Obra da Cruz: Visões Antigas

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Extraido do Livro: "Mal, o Lado Sombrio da Realidade" de John Stanford


 

“Havia duas teorias da reconciliação nessa linha: a teoria do resgate e a teoria da vitória. Conforme a primeira, a morte de Cristo resgatou o homem, trazendo-o de volta do poder do mal. De acordo com a segunda, Cristo, na cruz, venceu os poderes do mal e assim libertou o homem do poder do mal.

A teoria do resgate dizia que o diabo havia se apoderado da alma do homem, tentando-o ao pecado. Isso foi feito originariamente no jardim do Éden através do diabo, que teria aparecido na forma de serpente. Devido  ao pecado do homem, sua alma estava agora prisioneira do diabo. Mas Deus decidiu salvar o homem oferecendo seu filho Cristo ao diabo, como meio de resgatar a humanidade. Se o diabo libertasse o homem, Deus lhe daria seu filho em troca. No entanto, tratava-se de um subterfúgio, pois Cristo, sendo perfeito e isento de culpa, não poderia ser pego pelo diabo. Evidentemente Deus sentiu que era justo recorrer a tal  estratagema ao  lidar com o diabo, visto que este também havia apelado a um estratagema para se apoderar do homem através da tentação original no jardim  do Éden.

 

A teoria do resgate foi popular dentro da Igreja primitiva, conservando uma posição proeminente por muitos séculos. Orígenes, Gregório de Nissa e Irineu eram seus adeptos no oriente, enquanto no ocidente predominava a teoria inicial da reconciliação, representada por Agostinho e Gregório Magno. Ainda no final do século XII encontramo-la representada no pensamento de Bernardo de Clarával e Pedro Lombardo. Gregório Magno, por exemplo, disse que a humanidade de Cristo foi o engodo que fez com que o diabo mordesse a isca da cruz e com isso fosse ludibriado, e Pedro Lombardo, quem comparou a cruz com uma ratoeira alimentada com o sangue de Cristo. A teoria do resgate foi, e ainda é, uma teoria muito popular na Igreja grega, pois, entre os cristãos orientais, Satã e sua legião de demônios eram poderes muito reais e a ajuda sobrenatural era considerada essencial para que a humanidade não fosse destruída por eles. Sem dúvida, uma boa parte da força dessa teoria veio das experiências dos cristãos que sentiam que Cristo de fato derrotou o mal, tomando assim suas vidas possíveis.

Nos evangelhos, duas passagens são citadas como base da teoria do resgate: Mt 20,27-28, onde se lê, “…e o que quiser ser o primeiro dentre vós, seja o vosso servo. Desse modo, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por  muitos”. A palavra grega traduzida por resgate é lytron, que literalmente significa um preço pago para conseguir a redenção. Uma pessoa poderia, por exemplo, pagar um lytron a fim de redimir um escravo da servidão. Passagens das epístolas citadas em apoio a essa ideia incluem: 1Cor 6,20; 7,23; 1Pd  l,18s; Tt 2,14; Ef 1,14.

A teoria da vitória é como a teoria do resgate no que diz respeito ao diabo que é vencido por Cristo na cruz, mas há menor ênfase na culpa do homem e na necessidade de um resgate, e maior ênfase sobre a luta cósmica entre Cristo e Satã, uma batalha que termina com a vitória de Cristo através da crucificação. A cruz é, portanto, o campo de batalha  entre Cristo e Satã, o lugar de uma luta cósmica entre as forças de Deus e as forças do mal. Essa era a ideia favorita de Orígenes, que a sustentava juntamente com a teoria do resgate, e que falou de Cristo triunfando sobre os principados e potestades, fazendo deles uma exibição e superando-os com sua cruz.

A teoria da reconciliação foi também a base do exorcismo cristão. Foi usada, por exemplo, por Lactâncio que, em The Divine Institutes, descreve o poder da cruz para expulsar demônios, fazendo assim com que as almas e os corpos dos homens se libertem do poder do mal. De fato, até os dias de hoje, quando fazemos uma afirmação positiva sobre um fato de boa sorte, e supersticiosa ou piamente batemos na madeira, estamos admitindo a vitória de Cristo na cruz sobre Satã. A madeira sobre a qual batemos representa a madeira da cruz que tem o poder de afastar Satã, que poderia, de outro modo, ouvir o que dissemos e tomar a nossa porção de boa sorte. Referências escriturísticas dessa teoria podem ser encontradas  na Igreja primitiva em Cl 2,15; Hb 2,14; 1Jo 3,8.

Essas antigas teorias da reconciliação, sustentadas em termos da realidade do mal, prevaleceram fortemente, até que santo Anselmo (1033- 1109) escreveu o livro Cur Deus Homo, onde as teorias do resgate e da vitória foram superadas pela teoria que passou a ser conhecida como  teoria da satisƒação ou teoria vicária. De acordo com essa visão, não era o diabo quem deveria receber uma satisfação, mas Deus. O pecado de Adão não havia entregue o homem nas mãos do diabo, mas tinha sido uma


ofensa a Deus; portanto, era a justiça de Deus que precisava de satisfação. Mas a humanidade pecadora nunca poderia se redimir de seus pecados diante de Deus Todo-Poderoso, e então o próprio Deus ofereceu um sacrifício pelo pecado do homem na pessoa de Cristo na cruz.  Assim Cristo pagou a dívida para o homem, e isso satisfez a exigência de justiça divina.


Quando a Superficialidade se Torna uma Heresia

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As vezes a filosofia nos leva para as profundezas de uma reflexão que nos permite perceber o âmago da mensagem do evangelho na sua essência. Nessas três frases do filósofo Miguel de  Unamuno, há algo que nos impele para uma vida radical, nada de superficialidade há nos conceitos. Como ele mesmo descreve, ser inatingível a perfeição, (É claro que os perfeccionistas discordam!) todavia o alvo é o aprimoramento. A perfeição cristã se consuma na glorificação e nos novos céus e nova terra, mas o alvo já é visto desde a jornada da terra. E seguida temos a questão do mistério, que tempera a vida e então a suma de uma declaração que é extremamente cristã, ser atalaia em um mundo adormecido pela indiferença. Tres frases do filosofo Unamuno que me levam para os jardins floridos da ortodoxia espiritual:

 

 “Sede perfeitos como o vosso Pai que está nos céus é perfeito”, disse-nos Cristo, e semelhante ideal de perfeição é, sem dúvida, inatingível. Mas propôs-nos o inatingível como meta e termo dos nossos esforços.”

 “Passarei a vida a lutar com o mistério e, ainda por cima, sem esperança de o penetrar, porque esta luta é o meu alimento e a minha consolação. Sim, a minha consolação. Habituei-me a extrair esperança do próprio desespero. E não gritem “Paradoxo!” os mentecaptos e os superficiais."

“É obra de suprema misericórdia despertar o adormecido e sacudir o parado; e é obra de suprema piedade religiosa buscar a verdade em tudo e descobrir, seja onde for, o embuste, a parvoíce e a inépcia."

Miguel de Unamuno


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Clavio J. Jacinto

O RESGATE

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A DOUTRINA RESGATE

 

 

Uma Das passagens mais profundas das Escrituras é Efésios 3:8 que fala sobre a s insondáveis riquezas de Cristo. Todas as vezes que leio Efésios, meu coração mergulha na obra que Cristo realizou através de  Sua morte na cruz. Como insondáveis riquezas de Cristo, entendo tudo o que se relaciona a essa obra sejam as aplicações praticas no campo da redenção quanto aos frutos que  apareceram depois que ela foi consumada. Há entre os cristãos alguns debates com relação a natureza da obra da cruz. Quando Jesus morreu, Ele como cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo foi sacrifício e sacerdote ao mesmo tempo, sob essa demanda de riquezas de graças, procede que a obra da cruz envolve muitos aspectos numa riqueza muito grande de detalhes que se expressam no Novo Testamento de forma muito formidável. De modo que podemos envolver vários aspectos soteriológicos na obra de Cristo na cruz.  Alguns com base nas Escrituras defendem que foi uma substituição penal ou tros como uma expiação vicária, e ambas as coisas estão certas, a obra da cruz inclui vários aspectos elementares de forma,a que é muito rica em detalhes e formas como se manifestou e produziu seus efeitos nos corações do homem e na criação de um modo geral. Alguns dias atrás eu li um pequeno  artigo, não conheço o autor e o que abordava era o assunto da redenção, o cerne da discussão e da negativa era antiescrituristica e herética, pois envolve uma negação de algo que a s Escrituras ensinam com muita clareza a respeito da obra de Cristo. A morte e o derramamento de sangue no Calvário foi um resgate, uma compra, mas o artigo citado tentava argumentar que a redenção não inclui uma compra, com efeito, tal argumento é falso e herético, como vamos ver.

 

Primeiro gostaria de dar uma ênfase sobre o modo como foi efetuado essa obra redentora, ela foi única, uma morte literal do Verbo de Deus seguida de uma ressurreição literal e uma ascensão até a destra de Deus nas alturas, tudo de modo literal. Hebreus 4:5 diz que foi “uma vez por todas” ou seja uma consumação perfeita (no grego, ephapaz denota exatamente isso) ela não pode ser repetida, tudo o mais não passa de meras falsificações espirituais. A morte de Cristo foi única e completamente eficaz, todo o pecador deve descansar nesse fato e crer com toda a firmeza do coração nessa obra perfeita.

 

Segundo, lemos em Tito 2:14 que Ele deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade. Aqui a palavra grega usada é “lutrosetai” e significa um resgate feito por pagamento. Está claro nas Escrituras que a obra da cruz envolve um pagamento. Eu não desejo abordar aqui o assunto que envolve a quem foi pago esse resgate. Deixarei para um estudo posterior esse assunto. Quero me deter no fato de que Cristo pagou o preço necessário para efetura uma eterna redenção.

 

Terceiro, em todo o Novo testamento vimos essa idéia da compra dos homens pecadores por remissão  “Os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra” (apocalipse 14:3) “Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias”(apocalipse 14:4). Está calro que a ideia está fixa na teologia do Novo Testamento

 

Quarto, Em I Coríntios 6:20 lemos “Porque fostes comprados por bom preço” e em i Coríntios 7:23 Paulo repete a verdade “Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens”.  Essas palavras foram dirigidas aos cristãos de Corinto. O original é ēgorasthēte, que vem do verbo agorazó (Strong 59) em varias passagens do Novo Testamento é usada para a compra, a compra de um campo (Mateus 13;44) a compra de comida (Mateus 14:15) o comercio do templo (Mateus 21;12) compra realizada com dinheiro (Mateus 27:7) ou seja; transferência de propriedade do vendedor para o comprador

Sabemos que esse resgate custou um preço, desde a antiga aliança a idéia da redenção por resgate já era de certa forma usada como um complemento social e cultural (Salmos 107:2 Isaias 35:9 etc.)

Quinto, aceitando essa doutrina bíblica como verdadeira, na mentalidade do apostolo Pedro inspirado pelo Espirito Santo, temos a idéia do resgate como um pagamento: “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes de vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado”(I Pedro 1:18 e 19) A idéia central do texto é que o valor desse resgate não foi com algo corruptível como prata e ouro, mas com o precioso sangue de Cristo. O grego traduzido como resgate é “elutrōthēte” e significa libertar pagando um resgate (Strong 3084) assim sabemos que a justificação gratuita teve um preço, alguém pagou para que a salvação fosse gratuita (Romanos 3:24 Gálatas 3:13 I Pedro 2:24) o sangue divino foi o preço do resgate (Atos 20:28) temos a redenção pelo seu sangue, a remissão de nossos pecados (Efesios 1:7)

 

Finalmente posso concluir: Constitui-se a negação da doutrina da redenção por um preço pago, uma heresia de perdição, pois o apostolo Pedro advertiu sobre os falsos mestres que introduziriam doutrinas de perdição (II Pedro 2:1) e a heresia evidente desses falsos mestres trazem a ruína espiritual aos que crêem em suas mentiras.. Eles seriam conhecidos por negar o resgate do Senhor  e o Senhor que resgata os pecadores. ”E negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição” a negação do resgate como compra pelo preço do sangue de Cristo conduz o homem a blasfêmia, Pedro ainda adverte: “E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade”( II Pedro 2:2)

 

 

 

Gnosticismo e Cristandade

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Gnosticismo e Cristandade

 

E assim a cristandade ainda detém erros como a “doutrina” do celibatismo obrigatório, e muitos supõem ser a igreja  “apostólica” porém a margem da história está o conflito vencido quando cederam para as correntes filosoficas e gnosticas da epoca. Vista de certa forma, o neoplatonismo entrou na igreja se infiltrando de forma sorrateira bem como muito do pensamento gnóstico, que na forma de piedade, envenenou o pensamento dogmatico. Digo mais ainda, na tentativa de tentar vencer a carne pelos esforços próprios, os pais do deserto na antiguidade, introduzir tecnicas orientais de esoterismo como forma de vencer por meio do claustro e a adoção de métodos psicológicos e orientais de meditação e outras formas metódicas como oração oração contemplativa e a evocação de um silêncio prático como meio de colocar a mente num vazio morto, para através dessa desosrinificação da cosnciencia reveber impressões “divinas” e uma união mística com um absoluto universal. Ora, bem vimos que nunca temos uma indicação tal como entrar no quarto e secretamente ficar em silêncio colocando a mente em ponto morto produzindo uma passividade espiritual e uma abertura perigosa para um mundo espiritual potencialmente enganador. Não vemos tal orientação nos evangelhos, nem mesmo Cristo jamais imaginou ou tomou tal direção mística como forma de alcançar piedade experimental. Que o gnosticismo alcançou status de verdade dogmatica por ser visto partindo dos escritos da igreja católica, como um exemplo claro do reconhecimento desse erro fatal:

A atitude gnóstica, rejeitada teologicamente pela Igreja depois de séculos de brigas e debates teológicos, venceu no dia em que, acima de tudo, conquistou a ética e a psicologia cristãs. Isso pode ser observado na atitude cristã tradicional em relação à vida sexual e ao prazer, uma atitude coerente com a afirmativa de que o sexo seria realizado apenas com os propósitos de procriação. De fato, até santo Agostinho declarou que era pecado se alguém nele encontrasse prazer. A ideia de que o  prazer sexual pudesse ter um espaço no plano de Deus como meio de se expressar amor e proximidade, uma forma de intimidade física que acompanha a intimidade psicológica, ou ainda apenas para se ter um bom momento e expressar a alegria de viver, foi rejeitada como sendo do diabo porque, de acordo com o gnosticismo, o corpo era o mal. (John Stanford- Mal.lado sombrio da realidade Paulinas Pagina 127)



Clavio J. Jacinto

Espirito do Erro

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O espírito do erro ataca a integridade da Palavra de Deus, desde o principio essa é a sua tática, a grande heresia primeva foi apresentada em forma de dúvida “É assim que Deus disse?”(Genesis 3:1) Segue a isso uma negação das conseqüências, dúvida quanto a vontade de Deus e exagero em cima de restrições, foi uma guerra  mental no campo cognitivo. Mas a Palavra de Deus foi atacada de forma a ser anulada na sua essência, na sua autoridade e na sua legitimidade. O diabo tentou corrigir a Palavra de modo a dar supostamente o sentido certo, quando na verdade estava adulterando o verdadeiro sentido dela apresentando uma eisegese. Lembre-se que para destruir a vida de Eva, ele não precisou possuir seu corpo, apenas invadiu a sua mente através da sugestão, agiu o tentador como um psicólogo transpessoal e levou Eva  a duvidar da palavra de Deus, da autoridade da palavra de Deus, da veracidade da palavra de Deus e só então induziu Eva a desobedecer a palavra de Deus. A astucia foi a projeção do tentador de modo a esconder sua identidade por trás de uma falsa erudição, pois apresentou-se como um ser que tinha conhecimentos espirituais e uma erudição muito avançada “Certamente não morrereis” (Genesis 3:4) e “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (Genesis 3:5) a que espírito do erro que operou no Éden opera hoje também “O espírito que agora opera nos filhos da desobediência”(Efésios 2:2) e de certa forma, faz usando a mesma estratégia, e tenta desacreditar primeiro a Palavra de Deus, de modo que para que a operação do erro prevaleça na consumação total da iniqüidade que prevalecerá nos últimos dias com a multiplicação da iniqüidade, é necessário que a bíblia se torne um livro confuso (através de muitas versões contraditórias elaboradas por erudição liberal) um livro desacreditado (através de falsos doutores, falsas igrejas falsos profetas e falsos cristãos) Um livro antiquado (Através do relativismo e da ciência humanista que tenta prevalecer nessa era pós-verdade) e um livro intolerante (Por apresentar Cristo como único Salvador e o Evangelho como única verdade revelada por Deus). Aqui está o espírito do erro em operação em nossos dias, e cada cristão verdadeiro deve opor-se a essas tendências malignas.

 

Clavio J. Jacinto

O Mito da Neutralidade

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O Mito da Neutralidade

(Gilberto Pickering)

Precisamos pôr para dormir o mito da neutralidade e objetividade dos eruditos.

Quem quer que tenha estado dentro da comunidade acadêmica sabe que ela é liberalmente semeada com preconceitos, linhas partidárias, ambição pessoal e maldade – bastante próximo de um ódio à Verdade. Neutralidade e objetividade não devem nunca ser assumidas, e mais especificamente quando se lida com a Verdade de Deus – porque nesta área nem Deus nem Satanás permitirão neutralidade.

Em Mateus 12:30 o Senhor Jesus disse: “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha.” Deus declara que neutralidade é impossível; você é por Ele ou você é contra Ele.

Jesus clama ser Deus.

Ante tal reivindicação temos somente duas opções, aceitá-Lo ou rejeitá-Lo como Deus. (“Agnosticismo” é realmente uma rejeição passiva.) A Bíblia clama ser a Palavra de Deus. Novamente, nossas opções não são senão duas.

Segue-se que, quando lidamos com o texto da Escritura, neutralidade é impossível.  A Bíblia é clara a respeito de interferência satânica nas mentes dos seres humanos, e mais especialmente quando eles estão considerando a Verdade de Deus. 2 Coríntios 4:4 declara claramente que o deus deste século/mundo cega as mentes dos descrentes quando eles são confrontados com o Evangelho. O Senhor Jesus disse a mesma coisa quando explicou a parábola do semeador.

“... mas, tendo-a eles ouvido, vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada nos seus corações.” (Marcos 4:15; Lucas 8:12).

Ademais, há uma ubíqua e penetrante influência satânica sobre toda a cultura humana. 1João 5:19 declara que “todo o mundo está no maligno.” O quadro é claramente um de massiva influência, se não de controle – as Bíblias NASB, RSV, NEB e Jerusalém traduzem como "no poder do," TEV como "sob o domínio do," NIV como "sob o controle do," NKJV como "sob a autoridade e governo do." Toda a cultura humana está sob ubíqua e penetrante influência satânica, inclusive a cultura da comunidade acadêmica.

Efésios 2:2 é ainda mais preciso: “Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.”

Satanás opera ativamente na mente de quem quer que rejeite a autoridade de Deus
sobre si. O materialismo tem se infiltrado na Igreja na Europa e na América do Norte, a tal ponto que o que a Bíblia diz neste assunto tem sido amplamente ignorado.

Mas eu proponho que se alguém, que clama crer na Palavra de Deus, aceitar uma
edição da Bíblia preparada com base em premissas racionalistas, estará realmente esquecendo o ensino daquela Palavra.

Interpretação é preeminentemente uma questão de sabedoria. Um crítico textual naturalista pode ter um razoável contato com a evidência relevante, pode ter conhecimento dos fatos, mas isto de modo algum implica que sabe o que fazer com esses fatos e evidências. Se “o temor do SENHOR é o princípio da sabedoria
(Prov. 9:10), então, presumivelmente, o descrente não tem nenhuma sabedoria, ao
menos sob o ponto de vista de Deus.

Quem quer que edite ou traduza o texto da Escritura precisa estar em condições espirituais tais que possa pedir ao Espírito Santo para iluminá-lo no seu trabalho, como também proteger sua mente do inimigo.

Nos dias de Jesus haviam aqueles que “amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.” (João 12:43), e eles ainda estão conosco. Mas a “glória dos homens” custa um alto preço – você tem que aceitar o sistema de valores deles, um sistema de valores que sofre direta influência satânica. Aceitar o sistema de valores do mundo é basicamente um ato de traição contra o Rei Jesus e é um tipo de idolatria.

Aqueles eruditos conservadores que põem um alto valor em “reconhecimento acadêmico,” para serem reconhecidos pela “comunidade acadêmica,” etc., necessitam se perguntar a si próprios quais são as pressuposições que jazem sob tal reconhecimento.

Por favor note que eu não estou desacreditando a educação e o saber legítimos – eu mesmo tenho ganho três graus de pós-graduação – mas eu estou desafiando os conservadores a se assegurarem que sua definição de erudição vem do Espírito Santo, não do mundo, que sua busca por reconhecimento é piedosa, não egoísta.

Eu por todas as maneiras suspeito que, se isto fosse feito, então ocorreria uma
dramática mudança no mundo cristão conservador com referência à prática da
crítica textual do NT e da identificação do verdadeiro texto do NT.

 

 

 

A DOUTRINA DA ENCARNAÇÃO DO VERBO

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A DOUTRINA DA ENCARNAÇÃO DO VERBO

 

É uma doutrina central do Novo Testamento o fato que é o divisor das águas e finca os alicerces da ortodoxia e desmascara o espírito do erro, a doutrina do Emanuel que se fez carne é o ponto crucial que estabelece a expiação e a salvação e o Senhorio de Cristo. Não é admirável que desde cedo o espírito do erro tenha atacado justamente esse ponto e essa é a forma como o mundo é enganado? Fla-se de cristo em todos os lugares, as religiões colocam Cristo num lugar de destaque, mas no centro jaz a negação de todo o conflito contra a doutrina da encarnação do Verbo, se a religião for falsa. Desde cedo João estabeleceu isso como norma, é a base do discernimento espiritual, naquele momento em que o movimento gnóstico estava ganhando forças, a heresia gnóstica atacava a pessoa encarnada de Cristo. Não aceitavam a carne do Verbo, a pessoa de Cristo era tolerável e aceitável, mas um Deus que se fez carne, era inaceitável para uns escândalo e loucura para outros. (I João 4:1 a 5) De modo que sobressai o eco do anatema sobre aqueles que apresentam outro Cristo por rejeitar aquele que as Escrituras revelam (Galatas 1:8 com João 7:38) Eis a operação do espírito do erro. A doutrina do Verbo que se fez carne é um insulto ao deus deste século, o espírito do anticristo rejeita completamente essa doutrina (I João 1;9) mas o homem piedoso persevera nesse fato: Cristo homem é Divino na sua essência. A encarnação do Verbo forma o sangue da expiação, a remissão dos pecados de cada miserável pecador perdido ecoa desde as paginas do Evangelho porque o misterio imperioso da encarnação sobressai nas palavras de Paulo de forma maravilhosa: “E, sem dúvida alguma grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espirito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória” (I Timoteo 3:16) assim seguimos a revelação do Espírito Santo: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre em nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14) Aqui está a grandeza  de Deus, a grandeza da sua humilhação, do seu esvaziamento, e isso realmente é um insulto ao orgulho humano, enquanto que o imperador romano descansa sentado no trono da sua realeza, o Filho de Deus nasce numa manjedoura, enquanto os governos daquele mundo tinham um trono, o Filho de Deus padeceu na cruz, enquanto os reis da terra reinavam o Filho de Deus durante três dias repousava no seio da terra, mas Cristo ressuscitou e ascendeu aos Céus até a destra do Trono de Deus Pai, e aqueles pobres miseráveis reis do mundo, jazem séculos na sepultura. Aqui está o fato tal como a história conta e não de sobremodo que ficamos impactados com esse fato?

 

Se você quer vencer o Espírito do anticristo, precisa abraçar a doutrina do Verbo encarnado, o Filho de Deus se fez cordeiro, corpo foi preparado para Ele, sangue correu nas suas veias, era sangue imaculado, precioso, vida divina e vida humana fluem do sangue de Cristo, ou não é assim? “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espirito Santo vos constitui bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que Ele resgatou com seu próprio sangue”(Atos 20:28) A palavra do Testemunho que dá vitória sobre o espírito do anticristo é o sangue do cordeiro, o sangue derramado da obra consumada e perfeita de Cristo na cruz.  Os vencedores sobre o espírito do anticristo são testemunhas da morte e da ressurreição do Verbo de Deus, a igreja bíblica faz eco ao “está consumado” o cristão bíblico brada o “está consumado” e o cristão que vence é aquele que é testemunha da ressurreição e triunfo de Cristo, vitoria sobre o pecado, a morte e o diabo. (apocalipse 12;110 “Eis que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo e tenho as chaves da morte e do inferno”(Apocalipse 1:18) “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também Ele participou das mesmas coisas, para que pela sua morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo”(Hebreus 2:14) Sim! Ele participou das mesmas coisas, da carne e do sangue, se fez homem, nasceu e cresceu como cada um de nós, porém sem pecado, sem mancha, é cordeiro e é sacerdote, não como os sacerdotes humanos que primeiro teriam que expiar seus proprios pecados, para depois apresentar sacrifício de expiação pelos pecados do povo, mas Ele, o Verbo é o Sacerdote da ordem de Melquisedeque, perfeito, puro, santo, consagrado com a natureza celeste, Ele é perfeito para oferecer um sacrifício perfeito e dar aos homens uma salvação perfeita.  Tudo o que o diabo deseja, o espírito do anticristo é transformar essa preciosa graça salvadora em dissolução (Judas 1:4) percebemos que é chegada a última hora (I joão 2:18) a apostasia dos ultimos tempo será caracterizada por uma abandono da fé cristã bíblica (I João 2;19) teremos um espírito do erro, que rpofanará o santo evangelho, essa influência maligna fará com que seja negado o Pai e o Filho (I João 2:22) essa negação constitui-se da forma que o Filho é diferente em função e natureza, de modo que o erro que será promovido, será a diminuição da natureza do Filho seguida da negação da encarnação dEle, pois o verbo se fazendo carne é algo inconcebível ao homem natural que não compreende as coisas do Espírito.  Não confessarão que jesus veio em carne (I João 4:3) pois sem a encarnação do Verbo que era Deus, a sequência da negação é o sangue da expiação, que precisava ser perfeito, teria que ser celeste, algo em torno da obra do Espírito Santo, que estava no processo da concepção do Verbo no utero de Maria, e então daria forma ao Cristo encarnado que procedeu do alto, deixou a sua glória para sofrer os tormentos do Calvário por causa de nossos pecados (I Pedro 2:24 e Tito 3:5 com Galatas 3:13) O Pai e o Filho distintos em função, unidos numa perfeita unidade e natureza. Assim no contexto da epístola de João encontramos o exemplo de Caim, que desejou oferecer holocausto sem sangue (I João 3:12) a negação de uma obra de consumação mui perfeita é a consequência de uma negação da encarnação do Verbo Divino. Sem um sangue perfeito não poderia ter sido efetuada uma eterna redenção. Deus toma de sua própria natureza para redimir as criaturas caídas,  pois de outra forma é impossível que sangue de animais e homens caídos sirvam como expiação definitiva com a potencia espiritual de conceder perdão através do processo de apagar os pecados dos pecadores. Deus sacrifica seu Filho celeste para salvar homens adâmicos.

O espírito do erro mantém o espírito do anticristo, essa força espiritual demoniaca inspira os falsos profetas. Pedro fala que esses falsos profetas negam o resgate pela redenção através do sangue (II Pedro 2:2) Como essa força espiritual é antiga, prevaleceu sobre a doutrina de Caim que acreditava no sacrificio e holocausto sem sangue. De modo que por figura nega a necessidade do um cordeiro substitutivo. Assim o opositor que é contra Cristo é contra a encarnação dEle,  o homem do pecado o filho da perdição que se opõe (II Tessalonicenses 2:3 e 8) aqui jaz todo o engano da injustiça. Quando se nega o Cordeiro que tira o pecado do mundo no cerne da sua divindade, nega-se o poder de Deus e a Sua misericórdia, se faz agravo ao Espírito da graça. O homem então só pode encontrar outro meio de  salvação: confiar nos méritos próprios, assim nasce a crença da justiça humana, de que o homem pode por si mesmo alcançar a salvação, na pior das hipótese sem a ajuda de Deus como acontece na superstição do transhumanismo. Mas o cordeiro, o Verbo de Deus é apresentado na mensagem divina desde os céus na forma do Evangelho, como aquele que Resgata com o próprio sangue numa compra que é efetuada na cruz (I Pedro 1:18 e 19 I Corintios 6:20) portanto Ele, o Senhor, pode afirmar ser “O caminho, a verdade e a vida”(João 14:6) porque todo o Novo testamento aponta para o fato de que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores, e que desde então estávamos debaixo de uma condição de morte espiritual profunda (Efesios 2:2) mas o Verbo que se fez carne, vai derramar seu sangue na cruz, obra de resgate, sacrificio cruento unico e infalivel. Creia nisso contra o espírito do erro que prevalece no mundo, pois que este espirito que atua atualmente no mundo, já estava influenciando falsos mestres desde os primeiros anos da igreja quando João ainda estava vivo. A justiça divina foi satisfeita não por nossas religiosidade mas pelo sangue da Nova aliança que foi derramado na cruz. Aquele verbo completamente humano, Deus preparou um corpo para o Seu Filho unigênito e então deu ao mundo para morrer pelos pecadores (João 3:160 o mundo não gosta dessa maneira divina de atuar sobre as demandas de rebeliões humanas, e não aceita tal ato de misericórdia. A mensagem da cruz é uma loucura para os que perecem, o curso deste mundo está sob o domínio tirano do diabo (I João 5:19) ele cega o entendimento dos incredulos, a glória da salvação pelo derramar do sangue de Cristo, pelo Seu corpo humano rasgado na cruz é rejeitado pelo homem sob a influência desse espírito do erro.  O mundo não aceita um Deus que se fez carne, mas estará tão cego nos ultimos tempos que aceitará um homem da perdição que se assentará no templo de Deus e quer ser um deus. Esse opositor do sangue da aliança (II Tessalonicenses 2:4) é o espírito do anticristo. Ora sem a encarnação do Verbo não haveria resgate, a obra vicária da cruz não seriam possíveis fora da encarnação do Verbo. Cristo cumpriu todas as exigências necessárias para que uma obra consumada pudesse ser realizada na cruz.  Satanás tem sido muito eficaz em dissuadir os homens de que isso não é verdade, de que Deus em Cristo teve que reconciliar o mundo através do sangue imaculado derramado de forma muito vergonhosa e escandalosa na cruz.  Esse é uma afronta ao orgulho humano, sem os meritos propios, o homem se sente nu e se esconde atrás do arbusto da religião, tece com suas próprias mãos uma cobertura para sua nudez espiritual, mas só há um revestimento apropriado, e se dá através de sangue, alguém tem que morrer para ceder a cobertura de vida para quem jaz na sombra da morte. A túnica de sangue imaculado é a cobertura necessária para que aos olhos divinos o homem seja justificado. Só Cristo, o Verbo de Deus pode dar essa cobertura pelo Seu sangue. Essa mensagem se tornará cada vez mais escandalosa para os nossos dias, o homem  maltrapilho, cego, um cadaver espiritual, encerrado debaixo da desobediência, incapaz de sair por conta própria dessa condição maldita, isso fere o centro do ego, faz a flor do orgulho humano murchar, a cruz do Calvário fendeu a carne do Verbo, aquele que se esvaziou na encarnação, esvazia seu corpo do sangue, gota por gota, até o grito do “está consumado” vergonha de todas as vergonhas!  O mais bendito se faz maldição por nós (Galatas 3:13) alguns ousam, na fornalha acesa do orgulho e em densas trevas do egoísmo que todo o sofrimento do Verbo não foi suficiente, todavia deixe-me dizer que a única ajuda do homem na obra da cruz, foi pesar mais e mais o fardo de abominações que o Verbo encarnado, o Santo Salvador e Senhor Jesus Cristo teve de suportar.  O sangue tingiu a madeira, tingiu as vestes, tingiu a via dolorosa, tingiu a terra do Calvario, a carne rasgada do verbo e o véu rasgado do templo, rasguem-se os méritos religiosos e o orgulho de cada pecador perdido, porque o Verbo se fez carne e o batista bradou “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Assim a heresia que marca o espírito do erro não é outro senão a negação da encarnação do Verbo divino, o Alfa e o Omega que se faz cordeiro, as mãos que fizeram os mundos pregada no madeiro, a voz que deu forma a materia num brado de “Deus meu, Deus meu” estava o Verbo que ampara cada salvador arrependido, desamparado na cruel condição da cruz, nem o sol obra das mãos do Verbo, quis permanecer brilhando sobre jerusalém naquele dia, e hoje, pobres criaturas pecadoras sopram sobre a palha dos méritos pessoais tentando acender o fogo da justiça própria! Lamentável tudo isso? Mas eis que a um caminho seguro no meio do lamaçal de pecados e mentiras. Embora o espírito do anticristo tente entenebrecer a mente dos pecadores quanto ao poder da Obra consumada de Cristo na cruz e na eficiência do sangue da carne do Verbo. Há o Espírito de Cristo (Romanos 8:9) e o espirito do anticristo (João 4:3) Assim como há as profundezas de Deus(I Corintios 2:10) e as profundezas de Satanás (Apocalipse 2:24). Confesse que Jesus veio em Carne, confesse que o Verbo é Criador, confesse que a morte na cruz é um fato consumado, confesse que    Cristo encarnado venceu a morte o pecado e o diabo, confesse que o Verbo ressuscitou literalmente num corpo glorificado, confesse Cristo, faça dessa verdade o brado da vida e a respiração da fé, confesse a encarnação do Verbo, a morte vicaria do Verbo, a ressurreição glorificada do Verbo, a entronização soberana do Verbo, a vinda triunfante e literal do Verbo ressurreto e glorificado e por fim no cumprimento literal e absoluto de que na dispensação da plenitude dos tempos, Cristo tornará a congregar todas as coisas no céu e na terra (Efesios 1:10) 

Amém



CLAVIO J. JACINTO