Cristãos Segundo o Novo Testamento

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Leitura Mateus 23 II Corintios 5:17 Mateus 5:8

 

Os princípios espirituais da antiga aliança, que encontramos no Antigo Testamento dão uma ênfase sobre a vida exterior, essa é à base da vida religiosa da antiga aliança, observações e regras como uma dinâmica condicional para que a graça de Deus operasse na vida dos judeus. Infelizmente essas regras foram saturadas de tradições,  produzindo uma carga insuportável de se carregar, o Talmude até narra um tipo de fariseu que andava sempre encurvado, querendo mostrar aos olhos alheios , que conseguia andar com todo o peso da lei e das tradições. Na época de Jesus, os judeus estavam absolutamente envolvidos nas regras da limpeza exterior, não havia uma espiritualidade do coração, eles não estavam preocupados com o homem interior, mesmo que o pensamento hebraico ensine que o exterior seja sempre uma expressão visível do interior, ainda assim eles desenvolveram uma capa, a religião estava servindo para cobrir os pecados do velho homem com uma serie de preceitos que eram o tecido da vestimenta dos méritos pessoais. Com essa capa eles escondiam um coração depravado. Era uma religião de obras e observâncias absurdas. Jesus condenou isso. No capitulo 23 de Mateus, Jesus acusa os fariseus de limparem o exterior do copo e omitir a limpeza interior dele, assim, enquanto tinham cuidado da limpeza externa, não se importavam com a sujeira do interior do copo.  No mesmo capitulo, Jesus compara eles  com os sepulcros caiados, que por fora são pintados e decorados mas por dentro está cheio de ossos de cadáveres. Os ensinos de Cristo e particularmente de todo o Novo Testamento, é tratar da limpeza interior, Jesus dá a importância para o coração puro, pois os puros de coração, esses experimentam a visão beatifica, eles verão á Deus. Jesus ordena que seja limpo o interior, o centro do ser deve ser redimido, o espírito do homem, o seu coração deve ser transformado através da regeneração, e então o verdadeiro cristão passa a viver como uma nova criatura que está em Cristo, ficará assim ligado na videira verdadeira, cheio do Espírito Santo, pois nos é dito que o Espírito do Senhor, ficará conosco para sempre. A vida Cristã autentica é interior que se expressa de modo exterior a apresentar sempre o que existe lá dentro, nosso Bendito Salvador ensina, por exemplo, que a boca fala daquilo que está cheio o coração, que dele,  procedem os mais abomináveis pecados.  A verdadeira santidade é uma expressão do coração transformado pelo Evangelho, a falsa santidade é o produto de meia dúzias de preceitos que são elaborados de maneira sistemática para cobrir o coração poluído pelo pecado. Varias religiões fazem isso, possuem uma coleção de regras que não podem ser quebradas, mas omitem de seus regimentos, a inveja, a soberba, a mentira, o orgulho, a glutonaria, a preguiça, a fofoca, o ódio, a difamação, etc. Não há punição e disciplinas para esses pecados e outros semelhantes a esses. Isso não é uma expressão da graça e não é nova aliança, Jesus reprova esse tipo de religião. O correto é a limpeza transformadora operada pelo Espírito santo que ocorre na verdadeira conversão a Cristo, o coração do homem é transformado, essa é a circuncisão do coração descrita em Romanos 2:29 e do homem interior que é renovado diariamente descrito em II Coríntios 4:16. Lemos claramente que a conversão é uma união com Cristo, como descreveu Paulo em I Coríntios 6:17.  O homem regenerado é puro de coração, está sempre disposto a perdoar, não é invejoso, não é orgulhoso, não guarda amarguras, e quando esses e outros pecados tentam assaltá-lo, o Espírito Santo que habita nele o convencerá, pois quer que todas as virtudes de Cristo estejam dentro dele (Romanos 8:29) O Homem salvo que vive na Nova Aliança produz os frutos de Cristo, tem o seu coração cheio das virtudes celestiais e isso vai se expressar na sua vida exterior em forma de santidade no comportamento, mansidão, paciência, resiliência  ou seja, ele torna-se participante da natureza divina como afirma as Escrituras em I Pedro 1:4.

 

 

C. J. Jacinto

 

Cristo Crucificado

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Deus planejou que seu filho fosse crucificado (Apocalipse 13:8 II Timóteo 1:9) e que o inferno fosse terrível (Mateus 25:41) para que tivéssemos os testemunhos mais claros possíveis do que está em risco, quando pregamos. O que confere seriedade a pregação é que a mente do pregador está encharcada com o sangue de Cristo e queimada com o fogo do inferno. Este é o manto que torna meros falantes em pregadores. Apesar disso, tragicamente algumas das mais preeminentes vozes evangélicas da atualidade reduzem o poder da cruz e o pavor do inferno. A primeira esvaziada do seu poder para suportar o castigo e o outro desmistificado em desumanização e miséria social deste mundo

John Piper                                             

A Pregação da Cruz - Pagina 98

Livreto "Pequeno Tratado Sobre espíritos Caídos"

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Disponivel para download grátis:

 
https://drive.google.com/file/d/1kW9Pxe8vW7Ef0SsaA200T4L0r17Cfl-s/view?usp=sharing

Livreto Potestades das Trevas - C. J. Jacinto

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O Livreto "Potestades das Trevas O Que é e Como Opera" é um estudo sistematico sobre um assunto necessario para nossos dias, a versão fisica é um pequeno livreto (disponivel para quem se interessa e deseje receber um exemplar gratuito de forma pessoal) o formato eletronico está disponivel gratuitamente no drive, é só clicar no link e fazer o download:
https://drive.google.com/file/d/1y82sTIya-YQRv9cFchmuC6ijHmJn5Fj-/view?usp=sharing

Entrando Na Realidade Espiritual Com Olhos Redimidos Pelo sangue de Cristo.

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A bíblia é muito clara em certos aspectos das tribulações e adversidades que enfrentamos. Trata-se do processo que Deus muitas vezes usa para a lapidação e o progresso espiritual. A bíblia nos admoesta a nos gloriarmos nas tribulações (Romanos 5:3) Por quê? Simplesmente porque a tribulação produz paciência  a paciência produz experiência e a experiência produz esperança (Romanos 5:3) trata-se de uma forma de educação espiritual. Numa época em que predomina a idéia do triunfalismo secular com sinal de bênçãos e aprovação divina, fatos solenes sobre o valor das aflições têm sido completamente negligenciados por cristãos modernos.  A maioria dos cristãos escapa da lapidação porque são carnais. Portanto a fuga é quase sempre impõe uma busca que lhes corresponda aos problemas que precisam ser resolvidos a qualquer custo; um deus utilitarista. Quase sempre somos ensinados a fugirmos das adversidades e dos problemas, e as vezes um cristão sofrendo é tido como um cristão em pecado, essa era a visão legalista dos amigos de Jó. E de fato, grande parte dos cristãos também enxergam a morte como uma maldição que deve ser evitada para sempre e não como uma bem aventurança que o salvo alcança, como disse o próprio Senhor: “Bem aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor” (Apocalipse 14:13 veja também o Salmo 116:15) veja bem que a afirmação é daquele que tem as chaves da morte e do inferno,(Apocalipse 1:18) o livro de Apocalipse foi escrito no ano 90, desde então, a morte dos santos é uma bem aventurança, pois eles vão morar com o Senhor. Nasci num ambiente religioso, onde inúmeras vezes ouvi gente testemunhar receberem um livramento quando Deus “fechou” a sepultura deles, a morte era  algo extremamente assombrado que é vista como castigo para ímpios. Esse pensamento é absolutamente estranho aos apóstolos e ao Senhor Jesus Cristo, assim, a morte é vista como uma tragédia que precisa ser evitada a todo custo, para esses cristãos é incompatível o sentimento de Paulo “Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é ganho” (Filipenses 1:21) e Paulo ainda diz que tem desejo de partir pois estar com Cristo é bem melhor (Filipenses 1:23) mas para a maioria dentro da cristandade, permanecer no mundo que jaz no maligno é bem melhor. Somente pessoas redimidas têm uma visão e uma convicção que se ajusta ao pensamento paulino com relação a morte e poucos possuem realmente esse sentimento que na verdade é uma doutrina escatológica do Novo Testamento. E é apresentada como bem positiva, faz parte da esperança do redimido. Esse tipo de assunto raramente é abordado nos púlpitos e é claro, poucos querem ouvir sobre algo considerado tão pessimista para os que são doutrinados a todo o momento que posses, saúde, riquezas e apego ao mundo são coisas mais importantes do que o reino de Deus e a sua justiça o mundo vindouro e a presença consoladora de Deus. A verdade é que as aflições e tribulações  permitidas por Deus, nos treinam para a vida cristã. A vida de José no Antigo Testamento é um exemplo clássico. Em Hebreus 11 temos os heróis da fé, o tributo virtuoso do heroísmo são para os que são vencedores diante das provas e tribulações. Todo o redimido entra na eternidade como vencedor, os que sofreram uma conversão superficial e psicológica esperaram ganhar o mundo inteiro como conseqüência de suas crenças. A maneira como vimos a realidade espiritual determinará as motivações que cultivamos. Vivemos em uma época de fugas emocionais, o ensino geral na cristandade é que as aflições e tribulações são resultados do pecado, não há um discernimento sobre o assunto e isso se dá por causa do hedonismo promovido por falsos profetas e seus discursos de triunfalismo materialista, discursos que são amados pela maioria dos cristãos atuais. Há uma fuga da realidade, as Escrituras não ensinam algo bem diferente pois cristo disse “No mundo tereis aflições”(João 16:33) Uma vida de fuga das aflições permitidas por Deus produz homens fracos e covardes,  por causa disso, nem sempre somos fortes, porque a fraqueza é a conseqüência de falta de lutas, pois assim, numa paz razoável e numa prosperidade contínua, tendemos a ficarmos como a igreja de Laodiceia; superficiais e mornos. A força do caráter se estabelece nas tribulações e o fortalecimento das virtudes com as aflições. Hoje as pessoas querem viver anestesiados pela emoção religiosa, o êxtase funciona como uma anestesia espiritual, um tratamento psicológico para o sofrimento humano. Mas a bíblia ensina que às aflições produzem glória no verdadeiro cristão, e essa é uma das lições fundamentais que as Escrituras nos dão, com relação a dor e o sofrimento permissivo na vida de filho de Deus.

 

C. J. Jacinto

 

AMARGURAS

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Cuidado com a Amargura

 

 

Leitura bíblica II Samuel 12 a 17

No Antigo Testamento encontramos a historia de um homem amargurado, seu nome era Aitofel, ele era amigo intimo e conselheiro de Davi, a capacidade intelectual de Aitofel era fora do comum, seus conselhos e o modo como podia responder as questões de Davi eram eficientes, por causa disso era um homem de confiança ocupando um cargo de confiança junto ao rei e era uma figura essencial na vida de Davi e no seu reino. Era uma posição de status, mas mesmo sendo tão inteligente, eficaz e capacitado, Aitofel teve um fim muito trágico, se suicidou. O que aconteceu? Como pessoas que tem uma estabilidade social, psicológica e são exemplos de vida podem desviar-se para o caminho da tragédia? Aqui tenho uma resposta, ela é de certo modo uma resposta de advertência para que você não caia nessa maldita armadilha para seguir os passos rápidos de uma tragédia.

Davi falhou diante da tentação, ele viu Bete-Seba tomando banho, ele estava no lugar errado, focando coisas proibidas, essa é uma abertura para o abismo do pecado, pois devemos olhar somente para o autor e consumador da nossa fé.  Urias foi enviado para frente do campo de batalha para morrer, a ordem foi dada por Davi, Urias era o esposo de Bete-seba, a mulher que Davi tomou e adulterou, Davi queria remediar a situação, a morte de Urias era parte do plano dele. É aqui que vamos descobrir o inicio do caminho trágico de Aitofel. Urias era casado com Bete-seba e ela era neta de Aitofel (2 Sam 11:3 com 23:34)  tudo indica que Urias e Aitofel  tinham certa amizade intima, pois Urias fazia parte da família dele, o contexto da historia mostra que Urias era um homem muito valoroso. Quando Aitofel observou a conduta catastrófica de Davi, ele se afastou e deixou de ser conselheiro do rei. A conduta errada de Davi é uma advertência, não devemos tomar decisões ou agir de modo a ferir as pessoas com nossas condutas ímpias, atos infames podem conduzir almas para o abismo. Mas vamos focar a questão em Aitofel, pois tudo indica que ele deixou nascer dentro do coração uma raiz de amargura, um ódio seguido de uma falta de perdão. Isso induziu Aitofel a planejar uma vingança contra Davi. Aitofel devia ter confiado em Deus, pois o Senhor estava usando um instrumento chamado Natã para disciplinar e corrigir Davi. No decorrer da historia, Davi estava colherá os frutos amargos de seu erro, nunca se esqueça disso, tudo o que o homem semear ele também colherá.  Absalão, o filho do rei Davi se levanta contra o próprio pai.  O filho do rei se levanta para tomar o trono, é uma rebelião, uma guerra civil, então Aitofel torna-se o conselheiro de Absalão, ele agora se posiciona contra Davi, é a chance da vingança!  A Amargura é o fertilizante do ódio, o ódio é a semente da vingança. Aitofel poderia ter perdoado e optado pela neutralidade, afastando-se do cargo e levado a sua vida para o rumo mais prudente, ficar quieto escolhendo outro serviço, pois era um homem de grande competência. Mas a amargura, a falta de perdão, destruiu as virtudes do seu coração. Num conflito complicado em que se envolveu, teria que perceber os riscos envolvidos, ao se tornar conselheiro de Absalão, teria que conhecer a índole do filho rebelde de Davi, pois Absalão era um homem altivo, arrogante e orgulhoso, se você se envolver com pessoas dessa natureza, a chance de você se ferrar é enorme, foi o que aconteceu. Aitofel era muito inteligente e experiente, ele sabia que o plano de ataque que apresentou a Absalão era extremamente eficiente e mataria Davi num golpe certeiro, mas havia outro conselheiro, que na verdade era um espião de Davi, esse espia conhecia Absalão e ele apresentou outro conselho, que era ridículo, uma armadilha que daria as chances de Davi vencer o conflito, o nome desse espião era Husai, e apelando para o orgulho de Absalão, o conselho de Husai foi aceito e o de Aitofel recusado.  Que tragédia, Aitofel foi ignorado e agora estava numa situação complicadíssima, tudo por causa da amargura guardada no coração.  Sua inteligência pouco lhe servia agora, ele fez os cálculos, previu que Davi ia vencer o conflito e estabeleceria o reino e ele seria punido por traição, receberia uma sentença de morte, então foi induzido pelo peso do desespero a cometer uma loucura, foi cometer suicido. Esse foi o fim de um homem que alimentou uma amargura no coração e não quis perdoar Davi.  Devemos sempre perdoar, não devemos guardar raiz de amargura no nosso coração, perdoar aqueles que nos tem ofendido, orar pelos nossos inimigos, abençoar aqueles que nos amaldiçoam, esse é o caminho da Nova Aliança, um caminho seguro onde encontraremos equilíbrio psicológico, paz e esperança.

 

Não Negue o Inferno e não Minimize a Cruz

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Deus planejou que seu filho fosse crucificado (Apocalipse 13:8 II Timóteo 1:9) e que o inferno fosse terrível (Mateus 25:41) para que tivéssemos os testemunhos mais claros possíveis do que está em risco, quando pregamos. O que confere seriedade a pregação é que a mente do pregador está encharcada com o sangue de Cristo e queimada com o fogo do inferno. Este é o manto que torna meros falantes em pregadores. Apesar disso, tragicamente algumas das mais preeminentes vozes evangélicas da atualidade reduzem o poder da cruz e o pavor do inferno. A primeira esvaziada do seu poder para suportar o castigo e o outro desmistificado em desumanização e miséria social deste mundo

John Piper

A Pregação da Cruz - Pagina 98