Unidos Pelo Erro - A intolerancia aos Hereges


 


UNIDOS PELO ERRO,

Em Paz Com os Inimigos de Deus

 (*) Wilson Franklim

 

“Não vos deixeis levar por doutrinas várias e estranhas...” (Hb 13.9).

 

            Neste artigo meu alvo demonstrar como a apostasia tem avançado dentro das igrejas. O fato problemático é que as denominações históricas também têm caminhado a passos largos nessa direção. Fico perplexo com a ousadia de pessoas que se dizem “evangélicas”, com suas “inovações” na área litúrgica. São práticas mundanas, abomináveis, que jamais em época alguma da história da Igreja foram praticadas no culto ao Deus Eterno.

A Bíblia identifica tais coisas como apostasia. Seus efeitos e conseqüências são devastadores para adoração cristã: enfraquece a fé dos mais antigos pelo desânimo, neutraliza e cauteriza o frágil sistema de defesa dos novos convertidos, criando uma geração de pseudos adoradores que adoram a si mesmo através do entretenimento.

A filosofia orientadora desse movimento é unir pelo erro e não dividir pela Verdade. Desta forma, enaltecem a auto-ajuda em detrimento da ajuda do alto, por isso preferem palavras agradáveis e não a mensagem confrontadora do Evangelho.

            Lucas, o grande evangelista afirmou (At 17.6) que nossos antepassados transtornavam o mundo com a mensagem do Evangelho, hoje é o mundo que está transformando e transtornando a igreja com a sedução de suas mentiras. É, realmente o evangelho moderno é uma filosofia que,

 

I. Entretenimento É a Palavra Chave, Seja Musical ou Teatral

            Para tornar atraentes seus “produtos” estes “vendedores da fé” tem se utilizado de muito marketing, com os mais variados métodos: que vai do entretenimento ao misterioso. Dos shows musicais introduzidos no culto; trenzinhos; danças das mais variadas, pula-pula; palmas ao estilo candomblé; testemunhos levianos; óleo “ungido” (não sei como conseguem a proeza ungir o próprio óleo); vendas “lenços ungidos”; cornetas de Jericó; kit de beleza da...; águas do Jordão... Há uma variedade quase interminável de práticas estranhas ao culto ao Eterno. 

            Em relação às músicas, na verdade não se pode chamar, de música, esse lixo gospel das “igrejas modernas” que alimentam esse tipo de imundice, uma vergonha! São compositores de mentes sujas, alinhados com a mensagem de satã. Para exemplificar sito a tal “música do céu”[1] uma vergonhosa versão góspel da música do créu... Jesus disse: “Errais não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus" (Mt 22:29). Paulo nos exorta a que nos afastemos de tais pessoas: “... Mas, agora, escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ... com o tal nem ainda comais” (1 Co 5.11).

Do lado “misterioso” estão as enganadoras “incorporações” de demônios, gargalhadas e risos incontroláveis, pessoas em estado de histeria rugindo, uivando... à semelhança dos animais irracionais. Somando-se a tudo isso vem o tal sopro do “espírito da mentira”, e outras loucuras... Nessas igrejas a corrida pela busca por membros é intensa, inclusive a conhecida “pesca em aquário”. Infelizmente não existe nesses grupos uma pregação bíblica e confrontadora do pecado. Ao contrário, a triste realidade mostra que eles trabalham para atender a uma espécie de “demanda de mercado”, onde os fiéis são consumidores ávidos por entretenimento, e o produto principal (em um país de desempregados) é a tão almejada prosperidade financeira.

            A igreja moderna se embriagou com o vinho imundo da grande meretriz (Ap 17.2). É importante notar que a marca do “cristão” infectado com o “vírus maligno da apostasia” é ser facilmente “levado para todos os lados”, buscando alguma doutrina nova, diferente, e espetacular. Seus ouvidos estão sempre comichando para ouvir algo “novo”, e sensacional, algo que o entretenha, algo agradável à carne. Contudo, a Bíblia adverte: “Não vos deixeis levar por doutrinas várias e estranhas...” (Hb 13.9). Não se deixe conduzir de lá para cá, de um lado para o outro, “... porque bom é que o coração se fortifique com a graça” (Hb 13.9).

  

II. A Igreja em Declínio no Evangelho

2.1 O Afastamento das Escrituras Sagradas

            Muitos cristãos sinceros estão desolados porque literalmente suas igrejas estão acabando. Igrejas que outrora eram históricas com um belo passado de serviços ao Reino de Deus marcado pela fidelidade Bíblica, agora têm um futuro sombrio porque se afastaram da Palavra para seguirem os frágeis métodos humanos do pragmatismo. De verdadeiras Igrejas passaram a grandes clubes onde a palavra de ordem é o entretenimento.           

Nessa corrida do declínio, em que para baixo todo demônio empurra, há muitos pastores, encantados e seduzidos pela doutrina de Jezabel. Estes líderes seduzidos, por sua vez estão produzindo “filhos da sedução”. Ensinam a “prostituição e o consumo de alimentos sacrificados aos ídolos” (Ap 2.20). A prostituição é a espiritual e o alimento são as falsas doutrinas que faz com que a igreja fique em paz com os inimigos de Deus.

            Multidões de cristãos cegos, mal conduzidos, estão “celebrando” (na linguagem deles). Acreditam que estão louvando ao Senhor em igrejas escravizadas pela falsa doutrina. Centenas de pessoas sentam-se para ouvir mestres que pregam “... doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras...”(I Tm 4.1-2). E ainda saem dizendo: “Não é uma maravilha?...” Por outro lado, muitas Igrejas fiéis estão sendo divididas, solapadas, onde crentes sinceros são perseguidos, e até mesmo escorraçados, porque não aceitam que suas igrejas fiquem em paz com os inimigos de Deus. Toda essa operação da apostasia segue uma estratégia.

2.2. A Estratégia da Operação do Erro

            A operação da apostasia é muito bem planejada. Vai desde as per-versões da Palavra de Deus, a Bíblia até liturgia cúltica. Sob a denominação de versões modernas, com um linguagem mais atual ou de hoje... As “novas” versões da Bíblia foram lançadas com muita pompa no século XX. Apresentam linguagem agradável e mesmo bonita. Contudo, o preço dessa linguagem mais agradável é a falsificação da Palavra de Deus, conforme já demonstrado na série de artigos Escritura Sacada publicados anteriormente nesse períodico.

            Em relação aos cultos, os sacros hinos, com suas letras recheadas de sólido conteúdo bíblico foram substituídos por corinhos repetidos, repetidos... cantados em pé (coitados dos irmãos da terceira idade)... Esses corecos, digo corinhos são paupérrimos em suas letras, com pouquíssimo conteúdo, salvo raras exceções. Acrescentem- se ainda as inserções de práticas estranhas ao culto a DEUS: “realização de shows”, frases hipnóticas de efeitos, equipes de danças (ainda ousam denominar ministério de dança), “palmas pra Jesus”, “pula-pula”, cair no “espírito” (da mentira) e outras aberrações pagãs... É verdade que a igreja moderna está unindo pelo erro para não dividir pela Verdade. Qual será o preço desse pecado?

            A noção de pecado foi suavizado, relativizado. Vi uma reportagem na tv onde uma pessoa se dizendo evangélica e “irmã” disse que havia lançando um filme “pornô evangélico”, isso já ultrapassa o ridículo e cai no desrespeito. É a banalização do pecado. Como podemos nos ajuntar com pessoas que pensam e praticam tais coisas?

 

Conclusão

            O modernismo evangélico, em acomodação com o mundo, introduziu um cristianismo sem a necessidade de nascer de novo. Onde quase tudo é permitido, e negar-se a si mesmo e tomar a cruz de Cristo tornou-se opcional. Os púlpitos brasileiros “estão cada vez mais empobrecidos. Pastores animam seus auditórios com frases de efeito, contentam suas igrejas com mensagens superficiais...”[2]          

Muitas são as razões para o declínio contemporâneo da igreja: 1. A influência negativa do surgimento de novos meios de comunicação e de novas mídias interativas. 2. A aversão do homem pós-moderno pela verdade objetiva ou absoluta (aqui está uma das justificativas do surgimento de versões da Bíblia relativizadas) . 3. A secularização da sociedade, e em 4. O afastamento do cristianismo das Escrituras, o que tem levado a corrupção da pregação, degenerada em eloqüência de palavras, demonstração de sabedoria humana, elucubrações metafísicas, meio de entretenimento, ou embromação pastoral dominical... 

É imprescindível que se tenha consciência de que Deus está presente em nossos cultos, seja recebendo a nossa adoração, seja recusando-a. A presença da grandeza, da majestade e da santidade de Deus é mais que motivo para tornar-nos cheios de reverente temor diante dEle, e para que retiremos de nossa liturgia elementos profanos (sensuais, irreverentes, e estranhos). "Arrepia-se- me a carne com temor de Ti..." (Sl 119.120). Que Deus nos guarde da apostasia.

 

(*) O Autor é Pastor Igreja Batista Vila Jaguaribe Piabetá-RJ

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