Sobre Felicidade

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Sobre Felicidade

O que é felicidade? antes , deveria buscar a etimologia da palavra, ela vem do latim “felicitas” que por sua vez veio do verbo grego “Phyos’ e trás na essência o que é profundamente fecundo ou tenazmente produtivo. Todo o nosso conceito de felicidade está errado, pois na mente moderna, felicidade existe quando você tem satisfação egoísta ou adere a posses de coisas materiais e temporais. Infelizmente a maior parte dos cristãos também segue a mesma regra mundana e falaciosa dessa compreensão equivocada. A felicidade existe quando a alma está satisfeita com o necessário para viver um “pleroma” existencial, ou seja, uma plenitude de existência de acordo com o objetivo pelo qual viemos a existência. Além disso a única condição verdadeira para a felicidade real e a comunhão com Deus e a gratidão na simplicidade. Qual é o nosso momento de maiores experiências de felicidade? Quando éramos crianças, ainda que descalços, ganhando um brinquedo barato uma vez por ano, tomando banho de cachoeira e depois recebendo correção com vara por nossas traquinagens, ainda assim éramos felizes. A vida complexa da mentalidade adulta que adultera o sentida da existência, e amplia todas as formas de egoísmo, acaba destruindo as vias que nos conduzem para experiências mais profundas de felicidade. Assim, precisamos entender que ela é um estado de espírito, uma condição do coração, quando eu era criança, subir em um pé de jabuticaba era uma experiência tão radical quanto a do alpinista que alcança o cume do Everest, porque perdemos então essa essência? porque mudamos o conceito do modo de experimentar a felicidade? porque o egoísmo dominou o coração, deixou de ser um estado de espírito para ser um sistema de posses e satisfações centrados num orgulho pessoal e extremamente mundano. Assim, quando começamos a ter percepção de que uma comunhão com Deus, um estado de gratidão e uma valorização pura á simplicidade, nos conduz a experiência de profunda felicidade.

Clavio J. Jacinto

Sobre o Tempo

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O homem ocidental ainda não percebeu a verdadeira importância e o significado do tempo, enquanto que os gregos acreditavam em algo mais abstrato com relação ao aspecto do tempo, os hebreus tinham um conceito mais concreto. O agora seria a parte necessária da existência, sem o presente não pode existir continuidade. Ao se apresentara Moisés, Deus se identifica como “Eu Sou” (Exodo 3:14) dentro da dimensões eternas, já que as Escrituras declaram que Deus existe de eternidade á eternidade (Salmos 90:2) todavia, o agora é uma continuidade existencial pelo qual estamos inserido na realidade do tempo.  O que temos para viver senão o agora? não há um futuro sem antes um presente, e é dentro dele que o futuro chega. Mas se a percepção do agora não for pura, se não tiver profundidade experiencial, nunca podemos viver a plenitude de uma vida. O conceito moderno é equivocado, a vida não é feita de muitos anos vividos, ela é feita de um constante presente que se vive em profundidade e inteira percepção. Olhe para a vida de João Batista, ele teve uma vida curta mas foi plena, olhe para Abel, teve uma vida curta, mas foi plena, olhe para Enoque, teve uma vida curta para os padrões daquela época, mas teve uma vida em plenitude. A dinâmica do tempo só se encontra no presente, é nele que desfrutamos da presença de Deus, é no presente que agimos, tomamos escolhas. É no presente que experimentamos verdadeiro desfrute do tempo. Perceba que as declarações de Cristo estão inseridas nesse agora que se eterniza em continuidade “Tem a vida eterna” (João 5:24) é a garantia aos que crêem em Cristo. “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna” (João 6:54) note que nesse substantivo deverbal, Jesus deixa claro que a ação de ter é uma realidade agora, o possuir alguma coisa (A vida eterna) é uma realidade inserida no momento de desfrute do tempo presente. Assim importa que tenhamos o discernimento de que viver uma vida completa, não é viver muito tempo no futuro, mas viver todo o agora, e o futuro é a matéria prima que Deus usa para fazer o constante agora, em que estamos inseridos para viver em plenitude profunda, exercendo nosso oficio, a missão pela qual fomos criados, com nossos dons e capacitações, alcançando sempre esse objetivo realizando nossas metas no imediato que se sucede, lidando sempre com essa abordagem existencial. Nesse exato momento, estamos nesse presente, pois é o que temos para viver. E um dia dentro dessa realidade vale mais do que muitos anos fora dela.
Soli Deo Glória

Clavio J. Jacinto

AMBIGUIDADE E RELATIVISMO

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 Ambigüidades e relativismo


O que é relativismo? na filosofia, é a crença de que não há uma verdade absoluta, mas muitas verdades. Ainda que  sejam opostas, a verdade torna-se apenas a nível pessoal, a verdade do “outro” pode ser completamente oposta a minha, mas em ambos os casos, elas são  iguais em validade, mesmo sendo contrarias na natureza lógica. O relativismo é um crença filosófica completamente anticristã. Além disso, o relativismo é necessário para que a apostasia ganhe força em nossos dias. Você pode ser um relativista, mesmo não percebendo isso. Por exemplo, vou citar a questão das versões bíblicas. Há muitas versões modernas que são contraditórias com o texto tradicional, há algumas bíblias modernas que até omitem versículos bíblicos quando comparados com uma tradução corrigida do texto tradicional. Vou citar alguns exemplos, primeiro: Romanos 8:1, as versões modernas omitem a parte final do versículo “Que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito”. Muito bem, pergunto, quais das duas versões são as de fato, a Bíblia? muitos responderão que são as duas! isso é relativizar a verdade. Outro exemplo, Tito 3:10, na corrigida tradicional o versículo fala do herege, mas nas modernas é um  divisor, ora Jesus NUNCA foi herege, mas ele foi divisor (João 10:19 Lucas 12:52 e 53) qual versão está correta? se você opta pelas duas, você está relativizando a verdade.  Muitas versões modernas foram desenvolvidas em ambientes profundamente relativistas, um exemplo claro, foram aquelas desenvolvidas por ecumênicos para fins ecumênicos. Desejo citar o renomado escritor Abraão de Almeida, no seu excelente livro “Teologia contemporânea”(CPAD) ele afirma: “Por discordarem das atividades ecumênicas da Sociedade Bíblica do Brasil, os fundamentalistas brasileiros repudiaram como espúrio o Novo Testamento na linguagem de hoje (tradução conjunta de católicos e protestantes), alegando  secularização do texto sagrado, e romperam definitivamente com aquela organização, convidando para estabelecer-se no Brasil a Sociedade Biblica Trinitariana, de Londres, que já atua em São Paulo na edição das Escrituras Sagradas” (Pagina 195).  Que o dileto leitor possa notar que versões modernas foram desenvolvidas dentro de ambientes relativistas, assim temos um contingente enorme de pessoas sem discernimento, que argumentam que todas as traduções bíblicas são verdadeiras, e são a Palavra de Deus, mas sustentar essa visão e adotar o relativismo como cosmovisão. Mas o que devo fazer? Você pergunta. Adote uma versão padrão e mantenha ela como sua Bíblia oficial, mas qual delas? Ora, afasta-se das versões modernas, e mantenha seu foco no texto tradicional, na versão Corrigida e Fiel, essa é a versão histórica do cristianismo evangélico ortodoxo durante séculos.


CLAVIO J. JACINTO

Ciencia e Fé

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Se entre os homens sabios, um entre eles, em brado forte de convicção profunda, com as janelas do coração abertas para as evidencias, afirmasse com absoluta certeza, que DEUS existe, ainda sendo este um homem de ciencias, voce creria em Deus por esse motivo?

Então vejamos a de declaração de um deles:
"O Deus eterno  existe para sempre, uma vez que ele sempre existiu"

Autor da declaração: Blaise Pascal

(Extraido de: Mente em Chamas. Pagina 182. Editora Palavra)




C.J. Jacinto

Oração Contemplativa?

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Oração contemplativa pode ser um caminho para experiências esotéricas e um portal mental para o mundo do espiritualismo. Desejo salientar o fato de que não existe orientação bíblica para esvaziar a mente. A oração assim como o culto verdadeiro deve ser lógico e racional, assim quando observamos o conselho de Paulo a orar no espírito, o contexto imediato é que também devemos orar com a mente, ou seja com o entendimento (I Coríntios 14:15) A oração deve ser um ato racional da mente, uma atitude inteligente e bem pensada como a vimos de forma no modelo dinâmico da oração do Pai nosso ensinado por Cristo no sermão da montanha.(Mateus 6:6 a 11)


Clavio J. Jacinto

Controversias

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No caminho das controvérsias, há quem ultrapasse os limites da sensatez, pois que, de modo a defender uma tese, já não podem usar o mesmo argumento contra ao que defendem, justamente porque nesse caso o princípio torna-se um “tiro pela culatra”, por exemplo, os adeptos do movimento do nome sagrado. Apelam alguns senão quase todos, ao argumento de que no hebraico antigo, não havia uma consoante “J”.  Então, se conclui que JESUS não pode ser o verdadeiro nome de Cristo, e justamente seguindo a mesma regra, podemos concluir sem medo de errar que não haviam também vogais, por isso mesmo, Yeshua não pode ser correto, pois as vogais “A” e “E” também não faziam parte do alfabeto hebraico antigo.


Clavio J. Jacinto

CORONAVIRUS: A RESPOSTA CRISTÃ

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Creio que a teodiceia é um tema de difícil abordagem, realmente lidar com a questão filosófica e teológica da compatibilidade da existência de Um Deus bondoso e Todo Poderoso em meio ao sofrimento humano é realmente bem difícil, não nego esse fato. Nessas ultimas semanas. os noticiários abordaram um novo surto de uma gripe mortal, tendo seu foco central na China. O coronavírus não é uma novidade, a ciência conhece variações, mas uma nova do coronavirus surgiu na China no final de dezembro de 2019. A mutação que ocorreu no vírus “driblou” os mecanismos de defesa do corpo humano, nosso sistema imunológico, causando mortes e levando o mundo todo ao pânico pelos riscos do fácil contagio, isso poderia ser um caminho aberto á uma pandemia. Porque isso ocorre na natureza? Existe uma resposta para explicar a natureza e seus agentes tornarem-se perigosos, causando doenças e atacando outras vidas? A primeira verdade que preciso ensinar é que toda a vida foi criada por Deus, e pelo que vimos, no primeiro capitulo de Genesis, tudo era bom, então devemos entender que a princípio, a criação original era bela, intercambiavelmente perfeita, benigna Assim, diretamente entendemos que a causa das reações nocivas da natureza, não podem ser atribuídas diretamente a Deus, o primeiro capitulo de Genesis deixa muito claro isso. Creio na queda como um fato histórico, porque a continuidade da civilização leva consigo os fatos irrefutáveis as suas conseqüências que ela produziu, a queda e a condição do mundo caído são fatores intercambiáveis. Depois de Genesis 3:1 a 18, a queda trouxe maldição sobre a criação, tudo parece ter sido afetado por esse fator, a devastação era iminente, e a criação, incluindo o proprio homem,sofreu alterações drásticas e inquietantes na própria consciência, parte dela está sob influencia maligna, os efeitos do pecado, e isso de certa forma altera o sentido original da criação que era boa, perfeita e benigna. Vejamos um exemplo, o homem que foi criado a imagem e semelhança de Deus torna-se agora um agente do maligno, Caim se levanta contra seu irmão e o mata (Genesis 4:25) o Espirito Santo então declara que Caim era do maligno (I João 3:12 veja também Judas 1:11 e Hebreus 11:14) No Novo Testamento vimos a declaração de que nos últimos dias surgirá um homem extremamente maligno, chamado de “homem do pecado e filho da perdição”(II Tessalonicenses 2:3) assim é muito sensato concluir que o pecado afeta os agentes biológicos conscientes e inconscientes, espiritualmente e biologicamente. O pecado altera a natureza biológica e espiritual de todos os seres, e essa é uma explicação para o surgimento de agentes patogênicos, como virus bactérias e fungos. Há provas bíblicas para isso? a resposta é positiva. Vejamos algumas; mutações genéticas após a queda, mudaram e deformaram homens, como os descritos em I Cronicas 20:6 e II Samuel 11:20, Homens com 6 dedos, gigantes, homens de natureza deformada, não eram replicas do original do Eden, sofreram alterações genéticas. Da mesma forma, vimos em Genesis 6:4. Ali, na passagem polemica dos Nephilins, sabemos que a união matrimonial de seres incompatíveis entre si, gerou seres gigantes. Há uma corrupção no mundo caído que afeta tudo, o pecado tem uma conseqüência cósmica, a afeta a natureza de muitas coisas, pequenas e grandes, físicas e espirituais, de dimensões cósmicas e microscópicas, altera a natureza das coisas, o poder invisível do pecado alterou a natureza da criação que era boa (Genesis 1:10-, 12, 18, 21, 25, 31 com II Pedro 1:4 e II Pedro 2:12) esta é uma resposta bíblica para esses assuntos complicados, como vírus e outros seres patogenos que provocam doenças fatais, animais perigosos, tragédias naturais e homens a serviço do ódio e da injustiça por isso entendemos que a criação geme, aguarda uma restauração futura (Romanos 8:22 Atos 3:21) Toda a criação atual está fora dos padrões originais, hoje o lobo devora o cordeiro, mas haverá um dia em que ambos estarão vivendo juntos de forma dócil e pacifica (Isaias 65:25). Essa força misteriosa altera a natureza dos seres, causando desequilíbrio em todo o universo, no seu todo, a entropia desgasta tudo, no particular, seres microscópicos tornaram-se patogenos agressivos, na sociedade homens tornaram-se agentes do diabo (Efésios 2:2) na natureza, uns devoram outros, e ainda assim, todo esse mecanismo consegue manter o equilíbrio do seu todo, o que denota um saber mais profundo, alguém está no controle de todas as coisas ainda que tudo pareça caótico. Não sabemos dar uma resposta precisa, mas na economia divina, na sua perfeita sabedoria, as coisa estão funcionando assim, não por causa do Criador, mas por causa das criaturas. Estamos debaixo das sombras malignas do pecado, mas Jesus que é a luz do mundo entrou nesse vale escuro, o vale da sombra da morte, e veio para restaurar todas as coisas (Efésios 1:10) é necessário que as coisas estejam da maneira como vimos, sei que de certa forma, muitos não entendem esse fator, pois são como homens naturais que se contemplam no espelho, mas a compreensão é limitada (Tiago 1:23) embora a vimos como que em espelho e seja isso hoje um enigma, porém na consumação de todas as coisas elas serão mui compreensivas (I Coríntios 13:12) porque haverá novos céus e nova terra, onde habitará a mais perfeita justiça.(Apocalipse 21)

O autor: Clavio J. Jacinto é autor de mais de 100 livretos sobre os mais variados assuntos, apologética, filosofia, poesia, vida cristã, etc. Pastoreou igrejas por alguns anos, é autodidata, pesquisador em diversas áreas, como teologia, apologética, filosofia etc.