Cristãos Comprometidos com a Verdade

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Por C. J. Jacinto

O que mais compromete a vida espiritual de um cristão nos dias de hoje é a comodidade. Em um cenário de conforto excessivo, a ignorância facilmente se torna um estilo de vida. Nada é mais prejudicial do que um estado de letargia espiritual, onde a linha que separa a verdade do erro se torna indistinta. Isso aumenta a probabilidade de sermos enganados, especialmente porque o erro frequentemente se apresenta com uma falsa aparência: “Satanás se transfigura em anjo de luz, e seus ministros, em ministros de justiça” (2 Coríntios 11:14).

“Muitos cristãos hoje em dia ficariam encantados pela oferta, caso passassem pelo teste da tentação, onde Satanás apresenta as glórias dos reinos mundanos em troca de adoração. Quando não sabemos definir o que está por trás de uma oferta brilhante envolta em densa escuridão, caímos na armadilha sedutora do diabo”

Diante dessa realidade, o discernimento é essencial. A profundidade da percepção deve dominar nossa formação espiritual, pois o ser humano tende a se encantar pelas aparências. Essa é uma das principais táticas do diabo: seduzir através do que é visualmente atraente. Eva foi enganada pela aparência do fruto proibido, que lhe pareceu belo e inofensivo. Da mesma forma, na tentação de Jesus, Satanás mostrou os reinos do mundo e a glória deles para tentar seduzi-lo a prostrar-se diante dele (Mateus 4:8). Essas experiências ilustram que a batalha espiritual é pessoal, íntima e devastadora se não forem vencidas com a ajuda do Senhor e da Sua Palavra inspirada.

 

Um Cristianismo Sólido e Sem Ambiguidade

Não podemos viver o cristianismo de forma superficial ou ambígua. A fé cristã exige clareza e firmeza. O Novo Testamento é claro ao mostrar que a batalha espiritual é real, e o cristão precisa estar preparado para enfrentá-la. Conhecimento exato das doutrinas é fundamental para não ser levado pelo erro. Devemos nos posicionar a favor de valores absolutos e inegociáveis, que são pilares indispensáveis para nossa fé.

Quando o modernismo ameaçou os cristãos com sua incredulidade revisionista e anticristã, homens piedosos se levantaram para defender os fundamentos da fé. De forma semelhante, quando o engano tenta se disfarçar em ambigüidades e aparências falsas, precisamos desenvolver uma mentalidade bíblica e zelar pelas doutrinas centrais do cristianismo. Essas doutrinas são a nossa salvaguarda contra os perigos dos tempos finais. A Bíblia deve ser nossa bússola, guiando-nos em meio ao mar tempestuoso da apostasia.

A Tática do Engano

O diabo corrompe o entendimento humano para nos desviar da verdade. Em 2 Coríntios 11:3, Paulo adverte sobre Satanás corrompendo os sentidos das pessoas, levando-as ao engano através de falsas aparências. Primeiro, ele distorce a percepção; depois, utiliza ilusões para enganar. Essa estratégia é poderosa, mas nós temos um antídoto: a sã doutrina.

A sã doutrina é mais do que um conjunto de ensinos; é uma luz que ilumina nosso coração, nos capacita a discernir entre verdade e engano, e protege nosso entendimento das corrupções do inimigo. Em Tito 2:1, Paulo exorta: “Ensina o que está de acordo com a sã doutrina”. Esse ensinamento não apenas fortalece a fé, mas também promove crescimento espiritual e maturidade.

Nos últimos dias satanás usará sinais que enganarão quem não tem uma percepção espiritual profunda e que não pode perceber a essência verdadeira por trás de uma aparência falsa (Veja Apocalipse 19:20) além disso, há uma séria advertência quanto a ação do diabo, se lá no Jardim em Genesis 3 ele enganou uma pessoa: Eva “A serpente me enganou” (Genesis 3:13) nos dias finais lemos: “E sairá para enganar as nações dos quatro cantos da terra” (Apocalipse 20:8)

Conclusão

Cristãos comprometidos com a verdade devem cultivar uma fé enraizada nas Escrituras, defendendo a sã doutrina e rejeitando as seduções das aparências enganosas. Precisamos ser vigilantes, cultivando o discernimento e permitindo que a Palavra de Deus ilumine nossos caminhos. Que nossa fé seja robusta, nossa doutrina firme e nosso compromisso com a verdade inabalável, para que possamos resistir ao engano e glorificar a Deus em todas as áreas da nossa vida.

Como está sua bússola espiritual hoje? Que a Palavra seja sempre sua guia!

 

 

OS LUGARES ALTOS QUE IRRITAM A DEUS

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Os lugares altos que irritam a Deus

 (Ezequiel 20:28,29).

 

Um lugar alto na Bíblia é um lugar de adoração, geralmente pagão, mas esses lugares também eram usados pelos judeus para servir a Jeová, o que desagradava muito a Deus, pois Ele já havia estabelecido um lugar para o povo servi-Lo: “Guarda-te que não ofereças os teus holocaustos em qualquer lugar que vires; mas no lugar que o SENHOR escolher, numa das tuas tribos, ali oferecerás os teus holocaustos, e ali farás tudo o que eu te ordenar” (Deuteronômio 12:13,14). Assim, um lugar alto representa a escolha do homem, em oposição ao lugar escolhido por Deus para servir. O lugar alto é um lugar de desígnio e propósito humano e é contrastado com a casa de Deus, que é um lugar de desígnio e propósito Divino. Este mesmo contraste verifica-se hoje em dia. O mundo está cheio de lugares altos em todos os lugares e eles são contrastados com a Casa de Deus, que é a igreja do Novo Testamento: “Para que, se eu tardar, saibas como te deves portar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (1 Timóteo 3:15).  Esses lugares altos minam o testemunho e o propósito de Deus, pois o Senhor não pode representar-Se adequadamente ao mundo nas vidas e no serviço daqueles que O servem, e é por isso que Ele odeia intensamente todo lugar que se ergue para representar Seu Nome sem obediência aos princípios claros da eclesiologia de Cristo. Suplantar ou imitar a Sua casa não é algo que Deus possa aceitar, por mais bem intencionado que seja o objetivo do indivíduo ou da instituição. Fazer as coisas como Deus ordena para Lhe ser agradável é o privilégio que cada ser humano tem nesta terra. Desobedecer ao desígnio de Cristo para a Sua igreja é roubar a Deus a Sua glória e impedir os Seus planos nesta terra.

O LUGAR ALTO HOJE EM DIA

 O lugar alto é aquele sistema de religião que desobedece aos princípios da igreja do Novo Testamento, e que representa idéias e objetivos humanos. É uma tentativa humana de se aproximar e servir a Deus, mas o fato é que Deus já instituiu um sistema de adoração, Ele já nos deu um padrão que nos ensina como devemos servi-lo, e o encontramos no Novo Testamento. Se nos conformarmos ao padrão bíblico, seremos uma de Suas igrejas, mas se princípios eclesiológicos claros do Novo Testamento forem desobedecidos, então estaremos na presença de um lugar alto. O propósito da igreja é evangelístico por natureza, mas quando as “igrejas” começam a se envolver em obras de caridade e atividades educacionais, e qualquer outro tipo de trabalho que seja estranho ao propósito para o qual Cristo construiu a igreja, então destruímos a genialidade do projeto de Cristo e estragamos o propósito de Deus de se santificar, através dos cristãos, à vista das nações: “...e eu serei santificado em vós à vista das nações” (Ezequiel 20:40,41). A finalidade da igreja é representar o Nome do Senhor nesta terra, e a questão é que Deus quer representá-Lo à Sua maneira, não à nossa, porque Ele sabe que esta é a mais eficaz para o evangelismo mundial. Portanto, desobedecer, ignorar ou desprezar este magnífico desígnio é uma espécie de suicídio eclesiológico que resulta na proliferação de lugares altos que irritam o Senhor, e que roubam a Deus a glória e ao homem a possibilidade de servir na Sua casa e representar o Seu glorioso Nome nesta terra. O desagrado do Senhor em relação a estes lugares altos é tão intenso que os compara a uma mulher adúltera, nem sequer a uma prostituta, pois esta fá-lo por dinheiro, mas a mulher adúltera trai o seu marido e rompe a aliança matrimonial: “...Edificando os vossos lugares altos em todas as cabeceiras dos caminhos, e fazendo os vossos altares em todas as ruas! E não foste como a prostituta, que desprezava o salário, mas como a mulher adúltera, que recebe os estranhos em lugar de seu marido” (Ezequiel 16:31,32). O verdadeiro crente, renascido pelo Espírito de Deus, deve entregar-se à tarefa de identificar a casa de Deus, e em obediência e como manifestação de amor e gratidão ao seu Salvador deve servir ali, deixando para trás o serviço fútil no lugar alto e orientar-se para servir na Casa de Deus para a glória eterna de Cristo o Senhor e para a evangelização eficaz e bíblica do mundo. “... e olharam para todo o monte alto e para toda a árvore verdejante, e ali sacrificaram os seus sacrifícios, e ali apresentaram ofertas que me afligiam, e ali puseram o seu incenso agradável, e ali derramaram as suas libações. E eu lhes disse: 'Que lugar alto é este para onde ides? E o seu nome se chama Bama até ao dia de hoje'” (Ezequiel 20:28,29).

Héctor Hernández Osses

 

Extraido da Revista La Verdad – Edição Numero 20

 

 

 

 

OS TENTÁCULOS DA BESTA

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OS TENTÁCULOS DA BESTA


 


A Ameaça do Desconstrucionismo

 

C. J. Jacinto

 

Um movimento emergente surgiu nas últimas décadas e vem ganhando terreno desproporcional: trata-se do movimento de desconstrução da fé cristã. Creio que seu impulso inicial se deu através do movimento Nova Era, a partir da década de 1980, mas que só vai ganhar uma força colossal nos últimos anos. A desconstrução da fé cristã não ocorre somente fora da cristandade. Embora o mundo e a cultura inserida nele sejam antagônicos à fé cristã, a desconstrução ocorre dentro da cristandade. Talvez seja a mais nociva e a etapa final no processo de surgimento da “era do anticristo”.

O mundo jaz no maligno. Cristo já tinha advertido seus seguidores acerca do ódio que o mundo nutre pelo nosso Senhor e Salvador. Durante muitos séculos, de certa forma, a cultura judaico-cristã moldou o mundo ocidental. Agora, esses pilares estão sendo corroídos, com a participação ou permissividade dos cristãos. Essa é uma questão delicada. Falsos cristãos estão “martelando” sobre os fundamentos da fé cristã, e outros, em estado de sonolência, apenas ignoram, senão, pior, favorecem essa desconstrução.

“A maior parte dos cristãos atuais não possui discernimento suficiente para perceberem a guerra cultural cujo propósito é destruir os valores cristãos tradicionais e opor-se tenazmente contra as doutrinas cristãs fundamentais da fé cristã.”

As origens desse movimento anticristão de desconstrução, como já citei, começaram com o movimento Nova Era. Através dele, a tese e a antítese foram conciliadas, as generalizações foram estabelecidas, e uma nova espécie de ecumenismo foi desenvolvida, para criar uma utopia alternativa sob as bases de um holismo sincrético e religioso, forçando a redução da verdade a níveis pessoais e negando o conceito de “absolutos”. Em seguida, outros movimentos que ganharam força com isso — o feminismo, o pós-modernismo, a teoria crítica das raças e modalidades pragmáticas de revisionismo — tornaram-se tentáculos furiosos atacando o cristianismo histórico. Essa é a mais devastadora corrente de apostasia escatológica que se insere no meio de todos os segmentos da sociedade. Através dessas parafernálias ideológicas, faz-se um ataque crítico, desproporcional e desonesto contra a fé cristã bíblica.

“O desconstrucionismo tenta apresentar uma imagem subjetiva de Deus, afastando-se das narrativas bíblicas tradicionais de um Deus Santo, justo, Salvador e Juiz, apresentando uma nova divindade que é complacente com o pecado e cúmplice dos pecadores.”

A Atuação do Espírito do Anticristo


Como percebemos a atuação acentuada do espírito do anticristo em nossos dias? Através da negação. Satanás, a antiga serpente, negou o imperativo divino no jardim, e sua postura sempre foi à negação, a desconstrução da verdade. Deus disse: “Certamente morrerás” (Gênesis 2:17). A serpente satânica negou e desconstruiu uma verdade: “Certamente não morrerás” (Gênesis 3:4). Esse princípio de desconstrução pela negação continua até o fim dos tempos (1 João 2:22).

Hoje temos o advérbio que é a expressão da negação, o “não” em toda parte contra a Palavra de Deus e contra as doutrinas do cristianismo bíblico: “Não existe inferno.” “A Bíblia não é a Palavra inspirada de Deus.” “Não existem absolutos.” “Não há gêneros definidos, mas neutros.” “Jesus não é o único caminho.” “Não preciso me congregar para viver a fé cristã.” A aplicação do advérbio de negação é infinita. Essa é a tendência de hoje. Não precisamos mais da doutrina da separação. O relativismo se alastra por todos os lados. A desconstrução é devastadora. Embora pouco sentida, infecta toda uma geração de cristãos e seus líderes descomprometidos com absolutos morais e doutrinários. Satanás não engana se apresentando como um dragão que cospe fogo, mas como um anjo de luz que se transfigura, e quase sempre, quando faz isso, sua mensagem é suave, e ele sempre tem a oferecer um “não” contra a Palavra de Deus, contra o Pai, o Filho e o Espírito Santo, contra a igreja dos redimidos, contra os mandamentos e contra os valores espirituais e os ensinamentos preciosos das Escrituras.

Nisso consta que a iniquidade é sempre uma perversão, uma anomalia dos princípios que ele estabeleceu, e vemos isso de forma aberrante no comportamento social hoje em dia. Cada vez mais a cristandade está “inclusiva”, não atuando como um sal para evitar a corrupção moral da sociedade, mas se adaptando ao sistema anticristão e aceitando as tendências anômalas produzidas pela desconstrução para garantir segurança e aprovação do mundo.

A Desconstrução Cristã e o Relativismo


A desconstrução do cristianismo é ideológica e decorrente da decadência moral dos nossos dias. Jornalistas e a mídia em geral se associam a essa militância contra a fé cristã. Todavia, esse não é o problema principal, pois a militância feita por cristãos progressistas e pós-modernos é o problema principal. Pior ainda é a indiferença e o medo dos líderes cristãos que, a fim de não comprometer a segurança pessoal e escolher a alternativa de uma religião mais pragmática, recuam e permanecem quietos para não comprometer a reputação e o status.

Já é terrível a condição de líderes cristãos que não denunciam e combatem todas as formas de pecados que a Bíblia condena de forma explícita, para que pecadores extrovertidos se sintam mais à vontade diante da plataforma religiosa erguida para esse fim. Exemplos disso são militantes progressistas e da igreja emergente, como Rob Bell e Rachel Held Evans.

Os novos oponentes da fé cristã bíblica fazem jogo de palavras, inventam, chamam os cristãos que discordam de ideologia de gênero e homossexualismo, por exemplo, de extremistas, e quando alguém faz uma apologia contra essas formas de pecado, chamam de discurso de ódio.

Os desconstrucionistas invadiram a mídia. Eles agora usam chavões e pronunciam em alta voz de protesto o velho advérbio satânico de negação: “Não queremos nos separar do mundo.” “Não queremos nos congregar.” “Não queremos fanatismo.” “Não queremos santa ceia.” “Não queremos um sistema eclesiástico.” “Não queremos uma tradução antiquada das Escrituras.” “Não queremos pregações de arrependimento, pois não queremos nos arrepender de nada.” “Não queremos sermões radicais que abordam a essência do Novo Testamento.” “Não queremos contrastes; queremos adaptações.” “Queremos um evangelho diluído, frouxo, sustentado pela vontade humana e não por quaisquer imperativos divinos.” Estamos vivendo dias difíceis!

 

 

 

A Santíssima Trindade (Contra a Heresia Antitrinitariana)

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Por Kim riddlebarger

 

 

É comum ouvir pessoas alegando que cristãos, judeus e muçulmanos adoram o mesmo Deus. Não é verdade. Ao contrário daqueles que adoram Alá, ou daqueles judeus que afirmam adorar o Deus de Abraão, os cristãos adoram o Deus verdadeiro e vivo, que se revela em três pessoas como Pai, Filho e Espírito Santo.

Foi dito que a Santíssima Trindade é a doutrina mais distintiva do cristianismo. Embora em muitos aspectos a doutrina da Trindade esteja além da nossa compreensão, acreditamos nessa doutrina porque é assim que Deus se revela a nós em sua palavra, como Pai, Filho e Espírito Santo, que são o único Deus verdadeiro.

A doutrina da Trindade é um tópico difícil de discutir, porque ela estica os limites da linguagem e da lógica humanas. Apesar das dificuldades que essa doutrina nos apresenta, devemos crer e confessar que Deus é trino, porque é assim que Deus se revela a nós em sua palavra.

As três pessoas da Divindade são reveladas como iguais em divindade, glória e majestade. Cada uma das três pessoas é expressamente chamada de “Deus” no Novo Testamento. E a cada uma delas são atribuídos os mesmos atributos divinos (isto é, simplicidade, asseidade, imutabilidade), bem como a mesma glória e majestade que são atribuídas às outras pessoas da Trindade.

As Escrituras revelam que há apenas um Deus. Em Deuteronômio 6:4 , Moisés declara: “Ouve, ó Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor.” Em Isaías 44:6 , lemos: “Eu sou o primeiro e eu sou o último; além de mim não há deus.” Essa mesma afirmação é encontrada em todo o Novo Testamento, embora aprendamos sobre três pessoas distintas na Divindade, Pai, Filho e Espírito Santo. Em 1 Coríntios 8:4-6 , Paulo escreve: “não há Deus senão um só. Pois, embora possa haver os chamados deuses no céu ou na terra — como de fato há muitos `deuses' e muitos `senhores' —, contudo, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por meio de quem são todas as coisas e por meio de quem existimos.” Em outro lugar, Tiago escreve: “você crê que Deus é um; você faz bem. Até os demônios crêem — e estremecem!” ( Tiago 2:19 ). As Escrituras são claras como cristal: há apenas um Deus.

No entanto, a Bíblia ensina claramente que, embora haja um Deus, ele é revelado em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo. As três pessoas da Divindade são mencionadas juntas em todo o Novo Testamento. Quando Jesus é batizado por João Batista, o Pai declara: “este é meu Filho amado, em quem me comprazo”, assim como o Espírito de Deus desceu sobre Jesus como uma pomba ( Mateus 3:16-17 ). Em Mateus 28:19 , Jesus ordena a seus discípulos que “ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. A missão da igreja é ir ao mundo e fazer discípulos batizando-os em nome (singular) de três pessoas da Divindade (Pai, ​​Filho e Espírito Santo).

Em sua bênção em sua segunda carta aos Coríntios, Paulo abençoa seus leitores em nome do Deus Trino ( 2 Coríntios 13:14 ). “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês.” Em João 14:26 , Jesus informa aos discípulos que “o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas as coisas.” Como Deus em carne humana (cf. João 1:14 ), Jesus menciona tanto o Espírito Santo quanto o Pai como iguais.

Outra linha de evidência para a Trindade na Bíblia é que os mesmos atributos divinos, glória e majestade são atribuídos a cada uma das três pessoas da Divindade. As Escrituras ensinam que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são eternos. De acordo com Isaías, Deus diz: "Eu sou o primeiro e o último" ( Isaías 44:6 ) e Paulo acrescenta que Deus é "eterno" ( Romanos 16:26 ), ou seja, sem começo ou fim. João registra o Filho dizendo: "Eu sou o primeiro e o último" ( Apocalipse 22:13 ) e Miquéias observa que sua "vinda e ida são desde a eternidade" ( Miquéias 5:2 ). Em Hebreus, lemos sobre o Espírito Santo como "o Espírito eterno" ( Hebreus 9:14 ). Pai, Filho e Espírito Santo são eternos, sem começo ou fim.

As Escrituras também falam do fato de que o Pai, o Filho e o Espírito Santo criaram todas as coisas. Paulo afirma: “Deus que criou todas as coisas” ( Efésios 3:9 ), enquanto o salmista declara: “Saibam que o Senhor é Deus! Foi ele quem nos fez, e nós somos dele” (Salmo 100 ). No entanto, no evangelho de João, lemos sobre o Filho: “todas as coisas foram feitas por meio de [Jesus], e sem ele nada do que foi feito se fez” ( João 1:3 ). Em Colossenses 1:15-17 , Paulo escreve que Jesus “é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e nele todas as coisas subsistem.” Em Jó, lemos sobre o Espírito Santo, pois “o Espírito do SENHOR me fez.” Em Gênesis 1:1 lemos que na criação “o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas”. Diz-se que o Pai, o Filho e o Espírito Santo criaram todas as coisas.

O que podemos dizer do Pai, podemos dizer do Filho e do Espírito Santo. Sempre achei essa definição de Charles Hodge sucinta e útil.

“O Pai diz Eu; o Filho diz Eu; e o Espírito diz Eu. O Pai diz Tu ao Filho, e o Filho diz Tu ao Pai; e da mesma maneira o Pai e o Filho usam os pronomes Ele e Ele em referência ao Espírito. O Pai ama o Filho; o Filho ama o Pai; o Espírito testifica do Filho. O Pai, o Filho e o Espírito são separadamente sujeito e objeto. Eles agem e são agidos, ou são objetos de ação. Nada é adicionado a esses fatos quando se diz que o Pai, o Filho e o Espírito são pessoas distintas; pois uma pessoa é um sujeito inteligente que pode dizer Eu, que pode ser endereçado como Tu, e que pode agir e ser o objeto de ação. A soma dos fatos acima é expressa na proposição: O único Ser divino subsiste em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo. Esta proposição não acrescenta nada aos fatos em si; pois os fatos são (1.) Que há um Ser divino. (2) O Pai, o Filho e o Espírito são divinos. (3.) O Pai, o Filho e o Espírito são, no sentido que acabamos de declarar, pessoas distintas. (4.) Sendo os atributos inseparáveis ​​da substância, as Escrituras, ao dizer que o Pai, o Filho e o Espírito possuem os mesmos atributos, dizem que são um em substância; e, se são iguais em substância, são iguais em poder e glória.”

Como vemos neste breve resumo da evidência bíblica, devemos afirmar que há um Deus que existe em três pessoas distintas – Pai, Filho e Espírito Santo, que são iguais em glória, majestade e poder. É assim que Deus se revela em sua palavra.

Fonte:

https://www.kimriddlebarger.com/the-riddleblog/the-basics-the-holy-trinity