Livreto Gratis: As Dimensões do Reino de Deus
Meu novo livreto, o conteudo foi um sermão pregado na IECP-Garopaba no inicio de janeiro de 2020, confira o conteudo e seja impactado com uma mensagem de grande revelancia na pratica da vida cristã. o link para download é: http://www.mediafire.com/file/9o8yoyvk313pbu5/As_dimens%25C3%25B5es_do_Reino-definitvo.pdf/file
Livreto Grátis: Discernimento e Apostasia
Novo livreto, uma baordagem sobre a importancia do discernimento para os ultimos dias. Uma obra de inestimavel valor
download em:
http://www.mediafire.com/file/de57envk1ydeyza/DISCERNIMENTO_APOSTASIA.pdf/file
download em:
http://www.mediafire.com/file/de57envk1ydeyza/DISCERNIMENTO_APOSTASIA.pdf/file
CAIM E CRISTANDADE PÓS-MODERNA
Em Genesis 4 lemos a
historia de Caim e Abel. Aqui temos uma descrição clássica de dois homens
dentro do âmbito espiritual e religioso, ambos tinham altares e uma crença monoteísta,
ambos tinham crenças estabelecidas e uma proximidade de convicções, a diferença
não estava no altar, mas na oferta que colocaram sobre o altar. Abel era espiritual Caim não. Dentro dos
padrões bíblicos e na dinâmica espiritual genuína, Abel tinha uma percepção correta
da forma como deveria ser apresentado o sacrifício, e também estava debaixo da
graça do martírio. A breve historia de
Abel, nos remete contra o êxito humanista, j00á que do ponto de vista
terreno e materialista, a perda da vida foi um prejuízo incalculável, seu sacrifício
verdadeiro selou a própria vida como o primeiro mártir da fé, Caim foi exilado,
viveu muitos anos, teve grande êxito material, dois caminhos opostos que
derrubam todo o conceito moderno do significado de uma vida abençoada. Porque nos
padrões emergentes da igreja pós-moderna, Caim recebeu muito mais benefícios terrenos
do que Abel, e então, ele seria mais abençoado e mais bem aventurado, porque
foi conquistador, fundador de uma civilização, manteve o status que o mundo
exige para uma pessoa ser feliz e alcançar completitude existencial, enquanto
que Caim prosperava na terra, o corpo de Abel inaugurava o primeiro cemitério e
jazia numa sepultura. Você consegue perceber isso? A fidelidade nem sempre é o
caminho da felicidade e do êxito terreno, o prefacio da vida piedosa de Abel, o
sangue dele 00é um aviso, uma advertência de que a via sacra da fidelidade ao
evangelho não é um caminho confortável cheio de vantagens terrenas. Nisso
consiste o exercício do discernimento, que as coisas devem ser vistas tal como
a Bíblia apresenta, e de certa forma, esse é um caminho milenar, pois neles
caminharam todos os santos do Antigo e do Novo Testamento, e a historia da
igreja está repleta de homens fieis que foram conduzidos pelo caminho de Abel.
Porém vale lembrar que uma multidão incontável de religiosos traça o perfil de
Caim como um modelo de êxito espiritual, de certa forma o fazem do jeito mais
oculto possível, mas essa é uma realidade, se trazermos a hist00ória para a experiência
moderna, que testemunho poderia ser arrancado de Abel, se ele não recebeu um “livramento”
tendo em vista que muitos apóstatas olham para a morte como o monstro a ser
evitado e não como uma via de descanso no Senhor, é inegável o fato de que a
igreja moderna daria bons aplausos ao êxito de Caim, ele teria sinais evidentes
de ser um homem “abençoado”, pois alcançou grande êxito, seu “dizimo” seria
muito atrativo, sua vida de progresso terreno seria um bom atrativo, um modelo
de vida de sucesso. Mas mesmo apresentado todos os sinais consideráveis de um
homem abençoado aos moldes de certas teologias modernas, a verdade é que Caim
era do maligno (I João 312)
CLAVIO J. JACINTO
DISCERNINDO OS TEMPOS
“Portanto vede
prudentemente como andais, não como néscios mas como sábios, remindo o tempo,
porquanto os dias são maus” (Efesios 5:16) Em tempos difíceis, é necessário que
se faça bom uso de nossas faculdades espirituais. A chamada a prudência é uma
santa convocação ao ato sagrado de discernir o tempo, viver o evangelho é viver
sob a luz da sabedoria divina, o homem de Deus deve tomar os devidos cuidados
nesse final de tempos, pois os dias são confusos. As Escrituras nos falam sobre
a condição espiritual de pessoas sem capacidade de discernir entre a mão
esquerda e direita (Jonas 4:11) mas o homem regenerado deve ter a capacidade de
discernir entre o santo e profano, entre o puro e o impuro (Ezequiel 44:23). Se
o dileto leitor, como um cristão sensato, acredita que estamos vivendo no fim
dos tempos, precisa também estar atento aos alertas que envolvem esses dias. é
praticamente impossível do ponto de vista do Novo Testamento, crer numa
escatologia divorciada do fato de que eles serão caracterizados por um
aparecimento universal de falsos profetas, apostasia e doutrina de demônios.
Muitas vezes a ênfase é dada sobre os conflitos de ordem cósmica, a decadência moral
do mundo secular, porém esse critério é diminuído ou praticamente extinto,
quando se olha para dentro da cristandade. De qualquer forma, é difícil falar
sobre isso, sem, contudo, não acusar a liderança pelo silencio e menos ainda as
livrarias cristãs por disseminarem e financiarem os falsos profetas. É óbvio
que as Escrituras nos capacitam com grande eficácia a discernir as coisas mais
profundas e até aquelas que parecem ser invisíveis em condições normais (Hebreus
4:12) mas uma vez que os tempos finais apontam para o surgimento de falsos
profetas, então parte de nosso tempo deveria ser para desenvolver o uso
continuo dos cuidados necessários para detectá-los e denunciá-los. Suas
heresias deveriam ser denunciadas e combatidas, nossa posição deveria ser firme
e constante contra tudo o que se opõe a Cristo e seus ensinos.
Sabemos que só o homem
espiritual pode discernir as coisas como de fato elas são (I Coríntios 2:15)
enquanto que o homem ímpio detém a verdade em injustiça (Romanos 1:18) a linha
divisória de um remanescente e um apostata está na questão da fidelidade, enquanto
que o remanescente está disposto a sofrer a solidão e a discriminação em tempos
de apostasia, o apostata é relativo com relação verdade, está convicto que um
pluralismo ecumênico deve prevalecer e que o amor é mais importante do que a
doutrina. A ênfase, portanto recai na cruz como um caso de amor de uma
divindade apaixonada por pecadores ao invés de revelar a gravidade maldita da
natureza do pecado. O homem espiritual sabe discernir esses fatores que
determinam onde permanece a realidade das coisas espirituais e onde prevalece a
ilusão e o engano religioso. Todo o apostata diminui a ênfase da cruz e a importância
da gravidade da resposta divina contra o pecado humano reduz a importância da
redenção pelo sangue de Cristo, diminui o valor da obra consumada e perfeita de
Cristo e aumenta o valor dos méritos pessoais com relação a justificação da própria
alma. Discernimento é enxergar a divisão entre a verdade e a mentira, assim
como o Senhor estabelece as normas de distinção desde o começo (Genesis 1:5) O
homem regenerado estará apto a manter a distinção entre fatos espirituais e
ficção religiosa.
Em Genesis 4 lemos a
historia de Caim e Abel. Aqui temos uma descrição clássica de dois homens
dentro do âmbito espiritual e religioso, ambos tinham altares e uma crença monoteísta,
ambos tinham crenças estabelecidas e uma proximidade de convicções, a diferença
não estava no altar, mas na oferta que colocaram sobre o altar. Abel era espiritual Caim não. Dentro dos
padrões bíblicos e na dinâmica espiritual genuína, Abel tinha uma percepção correta
da forma como deveria ser apresentado o sacrifício, e também estava debaixo da
graça do martírio. A breve historia de
Abel, nos remete contra o êxito humanista, j00á que do ponto de vista
terreno e materialista, a perda da vida foi um prejuízo incalculável, seu sacrifício
verdadeiro selou a própria vida como o primeiro mártir da fé, Caim foi exilado,
viveu muitos anos, teve grande êxito material, dois caminhos opostos que
derrubam todo o conceito moderno do significado de uma vida abençoada. Porque nos
padrões emergentes da igreja pós-moderna, Caim recebeu muito mais benefícios terrenos
do que Abel, e então, ele seria mais abençoado e mais bem aventurado, porque
foi conquistador, fundador de uma civilização, manteve o status que o mundo
exige para uma pessoa ser feliz e alcançar completitude existencial, enquanto
que Caim prosperava na terra, o corpo de Abel inaugurava o primeiro cemitério e
jazia numa sepultura. Você consegue perceber isso? A fidelidade nem sempre é o
caminho da felicidade e do êxito terreno, o prefacio da vida piedosa de Abel, o
sangue dele 00é um aviso, uma advertência de que a via sacra da fidelidade ao
evangelho não é um caminho confortável cheio de vantagens terrenas. Nisso
consiste o exercício do discernimento, que as coisas devem ser vistas tal como
a Bíblia apresenta, e de certa forma, esse é um caminho milenar, pois neles
caminharam todos os santos do Antigo e do Novo Testamento, e a historia da
igreja está repleta de homens fieis que foram conduzidos pelo caminho de Abel.
Porém vale lembrar que uma multidão incontável de religiosos traça o perfil de
Caim como um modelo de êxito espiritual, de certa forma o fazem do jeito mais
oculto possível, mas essa é uma realidade, se trazermos a hist00ória para a experiência
moderna, que testemunho poderia ser arrancado de Abel, se ele não recebeu um “livramento”
tendo em vista que muitos apóstatas olham para a morte como o monstro a ser
evitado e não como uma via de descanso no Senhor, é inegável o fato de que a
igreja moderna daria bons aplausos ao êxito de Caim, ele teria sinais evidentes
de ser um homem “abençoado”, pois alcançou grande êxito, seu “dizimo” seria
muito atrativo, sua vida de progresso terreno seria um bom atrativo, um modelo
de vida de sucesso. Mas mesmo apresentado todos os sinais consideráveis de um
homem abençoado aos moldes de certas teologias modernas, a verdade é que Caim
era do maligno (I João 3:12)
CLAVIO J. JACINTO
Postado por
Clavio J. Jacinto
Marcadores:
Antinomianismo,
Apologética,
Apostasia,
Cosmovisão,
Discernimento
AS DIMENSÕES DO REINO DE DEUS
Na oração do
Pai nosso, o Mestre e Senhor Jesus Cristo ensinou os discípulos a pedirem pela
vinda do reino de Deus “Venha o teu reino, seja feota a tua vontade assim na
terra como no céu”(Mateus 6:10 veja também Lucas 11:2) dessa petição,
entendemos que há um reino, e para que haja um, de fato precisamos aceitar pela
lógica, que antes, deve haver um rei, um domínio geográfico e servos. Essa é a
base pelo qual um reino de exterioriza no universo. Acredito que a consumação geral e a
implantação total do Reino só ocorrerá, na sua dimensão total, novos céus e
nova terra, ou seja, no estado eterno, esse ápice, essa consumação universal só
pode ocorrer quando enfim tudo estiver debaixo da plenitude dessa promessa: “De
tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos
tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” (Efesios 1:10)
é claro que isso não ocorre, na forma como deve ser, é verdade que há um trono,
e que Deus está lá, é obvio que Cristo assentou-se a direita nas Alturas, mas a
rebelião humana e o sistema do mundo caído ainda tem algum domínio, embora esse
domínio seja limitado, ele existe, e vimos no contexto da oração do Pai nosso,
no capitulo quatro de Mateus, que Satanás ofereceu os reinos desse mundo para o
Senhor Jesus Cristo, então sabemos que as sombras dos poderes infernais ainda
se alojam no sistema universal, há
lugares assombrados pelo domínio do diabo, assim como há por evidencia
lógica escravos do pecado, antros de pecados e sistemas religiosos e políticos
a serviço do diabo aqui nessa era presente. Esse é um fato irrefutável, vários
setores do mundo atual estão sob controle demoníacos, seitas, ideologias
políticas, sistemas filosóficos anticristãos, a cultura secular etc. Todos
estão a serviço do império das trevas e muitos ainda estão debaixo do controle
do diabo. a conversão á Cristo é uma saída do reino das trevas “O qual nos
tirou da potestade das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu
amor”(Colossenses 1:13) Essa potestade das trevas não está vinculada ao reino
de Deus, mas é parte do domínio das trevas estabelecido no mundo desde a queda
de Adão, e terá uma derrocada completa, quando a justiça de Deus for
estabelecida, depois do julgamento final de todas as coisas. Isso é uma realidade
irreversível, o tempo está levando todas as criaturas para lá.
O SEGREDO DA
VERDADEIRA FELICIDADE
O Mestre e
Senhor Jesus ensinou que o homem espiritual tem uma busca peculiar, todos os
homens possuem uma força de vontade que o empurra para as buscas na vida, uns
correm atrás de fama, outros de sucesso, ainda outros correm atrás de riquezas
e bens materiais, outros tentam satisfazer suas concupiscências e ainda outros
buscam sentido para a vida nos prazeres desse mundo. Mas o homem espiritual tem
só uma direção a percorrer e nessa direção ele encontra a felicidade genuina.
Jesus ensinou a buscar o reino de Deus e a sua justiça (Mateus 6:33) note que é
uma busca ardorosa e há um acréscimo: a justiça do Reino. Isso significa que o
Reino de Deus se alcança aqui nessa vida, ainda que de forma parcial, mas há
uma busca, pois também há uma constituição sagrada; a justiça do reino de
Deus. Veja que Paulo fala sobre essa
justiça “Porque o Reino de Deus não é comida, nem bebida, mas justiça e paz, e
alegria no Espírito Santo.” (Romanos 14:17). Se você realmente deseja ser
espiritual, o ápice dessa vida é cheia de alegria e cheia de sentido
existencial, trata-se da experiência de entrar no reino de Deus de forma
definitiva e ficar completamente submisso ao Rei dos reis e Senhor dos
senhores. (Apocalipse 19:16) Veja que na oração do Pai nosso, o contexto dentro
do versículo que implora pela vinda do reino é seguida por “seja feita a Tua
vontade assim n aterra como no céu”. Aqui está o segredo aberto no Evangelho, só
ágüem que entra pela porta que é Cristo para dentro da autoridade e domínio de
Deus é capaz de experimentar verdadeira felicidade ainda aqui nessa vida,
ninguém mais pode alcançar autentica alegria e plenitude de existência e um
verdadeiro sentido da vida fora desses parâmetros, todas as tentativas de se
alcançar a alegria existencial fora do reino de Deus e da sua justiça acabam em
uma trágica decepção, embora os prazeres do engano possam dar algumas alegrias
momentâneas, mas a justiça que procede a paz e alegria no (Ou seja: dentro) do
Espírito Santo que são elementos fundamentais que sustentam a verdadeira
felicidade, só experimentam que buscam o reino pela oração em sincera petição
“venha o teu Reino” e então entram dentro dele, porque reconhecem a soberania
de Deus, e prostrando diante do Senhor, consolidam essa entrada com “Seja feita
a Tua vontade assim na terra como no céu”. Não pense que há outro meio de
alcançar felicidade aqui nesse mundo, tudo o mais é mero engano, ilusão,
superstição. O homem vive debaixo do torpor do pecado tentando encontrar um
sentido para a sua existência, há caminhos que parecem direito ao homem, ele
desfruta de brevidades de uma falsa primavera espiritual, mas acaba imergindo
num inverno de terríveis decepções, a grande tragédia da vida sem Deus é que
ela anestesia a alma descuidada com prazeres mundanos e alegrias falsas até
chegar ao estagio de completa letargia, e quando o homem abre os olhos na
eternidade, apenas percebe como o rico “E no inferno erguendo os olhos estando
em tormentos...” (Lucas 16:23) Abraão responde ao miserável rico em tormentos:
“Filho lembra-se de que recebestes os teus bens em vida...”(Lucas 16:25)
aqueles bens eram a fonte de alegria do pobre rico! era uma mera ilusão
emocional, um truque psicológico do coração afetado pela doença do pecado, e
então a morte não apenas separou ele do
seu mundo ilusório, consumou vorazmente com todas as alegrias falsas,
produzidas por valores temporais e efêmeros, agora em tormentos, no inferno,
não restava senão o sofrimento e a tristeza e o terror eterno. Milhões de almas
seguem esse mesmo caminho, cheio de bens, que lhe proporcionam felicidades
superficiais, alegrias supérfluas, nevoas venenosas coloridas e aromatizadas
com um odor agradável de pecado, mas com uma essência mortífera escondida por
trás de uma aparência agradável. Qual é a tua busca pelos caminhos da vida?
Teus anseios é que o “Reino de Deus” venha sobre a tua vida e estejas submisso
á vontade de Deus? O homem espiritual não busca as ilusões do presente século,
mas a realidade das promessas vindouras.
Outro fato
interessante relacionado ao reino de Deus se encontra em João 18:36. Nessa
passagem, Jesus afirma pelo mneos três vezes que o reino Dele não é deste
mundo. Essa seqüência tripla é uma forma de propor algo de crucial importância;
o Reino de Deus não é deste mundo, é algo supranormal, é de origem celestial,
não terrena. Assim enquanto que na
tentação encontramos na oferta do diabo, os reinos desse mundo, em
contrapartida vimos que o Reino de Cristo não tem paralelo com os reinos do
mundo. Esse reino tem sua origem fora daqui, mas ele desce em meio ao caos e
assim como o Verbo sendo de origem celestial, se faz carne, e habita entre os
homens, o reino de Deus não é deste mundo, todavia ele pode descer e de fato
ocorre esta descida até esse mundo. É importante salientar isso, nossa
compreensão vai direção a vida prática como iremos observar mais adiante e que
isso traz conotações básicas e importantes para vida espiritual. A natureza
desse reino é elevada, encontra sua matriz no próprio trono de Deus, Cristo
está assentado a destra desse trono, ´00e de lá que o Senhor estabelece o seu
senhorio sobre todo o universo. Porém necessário se faz esclarecer que, de modo
algum, Cristo é rei sobre todas as coisas, ainda há reinos que pertencem ao
diabo, ainda há toda uma estrutura de coisas fora desse reino, embora nunca
fora do Senhorio controlador de todos os níveis existenciais do universo, nesse
caso, Deus tem controle de tudo, mas Cristo não reina sobre tudo de modo que
jamais pode ser dada a Ele a responsabilidade das causas falíveis e corruptas
que aderem a todos os sistemas mundanos, políticos e filosóficos que ainda
mantém controle de muitos segmentos desse mundo. Há nesse mundo organismos
funcionais que atuam sob o controle do deus desse século, e a mente do
incrédulo é um espaço desse domínio (Efésios 2:2) por isso ele é capaz de cegar
essas mentes e transformá-las em ferramentas para disseminar doutrinas de
demônios, idéias diabólicas etc. (I Timóteo 4:1). Ainda acerca da declaração de
Cristo de que seu reino não é deste mundo, mas de outro lugar, e é claro, que
este lugar não é outro além do céu, nesse caso encontramos o caminho da
compreensão de que existe pelo menos uma singularidade entre reino de Deus e
reino dos céus (O autor crê que os termos são intercambiáveis e significam a
mesma coisa). Como esse trabalho é curto, e não exaustivo, quero apenas delinear
a forma como esse reino se idealiza aqui nesse mundo e a forma como ele se
expande, tendo em vista que tudo segue pelo tempo, pois o tempo é a via pelo
qual Deus estabelece a ordem da consumação de todas as coisas (Efésios 1:10).
Desejo antes novamente ressaltar o fato de que estamos vivendo em um mundo
cheio de filosofias antagônicas ideologias utópicas fadadas ao fracasso, reinos
contra reinos, guerras e rumores de guerras, engano e antros de corrupção,
esses setores fragmentados em nossa sociedade atual não fazem parte do reino de
Deus, apenas revelam que os reinos desse mundo, que pertencem ao diabo, ainda
estão atuando em nossos dias, embora estejam debaixo do controle de Deus, e
nunca ultrapassam os limites que Deus permite.
Em Lucas
16:16 Jesus afirma que a lei e os profetas duraram até João, e que agora o
reino de Deus é anunciado e todo o homem emprega força para entrar nele. Note
nas palavras de Cristo que há estágios na economia divina, “duraram” significa
que chegaram ao fim, porém notamos que a pregação do Reino de Deus inicia-se, e
o homem emprega força para entrar nele. Então temos uma entrada acessível ao
reino, e na maioria das vezes, senão sempre, cada vez que um homem se converte,
há uma saída, um êxodo. O salvo, outrora pecador e perdido, pertencia a um
reino desse mundo, mas quando se arrepende e crê no evangelho entra pela porta
que conduz ao Reino, e essa porta é Cristo (João 10:9) somente aqueles que
recebem a Cristo e tornam-se filhos de Deus (João 1:12) podem de fato
experimentar essa entrada no Reino, pois recebendo o Espirito Santo, no batismo
nEle, pela conversão, recebem também o poder espiritual necessário para usar
dessa violência e entrar no Reino de Deus.
A entrada segue esse adendo; o poder espiritual, o caráter do reino
requer uma medida de violência, como na antiga aliança, o estabelecimento da
terra prometida seguiu uma serie de conflitos, na vida cristã também não é
diferente. Precisamos desse poder espiritual para entrar no Reino e ficar
debaixo da autoridade dos Céus, Cristo passa a ser realmente Senhor, e isso
deve ser compreendido da forma mais literal possível. Voltemos para o sermão da
montanha, notamos que Cristo afirma que os cidadãos do Reino são pobres de
espírito (Mateus 5:3) de alguma forma são fracos, são mendigos dependentes, mas
recebem uma força espiritual vinda do Espirito Santo, tal é fraco em si mesmo mas
que torna-se forte no Senhor. E também há outra característica distinta; o
cidadão do reino é marcado pela perseguição por causa da justiça (Mateus 5:10)
essa justiça é peculiar, não a justiça própria, mas a justiça do Reino de Deus
(Mateus 6:33) há certa violência contra o ego, o negar-se a si mesmo e tomar a
cruz e seguir a Cristo para dentro do reino, a mortificação da carne e a
oposição contra todos os valores inversos ao Reino de Deus, ou seja, estando
cercado em todos os lados pelos reinos desse mundo, o cidadão do Reino combate
o bom combate, e batalha pela fé (Judas 3) não se conforma com essa era
(Romanos 12:2) e precisa empregar força para transpor esses obstáculos e
estabelecer o coração dentro do Reino de Deus. Assim vimos que a porta do reino
está aberta desde João Batista, há um acesso para dentro dele através de Jesus
Cristo o Rei dos reis, deixamos todo o embaraço e o pecado que tão de perto nos
rodeia e corramos com paciência a vida espiritual do cidadão do Reino de Deus,
tal como descreve o Novo Testamento e mais particularmente o próprio Senhor
Jesus Cristo. Eu creio na visão escatológica do reino de Deus, ele terá sua
completa consumação no futuro,(Mateus 25:31) mas já está presente (Lucas 17:21)
Deus haure o tempo da eternidade e está trabalhando de forma processual, por
isso todas as coisas estão indo em direção a Efésios 1:10, de certa forma o
Reino de Deus já está presente desde o primeiro advento de Cristo, que veio na
plenitude dos tempos (Gálatas 4:4) e prossegue no desenvolvimento e expansão
até o fim da presente era. Se levarmos em conta a idéia judaica sobre o reino
na época de Jesus, e que ele sendo judeu, não corrigiu a visão do reino de seus
contemporâneos, sem duvida a visão escatológica é o resultado de uma
hermenêutica sadia e equilibrada.
Por onde
começa o reino? Acredito em três dimensões do Reino de Deus no mundo atualmente,
seria melhor falar em segmentos, mas vamos prosseguir nessa idéia das dimensões,
pois se encaixa melhor no meu estudo sobre esse assunto. A primeira dimensão é
a do coração. O redimido tem o seu coração consagrado a Deus, o coração do
salvo é território sagrado, é a primeira extensão do reino de Deus, porque
parte do homem interior essa disposição de amar, servir e entender as coisas
espirituais. Assim, o coração é o jardim, por onde o Novo Adão, Cristo,
restaura todas as coisas. O coração do homem redimido é o primeiro espaço
sagrado por onde Deus começa a reinar.
Ego crucificado e Cristo entronizado no coração. (Veja João 14:23)
Perceba que Paulo fala sobre a servidão a partir de dentro do homem interior
(Romanos 1:9) porque é esse o espaço sagrado por onde se inicia o domínio do
reino de Deus aqui nesse mundo: pelo coração do homem regenerado. A justiça do
reino de Deus primeiro se estabelece no intelecto depois se exterioriza em
nossas ações, é dessa perspectiva que entendo a realidade do Reino de deus em
nossos dias. No nosso coração, Deus em
Cristo estabelece seu governo de forma total, por isso é que a oração pela
vinda do Reino segue o “seja feita a tua vontade assim na terra como no céu” de
outra forma a expressão ficaria completamente sem sentido. Onde há um servo de
Deus, ali mesmo começa o Reino de Deus, e do nosso coração é a partida dessa
expressão de vida e poder e domínio celestial sobre tudo que podemos
influenciar a nossa volta. Mas esse primeiro segmento é o nosso coração, sem
ter esse primeiro espaço “geográfico” não pode existir em certa medida, uma
expansão do Reino de Deus. Assim, do domínio a partir de dentro de nós, o Reino
de Deus torna-se dinâmico e se exterioriza através de nossas ações, escolhas e
conversas. Tudo começa desde dentro de cada salvo, seus pensamentos são nutridos
pela Palavra de Deus, os sentimentos, o intelecto, a emoção, todo o mundo
interior. Certa vez li em um clássico da
literatura cristã ortodoxa que “em qualquer lugar onde vos encontrardes, podeis
erguer um altar á Deus pelo pensamento”. Se duvida essa idéia é um ideal que
denota um reforço para minhas palavras nesse estudo. Do nosso coração, servimos á Deus,
contemplamos, buscamos a sabedoria do alto, recebemos iluminação e aceitamos as
normas e as leis do Reino de Deus. No coração, adoramos em espírito e em
verdade, nosso intelecto é consagrado e colocado a serviço desse reino sagrado
e eterno.
Do lugar
consagrado ao estabelecimento desse santo Reino, o intelecto imporá sua
influencia a nossa volta, então considere que uma igreja, como organismo local,
a reunião de muitas almas redimidas, que de fato nasceram de novo, serão a
expressão imediatamente geográfica quando está reunida localmente. Eu não estou
me referindo ao sistema para-eclesiastico denominacional, mas ao grupo de
crentes em uma Eclésia local que se reúnem em nome do Senhor, adoram em
espírito e em verdade, possuem uma ordem teológica extremamente cristocentrica,
louvores sacros e exposição fiel das
Escrituras. Aqui temos uma dimensão mais ampla do reino de Deus, mesmo sem ser a totalidade do Reino, é uma expressão
maior do que o coração consagrado individualmente, pois trata-se de muitos
redimidos reunidos para expressar a justiça e os valores do Reino e acima de
tudo amar e servir ao Rei dos reis e Senhor dos Senhores. Assim, é correto crer
que os valores do reino de Deus a justiça do Reino de Deus e a mensagem do
Reino de Deus, estão sob a responsabilidade dessa igreja local. é mister que
tenhamos essa compreensão, arrependimento e Reino de Deus são assuntos
fundamentais de uma igreja bíblica. A expressão espiritual dessa igreja local e
seus membros é a pratica desses princípios de justiça de âmbito celestial,
porque a presença de Cristo é a manifestação da essência do Reino, o próprio
Rei em pessoa se faz presente, Lucas 17:21, como lemos na tradução da ACF
(Almeida Corrigida e Fiel) é que o Reino de Deus está entre vós, e o contexto
sugere que a pessoa de Cristo, a sua presença em meio aos discípulos é a
manifestação desse Reino. Aqui é bom ressaltar que Cristo exerce pleno
senhorio, o Espírito Santo que é também chamado de Espírito de Cristo (Romanos
8:9) gerencia essa realidade de modo que capacita os servos redimidos a viverem
no âmbito desse Reino. A Eclésia é um solo sagrado, está completamente dentro
do domínio de Cristo, ao ponto das Escrituras chamarem esse organismo de
redimidos de “O corpo de Cristo”. O
amor, a justiça, a piedade, a caridade, a fraternidade, a adoração, a
misericórdia, tudo isso são manifestações praticas da igreja, e esse reflexo se
amplia e afeta radicalmente a sociedade a sua volta, a igreja é um farol que
faz resplandecer a luz do evangelho em um mundo que jaz numa escuridão medonha.
Se não existem esses princípios ativos em uma Eclésia, essa não é bíblica,
porque não manifesta a essência do reino em seus membros. Deixe-me ilustrar com
um fato histórico, pois alguns historiadores narram que no começo, quando a
igreja ainda era jovem, nos primeiros séculos, em certa localidade do império
romano, uma peste assolou os habitantes de modo que os pagãos deixavam seus
entes queridos a mercê do destino cruel, enquanto os cristãos, mesmo com o
risco de serem infectados com a mortal doença, cuidavam de seus familiares e
até mesmo dos que não faziam parte de suas famílias. Aqui temos a expressão
autentica da misericórdia e do amor compassivo, princípios ativos da justiça do
Reino de Deus que Jesus mandou seus seguidores buscar. Existe esse
companheirismo, esse amor fraternal, essa compaixão na sua igreja local? é
evidente os valores e os princípios do Reino de Deus dentro da comunhão dos
irmãos?
Meu amado
leitor, desejo agora entrar em uma outra dimensão mais ampla, depois de
começarmos pelo coração, como o local estabelecido como completamente entregue
ao domínio de Cristo, e ampliar esse domínio para a igreja local, gostaria de
dar uma ênfase sobre este outro local que deve também ser uma expressão do
Reino de Deus: a família. Ora a família é uma instituição divina a célula mãe
da sociedade do Reino, famílias cristãs são frutos de um labor perene, os pais
cultivam os princípios do Reino de Deus no seio familiar, e o resultado é uma
obra primorosa de piedade, bons costumes e virtudes. Aqui desejo salientar que
o lar deve ser uma expressão do céu na terra. Sei que isso é uma tarefa árdua,
e que nem sempre conseguimos alcançar esse nível espiritual dentro de casa,
porque o ataque contra a família tradicional tem sido fortalecido por tamanhas
estratégias infernais. Mas é necessário que se tenha em mente de que o lar deve
sim ser uma expressão formal do Reino de Deus, porque os verdadeiros valores da
vida e as sementes do evangelho, a vida piedosa, o exemplo de devoção partem de
dentro do lar. Mas a família vem sofrendo ataques terríveis, não há tréguas,
não há um envolvimento serio dos lideres em formar lares com princípios
espirituais evangélicos, e o resultado é por demais evidentes para ignorá-los.
Lares destruídos, contendas, divórcios, o declínio da sociedade segue como
reflexo do declínio da família. Mas isso não é motivo de desanimo, cristãos precisam
encontrar novamente o valor do cultivo da devoção em família, a pregação
familiar, a leitura conjunto das Escrituras e de seus membros individualmente.
Além disso, ainda temos outros assuntos, como o comportamento dos integrantes
que servem ao Senhor, dentro do contexto cultural de uma sociedade, a família
cristã deve ser exemplo de compaixão e misericórdia, amor e piedade, harmonia e
bons costumes.
Creio
piamente que o Reino de Deus tenha essas três dimensões no atual estagio da
economia divina, como já abordei que sinalizando as escrituras que o Reino tem
uma característica escatológica, também tem outra presencial, e a expressão do
Reino tem na sua dinâmica mais expressiva, o domínio dentro dessas três áreas
que abordei aqui nesse opúsculo de forma breve, porem profunda, tentando dar
alguns esclarecimentos sobre a importância desse assunto hoje em dia. Nosso
coração é o terreno sagrado mais imediato, a fonte do nosso caráter e de onde
surgem os amparos intelectuais e administramos o conhecimento e a volição, para
idealizar todas as coisas que envolvem tais, numa vida que glorifique a Deus.
Em seguida essa expressão do Reino segue de forma mais ampla, no terreno
sagrado da reunião, onde o poder e as virtudes do Reino ganham expressões mais
concretas, pois nelas asa ações e decisões refletem a dimensão do domínio de
Cristo sobre a igreja local, por ultimo, a família como um fio condutor que
leva a luz do Reino para dentro da sociedade e fornece as respostas corretas
para um mundo desiludido e uma sociedade a beira do precipício e da falência
moral. Essas três dimensões são a base pelo qual podemos promover a justiça do
Reino de Deus, e dessa forma promover a causa de nosso glorioso Rei e Senhor,
assim estaremos vivendo uma vida experimental dentro do Senhorio absoluto de
Cristo e debaixo do seu domínio soberano, pisamos nossos pés na terra santa do
Reino de Deus na terra, orando todos os dias “Seja feita a tua vontade assim na
terra como no céu”
Amém
O autor:
Clavio J. Jacinto é pesquisador, autodidata, formado em teologia,
pastoreou igreja durante anos, casado com Elenice Jacinto, pai de dois filhos,
Natanael e Natalia. Reside atualmente em Paulo Lopes SC.
Postado por
Clavio J. Jacinto
Marcadores:
Cristologia,
Discernimento,
Escatologia,
Pequenos Textos Relevantes,
Reino de Deus
A Urgencia do Discernimento
É necessário que o
cristão que tem cuidado de si mesmo e da doutrina (I Timóteo 4:16) exerça
sobremodo e com tamanha tenacidade, o discernimento espiritual. Se os últimos
tempos serão caracterizados por uma subversão de demônios que disseminarão o
engano, então ninguém de sã consciência, que creia piamente nas declarações do
novo testamento acerca dos últimos tempos, permanecerá passivo com relação às
coisas relacionadas ao sobrenatural (I Timóteo 4:1). Tudo deve passar pelo
crivo das Escrituras, elas devem ser a regra, o Canon continua sendo o aferidor
que põe a linha divisória entre ortodoxia e apostasia, verdade e heresia, fato
e enganação, realidade e ilusão. Nesses dias de franca confusão, muitos
espíritos tentam se passar como a voz de Cristo e até mesmo do Espírito Santo.
Em João 16:33 Cristo fala que o Espírito da verdade guia a toda a verdade (Veja
Também João 17:17). O conhecimento da voz do Espírito na Palavra inspirada
(Teopneustos no grego denota algo que como soprado, o Espírito Santo soprou
sobre o intelecto sagrado dos escritores sacros as Palavras necessárias para
manifestar aos homens a vontade e o plano de Deus, daí a bíblia como autoridade
final em questões de fé e pratica). Agora veja que é necessário que se tenha o
discernimento espiritual e se faça prova dos espíritos (I João 4:1) qualquer espírito
que não procede de dentro de Deus, não pode ensinar algo relacionado a natureza
do evangelho, e somente o Espírito Santo procedeu de Dentro de Deus, todos os
outros espíritos procedem fora desse âmbito espiritual, são criaturas á parte,
por isso entendemos que a advertência de Paulo em Gálatas 1:8 se estende aos
anjos. Testar os espíritos é uma necessidade tão fundamental para os últimos
dias quanto orar e estudar a bíblia. Ao dispor do discernimento espiritual, o
homem devoto e santo, quando diante de um pregador, irá procurar testar se sua
mensagem está de acordo com as Escrituras, não de modo superficial, pois o
diabo também cita as escrituras. Mas irá perceber se a exegese está correta, se
o há equilíbrio com o contexto, se está sendo orientada sob uma hermenêutica
sadia. Da mesma forma, irá colocar cada livro que lê, cada vídeo que assiste e
cada musica que ouve debaixo desse crivo. Jay Adams assim define a capacidade
de discernir: “O discernimento espiritual é a capacidade de distinguir os
pensamentos e os caminhos de Deus de todos os outros”. Ora, sem duvida, essa
capacidade de discernir os caminhos divinos não pode ser real, se não há uma
boa dedicação á necessidade suprema de ensinar a bíblia com fidelidade, e ao
mesmo tempo pessoas que não estejam dispostas a amar os oráculos pelos quais se
descobre todos os conselhos de Deus. O estudo bíblico particular e congregacional
deve ser prioridade básica nesses últimos dias. Mas vejamos alguns fatos que
precisam ser esclarecidos, isso ajudará na sua capacidade de desenvolver um discernimento
bíblico. David Hemke assim definiu a questão do estudo doutrinário: “Sem uma
solida compreensão de nossos fundamentos doutrinários, nossa capacidade de
discernir a verdade do erro é severamente limitada. é por isso que tantos
ventos de doutrinas atravessam a igreja e levam as pessoas ao erro e ao
cativeiro”
Uma vez que o espírito
do erro atua para disseminar o engano dentro e fora da igreja, cada cristão
comprometido com a verdade precisa usar a espada do Espírito como arma para
batalhar pela fé que uma vez por todas foi dada aos santos (Judas 3) a grande
obra do diabo é cegar (II Coríntios 4:4) a do Espírito pela Palavra de Deus é
iluminar (Efésios 1:18) mas como o entendimento de uma pessoa pode ser
acometida de cegueira espiritual? Através do engano, a percepção é alterada, a
vitima não fica sem visão, mas perde a percepção de enxergar a verdadeira
natureza das coisas por detrás de uma ilusão ou disfarce, veja que a bíblia
adverte que satanás se transfigura em anjo de luz. (II Coríntios 11:14) ele
também faz menção da Palavra de Deus como um meio de enganar (Mateus 4:6) todos
os seus falsos profetas, todos os agentes do engano espiritual usarão as mesmas
estratégias. O diabo não nega a Palavra para chegar a um objetivo final de
enganar sem precisar negar o princípio das Escrituras, apenas, minará com a
autoridade das Escrituras semeando confusão e torcendo-a para alcance seus
objetivos devassos.
Mas as artimanhas do
inimigo são sutis e de diversas formas, ele apela para a confiança de que o homem
será seduzido por manipular a realidade, assim confere bons sentimentos,
promove visões e novas revelações, como disse certo filosofo que olhos fracos
são seduzidos por coisas que brilham. Da mesma forma, sentimentos e
experiências com o sobrenatural convencem com mais facilidade do que a mera
retórica do absurdo. Os homens sempre se maravilham com manifestações
sobrenaturais e raramente estão dispostos a crerem pelo caminho justo da santa
palavra pregada. Note que o apelo do homem rico no Hades era que fossem
promovidos fenômenos paranormais para que os que estivessem na terra crescem na
danação eterna, mas a resposta foi “Tem Moisés e os profetas, ouçam- nos” (Lucas 16:27 a 31)
essa passagem é muito clara sobre a autoridade das Escrituras em torno da relação
do pecado, a negligencia com respeito aos frutos do pecado e a vida eterna. O
homem rico viveu como um cético, suas convicções materialistas levaram a viver
um modo de vida a desfrutar de todas as coisas terrenas, porque a existência da
consciência desapareceria no moinho da morte, mas enquanto que ele era cego
para as coisas materiais e o coração muito bem aberto para as materiais, na
eternidade, ergueu os olhos, e teve capacidade de enxergar a sua verdadeira
condição de miséria. É isso o que o diabo faz, cega o entendimento, isso é
falta de discernimento. Da mesma forma, muitas crenças equivocadas, heresias de
perdição, são sustentadas por corações cegos, que não estão aptos para
discernir a verdade acerca do engano e não estão aptos para evitar o engano e
aceitar a sã doutrina.
A exposição das
sagradas Escrituras nos conduz para a firmeza da fé (Efésios 4:14) ele é o
alimento solido que fortalece nossa visão espiritual, não causa miopia mas dá
luz e esclarecimento (Hebreus 5:12) a excelência da nobreza espiritual está num
vida pautada no cuidado de conferir as coisas espirituais com as espirituais, e
testar tudo sob a lupa poderosa da Palavra de Deus (Atos 17:11) assim,
crescendo na graça e no conhecimento, o homem piedoso se estabelece como
remanescente, crendo na obra consumada e perfeita de Cristo na cruz, vence a
tentação do engano e mantém a sua firmeza espiritual no fervor e no zelo pela
verdade enquanto tido o mundo e a igreja apostata naufraga á deriva frente á um
abismo de escuridão espiritual.
Postado por
Clavio J. Jacinto
Marcadores:
Apologetica,
Apostasia,
Crendices,
Discernimento,
Ortodoxia,
Vida Cristã
Desenvolva o Discernimento Espiritual
Aprenda a
pensar de forma critica, vivendo de modo a servir a Deus pelo intelecto,
glorificando a Ele de forma racional, lógica e na pureza de uma mente
consagrada. Paulo aborda a questão do culto racional em Romanos 12:1. Nesse
caso, racional é o logikos grego, aquilo que é coerente transparente e
inteligente. Não é fácil detectar mentiras religiosas em nossos dias, a menos
que se tenha um conhecimento profundo das Escrituras. Paulo também nos afirma
que as Escrituras são úteis para redargüir, corrigir e instruir em justiça para
que o homem de Deus seja perfeito e
perfeitamente instruído para toda a boa obra (II Timóteo 3:16 e 17). Ora, na
medida que conhecemos os fundamentos da fé cristã, estaremos mais patos para
discernir a boa doutrina do engano espiritual. A menos que haja um proceder
coerente, um exercício diário do estudo das Sagradas Escrituras e de bons
livros cristãos, jamais poderemos desenvolver o discernimento espiritual.
Assim, o cristão remanescente deve ser apto a detectar erros, falácias e mentiras,
onde elas estiverem sendo disseminadas, seja em púlpitos, pela mídia, nos
livros ou em conversas pessoais. O pós-modernismo (termo que infelizmente
poucos cristãos realmente sabem o significado e as implicações espirituais
conseqüentes) exige que tenhamos discernimento. Porque ela inseriu elementos
filosóficos que exigem esse treino e a capacidade do exercício do discernimento
espiritual. Desejo abordar aqui, alguns princípios e remeter o leito para um
progresso na área do discernimento. O autor ais Hebreus confere que alimento
solido como a pregação expositiva seguida de uma hermenêutica sadia confere
alimento solido, e esse alimento espiritual nos capacita a ter um discernimento
espiritual avançado (Hebreus 5:23 e 14)
Segue alguns
elementos notáveis pelo qual se deve fazer uso do discernimento espiritual, e
assim evitando cair nas armadilhas da apostasia moderna.
1. Ambigüidades. As doutrinas cristãs são concisas, a suma da
teologia cristã, o conjunto de suas doutrinas, são fundamentos absolutos, as palavras
são dotadas de sentido concreto e não abstrato. Assim na doutrina do nascimento
virginal de Maria, entende-se de forma literal de que o fruto do ventre dela é
imaculado e não proveniente dos meios naturais do nascimento. Na doutrina da
autoridade final das Escrituras, o que de fato significa é que a bíblia é a
autoridade absoluta em questões de doutrinas, e tudo o que contradiz o que elas
declaram devem ser completamente rejeitadas. Sabemos que isso não é assim.
Muitos movimentos professam a autoridade das Escrituras, mas não rejeitam seus
profetas fundadores ou místicos, que por sua vez tiveram suas visões e
revelações particulares e de alguma forma, são comparados ou até mesmo de maior
autoridade que a Bíblia. Isso é ambigüidade. Professar fé na autoridade das
Escrituras e ao mesmo tempo submetê-la aos caprichos de revelações
extra-biblicas é uma ambigüidade comum hoje em dia.
2. Opiniões. Outra questão que desejo abordar é o fato de que
opiniões pessoais muitas vezes são defendidas como se elas fossem a verdade,
mas muitas vezes isso é um embuste. Veja bem o dileto leitor que opiniões
muitas vezes se baseiam na superstição de que a verdade pode estar adormecida
dentro de nós ou que a nossa consciência tem capacidade de descobrir por si
mesma as verdades religiosas e filosóficas. Trata-se de uma espécie de
gnosticismo camuflado, pois nosso coração é corrupto, e a menos que a verdade
seja revelada, o homem por si mesmo jamais pode alcançá-la, buscando-a dentro
de si mesmo, vasculhando a própria mente
em busca das respostas para a vida eterna. Quando o homem rejeita a Palavra
revelada e tenta buscar a verdade em outras fontes, inclusive de forma
esotérica, vasculhando a si mesmo por dentro, o que pode ocorrer é que
espíritos que operam nos filhos da desobediência o enganem (Efésios 2:1 e 2) e
sem um discernimento adequado o homem acaba sendo levado pela influencia de
demônios (I Timóteo 4:1) ou pelas sutilezas do próprio coração enganoso
(Jeremias 17:9). é necessário que o homem piedoso desenvolva o habito do estudo
diário das Escrituras, para ter uma percepção aguçada de modo a perceber que
alguém esteja falando de forma contraria ao que está escrito, e isso apenas
denota que está sob influencia do coração enganado ou de demônios
doutrinadores.
3. Neologismos. Aqui está um truque terrível, usar velhos termos sem
contudo aplicar a eles o mesmo significado desde suas origens. A palavra
continua a mesma, mas o significado é outro, as vezes completamente oposto ao
revelado nas Escrituras. Deixe-me citar um caso comum; Cristo. O titulo do
Salvador é usado por entidades espirituais enganadoras, o espiritualismo e
muitas seitas crêem e mencionam o nome de Cristo, aceitam seus títulos
messiânicos porem negam a divindade Dele e sua Filiação eterna, ainda mais,
negam a expiação pelo sangue imaculado e a obra perfeita e consumada de Cristo
na cruz. Assim, um cristo que é mencionado todavia com a negação a divindade
tão explicita nas paginas das Escrituras, bem como a obra redentora
exclusivamente realizada de forma completa por Ele na cruz. o que de fato faz
com em muitos círculos religiosos, se prega “outro Cristo” o que na verdade
consiste no espírito do erro e não no espírito de Cristo que é a verdade (I
João 4:6 com Romanos 8:9 e João 14:6)
4. Meias verdades. Pode se citar a bíblia, mas nunca respeitando o
contexto, mas dando um significado isolado e até mesmo pessoal. Outra técnica
usada por falsos mestres e falsos pregadores é o uso de conceitos e informações
selecionados para fortalecer um argumento, escondendo todas as evidencias
contrarias a isso, ou arrancando um texto previamente escolhido para esse fim.
Tais são parciais, o uso de dois pesos e duas medidas. É necessário que se
tenha uma vida disciplinada bem avançada, com muito estudo e leitura, para
detectar as meias verdades, por isso os falsos profetas podem ter grande
vantagem sobre uma platéia ignorante, que não se dedica a leitura de
informações decorrentes sobre um tema abordado em uma palestra ou pregação.
5. Manipulação psicológica. Aqui muitos confundem manipulação
psicológica e mesmerismo ocultista com “poder espiritual” ou “unção”. Você
consegue perceber quando alguém faz uso de técnicas de manipulação psicológica
através de jogos de palavras e comportamentos obsoletos para tentar ganhar a
confiança dos ouvintes e poder manipulá-los?
Trata-se de pratica de feitiçaria! O uso de estratégias de marketing
também são comuns hoje, meios e técnicas de persuasão e a arte da retórica
emocionante são meios pelos quais lideres religiosos falsos e déspotas e
ditadores usam como meio de ganhar a confiança e a estima das pessoas. Quando
você começar a perceber que está sendo manipulado também descobrirá que outros
são vitimas desses embustes psicológicos revestidos de religião cristã. é
lamentável que durante décadas tenho observado ser esse um fato comum
principalmente em igrejas carismáticas.
6. Relativismo. O conceito envolve a superstição de que a verdade não
é absoluta, assim que embora seja s Escrituras a autoridade final, isso não
significa que outras fontes também não sejam. Na superstição relativista, a
verdade é bem elástica, é expansiva no seu todo, é plural e eclética. O meio
evangélico atual está contaminado pelo relativismo nas suas formas mais
diversas, em menor ou maior grau, embora poucos percebam isso. A gravidade
disso é que em todos os setores da igreja encontramos essa superstição que vem
sendo disseminada de forma muito livre por causa da pouca resistência, pois o
relativismo se adéqua muito bem ao humanismo e a todos os setores da
conveniência pessoal, a verdade fica reduzida apenas a um conceito pessoal
único, não sendo obrigatório que outros aceitem uma verdade oposta as suas
convicções.
Pois bem tratei desses seis pontos cruciais,
pelo qual o leitor pode assumir um compromisso de treinar a mente para detectar
esses e outros erros não abordados aqui, a questão é que eles existem, você
pode conviver com eles, ser uma vitima de engano e nem perceber isso, sua
ignorância tem sido a base pelo qual a mentira e o engano espiritual é
disseminado a sua volta. Abra os olhos, você deve ter a capacidade de ler a
natureza das coisas por trás de sinais, deve estar apto para discernir como um
homem espiritual em sobriedade e bom senso em meio de uma geração perversa e
corrompida
Clavio J. Jacinto
Postado por
Clavio J. Jacinto
Marcadores:
Discernimento,
Estudo Biblico,
Relativismo Moral,
Vida Cristã
Assinar:
Postagens (Atom)






