Um Perigo que não Pode ser Negligenciado

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Sincretismo: Um Perigo Espiritual que não Pode ser Ignorado

 


Definição

Sincretismo é a fusão ou combinação de diferentes tradições, crenças ou práticas, muitas vezes aparentemente contraditórias. Envolve a adaptação de uma forma de crença ou filosofia dominante através de sua combinação com outras. No contexto religioso, o sincretismo se refere à fusão harmoniosa de múltiplas ideologias, rituais e costumes religiosos em um sistema de crenças unificado e distinto. Infelizmente o movimento pentecostal tem sido o maior responsável pela introdução de elementos sincréticos dentro do evangelicalismo. Suas vertentes posteriores, o movimento carismático e o neopentecostalismo, são responsáveis por uma síntese ainda maior de elementos esotéricos, religiões afro, movimento Nova Era e espiritualismo.

“A sã doutrina nos conduz para uma comunhão com o Espírito da verdade, o sincretismo para o envolvimento e cooperação com o espírito do erro”

Exemplos Bíblicos

O livro de Levitico deu uma advertência aos filhos de Israel, a ordem do Senhor é que o povo de Deus não adotasse as crenças e superstições dos egípcios e cananeus (Levitico 18:3)

Além do problema que Paulo apresentou sobre a igreja da Galacia, e o sincretismo com o sistema da antiga aliança que já havia sido abolido por Cristo (Leia todo o capitulo 3 da segunda carta de Paulo aos Coríntios) temos o sincretismo escancarado na igreja de Colosso, com a filosofia do gnosticismo (Leia Colossenses 2) um exemplo que quero citar como um exemplo claro de sincretismo é a igreja de Tiatira em Apocalipse 2:18 a 20, pois essa igreja aceitou “Jezabel” como profetiza que enganava com ensinos errôneos os desavisados, Jezabel foi uma rainha esposa do rei Acabe, ela foi responsável por introduzir um culto sincrético e idolatra no judaísmo, o culto a Baal se misturou com o Culto a Yaweh, ela aparece em Tiatira como uma influencia espiritual que contaminou aquela igreja, o sincretismo estava associado ao jezabelismo, e a natureza espiritual desse sincretismo era demoníaca.

“A decadência espiritual é conseqüência da falta de verdadeiro zelo espiritual, e isso produz falta de discernimento bíblico. Por causa dessa decadência, o uso de fetiches, talismãs, penduricalhos e crenças espiritualistas são meios pelos quais os apostatas tentam atrair e engodar e manter a freguesia religiosa.”

Exemplos Históricos

Um dos primeiros exemplos de sincretismo pode ser rastreado até o período helenístico, por volta de 300 a.C. a 300 d.C., com o surgimento do gnosticismo, durante o período dos primeiros séculos da igreja cristã, foi uma ameaça constante. O hinduísmo é uma religião altamente sincrética que se desenvolveu através da combinação de diversas culturas e tradições também pode ser definida como uma religião profundamente sincrética No século XVII, um movimento liderado pelo teólogo protestante alemão George Calixtus visava reconciliar as diferenças entre os protestantes na Alemanha. A intenção pode ser boa, mas a maneira como o processo ocorre, pode ser perigoso.

Um exemplo notável de sincretismo é a associação de práticas pagãs com o cristianismo, como a adoração de uma deusa referida como "A Virgem Santa", "A Virgem Mãe" e "Rainha do Céu e da Terra". Os pagãos romanos cristianizaram esses títulos, atribuindo-os à Virgem Maria, e a Igreja Romana eventualmente os adotou por meio do sincretismo.

Vários exemplos de sincretismo também pode ser observado no movimento neopentecostal e em igrejas emergentes. As vezes deve ser entendido, e o meu ponto de vista é que de certa forma, desde os primeiros séculos da era cristã, houve processos sutis de sincretismo,  a influencia do neoplatonismo no pensamento de Agostinho de Hipona e em Pseudo Dionisio Aeropagita e o Aristotelismo no Tomismo, são vertentes mais sutis que provocaram um sincretismo mais refinado, e isso teve um impacto muito grande no desenvolvimento de dogmas e heresias dentro da cristandade.

“O sincretismo é a conseqüência direta de uma teologia fraca, um zelo sem entendimento, uma conformidade com o erro, uma tolerância com a heresia, uma confissão superficial da fé cristã e uma falta de compromisso com a verdade’

Sincretismo Contemporâneo

Hoje, o sincretismo se manifesta de várias formas, incluindo a influência do espiritismo em religiões tradicionais, o movimento Nova Era e o espiritualismo se infiltraram de diversos modos dentro dp cristianismo e a adoção de práticas de outras religiões, inclusive religiões pagãs, podem ser observados hoje na cristandade. A evolução darwiniana também teve um impacto sincrético no cristianismo organizado, influenciando o desenvolvimento da teologia liberal e ao modernismo e mudando a bússola moral da igreja e da sociedade .

Outra forma de sincretismo é a abordagem orientada para o mercado que algumas igrejas adotam para atrair pessoas não convertidas, comprometendo seus valores bíblicos . O movimento da Igreja Emergente também é um exemplo de sincretismo, enfatizando o misticismo e adotando formas de adoração de outras religiões. Assim como nos primeiros séculos a filosofia secular e pagã (A Filosofia grega bebeu muito de fontes egípcias) Hoje em dia, a filosofia influenciou a cristandade com a infiltração do pragmatismo, psicologia e as idéias de Nicolau Maquiavel.

Conclusão

O sincretismo é um fenômeno complexo que tem moldado a história e a cultura em todo o mundo. Embora possa levar à criação de novas  formas de expressão religiosa e cultural, também pode comprometer a integridade das crenças e práticas tradicionais. Infelizmente o sincretismo causa rupturas nos fundamentos da fé, causa “contaminação espiritual” e o resultado pode ser a invenção de outro evangelho (Gálatas 1:8 Lembrando que na Epistola aos Gálatas, Paulo estava acusando os cristãos daquela de igreja de sincretismo lei/graça)  É importante reconhecer e compreender o sincretismo para apreciar a diversidade da experiência humana e para avaliar criticamente as influências que moldam nossas próprias crenças e valores. O cristão bíblico deve ter um filtro espiritual, um conhecimento das Escrituras e das doutrinas cristãs, deve ter um discernimento exercitado, para crescer em graça e conhecimento, a bíblia é nosso detector de mentiras, é a luz que testa a natureza espiritual de nossas crenças, o estudo bíblico deve ser valorizado, tanto pessoalmente quanto na perspectiva eclesiástica, a importância de congregarmos onde a bíblia é pregada e ensinada com fidelidade deve ser uma necessidade fundamental em nossos dias.

“Precisamos ter zelo intenso pelas Escrituras pois há uma verdade preciosa nesse fato: qualquer cristão que segue o que a bíblia ensina também ganhará aquilo que a bíblia promete”

Clavio J. Jacinto

 

Maria: A Mãe de Jesus e o Cristão Biblico

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Faz alguns dias que apareceu em minhas redes sociais, um vídeo tendencioso (E por sinal fruto também de uma ignorância) de um apologista católico. Me chamou a atenção a acusação de que os “protestantes” erram por não considerarem Maria e nem amá-la. Ora, o apologista, que sem duvida faz a acusação intencional, sabe que há entre os cristãos biblico, um grande respeito e consideração por Maria, na mesma proporção ou até maior do que de Abraão, Moisés, Enoque ou Paulo. Como ele deveria saber, não veneramos/adoramos e cultuamos nenhum deles e também não veneramos/adoramos e prestamos culto a Maria. A razão é simples, Cristo ensinou isso. Quando o diabo sugestionou que daria ao Senhor todos os reinos deste mundo, tentando induzir cristo a adorar a criatura, o Senhor responde e citarei aqui o texto da “Bíblia Fácil” publicado pelo Centro Bíblico Católico “Você adorará o Senhor seu Deus e só a Deus prestará culto” (Mateus 4:8) a resposta de Cristo é simples, a quem você cultua você adora! Ainda que tentem instigar ignorantes acerca do argumento falacioso da “veneração” o texto da tentação aponta para a verdade simples e pura de que a quem prestamos culto, também prestamos adoração!

Por esse motivo, quer gostem ou não, culto a Maria é idolatria. É por esse motivo que nunca, é absolutamente impossível fazer uma exegese séria do Novo Testamento e encontrar qualquer descrição ou prescrição acerca de cultuar Maria. A razão é simples, não fazia parte da doutrina dos apóstolos, já mencionada em Atos 2:42 e que no contexto do Livro de Atos era totalmente desconhecida essa pratica! Portanto, repito, não era parte da doutrina dos apóstolos!

Respeitar Maria, ter ela como um modelo de santidade e submissão é um dever de todo cristão, ultrapassar o que os apóstolos ensinaram acerca dela, nunca!

 Mariolatras se sentem ofendidos quando um cristão bem esclarecido não apóia suas idéias e praticas, e para manifestar o incomodo, acusam quem não segue suas blasfêmias de “não considerarem Maria”. Vou citar como prova documental como essas aberrações se sucedem em nome de uma crença totalmente desprovida de fundamento apostólico e até indo contra a ordem e mandamento dos apóstolos, no livro “A Arte de Aproveitar as Próprias Faltas” escrito por Joseph Tissot e publicado pela Editora Quadrante (É uma editora Católica) encontramos esses ensinos:

“Olha para Maria, pensa em Maria” (Pagina 121) Para responder a essa declaração, de induzir pessoas a desviarem os olhos de Cristo, cito a Bíblia Fácil novamente: “Voltemos nossos olhos atentamente para Jesus, que é o autor e o aperfeiçoador da fé” (Hebreus 12:2). Em que contexto foi escrita essa declaração? num momento de crises, dificuldades, perseguições que os cristãos hebreus estavam sofrendo, e então, não! mil vezes não! O autor do livro de Hebreus não disse que eles deveriam olhar para Maria, deveriam olhar para Cristo, é isso que ensino, prego e proclamo sempre, acaso estou errado? Ou a minha voz está absolutamente submissa aos apóstolos e ao Novo Testamento?

Ah! Argumentam os apologistas católicos, “Vocês não consideram Maria” e de fato, não nos associamos em suas obras idolatras. Elevando Maria a “rainha dos Céus” a declaram descaradamente de deusa, ainda que insistam que não fazem isso, por pura ignorância ou intencionalmente, pois dão a ela o atributo que pertence somente a Deus, para provar o que declaro aqui, cito novamente o livro citado:

“E, como não existe doença espiritual que seja incurável nesta vida e nenhuma pode resistir ao tratamento da Todo-poderosa mãe de Deus, ela nos curará” (Pagina 125)

É isso mesmo! Maria é chamada no livro “A Arte de Aproveitar as Próprias Faltas” de Joseph Tissot de “Todo-poderosa” Um atributo que pertence somente a Deus. Se é Todo-poderoa, então e onisciente, onipotente e onipresente, pois sem essas três qualificações, não pode ser “Todo-poderosa” e se assim crêem, não deveriam argumentar que a veneram, pois sendo “Todo-poderosa” seria um erro não adorá-la.

Erasmo de Roterdã com muita razão, em sua obra "Elogio da Loucura"  escreveu: "Afora esses, outros santos existem que desfrutam um credito e um poder universais, achando-se entre estes, em primeiro lugar, a mãe de Deus, à qual o populacho confere maior poder que ao seu próprio filho " (Elogio da Loucura pagina 85 Editora Rideel)

Para Finalizar, encontrei outro dia, em minhas pesquisas, essa gravura medieval, logo abaixo, nela Maria foi colocada na mesma posição da Trindade, contradizendo a declaração do Apóstolo João que por sinal, foi o responsável em cuidar da mãe de Jesus depois da crucificação, ele declarou em I João 5:7: “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um”


Motivo pelo qual considero mentirosos todos os que dizem que não praticam idolatria praticando em veneração de tamanho grau e envergadura.

Tenha paciência!

 C. J. Jacinto

 

Creia em Cristo e não na Bíblia?

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                             "Creia em Cristo e não na Bíblia"

 

Você já ouviu essa declaração? Ela faz parte de um movimento de desconstrução do cristianismo bíblico e histórico. Dias atrás, assisti um vídeo de um “desigrejado” que ensinava essa heresia: “Creia em Cristo, não na Bíblia”. É claro que a projeção era para induzir a negação, a Bíblia não é a Palavra de Deus. Essa mentalidade já é antiga, o substantivo de negação foi usado contra a Palavra de Deus no Éden, ao afirmar “Certamente não morrerás” o Diabo induziu no coração de Eva que o que Deus falou não tem autoridade. É necessário que se diga; a tática das serpentes é usada ainda hoje, sob a aprovação de aplausos de muitos falsos cristãos!

É inacreditável que uma declaração tão equivocada como essa tenha repercussão positiva e aceitável em nossos dias, ela é irreconciliável com as próprias declarações de Cristo. Ele disse em João 7:38: “Quem crê em mim, como diz a Escritura...” e em João 5:39: “São elas (As Escrituras) que testificam de mim”. Não preciso ir mais adiante, o equívoco da declaração é uma ofensa a qualquer cristão sensato, a cegueira espiritual é capaz de promover os ensinos mais incoerentes e, mesmo assim, consegue arrancar aprovações. Quando você ouve: “Creia em Cristo, não na Bíblia” aqui temos uma contradição, o defensor dessa aberração teológica está com a consciência corrompida. Para se crer em Cristo como Ele de fato é, é necessário crer de acordo com a revelação e o ensino da Bíblia, é necessário que se creia que Cristo é por causa das declarações bíblicas acerca dEle. É dentro da revelação cristológica das Escrituras de Gênesis a Apocalipse que vamos encontrar um perfil completo sobre a Pessoa divina, o Bendito Salvador e Senhor Jesus Cristo. Deus trabalhou na história para fazer com que a Bíblia seja a fonte quase que absolutamente exclusiva e extremamente confiável sobre quem realmente é Jesus Cristo. Sem crer nas Escrituras, é impossível determinar quem realmente Cristo é, mas, no entanto, graças a Deus, o Cristo verdadeiro pode ser conhecido pelo que a Bíblia diz acerca dele, e é esse fato irrefutável que faz da declaração “creia em Cristo e não na Bíblia” ser uma declaração herética e infeliz.

Onde encontramos que Cristo é o Verbo que se fez carne? Na Bíblia! (João 1:1 e 14) Onde encontramos que Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida? Na Bíblia! (João 14:9) Onde encontramos que Ele é o pão da vida? Na Bíblia! (João 6:35) Onde encontramos que Ele é o Servo sofredor? Na Bíblia! (Isaias 53) Onde encontramos que Ele é a Sabedoria, justiça, santificação e redenção? Na Bíblia! (I Coríntios 1:39) Onde encontramos que Ele é o Rei dos reis? Na Bíblia! (Apocalipse 19:16) Onde está escrito que Ele é a Pedra Angular? Na Bíblia! (Efésios 2:20) Onde encontramos que Ele é a luz do mundo? Na Bíblia! (João 8:12) Onde encontramos que Ele é o Senhor de todos? Na Bíblia! (Atos 10:36) Onde encontramos que Ele é o poderoso de Jacó? Na Bíblia! (Isaias 60:16) Onde encontramos que Ele é a semente da mulher que esmagará a cabeça da serpente? Na Bíblia! (Gênesis 3:15) Onde está escrito que Ele é o autor e consumador da fé? Na Bíblia! (Hebreus 12:3) Onde está escrito que seu nome será maravilhoso, conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade e Príncipe da paz? Na Bíblia! (Isaias 9:6). Eu poderia continuar quase que infinitamente, mas vou reduzir esse assunto apologético de forma mais resumida. A declaração “Creia em Cristo e não na Bíblia” é fruto de uma teologia destituída de lógica, é uma declaração infeliz, é uma heresia monstruosa, é uma deficiência lógica, é uma contradição! Antigo e Novo Testamento apontam para o Cristo que devemos crer. Cremos em Cristo tal como Ele é porque a Bíblia assim revela de forma majestosa, útil, santa, e por esse motivo Paulo diz que toda a Escritura é inspirada por Deus, e isso no fechamento do Canon é o Antigo e o Novo Testamento, ambos numa harmonia que revela e apresenta o Verdadeiro Cristo ao mundo, só a Bíblia apresenta o caráter e natureza do Verdadeiro Jesus, assim vimos que o Antigo está dividido em:

1-                  Que é a fundação de Cristo.

2-                  História: Que é a preparação para a Cristo.

3-                  Poesia: que é a aspiração por Cristo.

4-                  Profecia, que é a expectativa por Cristo.

Então temos o Novo Testamento, que assim está dividido:

1-      Evangelhos: A manifestação de Cristo.

2-      História: A propagação da mensagem e ressurreição de Cristo.

3-      Epístolas: A interpretação dos ensinos de Cristo e a proclamação da Sua segunda vinda.

4-      Profecia: A consumação de todas as coisas em Cristo.

Toda a Bíblia aponta para a Majestade do Filho de Deus, e então temos que deparar com a infeliz declaração apóstata, herética, desconstrucionista, infame, irracional, contraditória, de que alguém pode sustentar uma cristologia ortodoxa, pura, elevada, majestosa, digna, sensata, sem crer na Bíblia sagrada. Tenha paciência!

 

Autor: C. J. Jacinto

 

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Creia em Cristo e não na Bíblia?

 

Você já ouviu essa declaração? Ela faz parte de um movimento de desconstrução do cristianismo bíblico e histórico. Dias atrás, assisti um vídeo de um “desigrejado” que ensinava essa heresia: “Creia em Cristo, não na Bíblia”. É claro que a projeção era para induzir a negação, a Bíblia não é a Palavra de Deus. Essa mentalidade já é antiga, o substantivo de negação foi usado contra a Palavra de Deus no Éden, ao afirmar “Certamente não morrerás” o Diabo induziu no coração de Eva que o que Deus falou não tem autoridade. É necessário que se diga; a tática das serpentes é usada ainda hoje, sob a aprovação de aplausos de muitos falsos cristãos!

É inacreditável que uma declaração tão equivocada como essa tenha repercussão positiva e aceitável em nossos dias, ela é irreconciliável com as próprias declarações de Cristo. Ele disse em João 7:38: “Quem crê em mim, como diz a Escritura...” e em João 5:39: “São elas (As Escrituras) que testificam de mim”. Não preciso ir mais adiante, o equívoco da declaração é uma ofensa a qualquer cristão sensato, a cegueira espiritual é capaz de promover os ensinos mais incoerentes e, mesmo assim, consegue arrancar aprovações. Quando você ouve: “Creia em Cristo, não na Bíblia” aqui temos uma contradição, o defensor dessa aberração teológica está com a consciência corrompida. Para se crer em Cristo como Ele de fato é, é necessário crer de acordo com a revelação e o ensino da Bíblia, é necessário que se creia que Cristo é por causa das declarações bíblicas acerca dEle. É dentro da revelação cristológica das Escrituras de Gênesis a Apocalipse que vamos encontrar um perfil completo sobre a Pessoa divina, o Bendito Salvador e Senhor Jesus Cristo. Deus trabalhou na história para fazer com que a Bíblia seja a fonte quase que absolutamente exclusiva e extremamente confiável sobre quem realmente é Jesus Cristo. Sem crer nas Escrituras, é impossível determinar quem realmente Cristo é, mas, no entanto, graças a Deus, o Cristo verdadeiro pode ser conhecido pelo que a Bíblia diz acerca dele, e é esse fato irrefutável que faz da declaração “creia em Cristo e não na Bíblia” ser uma declaração herética e infeliz.

Onde encontramos que Cristo é o Verbo que se fez carne? Na Bíblia! (João 1:1 e 14) Onde encontramos que Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida? Na Bíblia! (João 14:9) Onde encontramos que Ele é o pão da vida? Na Bíblia! (João 6:35) Onde encontramos que Ele é o Servo sofredor? Na Bíblia! (Isaias 53) Onde encontramos que Ele é a Sabedoria, justiça, santificação e redenção? Na Bíblia! (I Coríntios 1:39) Onde encontramos que Ele é o Rei dos reis? Na Bíblia! (Apocalipse 19:16) Onde está escrito que Ele é a Pedra Angular? Na Bíblia! (Efésios 2:20) Onde encontramos que Ele é a luz do mundo? Na Bíblia! (João 8:12) Onde encontramos que Ele é o Senhor de todos? Na Bíblia! (Atos 10:36) Onde encontramos que Ele é o poderoso de Jacó? Na Bíblia! (Isaias 60:16) Onde encontramos que Ele é a semente da mulher que esmagará a cabeça da serpente? Na Bíblia! (Gênesis 3:15) Onde está escrito que Ele é o autor e consumador da fé? Na Bíblia! (Hebreus 12:3) Onde está escrito que seu nome será maravilhoso, conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade e Príncipe da paz? Na Bíblia! (Isaias 9:6). Eu poderia continuar quase que infinitamente, mas vou reduzir esse assunto apologético de forma mais resumida. A declaração “Creia em Cristo e não na Bíblia” é fruto de uma teologia destituída de lógica, é uma declaração infeliz, é uma heresia monstruosa, é uma deficiência lógica, é uma contradição! Antigo e Novo Testamento apontam para o Cristo que devemos crer. Cremos em Cristo tal como Ele é porque a Bíblia assim revela de forma majestosa, útil, santa, e por esse motivo Paulo diz que toda a Escritura é inspirada por Deus, e isso no fechamento do Canon é o Antigo e o Novo Testamento, ambos numa harmonia que revela e apresenta o Verdadeiro Cristo ao mundo, só a Bíblia apresenta o caráter e natureza do Verdadeiro Jesus, assim vimos que o Antigo está dividido em:

1-                  Que é a fundação de Cristo.

2-                  História: Que é a preparação para a Cristo.

3-                  Poesia: que é a aspiração por Cristo.

4-                  Profecia, que é a expectativa por Cristo.

Então temos o Novo Testamento, que assim está dividido:

1-      Evangelhos: A manifestação de Cristo.

2-      História: A propagação da mensagem e ressurreição de Cristo.

3-      Epístolas: A interpretação dos ensinos de Cristo e a proclamação da Sua segunda vinda.

4-      Profecia: A consumação de todas as coisas em Cristo.

 

 William Graham Scroggie no primeiro volume de "O Descortinar do Drama da Redenção, Volume I" Escreveu: "O tema subjacente a toda Escritura é a redenção. No Antigo Testamento encontra-se a antecipação da redenção por meio do tipo e profecia; nos evangelhos encontra-se o cumprimento da redenção por meio da morte de Cristo; no livro de Atos e nas epistolas encontra-se a redenção aplicada ás necessidades do homem, e no livro de Apocalipse, encontra-se a consumação da redenção na sujeição de todos os reinos ao governo de Deus"

Robert J. Sargent, teólogo batista bíblico em sua obra "Pilares de la Teologia Bautista" Advertiu: "Cristo e o cristianismo se mantém ou caem com a Bíblia. Esta é uma das razões pelas quais a bíblia é constantemente atacada pelos ministros de satanás, desacredite a bíblia e Jesus se fará um mentiroso!"

Toda a Bíblia aponta para a Majestade do Filho de Deus, e então temos que deparar com a infeliz declaração apóstata, herética, desconstrucionista, infame, irracional, contraditória, de que alguém pode sustentar uma cristologia ortodoxa, pura, elevada, majestosa, digna, sensata, sem crer na Bíblia sagrada. Tenha paciência!

 

Autor: C. J. Jacinto                                  

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