A Realidade é Cristo

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A maior parte  dos homens estão  iludidos sob uma tênue nevoa de engano. Muitas vezes uma película pouco densa de nevoa religiosa e nada mais. Um vento impetuoso, e é revelada a sua condição de iludido, a nevoa desnuda sua condição tola, eles vivem sob esse véu de ilusão. Muitas pessoas que professam a fé cristã, quando percebem que essa neblina se afasta,  enxergam a própria condição, percebem que não estão firmes no caminho que é Cristo, estão longe da voz do Bom Pastor. Se um vento soprar, alguns podem perceber o quanto é superficial as crenças que estavam escondidas  por trás dessas nevoas frágeis. Não eram assim os cristãos do primeiro século, nem mesmo a igreja que padecia sob o fogo cruzado da perseguição. Quando um vento forte sopra sobre a vida e dissipa a nevoa do engano, o que permanece são os fatos, a realidade fica, ela será exposta, fica fixa no coração, não é arrancada, porque esta cravada na rocha que e Cristo, e Ele é a esperança do cristão. Muitos estão envoltos nessas nevoas de engano, a neblina pode ser colorida, efeito fumaça, sob os holofotes da religião, mas não há realidade.  Há uma maravilhosa aparência de piedade e uma  negação da eficácia e  do poder dela.  Crenças antibiblicas e conversões psicológicas  são nuvens de engano.  A obra do diabo é produzir essas nevoas e colocar os homens dentro de uma ilusão, para que os olhos permaneçam sob efeito miragem, geralmente só quando os olhos se abrem para a realidade, a verdade da própria condição é revelada, nesse caso, para muitos, tarde demais, como o rico da parábola do Senhor, que estando no hades, ergueu os olhos e viu que estava em tormentos. A morte meu amigo, dissipa todas as ilusões terrenas, e a maioria dos homens, muitos deles dentro das igrejas, descobrirão tarde demais, que durante toda a vida, estavam iludidos, porque nunca se arrependeram e creram em Cristo e no Evangelho. Precisamos hoje de pregadores que bradam sob o poder do Espírito Santo, para que com voz de pentecostes, possam bradar a pregação do evangelho com o fluxo espiritual de um vento forte e impetuoso, para que a verdadeira condição dos iludidos venha ser exposta e se convertam verdadeiramente a Cristo.

Clavio J. Jacinto

A Mentira e a sua Natureza Espiritual

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Quando o Senhor diz em sua palavra que nenhum mentira procede da verdade, Ele está associando esse fato com o testemunho do cristão. Ao ser tocado pela realidade do evangelho, não há como associar as verdades divinas com as ações do diabo que é o pai da mentira (João 8:44) essa declaração divina de que o diabo é o pai da mentira soa o oposto absoluto de que Cristo que é a verdade (João 14:6) pois é corretíssima a declaração de que da sua boca nunca foi pronunciado qualquer tipo de engano (II Pedro 2:22) assim dentro dessa visão, encontramos a mais obvia verdade de que o cristão anda pela luz da verdade, e aqui há sim implicações morais, pois a ética na sua alma verdadeira repousa a verdade. A natureza espiritual da mentira é na sua matriz o próprio diabo. Ao atribuir-se paternidade a mentira, vimos como a fonte da sua procedência e a origem de todas as mentiras é o diabo. Essa norma se estende como princípio de vida espiritual, pois o homem de Deus não compactua com a mentira em nenhuma hipótese.  Filhos de Deus são verdadeiros em todas as esferas da vida moral, social e espiritual. Não pode haver qualquer tolerância com a mentira. Assim com a verdade vem a sinceridade, a transparência, a  equidade, a justiça que procede do evangelho, ou exigimos isso como norma de vida, ou de outra forma, o nome de Cristo sofrerá vitupério pelo nosso testemunho e faremos agravo ao espírito da graça “Entre os pressupostos fundamentais da vida realmente moral da pessoa, figura também a veracidade. Um homem insincero, mentiroso, não é apenas portador de uma grade desvalia moral, como o avarento ou o intemperante; toda a sua personalidade está doente, toda a sua vida ética, tudo o que nele possa haver de moralmente positivo, está ameaçado, tudo é problemático. A sua atitude perante o mundo dos valores como um todo foi atingida no nervo vital” (Dietrich Von Hildbrand em: Atitudes Éticas Fundamentais)
O caminho da mentira é o caminho dos falsos profetas, eles seriam muitos nos últimos dias, porque a multiplicação da iniqüidade é a multiplicação da mentira e toda sorte de anátemas condenados pelas Escrituras. Agora note como um falso evangelho tende a estabilizar de forma definitiva na sociedade atual e dentro das igrejas. Onde reinar o analfabetismo bíblico, o diabo usará a ignorância espiritual como plataforma para promover a mentira. Seu legado de engano é a oferta de coisas agradáveis ao homem. Desde o princípio ele tem prometido coisas boas, porém fraudulentas “certamente não morrerás” “sereis como Deus” “Conhecedores do bem e do mal”  assim vimos como essas ofertas atingem as profundezas do ego humano e exaltam o homem até as alturas do orgulho humanista. É  essa a política de promoção dos falsos profetas, usam mentiras enrustidas de ofertas que agradam o ego humano, por isso uma quantidade enorme de cristãos professos mais não regenerados, insistem em financiá-los, porque estão pagando para ouvir o que desejam ouvir. D e outra forma, se os falos profetas não tivesse um publico fiel que financiasse suas falcatruas, jamais poderiam subsistir por conta própria, eles dependem das pessoas, portanto viciam-nas com o engano, hoje em dia temos uma enorme multidão de falsos cristãos que dependem do espírito do erro, para alimentarem as suas fabulas religiosas. Que o Senhor nos ajude a discernir, pois esse quadro irá piorar nos próximos anos.
“O resultado é que os falsos profetas, que nos pro­fetizam o lazer e o prazer, são tão populares hoje em dia quanto o eram entre o antigo povo de Israel, e o verdadeiro profeta é tão desfavorecido hoje em dia quanto o foi Jeremias. Os falsos profetas mostravam-se otimistas. Jeremias parecia ser um pessimista extremado. Mas, os eventos subseqüentes mostraram que ele estava com a razão. Visto que toda a nossa contenda está no fato da própria condição do mundo moderno comprovar que o diagnóstico bíblico sobre as mazelas do homem é o único diagnóstico veraz e acurado, não poderíamos fazer algo melhor do que considerar os pontos de vista da Bíblia no tocante às dificuldades do homem, nos termos daquela acusação feita por Jeremias contra os falsos profetas de seus dias. Trata-se de uma análise perfeita e da condenação de todo o falso otimismo que é tão popular em nossos próprios dias.” (Martin Lloyd-Jones em: Sincero Mas Errado)



Autor: Clavio J. Jacinto

A Insatisfação da Vida e o seu Remédio

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Autor: Hudson Taylor


Unir-se a Cristo e permanecer em Cristo – o que isso nos assegura? Paz,  perfeita paz; descanso, repouso constante; respostas a todas as nossas orações; vitória sobre todos os nossos inimigos; uma vida pura e santa; e a capacidade cada vez maior de dar frutos. Tudo isso é o resultado maravilhoso de permanecer em Cristo...

Mesmo assim, muita gente do povo de Deus não conhece o repouso nem a alegria de permanecer em Cristo; não sabe como obtê-lo nem por que ainda não o possui. Não são poucos os que se lembram das delícias dos primeiros dias, mas que, longe de prosseguirem para descobrir herança ainda maior em Cristo, estão perfeitamente conscientes de que perderam o seu primeiro amor. Tudo que lhes ficou foi um lamento queixoso: “Onde está aquela bem-aventurança que senti quando encontrei o Senhor pela primeira vez?”
Há outros que, mesmo não tendo perdido o primeiro amor, sentem que as interrupções ocasionais à sua comunhão com o Senhor estão se tornando mais e mais insuportáveis, à medida que o mundo se lhes torna menos importante e a presença de Jesus mais indispensável. A ausência dele é causa de uma angústia que cresce mais a cada dia.

“Ah! se eu soubesse onde o poderia achar!” (Jó 23.3). “Beija-me com os beijos de tua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho” (Ct 1.2). Você diz: “Quisera que o seu amor fosse constante e forte como o meu, e que ele nunca retirasse de diante de mim o brilho de sua face!”

Pobre equivocado! Existe um amor muito mais forte do que o seu esperando- o, um amor que anseia por satisfazer-se. O Noivo é que está esperando por você; os empecilhos à sua aproximação são todos do seu lado. É só tomar o seu devido lugar, e você verá como ele terá prazer, como está ansioso por satisfazer seus desejos mais profundos e suprir todas as suas necessidades!

Que diríamos de uma noiva cuja vaidade e teimosia impedissem não só a realização de sua própria felicidade, mas também a daquele que lhe entregara seu coração?

Embora nunca esteja tranquila em sua ausência, ela não consegue confiar plenamente nele; tampouco tem coragem de abrir mão de seu próprio nome, seus próprios direitos e propriedades, sua própria vontade – mesmo em favor da pessoa que reconhece ser indispensável para sua felicidade. Ela gostaria muito de receber todo o seu amor e devoção, mas não consegue entregar-se inteiramente a ele; um, porém, é impossível sem o outro.

Enquanto ela retiver seu próprio nome, jamais terá direito ao nome dele. Ela não poderá prometer amá-lo e honrá-lo sem, ao mesmo tempo, prometer obedecer- lhe. E, enquanto seu amor não chegar a esse ponto de total entrega e rendição, o seu amor será sempre um amor insatisfeito; jamais conseguirá achar descanso junto ao seu noivo como uma noiva satisfeita. Enquanto conservar sua vontade própria e o controle de suas próprias coisas, terá de contentar-se em viver de seus próprios recursos. Não terá direito aos recursos dele.

Poderia haver uma prova mais lamentável da extensão e da dura realidade da queda da humanidade do que essa profunda e arraigada desconfiança em relação ao nosso amado Mestre e Senhor? É essa desconfiança que nos faz hesitar na hora de nos entregarmos completamente a ele, que nos faz temer que ele nos peça algo além de nossas forças ou exija de nós algo muito difícil de dar ou fazer. A verdadeira razão de uma vida insatisfeita pode, muitas vezes, ser encontrada na falta de render-se a Deus.

Entretanto, como tudo isso é tolice e, ao mesmo tempo, um grande erro! Será que nos imaginamos mais sábios do que ele ou que nosso amor por nós mesmos é mais carinhoso e forte que o dele? Ou achamos que nos conhecemos melhor do que ele nos conhece? Como essa nossa desconfiança deve magoar e ferir novamente seu terno coração, ele que se tornou, por nossa causa, um homem de dores (Is 53.3)!

Quais seriam os sentimentos de um noivo terreno, se descobrisse que sua noiva amada temia desposá-lo, com grandes receios de que usasse seu poder sobre ela para tornar sua vida insuportável? No entanto, não é exatamente assim que muitos remidos do Senhor o tratam! Não é de admirar que nunca estejam felizes ou satisfeitos!

Mas o verdadeiro amor não fica estacionado; forçosamente, declinará ou crescerá. Apesar de todos os injustificados receios de nossos pobres corações, o amor divino é destinado à vitória. A amada exclama: “Suave é o aroma dos teus unguentos, como unguento derramado é o teu nome; por isso as donzelas te amam” (Ct 1.3).

Não existia nenhum óleo como aquele com o qual o Sumo Sacerdote era ungido; e o nosso Noivo é um Sacerdote além de ser Rei. A tímida noiva não consegue desfazer-se totalmente de seus temores; apesar disso, a inquietação e a ansiedade tornaram-se insuportáveis, e ela decide render-se completamente e segui-lo, venha o que vier.

Ela lhe entregará o seu próprio ser, a mão e o coração, tudo que é e tudo o que possui. Nada pode ser mais insuportável que sua ausência! Se ele a levasse a outro monte Moriá (Gn 22.1-2) ou mesmo a um Calvário, ela o seguiria. “Leva-me tu, correremos após ti” (Ct 1.4).

Mas oh! O que vem depois? Oh, que maravilhosa surpresa! Não é o Moriá, nem o Calvário; pelo contrário, é o próprio Rei! Quando o coração se entrega, Jesus
reina. E quando Jesus reina, há descanso. E para onde levará ele sua noiva? “O Rei me introduziu nas suas recamaras” (Ct 1.4). Não foi primeiro para a sala do banquete – isso virá na hora certa (Ct 2.4) – mas antes para ficar a sós com ele mesmo.

Que perfeição! Algum noivo ficaria satisfeito em encontrar sua amada somente em um lugar público? Não, ele há de querer ficar a sós com sua noiva – ter a atenção dela todinha só para si mesmo. E assim ocorre com nosso Mestre: ele toma pela mão aquela que agora é sua esposa, totalmente rendida, e a leva à parte para fruir as sagradas intimidades de seu maravilhoso amor.

O Noivo da Igreja está ansioso para entrar em comunhão com seu povo, muito mais do que este deseja estar com ele, e às vezes chega a clamar: “Mostra-me o teu rosto, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e o teu rosto amável” (Ct 2.14).

Não é verdade que estamos mais ansiosos em vê-lo por nossas necessidades do que para dar a ele alegria e prazer? Mas não deveria ser assim. Nós não aprovamos crianças que só estão interessadas no que podem obter dos pais, e nunca pensam no prazer ou na ajuda que lhes podem proporcionar. Igualmente, não estamos nos esquecendo que agradar a Deus é dar-lhe prazer?

Talvez as palavras “agradar a Deus”, para nós, significavam apenas não pecar contra ele, nem entristecê-lo; mas o amor dos pais terrenos ficaria satisfeito com a mera ausência da desobediência? Ou um noivo ficaria feliz se sua noiva só o procurasse para resolver suas próprias necessidades?

Será oportuno, agora, dar uma palavra sobre as primeiras horas da manhã.  Não há tempo mais bem aproveitado do que as primeiras horas do dia, quando as dedicamos somente a Jesus. Estamos dando a devida atenção a esse tempo? Se for possível, resgate esse tempo, pois é insubstituível. É preciso tirar tempo para andarmos com Deus!

Uma outra sugestão: quando levamos nossas questões a Deus, é comum passar rapidamente de um pedido a outro, ou sair do nosso tempo de oração, sem esperar uma resposta. Essa atitude não revela nossa pouca esperança, ou nosso pouco desejo de obter uma resposta? Será que gostaríamos que nos tratassem assim? Esperar, em silêncio, diante de Deus, evitaria muitos enganos e muitas tristezas.

Vemos, então, como a noiva fez uma maravilhosa descoberta, como o primeiro fruto de sua entrega de si mesma: o Rei – seu Rei – e não uma cruz, como  ela esperava. “Em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho; não é sem razão que te amam” (Ct 1.4).


Extraído de "Union and Communion" ("União e Comunhão"), de J. Hudson Taylor (1832-1905). Hudson Taylor serviu como missionário na China, desde 1854 até sua morte. Foi fundador da Missão do Interior da China

Em Santa Humildade

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Pelo caminho da cruz eu consagro
Meu entendimento para pensar na redenção
Na humildade dobro meus joelhos
Para render-te a ti em pura humilhação

Peço a TI que me consagre em teu sangue
Para que da humildade saia toda brandura
Que das virtudes sacras em mim derrame
Pois do fervor da sua presença emana doçura

Serei pequeno instrumento de imenso poder
Quando a TI,  totalmente me entregar
Para que das mais sublimes glórias que perdurem
Possa cada homem tão somente a TI  louvar

Das forças do meu tão pobre coração
Possa eu ir mais e mais  diminuindo
E que nessa tão sublime rendição
Possa consagrado,  ir prosseguindo

Pois quando diante de TI comparecer
Em gozo inefável e com alma arrebatada
Verei a glória santa da TUA majestade
Compreenderei que ERAS tudo e eu nada


(Clavio J. Jacinto)



AS RAIZES OCULTISTAS DA PSICOLOGIA JUNGUIANA

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                         AS RAIZES OCULTISTAS DA PSICOLOGIA JUNGUIANA

A psicologia junguiana está intimamente associada com o ocultismo, o conhecido pesquisador cristão Peter Jones, falando sobre a crescente onda de ocultismo no mundo, percebeu que a psicologia junguiana contribui muito para esse processo “A psicologia junguiana é, agora, uma fonte inesgotável de ocultismo” (Bruxaria Global Pagina 13).  Encontramos declarações explicitas da ligação de Jung com o espiritualismo e os demônios:
“Filemon foi substituído, mais tarde, por um outro personagem que Jung denominou de Ka. Ele a percebe como subindo de um poço profundo. Inclusive pintou esse personagem como o deus Hermes, com uma asa de Martim-pescador no alto e outras representações simbólicas...
...Filemon tem um pé paralisado, mas é um espírito alado, enquanto o Ka é uma espécie de demônio da terra ou dos metais. Filemon encarna o aspecto espiritual, o “sentido”. O Ka, pelo contrário, é um gênio da natureza como o anthroparion 33 da alquimia grega, que eu desconhecia nessa época. O Ka é aquele que torna tudo real, mas que vela o espírito do Martim pescador, o sentido, ou que o substitui pela beleza, pelo “eterno reflexo” (Jung e a mediunidade.  Pagina. 164).
Submerso em experiências místicas, Jung envolveu-se totalmente no mundo ocultista:
“A conclusão dessas visões é que, pelo menos em sua maior parte, constituíam fenômenos paranormais, ou mediúnicos, onde espíritos desencarnados tinham uma participação ativa no esclarecimento de Jung, quanto aos conteúdos da psique em geral, e dos inconscientes pessoal e coletivo em particular. Alguns filhos de Jung” (Jung e a Mediunidade Pagina 79)
Seu envolvimento com a mística oriental de fonte pagã pode ser descrito nessas palavras:
“”Jung contribuiu de forma importante na interpretação dos textos religiosos orientais para o publico ocidental. Idéias hindus, budistas e taxistas permeiam  seus escritos e encontram-se inseridas na estrutura mais profunda de seu pensamento” (Bruxaria Global Pagina 147)

“Jung se tornou desde então o guru do mundo ocidental, um oráculo universal que se situa ao lado de Gandhi e de Albert Schweitzer. Mais do que qualquer um, ele foi provavelmente o responsável pelo intenso interesse pelo “ocultismo” – em matéria de paranormal e de religiões orientais – que se desenvolve pouco tempo depois de seu decesso em 1961” (Wilson, 1985, p. 10. Citado em Jung e Mediunidade  Pagina 20)

O mundo paranormal de Jung foi uma marca que vai tingir todo o tecido do sistema de crenças que desenvolveu a partir de suas experiências esotéricas ocultistas:
“Esse interessante fenômeno acontecia com Jung com muita freqüência, (Mediunidade auditiva)ele o descreve como uma conversa interior, quando, então, mantinha diálogos com uma voz interna. A mim me parece um caso claro de audiência, ou seja, escutar vozes de espíritos. Como descrito por Allan Kardec, muitas vezes acontece o médium manter uma conversa efetiva, onde o espírito é o interlocutor invisível, e suas respostas e/ ou inquirições, bem como esclarecimentos são extremamente claros. Outras vezes apenas se escutam frases ou conselhos, sem interlocução.” (Jung e a Mediunidade. Pagina 80)

“Durante a crise que Jung passou, depois do rompimento com Freud – a qual lhe deu condições de elaborar seu notável sistema psicológico –, além de vários fenômenos mediúnicos, aconteceu um que pode ser enquadrado na categoria de percepção sensitiva, acompanhada de um fenômeno de audiência mediúnica:  A atmosfera era: terrivelmente opressiva. Percebi que algo ia acontecer. A casa parecia repleta de uma multidão, como se estivesse cheia de espíritos! Estavam por toda a parte, até mesmo debaixo da porta, mal se podia respirar. Naturalmente, uma pergunta ardia em mim: “Em nome do céu, o que quer isto dizer?” Houve então uma resposta uníssona e vibrante: “Nós voltamos de Jerusalém, onde não encontramos o que buscávamos”.
( Estas palavras correspondem as primeiras linhas dos Sete Sermões aos Mortos (Citado em Jung e a Mediunidade Pagina 81)
Sobre esses aspectos podemos ainda acrescentar o avivamento do espiritualismo devido aos escritos de Jung que muito contribuíram para o reaparecimento da astrologia e o gnosticismo (Veja Bruxaria Global Pagina 149)

“Ressalto o fato de que Jung apresenta as comunicações, como tendo uma influência psicológica importante: pois a conscientização dos conteúdos do inconsciente, produz um acréscimo de força à consciência. E, junto a isto, toca no assunto da doutrinação dos espíritos, como uma ação benéfica” (Jung e Mediunidade. Página 135)
“Uma nota de gnosticismo com ares de budismo fica evidente aqui e ressoa em todos os escritos de Jung” (Bruxaria Global Pagina 148)
Que os leitores fiquem cientes, Paulo profetizou sobre o aparecimento de espíritos enganadores (I Timóteo 4:1) esse espíritos tiveram contato com Jung e ajudaram ele a desenvolver seu sistema de psicologia
“Pelo que se vê, espíritos tiveram uma importante ação no trabalho de Jung, colocando questões que ele se via impelido a responder, e inclusive urgindo-o a continuar seu trabalho, que não podia sofrer atrasos” (Jung e Mediunidade Pagina 145)

“A genialidade de Jung consistia em sua capacidade de parecer ao mesmo tempo, cientifico e simpatizante de experiências espirituais e paranormais de todas as espécies. Além de ter conferido credibilidade semi-cientificas as praticas pagãs de grande popularidade...” (Bruxaria Global Pagina 151)
Assim vimos como por trás da cortina de fumaça da psicologia junguiana, se esconde o ocultismo nas suas mais variadas formas esotéricas e espiritualistas.  Concluindo; Jung ajudou a pavimentar o anticristianismo da nossa era, atribui a existência de Deus não como um ser Pessoal Criador e Transcendente , mas como uma simples projeção da psique humana.

“Quem percorre o caminho junguiano em qualquer uma de suas varias formas espirituais dos dias de hoje deve ter consciência de quão profundamente ele difere do cristianismo clássico” (Bruxaria Global Pagina 157)

Bibliografia:
Jung e a Mediunidade- Djalma argollo
FUNDAÇÃO LAR HARMONIA – Salvador – Bahia – Brasil  2004

Bruxaria Global Tecnicas da Espiritualidade Pagã e a Resposta Cristã. Capitulo 10 Jung e as novas espiritualidades. Randall Verarde. 2011. Editora Cultura Cristã


Autor: Clavio J. Jacinto


A Decadência da Doutrina da Punição Eterna e o Novo Espiritualismo Emergente.

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A Decadência da Doutrina da Punição Eterna e o Novo Espiritualismo Emergente.


Nosso mundo está cheio de novas idéias e outras que foram desenterradas do paganismo, note como nas ultimas decads surgiu novas modalidades de experiências espirituais que promovem experiências espirituais que negam a doutrina da condenação eterna. Experiências de Quase morte, transcomunicação instrumental e outros fenômenos tentam amenizar a questão dramática da vida após a morte, ocupando-se do testemunho de que todos irão se dar bem. Nada deve ser temido, as alternativas podem ser consideradas como espiritualismo diatópico.  No livro “Bruxaria Global”, James Herrick, autor do capitulo que aborda o Xamanismo moderno comenta: “A idéia de que uma elite dotada de poderes espirituais é capaz de obter informações diretamente de seres da dimensão espiritual ou, talvez, de outro planeta, é, hoje, um elemento amplamente aceito do pensamento espiritual. Contatos com espíritos, outrora limitados a obras e praticas ocultistas, aparecem hoje na ficção popular, nos relatos pessoais de gurus da Nova Era, no movimento dos óvnis, em biografias espirituais, em textos sobre visitações de anjos, em inúmeros filmes, vídeo games e jogos on-line e em outras fontes de cultura popular”(1).  De certa forma, o ataque massivo das novas revelações simplesmente tem como pano de fundo, convencer o homem moderno de que não há condenação eterna, não de acordo com os moldes doutrinários do Novo Testamento. O que vimos senão um processo global de engano, onde milhões de seres espirituais estão promovendo experiências em pessoas envolvidas com o ocultismo, na tentativa de abrandar todos os conceitos de condenação severa, a doutrina do inferno eterno é repugnante aos espíritos de “luz” “mestres ascensionados” e “seres interplanetários ou multidimensionais”. A transcomunicação ou Eletronic Voice Phenomenon (Como é conhecida fora do Brasil) é o estudo do paranormal via dispositivos eletrônicos, consiste em gravar vozes oriundas do mundo espiritual principalmente de falecidos, é um espiritismo na sua forma  mais moderna, ao invés do médium, os espíritos dos mortos entram em contato via dispositivos moveis, computadores, telefones, rádios, ou em computadores via softwares. Décadas atrás a transcomunicação era realizada por fitas magnéticas ou aparelhos de radio ou aparelhos eletrônicos mais antigos, alguns defendem que a ideia da comunicação com os mortos por maquinaria eletrônica já era defendida por Thomas Edson. Firedericch Jurgnson, Konstine raudive, Hanna Buschbek Franz Seidl e Leo Schimid são os pioneiros da transcomunicação espiritualista. No Brasil, a Dra Sonia Rinaldi parece ser a principal pesquisadora e pioneira no campo da transcomunicação paranormal. O fenômeno tornou-se popular e tem no seu time pessoas sincera e uma crença de que os conatos são verdadeiros, como a declaração da Transcommunication Association “A abundância de evidências fornecidas pelas muitas formas de transcomunicação nos deixa sem alternativa racional, mas considerar a sobrevivência como uma alternativa viável à idéia mais tradicional de que deixamos de existir no momento em que nosso corpo morre, ou provavelmente tão improvável, a idéia de que se sobrevivermos, é apenas como memória na forma de uma energia residual hipotética.(2)
No livro “ponte Entre o Aqui e o além”, a autora, Hildegard Schafer comenta: “nestes últimos anos, os fenômenos evoluíram, de maneira surpreendente, em direção a uma complexidade abrangente. Recebemos, através de aparelhos de radio comuns, de televisores, de telefones e de aparelhos especiais, vozes eletroacústicas diretas, claramente compreensíveis” (3)
O paranormal parece pavimentar a religião global universalista, nenhum estudante das Escrituras e das profecias bíblicas podem negar que seus pesquisadores estejam envolvidos com fenômenos verdadeiros, nem jamais pretendo pessoalmente questionar a sinceridade dessas pessoas envolvidas com a transcomunicação, a questão fundamental é saber quais origens dessas vozes e de onde procedem e qual a natureza desses espíritos ?  De um modo geral, qual o impacto que a sociedade está tendo, essa transformação social no que concerne a vida após a morte, esperanças de vida eterna e a escatologia do individuo promovido por movimentos como transhumanismo, transcomunicação, espiritismo e neopaganismo? Como pode perceber desde o inicio de minhas pesquisas, o fenômeno da transcomunicação acabou me levando para paginas da internet que defendem o universalismo, a unidade de todas as religiões como caminhos autênticos, e a mensagem do universalismo espiritualista é que no final das contas todo mundo vai se dar bem. A salvação por isso será universal e a obra redentora da cruz já não serve  mais do que um exemplo ou um martírio. Muitos dos apologistas da transcomunicação defendem o que pode ser reduzido a um espiritualismo sem religião. Desde que o foco central é provar a vida após a morte ou na melhor das hipóteses a sobrevivência da consciência individual do homem após a morte, e nada mais do que isso. Não há uma ênfase doutrinaria como ocorre com outras vertentes espiritualistas como o kardecismo ou entre agentes da nova era. A ênfase moderna é dar novos conceitos a tradições antigas, a crença da vida após a morte está totalmente arraigada no coração da civilização, e por mais que o materialismo combata isso, a crença na vida após a morte insiste em permanecer e começa a ganhar força novamente por causa dos fenômenos espirituais em larga escala e muitas pessoas serias envolvidas. A crença nas doutrinas fundamentais da fé cristã tem enfraquecido dentro das igrejas, poucos querem abordar assuntos que envolvem doutrinas que já são consideradas como antiestéticas, antiquadas e “medievais” e entre essas doutrinas, a do inferno e da  danação eterna tem sido a mais omitida. Esse enfraquecimento da doutrina bíblica do inferno, expulsa dos púlpitos modernos e a crescente onda de espiritualismo que invadiu a sociedade contemporâneo tem sido um dos fatores fundamentais para que o erro prolifere livremente.
A esperança de vida eterna sobreviveu a pós-modernidade, a tendência atual é unir de forma holística as crenças, a física quântica e o espiritualismo oriental parecem estar unindo forças, embora muitos céticos tenham de forma feroz combater a metafísica espiritualista, a verdade é que por outro lado, um numero muito bom e crescente de homens inteligentes acadêmicos e doutores vem aderindo a uma visão mais espiritualista do universo, ao invés de optarem por um conceito puramente mecânico e fechado. Assim, com essa abertura para o paranormal e a sustentação da esperança humanista da vitoria sobre a morte fazendo emergir doutrinas mais exóticas como o transhumanismo e a criogenia, o conceito de vida após a morte, ressurreição dos mortos e temas relacionados ao espiritualismo vem crescendo mais e mais como se a sociedade parece estar sofrendo uma mudança de paradigmas, uma nova consciência universal se emerge dos escombros do mundo secular e ela será totalmente espiritualista na sua forma de crer. Por causa disso, os absolutos da palavra de Deus, como a doutrina as Salvação unicamente através de Jesus Cristo mediante a obra expiatirua e substitutiva além de ser totalmente pela graça mediante a fé e a doutrina da danação eterna como conseqüência da rejeição do plano de salvação tal como é apresentado pelo evangelho vem sofrendo detrimento e decadência nesses dias de obscuridade espiritual. A bíblia é muito clara em apresentar u mundo espiritual caído, ele foi abordado de forma inicial em Deuteronômio 18 com as proibições dos contatos com o mundo dos espíritos sejam eles de mortos ou imundos, a revelação geral das Escrituras é que nosso mundo está infestado de espíritos enganadores, demônios e espíritos imundos (I Timóteo 4:1 Apocalipse 12:4 Luvas 4:36 Atos 5:16 e 8:17 Apocalipse 16:13) os pagãos e incrédulos, estão obscurecidos por não receberem a luz do evangelho, andam debaixo do domínio da potestade do ar que opera nos filhos da desobediência (Efésios 2;1 e 2) é ensino claro das escrituras que os ares estão infestado desses seres malignos e enganadores (Efésios 6;10 a 18) há bíblia proíbe o contato com esses espíritos porque eles usam disfarces muito sofisticados, de maneira a enganar qualquer pessoa que não creia no evangelho, eles se transfiguram em anjo de luz(II Coríntios 11:14) e depois se apresentam como seres celestiais angélicos apresentando um evangelho fabuloso e mensagens espirituais tão sedutores quanto o próprio disfarce que usam para transmiti-los (Gálatas 1:8 e 9) por causa dessas transfigurações luminosas e a apresentação de mensagens que negam a encarnação do Verbo e a morte expiatória pelo sangue imaculado de Cristo, a ressurreição literal e a salvação exclusiva através de Cristo pela graça mediante a fé na obra consumada e perfeita de Cristo na cruz. Com relação o destino das almas impenitentes que não se convertem a Cristo e não crêem na Sua perfeita obra redentora, constitui-se a maioria dos homens (Mateus 7:13 a 15) esses irão para um lugar de tormento preparado para o diabo e seus anjos (Mateus 25:41 e Apocalipse 20:10) todos os ímpios e incrédulos irão para esse lugar de condenação eterna (Apocalipse 21:8 22:15) que esse lugar é de tormento, o ensino saiu da boca daquele que nunca falou qualquer mentira ou engano (II Pedro 2:22) é de sofrimento eterno (Lucas 13:28 Mateus 25:30 João 3:36 II Tessalonicenses 1:9)


(1) Bruxaria Global. Tecnicas d a Espiritualidade Pagã e a Resposta Cristã. Editora Cultura Cristã. Pagina 19.
(3) Ponte Entre o Aqui e o Além. Hildegard Schafer. Editora Pensamento. Pagina 11

Autor: Clavio J. Jacinto

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O Eneagrama

O eneagrama é uma figura simétrica, um diagrama complexo, uma ferramenta de autoconhecimento, composto de linhas unidas ligadas por sete pontos, formando um exagrama  simétrica.(Classifico como um símbolo de geometria sagrada)  Tornou-se popular através do movimento Nova era e escritores ocultistas com Gurjieff. Atualmente é difundido também pelo catolicismo romano através de suas editoras que publicam livros sobre o assunto e por místicos como Richard Rohr. O eneagrama é muito parecido com mandalas ou pontos riscados, não se sabe a origem correta, onde se desenvolveu, alguns atribuem aos pais do deserto, mas as evidencias sugerem que sua fonte seja basicamente ocultista e esotérica, provavelmente da Kabala ou do neoplatonismo, percebe-se alguma similaridade com crenças astrológicas.. É usada com ferramenta de autoconhecimento e desenvolvimento espiritual, conferindo modelos de personalidades (Segundo o Eneagrama, o homem possui nove tipos de personalidades.  Atribui-se ao eneagrama funções terapêuticas e de desenvolvimento e ajustes de personalidade porém Gurdjieff, o principal expoente moderno do eneagrama, seus poderes conferiam iluminação espiritual. Na America Latina seu maior promotor foi Oscar Ichazo, que fundou um movimento esotérico bem conhecido entre os adeptos e simpatizantes do movimento Nova Era, o “Arica”. A diferença porém é que Ichazo atribuiu o eneagrama como sendo sua origem  de fonte sobrenatural, conferindo a uma entidade supostamente angélica chamada de  “Metraton” a revelação e entrega do Eneagrama. De qualquer forma, encontramos nos escritos de Oscar Ichazo, a idéia do eneagrama numa similaridade com as idéias cabalísticas e gnósticas. Os místicos Sufis (muçulmanos místicos), por sua vez usam o eneagrama para fins divinatórios e atribui-se a esse símbolo uma associação com outros símbolos ocultistas, como a serpente ouroboros, que morde a própria cauda e atribui-se poderes mágicos assim como outros símbolos de natureza esotérica. A similaridade do eneagrama com pontos riscados, pentagramas, mandalas é muito próxima, o que confere a identidade da sua verdadeira natureza espiritual. Seus principais promotores no mundo moderno também indicam muito bem de que set trata de um símbolo esotérico de grande relevância no esoterismo tal como os Sefirot da cabala judaica. O eneagrama não tem suas origens no Novo Testamento, nunca foi usada por Cristo nem mesmo pelos apóstolos, por isso é evidente que nada  tem em conexão com a fé cristã. Tudo indica que a sua natureza é praticamente esotérica e por isso está intimamente relacionada com artes divinatórias e com a simbologia do ocultismo, como em pontos riscados, e talismãs, os símbolos são usados no esoterismo para invocar potencias espirituais invisíveis e como portais para contatos com espíritos.  A bíblia condena tais praticas (Efésios 5:11 I Timóteo 4:1 Apocalipse 16:14 I Coríntios 10:21 Deuteronomio 32:17 Atos 19:19 e 8:11 Gálatas 5:20 Deuteronômio 18:11 Gálatas 1:8 e 9 Romanos 13:12 II Coríntios 6:14 Efésios 5:8 Efésios 6:10 a 18 Colossenses 1:13 Jeremias 14:14 Atos 16:16 Números 23:23 Levitico 20:27 Ezequiel 12:24)


Autor: Clavio J. Jacinto

Leitura recomendada: Bruxaria Global Técnicas da Espiritualidade Pagã e Resposta Cristã. Varios Autores. Organizado por Peter Jones. Editora Cultura Cristã