EM CRISTO - NENHUMA CONDENAÇÃO

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 POR C. D. COLE


“Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito,” Romanos 8:1.

O tema do oitavo capítulo de Romanos é a segurança eterna do crente em Cristo. Ele começa com “nenhuma condenação” e termina com “nenhuma separação”. Não há condenação em Cristo nem separação de Cristo; portanto, o crente é salvo e seguro para todo o sempre.

Esta é uma sentença muito especial. Não há condenação em Cristo! O crente deve gritá-la em sua alma cada vez que a ler. Existe um quadro, em algum lugar, chamado “Esperando o Veredicto”. É a cena de um julgamento. Cada rosto no quadro se aguarda o veredicto. Há medo beirando à angústia no rosto do prisioneiro, de pé no banco dos réus. Há uma ansiedade e suspense horríveis por parte da esposa e amigos a seu redor. É um quadro triste. Mas, como

Spurgeon sugere, deveria ser pintado outro quadro intitulado “O Veredicto Favorável Recebido”. O prisioneiro é absolvido! A sala do julgamento se enche de alegria! Há apertos de mão e abraços! O acusado é agora um homem justificado - recebe parabéns de todos os lados. De prisioneiro ele sai para desfrutar a liberdade, pois não há condenação. Seria um quadro muito alegre.

É uma afirmação corajosa: “Não há condenação”. Não há hesitação, nem subterfúgios, nem “espero” nesta sentença. Paulo fala com certeza matemática. Ele emprega cálculo frio. “Não é loucura de fanatismo, mas a dedução inquestionável de um argumento justo: se Jesus foi condenado em meu lugar, não pode haver condenação para mim”. (C. H. Spurgeon). Se Jesus recebeu o castigo por meus pecados em Seu próprio corpo, então é certo que não terei que recebê-lo outra vez no meu.

É uma declaração ampla. “Não há condenação. Nenhuma condenação para qualquer pecado já cometido; nenhuma condenação para qualquer pecado que ainda cometerei; nenhuma condenação em tempo nenhum, nem lugar; nenhuma condenação para pecado de qualquer cor, tamanho ou idade. Um pouco mais adiante, no mesmo capítulo, Paulo rejubila e exclama: “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós”. Romanos 8:33-34. A medida que a mente do Apóstolo alegra-se no Evangelho de como: “Que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”, 1 Coríntios 15:3-4, ele faz céus e terra e inferno ecoarem este desafio destemido: “Quem os condenará”? Onde não há condenação não pode haver punição justa.

Temos no texto e contexto coisas benditas e gloriosas. Vamos meditar nelas para a glória de Deus e nosso próprio proveito.

1. A CONDIÇÃO FELIZ DO CRENTE - “NÃO HÁ CONDENAÇÃO”.

Condenação é uma coisa triste. Ela nos faz lembrar de uma sala de julgamento onde se relatam acusações e se faz a defesa. Há uma força mais adiante. Foi eregida para um homem condenado. Vêem o homem sendo levado, quase carregado até a plataforma? Ele fica sobre um pequeno alçapão. O ministro ora; o carrasco aperta o nó do laço ao redor do pescoço e ajeita o capuz preto; o delegado solta o alçapão; o coitado cai pela porta aberta, pendurado pelo pescoço e morre em poucos minutos. Porque se fez coisa tão horrível? O homem foi condenado pela lei humana. Estava pagando a pena pelo seu crime.

Em alguns lugares os prisioneiros são obrigados a fazer trabalhos forçados. Eles não falam com ninguém, por causa da vergonha que sentem. São homens marcados. Não recebem salário nenhum. Trabalham sob a mira de um revólver e são vigiados como bichos de presa. Porque são tratados tão cruelmente? Foram condenados pela lei humana e agora servem a sentença pelo crime cometido.

Mais adiante, uma cadeia. Uma cela pequena, não convidativa. Nenhum móvel, a não ser uma cadeira de aparência estranha. Um homem é conduzido até lá pelos guardas e colocado na cadeira. Ele é amarrado a ela por fortes correias. O topo da cabeça foi raspado e um prato de aço é fixado lá. Um homem acende um interruptor e o fogo corre por cada canto de sua carne que estremece. O que está acontecendo? Por que tal castigo? Ele foi condenado pela lei humana e está pagando por seu crime. Estas ilustrações mostram a condenação e castigo para crimes contra a sociedade. Há muitas leis que apoiam cidadãos que nunca foram condenados nem punidos pela sociedade. Mas há uma autoridade divina contra cada homem que pecou. Em relação ao pecado, Tiago diz: “Há só um legislador e um juiz que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?” Tiago 4:12. Deus é o Juiz Supremo de toda a terra. A justiça dEle é terrível contra Seus inimigos. Nuvens e obscuridade estão ao redor dele; justiça e juízo são a base do seu trono. Adiante dele vai um fogo que abrasa os seus inimigos em redor.” Salmo 97:2-3. Os que são condenados por Ele aguardam um castigo muito pior que trabalhos forçados, ou sofrimento físico através do enforcamento ou cadeira elétrica. A menos que sejam salvos do pecado, a porção que os espera é o tormento eterno no lago do fogo.

Nosso texto nos mostra como escapar da condenação divina. Ele nos fala de um plano de salvação - o modo de ter a condenação cancelada - e como receber um veredicto favorável. Ele anuncia uma condição feliz diante de Deus, o Supremo Juiz.

1. Esta é uma condição presente. “Portanto agora nenhuma condenação há”. O crente não tem que esperar até morrer para escapar da condenação. No momento em que crê, ele passa da morte (condenação) para a vida eterna (justificação). “Portanto agora nenhuma condenação há”. Já

1

houve condenação - mas não agora. Antes eram malditos pela lei e arruinados pela queda de Adão, mas não agora. O veredicto de culpado já soou antes em seus ouvidos, mas essa sentença tão dura foí superada pela notícia gloriosa de que “Não há condenação”.

2. Esta é uma condição eterna. Nenhuma acusação que leve à condenação jamais será feita. Os dons e chamado de Deus são sem arrependimento, isto é, sem nenhuma mudança ou revogação de Sua parte. (Romanos 11:29). Nosso Senhor disse: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas, passou da morte para a vida”. João 5:24. É muito claro, não acha? Paulo diz que o justificado será glorificado, sim, e no propósito de Deus, já o está. Romanos 8:30. Todos quantos foram libertos da pena do pecado ficarão livres da própria presença do pecado. Cada traço do pecado será apagado para sempre; santidade e glória serão a eterna herança dos santos.

2. A POSIÇÃO ABENÇOADA DO CRENTE - ”EM CRISTO JESUS”.

É a posição do crente em Cristo e não seu caráter ou conduta que o torna salvo. Não há justificação diante de Deus através da conduta humana, a Biblia diz; “Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado”. Romanos 3:20. “Em Cristo Jesus” é a única posição segura.

Estar em Cristo significa estar firme nEle diante de Deus. É ter “Sua” perfeição de Mediador como nossa possessão diante da lei de Deus. Ele fez Jesus Cristo nossa “sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção”. 1 Coríntios 1:30. Não pode haver condenação para quem possui a justiça de Cristo. Condenar o crente em Cristo seria o mesmo que condenar Cristo. Mas como uma pessoa recebe esta posição?

1. O crente está em Cristo oficial e eternamente pela eleição do Pai. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo: como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irreprensíveis diante dele em amor”. Efésios 1:3-4. Isto diz respeito à escolha e propósito secreto de Deus, e ninguém sabe nada a respeito, até ser eficazmente chamado à fé. Atos 13:48 diz: “E os gentios ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna”. Todos os crentes eram santos eleitos, ovelhas eleitas desde a fundação do mundo. “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que foi nos dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos”. 2 Timóteo 1:9.

2. O crente está em Cristo eftcaz, real e vitalmente através da obra do Espírito Santo. “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte”. Romanos 8:2. Este versículo nos diz como vem o livramento da condenação. O agente da liberdade é o Espírito Santo. A base da liberdade é a obra que Cristo fez na cruz para nos salvar ou que é “vida em Cristo”. A lei do pecado e da morte é a lei moral de Deus, a qual requer justiça perfeita. Não temos esta justiça em nós mesmos, portanto a lei nos condena à morte. O Espírito Santo nos livra dessa lei colocando-nos em Cristo. A mente espiritual nos faz esperar em Crsito. A mente carnal nos faz esperar em nós mesmos.

3. O crente está em Cristo por experiência e legalmente pela fé. De nossa parte ficamos em Cristo pela fé. Estar em Cristo, pela fé, significa que renunciamos a toda a fé e esperança em nossa própria justiça e confiamos na justiça de Cristo. Temos que nos livrar do “eu”, antes que possamos ficar em Cristo!

O fariseu no templo não estava em Cristo, mas em si mesmo ao se gabar do caráter moral e boas obras que tinha. Saulo de Tarso não estava em Cristo, mas em si mesmo, quando como um fariseu cheio de justiça própria, dirigiu-se a Damasco para perseguir os crentes em Cristo. O pobre publicano esvaziara-se de si mesmo e estava em Cristo ao descer para sua casa justificado. Ele condenou seu próprio “eu” e olhou para o sangue do Calvário.

Um homem e sua esposa visitavam uma Casa da Moeda, onde o dinheiro é fabricado. Um operário afirmou que se ele molhasse a mão na água, poderia derramar ouro quente na palma, sem que se machucasse. Ele perguntou ao homem se gostaria de experimentar. “Não; acredito em sua palavra”, rapidamente o homem respondeu. A esposa falou: “Quero experimentar”. Enfiando a mão na água, estendeu-a depois para que o ouro aquecido fosse derramado nela. Virando-se para o homem, o operário declarou: “O senhor creu; sua esposa confiou”.


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MEMÉTICA E “HERESIAS” NO MORMONISMO:


Uma viagem pelos memes da “Grande Heresia

Contemporânea”, tais como expressos em seu catecismo

GILSON MARQUES GONDIM



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Uma Visão Mais Detalhada da Integridade Espiritual

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Percepção de como oferecer nossa devoção a Deus na arena do dia-a-dia da vida pública.

por Cheryl Downey


Cientistas agora dizem que uma série de rachaduras, e não uma grande fenda, destruíram o Titanic. O luxuoso navio de 274 metros de comprimento afundou em 1912 na sua primeira viagem da Inglaterra à Nova York no pior desastre marítimo da época. Após a análise dos seus destroços pela equipe internacional de mergulhadores e cientistas, foi determinado que seis fendas relativamente estreitas atravessaram seis compartimentos que eram à prova d’água, ocasionando o seu naufrágio.

Pequenos danos, imperceptíveis para a maioria, podem fazer um grande navio afundar. E “pequenos” desvios dos princípios morais da Palavra de Deus são até mais perigosos, por terem consequências eternas.

Vivemos num mundo onde corrupção, desonestidade e imoralidade estão cada vez mais presentes na sociedade. Entretanto, como Cristãos, somos chamados para sermos pessoas de integridade espiritual, independentemente do ambiente em que vivemos. A Palavra de Deus estabelece certos princípios eternos que são fundamentais e universais. Por exemplo, os Dez Mandamentos nos dão alguns princípios morais absolutos. Estes princípios não mudam com as circunstâncias, culturas ou períodos na história e eles são os fundamentos que determinam como a vida Cristã deve ser vivida.

Diariamente a nossa vida é cercada por decisões à serem tomadas. Ter uma vida ética é como o Cristão aplica os princípios morais imutáveis de Deus nas diferentes circunstâncias da vida.

José do Egito, cuja história é relatada no livro de Gênesis nos capítulos 37-50, foi alguém que exemplificou uma conduta íntegra ao enfrentar circunstâncias difíceis. Quando José foi vendido como escravo pelo seus irmãos, ele não permitiu que a amargura ou o ódio destruísse o seu relacionamento com Deus.

Como escravo, na casa de Potifar, José continuou a tomar decisões éticas que não somente agradavam a Deus, mas também sua conduta motivou Potifar a colocá-lo como encarregado do seu casa. Quando a esposa de Potifar falsamente acusou José de seduzi-lá e ele foi para a prisão, ele ainda continuou a fazer o que era certo e tratava os carcereiros e companheiros de prisão de maneira ética. Ele teve compaixão pelo copeiro e pelo padeiro do rei e fez o que estava ao seu alcance para ajudá-los em seus momentos de sofrimento. Deus verdadeiramente abençoou José e fez dele a segunda pessoa em comando no reino do Faraó. Mesmo após ter sido colocado nesta posição de poder, ele não desejou vingar-se de seus irmãos, mas trouxe sua família para viver no Egito, onde eles seriam bem alimentados durante o período de grande fome. Em todas as circunstâncias que José enfrentou, ele fez o seu melhor para refletir os valores de Deus e influenciar de forma positiva àqueles que estavam ao seu redor.

Daniel é outro personagem bíblico que manteve sua integridade diante das adversidades que enfrentou. Quando ele era jovem, Daniel foi levado para longe de sua família e forçado a viver numa sociedade pagã, onde os caminhos de Deus não eram respeitados ou obedecidos. Pelo fato de estar muito longe de sua família e das influências que tinha anteriormente, ele facilmente poderia ter escolhido rejeitar as leis de Deus e ter participado dos pecados e paganismo do novo ambiente em que estava vivendo. Ao invés disso, ele escolheu continuar seguindo as leis de Deus por toda a sua vida.

Quando ele teve que enfrentar as decisões éticas se ele deveria ou não comer a carne que havia sido oferecida aos ídolos, ou se ele deveria ou não parar com suas orações por causa do decreto do rei, ele escolheu as decisões certas de seguir os caminhos de Deus e não os caminhos do homem. Deus o abençoou e ele teve uma influência positiva sob os reis pagãos para quem ele trabalhava.

Como Cristãos nesta época atual, nós também devemos demonstrar a transformação da presença de Deus em nossas vidas e isto é refletido na maneira que lidamos com as circunstâncias que vem ao nosso encontro.

Mantendo nossa integridade em um ambiente mundano está bem relacionado com uma experiência de inteira santificação. Santificação leva os nossos corações a uma total submissão a Jesus Cristo e coloca em nós um profundo desejo de agradar a Deus em todos os aspectos da vida. Quando nos dedicamos inteiramente a Ele e nos separamos para Seu propósito, os nossos objetivos são transformados. Nossa consciência passa a ser guiada pela justiça de Deus.

Entretanto, receber a experiência da santificação não elimina a nossa necessidade de andarmos no Espírito para que evitemos nos conformarmos com a mentalidade deste mundo. Paulo falou para os crentes em Galácia: “Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gálatas 5:16). No verso 18, ele fala sobre sendo “guiados pelo Espírito.” Santificação não é eliminarmos a nossa natureza humana, mas a nossa submissão ao Espírito Santo resulta em Deus nos dar o poder que precisamos para negar a carne e viver da maneira que o agrada. Nós não estamos simplesmente nos conformando com um conjunto de regras, mas nós estamos nos comportando com integridade através do poder transformador de Deus que nos dá o poder para sermos livres do pecado e para obedecermos o Seu propósito para as nossas vidas. Quando nós somos santificados, temos o desejo de recebermos os ensinamentos de Deus, de obedecer a Sua Palavra e uma motivação para agradá-lo em tudo o que fazemos.

Como crentes santificados, nós devemos entender que o domínio de nossa natureza espiritual sobre a nossa natureza mental e física é imperativa para manutenção da santidade de Deus em nossas vidas. Precisamos seguir o exemplo de Paulo que entregou o seu corpo para sujeição (1 Coríntios 9:27). Também devemos nos disciplinar para abstendermos de toda a aparência do mal (1 Tessalonicenses 5:22). Devemos ser um exemplo para outros “na palavra, no trato, no caridade, no espírito, na fé, na pureza” (1 Timóteo 4:12).

Paulo aconselhou os crentes de Éfeso a “andeis como é digno da vocação com que fostes chamados” (Efésios 4:1). O nosso posicionamento diante das circunstâncias que enfrentamos ou a maneira de como nos relacionamos com as pessoas, deveriam refletir tanto o nosso compromisso com Cristo assim como quem somos como Cristãos. Situações virão onde deveremos tomar decisões éticas. Como podemos tomar essas decisões numa posição ética de seguidores santificados de Cristo?

Nosso primeiro passo seria buscar na Bíblia o que ela diz em relação a um determinado assunto. Devemos examinar o nosso caminhar diário com Deus, para ter certeza de que não há nenhum empecilho entre nós e a direção de Deus. Devemos prestar muita atenção à nossa consciência e ao Espírito de Deus ao Ele falar aos nossos corações. Talvez poderíamos nos aconselhar com de alguém que vive os valores de Deus e que entende as nossas circunstâncias. Além disso, fazendo as perguntas abaixo pode nos ajudar a aplicar os princípios bíblicos no processo de decisão:

·         Isto comprometeria a minha fé e o meu compromisso com Cristo?

·         O que Jesus faria?

·         Como isto afetaria outros?

·         Isto seria justo à todos os envolvidos nesta situação?

·         Como isto afetaria quem eu sou?

·         Isto é razoável?

·         Isto vai contra a Palavra de Deus em alguma forma?

Finalmente, devemos obedecer o que nós sabemos. Devemos responder o que Deus nos pede para fazer através da Sua Palavra, através do toque do Espírito Santo, da nossa consciência e pelo que simplesmente sabemos que é correto.

Integridade é construida através do tempo, ao aplicarmos diligentemente os ensinamentos de Deus nas escolhas que fazemos na vida. Queremos viver cada dia como pessoas santificadas que são controladas e guiadas pelo Espírito Santo. Então, as palavras de Cristo estarão em nossas mentes, o amor de Cristo guiará as nossas ações e o poder de Cristo guiará e direcionará como respondemos à cada situação que vem ao nosso caminho. Nós estaremos vivendo da nossa devoção vital a Deus no dia-a-dia da nossa vida pública.

Os resultados valerão todo o nosso esforço!

Cheryl Downey faz parte do grupo de editores da Sede Internacional da Igreja da Fé Apostólica em Portland, Oregon, Estados Unidos.

http://apostolicfaith.org/library/foreign-languages/article/uma-visao-mais-detalhada-da-integridade-espiritual-ptcma2009

A HERESIA DO EVANGELHO PLACEBO

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EVANGELHO PLACEBO


 

 

 

Você já ouviu falar sobre placebo? Talvez você nunca tenha ouvido falar, quero deixar aqui nas palavras de quem entende sobre o assunto, a explicação é: “O placebo é uma substância inócua, quer dizer, sem propriedades terapêuticas, que, apesar disto, leva a mudanças e melhorias nos doentes que acreditam que dita substância possui capacidade de cura. A substância em questão pode ser água colorida ou cápsulas recheadas com farinha. O importante é que o paciente acredite na eficácia do remédio, visto que é sua mente que desencadeia o processo curativo. É o que se conhece como efeito placebo.”(1)

Hoje na maioria das igrejas evangélicas, principalmente pentecostais, carismáticas e neopentecostais, existe o placebo espiritual atuando na vida de muitas pessoas, é, pois o truque usado por muitos pregadores, que usam o poder da sugestão nas pessoas para manipulá-las, enganá-las e fazer com que alguma coisa aconteça mediante o poder da sugestão. Essa é uma prática antiga, muito parecida com o mesmerismo

“A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder’ (I Coríntios 2:4). Paulo não usava truques psicológicos, sua pregação tinha apenas um poder: o poder espiritual vindo de DEUS, e nada mais.

Hoje não é assim, vimos como muitos usam o placebo espiritual para fazer movimentos, apelam para uma carga emotiva extrema, para fazer despertar nos outros comportamentos não direcionados pelo Espírito de Deus, porém confundidos como se fossem dEle.

A lógica de muitas pregações é uma ginástica física e espiritual, para manipular e exercitar as gentes para produzirem movimentos mecânicos e efeitos de um “placebismo” sem procedentes na historia do cristianismo, há muito barulho e pouco poder espiritual. Mas esse barulho é produzido por uma espécie de placebo psicológico que imita categoricamente efeitos de um poder espiritual. Hoje em dia encontramos um número cada vez maior de espiritualidade superficial escondida por trás de uma mascara de falsa piedade profunda

Com relação ao efeito do placebo, a sua mecânica funcional é simples, mas gera resultados complexos:

“A base do efeito placebo está na sugestão. Quando alguém acredita firmemente em algo, a mente opera como se isso fosse verdade. Se um enfermo tem grande confiança em seu médico, bastará que este lhe dê um placebo para que o doente obtenha a cura ou, pelo menos, para que seus sintomas diminuam numa porcentagem importante. O efeito contrário também acontece, por exemplo, quando alguém ingere algum veneno, por menor que tenha sido a dose, o susto é muito grande e os efeitos superam o efeito real” (2)

o placebo não tem um funcionamento universal, ele não funciona com todas as pessoas, mas com algumas, isso torna-se complexo, afinal de contas porque isso acontece? Além disso, o efeito de um placebo pode ser algo milagroso. Alguém pode ser enganado e acreditar que o placebo é um remédio potente e após ingeri-lo a risca, experimentar uma cura mesmo que a doença seja grave e perigosa. Mas é apenas um falso remédio, o que realmente faz com que um placebo funcione num enfermo é que há uma dinâmica psicológica por trás do método, funciona como nas praticas supersticiosas, talimãs e fetiches também podem trazer efeitos positivos, mas o que realmente está em jogo é o psicológico e numa medida mais profunda o engano espiritual, pois se trata de uma mentira que é a base, no caso do uso do placebo, para despertar mecanismos psicológicos favoráveis a cura, mas no fundo o que se usa é um remédio mentiroso.

A metodologia dos placebos é simples: um engano. Um engano que pode funcionar. Hoje milhões de pessoas estão sendo enganadas por um evangelho placebo. Ele não tem consistência de verdadeiro evangelho. Um evangelho autêntico tem uma formula que o placebo não tem. No evangelho verdadeiro, existe a doutrina da pecaminosidade do homem, existe a doutrina do arrependimento, conversão regeneração, justificação, obediência, santificação, separação do mundo, compromisso com a ética e com DEUS. Luta extrema contra o pecado. O evangelho placebo não tem nada disso, mas pode ser que alguém que use o placebo religioso obtenha alguns indícios de cristianismo, mas na essência, o placebo é só uma enganação, e se no campo da medicina, ele pode obter resultados benéficos e temporais, na esfera espiritual o placebo espiritual causa devastação e danação eterna, embora aparentemente pareça muito agradável. Por isso o alerta está no ar. Pessoas de diversas áreas do cristianismo protestante, nunca nasceram de novo, não experimentaram a conversão porque foram ou estão sendo enganadas por um evangelho placebo, estão sendo enganados, porque acreditam que ir a frente de um púlpito e receber uma oração, ou responder a um apelo, isso as tornará pessoas cristãs e salvas.

A grande maioria dos ditos cristãos modernos vive uma vida sob efeito de placebo espiritual, não oram, não lêem a bíblia, não praticam a bíblia, não obedecem à bíblia, não se separam do mundo, eles acham que tomando o placebo espiritual, terão suas bênçãos terrenas e celestes garantidas, sem precisar apelar para algo mais sério, que comprometa a vida terrena e também para os compromissos mais sérios com CRISTO e com o evangelho.

“Assim sendo, podemos concluir que muitas das curas espontâneas ou diminuições de sintomas têm sua origem na sugestão. Isto pode ser notado em lugares especiais, feito aqueles que são objeto de veneração ou de peregrinação, as pessoas chegam com uma fé tão grande que realmente uma porcentagem dela é curada ou pelo menos encontra alívio. Pode-se pensar, portanto, que uma pessoa qualquer, sem saber nada de medicina, poderia curar outra se na relação entre ambas houvesse credibilidade e confiança, é o que ocorre, por exemplo, com os xamãs.”(3)

o placebo não é um remédio de verdade, ele é uma imitação enganosa, a única coisa que pode existir de verdade nele é a aparência. Só isso. Nunca devemos viver um cristianismo só de aparências, jamais devemos nos mover nesse sentido.

“E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto.” (Apocalipse 3:1) um cristianismo placebo pode apresentar alguns indícios de verdadeiro cristianismo mais na verdade ele só tem aparências, e nada mais. Sua formula espiritual é nula, não há nada de verdadeiramente bíblico nele, apenas vive de uma formula inócua, sem efeitos espirituais profundos na vida de um ser humano, com relação ao verdadeiro cristianismo, que é capaz de transformar profundamente a vida de uma pessoa, porque a própria pessoa e obra do Espírito Santo vem fazer tal obra nele:

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (II Corintios 5:17)

“Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura.’ (Galatas 6:15)

“E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade. “(Efesios 4:24).

Amado leitor, que você possa avaliar a sua fé, para saber se está experimentando de fato a verdadeira fé cristã, ou se está sendo enganado por placebos espirituais.

“Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.” (2Co 13:5)

Essa é uma questão de vida e de morte espiritual, e está em jogo a sua eternidade, não se iluda com imitações e falsificações.

“A Imitação barata do Evangelho tem cativado uma multidão de almas cegas que desejam muito receber todos os tipos de vantagens pessoais mas que não estão dispostas a se sentirem constrangidas por se considerarem pecadoras condenadas que precisam de arrependimento para serem convertidas verdadeiramente a Cristo”

(1) http://www.infoescola.com/medicina/placebo2/ Autora do artigo: Thais Pacievitch

(2) idem

(3) idem


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Clavio J. Jacinto

É JOÃO BATISTA QUEM PROTESTA

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Mas não é só Cristo que fez Cristo de protestos nos Evangelhos, o filho do trovão, João Batista, estava no deserto clamando arrependimento e chamando os judeus a essa contrição. Era um lugar ermo, não uma sinagoga e menos ainda o templo, João não tinha nenhum lugar lá. Todo o0 sistema tinha rejeitado, me João vai para a beira do rio e chama os judeus ao arrependimento. A vida do Batista tem sido aos olhos humanos como uma tragédia, seu ministério terminou em martírio da pior forma; decapitado, e qual o motivo? Não concordou com um adultério. Não olhou para as circunstâncias, poderia ter usado dela para ter vantagens pessoais, afinal de contas se ele estava presente no “casamento” é porque esperavam que ele abençoasse aquela suposta união conjugal. Mas a voz é de protesto, não vai se apostatar de sua posição conservadora por causa de interesses de conveniências pessoais com políticos influentes de destaque. A grande surpresa é que a verdade proclamada suscita o ódio, esse é a realidade mais dura da verdade, ela consegue levantar inimigos mortais. Que os mártires sejam testemunhas eternas desse fato, que Cristo seja um testemunho vivo dessa verdade. Entendemos a lição? Cada vez que você resolve ser realmente sincero e deseje falar das doutrinas do Novo Testamento tal como elas realmente são, você irá ter ao seu lado pouca gente a lhe defender e muitas milhares para lhe atacar. A perda de oportunidades de projeção e aplausos é uma delas, já que você não entra na moda, não é relativo e nem pragmático então será uma espécie de oposição direta com um viés religioso de intolerante selado com  a acusação de ser um fanático. São esses os fatos. Você nunca terá muitos amigos se estiver ao lado da verdade, simplesmente porque a maioria sempre esteve a favor da mentira, principalmente de mentiras religiosas. A verdade pode isolar um profeta se maioria for contra ele, olhe para a vida de Elias e verá o quanto é correta essa analise teológica a respeito dos que defendem uma verdade, haverá gente lhe acusando e lhe atacando e pouca gente ao seu lado para sofrer e chorar na medida em que as chagas são abertas pelos inimigos da verdade. A maior parte das pessoas ama ouvirem mentiras e odeia ouvir verdades, porquanto quem deseja ser fiel a Cristo precisa estar pronto a sofrer dura oposição do mundo. Assim aconteceu com João Batista, sua vida foi de verdadeira devoção e fidelidade. Não estava associado com as conveniências comuns que caracteriza a maioria a sua volta. Lembre-se da parábola do bom samaritano, o levita e o sacerdote não cruzaram a linha do formalismo religioso de uma religião fria e morte que produz falta de sensibilidade, a agenda religiosa estava cheia e o compromisso com ela era serio, mas não era a religião de Cristo, não havia verdadeira piedade. Dias atrás encontrei um homem extremamente complicado na conduta, sei que de alguma forma, sua vontade de servir a Deus estava associado a dificuldade que tinha para isso. O velho homem misturado com uma vontade intensa de servir a Deus produz esse tipo de cristão, mas ele era sincero, sincero e fraco, admitia suas fraquezas, como realmente vejo em outros que afirma que sentem a necessidade de pedirem perdão a todo o momento, pois são conscientes de que pecam constantemente. Mas a tristeza é que no caso do primeiro a ser mencionado a acima, ele afirmou que foi expulso de certa congregação de irmãos, porque não podia apresentar um padrão de santidade de alto teor elevado como os membros exigiam dos outros. Acredito que uma espiritualidade autentica segue os passos de Cristo, não há duvida que é um caminho santo, mas exigir dos outros padrões imediatos quando na verdade há muita gente que precisa de uma lapidação muito demorada para refletir a gloria de Cristo, torna-se um tanto legalista querer que as pessoas se tornem perfeitas da noite para o dia.

 


Assim é motivo de choro amargo, um homem dispõe-se a falar contra a opinião equivocada da maioria e vai ser decapitado pelo sistema inquisitorial dos apostatas. São digno de morte, os inimigos estavam a espreita, numa festa, cheia de mascaras de sorrisos falsos, gente que parecia pacata, mulheres de singeleza falsa e homens fracos. AS garras diabólicas apareceram no momento oportuno, silenciar a boca de João Batista era a resposta aas suas acusações. O preço de dispor-se a falar a verdade tem o custo do desprezo da maioria, inclusive da maioria que quando não é confrontada se mostra simpatizante da causa divina. Esse é o preço do apostolado cristão, o mundo é inóspito e a maioria dentro da cristandade também é. Os maiores inimigos do cristianismo não são os ateus ou os materialistas ou ainda os pagãos, os maiores inimigos da fé cristã são os falsos cristãos. Duas pessoas podem professar a fé em Cristo e crer nos relatos do Evangelho, mas uma pode colocar a outra na fogueira, e isso mostram que a divergência na atitude revela que o falso pode usar termos certos que não correspondem à natureza do interior, um hipócrita tece as suas mascaras com palavras santas, para ocultar a natureza demoníaca do seu coração.



Por isso meu amado leitor, devemos chorar e lamentar pela situação das coisas como chegaram chorar com sincera amargura.

Chorar não é apenas derramar lagrima às vezes o choro derrama silencio. E quando mais intenso é o choro, o silencio fecunda a profundidade do senso de todas as ausências. O mar do desespero pode ser uma longa trajetória entre ondas revoltas e calamidades de indiferenças. Mas prosseguir é necessário, você encontra posteriormente pessoas perdidas na escuridão que elas criaram, encontra indiferentes naufragados nas profundezas da miséria que promoveram. Quando você sofre, tem a percepção da importância da sobrevivência, e consegue atravessar as crises, e no final da historia, acaba descobrindo que saiu cada vez mais forte, quando suportou cada uma das aflições que teve que enfrentar na vida.

 

 Clavio J. Jacinto

 

 


Negação de si mesmo e o Caminho da cruz.

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Jesus foi expressamente radical quando disse que quem quisesse seguir após ele deveria negar-se a si mesmo e tomar a cruz. Costumava dizer á minha congregação, que há algumas passagens difíceis nas Escrituras, uma delas está inserido no sermão do monte na oração do Pai nosso: “seja feita a tua vontade assim na terra como no céu” e a outra é a ordem de negar-se a si mesmo e tomar uma cruz. Ora a primeira parte que antecede o tomar a cruz, é negar-se a si mesmo, comunica um golpe ao nosso coração orgulhoso sedento por aplausos, fama popularidade e sucesso. Então ele nos golpeia ainda mais e indica que devemos em seguida tomar a cruz e então seguir após Ele. Nada pode ser tão cru no conceito e tão nu na expressão. É pois um convite a matar nossos desejos e instintos do velho homem. Toda estrutura dessa ordem é um golpe mortal a natureza pecadora inerente no homem adâmico. Negar-se a si mesmo? Ora essa isso é o que menos se ensina hoje em dia, é o que menos se pratica em nossa cristandade. Havia uma época em que muitos religiosos faziam voto de extrema pobreza e outros se enclausuravam para sempre dentro de monastério, muitos vezes o ego ia vivo para lá, pois é possível existir mais orgulho num pobre do que num rico. Podemos nos orgulhar da nossa humildade, nosso ego cheio de orgulho é tão astuto que costuma tecer para si mesmo uma sofisticada mascara de humildade para impressionar e tirar vantagens com o disfarce. O ego quer projeção, os judeus mais sofisticado, principalmente os fariseus gostavam de projeção social, amavam os primeiros lugares, usavam vestes longas para impressionar, até mesmo as ofertas de esmolas ou no templo era acompanhada de algum tipo de “barulho’ para impressionar os outros que assistiam ao espetáculo. Esse é a inclinação do ego, orgulhar-se para alimentar o coração depravado. Vejamos como a religião do orgulho projetava seus fantoches na sociedade, orgulho da tradição “Temos por pai Abraão” traduzido a expressão: “minha religião é mais antiga do que as novidades que tu ensinas ó cristo nazareno!” eram o que queriam dizer.

Negar-se a si mesmo é ser o ultimo para ser o primeiro, e ninguém realmente quer ficar atrás, na verdade hoje em dia, se atropelam uns aos outros, para ver quem ganha mais status e fama. Eu cansei de ver isso com meus próprios olhos, presenciei e testemunhei gente que sacrificou a verdade e a justiça, para não perder a notoriedade, vi pessoas agirem por ciúmes, pois quando alguém se projetava na sua vocação de pregador, alguém que não rinha essa vocação, ficava enciumada e não queria perder a projeção social dentro da assembléia de irmãos. Um homem santo e transformado pode ser evidente pela sua humildade em desejar que os outros sejam superiores a si mesmo, veja que Paulo na sua posição de principal escritor do Novo testamento, se considerava o principal dos pecadores e não o principal dos santos. Tudo o que existe de orgulho no coração humano, é remanescente da natureza satânica dentro dele, não importa o quão espiritual possa parecer, é um enganador, pois os maiores enganadores da religião conseguem esconder a própria corrupção espiritual por trás de uma falsa piedade.

Assim no negar-se a si mesmo é imperativo que nunca pode ser negligenciado quanto a questão dos frutos que evidenciam a verdadeira piedade, pois foi Cristo quem colocou a condição como um pré-requisito para viver um verdadeiro discipulado cristão. E então? Como você considera isso? Durante anos, a mensagem da igreja moderna tem sido egocêntrica, humanista e antropocêntrica. Durante anos fomos projetados a assistir palcos erguidos em templos e músicos exibindo estrelismo, pregadores e pastores sendo idolatrados, a dinâmica da estrutura eclesiástica moderna se encaixa perfeitamente nessa condição de servir como catapulta para projetar personagens para servirem de ídolos e promover o culto a personalidade, verdadeiras babilônias com seus deuses mortais sendo idolatrados por religiosos espiritualmente cegos. Mas Cristo não exige apenas o negar-se a si mesmo, há outra atitude, outra escolha, a saber: tomar a cruz. O lugar onde o ego morre de verdade é na cruz. Nenhum ego sente-se exaltado quando é elevado á cruz, a elevação da cruz é uma vergonha, uma exposição ao vitupério, rebaixa absolutamente o orgulho ao monturo, e é pelo caminho da cruz que encontramos o velho homem crucificado. Nada se fala hoje em dia sobre esse quesito fundamental, negar-se a si mesmo e carregar uma cruz. É necessário que o homem compreenda a obra consumada e perfeita de Cristo para seguir o passo da consumação da vida transformada pelo evangelho. Quase todos os cristãos que conheço gostam de disputar os primeiros lugares, exporem suas posições eclesiásticas ou intelectuais para fins egoístas. Desejam ser projeção, precisam da iluminação do palco religioso, por isso adotam posturas nada ortodoxas, nunca se sentem como João Batista que desejava diminuir-se para que Cristo se tornasse em evidencia.

A cruz acaba com o sentimento de grandeza, é uma atitude de vergonha e desprezo aos olhos do mundo. Lembre-se que a cristandade ama tudo isso que Cristo condena. O preço do discipulado tem um preço, Cristo dá um custo muito elevado. A peregrinação cristã tem uma só bagagem, uma cruz. O mundo materialista leva tudo até a morte e depois a alma padece na miséria eterna, o salvo carrega uma cruz e ganha às riquezas insondáveis de Cristo. Deixe que te humilhem, permita ser um nada pela causa de Cristo. Um dia o teatro da hipocrisia será desarmado, as mascaras não resistirão ao fogo da verdade, e então tudo será revelado segundo a justiça e a equidade do Senhor.

Aprendemos a lição preciosa, é necessário a morte do ego corrupto para que o coração contemple as glorias do evangelho. A visão do velho homem é profundamente humana, a do homem transformado pelo evangelho é essencialmente celestial. Então p processo é radical, desligar-se do sistema adâmico e mundano, só pela morte. Pela desobediência na queda Adão e Eva morreram para as coisas do Espirito, e os filhos de Adão precisam morrer para o mundo para viverem as coisas do céu.

Quero Uma Cruz

 

Senhor

Preciso de uma cruz

Para dar vida ao meu cristianismo

 

Não uma simples cruz

Ou pequena cruz

Feita para as conveniências

Do egoísmo

 

Eu preciso de uma cruz

Do tamanho certo, que seja

Eficaz

Para crucificar tudo o que em mim

Gera desobediência

 

Cansei do conforto da religião

Também da monotonia da superficialidade

E da esterilidade de uma

Espiritualidade sem vida

 

Quero Senhor uma cruz

Para me fazer cristão

Proficiente

Uma cruz que mesmo difícil de levar

Possa me conduzir com segurança

Para o caminho da Tua santa vontade

 

 

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Autor: Clavio J. Jacinto

 

 

 

 

 

A Cegueira de Jerusalém e Seus Habitantes

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Os Judeus Indiferentes



Um dos maiores protestos de Cristo foi contra Jerusalém, ele bradou em alta voz contra a cidade santa e seus habitantes. “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu, ajuntar os teus filhos, como a galinha os seus pintos debaixo das asas, e não quisestes?”(Lucas 13:34)

A indiferença humana contra a obra expiatória de Cristo é fatal, não crer nEle e nem aceita-lo como Salvador pessoal é a maior de todas as fatalidades do gênero humano. Veio para o seu povo, os profetas apontavam para a chegada do Verbo, sinais de identificação seriam apresentados, mas de tal maneira estava a cegueira espiritual prevalecendo que não aceitaram a Cristo nem como messias e muito menos como Salvador. Pode haver maior tragédia do que rejeitar o Verbo de Deus? Agora veja que Jesus faz serias acusação, os judeus que matam os profetas e apedrejam os que a eles são enviados.  Uma fé em Deus, um templo, as Escrituras, uma agenda religiosa completa e uma reação blasfema contra a verdade e contra aqueles que pregam a verdade! Que contradição terrível, que formalismo pavoroso encontramos em uma declaração tão séria quanto esta. Lá estava Cristo, esperando amor de quem odiava os santos, esperando uma reverencia, estima e respeito de quem jogava pedras nos profetas.  A Jerusalém assassina, um povo cheio de rancor, que contradição, afirmavam que tinham a verdade, criam possuí-la e odiavam aqueles que proclamavam ela! Acaso não tem sido assim? há um ódio mortal na cristandade contra aqueles que querem viver um cristianismo sério, os verdadeiros profetas são desprezados, muitas vezes precisam recorrer ao exílio, e muitas vezes, lhes é negado os púlpitos formais, então como João Batista precisa pregar no deserto. O formalismo religioso jamais pode substituir a presença de Deus, não se engane com a pompa dos templos, nem com a sofisticação da retórica dos que ocupam púlpitos mortos, a mensagem da vida só floresce onde Deus está presente. Muita vida religiosa não é o mesmo que muita vida espiritual, pode o homem ser extremamente religioso na sua religião e rejeitar completamente uma verdade preciosa e fundamental das Escrituras.

Não é uma virtude espiritual possuir uma boa agenda cheia de realizações sacramentais e deixar Cristo fora do coração. Não é verdadeira devoção tirar Cristo do centro da vida espiritual, fazer isso é sair do foco da sã doutrina do Novo testamento e desviar-se para outro Evangelho. De nada adianta professar crença e Deus e viver fora da vontade dEle. Deus enviou Seu Filho unigênito para Salvar os homens de seus pecados, mas eles amaram mais as trevas do que a luz, assim ao nascer e vir ao mundo, nosso Senhor se sujeitou as condições precárias da vida humana, e ali nas ruas de Jerusalém proclamou salvação e libertação ao povo cativo. Que contraste! Estavam tão cheios de uma religião que os impedia de ver a Salvação. Quando a crença cega mais do que ilumina, o homem torna-se inapto para enxergar a verdade, e seguindo a própria cegueira, aceita a mentira como se fosse uma verdade.

 






Autor: Clavio J. Jacinto