APRENDENDO A LIDAR COM OS FATOS DA PALAVRA DE DEUS.

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A Palavra de Deus é a Verdade que santifica (Separa joio de trigo, justificados de condenados, redimidos de perdidos e os que pertencem a esse mundo e os pertencem ao reino do Filho de seu amor). Se uma alma confessa a Cristo e não se dispõe a acreditar, amar e buscar conhecer mais sobre as doutrinas da vida, tal procede de uma fé doente e está com uma consciência obscurecida. Uma disposição em crer e aceitar que as Escrituras são na sua revelação completa dentro da economia do plano divino, que é a palavra de Deus inspirada, inerrante e viva e eficaz é um sinal de que há vida espiritual dentro do coração e realmente o Espírito de Cristo está operando dentro dessa alma. Não deve permanecer a escuridão da dúvida, mas a luz de uma fé santificada pelo amor a Deus. Quem ama a Deus, ama a Palavra de Deus e não vai contra ela e nem mesmo reduz a importância das Escrituras, mas mantém o nível de importância dentro dos absolutos inegociáveis da sua vida espiritual. Essa é a regra, aceitar com fé e amor que a Palavra é divinamente inspirada e eficaz, como disse D. M Panton: “Nossa atitude para com a Palavra de Deus, antes de entendê-la , nos faz saber que ela é divina quando a vemos”. Se não estivermos dispostos a crer piamente na voz do Espírito Divino através das Escrituras, sempre reduzimos a importância da pregação bíblica e adotamos um estilo de vida espiritual paganizado, buscando nos sentimentos e emoções e nas experiências místicas que procedem de um coração carnal, o modo como se sustentam as crenças, e isso freqüentemente produz uma vida sem verdadeira santidade mais apenas de aspectos exteriorizados e falsificados. (Leia João 17:17 12:48 II Timoteo 3;16 Salmos 119:105)


Clavio J. Jacinto

 

 

Sobre o Milênio e Corpos Glorificados.

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Os amilenistas apresentam uma serie de problemas no debate contra o pre-milenismo, os argumentos são vários, mas segundo um famoso pregador amilenista, o problema teológico maior com respeito ao milênio literal, seria o fato de homens glorificados viverem lado a lado com pessoas normais. No entendimento de alguns amilenistas esse é o problema mais difícil e suponho que alguns achem isso impossível, salvos glorificados interagindo num mundo milenar com pessoas em corpos não glorificados. Mas será que essa é uma postura coerente com a revelação bíblica. Não posso acreditar que pessoas que lêem e estudam as Escrituras, encontre nesse fator, um dos maiores problemas para argumentar contra um milênio literal. A bíblia tem uma resposta clara sobre essa possibilidade, qualquer estudante das Escrituras percebe isso, ou pelo menos poucos tem se dado conta do peso das evidencias bíblicas para essa possibilidade de interação, quero citar apenas alguns exemplos, pois eles serão suficientes como provas de meu argumento, sendo eles claramente bíblicos, pois tem as Escrituras como apoio para a doutrina de que pessoas não regeneradas podem interagir no mundo físico com seres glorificados. Antes, quero deixar claro que Jesus foi quem ensinou que os santos ressuscitados serão como os anjos do céu: Mateus 22:30 3 Marcos 12:25 são uma provas irrefutáveis. Agora vamos para as provas:

Primeira: Os anjos interagiram com pessoas em Sodoma e Gomorra, eles interagiram com os habitantes de Sodoma e com o justo Ló e sua família. (Genesis 19:1 a 15)

Segunda: Os anjos interagiram com Agar, eles estavam lá no espaço geográfico e no tempo, agindo de modo natural com ela, debaixo do sol, anjos e humanos interagindo sobre o mundo. Genesis 16:7 a 20.

Terceira: Jacó estava lá naquela madrugada, noite escura e uma luta se travava, entre Jacó e um varão (Um anjo de acordo com a descrição de Atos 1:10 e 11.) Homem e anjo juntos num conflito, no mesmo espaço e tempo. Genesis 32:24 a 30

Quarta: Anjos estavam interagindo com as mulheres na madrugada da ressurreição, elas estavam ali e os anjos também. elas interagiram com eles. João 20:12.

Quinta: Da mesma forma os anjos interagiram com alguns seguidores de Cristo por ocasião da ascensão. Atos 1:10 e 11.

Sexta: De acordo com Hebreus 13:2 a prática da hospitalidade fez com que alguns santos da antiguidade hospedaram anjos. Anjos hospedados na casa de homens.

Sétima: Houve uma conexão ativa no sentido prático do termo entre Moisés e os anjos, quando o líder do Êxodo recebeu a lei no monte Sinai (Veja Atos 7:53) e isso é confirmado por outras passagens como Gálatas 3:19 e também serve como prova definitiva de que seres celestiais revestidos de uma substância de glória interajam com pessoas mortais em corpo corruptível (I Coríntios 15:54)

Conclusão: a bíblia revela, ensina e apóia a possibilidade de seres de substância celestial transcenderem através do espaço geográfico e o tempo para interagir com homens normais.

A dificuldade encontra-se dentro do coração que não aceita um milênio literal e não nas páginas das Escrituras.

Autor: C. J. Jacinto

 

 

 

 

A Palavra de Deus é a Verdade que santifica (Separa joio de trigo, justificados de condenados, redimidos de perdidos e os que pertencem a esse mundo e os pertencem ao reino do Filho de seu amor). Se uma alma confessa a Cristo e não se dispõe a acreditar, amar e buscar conhecer mais sobre as doutrinas da vida, tal procede de uma fé doente e está com uma consciência obscurecida. Uma disposição em crer e aceitar que as Escrituras são na sua revelação completa dentro da economia do plano divino, que é a palavra de Deus inspirada, inerrante e viva e eficaz é um sinal de que há vida espiritual dentro do coração e realmente o Espírito de Cristo está operando dentro dessa alma. Não deve permanecer a escuridão da dúvida, mas a luz de uma fé santificada pelo amor a Deus. Quem ama a Deus, ama a Palavra de Deus e não vai contra ela e nem mesmo reduz a importância das Escrituras, mas mantém o nível de importância dentro dos absolutos inegociáveis da sua vida espiritual. Essa é a regra, aceitar com fé e amor que a Palavra é divinamente inspirada e eficaz, como disse D. M Panton: “Nossa atitude para com a Palavra de Deus, antes de entendê-la , nos faz saber que ela é divina quando a vemos”. Se não estivermos dispostos a crer piamente na voz do Espírito Divino através das Escrituras, sempre reduzimos a importância da pregação bíblica e adotamos um estilo de vida espiritual paganizado, buscando nos sentimentos e emoções e nas experiências místicas que procedem de um coração carnal, o modo como se sustentam as crenças, e isso freqüentemente produz uma vida sem verdadeira santidade mais apenas de aspectos exteriorizados e falsificados. (Leia João 17:17 12:48 II Timoteo 3;16 Salmos 119:105)

C. J. Jacinto.

  

Contra a Heresia da Incredulidade

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O cristianismo foi o alvorecer da civilização, o conceito de desenvolvimento e cultura, está alicerçado nesse caminho, a via da transformação social. Uma ciência naturalista é uma apostasia em ordem do declínio humanista, a ciência dos incrédulos é um orgulho, um inchaço no intelecto, um desvio da sua ordem primitiva. No magnífico livro "A Morte da Razão" Francis Schaeffer esclarece esse fato de forma mui majestosa:

"A ciência exerceu papel de grande destaque na situação que temos delineado. O que nos importa reconhecer, entretanto, é que a ciência moderna em seus primórdios foi o produto daqueles que viveram no consenso e cenário do Cristianismo. Um homem como J. Robert Oppenheimer, por exemplo, a despeito de não ser cristão, compreendeu este fato. Afirmou que o Cristianismo era necessário para dar origem à ciência moderna . O cristianismo era necessário para o começo da ciência moderna pela simples razão de que o cristianismo criou um clima de pensamento que colocou o homem em posição de investigar a forma do universo.

Jean-Paul Sartre (nascido em 1905) afirma que a grande questão filosófica é que algo existe e não que nada existe.

Não importa o que pensa o homem, ele tem de se haver com o fato e o problema de que há algo que realmente existe. O cristianismo oferece uma explicação do porque desta existência objetiva. Em contraste com o pensamento oriental, a tradição hebraico-cristã afirma que Deus criou um universo real fora de Si mesmo. Não estou atribuindo à expressão 'fora de si mesmo uma aceção espacial; quero apenas dizer que o universo não é uma extensão da essência de Deus, não é simplesmente um sonho de Deus algo existe realmente, para se pensar, com que se tratar e investigar, revestido de uma realidade objetiva. O cristianismo outorga certeza da realidade objetiva e de causa e efeito, certeza suficientemente sólida para que sobre ela se assente o fundamento do saber. Destarte, existem realmente o objeto, e a história, e a causa e o efeito."

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C J Jacinto.

Contra a Amargura de Coração

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A Tragédia de Aitofel e a Amargura de um Coração que não Sabe perdoar

Willian Warner

Após o terrível pecado de adultério de Davi com Bate-Seba e o subsequente assassinato arranjado de seu marido, Urias, ele foi confrontado por Natã, o profeta. Entre as consequências de seus pecados estavam que de sua própria casa os inimigos se levantariam contra ele ( 2 Sm 12:10-11 ). Três de seus filhos – Amnom, Absalão e Adonias – causaram sérios problemas para ele e seu sucessor, Salomão (2 Sam 13 ; 14-17; 2 Reis 1-2). Houve outra pessoa, cujo nome também começava com “A”, que se levantou contra ele como traidor. Esse homem, Aitofel, havia sido um conselheiro próximo de Davi e poderia até ser chamado de “o homem mais inteligente do mundo”. “Ora, naqueles dias, o conselho que Aitofel deu foi como se alguém consultasse a palavra de Deus; assim foi estimado todo o conselho de Aitofel, tanto por Davi como por Absalão” ( 2Sm 16:23 ). Ele evidentemente saiu de sua própria aposentadoria e se juntou à revolta de Absalão como seu conselheiro de confiança ( 2Sm 16:23 ).

O que muitas vezes passa despercebido, porém, é que Aitofel evidentemente se tornou parte da família de Davi pelo casamento. Duas passagens explicam que Aitofel era o avô de Bate-Seba (cf. 2 Sam 11:3 com 23:34). Não é preciso especular muito para ver que quando Davi “tomou” Bate-Seba ( 2 Sam 11:4 ), Aitofel deve ter deixado o serviço de Davi. Mais tarde, o astuto Absalão deve ter presumido (corretamente) que Aitofel aproveitaria a oportunidade para se vingar de Davi, então pediu que ele saísse da aposentadoria – uma oferta que o velho simplesmente não pôde recusar.

Depois que Davi fugiu de Jerusalém, Aitofel aconselhou Absalão a atacar Davi rapidamente e até se ofereceu para cavalgar à frente da coluna, para que ele pudesse matar o próprio Davi ( 2 Sm 17:1-4 ). Do ponto de vista puramente humano, era um bom conselho, porque não daria tempo a Davi para reunir suas forças. Deus, no entanto, pretendia frustrar o conselho de Aitofel pelo conselho contrário de outro conselheiro chamado Husai, que na verdade era um espião leal a Davi. Husai apelou para o orgulho de Absalão, dizendo-lhe que ele deveria consolidar suas forças e depois sair à frente de seu exército e matar pessoalmente o próprio Davi ( 2 Sm 17:5-13).). Absalão não resistiu à tentação de obter toda a glória e seguiu o conselho de Husai, dando tempo a Davi para organizar suas próprias forças dispersas. O leitor de 2 Sam 18:9-15 sabe que o ataque de Absalão a Davi o levou à sua própria morte ignominiosa.

Quando Aitofel viu que seu conselho não foi seguido e que por causa disso ele certamente seria punido pelo vitorioso Davi, ele se retirou para sua própria casa novamente e. suicidou-se enforcando-se ( 2Sm 17:23 ). Que fim trágico para o cara mais inteligente do mundo!

Pessoas inteligentes às vezes podem fazer escolhas realmente estúpidas. Por um lado, podemos apreciar e compreender a decepção de Aitofel com o que Davi havia feito a Bate-Seba. Na verdade, posso entender por que ele pode se aposentar do serviço de David. Mas Aitofel permitiu que sua mágoa e sua dor se transformassem em amargura e em um desejo feroz de vingança. Sua amargura obscureceu sua visão normalmente clara quando procurou a oportunidade de se vingar de David.

Passagens em dois salmos podem ser sobre este homem brilhante, mas triste ( Salmos 41:9 e 55:12-14 ). Curiosamente, esses salmos também foram mencionados por Jesus como encontrando “cumprimento” em um traidor posterior do Filho de Davi, que também se enforcou quando seus próprios planos para o destino de Jesus não foram seguidos ( Mateus 26:23 ; João 13:18 ; Atos 1:16 ).

Anos atrás, Jay Adams me ensinou que duas respostas erradas às ações erradas de alguém contra você são: você “explode” ou “se cala”. Quando as pessoas “se calam” em vez de lidar com sua raiva, a triste realidade é que elas eventualmente “explodirão” mais tarde. Jay baseou seu conselho em Ef 4:26-32 . Aitofel calou-se quando deixou o serviço de David e depois nutriu sua própria raiva até que teve a oportunidade de explodir em David – com algumas consequências trágicas para sua própria vida!

O que você faz quando as pessoas falham com você ou te machucam de alguma forma? Você pode não escolher essa pessoa como seu melhor amigo, mas permitir que sua mágoa ou dor emocional se transforme em amargura envenenará sua própria alma e acabará explodindo em vingança na “oportunidade” certa.

Aprenda uma lição negativa com a pessoa mais inteligente do mundo [Aitofel], cuja amargura acabou levando ao seu próprio fim trágico

 

A IMPORTÂNCIA DE CONHECERMOS A CRISTO

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 Verdadeiro cristianismo, não cristianismo heretico. O relacionamento com a obra consumada e perfeita de Cristo e com a Pessoa de Cristo e com os ensinos de Cristo, vida por vida, substituição vital, Cristo vivendo em nós.

 

"Qualquer pessoa que começou a conhecer a Cristo, sabe que conhecê-lo não é uma coisa de pouca importância; sabe que, ao invés disso, é algo de valor supremo! Tal pessoa começa a compreender que embarcou na mais séria das aventuras; a mais sublime, a mais bem-aventurada e a mais terrível de todas as aventuras. Tal aventura nos compromete até o summum de nosso ser por completo e exigirá tudo de nós! Nós nos empalidecemos à simples sombra de Seus pés. E que o Senhor por sua graça, me perdoe por mencionar o adjetivo _"simples"_ para me referir à sombra dos seus pés. Pois até o lugar mais oculto e recôndito do Abismo, se estremece de pavor por causa de Sua Presença. Esta, é a presença de seu juízo e ninguém consegue ficar indiferente à ela. Ninguém pode ficar sem dar-lhe importância; em tal Presença se vê as coisas como totalmente nuas e descobertas como elas são na realidade. Mas tal medo, só domina os que rejeitam Seu amor insondável. Seu amor não pode ser descrito e esgotado. A altura de seu amor e a potência de sua ira são insondáveis. Mesmo aqui, nessa vida presente, os homens já começam a conhercer parcialmente essas duas coisas. Seu amor e Sua ira estão juntamente fundidos na natureza de Sua santidade".

 

Do livro: OPÚSCULO DE CRISTOLOGIA - Gino Iafrancesco Villegas

 

A OBRA DA CUZ E A EXPERIENCIA MISTICA

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A OBRA DE CRUZ E A EXPERIENCIA MISTICA.

O principal perigo a corromper a religião cristã é o terreno do sentimentalismo. Milhões de pessoas que se dizem cristãs hoje em dia, baseiam sua fé em sentimentos. A experiência mística como uma via alternativa para pôr todas as convicções de modo que o sentimento e as experiências alimentam todas as formas de crenças religiosas. Eu mesmo durante muitos anos fui testemunha ocular de que a experiência mística desempenha um papel fundamental nas convicções religiosas, não as Escrituras, mas a experiência. Mesmo que muitos confessam crer na bíblia, o papel da experiência tem sido além das Escrituras e de certa forma, as Escrituras são absolutamente ignoradas para dar sustento a experiência, porém é fato, de que o sentimentalismo e toda a forma de experiências místicas, jamais devem ser colocadas em igualdade com a autoridade das Escrituras. o esoterismo e  as religiões orientais, promovem isso, mas o cristianismo bíblico se fundamenta unicamente nas Escrituras como autoridade final e definitiva.

O ocultismo, o espiritualismo e as religiões orientais pregam o contrário e a cristandade apóstata se adéqua a mesma visão espiritual:

Veja agora, a declaração de um dos mais eminentes líderes esotéricos de nosso tempo:

“A verdadeira base da religião não é a crença, mas a experiência intuitiva. A intuição é o poder da alma de conhecer a Deus. Para saber o que é realmente a religião, é preciso conhecer a Deus.” (Paramhansa Yogananda de The Essence of Self-Realization)

 

A experiência visionária e de aparições de Cristo tem sido um promotor forte de indução do esoterismo no mundo ocidental, Paramhansa Yogananda fala a respeito de seu mestre Mahavatar Babaji, que este foi chamado á promover o esoterismo, a missão de espalhar os ensinamentos hindus para o ocidente depois que Jesus apareceu para ele (1)

Na visão de Yogananda, Cristo não resolveu os problemas do pecado na cruz, apenas serviu de um exemplo elevado para inspirar os apóstolos a continuarem pregando os ensinos de Cristo, para ele, os ensinos de Jesus Cristo e não a sua morte tem algum valor espiritual. A vinda de Yogananda para o ocidente seria para restaurar os ensinos de cristo e com isso também restaurar o cristianismo original.

A religião sem a cruz, sem a necessidade de sangue imaculado de expiação, constitui-se a manifestação do espírito do erro sob um mundo que é induzido não a negar a Cristo, mas a crer em outro cristo, não rejeitar um evangelho, mas a proclamar outro evangelho. O movimento sutil de engano não é produzir uma negação universal do Evangelho, mas de promover uma falsificação do evangelho.

 

consulte essas informações em https://www.ananda.org/


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Clavio J. Jacinto

 

 

 

 

Fundamentalismo Cristão: O Que Você Precisa Saber

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Li recentemente o livro distópico “O Conto da Aia”(Publicado pela primeira vez em 1987 nos EUA) de Margaret Atwood, o livro é uma narrativa fantasiosa de uma novela obscura  que envolve a fé cristã, política e sexo.

Como de costume, sempre vou atrás da crítica literária, para saber como a classe intelectual enxergou o romance distópico de Atwood, e percebi que o romance é interpretado com uma abordagem religiosa e política, a estória narra um golpe de estado nos Estados Unidos e o surgimento de um regime totalitário: a republica de Gileade, um regime fundamentalista cristão. No romance percebi como alguns personagens citam as Escrituras como um meio de justificar os mais bizarros comportamentos. Há uma crítica embutida no livro, e tudo soa como um absurdo, pois o fundamentalismo cristão é apresentado como uma ameaça. Na república de Gileade é tolerável o concubinato e o seqüestro de crianças frutos deste relacionamento. Como o romance se caracteriza como distopico, o que vimos é um totalitarismo e uma opressão ao sexo feminino, uma crítica ao patriarcado e talvez o resultado da união da religião e política de estado.

Mas o que mais me preocupa no livro é o modo como alguns interpretam o significado de “fundamentalismo cristão”. Pois há um equívoco enorme que se perpetua na sociedade quando compara o fundamentalismo bíblico com o fundamentalismo de religiões intolerantes. A maioria enxerga como um mesmo fenômeno e por causa disso, muitos cristãos verdadeiros que são de fato, fundamentalistas se sentem receosos e envergonhados em identificarem-se como “cristãos fundamentalistas. Por outro lado, também olham para o Fundamentalismo cristão” como uma ameaça mortal. Esse é um erro que sobrevive a custa da ignorância e da falta de discernimento.

 

O QUE É FUNDAMENTALISMO CRISTÃO?

 No Dicionário de Apologética e Filosofia da Religião, o Autor, C. Stephen Evans define : “Originalmente o termo designava o movimento associado a uma série de livros escritos por destacados teólogos da primeira parte do século XIX que defendiam os fundamentos da fé cristã, especialmente a divindade de Jesus.” mas então ele explica que houve um desvio do termo e tornou ambíguo e com conotações quase que completamente pejorativas, associados a religiosos que defendem o terrorismo e a violência como meio de imposição á crenças. Evans afirma: “Com o passar do tempo, o termo foi usado em sentido mais amplo, associado a qualquer forma de cristianismo tradicional e conservador e, até mesmo, para se referir ao conservadorismo de outras tradições religiosas, como a dos muçulmanos fundamentalistas...”

 

Um grupo de teólogos piedosos, como veremos mais adiante, deram início a um movimento de oposição a teologia liberal e a alta crítica, que negavam os aspectos sobrenaturais das Escrituras, como o nascimento virginal, a ressurreição literal de Cristo a autoria mosaica do Pentateuco, a historicidade do livro de Daniel e do Profeta Jonas etc.

Essa reação foi um reflexo do compromisso com a fé que uma vez foi dada aos santos (Judas 3) uma resposta aos que eram contrários a sã doutrina (I Timóteo 1:10) que já não suportavam mais as doutrinas centrais da fé cristã, pois se apostataram (II Timóteo 4:3) assim os teólogos piedosos que deram início ao movimento fundamentalista cristão, apenas desejavam defender com fervor as doutrinas fundamentais do cristianismo e dar uma resposta eficiente aos contradizentes (Tito 1:9) Eles tinham em mente o compromisso sério de ouvir e responder ao chamado do Espírito Santo: “Tu porém fala o que convém, a sã doutrina”(Tito 2:1)

O movimento era uma reação contra crenças liberais, não havia qualquer tipo de intolerância como perseguições e autos de fé, tribunais inquisitórios e coisas desse gênero, era um movimento piedoso, tinha o propósito de manter e defender  a fé cristã ortodoxa, as doutrinas centrais da fé cristã e os valores morais e espirituais implícitos no sistema teológico que defendiam. Em outras palavras, seus líderes eram homens santos, que não defendiam qualquer tipo de violência, perseguições e imposições forçadas. Todos esses teólogos e os envolvidos na causa levavam em conta a literalidade dos ensinos de Cristo inclusive os que sem encontram dentro do Sermão da Montanha. Desde que entendo sobre os aspectos que envolvem a essência do fundamentalismo cristão, seguir os passos de Cristo é o ideal da vida espiritual de um fundamentalista cristão, isso nada tem a ver com guerras, pois ele sabe que a nossa luta não é contra a carne e o sangue (Efésios 6:10 a 18) e que jamais deve se envergonhar do Evangelho de Cristo que é o poder de Deus, quando a apostasia ameaça ruir com os fundamentos onde os justificados permanecem (Compare Salmo 11:3 com Romanos 1:16) O fundamentalismo cristão é pacificista e respeita a liberdade dos outros, não me admiro que a maioria dos fundamentalistas bíblicos sejam batistas, pois a história dos batistas é uma história de luta pela liberdade de culto e crenças.

 

A HISTÓRIA DO FUNDAMENTALISMO CRISTÃO.

 

 O fundamentalismo bíblico cristão está ligado a um manifesto de homens piedosos e pacíficos, cujo caráter era de teor muito elevado, começou em 1909, era um movimento de reação contra o liberalismo (Nesse contexto histórico, o liberalismo era o antônimo de fundamentalismo). Os fundamentos eram um conjunto de resoluções, que foi publicado posteriormente entre 1910 a 1915 e estavam reunidos artigos de grandes homens de piedade nessa grande comissão de defesa da fé (Judas 1:6) estavam muito estimados e conhecidos homens de Deus naqueles dias, homens de Deus com um legado espiritual que influencia ainda hoje milhões de cristãos, entre eles R. A. Torrey, Philip Mauro, G. Campbell Morgan, James Orr, J. C. Ryle Lewis Sperry Chaffer, James Gray, W. H. Griffith Thomas. Entre os autores selecionados nos artigos chamados de ‘fundamentos” (64 ao todos, publicado em 12 fascículos separados e posteriormente reunido em um livro só) estavam grandes eruditos e homens de formação espiritual avançada. Alguns cristãos que eram magnatas do petróleo nos EUA na época, financiaram o projeto de publicação dos fundamentos e milhões de exemplares foram distribuídos gratuitamente para missionários, pregadores, ministros do evangelho. Aprouve ao Senhor que no princípio, os livros foram distribuídos de graça, não havia nem mesmo lucro no projeto, tal foi a obra na sua essência e pureza cristã.

 

Do que tratam os fundamentos?

 

1-    Defesa da autoria mosaica do Pentateuco

2-    Defesa da historicidade do livro de Daniel e Jonas

3-    Valores doutrinários e históricos dos primeiros capítulos de Genesis

4-    Justificação pela fé e Salvação pela graça

5-    Divindade de Cristo

6-    Encarnação temporal e geográfica do Verbo de Deus

7-    Personalidade e divindade do Espírito Santo

8-    Nascimento virginal de Cristo

9-    Concepção bíblica do pecado

10-                     Inspiração total das Escrituras

11-                     Historicidade da fé cristã

12-                     Ressurreição literal de Cristo e  de todos os homens

13-                     Julgamento futuro

14-                     Oposição ao evolucionismo darwinista

15-                     A vinda literal e triunfante de Cristo

16-                     Outros tópicos não menos importantes.

 

Todo o perfil dos fundamentos era doutrinário, não havia ênfase para qualquer tipo de terrorismo ou violência, doutrinação por imposição e coisas desse gênero. Na mentalidade cristã conservadora, é o Espírito Santo quem convence, a iluminação da glória do evangelho é um ato soberano de Deus e não de imposição humana ou lavagem cerebral. Entender essa verdade evita infortúnios psicológicos a quem defende os fundamentos da fé cristã.

Se o leitor deseja ler algo acerca do terrorismo religioso suas inconseqüências pode ler “Terror em Nome de Deus” de Jessica Stern. O livro faz uma abordagem global sobre o terrorismo intolerante religioso, identificado erroneamente como “fundamentalismo” o uso midiático do termo de ‘fundamentalismo” e “fundamentalista” é uma desconstrução do termo, feito assim, para denegrir a imagem dos cristãos conservadores pois a mídia controlada é anticristã e desonesta ao extremo, pois nunca apresentam que na realidade o cristianismo é o mais afetado pela intolerância religiosa global. os cristãos são os mais atacados, mortos e são as maiores vítimas de intolerância religiosa no mundo, em 2021 a cada dia, 16 cristãos morriam no mundo por causa da sua fé. A mídia nunca mostra isso, mas ao mesmo tempo manipula os termos, tornando-os ambíguos e faz com que o mundo acredite que o fundamentalismo bíblico está associado com o terrorismo religioso. Pura desonestidade intelectual e informativa.

O Espírito Santo pergunta através de Davi: “Se forem destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo”(Salmos 11:3) Os homens piedosos envolvidos no movimento fundamentalista cristão não tinham qualquer tipo de associação com grupos radicais norte americanos como alguns evangélicos que erguem a bandeira racial (Igrejas de supremacia branca, que geralmente também são anti-semitas e se parecem ideologicamente com o neonazismo) ou com grupos terroristas cristãos como o “laskar Christus”.

A Coletânea de verdades fundamentais da fé cristã ao contrário, foi um manifesto contra a onda de apostasia que tentava minar as verdades cristãs centrais, todavia todos os envolvidos trilharam um caminho pacífico, era a verdade proclamada com amor e íntima compaixão, a voz da erudição piedosa para defender uma ortodoxia que era à base da esperança do cristianismo bíblico e conservador.

O uso midiático do termo “fundamentalista” distorceu o sentido da palavra, injetando nela um viés ideológico para colocar os desinformados contra a fé cristã, o espírito do erro que atua no sistema midiático é antes de tudo absolutamente anticristão. Assim o Conto da Aia como um romance distópico que tenta passar a imagem de um cristianismo fundamentalista que domina um país (No romance, os EUA) depois de um golpe de estado é PURA FICÇÃO IMPROVÁVEL. Se um dia, a distopia de Atwood ganhar alguma conceito de realidade, isso pode ocorrer sob um grupo que se diga “cristão” mas que não tem qualquer vínculo com os Fundamentos da Fé Cristã. A percepção e o discernimento espiritual me leva a conclusão, os personagens da distopia, mesmo citando trechos da bíblia, não possuíam o Espírito de Cristo, por esse motivo também não pertenciam ao Senhor.

 

 

C. J. Jacinto