A ONIPOTÊNCIA DIVINA


 

A ONIPOTÊNCIA DIVINA

 

 

 

Uma das questões mais triviais sobre Deus, sua natureza e seus atributos divinos é aquela, por vezes pueril, que indaga se Deus pode criar uma pedra tão grande e pesada que Ele mesmo não consiga levantar. A questão em pauta visa, aparentemente, constranger um cristão, buscando colocá-lo em uma situação delicada, como se pretendesse encurralá-lo teologicamente em relação à crença em um Deus onipotente. No entanto, essa pergunta, além de ser ardilosa, carece de lógica. Explico: Em Hebreus, capítulo 6, versículo 18, encontramos um princípio, um padrão bíblico. Existem coisas impossíveis para Deus, precisamente porque Deus é Todo-Poderoso. Determinadas coisas lhe são impossíveis. Por exemplo, é impossível que Deus minta; sua natureza intrínseca de perfeição, onipotência e plena santidade o tornam incapaz de fazê-lo.

 Diante disso, compreendemos que esse princípio e padrão são inegociáveis no que concerne à natureza divina. Deus, em sua onipotência, possui a capacidade de criar qualquer objeto, independentemente de seu tamanho ou peso, e de manejá-lo com facilidade. Caso contrário, como poderia Deus criar algo e, subsequentemente, não ter poder ou controle sobre essa criação? A questão apresentada anteriormente revela uma compreensão superficial, quase ingênua, da natureza de Deus, da teologia, das Escrituras Sagradas e, especialmente, dos atributos divinos. Deus é Todo-Poderoso; portanto, sua onipotência não está sujeita a limites. É, portanto, impossível que Deus crie uma pedra, por maior e mais pesada que seja, que Ele não consiga levantar, pois sua natureza intrínseca é a de possuir domínio absoluto sobre toda a criação.  Este princípio absoluto, inerente à divindade, reflete a perfeição e a onipotência divinas. Deus, possuidor desses atributos, é capaz de criar e sustentar o universo em sua totalidade, abrangendo galáxias e a vastidão do cosmos. A magnitude do universo, com seus inúmeros sistemas estelares, demonstra a abrangência da criação divina. Consequentemente, Deus exerce domínio sobre toda a matéria, desde as menores partículas até as maiores estruturas cósmicas. Esse controle sobre a criação é um atributo essencial do Deus bíblico, o Criador. A doutrina da onipotência divina frequentemente apresenta um paradoxo: um ser onipotente, por sua própria natureza, pode estar sujeito a impossibilidades. É inerente à sua essência a incapacidade de pecar, a impossibilidade de proferir falsidades e a impossibilidade de contradizer seus próprios atributos. A onipotência, portanto, não implica a capacidade de realizar o logicamente impossível. Por exemplo, a capacidade de criar uma pedra de dimensões infinitas, e ao mesmo tempo, levantá-la, demonstra a complexidade da definição de onipotência. Portanto, a impossibilidade de Deus criar um círculo quadrado decorre da natureza contraditória dessa figura geométrica, e não de uma limitação divina. Os atributos divinos, incluindo a perfeição, a ordem e a onipotência, manifestam-se na consistência e na harmonia de Suas criações. A perfeição inerente a Deus implica que todas as Suas ações e obras estejam em consonância com essa perfeição, refletindo Seus atributos e poder absoluto.  (C. J. Jacinto)

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