Afastamento do Centro

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O homem sempre precisou transpor o abismo que o separa de Deus. A teocracia judaica havia colocado o povo de Israel entre a humanidade e a divindade Os próprios levitas, os sacerdotes, Aarão vieram por sua vez interpor-se entre os israelitas e o Senhor. A teocracia católica fez o mesmo: a Igreja, os padres, o papa conduzem os fiéis a Deus. Os mediadores celestes, como a Virgem e os Santos, são ainda mais importantes. Quando uma religião monoteísta perde a sua espiritualidade, o Deus que prega torna-se cada vez mais inacessível, e o culto, em vez de se dirigir à própria Divindade, dirige-se aos intermediários que o separam dos homens.

 

Discernimento

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Buscando Nossas Certezas em Cristo

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O Dr Martin Lloyd Jones fala sobre o problema que os discípulos enfrentaram na percepção de um Messias sofredor, ele escreveu: “a curiosa incapacidade dos discípulos em aprender o ensino de nosso Senhor sobre Sua morte e ressurreição. Toda vez que Ele lhes falava sobre Sua morte, eles ficaram preocupados. Não conseguiam entende-la. Por alguma razão não podiam recebê-la. E tudo indica que ignoraram inteiramente tudo quanto Ele dizia sobre a ressurreição. Quando lhes informou que estava para ser crucificado, Ele prosseguia sempre dizendo que ressuscitaria no terceiro dia, porém não captavam isso. Razão por que todos eles se tornaram tão abatidos quando O viram ser crucificado e depois Seu corpo ser posto no tumulo”  (Martin Lloyd Jones – A Igreja e as Ultimas Coisas - pagina -  272 PES). É esse um fato que preciso abordar aqui, nem sempre estamos dispostos a aceitar os ensinos de Cristo que vão contra nossos equívocos ou contra aquilo que põe em risco nosso conforto conformista ou ainda que quebra nossa noção de imediatismo utilitarista. Não queremos falar sobre assuntos que revelam a superficialidade de nossas convicções e a insegurança no nosso coração. Queremos fugir daquilo que abala as estruturas frágeis de uma fé superficial, então temos um medo, insegurança, incertezas e não queremos que isso venha à tona. Pois bem, Cristo trata dessas coisas, a fé cristã nunca pode repousar sobre coisas superficiais. Jesus fala sobre assuntos que só homens que se renderam completamente a ELE podem suportar, Jesus ensinou sobre certos assuntos que podem ser insuportáveis aos que colocam a esperança nas coisas desta vida, que vivem um cristianismo muito raso, sem qualquer enraizamento profundo, mas apenas uma estrutura repousando sobre a fragilidade de um terreno arenoso. A religião cristã é uma religião de cruz, representa morte, morte para tudo o que é adâmico e corruptível.  É uma religião que vira os aspectos humanistas de cabeça para baixo, o ultimo será o primeiro, o que é humilhado será exaltado, o quarto secreto é bem melhor que o palco, etc. Os discípulos demoraram em entender a extensão do ministério messiânico de Cristo, de fixar os olhos e o coração no Senhor que veio como Cordeiro de Deus, numa humildade que foi considerada desastrosa aos olhos dos reis mundanos e bendita aos olhos de Deus Pai. Desde cedo, a vida de Cristo foi uma contradição aos costumes dos orgulhosos. Os discípulos não entenderam isso, pelo menos a principio. Nós perdemos a visão sobrenatural do evangelho, reduzimos a fé cristã aos interesses materialistas e egoístas. Então quando nossa existência humana começa a sofrer rupturas, tendemos a uma queda repentina, percebemos que a religião que confessamos é superficial. Mas há maneiras de reagirmos quanto a isso, uma comunhão mais profunda com a Palavra de Deus pelo estudo diário, o cultivo de um amor por Cristo que ultrapasse a muito o amor por nós mesmos. Um estudo sistemático do Novo Testamento, nos leva para a percepção de o regenerado está em Cristo, essa é uma posição intrínseca, nossa vida tem um centro eterno, por onde flui a eternidade e manutenção da vida espiritual, mais que isso, estar em Cristo é estar dentro da realidade verdadeira, o fundamento histórico repousa sobre o Senhor, a garantia da vida eterna está em quem declara ser o caminho, a verdadeira realidade e a vida.  A direção é única, é segura e é feita de material indestrutível: a pessoa divina do Filho de Deus, ninguém vai ao Pai eterno, ninguém experimenta a paternidade divina a não ser através de Cristo.  É necessário, portanto que nos aproximemos mais e mais de Cristo, creiamos nEle, somente nEle, pois em Romanos 11:36 Paulo escreveu: “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas, glória pois a ele eternamente, amém” se você realmente estiver ligado na videira verdadeira, estará também experimentado da doçura suave e agradável a redenção e a da vida eterna que Cristo pode produzir nos corações que permanecem confiando nEle.

 

 

Pr C. J. Jacinto

 

Seguir a Cristo

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Em João 10 os judeus entram em conflito com o Senhor, há uma incredulidade voluntaria Cristo não é aceito como o Messias. Vimos que Cristo se identifica como sendo de fato o Messias prometido, mas há o problema da rejeição voluntaria isso ocorre por falta de entendimento. Os escribas, por exemplo, eram tão familiarizados com o velho testamento, eles copiavam e eles conheciam muitas doutrinas que se encontravam lá, mas é algo muito parcial, o que ocorreu foi que a vida de Cristo foi contra as convicções que mantinham a respeito do Messias e isso serviu de obstáculo, e fez com que na pratica rejeitassem as Escrituras que na confissão eles declaravam crer. Mesmo com certo zelo, o cuidado na maneira como copiavam, o respeito e o temor pelo manuseio, Cristo os acusava de não conhecerem as Escrituras (João 10:32 a 36) assim hoje também no meio da cristandade existe uma reação muito parecida, pessoas que não querem ser confrontadas com muitas verdades que não correspondem com suas convicções, então preferem ficar fechadas ao que Deus deseja revelar e acabam perdendo uma grande chance de conhecer pessoalmente o Salvador. 


C. J. Jacinto.

Cambistas

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O cristianismo não propõe reformas morais, exige transformação radical, o ser nova criatura em Cristo (II Coríntios 5:17) não é um refugio para corruptos, mas um lugar de mudanças profundas no coração de homens corruptos, ser cristão, repito, é ser nova criatura em Cristo. Os incrédulos não entendem isso, e são confusos pelo fato de muitas instituições cristãs serem palcos de exploração e corrupção fraudes e mentiras. Mas devo lembrar que o próprio Cristo protestou contra isso, Ele acusou religiosos envolvidos na corrupção e exploração da fé, nosso bendito Salvador declarou: “Minha casa será chamada casa de oração, mas vocês fizeram dela um covil de ladrões” (Mateus 21.12-13) E não ficou só nas palavras, Ele agiu e expulsou os cambistas do templo. A lição é clara, há instituições sérias, pastores sérios e um remanescente da fé cristã neotestamentaria, e os que se envolvem com a corrupção, fraudes, enganos e exploram a fé alheia sofrerão as penalidades e também serão expulsos da presença do Senhor: “E então lhes direi abertamente: nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mateus 7:23)


C. J. Jacinto.

Conversas que Corrompem

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“Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade. E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto; Os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns.” (2 Timóteo 2:16-18) Havia na época de Paulo, hereges que não negavam a ressurreição, mas ensinavam uma doutrina de destruição, corrosiva, como uma ferida apodrecida, eles promoviam um equivoco escatológico, que a ressurreição já havia acontecido. A ressurreição dos mortos está vinculada a segunda Vinda de Cristo (I Coríntios 15:52 I Tessalonicenses 4:16) portanto não era uma verdade, mas uma mentira que induzia a apostasia. Tome cuidado com quem você está ouvindo e lendo, pois ao invés de receber alicerces para os fundamentos está recebendo ácido que corrói as estruturas da vida espiritual, verifique se o seu alimento é celestial ou é mero leite falsificado (I Pedro 2:2)


C. J. Jacinto

O Discurso da Verdade

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Após um discurso, os seguidores de Cristo acharam dificuldade em seguir o Salvador “Duro é este discurso; quem poderá ouvir?” (João 6:60) a decisão foi tomada: “Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele” (João 6:66).  Corações fracos não suportam verdades revolucionarias, consciências superficiais não conseguem entender verdades profundas. Parece que o alimento solido é insuportável para os que desejam ter seus egos ninados por mensagens de auto-estima, muitos pensam que  a religião cristã é um clube de diversão, e não podem suportar a mensagem da cruz que rasga a alma e revela a gravidade causada pelo pecado, não suportam a aplicação do remédio que cura essa malignidade nas profundezas do homem interior: O Sangue de Cristo.  Muitos querem dançar, poucos querem chorar, muitos querem aplausos e poucos querem o lugar secreto, muitos preferem ninar o orgulho próprio e jamais se humilhar debaixo das potentes mãos de Deus, muitos querem entretenimento religioso poucos desejam o leite racional não falsificado, muitos querem o palco e poucos o rosto no pó, muitos desejam elogios que cobrem seus pecados mais íntimos e poucos desejam a correção, muitos querem o êxtase emocional e poucos o quebrantamento do coração. Na prática, se o Evangelho realmente fosse pregado na integridade com zelo e amor, muitas igrejas que estão cheias passariam pelo mesmo processo de esvaziamento induzidos pelo mesmo sentimento “duro é este discurso, desde então tornaram para trás e já não andavam com ele”


C. J. Jacinto