Em Santa Humildade

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Eu tenho um caminho pela senda da cruz
A via que elimina os anseios de um velho homem
Os espinhos também florescem depois da morte
A esperança que ressuscita depois da consumação

E eu pobre que em desgraça tanto chorava
Na miséria da escravidão de meus terríveis pecados
Coração acorrentado sujeito a vis paixões
Precisava dentro dessas angustias, a libertação

Então vi ao longe aquele Calvário de dores
Nos fardos abomináveis cheio de meus dissabores
Lugar de ceifa amarga de punhais cortantes
Que sugou a vida de quem ficou em meu lugar

Desço nesses degraus até o santo monte desses "ais"
De mãos vazias, castiçais apagados e vergonha nua
Por entre o rosto minhas mãos sujas de falsas obras
Contemplando trêmulo o Cordeiro da substituição

Vazio está esse meu coração todo baldio
Mendigo frágil nos farrapos de minha pobre religião
Precisando de amparo, fui caindo até o ó da humilhação
Pois na cruz encontrei um Caminho de refúgio

Deixando todos os tumulos de sacrificios vãos
Recorro a fonte de vida que de lá emana
E como um pobre e miserável mendigo vou bebendo
Até meu coração todo ser purificado por dentro

Prostrado em santa humildade, contemplo
E no silêncio depois das dores que o cosmos de cala
Erguendo-me depois de receber o santo consolo
Carregando na voz grata toda a gratidão pelo perdão.

Prossigo erguendo a face perante o infinito
De joelhos a alma se preza a mais chorar
Não porque está sofrendo nas gotas amargas e frias
Mas as lágrimas consoladoras de santa alegria.

Clavio J. Jacinto

EM SANTA IGUALDADE

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Uma Das passagens que muito admiro, veio de um apostolo de Cristo, I Pedro 5:5, Deus resiste aos soberbos e dá graça aos humildes. Aqui, lemos no grego huperéphanos, e segundo Strong, significa alguém que se considera superior a outro. É incrível como as Escrituras tratam desse assunto, homens de púlpitos com ares de superioridades, diplomados com gesticulações interiores de orgulho,gente que ao portar carteirinha de obreiro e se acha o tal, tudo isso não tem respaldo nas Escrituras. Por favor, creio em ministérios vocacionados na Nova Aliança, creio que há homens santos que atuam na graça e vivem debaixo da misericórdia, porém não existe um elitismo no Novo Testamento. O mais forte suporta o mais fraco, mas todos dependem do Espírito de Cristo. Nisso consiste em carregar os fardos uns dos outros, a irmandade cristã nivela todos debaixo da graça de Deus, tendo Deus como o “pai nosso que está nos céus” como ensina o santo apostolo “Nada façais por contenda ou por vangloria, mas por humildade, cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2:3) como você pode perceber, existem alguns temas das Escrituras que não são ensinados nas igrejas, por mais bíblicas que elas pareçam ser. A Eclésia bíblica, a assembléia cristã é composta de homens que seguem os padrões do Novo Testamento sobre conduta de humildade. Esses valores sagrados de humildade, colocam os lideres como serviçais e os membros como cooperadores no mesmo nível. Se alguém tem experiências mais profundas com Deus, esse deve ser o mais disposto a ajudar quem precisa de crescimento espiritual, quem estuda e se dedica mais ao aprendizado das coisas sagradas, esse deve dispor-se a ensinar quem precisa de orientação e ensino nas questões relacionadas a vida cristã. Não há lugares para dispostas hierárquicas (Presenciei muito esse tipo de disputas, vi muitos enciumados por causa da elitização da vocação), mas ofícios como diaconato, ministério pastoral, etc. Não colocam pessoas acima de outras. Não há um clero á parte de um grupo submisso e passivo, a igreja é feita de membros funcionais ativos, todos e não apenas alguns, mas a função nunca concede superioridade á um em detrimento de muitos, cada um tem seu nível de importância no corpo de Cristo. Não há um ambiente sagrado onde à graça de Deus atue, a não ser na humildade. Geralmente os equívocos se perpetuam por causa da falta de humildade, virtude pouco cultivada hoje em dia e tema pouco abordado por lideres cristãos e ainda mais grave pouco praticado por causa da ignorância sobre esse assunto. Cito um exemplo, a ansiedade por popularidade é o campo fértil da liderança cristã. O desejo pela plataforma da fama é um campo bem disputado hoje em dia, todavia, jamais se lembram esses que Jesus pouco  falou sobre pregar para multidões e receber fama e gloria por meio do evangelho, mas mandou entrar no quarto secreto (Mateus 6:6 no grego “tameion” é identificado por Strong, como uma câmara secreta, lugar do anonimato, onde temos um encontro pessoal com Deus) Não estou afirmando que pregar para um grupo grande de pessoas seja algo errado, falo da inversão dos valores, pois dobrar os joelhos e adorar e falar com Deus no anônimo de um quarto secreto, não é um ato inferior ao púlpito com multidões! Quero que o leitor perceba que uma coisa não é superior a outra, e não temo dizer que o quarto secreto num encontro com Deus é um ato até mais elevado do que pregar as multidões, pois que enquanto que no meio de pessoas há quem irá idolatrá-lo, já no quarto secreto, basta ser um pouco sensato para se humilhar completamente debaixo da presença do Todo Poderoso. (Veja Provérbios 22:4 Colossenses 2:18) Mas em nossos dias, quem ensina e defende ou ainda mais almeja isso? o conceito é completamente oposto, pois não somos ensinados sobre humilhação santificada, não somos orientados a perceber a importância da humildade, o clericalismo seja ele evangélico ou católico, nos conduz á outras direções complemente opostas ao exemplo de Cristo, e infelizmente hoje, poucos estão dispostos a reconhecer esse desvio grave. Aos moldes do Novo Testamento, ninguém deseja ter titulo eclesiástico, uma vez que a forma do sofrimento e o risco que correm os que desejam se submeter aos padrões bíblicos têm os apóstolos como exemplo, todos com exceção ao amado João, foram martirizado, conforme registrou os historiadores da igreja.(Veja Efésios 4:2)

Clavio J. Jacinto

SEGUES O EXEMPLO DE CRISTO?

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“... E começou lavar os pés aos discípulos” (João 13:5) a grande ceia prossegue, a grande lição é dada no que pode ser praticado, a realidade está na ação, no ato de um declínio, o serviço de um escravo. Era Cristo quem estava agindo assim. Não havia pompas, ali naquela cena não estava um campo minado do glamour e glórias humanas. A força operacional do orgulho estava reduzida a escombros. Jesus estava lavando os pés dos discípulos. Pés encardidos, fedorentos, cheio de fezes de animais devido ao acumulo de sujeira fecal dos animais nas ruas centrais da palestina onde o transito de cavalos era intenso. Havia um histórico de uma jornada que procedeu ao amanhecer de mais um dia, naquele ambiente caustico, o fim do dia apresentava aos discípulos, os pés impregnados de todo o tipo de sujeira aderido por causa do suor, mas Jesus inclina-se até aos pés sujos dos discípulos. Que cena ridícula, quando exposta aos teólogos modernistas, a elite glamorizada da religião do orgulho humanista, passa a passos largos de textos maravilhosos como João 13:1 a 20. A religião do impressionismo que se adere à fé cristã para sustentar toda a pompa e orgulho nocivo que caracteriza a marca da elite espiritual que se destaca hoje em dia e que nada tem do espírito de Cristo (Romanos 8:9). Poucos querem seguir o exemplo do Salvador até as descidas aos degraus do serviço humilde, para certas mentalidades filosóficas isso seria radical demais, descer e despojar-se de todo o orgulho, um esvaziamento das coisas seculares é necessário para um enchimento com coisas celestiais. Assim da humildade de Cristo, pouco exemplo tem tido utilidade pratica no meio evangélico de hoje. Nós rejeitamos aquelas atitudes que Jesus abraçou, e de modo ousado, celebramos o estilo de vida que ele desprezou. Isso não é um assunto confortável, não queremos lidar com a realidade de que as coisas singelas são marcas de um verdadeiro apostolado. Olhemos para os apóstolos modernos, porque eles querem ser chamados assim? Porque desejam combater o bom combate acabar a carreira e guardar a fé e logo em seguida morrer como mártir? Não! Seguem a pompa e o glamour, o desejo por grandeza destrói toda necessidade de cultivar a humildade. Pedro se escandalizou com tamanha humilhação serviçal, isso parecia ser uma atitude inconcebível para aquele que os profetas chamaram de Emanuel, mas a atitude de Cristo é uma descida aos recônditos mais firmes do caminho mais seguro onde as virtudes mais raras recebem a fertilidade mais poderosa: a humilhação serviçal. Lidar com o gigantismo não é fácil, a natureza do homem quer receber inchações e se sobrecarregar de tudo o que agiganta o próprio conceito de si mesmo. O caminho da humilhação e da humildade é um caminho insuportável para os que desejam caminhar sob a luz do orgulho pessoal. De fato, creio que muitos ensinos de Cristo são confrontos diretos á natureza humana caída, o mundo não entende o porque de mãos puras precisaram tocar em pés sujos e fedorentos, mas nessa retórica de ação sublime repousa todo o cerne da justificação pela obra consumada e perfeita de Cristo, onde Ele mesmo lava-nos de nossas pecados mais pungentes, nossas mais tenebrosas manchas espirituais provocadas pelas iniqüidades mais malditas são  removidas pelo sangue de Cristo, quando cremos nEle.(I Pedro 2:24 Apocalipse 1:5) Assim embora Pedro se comova, na percepção sensata daquele caso, é mais insensível aquele que não consegue ver a profundidade da ação de Cristo.


Clavio J. Jacinto

Quem Eram os Nicolaitas?

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Um definição clara sobre heresia, nem sempre corresponde ao padrão estabelecido pelos teólogos. Por exemplo, Jesus odiou a doutrina dos nicolaitas, que prevalecia numa assembléia cristã do primeiro século. (Apocalipse 2:6) A questão central que gera alguma polemica é explicar quem eram esses nicolaitas e o que era o nicolaitismo. Muitas suposições podem ser elaboradas, porém não temos muitas informações dentro do Novo Testamento acerca dos nicolaitas. Sabemos Que eles ensinavam uma doutrina ruim, ao ponto de chamar a atenção e por fim suscitar a raiva do Senhor. Se percebermos que a palavra Nicolaita deriva de Nicolau, temos poucas pistas sobre quem de fato era este. Se o nicolaitismo é um movimento religioso que se infiltrou na igreja, então teremos algumas pistas para favorecer uma  interpretação. A junção de “Nico” com “laos”, significa um domínio sobre um publico. Assim, os nicolaitas seriam os defensores de um  sistema hierárquico que dava uma super-enfase a liderança em detrimento e diminuição do sacerdócio universal de todos os santos.(I Pedro 2:9) Se assim for, então temos no sistema evangélico vigente um nicolaitismo tal como prevalecia de certa forma na igreja de Efeso, na época em que João estava na ilha de Patmos. Creio que há uma liderança vigente no Novo Testamento, essa liderança, porém é servil, não há pompas no estilo de liderança servil do Novo testamento, como pregador e profeta João Batista se vestia de modo completamente rudimentar. (Leia Mateus 20:25 a 28 e confira o ensino de Cristo!) Ao contrario dos sacerdotes que tinham pompa e  estilo, os apóstolos seguiram padrões de humildade serviçal, e esse era o grande diferencial na vida de Cristo e dos apostolos. De modo que, se eles aparecessem hoje, quase todos os cristãos olhariam com reservas, e eles jamais teriam a oportunidade de sentar-se em uma poltrona nas plataformas erguidas nas catedrais modernas. (púlpitos). Paulo ensina que uma das principais obras do diabo é corromper os sentidos para que os cristãos se afastem da simplicidade que há em Cristo Jesus (II Coríntios 11:3). Mais uma vez reitero, que creio em ofícios como Diáconos, pastores e presbíteros, como descreve as Escrituras, porém isso não tem conexão com pompa, profissão, status etc. O líder servo é aquele que oferta sua dedicação e capacitação espiritual para ministrar bênçãos, conselhos, alimento espiritual, como um pai de família se responsabiliza pelos seus em casa. é de fato servo, pois tem Cristo como modelo de liderança e o que o Senhor deixou como exemplo deve ser de grande relevância para os autênticos lideres espirituais: João 13:1 a 20)




Clavio J. Jacinto

Deus Cura o Homossexualismo?

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Deus Cura o Homossexualismo?
Existe na sociedade, na mente dos homens, graus de pecado. Para o homem, um pecado pode ser socialmente aceito mais de que um outro. Enquanto um pecado veio a sofre o desdém do homem, os outros eram permitidos. Era a vez de adultério ser o pecado pior nos olhos da sociedade. Enquanto este era o pior pecado a glutonaria, a traição e o bebedice foram tolerados. Depois veio a vez das drogas. Enquanto as drogas eram o pior pecado, a prostituição foi aceita pela sociedade. Depois chegou a vez de homossexualismo. Para muitos este é o pior pecado e alguém pode ser homicida, prostituta (o), etc. e conhecer a tolerância da sociedade. Por causa do homem ser liberal e inconstante com seu próprio pecado, Deus é o juiz do homem. Deus tem um juízo puro e fiel.

Toda e qualquer desobediência da lei de Deus é iniqüidade ou pecado (I João 3:4; 5:17). Todo e qualquer pecado gera a morte (Tiago 1:15; Ezequiel 18:20). Cristo representava o Seu povo em tudo, e levou  sobre Si o castigo que era necessário para salvar-lhes e apresentar-lhes justos diante de Deus (Isa 53:4- 11). Toda e qualquer pessoa que é salva hoje antes andava segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Efés 2:2,3). Existe pessoas na Bíblia que, antes de serem salvas, andavam em prostituição, a impureza e a vil concupiscência (Col. 3:5-7). Existe pessoas na Bíblia que eram efeminadas e sodomitas mas foram lavadas, santificadas e justificadas em nome do Senhor Jesus Cristo (I Cor 6:9-11). Se as pessoas salvas andavam segundo o curso deste mundo, praticavam a vil concupiscência e eram efeminadas e sodomitas, mas, agora são apresentadas limpas diante de Deus pelo sangue de Cristo, basta concluir que Cristo representou tal pecado do homossexualismo tanto quanto qualquer outro pecado.

Mesmo que Deus salva todo pecador que vem a Deus por Ele; mesmo que o pecador é lavado completamente de todos os seus pecados no ponto de vista de Deus, o pecador que teve uma vida de pecado antes de ser salvo, terá cicatrizes na sua vida enquanto ande neste mundo. Cada um de nós tem “o pecado que tão de perto de nos rodeia” (Heb 12:1) e este é causa de muita lamentação na vida do Cristão (Rom 7:24). Tanto mais tempo gasto no pecado, maior a sua cicatriz. Em nossa carne não habita bem algum mas somente a lei do pecado (Rom 7:18, 23). Todavia, o Cristão, na regeneração, tem uma nova natureza através do Espírito Santo que vem morar nele (I Cor 6:19; II Cor 6:16). Por ter o Espírito Santo morando no Cristão, e por ter ainda a lei do pecado na carne, há uma luta constante entre a carne e o espírito (Gal 5:17). Por Aquele que é nascido em nós ser maior do que a tentação, da carne e do pecado, podemos ter a vitória (I João 4:4; João 16:33; Rom 7:25). Mas a vitória não vem sem uma luta que leva- nos a mortificar os nossos membros que estão sobre a terra, e, isso continuamente (Col. 3:5-11).

Tanto mais o salvo seja feita conforme na imagem de Cristo, mas a cura do seu pecado é feito. Quanto mais o Cristão aprenda de lançar sobre Cristo as suas ansiedades (I Pedro 5:7); quanto mais o salvo aprenda de procurar o escape que o Deus fiel dá com cada tentação que permite que vem nos exercitar (I Cor 10:13) mais curado ele fica daquele pecado que tão perto dele rodeia. Mas mesmo podendo alegrar na graça que superabunde onde o pecado abunde (Rom 5:20), os dardos inflamados do maligno pode soar e ferir. Portanto é necessário nunca confiar na carne mas sempre ser vestido de toda a armadura de Deus (Efés 6:10-20). Somente assim pode qualquer resistir no dia mal.


Missionário Calvin Gardner 

Fofocas na Igreja

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Fofocas na Igreja
Pastor Helmut Rossi São Paulo, Junho de 1.987

Levítico 19:16-19
Penso que o motivo real porque Deus nos deixa transmitir algo sobre a “fofoca”, é que esse problema de maneira nenhuma nos é estranha. Nós não somente ouvimos fofocas, também as espalhamos e nós mesmos fomos vítimas delas. E acreditem: Todas as três coisas doem ao Senhor da mesma maneira!

Quando conto adiante algo que eu deveria Ter ficado para mim, normalmente o justifico com as palavras: “Precisamos de qualquer maneira orar por fulano ou sicrano, ele tem o seguinte grave problema...” Mas então normalmente não oramos, mas falamos bastante sobre o assunto. Naturalmente sempre foi altamente interessante ficar sabendo das últimas histórias sobre uma pessoa ou uma obra.

I).    O que é fofoca?

Por ocasião da nossa conversão a Jesus, deixamos os “grandes pecados” como por exemplo, mentir, roubar, beber, enganar, uso de drogas, etc. Começamos a passar nosso tempo com nossos novos amigos, falando a respeito de nosso Senhor, sobre nossa vida e  sobre o que acontecem à nossa volta. Complemente inofensivo... pensamos. Mas, observemos a coisa um pouco mais de perto! Quantas vezes essas conversas estão cheias de julgamentos, de boatos, de “ouvi dizer”... escondidos cuidadosamente atrás de um sorriso cristão!

Já sabias que a bíblia fala muito sobre fofoca? E não se trata de um “pequeno pecado”, como muitos de nós pensamos. Na bíblia está escrito: “...a boca perversa, aborreço” (Prov. 8:13). Deus nos ordena: “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo.” (Lev. 19:16). Ele também diz: “...aprendam também a viver ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não devem.” (I Tim. 5:13). E no Salmo 101:5, Deus diz: “Ao que as ocultas calunias o próximo, a esse destruirei.” Deus é de opinião que pessoas tagarelas não o reconhecem, estando entregues aos seus pensamentos corrompidos. Ele equipara pessoas difamadoras com aqueles que não merecem confiança, como assassinos e aborrecedores de Deus. Ele continua, dizendo que aqueles que fazem tais coisas, sabem que merecem a morte. Mas isso não os impede de continuar a faze-las e até a animar outras a pratica-las (Rom. 1:28-32).

Além disso as fofocas não precisam ser obrigatoriamente mentirosas. Muitos pensam: “O assunto é verdade, por isso posso contá-lo a todos.” Mas isso não está certo! Dizer a verdade com falsos motivos pode Ter efeito ainda mais funestos do que falar inverdade. A seguinte definição de “fofoca” deixa isso claro: Falar algo de alguém é fofoca, quando o que é dito não contribui para a solução do problema da pessoa em questão.

II).     Orientação na Bíblia

Quando somos ofendidos por alguém ou vemos que alguém vive em pecado, temos que ir a essa pessoa e a nenhuma outra! (Mat. 18:15e16). Se alguém vive em pecado, que valor teria, falar a respeito a outros? O que os outros irão fazer a respeito? Ao invés disso, é nossa tarefa reconduzir o irmão ou a irmã à comunhão com Deus. Poderias mostrar-lhe o ponto escuro em sua vida, que o Senhor gostaria tanto purificar. Se a pessoa não der ouvidos, deve-se dar outros passos. “Irmãos, se alguém for surpreendido em alguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-lo, com espirito de bradura; e guarda-te para que não sejais também tentado.” (Gal. 6.:1)

III).     Envolver outros

Transmitir a outros nossas mágoas e amarguras e ouvir quando eles falam das suas, é outra área em que devemos ser bem cuidadosos. Se alguém feriu teu amigo, e este te falar da sua dor, provavelmente ficará ofendido por simpatia por ele. Então também te sentes ofendido e talvez ficas bravo com a pessoa que fez tal coisa ao teu amigo. Mais tarde é possível que os dois se reconciliem, e tudo estará perdoado e esquecido. Mas um problema permanece: Tu continuas amargurado!

Uma briga causada por um pequeno incidente, pode ter conseqüências muito amplas e estender-se por muito tempo, dependendo de quantas pessoas tomam conhecimento dela. Vês, é complemente injustificável envolver outros em tuas mágoas. Não temos o direito de ir a outro, exceto a Deus e aquele que nos ofendeu.

IV).     A diferença entre aconselhamento e fofoca

Muitas vezes, fofocas e difamações são camufladas como “aconselhamento  espiritual”. Nada existe de condenável no aconselhamento espiritual, se realmente falar com conselheiro espiritual, um conselheiro espiritual é um crente maduro, que te exorta numa vida espiritual e à reconciliação, que aponta seu pecado na situação que está sendo analisada! Ele não exagera a importância da questão e não fica logo ofendido pessoalmente. A ele interessa principalmente a vontade de Deus, não a tua.

Na maior parte das vezes, nem procuramos seriamente uma solução quando falamos com alguém sobre um problema, mas somente um ouvinte compassivo, que também defende nosso ponto de vista. Parece-nos indiferente, quantas divisões provocamos, enquanto pudermos atrair pessoas para o “nosso lado”. “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contenda entre os irmãos.” (Prov. 6:16-19)

V).    “Mas estou somente ouvindo!”

Muitos de nós pensamos que somente ouvir não é tão grave quanto espalha-las. Mas isso não é verdade! Deus diz: “O malfazejo atenta para o lábio iníquo; o mentiroso inclina os ouvidos para a língua maligna.” (Prov. 17:4).

Em I Samuel 24:9, Davi exorta a Saul: “Porque dás tu ouvidos às palavras dos homens que dizem: Davi procura fazer-te mal?” Sim, porque lhes damos ouvidos?! Porque estamos tão rapidamente dispostos a acreditar o pior? Na bíblia está escrito: “(o amor) tudo espera” (I Cor. 13:7). Porque não respondemos educada mas decididamente: “Desculpe, tenho a impressão que você está contando algo, que eu nem deveria ouvir. Você deveria conta-lo ao Senhor e aquele quem se refere, mas a mim não.”

Algumas exortações desse tipo, mataria em germe a maior parte das histórias de mexericos. Ao menos, elas impedirão as pessoas de vir a ti com sua conversa fiada. Talvez, assim também as estimule uma vez a pensar sobre coisas mais importantes que os assuntos de outras pessoas. A bíblia nos adverte claramente sobre o envolvimento com fofocas: “O mexeriqueiro revela o segredo, portanto não te metas com quem muito abre seus lábios.” (Prov. 20:19)

VI).     Um sinal de maturidade

“Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo.” (Mat. 12:36). Em cada palavra que dizemos, tomamos uma decisão. Ou nos decidimos a glorificar a Deus ou a entristecê-lo, rebelando-nos contra sua palavra; “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim, unicamente a que for boa para edificação.” (Ef. 4:29).

Freqüentemente não levamos a sério a ordem de Deus para controlar nossa língua. Trata-se, entretanto, de uma das características de um crente maduro. Tiago diz: “Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a sua língua, antes enganando o próprio coração, a sua religião é vã.” ( Tiago 1:26). Sabemos que o coração é enganoso mais do que todas as coisas (Jer. 17:9), e assim seria fácil justificar desse modo nosso comportamento errado.

VII).     Um pensamento final
Fofoca e difamação, são instrumentos de Satanás. Ele sabe: se consegui dividir-nos e fazer com que lutemos entre nós, estaremos muito ocupados para lutar entra ele. Temos que parar e pensar, antes de falar! Deveríamos decidir em nosso coração, nunca mais dar ouvidos a fofocas ou espalha-las! Isso é possível pela graça de Deus e através da nossa decisão de fazer a escolha certa! Talvez tenhas que pedir desculpas a alguma pessoa. Talvez será preciso revelar amarguras e curá-las. Vai primeiro a Deus e deixa Ele ordenar teu coração! Ele também te dará forças para fazer o restante: (Apoc. 19:7)

Sobre Sabedoria Aplicada a Vida

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Sobre Sabedoria Aplicada a Vida

A grande regra da vida espiritualmente avançada é a sabedoria aplicada a vida, quando um homem alcança níveis elevados de sensatez, ele aplica o princípio de Provérbios 16:16, que nos ensina uma verdade básica: “Quanto melhor é adquirir  a sabedoria do que o ouro e muito mais excelente adquirir a prudência do que a prata”. É bom lembrar que a grande maioria das pessoas e por mais que isso soe estranho, a maioria dos que professam a fé cristã não colocam essa regra bíblica aplicada a vida pessoal. Acredito que essa passagem de Provérbios se encaixa perfeitamente com outra proferida pelo nosso Bendito Salvador, e é aquela que nos ordena a buscar o Reino de Deus e sua justiça em primeiro lugar, como uma prioridade necessária para a experiência do verdadeiro discipulado. (Mateus 6:33) Agora, note que a palavra discipulado está associada a disciplina, nesse caso a regra áurea é que o homem que deseja alcançar níveis elevados de espiritualidade, precisa negar-se a si mesmo.(Lucas  9:23) Todos os conselhos bíblicos sobre esse assunto são perfeitos, o evangelho lida com a nossa própria natureza egoísta, e no progresso da revelação sobre o assunto encontramos Paulo falando sobre a mortificação da carne.(Colossenses 3:5)
Como devemos abordar a vida cristã e viver de forma sensata? Sem pender para coisas terríveis como fanatismo e legalismo e também não cair na armadilha do relativismo e do liberalismo? Essa é a base pelo qual podemos manter o equilíbrio: crescer na graça e no conhecimento. (II Pedro 3:18) Para crescer na graça, precisamos ser espirituais, a espiritualidade autêntica pode ser amparada por dois textos centrais que abordam essa perspectiva de forma clara e coerente; o sermão da montanha(Mateus 5 a 7) e Romanos 8. Creio que deveríamos estudar pelo menos uma vez por semana esses dois textos e aplicá-los a vida diária.
Que a vida é cheia de questões, não há dúvida. Há um fluxo contínuo delas em nosso coração. Nesse caso, a sabedoria é o conhecimento aplicado, e crescer na graça e no conhecimento nos dá o equilíbrio necessário para vivenciar a experiência de uma verdadeira sabedoria. Então, vejamos que o conhecimento aplicado só é coerente com o conhecimento Adquirido. Sem a aquisição de conhecimento, não pode haver possibilidade de conhecimento aplicado. Assim prossigo, buscando fatos que podem ser aplicados nessas questões a serem resolvidas. Primeiro, a vida organizada. Algo precisa ser feito, metas precisam ser alcançadas, então o gerenciamento do tempo e das oportunidades devem ser levados em conta, porque o tempo é fluente, ele nos chega e dele usufruímos, mas de que forma administramo-lo? A sabedoria se reflete antes no modo como estamos gastamos a nossa vida, cada minuto, cada segundo, cada hora e cada dia.  Segundo, como estamos lidando com os problemas que envolvem a nossa vida. Durante todo o dia aparecem muitos problemas fracionados, pequenas escolhas a serem feitas, pequenos detalhes que precisam de cuidado, pequenas coisas que precisam ser valorizadas e pequenas oportunidades de gerenciar conflitos e dificuldades. Apenas quando disciplinamos nosso coração a investigar a importância das coisas pequenas, teremos base sólida de crescimento espiritual.  Às vezes o eco de um pequeno ato ressoa para além do presente, prossegue de forma infinita para frente e alcança até mesmo um futuro distante. Como uma pedra lançada no centro de um lago espelhado e quieto, cujas pequenas ondas se alargam e chegam até as margens. Se não dermos o devido valor aos pequenos detalhes e as pequenas coisas que se expandem, não temos muito que apresentar em termos de sabedoria aplicada. Terceiro, há um labor  no estudo, o estudo aplicado ao crescimento espiritual, e nesse labor, deve o homem piedoso suscitar uma paciência e uma tenacidade, pois a sabedoria exige tenacidade e dedicação. Olhe que a maioria dos homens prefere o agito das conversas fúteis, outros gostam de envolvimentos mais tendenciosos, puramente materialistas para saciar a fome voraz do ego que apela apenas para as coisas temporais como um meio de satisfação existencial. A vida de um homem sábio e sensato é além do ordinário, é supra na sua essência vital, é extraordinária, de modo que ele não é comum, pois ora mais, estuda mais, vigia mais, dedica-se mais e investe pesado na sua própria inteligência, que ele sabe que será o instrumento da graça, onde o Espírito de Deus lapida e se serve como ferramenta para a glória do Criador. Quarto é preciso um fogo de paixão, um fogo intenso, que incendeie a alma, o coração e toda a nossa vida, com um amor pelo Senhor e pelo Evangelho. Investir em coisas não perecíveis, de durabilidade infinita, coisas relacionadas à eternidade. Nossas escolhas de hoje devem ser elaboradas dentro de conceitos mais amplos, por exemplo, como será nosso amanhã com a escolha que faremos hoje? e no dia de acerto de contas, quando tivermos que prestar conta da mordomia do tempo e da própria vida? Aqui apresento regras bem definidas, qual impacto terá no amanhã, as ações e as escolhas que iremos tomar hoje? Devemos ser almas apaixonadas pela verdade, isso é viver de forma sabia levar a serio os ensinos de Cristo e transcorrido o tempo que nos é dado, devemos aplicar esses valores no cotidiano, e chegar ao amanhã sem o transtorno do arrependimento por ações erradas que tomamos iniciativa de escolha nesse tempo presente. Quinto, o exercício da vida devocional, onde a vida vai ser fertilizada com o amor e com a comunhão e nessa direção segue o florescimento e a frutificação espiritual. Seu labor espiritual segue o arado da devoção, e nela as sementes germinarão, mas o que você está colhendo hoje? É abundante a frutificação? Teria o dileto leitor coragem de confrontar a sua vida junto a esse assunto de forma sincera? Avaliar se de fato está frutificando no Espírito? (Gálatas 5:22) Sexto, a visão do tempo do homem sábio é que ele enxerga a eternidade agora, não é uma condição de vida pós-morte, mas é agora. A solidariedade divina consiste em dar a eternidade como presente, e todo o homem que está em Cristo, é nova criatura (II Coríntios 5:17) e desfruta da eternidade agora, no momento presente. Os mananciais da eternidade jorram da obra consumada e perfeita de Jesus Cristo na cruz do calvário, e o homem mortal e sedento bebe dessas torrentes todos os dias, isso mantém a vida eterna como pauta do dia, vivendo o para sempre no dia de hoje, porque o vinculo de Cristo é com o Pai da eternidade. Sétimo, a sabedoria aplicada a vida significa muitas perdas de coisas frugais, significa muitos prejuízos quando vistas sob a ótica mundana. Significa deixar os prazeres do mundo, deixar os tesouros do mundo, abandonar as fantasias do presente século. Não importa o quanto sejamos iludidos por nossas fragilidades agitadas por desejos ilícitos, é um custo terrível desgarrar-se do materialismo, a civilização move-se de forma continua dentro dessa força avassaladora, de modo a se desprender completamente da vida material é uma luta medonha, mas é possível. A vida de Jesus reflete muito bem esse estágio avançado de sabedoria. Ele convivia em um mundo material, tudo a sua volta cheirava a conveniências políticas, sede de poder, egoísmo exagerado, o estado moral da humanidade estava em estado avançado de decadência e desgaste, mas como a luz da estrela da manhã que sobressai em meio a escuridão noturna sem ser tocada pelo poder das trevas a sua volta, domina todo o cenário celeste para prefaciar a aurora, assim o cristão coerente, brilha em meio a esse geração perversa e corrompida e age de forma a viver no mundo sem ser seduzido por seus agitos e prazeres. Creio que essas normas podem ser aplicadas a vida cristã e irão fortalecer todos os setores da vida, pois o progresso deve ser um avanço constante na vida de um homem regenerado, e  o tal deve viver uma vida fenomenal, embora aos olhos dos mundanos isso pareça uma loucura, todavia crescer na graça e no conhecimento, adquirir a sabedoria e a prudência e buscar o Reino de Deus e a sua justiça, de modo a ser sempre princípios prioritários são regras inegociáveis para aqueles que almejam viver de modo digno á vocação que foram chamados.




CLAVIO J. JACINTO