O Homem Novo e o Homem Adâmico

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O Homem Novo e o Homem Adâmico

No seu romance “O Senhor das Moscas” William Golding narra a estória de um grupo de crianças sobreviventes de uma tragédia, que chegam a uma ilha, a partir disso, uma liderança precisava ser estabelecida para impor a ordem ao grupo, mas a rebelião de uma oposição divide o grupo e o cenário se torna aterrador, crianças que pareciam inofensivas e inocentes revelam uma malignidade assustadora que cresce na medida em que as coisas perdem o controle.  A leitura desse romance me fez pensar muito sobre outro livro, este,  não fictício : “ O Efeito Lúcifer” Do psicólogo comportamental Phillip Zimbardo. Zimbardo mostrou de forma experimental como pessoas aparentemente boas, tornaram-se sádicas. Assim de corações pacatos, emergiram características malignas. A pergunta que sempre me vem a mente é: Um Filho de Deus, um coração regenerado, tende a tornar-se uma pessoa extremamente maligna sob condições propícias a isso? Tendo em vista que o regenerado é nova criatura (II Coríntios 5:17) feito em verdadeira justiça e santidade (Efésios 4:24) é lógico que jamais pode comportar-se como aquele insensível personagem de outro livro que trata da frieza da natureza humana “O Estrangeiro” de Albert Camus, o Sr Meursault. Horatius Bonar em “A Justiça Eterna” afirma que “O espírito de santidade é incompatível com e espírito de escravidão”, eu diria algo mais além: O espírito de santidade é incompatível com um espírito de malignidade. Que o homem  na sua natureza adâmica, é depravado, é notável nas palavras do apostolo Paulo como podem ser listas em Romanos 3:10 a 23, e é doutrina bíblica, não apenas fatos que um psicólogo comportamental ou um escritor pessimista observem. Mas é necessário afirmar que o homem que nasceu do alto, precisa ter o espírito de Cristo (Romanos 8:9) “Mostrando toda a mansidão para com todos os homens” (Tito 3:2) “Em mansidão de sabedoria” (Tiago 3:13) “Segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão”(I Timóteo 6:11). Assim é notável que Paulo fale sobre o fruto do Espírito e mencione a bondade e a benignidade (Gálatas 5:22) “Porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça e verdade” (Efésios 5:9). A s Escrituras atestam que o homem regenerado “Produz um fruto pacifico de justiça nos exercitados por ela”(Hebreus 12:11) Jesus afirmou que os Filhos de Deus são pacificadores (Mateus 5:9) e Pedro ensina que devemos nos revestir  “No incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus”(I Pedro 3:4) assim o homem que é um verdadeiro cristão deve ser manso para com todos (II Timóteo 2:24) Como seguimos os passos de Cristo “Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as duas pisadas (I Pedro 2:21) Ele mesmo afirmou ser manso, e que deveríamos aprender com Ele (Mateus 11:29). Assim, a conclusão é que o homem novo, regenerado, que nasceu de novo, frutifica para fluir de dentro do coração a doçura de todas as virtudes mais santas e justas, enquanto que um homem adâmico, morto em seus pecados (Efésios 2:1 e 2) de acordo com as condições, acaba produzindo as obras da carne (Gálatas 5:19 a 21)

Clavio J. Jacinto


A Sedução dos Falsos Profetas

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João Fora da Moda

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João Fora da Moda


 A verdade tem um preço, ela é a mensagem dos heróis bíblicos, e do deserto ao calabouço, a vida de João Batista vai ser interrompida porque sua cabeça vai ser decepada e exposta como troféu do triunfo temporário da maldade sobre a verdade. Olhe bem, pois essa é a vida de um verdadeiro profeta em um mundo inóspito que jaz no maligno. Nada de glamour, nada de aplausos, nada de show, e a espada, o sangue e a cabeça decepada. O dilema do Batista é que a sua mensagem não era de auto-estima. Ele se importava com os riscos, sua visão era real, equilibrada, notavelmente corajosa e revolucionaria, olha para cristo e diz “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29) e te coragem de dizer o que poucos hoje em dia tem coragem de fazer “Que ele cresça e que eu diminua”(João 3:30) ninguém quer ser reduzido hoje em dia, não há atualmente caminho mais solitário do que o caminho da santa humildade. Se não bastasse isso, a frouxidão moral que caracteriza a nossa era, é cheia de gente que não quer perder a cabeça por causa de Cristo, antes quer ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma. (Mateus 16:26) A essência da vida espiritual de João Batista não era um apego ao mundo transitório, mas uma submissão completa a vontade de Deus, e isso tem conseqüências. No caminho da rejeição humana, o profeta precisa vestir-se contra os padrões religiosos instaurados no sistema, precisa pregar contra o que os pecadores gostam de ouvir, a proclamação profética de João era uma espada que perfurava egos inflados, era uma faca cirúrgica que abria as profundezas da consciência humana e revelava a condição enfermiça da natureza pecaminosa.  Isso acaso é agradável aos orgulhosos? Ninguém quer ser exposto desse jeito, por isso o profeta era rejeitado por aqueles que não queriam que seus pecados fossem expostos, não entendiam eles que sem dar um diagnostico correto, o homem perdido jamais pode aceitar a necessidade do único remédio eficaz contra o pecado: A morte vicária de Cristo.  A frouxidão moral torna o homem mais insensível ao evangelho e quanto mais ama o mundo mais se sentirá ofendido quando se prega contra suas ilusões. E João fazia isso com tanto zelo, que foi ceifado e silenciado, infeliz é a época em que os homens não desejam ser incomodados pela exposição de suas iniqüidades.

CLAVIO J. JACINTO





Davi e o Coração no Batismo da Graça

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Davi o homem segundo o coração de Deus,(I Samuel 13:14) não foi exatamente o tipo de perfeito de santo que muitos legalistas sonham, a visão utópica de homens regenerados vivendo sob um manto da integridade absoluta irrepreensível não se encaixa com os padrões bíblicos atribuídos a Davi. Mas  deixe-me me falar algo Davi foi um homem segundo o coração de Deus, porque reconhecia suas falhas e limitações, isso o fez descer aos descampados da humilhação, não somente forçou a ver suas próprias impiedades quando exposto ao sol da justiça divina, ele sentiu tudo isso, e percorreu o caminho da dependência da graça e da misericórdia de Deus.(Salmos 51;1) Quando sentiu seu próprio pecado devorando sua alma e arruinando seu coração ele correu para os braços da misericórdia(Salmo 57:1), e nesse caminho, percorre até que encontra os degraus da ascendência na vida piedosa, por isso da abundancia do pecado, abundou a graça,(Romanos 5:20) porque vendo a devassidão monstruosa do coração, enxergando a destruição avalassadora que provoca a iniqüidade, sentindo o asqueroso odor pútrido da impiedade, correu para banhar-se nos perfumes da misericórdia de Deus, e isso basta! Havia uma arrogância e uma carnalidade escondida no coração de Davi, e no tempo oportuno essas coisas vieram a tona, surgiram quando Davi foi tentado, mas do fundo do poço, ele não cavou mais no pecado, não chafurdou mais na lama da iniqüidade, do reconhecimento do seu estado de miséria espiritual ele agarra-se nos braços da graça de Deus, e ela tira ele de lá, e é assim que as coisas procedem em cada homem regenerado, eles reconhecem suas misérias, e enxergam o quanto é ofensivo aos olhos de Deus, seus pecados expostos a Liz da justiça divina,  e então fogem sempre das coisas pervertidas, ficam longe até mesmo da aparência do mal.(I Tessalonicenses 5:22) E descansam de momento a momento, na misericórdia e na graça de Deus, e permanecem para sempre em Cristo. Porque Ele diz: “O que vem a mim de maneira nenhum o lançarei fora” (João 6:37)


Clavio J. Jacinto

Os Santos Devem Andar a Sós (A.W. Tozer)

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Os Santos Devem Andar a Sós (A.W. Tozer)

       
 

       

 

A maioria das grandes almas deste mundo foram almas solitárias. A solidão parece ser o preço que o santo deve pagar pela sua santidade.
Na manhã do mundo (ou talvez devêssemos dizer, naquela es­tranha escuridão que surgiu logo após a alvorada da criação do homem), aquela alma piedosa, Enoque, andou com Deus e já não era, porque Deus a tomou; e embora não seja dito exatamente nessas palavras, pode-se muito bem inferir que Enoque seguiu por um caminho bem diferente daquele de seus contemporâneos.
Abraão tinha Sara e Ló, assim como muitos servos e pastores, mas quem pode ler a sua história e o comentário apostólico sobre ela sem sentir imediatamente ser ele um homem "cuja alma se assemelhava a uma estrela e habitava na solidão"? Ao que sabemos, Deus jamais se dirigiu a ele quando acompanhado por outras pessoas. Abraão se comunicava diante do seu Deus, e a dignidade inata do homem proibia que assumisse esta postura na presença de outros.
Como foi doce e solene a cena naquela noite do sacrifício quando ele viu o fogo movendo-se entre os pedaços da oferta. Ali, sozinho com o horror da grande escuridão à sua volta, ele ouviu a voz de Deus e soube que tinha sido marcado com o favor divino.
Este   capítulo   foi   originalmente   escrito   para   a   revista   "Eternity,"   sendo usado aqui com a permissão da mesma.
Moisés foi também um homem separado. Embora ainda tivesse ligação com a corte do Faraó, ele fazia grandes caminhadas sozinho. Durante um desses passeios, enquanto estava ainda longe da mul­tidão, ele viu um egípcio e um hebreu brigando e foi em auxílio de seu conterrâneo. Depois do rompimento com o Egito, que resultou desse ato, ele habitou em quase completa reclusão no deserto. Ali, enquanto vigiava sozinho seu rebanho, o prodígio da sarça ardente surgiu diante dele e mais tarde, no alto do Sinai, ficou abaixado, sozinho, para contemplar em fascinado terror a Presença, parcial­mente oculta, parcialmente  revelada,  dentro  da  nuvem  e  do  fogo.
Os profetas das eras pré-cristãs eram muito diferentes uns dos outros, mas uma coisa que tiveram em comum foi a sua solidão forçada. Eles amavam seu povo e se gloriavam na religião dos pais mas sua lealdade ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó, e seu zelo pelo bem-estar da nação de Israel os afastou da multidão, lançando-os em longos períodos de isolamento. "Tornei-me estranho a meus ir­mãos, e desconhecido aos filhos de minha mãe" (Sl 69:8), clamou um deles e sem saber falou por todos os demais.
A visão mais reveladora foi a dAquele de quem Moisés e todos os profetas escreveram, seguindo solitário para a cruz. Sua profunda solidão não foi mitigada pela presença das multidões.
£ meia-noite e no alto do monte das Oliveiras As estrelas que brilhavam esmaeceram; É meia-noite agora no jardim, O Salvador que sofre ora sozinho.
É meia-noite e afastado de todos, O Salvador luta só com seus temores; Nem mesmo o discípulo a quem amava, Observa o sofrimento e as lágrimas do Mestre.
William B. Tappan
Ele morreu só na escuridão, oculto aos olhos do homem mortal e ninguém observou quando ressurgiu triunfante, deixando a sepul­tura, embora muitos o vissem mais tarde e testemunhassem quanto ao que viram. Existem coisas sagradas demais para qualquer olho observar além do de Deus. A curiosidade, o clamor, o esforço bem-intencionado  mas   sem  jeito,  podem  prejudicar  cm   vez  de   ajudar a alma que espera e tornar improvável  senão impossível a comu­nicação da mensagem secreta de Deus ao coração do adorador.
Algumas vezes reagimos com uma espécie de reflexo religioso e repetimos obrigatoriamente palavras e frases adequadas, embora elas não expressem nossos sentimentos reais e lhes falte a autenti­cidade da experiência pessoal. Isso está acontecendo agora. Uma certa lealdade convencional pode fazer alguém que ouça esta verdade pouco familiar expressa pela primeira vez dizer com animação: "Oh, nunca me sinto sozinho. Cristo afirmou 'Não te deixarei nem te desampararei', e 'Estarei contigo para sempre'. Como posso sentir-me solitário quando  Jesus está comigo?"
Não quero julgar a sinceridade de qualquer alma cristã, mas este testemunho é demasiado típico para ser real. Trata-se eviden­temente do que o indivíduo pensa que deveria ser verdadeiro em lugar do que provou ser verdade mediante o teste da experiência. Esta alegre negativa da solidão prova apenas que a pessoa jamais andou com Deus sem o apoio e ânimo supridos pela sociedade. A sensação de companheirismo que ele erradamente atribui à presença de Cristo pode ter origem, e provavelmente tem, na presença de amigos. Lembre-se sempre: você não pode levar a cruz acompanhado. Embora o homem possa estar cercado por uma imensa multidão, a sua cruz lhe pertence e o fato de carregá-la faz dele um ente à parte. A sociedade se voltou contra ele, caso contrário não teria uma cruz. Ninguém mostra amizade pelo homem com uma cruz. "Todos deixando-o. fugiram."
A dor da solidão está ligada à constituição de nossa natureza. Deus nos fez uns para os outros. O desejo de companhia é comple­tamente natural e certo. A solidão do crente nasce do seu andar com Deus num mundo ímpio, um caminhar que freqüentemente o afasta da companhia de bons cristãos assim como do mundo não-regenerado. O instinto que lhe foi concedido por Deus clama por manter amizade com outros que se identifiquem com ele, outros que possam compreender seus anseios, suas aspirações, sua absorção no amor de Cristo; e pelo fato de no seu círculo de amigos serem tão poucos os que partilham de suas experiências íntimas, ele é forçado a andar sozinho. O anseio insatisfatório dos profetas pela compreensão humana levou-os a queixar-se em voz alta e chorar, e até o Senhor também sofreu assim.
O homem que entrou na presença divina numa experiência interior real não encontrará muitos que o compreendam. Uma certa fraternidade social lhe será naturalmente oferecida enquanto se mistura com pessoas religiosas nas atividades regulares da igreja, mas verdadeiro companheirismo espiritual vai ser difícil de achar, embora não deva esperar outra coisa. Afinal de contas, ele é um peregrino e a jornada empreendida não é feita com os pés, mas com o coração. Ele anda com Deus no jardim de sua própria alma — e quem senão Deus pode andar ali com ele? O seu espírito difere do das multidões que caminham pelos pátios da casa do Senhor. Ele viu aquilo que elas só tiveram oportunidade de ouvir, e anda em seu meio como Zacarias andou depois de sua volta do altar quando o povo sussur­rou: "Teve uma visão".
O indivíduo verdadeiramente espiritual é de fato extravagante. Não vive para si mesmo mas para promover os interesses de Outro. Ele procura persuadir as pessoas a darem tudo de si ao Senhor e não pede qualquer porção para si mesmo. Compraz-se em ver seu Salvador glorificado aos olhos dos homens, e não em receber honras pessoais. Sua alegria é ver seu Senhor promovido e ele próprio negligenciado. São poucos os que desejam trocar idéias com ele sobre o objeto supremo do seu interesse, e fica então no geral silencioso e preocupado em meio às conversas religiosas barulhentas e triviais. Ganha assim a reputação de ser aborrecido e sério em excesso, sendo evitado e alargando cada vez mais o abismo entre ele e a sociedade. Busca amigos em cujas vestes pode sentir o aroma da mirra e do aloés saídos de palácios de marfim, mas encontrando poucos ou nenhum, como Maria fez antigamente, guarda essas coisas em seu coração.
Justamente essa solidão o faz lançar-se de volta a Deus. "Quando meu pai e minha mãe me abandonarem, então o Senhor me tomará para si." Sua incapacidade de encontrar companhia humana o leva a buscar em Deus o que não descobre em lugar algum. Aprende em solidão interior o que jamais poderia ter aprendido junto à multidão — que Cristo é Tudo em Todos, que Ele foi feito para nós sabedoria, retidão, santificação e redenção, que nEle temos e possuímos o summum bonum da vida.
Duas coisas precisam ainda ser ditas. A primeira é que o homem solitário que mencionamos não e arrogante, nem é o tipo "mais santo do que tu" amargamente satirizado na literatura popular. Com toda probabilidade sente-se o mais insignificante de todos os homens e culpa-se a si mesmo de sua solidão. Quer partilhar seus sentimentos com outros e abrir o coração a alguém cuja alma se identifique com a sua, mas o clima espiritual que o rodeia não o anima e permanece então em silêncio, contando suas mágoas somente a Deus.
A segunda coisa é que o santo solitário não é o homem arredio que endurece o coração contra o sofrimento humano e passa os dias contemplando os céus. O oposto é verdade. Sua solidão o faz acolher com simpatia os que têm o coração partido, os que caíram pelo caminho e os que foram manchados pelo pecado. Por achar-se desligado do mundo, tem muito maior capacidade para ajudá-lo. Meister Eckhart ensinou seus seguidores que se estivessem orando como para serem transportados para o terceiro céu e acontecesse lembrarem de uma pobre viúva que precisava de alimento, deviam interromper imediatamente a oração e ir cuidar da viúva. "O Senhor não permitirá que percam nada com isso", disse-lhes. "Podem retomar a oração no ponto em que a deixaram e o Senhor irá aceitá-la da mesma forma". Isto é típico dos grandes místicos e mestres da vida interior, desde Paulo até hoje.
A fraqueza de tantos cristãos modernos é que eles se sentem à vontade no mundo. Com seu esforço para conseguir um "ajuste" agradável à sociedade não-regenerada, eles perderam seu caráter de peregrinos e se tornaram uma parte da própria ordem moral contra a qual foram enviados para protestar. O mundo os reconhece e os aceita pelo que são. E esta é justamente a coisa mais triste que pode ser dita a seu respeito. Não são solitários mas também não são santos.












Zelo pelo Testemunho

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Zelo pelo Testemunho

Todo Escândalo é uma pedra que se joga no evangelho, toda vida cristã superficial é uma arma usada pelos inimigos do evangelho para tentar desmentir a veracidade da Palavra de Deus, assim Paulo era testemunha de que os judeus tinham zelo sem entendimento (Romanos 10:2) mas o sábio Salomão já tinha advertido: “Não é bom ter zelo sem entendimento” então segue a regra: Tenha uma fé verdadeira, tenha um zelo vigoroso pelo evangelho, pois as pessoas se impressionam mais pelas nossas convicções profundas do que por uma lógica mais elevada. Ora, a vida cristã na sua expressão mais pura e mais espiritual é Cristo vivendo em nós, e nós vivendo em Cristo. Foi Agostinho quem certa vez advertiu: “Tenha cuidado para que a sua vida não transcorra contraria ao testemunho da sua boca” Assim, devemos nos ter zelo com entendimento, vivendo num incorruptível traje de um espírito manso e tranqüilo (I Pedro 3:4) vivemos numa época de escândalos e relativismo moral, muito parecida com a época de Isaias quando ele proferiu essas palavras: “A verdade anda tropeçando pelas ruas” (Isaias 59:14) o verdadeiro cristão porém, ainda que em tempos difíceis, vive em verdadeira justiça e santidade (Efésios 4:24) assim procede da teologia de Paulo: Todavia o fundamento de Deus fica firme tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo, aparte-se da iniqüidade (II Timóteo 2:19)

Clavio J. Jacinto



Filhos Prodigos no Mundo Secular

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A pomba que Noé libertou da arca sobrevoou os vastos mares que engolfaram o mundo devastado pelo juízo divino, ela porém não encontrou abrigo e procurou de novo o refúgio no grande navio.  Da mesma forma muitos se afastam das verdades das verdades absolutas do evangelho, usando asas de independência partem em busca de horizontes distantes num mundo secular e relativista. Mas, como a pomba cansada, ao longo dos anos, muitos precisam retornar à certeza imutável da Palavra de Deus, pois após anos de fuga sem rumo, não encontram um verdadeiro sentido para a vida e nem mesmo encontram as respostas para as questões fundamentais da existência. Quando uma geração começa a se afastar do Evangelho, a geração seguinte a encontra de novo, apegando-se tenazmente a seus ensinamentos, como se fossem os primeiros a descobri-los.  Não há como encontrar iluminação espiritual fora de Cristo, os homens podem buscar luz espiritual na vastidão do mundo arruinado pela queda, mas só em Cristo e na sua obra redentora alcançarão a paz e a luz que tanto anseiam para peregrinar com segurança pelos caminhos da vida.


Clavio J. Jacinto

O texto é uma tradução, seguido de acréscimos ao texto original para dar a devida relevância a mensagem. Texto original encontra-se em: