Os fenômenos
espirituais tipo "locuções interiores" e fenômenos paranormais
manifestaram-se desde o início da história humana. A narrativa bíblica, no
livro de Gênesis 3, descreve esse fato, experiência sobrenaturais
envolvendo a interação humana com entidades espirituais que culminou em
desobediência a Deus. Essa ocorrência está registrada nos primeiros capítulos
da Bíblia. Trata-se de um fato histórico e como podemos ver provado pela
universalidade da experiência de fenômenos de interação com entidades
espirituais. Portanto, a Bíblia apresenta um registro consistente
dos primeiros aspectos da antropologia humana. Qualquer antropólogo, cientista
ou pesquisador dedicado, ao investigar fenômenos espirituais, misticismo e
espiritualismo, constatará que essas experiências estão profundamente enraizadas
na história da humanidade. Desde os primórdios, mesmo em sociedades
consideradas primitivas, observa-se a presença de crenças místicas, práticas
xamânicas e outras manifestações espirituais. Essas práticas incluem a
comunicação com espíritos da natureza, como os de árvores e pedras, a busca por
experiências de expansão da consciência e o uso de rituais que induzem estados
alterados de consciência, propiciando o contato com espíritos ancestrais,
espíritos da natureza ou divindades. Em alguns casos, essa interação pode
envolver entidades consideradas demoníacas.
A evolução e o
desenvolvimento desta ideia resultaram na crença de que reside em nosso
interior um arquétipo ou entidades, descritos de diversas formas. Místicos e
esotéricos, por exemplo, postulam a existência de um eu superior, enquanto
outros acreditam em uma centelha divina latente. Nesse contexto, o mergulho
introspectivo surge como um processo para entrar em contato com essas
entidades, que podem oferecer conhecimento ou promover um diálogo com o
indivíduo que se dedica à busca interior.
As experiências
mencionadas se assemelham a exemplos específicos que ilustrarei para clarificar
a argumentação. Cito, por exemplo, Carl Jung, que relatava comunicação com uma
entidade denominada Philemon,(Registrado no Livro Vermelho) e Hermes
Trismegisto, que mencionava contato com Poimandres. (O Corpus Hermeticum.seria
ditado por essa entidade supostamente arquétipica) Sócrates descreveu seus
diálogos com uma entidade, seu daimonion pessoal.
No sufismo islâmico
místicos ouvem a "voz interior de Allah" Nas tradições tântricas do
Zen Budismo ha o contato com o guia interior ou Yidams
Teosofistas como C.W. Leadbeater e Annie Besant acreditavam que os pensamentos
sao entidades autônomas que possivelmente tinham vida própria. Alexandra
David-Neel
afirmou criar uma entidade chamada
"tulpa" que saiu fora de controle dela tornando-se uma entidade
sinistra. A crença teosofista aponta para entidades inerentes a própria
consciência do homem e isso explica a origem da idéia de entidades arquétipicas
e locuções interiores: Ocultismo. A natureza do fenômeno pode ser
revestido de múltiplas roupagem, inclusive da cristã, mas a sua natureza ė
demoniaca.
O etnibotânico Terence McKenna fazia
viagens introspectivas para a consciencia de forma induzida quimicamente (Uso
de drogas psicodélicas) ele descreveu contatos com entidades bizarras como os
"elfo-maquinas” ou “insetos mecânicos" ele também afirmava
viajar num hiperespaço fractal cheio de entidades autônomas que transmitiam
informações.
Analisemos novamente
o assunto:
A crença subjacente, em todos os casos, era a de
que essas entidades seriam arquétipos presentes na consciência humana,
transmitindo conhecimentos considerados esotéricos, inacessíveis à compreensão
do homem comum. Essas informações, portanto, emanariam de uma parte interna de
si, dotada de autonomia, identidade e personalidade distintas.
Em Efésios, capítulo 2, versículo 2, o apóstolo
Paulo menciona uma entidade, uma "potestade do ar", identificando-a
como o espírito que atua nos filhos da desobediência. Assim, é evidente, à luz
das Escrituras, que o fenômeno universal de contato com seres e entidades
espirituais, independentemente da cosmovisão ou da explicação oferecida – mesmo
que pensadores como Jung e Hermes Trismegisto os interpretem como arquétipos da
consciência – diverge da perspectiva bíblica. A Bíblia descreve uma entidade
exterior que influencia os desobedientes, levando-os ao erro. Essa revelação,
portanto, contrapõe-se a grande parte da compreensão universal desse fenômeno.
A Bíblia oferece uma resposta específica, e Paulo apresenta uma elucidação
clara sobre essa questão e seus fenômenos.
Analisamos, portanto, esses fenômenos
espirituais com maior atenção, uma vez que se manifestam em diversas áreas da
religião, desde a antiguidade até os dias atuais. Um grande número de pessoas
relata experiências de locuções interiores e contato com entidades espirituais,
com as quais afirmam receber informações. Essa constatação nos leva à convicção
de que a Bíblia oferece uma resposta clara sobre essa temática. Embora acredite
que alucinações auto induzidas podem explicar em parte o fenômeno, a bíblia
também ensina com clareza a existência de um mundo espiritual caído.
A análise
revela que a prática de buscar contato com entidades espirituais,
independentemente da crença sobre sua natureza, apresenta riscos consideráveis.
O processo de comunicação com esses seres, em certas abordagens, diverge dos
princípios bíblicos e pode ser perigoso. Inicialmente, observa-se o
desligamento do discernimento, seguido de uma introspecção que visa receber
mensagens internas.
É imperativo ressaltar, como mencionado em
Efésios 2:2, a influência de um sistema espiritual que opera na vida daqueles
que não abraçaram o Evangelho. De fato, a "potestade do ar", como
Paulo a descreve, é um espírito enganador que atua sobre cada pessoa descrente.
Ademais,
as advertências de Paulo sobre Satanás, que se disfarça como anjo de luz,
merecem atenção. Uma pessoa pode ser facilmente iludida, crendo estar em
contato com um espírito de luz, quando, na realidade, trata-se de uma artimanha
do espírito do erro, do engano, que busca manipular e seduzir.
No misticismo
católico romano, a comunicação interior, (locuções interiores) como, por
exemplo, na experiência de alguns místicos católicos, manifesta-se como uma
percepção sobrenatural, seja no intelecto, na alma, ou através de sensações
internas ou imagens visuais. Essa experiência, freqüentemente caracterizada por
sua natureza imaginativa e introspectiva, envolve vozes interiores que instruem
e defendem doutrinas católicas que muitas vezes divergem
completamente dos ensinamentos bíblicos. Alem disso, essas vias
introspectivas de encontros casuais dentro da consciência humana em si mesma é
estranha é considerada contrária às Escrituras, uma vez que nem Paulo, nem
Cristo, nem os autores do Novo Testamento relataram vivências semelhantes ou
recomendaram a busca de comunicação com entidades espirituais por meio da
introspecção e da exploração da consciência através de meditação introspectiva
seguida de passividade e esvaziamento mental.
Ao longo de
minha pesquisa, realizada por muitos anos, nunca encontrei, no âmbito do
espiritualismo, catolicismo, espiritismo, misticismo e, em particular, da Nova
Era, alguém que empregasse corretamente o discernimento espiritual. Observa-se,
por exemplo, na Primeira Epístola de João, capítulo 4, versículos 1 a 6, uma
instrução clara sobre a necessidade de provar os espíritos. Muitos dos
critérios utilizados para o discernimento espiritual na Nova Era, no misticismo
e, especialmente, no catolicismo, divergem daqueles apresentados na Bíblia
Sagrada. No catolicismo, por exemplo, desde que as revelações e locuções
interiores estejam em conformidade com a doutrina católica, ou ainda se
produzam paz, humildade e clareza são consideradas legitimas (Teresa Davila
-Castelo Interior - morada 6 Capitulo 3) a autenticação de experiências
espirituais obscuras e subjetivas por sentimentos positivos ė um tanto
desprovido de base bíblica. uma análise criteriosa revela que muitos
ensinamentos da Igreja Católica, à luz das Escrituras, são falsos. Portanto, se
espíritos disseminam tais ensinamentos, são agentes de engano.
Conforme
mencionado no início deste artigo, partindo de uma interpretação literal, com a
qual eu concordo, considerando que o evento descrito em Gênesis 3 constitui um
registro histórico, podemos observar a intensidade da sedução para o erro na
mente de Eva. Satanás, a antiga serpente, certamente se apresentou de maneira atraente
para induzi-la à desobediência a Deus. Essa é a dinâmica da sedução espiritual,
que nunca se manifesta com uma aparência maligna, mas sim sob a forma de um
anjo de luz, como claramente entendemos. Uma análise mais aprofundada do
hebraico revela que a serpente no jardim do Éden, que induziu Eva ao erro, era
uma serpente seráfica, algo que irradia luz e seduz, Eva, suponho, se
impressionou com a aparente beleza espiritual da serpente que encobria
uma sedução fatal.
Observamos,
portanto, a clara configuração de uma tendência que induz indivíduos a
experiências com entidades cuja natureza é predominantemente subjetiva,
carregada de ambigüidades. Sugere-se que aqueles que vivenciam tais
experiências adotem uma postura passiva, buscando o esvaziamento da mente ou a
manutenção de um estado de quietude, como se estivessem preparando a
consciência para a entrada ou manifestação dessas entidades, cujas origens são
questionadas sob a perspectiva bíblica evidencia perigos ameaçadores.
Indivíduos com algum conhecimento das advertências bíblicas sobre fenômenos
paranormais, mesmo que sutis fantasiados ou apresentados em linguagem não
convencional, como a utilização de arquétipos, devem estar conscientes do
perigo iminente de engano espiritual.
C. J. Jacinto
Algumas fontes de
pesquisas verificáveis:
https://hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/410
https://philemonfoundation.org/about-philemon/who-is-philemon/
https://www.monsterchildren.com/articles/what-are-the-machine-elves
https://portalefeso.com.br/locucoes-interiores/
https://www.youtube.com/watch?v=RcR9iWlHC4A

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