O Centro

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Certa vez T. Austin Sparks escreveu que o verdadeiro avivamento é trazer Cristo ao seu devido lugar. Que isso é verdade, não há duvida, acho que a palavra cristocentrico muito rica em significados, mas temo que o termo deixou de ser uma posição espiritual fundamental para tornar-se apenas uma teoria que gravita completamente fora da orbita eclesiástica de nossos dias, não está na moda dar toda a honra e a glória a quem merece: somente Cristo. Os lideres e os artistas religiosos precisam sustentar o orgulho e a pompa humanista, recebendo honra para si, chamando a atenção para si,  com os aplausos,veneração e admiração dos outros.  O brado do batista “Necessário que Ele cresça e eu diminua” (João 3:30) não está na moda, isso é muito insólito para nossos dias de “religião show”.  Mas, ainda assim, persisto em dizer que Cristo deve será a  principal pedra de Esquina (Efésios 2:20) deve ser a cabeça da igreja (Efésios 5;23) é a verdade absoluta (João 14;6) é o imutável (Hebreus 13:8) portanto é  o SENHOR (filipenses 3:8) sejamos coerentes, ELE É TUDO (Colossenses 2:11) assim sendo, é Soberano sobre os cristãos salvos, sobre a Sua igreja Local e sobre cada serviço de adoração realizado, de outra forma, minimizar esse fato é negá-lo como Senhor e Salvador, é tomar a direção dos que estão CONTRA ele (I João 2:22).


C. J. JACINTO

Reencarnação e Ressurreição Transhumanista

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Uma doutrina errônea perverte a fé cristã, deveríamos ficar atento a isso, pois de outra forma, a infiltração de erros na igreja e no coração dos cristãos causa danos desastrosos (II Timóteo 2:18) nesses últimos tempos, com o crescimento vertiginoso do ocultismo promovido pela Nova Era,a reencarnação ganhou popularidade novamente. O que é reencarnação? Reencarnar significa uma alma que retorna a vida em outro corpo, no kardecismo sempre num novo ser humano, nas religiões orientais como no hinduísmo, a alma pode voltar a reencarnar no copo de um animal (inclusive insetos) ou em plantas (num pé de feijão, por exemplo). A reencarnação seria uma determinação divina, porem de acordo com as boas obras e vida ética que um homem leva na terra, ele pode ascender na escala evolutiva.  Na visão dos reencarnacionistas, essa teoria seria a melhor explicação para a questão do sofrimento, temos assim uma teodiceia reencarnacionista. O transhumanismo adota um conceito de ressurreição, porem a imortalidade da vida seria uma fusão da biologia com a cibernética, na reencarnação, os ocultistas e espiritualistas apenas atestam que a alma imigra para um novo corpo até completar o ciclo evolutivo. Tanto a reencarnação quanto a ressurreição transhumanistas são heresias de destruição. A bíblia não apóia nenhum desses dois erros, porém ensina a ressurreição dos mortos, como podemos perceber em passagens como Filipenses 3;10 a 11 Hebreus 11:35 Apocalipse 20:5 e 6 João 5:21 Daniel 12:2 com João 5:29 e I Tessalonicenses 4:16. A ressurreição ensinada pelas escrituras não é reencarnação e nem mesmo nada te a ver com a “ressurreição transhumanista ou criogênica. A ressurreição dos mortos como doutrina bíblica se dá pelo poder de Deus e não pelos méritos humanos, não é uma conquista cientifica e nem um ciclo, é um acontecimento que acontecerá no fato e no tempo (1) A ressurreição como doutrina bíblica vem através de uma Pessoa Divina Jesus Cristo, ele não somente ensinou a doutrina da ressurreição (João 6:40,44 e 54) mas também afirmou ser Ele mesmo “A ressurreição e a vida” (João 11:24 e 25) Assim Cristo, nosso bendito salvador afirma “Dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer...”(João 10:28). Ao tirar esse poder de Cristo e colocar nas mãos da ciência, o transhumanistas roubam a glória e o poder que pertencem ao salvador e coloca sobre os mortais a esperança de vida eterna, portanto se fazem anticristos. Da mesma forma os reencarnacionistas ao promoverem uma doutrina contra a ressurreição, também vão contra os ensinos de Cristo, e se tornam também anticristos, e pervertem a fé como fizeram Himeneu e Fileto.  Ora, as Escrituras são claras, s´p o Senhor possui a imortalidade (I Timóteo 6:16) Ele dá a vida eterna porque ELE TEM a vida eterna.  Alguns reencarnacionistas apelam para as Escrituras e tentam buscar provas para justificar suas teorias, citam por exemplo o percussor do Salvador e santo profeta João Batista e afirmam que ele era a reencarnação do profeta Elias, mas João Batista não era a reencarnação de Elias, apenas teve um ministério profético movido pela mesma unção e autoridade que teve o profeta Elias, que era um defensor da verdade e fazia duras criticas contra as autoridades de seu tempo, de modo que era uma vigorosa voz contra a apostasia (João 1:21 e leia I Reis 17 e 18) Assim, Elias e João Batista apenas tem um elo de autoridade espiritual, João Batista negou ser Elias (João 1:25) e no monte da transfiguração apareceram Moisés e Elias (Lucas 9:30)  seguindo um estudo Coerente das Escrituras que a teoria de que João Batista seria a reencarnação de Elias, é fruto de uma péssima exegese.
Seguimos agora a questão da ressurreição, eu chamo essa doutrina bíblica de ressurreição transformadora, e faço porque tenho provas bíblicas para proceder assim, quando me refiro a ressurreição dos salvos, já que procede das Escrituras a afirmação de que todos, ímpios e salvos serão ressuscitados. Primeiro, que o profeta Daniel fala sobre a ressurreição “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, ins para a vida eterna, e outros para a vergonha e desprezo eterno” (Daniel 12:2) essa ressurreição não é a mesma que ocorreu com Lazaro ou com a filha da Viuva de Naim ou com Dorcas. Nesse caso, esses milagres de ressurreição ocorreram de forma a dar a mesma vida biológica ao corpo que se corrompe, não foi uma transformação do corpo, apenas a revitalização do mesmo. Jesus falou sobre o mundo vindouro e a ressurreição (Lucas 20:35) ele em outra parte fala sobre a ressurreição do ultimo dia (João 6:40, 44 e 54) Paulo fala dessa ressurreição que será de acordo com o corpo ressurreto do Senhor e Salvador, quando ressurgiu triunfante dos mortos no terceiro dia(Romanos 6:5) A ressurreição transformadora é uma obra divina no homem, assim como primeiro homem veio do pó, o novo homem ressuscitado também virá do pó, de modo que Genesis torna-se ainda mais verdadeiro pela doutrina da ressurreição transformadora.  E porque eu chamo assim? Porque Paulo assim ensina em I Coríntios 15:51: “Eis aqui vos digo um mistério. Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados” talvez o leitor indague, mas Paulo está falando da transformação dos vivos por ocasião a vinda triunfante de Cristo, porém seguimos o contexto em I Coríntios 15:52 ele prossegue “Os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados” o que Paulo diz é que todos terão corpo incorruptíveis, pois nos versículos posteriores os atributos do corpo da ressurreição é dado a ambos, os que estiverem vivos e os que estiverem mortos e que serão ressuscitado como atesta I Tessalonicenses 4:16 a 18. Assim é claro que Deus ressuscita os mortos (II Coríntios 1:9) homem algum pode ressuscitar outro homem com corpo transformado, isso é exclusivo ao Criador, Ele transforma e dá a vida eterna pelo seu poder, a ciência nunca alcançará isso, essa é a utopia do incrédulo que abandona pelo orgulho próprio a fé no criador e se detém a honrar mais as criaturas. Da mesma forma, a heresia da reencarnação é apenas mais uma via pagã, de dar o homem o mérito de escolha de seu destino espiritual pelas boas obras que pratica, e isso se opõe a Hebreus 9:27 com Efésios 2:8 e 9 e Tito 3:5. Um certo príncipe israelita perguntou para Jesus “Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?” (Lucas 18:18) essa é a pergunta que brota do coração, mesmo do homem mais impenitente, esse é o dilema existencialista que mais incomoda o homem em todos os tempos. A resposta está em João 3:16, Deus deu seu unigênito Filho, para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna. Assim esse Filho unigênito, nosso Senhor e Salvador, ofereceu a mulher samaritana uma fonte de água viva que salte para a vida eterna (João 4:14) ele brada a todos os homens “Em verdade em verdade vos digo, que aquele que crê em mim tem a vida eterna”(João 6:47) Simão Pedro assim bradou “Senhor, para onde iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna”(João 6:68) sim, não em sistemas doutrinários falsos, não no espiritualismo, não no ocultismo, não no esoterismo, nem mesmo na nova era e menos ainda no transhumanismo, mas em Cristo, somente no bendito Salvador temos a esperança da ressurreição e a vida eterna, amém.

 Clavio J. Jacinto


Verdadeiros Profetas

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A Falência da auto-idolatria

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O pós-humanismo é uma reação a tragédia humanista, uma vez que o materialismo destrói a expectativa da vida eterna e esperança da imortalidade, tendo em vista que o pessimismo assume o controle da cosmovisão e o destino humano perde o sentido no labirinto das casualidades, era necessária uma reação mais otimista para essa tendência filosófica. Enquanto a sociedade ocidental estava repousando sob os valores judaicos cristãos, havia um equilíbrio psicológico e emocional no homem, pois a bíblia dá uma ênfase sobre o homem como a criatura coroada com a imagem e semelhança de Deus, Nancy Pearcey percebe isso quando escreveu: “Longe de expressar uma baixa opinião da natureza humana, a bíblia oferece um ponto de vista bem mais alto do que a visão secular predominante hoje, a qual considera que os seres humanos são meros computadores complexo feitos de carne, produto das forças cegas e naturalistas, sem propósito ou significado transcendente.” 1)  A tendência do humanismo é centralizar todas as esperanças nas potencias do homem, a razão e a criatividade, a inteligência e a bravura humana seriam os sustentos desses ideais. A visão utópica do humanismo é que o homem pode vencer os obstáculos que a vida impõe, e ele venceria a s doenças, a morte e alcançaria a vida eterna pelo poder da ciência. O movimento criogênico deve ser aceito como os primeiros sinais dessa fé na razão e sabedoria humana. É notável que os humanistas seculares rejeitem todo o tipo de religião, tornaram-se anticristãos e rejeitaram completamente as doutrinas centrais da fé cristã, inclusive a doutrina da ressurreição de Cristo. Tais negam as verdades das Escrituras, todavia, é interessante notar esses que rejeitam a doutrina da ressurreição, são completamente crédulos quanto a possibilidade do homem cientifico conquistar a imortalidade pelos seus próprios méritos. É lógico que o homem secular, uma vez que rejeite a fé em Deus, passe a defender algo, que se torne em seu ídolo, para que possa dar suporte as suas aspirações filosóficas vitais. É necessário que seus impulsos, seus instintos espirituais passe a venerar a razão como um meio de garantir as bases para sua credulidade. Não existe algo como uma incredulidade absoluta, os que são incrédulos, crêem em divindades que por natureza, não são divindades. (Gálatas 4:8) assim, quando um homem não reconhece um Criador que exista a parte da criação, acaba venerando ídolos que se erguem dentro dele mesmo, assim aquela crença num Deus exterior é apenas rejeitada para que os ídolos do seu coração tomem o lugar da veneração. Essa substituição sutil da crença do Deus bíblico, por divindades superficiais, embutidas em contornos filosóficos e racionais tem um panteão enorme dentro dos corações mais céticos.
O Caminho da Conquista ou da Falência?
A palavra "pós-humanismo" também tem sido usada em outros sentidos, por exemplo, para se referir a uma crítica do humanismo, enfatizando uma mudança em nossa auto-compreensão e suas relações com o mundo natural, a sociedade e os artefatos humanos. O transumanismo, ao contrário, defende não tanto uma mudança na maneira como pensamos sobre nós mesmos, mas uma visão de como podemos usar concretamente a tecnologia e outros meios para mudar o que somos - não para nos substituir por outra coisa, mas para potencial para se tornar algo mais do que somos atualmente. Assim como uma criança cresce e desenvolve as capacidades de um adulto, novas opções tecnológicas podem um dia permitir que os adultos continuem a se desenvolver e amadurecer em seres com capacidades pós-humanas. (2) Percebe-se que o humanismo evolui, ele pavimenta o caminho que leva para o altar da auto-idolatria. Há uma tendência no homem, ele avança ou retrai-se nas questões éticas e  espirituais, nesse caso, o passo seguinte é o homem confiar em si mesmo para ajustar-se aos anseios mais profundos do coração, e nesse caso crer na auto-salvação, isso nada mais é do que um paganismo que se aperfeiçoou pela tecnologia e pelo racionalismo, mas que no fundo apenas reflete alcançar a imortalidade pelos próprios méritos. Assim sob a pretexto racionalista, o home  expõe em atitudes crenças e sentimentos, o que se coração almeja.  (Eclesiastes 3:11) no hebraico, a palavra “Haolam” é usada em outras passagens do Pentateuco como Gênesis 13:15, 17:7 9:16 Êxodo 12:14 e 17 e 24:9 etc. Assim, o homem, mesmo o secular exprime um sentimento como denotando algo de duração prolongada, infinita, nesse caso em Eclesiastes 3:11, o homem possui um desejo, um instinto inato dentro dele de viver para sempre. Esse é um ensino bíblico, e os mais incrédulos acabam revelando esse sentimento, ainda que rejeitando outro ensino fundamental das Escrituras: ”Aquele que tem ele só a imortalidade e habita na luz inacessível” (I Timóteo 6:16) Uma vez que as vãs filosofias, apenas tendem a levar o homem para o erro (Colossenses 2;8) pelo fato de seu coração ser completamente enganoso (Jeremias 17:9) sem duvidas, se não abraça as verdades do evangelho, naufraga no erro espiritual. É lamentável que o homem inteligente e secular troque a fé num Deus Criador Soberano que do trono celeste rege todo o universo, para fazer do seu coração um altar para idolatrar a própria razão




Verdade Absoluta. Nancy Pearcey. CPAD. Pagina 99





CLAVIO J. JACINTO



A ASSEMBLEIA DOS BRINQUEDOS

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A ASSEMBLEIA DOS BRINQUEDOS

Era uma manhã de domingo, a cidade estava vazia, os parques pareciam os vales apocalípticos depois do inverno, não havia crianças brincando na rua, os adultos estavam dormindo até tarde, os pardais cantavam solitário e o sol disputava com as sombras, um lugar de repouso entre palhas e flores.  Nessa manhã silenciosa, algo estranho estava acontecendo, os brinquedos pareia que ganharam vida, estavam fugindo das prateleiras das lojas, outros fugiam dos quartos das crianças da cidade, estavam dirigindo-se ao parque central da cidade, bolas de futebol, bonecas, bichos de pelúcia, dinossauros de borracha, skates, carrinhos de controle remoto  enfim, um exercito silencioso de brinquedos estavam se reunindo com uma medida de urgência, no parque central daquela cidade, algo terrível estava acontecendo ao mundo dos brinquedos. Havia no rosto de cada um deles, uma tristeza profunda, o semblante bem denunciava esse desgosto e tamanha tristeza de cada brinquedo, até mesmo os mias velhos e quebrados estavam presentes, a graça de ver um fusca  sem rodas arrastando-se em direção ao parque era épico. Um boneco tipo super herói tomou a frente da assembléia quando todos estavam reunidos no parque, naquele domingo ensolarado, onde não havia sequer uma criança pelas redondezas, o personagem citado começou seu discurso inflamado por uma grande tristeza existencial:
- Estamos fadados ao esquecimento, fomos desprezados e deixados de lado, nosso sentido de existir acabou-se, somos escombros no museu da memória de infantes antigos, nada mais resta a nós, a não ser, ser lembrado como lixo inútil e ou um objeto sem sentido aos olhos das crianças. Tenho visto muito de nossos companheiros sofrer os mais terríveis desprezos e muitos deles serem levados para o campo de concentração onde maquinas de reciclagem nos trituram, é uma ameaça de extinção estamos fadados ao desaparecimento total.
Segui-se  choros e lamentos, uma bola tomou a plataforma e em soluços, começou a descrever sua vida debaixo da cama de um infante, num lugar escuro e frio, outrora vivia passeando debaixo dos braços de moleques alegres, que a levavam para os jogos na rua, chegou a ir até mesmo a  grande estádio de futebol e sentiu-se de tal modo importante aos gritos da multidão, que não conteve-se e começou a chorar, lembrando que agora estava vivendo meses a fio debaixo de uma cama, na escuridão e no frio.
O misterioso super herói, meio desgastado pelo manuseio de mãos infantis, novamente tomou a plataforma, estava sério e olhava para toda aquela multidão de brinquedos tristes e inquietos.
- Estamos em apuros, nossa vida perdeu o sentido, não sei como será nosso destino, as crianças perderam o contato conosco, outrora éramos tão amados, éramos parte da vida das crianças, dávamos vida a imaginação deles. Estive conversando um ursinho de pelúcia, ele estava em grande desespero, porque durante muitos anos dormia ao lado de uma menina, era mascote, sentia o calor do amor infantil, agora foi aprisionado em um caixote de madeira, está temendo ser induzido a entrar em um daqueles sacos de plásticos negros, e depois ser colocado na lixeira e ser levado para o campo de concentração, teme virar estopa. Há um grupo de bolas de gudes, todo um exercito deles, dentro de uma caixa de papelão, ouviram o pai de uma criança dizer que seriam jogados nas masmorras de um saco qualquer, para serem entregues ao dono do ferro velho, o mesmo destino parece ter muitos de nós, pois o campo de concentração do reciclamento dá boas vindas para tudo o que torna-se inútil aos homens. Nossos dias estão contados.
Nisso, um par de bonecas novas começaram a choramingar, até mesmo os carrinhos de controle remoto pareciam assustados com toda a crise no mundo de crianças sensíveis, o promissor super herói continuou seu discurso enfático:
- Outrora povoamos o mundo da imaginação de crianças sorridentes, éramos os heróis de um mundo maravilhoso, tínhamos nosso rosto estampados em figurinhas de chicletes, éramos perseguidos de todas as formas, a cada hora que éramos maltratados brincando com as crianças essa era nossa felicidade, manhãs e até mesmo dias inteiros, éramos carregados, entravamos no mundo infantil como se fossemos parte natural da vida dos mistérios de uma infância cheia de sonhos, mas parece que todo esse mundo de fantasias está desabando, fomos abandonados a sorte de um destino cruel, viver em um mundo sem crianças.
O fim da conversa foi interrompido, havia ali  uma boneca  dessas com cheirinho de morangos, ela pediu licença, queria falar algo, e subiu na plataforma, e então explicou:
- Estamos vivendo a realidade, o mundo do faz de contas se acabou, as fantasias que desabrochavam na primavera dos homens; a infância, ela morreu. Os homens nascem sendo indiferentes aos brinquedos, fomos abandonados como peças arcaicas de uma antiga civilização. As crianças vivem hoje sob a escravidão dos adultos, os homens acabaram com a infância, os sonhos foram trocados, agora crianças vivem como zumbis, atentas a outro mundo, digital, onde os brinquedos tornaram-se violentos e enchem a cabeça deles de enfermidades coloridas, um mundo violento, que amarra o corpo da infância com os grilhões invisíveis que machucam a mente e obscurece os corações. Vi a menina lá de casa, há um espectro no seu coração, a maquina tem o poder de destruir a inocência das crianças, ela vive o dia inteiro com uma pequena maquina na mão, há um visor colorido, lindo, mas que reduz o mundo a um cárcere tenebroso, porque faz com que o tempo se escoe pelas  futilidades de uma vida falsa, cheia de encantos mágicos malogrados por uma serie de fadas malignas que pulam sobre a consciência delas, pior é que muitos adultos não percebem que os tentáculos que os prendem aprisionam seus filhos e os arrastam para um vale sombrio de solidão inútil e anonimato insensível. Que iremos fazer? Nossos amigos, as crianças não querem mais brincar na rua, não aspiram mais correr atrás de uma bola, elas tornaram-se sedentárias, a vida reduziu-se ás fantasias de um mundo irreal que aprisiona os sonhos e arruína a sensibilidade.
Havia um ar de tristeza naquele lugar, uma sensação que o mundo estava por um fio, as crianças estavam indiferentes a seus brinquedos, longe da realidade das alegrias que fluíam do movimento da vida para uma estagnação do cérebro sobre um ponto fixo.  Será que há esperança para esse mundo sem infância pura?
Um dinossauro de borracha, um brinquedo épico, com voz pungente gritou no meio daquela assembléia de brinquedos
- Há um lugar no outro lado das montanhas, num vale onde há uma aldeia, pessoas pobres moram lá, os brinquedos das crianças são tampinhas de garrafas e sabugos de milhos, as meninas recolhem trapos de roupas e fazem bonecas de pano, os meninos fazem bolinhas de barros, cavam na terra e pulam na lama, tomam banho de cachoeira, há um mundo de fantasias, onde uma goiabeira é comparado ao Everest, nas noites mais frias, eles fazem fogueiras e se juntam para contar historias, aos domingos, se reúnem para jogar bola o dia inteiro, com as canoas dos coqueirais, descem as colinas verdejantes ao sim de gritos e risos, é o paraíso da inocência ali está nossa esperança, as crianças nos receberão com alegria, seremos usados até o desgaste total e seremos felizes com as crianças pobres. Vamos partir para lá agora.
Milhares de brinquedos gritaram e aprovaram a grande idéia do dinossauro de borracha, e pela primeira vez na historia da infância do homem, aconteceu um êxodo de brinquedos, milhões deles atravessaram o deserto da infância destruída pelas ilusões, e depois de uma longa jornada, numa manhã de dezembro, quando as crianças ouviam falar sobre um certo “natal” que as crianças ricas celebravam sem ter idéia do que realmente significava essa comemoração, acordaram, e quando as janelas daquelas taperas foram abertas, pelas ruas e nas portas das casas onde havia crianças, muitos brinquedos estavam ali aguardando um dono que brincasse com eles. Tal surpresa não foi menos enorme que a do leitor lendo esse conto, pois as crianças tomaram para si todos os brinquedos, era um dezembro feliz, havia no rosto de cada uma daquelas crianças um regozijo arrebatador, tão alva foi aquela manhã, que a luz bondosa do sol, iluminava meninas abraçadas as suas bonecas, meninos sorridentes correndo atrás das bolas, e aqueles brinquedos foram felizes para sempre....


Clavio J. Jacinto.



Frutificar

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Frutificar

A grande obra do Espírito Santo na vida de um cristão é produzir frutos, o sinal de uma vida frutífera, é uma prova irrefutável de comunhão vitalícia com o Senhor. (João 15:1 a 8) A intimidade com Cristo produz verdadeiras obras de frutificação. Fora dessa realidade não ha fatos concretos. Uma pessoa pode professar a fé e ter muitas "qualidades" “unções” “poderes místicos e sobrenaturais” pode fazer muitos sinais e maravilhas, profetizar e praticar exorcismo, sentir fortes emoções, arrepios, risadas, êxtases de profunda alegria, ter visões de anjos flutuantes, bolas de fogo, raios e relâmpagos mas nada disso é evidencia de ser espiritualmente verdadeiro, justamente porque a religião pagã oferece todas essas “mercadorias espirituais” e isso até mesmo engana muitas pessoas que tornam-se crédulas porque experimentam o “sobrenatural’ na vida.  há uma ênfase exagerada no misticismo em nossos dias, há uma valorização doentia sobre em experiências  ecléticas, emocionais, psicológicas,   sobrenaturais e paranormais porém tudo isso nada representa perante as palavras de Cristo (Veja Mateus 7:16 com João 15:5 e 6 e Mateus 3:10). A questão intima da verdadeira espiritualidade é frutificar através de uma raiz de profunda comunhão com o Senhor e obediência  a Ele (Efésios 4;24, João 14:16 Hebreus 5:9 etc). O poder espiritual de muitos é subentendido como o manifestar de muito barulho e movimentos externos , convulsões, risos histéricos, sinais que procuram credenciar as crenças, ovacionar pregadores, promover falsas doutrinas e distanciar o povo da eficiência e suficiência das Escrituras. A frutificação é silenciosa, demorada, seu processo é lento e interno, não causa impacto imediato, e nem pretende promover o ego de quem frutifica.(Mateus 16:24) A doçura da frutificação é o processo de uma mortificação, para que a vitalidade divina possa fluir no coração piedoso, Deus é honrado e o homem diminuído, nunca o contrario. (João 15:8 e 17:10)O pé de trigo é apenas palha sem o trigo, a ceifa separa o comestível e valioso da planta, ela em si nada é sem o fruto e continua sendo nada mais que palha, depois que o fruto é colhido. (Veja Salmos 1:4) O homem só é algo quando está em Cristo, e nesse caso a glória, o poder, a honra e todo o mérito pertence sempre a Ele que Concede a seiva espiritual para que o fruto seja evidente e não a palha. A vida orgulhosa com traços de falsa espiritualidade  cativa quem não e mortificado o regenerado quer viver para a glória de Deus e nada mais. A vida produtiva é uma vida inclinada para a mais perfeita humildade, nesse processo, primeiro a erva, depois a espiga e depois o grão cheio da espiga (Marcos 4:28) então vem o pleno quebrantamento, o prostrar-se perante o chão, a entrega para a foice da ceifa, a vida num estado de perfeita entrega, de perfeita submissão, o fruto pesa a vida de consagração e chama para o trabalhar de Deus em nossa vida. Tal beleza espiritual é estranha aos olhos da cristandade de nossos dias, o homem moderno é narcisista, há um enorme ídolo chamado "eu" dentro dele, mas a verdadeira espiritualidade consiste em ser totalmente de Cristo, viver totalmente para Ele e morrer completamente nEle. A frutificação é a evidencia clara de que o Espírito de Cristo está presidindo e trabalhando no homem interior (Gálatas 5:22) Não atentemos para outro motivo de ser cristão, as flores magníficas de sentimentos, experiências e êxtases que desabrocham na erva de uma religião, não são indícios de vida cristã genuína. (Tiago 1:11) Mas o fruto do Espírito Santo é! A verdadeira espiritualidade consiste em ser cheios de frutos de justiça (Filipenses 1:11) Israel foi rejeitado porque não deu frutos (Mateus 21:43) Insisto que Cristo deu uma forte ênfase sobre esse assunto da frutificação, como evidencia plena de um verdadeiro discípulo, sim! o verdadeiro discípulo é o que frutifica (João 15:8 com Mateus 13:8) não há outras evidencias; fazer milagres e maravilhas não é! Ter carisma e boa teologia não é! Ter experiências espirituais não é! Tão somente frutos e frutos. É hora de atentarmos para as Palavras de Cristo “Toda arvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo”(Mateus 7:19) João batista já advertia “E também afora está posto o machado á raiz das arvores: toda a arvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo” (Mateus 3:10) eis a ordem o brado: “Frutificai” (Genesis 1:22)

Clavio J. Jacinto



A CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL

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A CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL

Todos os homens possuem uma consciência, trata-se daquela faculdade intelectual que nos guia de modo a discernir certos padrões de certo ou errado, geralmente fala-se da “voz” da consciência, que permite agirmos de acordo com senso moral que parece ser herdado do coletivo. Mas a consciência do homem caído está contaminada, de certo modo há uma mistura, ela é enfraquecida pelo pecado (I Coríntios 8:7) contaminada pelo pecado (Tito 1:15) e geralmente no homem não regenerado é totalmente carnal (I Timóteo 4:2) em um cristão ela precisa ser pura, forte e boa, porque o Espírito Santo habita para sempre com os salvos (João 14:16) e o resultado disso é que se produz o fruto do Espírito (Gálatas 5;22 com João 15:1 a 5). A consciência é um sistema de alerta, às vezes o Espírito Santo é o iluminador das consciências ímpias (João 16:8) no regenerado, é Ele quem nos guia a toda a verdade (João 16:13) A consciência do cristão deve ser fortalecida pelas Escrituras, pois através da Palavra inspirada nosso coração é fortalecido, e estando forte, nos permite viver em sabedoria. (Hebreus 9:14 Atos 23:1 Romanos 9:1 a 2 I Pedro 2:19 I Timóteo 3:9) de certa forma, o ímpio e todo o que vive na prática do pecado tem sua consciência cauterizada (I Timóteo 4:12) o cristão deve ter a sua consciência pura (I Timóteo 3:9) pensando nas coisas do alto, buscando as coisas de cima, vivendo para a glória de Deus e guardando a palavra no coração para não pecar, meditando de dia e de noite, não andando no conselho dos ímpios e nem se assentando na roda dos escarnecedores, fugindo de toda a aparência do mal e não dando lugar ao diabo, mas sujeitando-se completamente a Deus, assim ele manterá sua consciência voltada totalmente para Cristo e receberá os benefícios dessa comunhão com o Senhor e com a Palavra de Deus.

CLAVIO JUVENAL JACINTO