Para Discernir a Verdade

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A essência da verdade é a ação, agimos de acordo com as nossas convicções, isso fará a diferença e definirá a nossa natureza real, se somos verdadeiros ou hipócritas.

Uma das maiores armadilhas espirituais é a disposição em pacificar a consciência quanto às coisas erradas praticadas, a insensibilidade tem o poder de tirar todas as virtudes e alimentar todos os instintos mais baixos.

O nosso êxodo se dá pelo sangue da Nova Aliança, pelo sacrifício de Cristo, consumado e perfeito. Pela morte redentora de Cristo, recebemos vida de tal modo que ganhamos a nossa libertação do pecado. Quando cremos na obra de Cristo, feita uma vez por todas na cruz do Calvário, saímos do cativeiro da corrupção e entramos, pelo poder de Cristo, para a esfera da nova criação.

O homem que confia em sua bondade como um meio de merecimento para alcançar a vida eterna, idolatra-se a si mesmo

 Autor: C. J. Jacinto

 

10 MARCAS DE UMA IGREJA APÓSTATA

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1°) Uma igreja apóstata é uma igreja que relativizou as Escrituras. Para igrejas deste nipe a Bíblia não é a única e exclusiva fonte de fé. Segundo os membros dessa igreja, a Bíblia não pode ser considerada absoluta em seus ensinamentos e doutrinas.


2°) Uma igreja apóstata é uma igreja que abandonou as Escrituras. Neste tipo de igreja a Bíblia não é ensinada ou até mesma pregada, antes pelo contrário, ela é usada somente para referenciar doutrinas e filosofias extremamente humanistas.


3°) Uma igreja apóstata é uma igreja que negou as Escrituras. Igrejas deste tipo afirmam que as Escrituras precisam ser questionadas e caso não se encaixem naquilo que acreditam devem ser rechaçadas.


4°) Uma igreja apóstata é uma igreja que não obedece as Escrituras. Para igrejas deste quilate a Bíblia é um livros de contos, histórias e mitos e muitos de suas doutrinas não devem ser levado em conta visto a época que foram escritas.


5°) Uma igreja apóstata é uma igreja que abandonou a oração. Igrejas deste nipe não oram mais, não possuem reunião de intercessão, nem tampouco dedicam tempo em seus cultos para buscar ao Senhor rogando a Ele que faça a sua vontade em suas vidas e comunidade.


6°) Uma Igreja apóstata não confessa pecados nem tampouco se arrepende deles. Para uma igreja que apostatou da fé pecado não é uma palavra politicamente correto portanto falar sobre ele é algo absolutamente desnecessário.


7°) Uma Igreja apóstata não prega sobre a cruz e o sacrifício de Cristo no Calvário. Uma igreja apóstata não está centrada no evangelho da Cruz. Na verdade, ela prega sobre prosperidade, enriquecimento, autoajuda, mas não necessariamente sobre a necessidade de arrependimento, confissão de pecados e salvação por intermédio de Cristo Jesus.


8°) Uma igreja apóstata não está centrada no Evangelho. Uma igreja que apostatou não anuncia as verdades inexoráveis do evangelho. Para ela, o evangelho é nada mais, nada menos do que um manual repleto de bons conselhos cujo objetivo final é levar o homem a plenitude emocional e afetiva.


9°) Uma Igreja apóstata não evangeliza mais.

Uma igreja que afastou-se do seu Senhor é uma igreja que não testemunha de Cristo, do seu amor e do juízo vindouro. Uma igreja apóstata não se preocupa com o destino das almas, nem tampouco está interessada em proclamar a única verdade que liberta.


10°) Uma igreja apóstata não vive para a glória de Deus. Uma igreja que apostatou não se preocupa em glorificar seu Senhor, antes pelo contrário, sua preocupação primordial é fazer de Deus seu instrumento de satisfação pessoal.


Pense nisso


(Renato Vargens)

Desapercebidos (Uma advertencia !)

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E NÃO PERCEBERAM

“E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mateus 24:39)

 

Percepção é algo fundamental, sem perceber, o cego que é guiado por outro cego, cairá inevitavelmente no abismo.  Eva não percebeu o perigo quando a serpente negou a Palavra de Deus ela simplesmente entregou-se ao discurso do diabo, e não percebeu que o tentador estava induzindo ela para a desobediência.  Davi olhou para Betseba, naquele momento em que ela estava num ambiente privado, Davi percebeu a força da tentação, mas não percebeu o perigo de deixar-se seduzir pelos impulsos da carne, a conseqüência foi dramática e devastadora. Vimos que não ter discernimento para perceber o perigo é por em risco a própria vida. A mais trágica de todas as cegueiras, foi na época de Noé, havia uma falsa paz e uma falsa confiança. Os sinais eram evidentes, havia um profeta: Enoque, mas a sociedade não percebeu o seu testemunho, em seguida, vimos Noé, ele pregava o juízo, e suas atividades avisavam que algo trágico estava por vir. Mas a vida utilitarista e materialista cimentou uma visão reducionista do mundo, a vida se constituía de prazer e morte. Uma sociedade prospera e secular, que se tornava incrédula, o apelo consumista e egoísta cegou a percepção, mas nos é dito que Noé foi divinamente avisado (Hebreus 11:7). Talvez a mais drástica insensibilidade estava na permanência ou na insistência de cometer os piores delitos contra a Altíssima Majestade, o Senhor Deus Criador, e nesse labor profano, as atividades de Noé como pregador da justiça e construtor da arca, era motivo de muita zombaria e desprezo. Não perceberam a longanimidade de Deus e ignoraram as advertências do pregador da justiça.  Mas, Noé foi divinamente avisado, como hoje, através das Escrituras divinamente inspirada nos é revelada a grandiosa volta de Jesus em glória e triunfante , fato consumado por pregadores separados pela providencia divina para proclamar ao mundo insensato que Cristo retornará triunfante. É um assunto fora da moda hoje em dia, pregar as Escrituras não é agradar ao mundo, somente o remanescente preservado por Deus amará as Escrituras e o retorno de Cristo. Evento seguido de sinais cataclísmicos e com conseqüências catastróficas para os que não percebem esse fato. Veio o dilúvio, disse Cristo, e levou a todos os despercebidos para o abismo das águas do juízo. Não perceberam, abraçaram um modo de vida extremamente mundano, nas piores orgias e nos mais devassos pecados, em Genesis 6:5 lemos que a maldade do homem se havia multiplicado e que era continuamente mau todo o desígnio do coração humano, enquanto Noé vivia uma vida piedosa e temente a Deus, trabalhava na dura tarefa de construir a Arca. Você está percebendo que a Bíblia é a revelação divina que aponta para a vinda de Cristo? Tem percebido as tendências malignas da nossa sociedade e a rejeição cada vez maior de aceitar as Escrituras como uma revelação divina? a marca dos desapercebidos é uma rejeição ás Escrituras, um abandono aos princípios morais absolutos e uma aceitação ao relativismo e toda forma de permissividade. Essa era a vida da sociedade antidiluviana. Você meu amado amigo, deve ficar alerta, Jesus voltará, como foi divinamente revelado, perceber ou não esse fato inevitável, será o selo do seu destino eterno. “Está próximo o fim de todas as coisas, portanto sede sóbrios e vigiai em oração” (I Pedro 4:7)

 

C. J. Jacinto

A Palavra de Deus e o Diabo

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Ladrões da Palavra de Deus

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A Palavra de DEUS e o Diabo

Por:  C. J. Jacinto

“A Bíblia é a linha mestra que deve ser seguida, já que ela detém o direito de definir a fé e a pratica correta” (Millard Erickson)

Em Mateus 13 Jesus nos ensinou grandes verdades através da parábola do semeador. Dos quatro níveis de semeadura, quero me deter no primeiro, onde Jesus ensina que um semeador saiu a semear e uma parte das sementes caiu a beira da estrada, os pássaros vieram e roubaram a semente, pois o chão era duro e infértil. (Lucas 13:1 a 4) no versículo 19, Vossa Majestade, o Senhor Jesus explicou que a beira da estrada significa corações indispostos a entenderem as Escrituras e ficando num estagio de superficialidade, os pássaros que representam o diabo e seus associados vem e roubam a semente que Cristo afirma: “A semente é a Palavra de Deus” (Mateus 8:11). Meus amados irmãos, isto é uma guerra! os pássaros nos lembram de regiões celestiais, em Efésios 6:12, Paulo identifica que na guerra espiritual há hostes espirituais da maldade que vivem nos lugares celestiais e em Efésios 2:2 fala do príncipe das potestades do ar, do espírito do erro que tem uma agenda operacional: promover a desobediência e a rebelião contra o Senhor Altíssimo.  O diabo não quer que a Palavra de Deus fique guardada no coração, não quer que os ouvintes memorizem as Escrituras. O inimigo fará de tudo para tirar a atenção dos ouvintes quando as Escrituras estiverem sendo explicadas, ele lutará para que nas reuniões cristãs, os ouvintes percam o interesse pela exposição das Escrituras, ele induzirá os ouvintes a não prestarem a atenção e usará todos os meios disponíveis para que a atenção dos outros sejam tiradas, ele atuará na atmosfera da pregação, é seu intento que os cristãos não sejam bíblicos. Ele estará atento sobre corações duros como lapides, ainda que sobre esses corações, apresentem a frieza e a dureza de um túmulo, todavia ele não se importa com os vasos da religião ornamentados com as flores das boas obras que estejam sobre a lápide. A Intenção do diabo é só uma: roubar a Palavra de Deus de você.  Para alcançar seu projeto infernal, ele fará com que a ordem da pregação seja quebrada, que o tempo da pregação seja diminuído, fará com que seus agentes demoníacos, rompam com a ordem da pregação, promove falsos pregadores que não pregam a Palavra de Deus e explique de maneira correta, expositiva ou temática, mas usará seus instrumentos malignos que falsificam a palavra, a descontextualizam, que preguem sobre outros assuntos, contem estórias para entreter o publico desavisado. Essa é a intenção do diabo; roubar a Palavra de Deus das pobres almas. Isso explica porque é tão fácil para alguém esquecer o tema do sermão e as passagens que foram lidas, apenas algumas horas após o culto. Explica porque a maioria não entende o que foi pregado, pois a atenção foi interrompida pela manifestação objetivo dos pássaros voando para roubar a semente que é a palavra de Deus.

 

Remanescentes em Epocas de Crises Espirituais

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SOBRE A VENDA DA IGREJA - por David F. Wells

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A Igreja é um negócio

 

Comecemos pelos marqueteiros que saíram de moda nos anos 90, mas que se transformaram na “igreja atrativa” no início dos anos 2000.

Na década de 1970, os empresários de espírito empresarial tornaram-se os líderes do evangelicalismo, substituindo a primeira geração de líderes, que estavam mais no molde do pastor-teólogo. Na década de 1980, a esmagadora maioria das organizações religiosas na América era evangélica.

Ao longo das últimas sete décadas, organizações paraeclesiásticas como estas têm servido a causa evangélica de formas surpreendentes e benéficas. De fato, quando a igreja tropeçou, foi muitas vezes uma organização paraeclesiástica que surgiu para fazer o que a igreja não estava conseguindo fazer. Nos primeiros anos do pós-guerra, essas organizações estavam fora das igrejas em termos organizacionais, mas viviam dentro da igreja em termos funcionais. Elas viviam para fortalecer a vida das igrejas. Muitas vezes estavam fazendo coisas que as igrejas individuais não podiam fazer. E certamente não era tão comum antes como se tornou mais tarde que essas organizações paraeclesiásticas se tornassem empreendimentos privados.

Na década de 1980, porém, muitos evangélicos começaram a pensar em toda a fé evangélica em termos para. Esse foi o desvio marcante que aconteceu nessa época. Isso, é claro, andou de mãos dadas com um interesse cada vez menor na doutrina bíblica. À medida que a doutrina diminuía, a igreja se emancipava. Ela começou a assumir formas que as estruturas doutrinárias anteriores não teriam permitido.

As igrejas mais tradicionais não foram atacadas—pelo menos não inicialmente. Mas o evangelicalismo começou a pensar em si mesmo como significativamente separado da igreja local. Isso não era simplesmente uma questão de organização. Era uma questão de atitude.

E este sentimento só se acelerou quando os marqueteiros começaram a exercer seus negócios nas décadas de 1980 e 1990. As tradições passadas de crença, a arquitetura distinta da igreja, a linguagem doutrinária e as formalidades da vida tradicional da igreja pareciam ser uma bagagem que precisava de ser eliminada o mais rapidamente possível. De repente, estava tornando-se um embaraço. Este era o maior impedimento para o sucesso. E o sucesso é o objetivo que qualquer empreendimento empresarial busca alcançar.

Mas, juntamente com estas mudanças, veio outra coisa. Enquanto anteriormente as igrejas tinham sido um ponto focal para os crentes cristãos, agora perderam essa importância. Por mais improvável que pareça, muitas igrejas, de certa forma, começaram a desaparecer. Começaram a desvanecer-se no fundo da vida das pessoas.

Os líderes deste empreendimento de marketing compreenderam que estavam num mercado e que os clientes religiosos têm escolhas. No entanto, as opções que começaram a ser oferecidas pela concorrência eram todas no sentido de não ser religiosa [churchy]. Esta nova direção foi fortemente reforçada pelo aparecimento de ministérios televisivos, especialmente na década de 1980, para não falar da disponibilidade generalizada de vídeos religiosos e, depois, de streaming on-line. A vida da igreja perdeu importância para muitas pessoas, quanto mais não seja porque ao domingo de manhã podiam, e muitas vezes faziam-no, “ir à igreja” na sua sala de estar, em frente do televisor ou on-line. Nos últimos trinta anos, as estatísticas sobre a frequência regular das igrejas refletiram toda esta mudança. O evangelicalismo estava tornando-se ‘para-’ em termos de mentalidade, e a igreja local estava prestes a tornar-se a sua principal vítima.

Este truque de desaparecimento nunca teria sido possível se os evangélicos ainda estivessem pensando em termos doutrinários. Mas não estavam.

A verdade é que, sem uma compreensão bíblica da razão pela qual Deus instituiu a igreja, esta facilmente se torna um risco num mercado onde compete apenas com a maior das dificuldades com a oferta religiosa disponível na tela do computador. Já para não falar de todos os outros gêneros produzidos com proficiência e brio que também estão disponíveis! E a maior parte não tem nada a ver com a fé cristã. Como é que a igreja pode competir com tudo isto, a não ser que tenha um objetivo completamente diferente? Isto é especialmente verdade numa cultura que se quer distrair ou entreter.

Esta experiência de marketing tinha como objetivo fortalecer a igreja local, torná-la mais competitiva e, de fato, atraente. Mas acabou, sobretudo, por destruir a igreja local. Essa é a ironia.

O constante bombardeamento cultural do individualismo, na ausência de uma teologia sólida, fez com que a fé, que antes tinha sido corretamente entendida como pessoal, se tornasse meramente individualista. Estava centrada em si própria e orientada para o consumo. Era uma fé em busca de conforto e segurança no meio de todas as ansiedades criadas pela vida moderna. Mas esse conforto e essa segurança estavam todos relacionados com o mundo interior privado. Mais do que isso, tratava-se de terapia e raramente da verdade. Foi esta a mudança com que os marqueteiros da igreja se sintonizaram. Em vez de verem esta viragem internamente, esta ânsia de terapia, como uma fraqueza a que se deve resistir, usaram-na como uma oportunidade a explorar. Cada vez mais, a fé evangélica foi libertada de qualquer ligação com o passado, de qualquer consideração exceto o eu, e foi imbuída de nenhum outro objetivo pelos pastores envolvidos neste empreendimento que não fosse o sucesso empresarial. Ao libertar-se assim, a experiência evangélica tornou-se cada vez mais cultural, cada vez mais vazia, cada vez mais superficial e cada vez mais irrelevante no mundo moderno. Afinal, o que é que ela tinha realmente para oferecer?

Tudo isso foi sintetizado por Bill Hybels na Willow Creek Community Church, que começou em 1975. Mas Hybels fez uma descoberta surpreendente depois de ter estado no negócio durante algum tempo. Usando uma ferramenta do mundo da consultoria empresarial, mais de 11.000 membros antigos e atuais da Willow Creek, que ele fundou, foram inquiridos em 2004 e novamente em 2007. O inquérito incluiu seis outras igrejas. Os resultados foram publicados no livro Reveal: Where Are You? em 2007.

Hybels ficou chocado ao descobrir que não havia correlação entre o número crescente de pessoas que ele via em Willow Creek e a evidência de que estavam amadurecendo na fé. De fato, a frequência da igreja tinha pouco impacto no seu amor a Deus e aos outros. Pelo menos, foi o que eles disseram. Hybels concluiu que a igreja tinha tido um papel importante para muitos no início da sua vida espiritual, mas que essa importância foi diminuindo à medida que avançavam. A igreja, afinal, era um lugar para começar, mas não um lugar para permanecer.

Foi, a meu ver, uma descoberta devastadora. A experiência de Hybels estava produzindo pigmeus, a não ser que eles tomassem o assunto nas suas próprias mãos e procurassem crescer sem a ajuda da igreja. Mas será que estamos surpreendidos? Quem poderia imaginar seriamente que o tipo de abordagem empresarial elegante, a mentalidade de “deixe-nos encaixar a nossa mensagem na sua agenda cheia”, teria produzido outra coisa? É claro que o cristianismo que resulta deste tipo de coisas vai ser pequeno, encolhido, apertado e limitado. Não será capaz de comandar a forma como a vida deve ser vivida no nosso mundo complexo, duro e altamente exigente.

É sempre este o problema neste tipo de experiências. A forma modifica muito o conteúdo. A música pode ser profissional, as cerimônias convenientemente curtas, os esquetes e as peças de teatro sempre muito profissionais, mas esta forma diminui de fato a seriedade da fé. Neste mundo do marketing, a forma é, evidentemente, o produto, praticamente o único produto. O “produto” não é realmente a fé. É a embalagem em que essa fé é supostamente apresentada. Mas a forma substitui o conteúdo ou o “produto”. Neste mercado, a venda tem de ser feita rapidamente e da forma menos dolorosa possível, porque os clientes têm comichão nos pés. Isto prejudica grandemente a profundidade que qualquer igreja pode ter. E é por isso que se abriu um profundo abismo entre os marqueteiros da igreja e a ortodoxia protestante histórica. Não é tanto que as verdades desta ortodoxia estivessem sendo atacadas, mas sim que pareciam ser irrelevantes para a construção da igreja. Mais do que isso, elas pareciam estar no caminho do seu sucesso.

Não só esta abordagem começou a dar resultados, como o empreendimento de marketing teve de contar com o fato de as pessoas estarem ficando aborrecidas com ela. Elas queriam algo novo. A abordagem de marketing tinha-se tornado convencional no mundo evangélico americano, pelo que era altura de seguir em frente. Sinceramente, não há julgamento mais temível do que este: você está agora ultrapassado [passé]. Isso pesa mais, às vezes penso, do que as palavras que virão do grande trono branco no fim dos tempos. Imaginem isto! Ultrapassado [Passé].

O que aconteceu não é muito diferente da forma como a moda migra socialmente e depois perde a sua atração. Os adeptos da cultura hip-hop, por exemplo, distinguem-se pelos seus trajes, pelas suas tatuagens, pelos seus piercings, pelas joias, pelos moletons com capuz, pelos bonés de basebol fora do normal e pelas calças que parecem ter sido feitas por um alfaiate bêbado. Mas o que acontece quando a classe média—ou, pior ainda, a meia-idade—começa também a ostentar tatuagens na pele flácida, deixa as calças descerem até meio das coxas e começa também a usar capuzes? A resposta, claro, é que a cultura jovem tem uma queixa legítima. Eles foram roubados! Roubaram-lhes o seu caráter distintivo! O seu prestígio na rua foi diminuído! É hora de seguirem em frente, em termos de moda. Assim o fazem, e assim é aqui.

Quando o mundo evangélico se tornou Willow Creek-zado, o sol começou a pôr-se em Willow Creek. O seu prestígio foi por água abaixo. Se Willow Creek não podia seguir em frente em termos de moda, outros que não estavam tão ligados ao seu modo particular de fazer as coisas podiam.

Foi uma recordação espantosa de como as modas são inconstantes. Como disse Dean Inge, há um século atrás, aqueles que hoje estão casados com o espírito da época encontrar-se-ão viúvos amanhã. O que estou descrevendo é a viuvez da igreja do marketing. O estado de espírito mudou. Em 2016, de acordo com Barna, apenas 8 por cento da geração Y disseram que a razão pela qual não iam à igreja era porque a viam como ultrapassada e obsoleta. Disseram que não encontraram Deus lá (20%), ou que podiam encontrá-lo noutro lugar (39%), ou que ele não é relevante para eles (35%), ou que a igreja é simplesmente tediosa (31%).

Mas, de certa forma, um pouco de castigo também se instalou no seio da igreja. Não é que os pastores que tinham observado todo o sucesso do marketing com um pouco de admiração, talvez até com um pouco de inveja, quisessem mudar completamente de direção. Tornar a igreja apelativa para a sua clientela continuava a ser um objetivo, mas as formas de o fazer tornaram-se menos descaradas e mais contidas. Os marqueteiros transformaram-se agora em defensores da igreja atrativa. E essa transição coincidiu com uma constatação bastante surpreendente. Esta foi a de que a cristandade acabou.

WELLS, David F. The Courage to be Protestant: Reformation faith in today’s world. 2 ed., Wm. B. Eerdmans Publishing Co., Grand Rapids: Michigan. 2017. Edição Kindle.

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Tradução: Nathan Cazé