O relativismo é uma doutrina
filosófica que defende a pluralidade de verdades, negando a existência de
absolutos. Nessa cosmovisão, uma verdade pode ser relativa, configurando-se
como uma percepção puramente pessoal ou cultural, o que permite a coexistência
de pontos de vista opostos como legítimos. Contudo, à luz do Evangelho e da
doutrina das Escrituras, o relativismo é uma heresia. Mais do que isso, ele
atua como o principal motor de uma apostasia moral generalizada, que compromete
profundamente a sociedade contemporânea e pós-moderna.
O relativismo configura, em sua essência, uma contradição lógica. Para que tal
sistema seja coerente, ele precisaria fundamentar-se em um princípio absoluto;
caso contrário, não haveria critérios que sustentassem o relativismo como uma
verdade normativa ou um padrão de validade. Consequentemente, torna-se
insustentável a tese de que a verdade é, por natureza, ambígua e plural. Ao
rejeitar os absolutos em favor de uma ambiguidade universal, o relativismo
incorre em uma contradição intrínseca aos seus próprios termos. Em última
análise, o relativismo constitui uma contradição em si mesmo, revelando-se uma
tese insustentável e um mero jogo retórico. Embora muitos o considerem um
absurdo, é inegável que esta corrente está profundamente enraizada na sociedade
pós-moderna. Consequentemente, o relativismo consolida-se não apenas como um
perigo latente, mas como uma força anticristã em crescente expansão no tecido
social contemporâneo.
Em suma, o relativismo sustenta que
a verdade é subjetiva, variando conforme a perspectiva individual. Uma tese tão
simplista jamais teria sido considerada seriamente em épocas passadas. Contudo,
após décadas de um esforço metódico para erodir a educação, o Evangelho, a
moral e os valores judaico-cristãos, disseminou-se a aceitação do relativismo
como uma cosmovisão vigente. É imperativo que todo cristão rejeite e combata
essa postura, fazendo dela um tema recorrente nos púlpitos contemporâneos.
Todavia, observa-se uma negligência alarmante até mesmo entre aqueles que se
autodenominam fundamentalistas ou conservadores. Tal omissão revela um
cristianismo frouxo, que falha em expor e confrontar abertamente os erros de
nosso tempo, evidenciando que o caráter de muitos conservadores modernos parece
estar em dissonância com as verdades bíblicas fundamentais. Devemos, portanto,
considerar a exortação de Judas 3 e batalhar pelo bom combate da fé,
demonstrando a todos — especialmente aos cristãos — a ilogicidade do
relativismo. É possível que você já tenha tido contato com a refutação clássica
dessa corrente de pensamento: se toda verdade é relativa, a própria veracidade
dessa afirmação também o seria, o que a torna internamente contraditória.
Embora esse argumento atinja o cerne da questão, há quem o considere apenas um
exercício retórico ou um jogo de palavras.
Abordemos a questão sob outra perspectiva, ainda que o resultado permaneça o
mesmo. Para mim, a verdade abarca proposições como a ressurreição de Jesus e a
compreensão de que o Evangelho representa as boas novas de salvação para a
humanidade. É possível, contudo, que tais enunciados sejam considerados
verdades por mim, enquanto outros os reputem como falsos? Pode a afirmação
"Jesus ressuscitou dos mortos" ser verdadeira, ao passo que sua
negação também o seja para outrem? Em outros termos, uma afirmação e sua
contradição podem ser simultaneamente verdadeiras? Se os termos fundamentais
mantiverem significados constantes, ambas as proposições não podem ser
verdadeiras sem violar o princípio da não contradição, um alicerce indispensável
ao pensamento racional.
Analisemos um exemplo clássico sobre o qual pretendo discorrer. Ao observarmos
o céu ao meio-dia, constatamos que o Sol emite luz. Este é um fenômeno
absoluto, perceptível de qualquer ponto do planeta, inclusive nas comunidades
mais remotas: ao contemplar o firmamento, o indivíduo reconhece que a
luminosidade irradiada pelo Sol é a causa direta da claridade diurna. Trata-se,
portanto, de uma verdade absoluta; ninguém poderia sustentar, sob qualquer
pretexto, que o Sol emite trevas. O relativismo moral é incompatível com a
lógica, pois, ao afirmar que o Sol emite trevas, o indivíduo não apenas incorre
em um erro, mas profere um absurdo. Por conseguinte, o relativismo moral constitui
a raiz de todo absurdo. Conforme estabelecido formalmente no campo da lógica, o
princípio da não contradição, segundo Aristóteles, postula que um mesmo
atributo não pode, simultaneamente, pertencer e não pertencer a um mesmo
sujeito sob o mesmo aspecto. Ou estou presente, ou não estou; a coexistência de
ambos os estados é impossível. Da mesma forma, um indivíduo é cristão ou não o
é, uma vez que uma afirmação e sua respectiva negação não podem ser
simultaneamente verdadeiras, desde que os termos mantenham significados
constantes. Esse postulado constitui o fundamento do método de demonstração
indireta, amplamente utilizado no estudo da geometria e digo mais, em qualquer modelo
de pensamento sério.
A verdade possui uma referência central, o
que, por consequência, nos conduz a uma conclusão lógica. Em qualquer ponto
deste planeta, um círculo permanece sendo um círculo; trata-se de um absoluto
inegociável. Aquele que, ao observar um círculo, afirme ver um quadrado,
encontra-se sob efeito de entorpecentes ou apresenta um comprometimento
psiquiátrico. Portanto, o círculo constitui um padrão absoluto, válido
universalmente, independentemente da localização geográfica ou do transcurso do
tempo.
Não podemos olhar para um pássaro e dizer que é um elefante. Da mesma forma,
não podemos olhar para um elefante e dizer que é um pássaro. Dessa forma,
devemos entender completamente esse aspecto, que ele é fundamental. É um
absoluto, pelo qual determina as coisas reais. O relativismo nos leva para a
confusão, para o caos. Nos leva para o engano, para o erro. O relativismo é
essencialmente diabólico. Existem, hodiernamente, indivíduos que rejeitam a
existência de verdades absolutas; de fato, vivemos em um mundo permeado por
essa mentalidade. É surpreendente observar que, nas universidades — ambientes
que deveriam ser o reduto da lógica, da racionalidade e do pensamento
intelectual rigoroso —, proliferam teses absurdas, como a do relativismo moral.
Tal fenômeno evidencia uma clara falência das instituições de ensino. Atualmente,
uma parcela expressiva da sociedade, incluindo figuras de liderança, tem
abraçado o pós-modernismo e desafiado a própria noção de verdade objetiva.
Embora se pudesse especular que tal comportamento não passe de um estratagema
retórico para angariar notoriedade ou impulsionar carreiras, a realidade é mais
profunda e preocupante. Pessoas consideradas sérias têm defendido tais ideias,
o que nos leva a questionar a integridade de seu discernimento, visto que a
adesão doutrinária ao relativismo moral denota uma grave distorção do juízo. Conforme
as Sagradas Escrituras, especificamente em 2 Timóteo 2:17, o apóstolo Paulo
adverte que certos ensinos corroem como gangrena. De fato, poucas correntes de
pensamento são tão deletérias, em termos espirituais e morais, quanto o
relativismo. Inquietantemente, essa filosofia tem infiltrado o ambiente
eclesiástico, em grande parte devido à omissão daqueles que deveriam
combatê-la. Lamento a aspereza de minhas palavras, mas é necessário reconhecer
que uma vasta parcela dos que se autodenominam cristãos conservadores tem
demonstrado uma negligência alarmante.
Muitos negligenciam seus deveres
nos púlpitos, omitindo-se de travar o bom combate da fé com a necessária
austeridade e vigor contra as investidas do relativismo moral. Portanto, afirmo
com clareza: todos aqueles que se omitem no combate ao relativismo moral
posicionam-se, inevitavelmente, ao lado daqueles que o promovem. O silêncio é
uma falha grave, especialmente quando nossos púlpitos e ministérios têm o dever
de advertir, corrigir e orientar quanto às tendências contrárias aos princípios
cristãos que, hodiernamente, infiltram-se nas igrejas evangélicas. Essa
penetração ocorre porque a negligência atua como uma brecha, permitindo a
entrada sutil de ideologias nocivas. Assim, o silêncio não é apenas uma ausência
de voz, mas uma forma de cumplicidade com o erro e com o pai da mentira; o
diabo. Despertai.

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