejam religiosos, científicos, filosóficos ou políticos. Até mesmo o sistema midiático compete liderar a sociedade. Todos são cegos, a única exceção são os que andam com o Cordeiro e seguem os seus passos, ser iluminado pela luz que é Cristo é o único meio divino para resolver o problema da cegueira humana.
De fato, vimos que até mesmo lideres da cristandade são cegos, mesmo que tenham milhares de seguidores, segue um fato, Cristo fez um epítome dessa verdade em sua parábola: quando um cego guia outro cego, ambos caem no poço.
Um homem salvo tem uma visão querigmática do cristianismo, ele tem uma sapiência sadia, equilibrada e espiritualmente verdadeira da pessoa e obra de Cristo, quem segue o Cordeiro encontrou o caminho, a segurança eterna está em Cristo, Seu Poder, Sua obra e a própria Pessoa do Salvador. Quando o leitor toma este fato como critério, buscará saber se ele está sendo guiado por um salvo ou por um cego. Um líder iluminado falará sobre Cristo, e isso inclui a gravidade do pecado, a obra redentora consumada e perfeita na cruz, a graça de Deus está na pauta de seus ensinos, a exposição fiel das Escrituras será sempre uma urgência, Ele vive Cristo e não considera a si mesmo, seus passos são os passos do salvador, sem medo de ser testemunha pode enfrentar o martírio sem medo, pois ele tem poder espiritual que vem do alto para enfrentar a morte e não negar a Cristo. Virtudes que são evidencias de que seu líder não é um cego. Se ele for um cego, na cova que ele cair, você também cairá, no abismo que ele vai você será conduzido, mesmo que tome uma identidade religiosa, ainda assim, você estará irremediavelmente a mercê da catástrofe, pois é Cristo quem disse, se um cego guiar outro cego, ambos caem no poço.
Vejamos outra passagem interessante, é o salmo 42:7, lemos que um abismo chama outro abismo. Um cego será sempre um condutor de catástrofes. Quem guia e quem está sendo guiado, ambos estão sem um mínimo de discernimento. O chão que pisam é firme, o que pode dar falsa segurança, mas o destino é fatal, pois o passo em falso será uma queda para o poço.
Essa é a didática de Cristo, pessoas que tem problemas com a visão espiritual não estão aptas para tentar resolver o problema da cegueira alheia. É a mistagogia do evangelho, a realidade está além da ilusão, é uma epistemologia espiritual, um conhecimento real onde os fatos são claros. No Evangelho, os fundamentos da fé não são coisas abstratas, a graça de Deus é real, a mensagem da cruz é transformadora, a Palavra de Deus é viva e eficaz, Cristo encarnou, morreu, ressuscitou, assentou-se á destra de Deus e retornará triunfante e isso deve ser entendido de forma literal. Essa é a “aletheia” a verdadeira realidade. Ter visão espiritual é enxergar estes fatos, o mover do homem regenerado segue esse prisma, transcende o mundo de Adão cheio de enganos e ilusões e penetra na realidade que é Cristo. Aqui está o perfil do homem que pode guiar outro homem para a eternidade. Um homem do céu pode conduzir um homem do mundo para lá. Ele sabe o caminho, pois é Cristo, ele anda pelo caminho, pois é Cristo e então ele sabe que o mover da historia tem um só propósito, ele consegue ver o final da história universal, o cosmos segue uma unidade consumada num ponto que a bíblia chama de plenitude dos tempos, e trata-se de congregar todas as coisas em Cristo (Efésios 1:10)
Mas o que vimos na história da raça humana senão aquele sinal de uma cegueira, por exemplo, olhe a perspectiva de Albert Camus, ele não é o primeiro pessimista a escorregar no vale do absurdo, parece que Nietzsche já se encontrava caído lá. Tentar entender o escuro realmente é um absurdo que leva a um absurdo. Cegueira espiritual não se limita a uma metáfora, é uma experiência do efeito do pecado.
A escuridão é uma condição humana adâmica, a luz da gloria do evangelho é como a estrela da manhã, mas o processo é chegar ao dia perfeito, fora do evangelho, a rejeição de Cristo como Salvador e Senhor da história é um passo no escuro. Olhe para a sua volta, o mundo acadêmico resolveu seguir a cosmovisão darwinista, e evolução enxerga a existência humana como um reducionismo associado aos fenômenos químicos aleatórios no teatro do acaso até que a força de um nada transcenda para criar a complexidade e o maravilhoso.
Vamos olhar para dentro do cristianismo, Pedro adverte que na antiga aliança surgiu falsos profetas entre o povo e a igreja sofreria com a intromissão sutil de falsos doutores que pregariam falsos evangelhos e muitos seguiriam as suas dissoluções. (II Pedro 2:1 e 2) Alguns exemplos poder ser os falsos apóstolos que desejavam se intrometer nas assembléias cristãs primitivas (Apocalipse ) Paulo admoesta que o herege deve ser rejeitado e evitado e não seguido (Tito ) mas como alguns pode ter percepção sem ter conhecimento e discernimento espiritual? O homem natural não pode compreender as coisas do Espírito, há uma cegueira no entendimento. É preciso que Cristo resplandeça pela pregação do Evangelho que oferece Cristo como uma Pessoa, Redentora e Divina. A mensagem da cruz é rasgar do véu da ignorância de alto a baixo, apresentando Cristo pela pregação e Cristo se revela pelo Espírito Santo para a comunhão.
Em João 12:40 Cristo
nos ensina que ter visão espiritual é compreender com o coração. Em Romanos
2:17 a 20 os judeus pensavam serem guias de cegos mas se comportavam como
religiosos sem discernimento. Quantas pessoas a sua volta se comportam do mesmo
jeito? Escribas judeus viviam tão familiarizados com as Escrituras
proféticas, mas não enxergavam Cristo diante deles. Viviam como cegos, o
formalismo, a estagnação espiritual, a política e as tradições serviam como
gigantescas traves enfiadas nos olhos.
A cegueira dos judeus era uma impossibilidade de ver Jesus como Messias. Tudo o
que relacionava a vinda dele sobressaia com sinais sobrenaturais, o Messias na
era do Novo Testamento era esperado como o libertador do jugo romano, quem
poderia enfrentar e vencer um império gigante? Tudo envolvia certos
pormenores milagrosos, a chegada da era messiânica era a chegada de um reino de
justiça. Mas havia um paradoxo interessante, a visão espiritual estava
obstruída, quando Jesus disse que Seu Reino não era desse mundo, os judeus
contemporâneos de Jesus não entenderam esse fator fundamental, embora a chegada
do Messias tinha realmente muitos sinais sobrenaturais, eles rejeitaram, o
nascimento virginal , o poder de ressuscitar os mortos e dar vistas aos cegos
Agora entremos novamente no santuário das Escrituras , Apocalipse 3:17 a 20,
Cristo faz um diagnóstico da igreja de Laodicéia, eram cegos, o Senhor
aconselhou que eles usassem colírio para enxergarem. Cristãos sofrendo de
cegueira como os judeus, Cristo é proclamado nos Evangelhos como um colírio,
pois ele da vista aos cegos, mas em Laodicéia ele estava do lado de fora, os
cristãos de lá não percebiam a ausência de Cristo, embora Laodicéia se
identificasse como cristã, não havia comunhão com Cristo, Ele estava batendo na
porta para entrar e cear. Cristo não era o centro, não havia aquela comunhão
com Ele, aquele que tem olhos como chama de fogo não estava presente, o
termômetro espiritual de Laodicéia estava revelando a situação espiritual dos
cristãos de lá: mornidão.
Ora, a cegueira espiritual de Laodicéia pode ser vista pelas inclinações que
tinha hedonismo, humanismo, materialismo, orgulho, sensualidade, tudo
contribuía para essa cegueira deliberada que provocava náuseas em Cristo.
Interessante é que ali temos um exemplo clássico de cegos guiando cegos, pois
os líderes tinham uma espiritualidade muito ruim e condiziam os membros
da assembléia de Laodicéia para o mesmo patamar espiritual. Ninguém percebeu
essa situação terrível de apostasia, os que seguiam os líderes de Laodicéia,
caiam no mesmo abismo espiritual deles,. Veja o quão terrível é se deixar levar
por guias cegos , confiar a alma aos que não possuem uma visão espiritual
adequada que e segundo a luz da gloria do Evangelho. Na igreja de Éfeso em
Apocalipse 2 os cristãos perceberam que os falsos apóstolos que tentavam se
infiltrar na assembléia eram guias cegos, não eram legítimos apóstolos, mas
falsos, não se deixaram levar por uma liderança equivocada, perceberam a farsa
e rejeitaram eles.
O cristão que não verifica se está sendo liderado por homens piedosos e
iluminados pela glória de Cristo, correm grande perigo! É uma
prioridade ser bereano em uma época de grande confusão espiritual, você
já verificou se seu guia espiritual é obediente a visão celestial?
Paulo teve esse encontro radical com o Senhor, há um paradoxo na experiência,
ficou cego, a glória da verdade que é Cristo foi um impacto na sua visão
legalista, mas ela produziu pela conversão, a abertura do coração para
contemplar as glórias do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Diante do rei Agripa ele declara não ser
desobediente a essa visão celestial triunfante (Atos 26:19)
Uma passagem muito admirável se encontra em I Reis 17:24, a viúva de Serepta percebeu que a palavra de Deus na voz do profeta era a verdade. Essa passagem é maravilhosa, a verificação de alguém que busca a excelência da mensagem na voz daquele que representa a mensagem de Deus. Que possamos fazer isso, é um grande exemplo, é um caminho sobremodo excelente. Hoje em dia, dificilmente você encontra um pregador que se ocupe daquilo que agrada a Deus e não os homens, que faça uma boa menção da graça de Deus, obra consumada e perfeita de Cristo na cruz, santificação, vida crucificada, negação do ego, vinda de Cristo e coloque o reino de Deus e a sua justiça como prioridade pratica. Esses são temas fundamentais que sinalizam de forma muito segura que o pregador que aborda com muita freqüência esses temas, e não muda, ainda que tenha que enfrentar a impopularidade, é um profeta cujas palavras de Deus anunciam a verdade.
A natureza da cegueira está associada ao pecado
A cegueira espiritual é conseqüência direta do pecado (Isaias 42:18 a 20 com 59:10) pessoas que se envolvem com idolatria e avareza tornam-se espiritualmente cegas (Isaias 44:18) quando se negam a provar os espíritos e verificarem todas as coisas de acordo com as Escrituras (Salmos 119:105) quando tornam-se insensíveis e rancorosas (Romanos 11;10 e I João 2:11) o orgulho no coração provoca também uma cegueira espiritual terrível, assim aconteceu com os judeus na época de Jesus e durante todo o período da historia da igreja.
O discernimento é fruto das gloriosas verdades do Evangelho
A visão dos
céus abertos e Cristo entronizado a destra de Deus nas alturas (Atos 7:55) o
próprio Paulo enxerga as superstições do paganismo (Atos 17:22) e enxerga a
luta contra os próprios instintos da carne (Romanos 7:23) o homem que tem visão
espiritual enxerga a apostasia e nunca finge que tudo está bem em épocas de
crises espirituais profundas (Oseias 6:10) eis aqui algumas marcas de quem não
é espiritualmente cego, a vida cristã autêntica exige uma visão espiritual,
nosso modelo de vida religiosa é Abraão, a ele foi primeiro pregado o
evangelho, então há uma chamada e Abraão atende a chamada divina pela fé, veja
bem, Ló não foi guiado por um cego, também vimos Isaque sendo conduzido até um
dos montes de Moriah , mas Isaque não estava sendo guiado por um cego ,
Abraão foi um líder de visão, com a mesma convicção de Paulo ele não foi
desobediente à visão celestial.
Se um líder segue a obediência a essa visão divina, ele será um guia a conduzir
almas por um caminho seguro, se o líder é desobediente à visão celestial, é um
cego, e se alguém seguir ele também será um cego, será uma catástrofe
espiritual de magnitude eterna, quando um cego guia outro cego.
Em Êxodo 32
encontramos um exemplo de cego guiando cego. Moisés tinha subido ao monte e
demorou, o povo se deixou levar pela impaciência por causa da ausência de
Moisés. Então Araão tomou a liderança e promoveu uma rebelião, mandou ao povo
que arrancasse os pendentes de ouro e trabalhou num buril até formar um ídolo
em forma de bezerro. Aqui parece que temos uma forte sobrevivência das
superstições egípcias na consciência de Araão, tudo indica que o modelo do
bezerro de ouro tenha sido inspirado no culto dos touros Ápis que os egípcios
acreditavam ser a encarnação do deus Ptah. Veja que um novo culto foi levantado
muito rápido, inclusive com a construção de altares rústicos e festas, e o povo
seguiu a apostasia de Araão de maneira absolutamente cega.
Em Êxodo 32:7 o próprio Senhor disse a Moisés que o povo tinha se corrompido,
no versículo 25 o povo corrompido caí em.maior iniquidade. Se não fosse
pela intercessão de Moisés e o arrependimento de Araão por tamanho
pecado, teria padecido com os idólatras. Araão tornou-se um cego que
guiou outros cegos, um exemplo que serve de advertência, pois quem agir no
mundo espiritual de forma cega pode abrir as forças do abismo e adorar a
demônios, como mais tarde vai advertir Paulo em I Coríntios 10:20.
“Um grande
poder do pecado é que ele cega os homens para que eles não reconheçam seu verdadeiro
caráter.” Andrew Murray
Conclusão:
Um cego guiando outro cego é uma tragédia espiritual de consequências
terríveis, e na parábola de Cristo devemos entender os fatores proporcionais a
revelação, o guia cego e o guiado cego, ambos são enganados e tem o coração
obscurecido por causa do pecado. Mas é correto também crer que às vezes um guia
cego age para alcançar seus propósitos materialistas ou egoístas, eles
agem de maneira a não deixar pistas por isso se infiltram (II Pedro 2:1) por
isso mesmo o homem que recebe luz e discernimento não será destruído por causa
da sua ignorância (Veja Oseias 4:6) o homem espiritual discerne bem todas as
coisas, o homem natural não tem essa habilidade de perceber as coisas como o
homem espiritual. (I Coríntios 2:14) há nas Escrituras a menção do véu
cair dos olhos de um incrédulo quando ele recebe a experiência da regeneração
(I Coríntios 3:16). A bênção da visão espiritual é dada a todos os que nasceram
do alto, enquanto que os cegos continuam na condição de homem natural que não
compreendem as coisas espirituais. A que classe você pertence?
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