OS PERIGOS DO ESOTERISMO


 OS PERIGOS DO ESOTERISMO


Por Natanael Rinaldi


A palavra esoterismo, do grego "esotéricos", é sinônima de ocultismo e está relacionada com a doutrina que se oculta das pessoas em geral e se revela apenas aos iniciados, em contraposição à exotérica (externa ou pública). Brasília é tida como uma cidade esotérica por contar com diferentes recantos aonde se pratica o misticismo em todas as suas modalidades, entre as quais se destacam a "Cidade da Paz", o "Vale do Amanhecer", a "Cidade Eclética", e um grupo ufológico que vasculha permanentemente o espaço em busca de outras vidas.
As pessoas místicas gostam de olhar o Universo através de um telescópio e dimensionar sua imagem espiritualmente. Nesses lugares praticam-se: jogo de búzios, tarologia, astrologia, trabalho de energização de cristais, quiromancia; encontram-se: sensitivos, videntes, mestres de Tai Chi Chuan e I Ching (oráculo chinês). Os supersticiosos que se dirigem a esses lugares são pessoas que estão dispostas a pagar qualquer preço por uma consulta, submeter-se às chamadas acupunturas psíquicas para a regressão de vidas, praticar ioga ou meditação transcendental, enfim, estão dispostas a se desenvolver com todo tipo de recursos místicos para a solução de seus problemas.
Para que essas práticas — astrologia, tarô, runologia, I Ching — funcionem, é preciso que as pessoas acreditem em seus poderes PSI ou extra-sensoriais.


O Poder Extra-Sensorial existe?


Admitimos que o sobrenatural realmente existe, mas não que seja resultante de um poder mental inato ao homem e que para sua manifestação se torne necessário despertar poderes extra-sensoriais. Tais poderes só podem ser desenvolvidos por alguns. Daí por que existe o título de sensitivos, videntes, esotéricos ou ocultistas para as pessoas que os desenvolvem.


O que a Bíblia tem a dizer?


Note o que a Bíblia diz de todos os homens:
 Salmos 39.5: "Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade". Jeremias 17.5: "Maldito o homem que confia em outro homem e faz da carne o seu braço".
Os que creem no poder sobrenatural do homem chegam a ficar numa dependência dos que o manipulam, sejam sensitivos, gurus, videntes ou astrólogos, e não se acanham de afirmar: "Não dou um passo sem a sua orientação". É o caso relatado por Nonato Souza Lima, então delegado do PMDB em São Paulo, com relação ao seu babalaô Walter de Logum-Edé, chegando ao cúmulo de pagar na época Cr$ 100.000,00 para seu guia (VEJA 29/01/86, pág. 49). "Não tomo nenhuma posição da minha vida política ou particular sem antes consultar o Dr. Newton. Ele é meu guru", dizia o governador João Durval. O Dr. Newton Pinto praticava o ocultismo e fazia uso da quiromancia — leitura mais refinada das mãos que a feita pelos quiromantes (idem, pág. 51).


A fonte do poder sobrenatural


O poder sobrenatural que alguns exercem só pode vir de duas fontes: de Deus ou do diabo. Não há meio termo. O poder sobrenatural ou milagroso que um homem pode exercer é de Deus, quando:


a) é realizado no nome de Jesus e serve para glorificá-lo;
b) serve para edificar a igreja de Jesus Cristo;
c) serve para validar o Evangelho de Jesus, levando pessoas à salvação.
São essas características dos milagres descritos na Bíblia:
Atos 14.3: "Detiveram-se por muito tempo, falando ousadamente acerca do Senhor, o qual dava testemunho à palavra da sua graça, permitindo que por suas mãos se fizessem sinais e prodígios".


Romanos 15.19: "Pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus; de maneira que desde Jerusalém, e arredores, até ao Ilírico, tenho pregado o evangelho de Jesus Cristo".


 I Coríntios 14.12: "Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles para a edificação da igreja".
Já os milagres operados pelo diabo, através de videntes, astrólogos, sensitivos e outros que alegam possuir poderes extra-sensoriais, têm características inteiramente diferentes, pois os tais são os falsos profetas e os falsos cristos, os quais o próprio Cristo denunciou em Mateus 24.5-11, todos eles agregados ao movimento Nova Era. Já no Egito, houve os seus antecessores:
 Êxodo 7.10-12: "Porque cada um lançou sua vara, e tornaram-se em serpentes; mas a vara de Aarão tragou as varas deles".
 Êxodo 8.7: "Então os magos fizeram o mesmo com seus encantamentos; e fizeram subir rãs sobre a terra do Egito".

E se as previsões vierem a se cumprir?


Deus terminantemente não quer que os sigamos. Existe o caso de Sana-Khan, astrólogo e quiromante armênio, que vaticinou, examinando a mão de Jânio Quadros em 1936, que ele seria eleito vereador, prefeito, governador de São Paulo e presidente da República. Mas, Sana-Khan errou no vaticínio de sua própria morte, marcada para 30 de dezembro de 1970, pois morreu em 1979 (VEJA, 29/01/1986, pág. 31). E a Bíblia o que diz?
Deuteronômio 13.3: "Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos porquanto o Senhor vosso Deus vos prova, para saber se amais o Senhor vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma". Infelizmente, tudo o que se relaciona com os sistemas de adivinhação está obtendo um grande sucesso. As novelas despejam sobre o povo um concentrado sincrético de tarô, astrologia, búzios, pirâmides, oráculos gregos, curas psíquicas e regressão de vidas passadas, que torna real o provérbio que se diz do povo brasileiro: "É um povo obcecado pelo sobrenatural". Os jornais noticiam que a febre pelo ocultismo invadiu de tal forma a nossa geração, que já se lê nos adesivos dos carros "Eu creio em duendes". São milhares de adesivos vendidos só em São Paulo. Cumpre-se a Bíblia, na advertência de Paulo, em I Timóteo 4.1: "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos enganadores e a doutrinas de demônios".
Quando os efésios se converteram pela pregação do evangelho de Jesus Cristo por meio de Paulo, o que se lê é que "também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, achavam que montava a cinqüenta mil peças de prata. Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia" (Atos 19.19-20). Que anunciemos o evangelho de Cristo, que é o poder de Deus para a salvação (Romanos 1.16), de modo que as pessoas envolvidas com o ocultismo possam ser libertas ao se chegarem a Jesus Cristo, livres de todos os temores do mundo espiritual contra o qual precisamos lutar (Efésios 6.10-12).


Fonte:
Revista Defesa da Fé — Publicação do Instituto Cristão de Pesquisas (ICP) Ano 01 — Nº 01 — Julho/Setembro de 1996 (Páginas 24 a 27).

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