Vãs Sutilezas e Filosofias do Inferno





Vãs Sutilezas e Filosofias do Inferno

Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo (Colossenses 2:8)



Colosso era uma cidade que ficava na Frigia (Atual Turquia) a carta foi escrita cerca do ano 60 da nossa era, para a igreja que se reunia ali. Paulo estava advertindo aos cristãos acerca de falsas doutrinas. Segundo, o contexto onde Paulo explica que em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade, podemos entender com precisão que a ameaça era o gnosticismo, uma religião sincrética, um movimento genérico, que fazia uma mistura de elementos ocultistas, esotéricos, filosóficos com doutrinas cristãs. Os gnósticos acreditavam que toda a matéria era má, um subproduto de uma divindade maligna (Na visão de Marcion, um heresiarca gnóstico, o Deus do Antigo Testamento era maligno, um demiurgo). O gnosticismo floresceu com toda a força também em Alexandria, tendo representantes, entre outros, Basílio e Valentino. O gnosticismo em Alexandria influenciou as traduções bíblicas que se desenvolveram ali, Irineu advertiu que os gnósticos pervertiam as Escrituras para que uma versão favorável as suas doutrinas fosse acessível.
Não é possível entender os ensinos do Novo testamento acerca do anticristo, sem entender o gnosticismo, pois quando João em suas epístolas fala acerca dele, fala num contexto gnóstico, associando o anticristo ao gnosticismo e ao espírito do erro (I João 4:1 a 6)
Paulo adverte, exorta e alerta os cristãos de colossos que tomem cuidado! Falsos mestres estavam entrando na igreja com filosofias e vãs sutilezas, traziam consigo, não a espiritualidade efeito da sã doutrina, mas sutilezas e tradições humanas, rudimentos do mundo, produzindo ascetismo, visões, revelações extrabíblicas e heresias, deformando assim a espiritualidade cristã e poluindo o evangelho com falsos ensinos.
Esse é um problema que sempre envolveu a igreja de Cristo, a infiltração! Os gnósticos queriam ser conhecidos como cristãos, porem negavam doutrinas fundamentais e promoviam doutrinas diabólicas. Negando a encarnação do Verbo, a Sua ressurreição literal, a ascensão literal, a entronização literal e o retorno literal de Cristo, pois todas essas doutrinas envolvem questionamentos acerca do corpo literal de Cristo, na encarnação e pós-ressurreição. A gnose negava as qualificações positivas da matéria, considerando-a como maligna, desenvolvendo uma salvação não bíblica, sendo ela a libertação da matéria, só o espiritual tinha valor real, e todo o processo salvífico era liberta-se completamente dela, por isso, a escatologia do novo testamento também era rejeitada, pois as Escrituras ensinam claramente que Novos Céus e uma nova terra serão uma realidade literal no mundo vindouro na consumação das eras.
O movimento gnóstico apresentava essas ameaças constantes nos primeiros séculos fé era cristã. Ainda hoje podemos observar o impacto do seu pensamento, através da heresia do dualismo, eles acreditavam em dois deuses antagônicos, e como já mencionei anteriormente consideravam a matéria criada de natureza maligna. A doutrina cristã tinha como tema central a encarnação, morte e ressurreição corporal de Cristo, essa era a base da sustentação da obra redentora, as matizes doutrinarias das Escrituras era que a criação antes da queda era boa, e ainda na restauração de todas as coisas, novos céus e nova terra, haverá uma perfeita excelência nessa nova matéria que compõe o mundo vindouro, onde estará ausente toda a forma de corrupção que comprometa as suas estruturas.
Como o gnosticismo era um movimento genérico, vários grupos surgiram, alguns reavivaram a doutrina da antiga serpente, no livro “Les Enseignements Secrets de La Gnose” Theohane Magioi afirma: “O estado caótico do universo e da humanidade pode ser transformado através da consciência da divindade” e posteriormente também afirmou acerca do processo da salvação: “O ascetismo pessoal e o trabalho espiritual são necessários para a transformação e a salvação”. Não somente vimos à crença na divindade interior, um elemento de divindade aprisionado dentro de cada homem, mas também o processo de auto-salvação, um processo antropocêntrico de salvação, o esforço humano, os méritos humanos, os exercícios espirituais e práticas ascéticas como o caminho de redenção pessoal, ou seja, é o primeiro movimento herético que nega a total suficiência da obra consumada e perfeita de Cristo na cruz. O derramamento do Sangue divino que escorreu pelas feridas profundas provocadas pelos flagelos da cruz, não foram suficientes, Se Pedro afirmou que nem ouro e prata pode nos resgatar da nossa vã maneira de viver, os gnósticos e todos os filhos do gnosticismo, mesmo os mais distantes na árvore genealógica espiritual de Valentino, Marcion, Simão o mágico, Basilides e outros, continuam pregando as mesmas heresias, a salvação é o resultado do esforço humano, de práticas de exercícios espirituais, de enclausuramento e ascese, boas obras e isso corresponde a ensinar que o suor fedorento do esforço humano é tão eficiente quanto o sangue precioso, imaculado e divino de Cristo (Atos 20:28) uma blasfêmia! Outro evangelho!

A maior ameaça a fé cristã tradicional e bíblica conforme as crenças definidas no Novo Testamento era a gnose defendida por Valentino, os valentinianos recitavam credos apostólicos, o que aconteceu é que eles alteravam o significado desenvolvendo pontos de vistas diferentes e heréticos, alterando o significado dos termos, isso era algo extremamente perigoso, um método que conseguia fazer com que a infiltração fosse uma ameaça constante, pois através dessa sutileza, cristãos superficiais sem discernimento não percebiam que uma declaração ortodoxa escondia um entendimento pervertido. Mais uma vez a história deixa suas lições, a importância da explicação das doutrinas fundamentais deve ser sempre uma atividade permanente nos púlpitos de igrejas cristãs sérias e comprometidas com a verdade. A reinterpretação de conceitos, para dar um significado relativo, genérico, ambíguo ou alterado, apenas para firmar um dogma ou crença, deve ser tomado como suspeito, bem como o uso de argumentos filosóficos, ao invés de argumentos que sejam fruto de uma hermenêutica fiel, uma exegese fidedigna. Assim, cito um exemplo claro, entre muitos que poderia citar as manobras usadas no argumento de cultos as criaturas, a justificativa dos apologistas romanos e criar e desenvolver conceitos que possam orbitar numa ideia suposta e formalmente bíblica: a adoração (latria) e para justificar outros cultos não autorizados no Novo testamento, então inventaram conceitos tais como “dulia” e “hiperdulia” que não deve ser confundido com adoração, os acréscimos de termos para justificar a veneração e culto aos “santos” é um método gnóstico, assim como também tem uma forte influência do alegorismo iniciado por Filo de Alexandria e a patrística envenenada pelo escola de Alexandria. Confessam uma verdade, mas alteram o conceito dela pelo acréscimo de outras crenças que vão orbitar em torno de uma doutrina ortodoxa (Adorar somente a Deus). Mas não se engane! O mundo do protestantismo apostata inclusive o movimento carismático está cheio dessas influências sutis, um exemplo é a crença confessada de crer nas Escrituras como autoridade final e na prática defender revelações extra-bíblicas, o que recorre no mesmo erro em crer que um sistema magisterial está acima da autoridade das Escrituras.

As Filosofias que Paulo menciona em Colossenses 2:8 devem ser subentendidas conforme o contexto de suas viagens, em Atos 17 ele fez uma viagem a Atenas, capital da Grécia, berço do pensamento filosófica que vai influenciar toda a humanidade e especialmente a civilização ocidental. Lucas registrou que Paulo debateu com Epicureus e Estóicos no Areópago. Aqui temos o Novo Testamento mencionando o epicurismo e o estoicismo, este ultimo está em moda hoje em dia. Esses dois movimentos filosóficos eram divergentes, no estoicismo, o significado da vida era alcançar felicidade através da prática das virtudes, no epicurismo, o objetivo da vida era alcançar a felicidade através da experiência do prazer. Esse debate e acusação de que Paulo era um pregador de “deuses” estranhos, mostra que havia uma oposição ao Evangelho, e de fato, não vimos que Paulo teve êxito na sua viagem missionária, não ficou uma igreja organizada em Atenas e Atos 17 confirma a conversão de apenas duas pessoas, Dionísio e Dâmaris. Com certeza Paulo também tinha conhecimento de outras correntes filosóficas como o platonismo, assim como posteriormente os líderes da igreja cristã primitiva conheceram o neoplatonismo, e esse neoplatonismo vai se infiltrar na igreja e influenciar fortemente a teologia cristã, esse envenenamento filosófico vai causar danos atemporais ao cristianismo. As advertências de Paulo foram ignoradas! Em meados do século VI surgiram alguns manuscritos atribuídos ao Dionísio Aeropagita que se converteu no ano 50, quando Paulo esteve em Atenas. A Hierarquia Celeste, Dos Nomes divinos e outras obras foram atribuídas a ele, mas cedo se descobriu que o autor anônimo uso o nome de Dionisio para ganhar credibilidade. Aqui temos a infiltração, o uso do nome “Dionísio” lhe conferiu infiltração, pois o autor desses manuscritos eram um neoplatônico que introduziu essa filosofia para dentro da igreja cristã, essa contaminação influenciou e deu base para o misticismo esotérico que tanto caracterizou o catolicismo romano e as igrejas orientais. Principalmente o movimento místico da contra-reforma. Veja o que escreveu o historiador Joan O’Grady, no livro Heresias (Editora Mercuryo) na página 150: “Durante o século imediatamente anteriores e posteriores ao nascimento do cristianismo, existia em todo o Império Grego-Romano um movimento filosófico que influenciou sobremaneira os pensadores religiosos. O movimento em questão, ficou conhecido como neoplatonismo, e tinha uma relação estreita com as ideias do gnosticismo”. Era o que tinha percebido desde o início! Esse movimento se infiltrou na igreja cristã, injetou sua filosofia, interagiu nos pensadores da igreja primitiva, e pode ser designado como um neo gnosticismo. O neoplatonismo teve seu representante maior, Plotino, mas o fundador da escola neoplatônica foi um apóstata chamado de Amonio Saccas.
Em Contra as Heresias, Irineu, um líder primitivo, escreveu uma magnífica obra contra o gnosticismo, mas posteriormente, outros líderes como Agostinho, foram abertos ao neoplatonismo, e através dele, as ideias se infiltraram para dentro da cristandade!
O neoplatonismo enfraquece a importância da literalidade textual das Escrituras no método exegético, a ênfase é gnóstica, o espiritual é tudo e a matéria está corrompida. A alegoria é o método aplicado para reinterpretar a escatologia, por exemplo, por isso em Agostinho, um milênio literal já é descartado, a importância do casamento dos líderes cristãos é enfraquecida para dar lugar ao celibato, isso ocorre porque a ênfase no espiritual predomina, o pensamento abstrato predomina e o concreto é abandonado, quando lemos Clemente de Roma, por exemplo, vimos o impacto da diferença na linguagem e modo de ver as Escrituras, quando comparados com Agostinho, por exemplo. No seu clássico, confissões, o que predomina ali é a filosofia, um caminho de experiência mística, é um teor perceptível de neoplatonismo, as experiências místicas de Agostinho seguem essa tendência. Isso a longo prazo, dentro da teologia que se desenvolveu nos séculos seguintes, teve um impacto enorme na cristandade.
Posteriormente, Tomas de Aquino introduz a filosofia de Aristóteles em seu modo de pensar e fazer teologia, é preciso incorporar todo um sistema de pensamento racional com seus métodos filosóficos para tentar argumentar e defender os dogmas que ele tanto irá prestigiar, e vai fazer isso como toda a sua capacidade intelectual, pois o tomismo tornou-se pensamento teológico que trouxe influencias que persistem até nossos dias e ainda prevalece com muita força no romanismo.



O Dr Anibal Pereira Reis, falando acerca da teologia católica escreveu: “O pensamento grego entrou em sua estrutura doutrinaria (A patrística) como seu sistematizador e justificador dos pressupostos metafísicos dos seus dogmas (católico). Aliás, a escolástica, que embasa sua teologia, nada mais do que a filosofia aristotélica caiada com a nomenclatura de tomista” (A Bíblia e o Vaticano – Pagina 17) essa contaminação comprometeu toda estrutura do cristianismo do Novo Testamento, no fabuloso livro “Os Ensinamentos Secretos de Todas as Eras” escrito por Manly Hall, encontramos informações de que os filósofos gregos beberam da fonte do paganismo egípcio.
Quero me deter naquelas filosofias mais recentes, e atuam de forma sutil e se infiltraram dentro das igrejas evangélicas, pois, as filosofias e vãs sutilezas nunca deixaram de ser ameaças para quem quer que seja no âmbito religioso, e precisamos entender e detectar essas abominações que se infiltraram dentro de denominações e seminários, cerrar as portas para que elas não entrem em nossas congregações, e se elas estiverem presentes devem ser banidas, pois o espírito do erro pretende corroer o que estiver ao alcance e pretende fazer isso sem apresentar ameaças, e, contudo, de forma sutil, destruir a fé e corromper consciências.
A primeira filosofia demoníaca que vou apresentar é o pragmatismo, muitos líderes cristãos nem sequer sabem do que se trata quando o assunto é pragmatismo, mas essa filosofia do inferno entrou das igrejas assim como está presente no sistema político. O pragmatismo atua sob efeitos e resultados, a verdade é definida pelo valor funcional das coisas em exercício, a primeira vista parece que isso é bom, positivo, mas não se engane a primeira heresia que o pragmatismo fez foi inventar uma divindade serva, o deus do mundo gospel atual, é um deus serviçal apresentado para servir o homem, não um Deus Soberano que o homem deve servir. Mas pregar uma divindade falsa, esse deus serviçal, é um meio de atrair fregueses religiosos que querem resolver seus problemas financeiros e emocionais sem, contudo se submeter a uma vida santa, devota e obediente ao evangelho. Essa proclamação de uma divindade serviçal é um excelente meio pelo quais muitos conseguem o sucesso financeiro e pessoal, projetando a própria personalidade para ser cultuada e admirada diante de multidões que procuram um tipo de religião que corresponda aos anseios de uma humanidade caída. Do pragmatismo surge outro ídolo, um verdadeiro bezerro de ouro; as experiências místicas, ambíguas, falsas, relativas, porém de valor muito grande, para quem deseja ir além do que está escrito. Certa vez, um irmão entrou em um debate acerca de certa experiência carismática, então lhes perguntei, qual seria o padrão que ele usava como princípio para aplicar se sua experiência carismática era verdadeira e vinda do Espírito Santo? Sua resposta foi que ele experimentou por si, e que era agradável, “revolucionaria” muito pessoal e prazerosa! Veja bem, esse é um padrão bíblico para testar se algo é verdadeiro ou não? Esse irmão dizia ser conhecedor das Escrituras, parecia manter um status de cristão conservador, porém seu erro fatal foi determinar uma verdade pelo pragmatismo: Isso funciona, portanto, isso é verdadeiro! Ao invés de provar a experiência pela autoridade final nas questões doutrinarias (Quase sempre uma experiência mística ou carismática está associada a um dogma estabelecido) as Escrituras! Um cristão bíblico só tem um padrão pelo qual determina experiências, doutrinas e ensinos: Isso é bíblico, portanto é verdadeiro, essa é a base sólida, eficiente, segura, neotestamentária, para testar a veracidade, a verdade espiritual só é segura quando o padrão que avalia sua essência é as Escrituras.
Maquiavelismo. Nicolau Maquiavel foi um filósofo e pensador italiano, seu livro “O Príncipe” é um manual político sobre alcançar propósitos por meios que podem ser justificados pelo objetivo a ser alcançado sem levar em conta a moralidade e princípios lícitos. Quando Maquiavel escreveu seu manual, ele não teve a intenção, suponho, de influenciar a religião com suas ideias. Mas suas ideias ultrapassaram e muito, o âmbito político e entrou nas religiões e infectou ministérios e igrejas, lideres e leigos, talvez seja uma das mais nocivas filosofias que se infiltrou no cristianismo. Judas pode ser descrito como um maquiavélico, seguiu Cristo propositalmente com um intuito em mente, ganhar dinheiro. Se objetivo era simplesmente ser apostolo e seguir o Mestre, para obter lucro e para isso não cogitava usar seus métodos, da mesma forma, Balaão foi um maquiavélico, a fim de obter vantagem, usou de uma artimanha permissiva e diabólica, apenas para alcançar um fim egoísta. Nicolau Maquiavel conhecia a história e a Bíblia, seu pensamento filosófico se condensa nessa máxima: “Os fins justificam os meios” com isso em mente, os paradoxos mais estranhos aparecem, como “travar uma guerra para alcançar a paz” “Mentir para convencer acerca de uma verdade” a simulação, a mentira, a traição, a desonestidade, tudo isso vale se o propósito for alcançar um benefício. Políticos mentem em campanha, pois isso tem um efeito psicológico temporário, os eleitores crerem nessas promessas, que parecem ser tão boas, mas elas nunca são cumpridas, o fim justificou o meio,  ela sempre funciona, nunca se desgasta, há sempre uma multidão disposta a crerem, mesmo que já tenham sido enganadas. No âmbito religioso, esse fenômeno não é diferente, o uso dos fins que justificam os meios é um método que se revelou muito eficaz e deveras é muito usado em igrejas modernas, e tem apenas um objetivo, alcançar êxito nas áreas de ministério pessoal ou denominacional, para tanto, não há limites nas táticas de engodo, manipulação, mentiras, extorsão, e tudo o que for possível, para alcançar sucesso. Não preciso citar muitos exemplos, a cristandade atual, principalmente neopentecostal e associados fazem uso e abuso do maquiavelismo. Vou citar um exemplo, o pregador finge ver um “anjo de fogo” essa técnica é muito eficaz, ninguém vê, mas ele está “vendo” a “anjo de fogo”, mesmo que seja apenas uma simulação, ele insiste nessa experiência mística falsificada, pois isso lhe dará “autoridade”, pois se evidenciará como um grande homem “espiritual” toda a congregação então cairá nessa tática. Já presenciei esse tipo de simulacro espiritual, e os envolvidos nessa conversa acabaram caindo numa espécie de êxtase emocional descontrolado. O pregador fingido usou uma tática que funcionou, na verdade, os ouvintes caíram numa armadilha que no seu uso, quase sempre tem os efeitos que o pregador maquiavélico desejou alcançar. As simulações teatrais são as comodidades usuais desses enganadores. Quase sempre me deparo com o maquiavelismo, fins justificando os meios, pessoas mentem descaradamente, fazem uso da ignorância geral para chegarem a um objetivo puramente egoísta ou desonesto.
O cristão segue os passos de Cristo, participa da natureza divina do caráter de Cristo, seu lema é: fins justos por meios justos. Não importa, a questão vital é: temos uma consciência limpa, pura, não corrompida perante Deus? Devemos falar a verdade, ainda que o custo seja alto, devemos ser honestos, ainda que isso custe o desprezo da maioria, não importa! Estamos diante de um ideal evangélico de caráter puramente santo, seguidores do evangelho, cristãos bíblicos não usam artimanhas do inferno para alcançar um fim. Na dinâmica do engano, satanás de transfigura em um anjo de luz, por que ele faz isso? Se ele se apresentar como príncipe das trevas, todos fogem de medo, se ele se apresenta com um disfarce de anjo de luz, todos se prostram para venerá-lo, e se ele ensinar, todos acreditarão em suas mentiras (A exceção são os cristãos com discernimento) Aqui está o cerne da natureza do engano, olhos fracos caem na armadilha do falso brilho espiritual, se disfarçar de anjo é uma técnica de guerra espiritual eficaz, pois o diabo é o verdadeiro autor da máxima “Os fins justificam os meios” ele sabe que o homem está disposto a cair na armadilha quando é enganado numa perspectiva filosófica dessa natureza de sedução manipuladora. Assim se o diabo se transfigura em anjo de luz, seus ministros também se transfigura, cada um deles age dessa forma para enganar, manipular, que o Senhor nos de discernimento para não cairmos em enganos tão sutis, os dias são difíceis!
Pós-modernismo. Trata-se de um movimento filosófico cultural que surgiu no século passado, se caracteriza pela negação de absolutos, a desconstrução, fragmentação e a cultura do espetáculo. Nunca o conceito anticristão e antibíblico de relativismo moral estiveram tão em alta como em nossos dias, inclusive dentro das igrejas cristãs. Começamos pelo relativismo, entenda a sequência dessa devassidão, chamada relativismo, se não há verdades não há certezas, a redução de verdades particulares é o processo pelo qual se estabelece essa visão, cada um tem a sua própria verdade divergente que não pode divergir do todo, acaso pode existir algo mais contraditório do que isso? Amado leitor, entre em uma livraria cristã, olhe a quantidade enorme de traduções bíblicas modernas, contraditórias, paráfrases e todas cheias de contradições, isso é fruto da pós-modernidade! Olhe para a fragmentação do cristianismo, a cultura do espetáculo inserida nos cultos, que viraram shows, em ambientes que não se parecem com igrejas, mas boates e circos. Isso é a pós-modernidade. Olhe para o movimento de desigrejados, com a fórmula demoníaca da desconstrução da história e da fé, colocando as convicções de homens piedosos que maçaram a história da igreja no lixo e estabelecendo as inovações pessoais, lembre-se que se esses apostatas foram reunidos num lugar só, cada um deles entrará em contradição uns com os outros, pois a fragmentação da verdade e a sua relativização não pode gerar a harmonização do todo. Estamos vivendo dias difíceis! O pós-modernismo enfraquece o testemunho, dilui conceitos, causa ruptura nos fundamentos, vivemos épocas de convicções superficiais justamente por causa dessa contaminação espiritual em grande escala. Não é só a sociedade que está contaminada, a igreja moderna também está o que ainda resiste são alguns grupos fundamentalistas, conceito esse pervertido pelo sistema midiático, causando uma lavagem cerebral maligna nos homens modernos. Cada vez que o termo “fundamentalistas” é pronunciado, o que se vem em mente são fanáticos intolerantes que matam pessoas em nome de uma religião, explodem carros e induzem os cegos para um matadouro catastrófico como o caso do Jim Jones na Guiana na década de 1970. Triste realidade! Pois o fundamentalismo bíblico é um movimento saudável dentro do cristianismo, nada tem a ver com violência, fogueiras inquisitoriais, explosões causadas por terrorismo, qualquer associação entre violência e fundamentalismo bíblico é uma adulteração da realidade, hoje em dia, os maiores representantes do movimento fundamentalista bíblico são os batistas, que historicamente foram os principais defensores da liberdade de consciência e da separação da igreja e do estado! Isso por si já testemunha o caráter espiritual do movimento. Não se deixe ser enganado por homens malignos que usados pelo diabo tentam manipular os termos para promover a desinformação, essa é a regra infernal do pós-modernismo, a desconstrução de termos e ao uso de ambiguidades para confundir mais do que informar.
A marca do pós-modernismo na igreja é notável hoje em dia, justifica tudo o que a bíblia condena, a verdade é produzida por experiências sensoriais, a autoridade está mais nos conceitos filosóficos aplicados a reinterpretação descontextualizada das Escrituras (Eisegese) aí temos a resposta para o argumento favorável ao culto/entretenimento, culto/show, ministério pastoral feminino, a relação adúltera entre a psicologia e a pregação e o aconselhamento, a intrusão de elementos ocultistas dentro das experiências de caráter carismático, tudo isso só é possível por processos idealizados pelo pós-modernismo.


Com o pós-modernismo, a mensagem cristã muda, o apelativo maior, a ênfase está no antropocentrismo e valores humanistas, o conceito de sucesso é mundano, um ministério cristão só alcança êxito pela popularidade, uma multidão disposta a seguir e o sucesso financeiro. Para que esse objetivo possa ser alcançado, os meios precisam ser todos os apelativos que respondam aos anseios do homem carnal. A ênfase é o sucesso financeiro, a cura do corpo, o alívio psicológico, o êxtase místico momentâneo, um efeito muito parecido com as experiências que os usuários de drogas psicoativas alcançam no consumo de delas. Infelizmente isso é o que está acontecendo hoje em dia e não há sinais de que as coisas irão melhorar. A força do pós-modernismo ocorre muitas vezes por uma falta de fervor e transcendência espiritual nas igrejas tradicionais, trata-se de uma resposta a frieza e formalidade que se caracteriza muitos cultos onde o fervor, o zelo, a paixão, a convicção sejam elementos presentes no culto.
A cultura do espetáculo predomina nas igrejas pós-modernas, os analfabetos bíblicos não percebem, não entendem, não discernem isso! O que impressiona é o que vale, a fim de alcançar multidões, de promover um evangelho humanista, a liderança implementa elementos de marketing, agora temos o “ministério de dança” as pregações estilos “coaching” ambientes de culto que segue todo o estilo de casas noturnas, não há limites para inovações. O uso da linguagem, também é diferenciado, em certa corrente evangélica pós-modernista chamada de “church” a propaganda era puramente esotérica, espiritualista: “Venha tocar o sobrenatural”. Esse tipo de linguagem serve como isca, impressiona o ouvinte, atrai os caçadores de milagres, é conveniente, tático, estratégico, no mercado das religiões pós-modernas a propaganda é a alma de negócio, já que a instituição virou empresa, uma babilonização do evangelho, e a igreja brasileira, rara as exceções, estão abertas a isso por meio de um ecumenismo barato, que o evento chamado de “Marcha para Jesus” seja uma prova notável sobre essa mistura e infiltração. O neo evangelicalismo predomina hoje em dia e tornou-se a porta aberta para que o pós-modernismo, o pragmatismo e o maquiavelismo se infiltre com muita facilidade entre os evangélicos. O mundo anseia o espetáculo, pão e circo é o que basta para entreter as multidões, a história é fiel acerca deste fato, mas não somos nós cristãos que devemos aderir a essas tendências infernais, apenas para conseguir aplausos e admiração dos apóstatas e do mundo. A mensagem do Evangelho ainda é arrependimento, O templo de Ezequiel estava profanado devido a elementos abomináveis dentro da esfera do sagrado. Somos chamados a deixar a mentira e falar a verdade (Efésios 4:25) temos absolutos inegociáveis, Jesus é a verdade (João 14:6)



A Palavra de Deus é a Verdade (João 17:17) os fundamentos da fé não podem ser avariados sem comprometer a segurança espiritual dos justos (Salmos 11:3) O juízo divino irá recair sem piedade sobre os que invertem os valores, sejam dentro ou fora das igrejas cristãs (Veja Isaias 5:20)


Por que a influência dos rudimentos de um mundo caído e as tradições de homens falidos se infiltram dentro da igreja? A falta de profundidade e compromisso, a teologia marxista da libertação, o feminismo, o misticismo do movimento Nova Era, entram onde os muros da sã doutrina estão caídos. As portas abertas para o sincretismo é sinal de que não há homens santos vigiando a entrada. Homens sem pulso firme, covardes e ignorantes não podem tomar frente de um ministério sem sofrer as consequências da decadência provocada pela infiltração.
Essa era o problema da igreja de Tiatira, deixou a influência carismática pagã do espírito de Jezabel contaminar os cristãos daquela igreja. A acusação de Cristo é a permissividade: “Tenho contra ti que deixas, mulher que se diz profetiza, ensinar e enganar"(Apocalipse 2:20) isso no contexto de Apocalipse traz uma consequência terrível; prostituição espiritual: “Eis que porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação” (Apocalipse 2:22). Eles deixaram essa influencia demoníaca ensiná-los e enganá-los, ou seja, havia uma permissividade evidente e isso posteriormente trouxe uma crise, um colapso na igreja de Tiatira.


Lideres cristão não devem se comprometer a alimentar joio e sacrificar trigo, a fortalecer lobos que se nutrem de falsos ensinos e sacrificar ovelhas que se alimentam de sã doutrina. Pregue a sã doutrina, pregue a bíblia, ensine fielmente a bíblia e todos os conselhos de Deus, as ovelhas ficarão e os lobos irão embora. Não se corrompa com as ofertas gordas que os lobos oferecem para permanecerem, o homem de Deus não tem compromisso com lobos, mas com o Bom Pastor que deu Sua vida pelo rebanho.



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