TEM CUIDADO DE TI MESMO
O duplo imperativo do Apóstolo Paulo em I Timóteo 4:16
As verdades que melhor conheço, aprendi de joelhos. Nunca sei nada bem até que seja gravado em meu coração pela oração. (John Bunyan)
O primeiro versículo das epístolas
de Paulo a Timóteo que memorizei foi de grande importância para minha vida
espiritual, talvez sendo um dos principais motivos de meu aprofundamento em
teologia e apologética. Considero a mensagem desse versículo o ponto culminante
da exortação pastoral de Paulo a Timóteo. Refiro-me ao capítulo 4, versículo
16, de 1 Timóteo: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas
coisas; pois, fazendo isto, salvarás tanto a ti mesmo como aos que te
ouvem." O texto grego revela uma estrutura notável, um imperativo duplo.
Inicialmente, exorta o indivíduo a ter cuidado de si mesmo, seguido pela
doutrina. A intenção de Paulo pode ser resumida de maneira clara: mantenha a
atenção constante. Esteja diligentemente atento em todos os momentos.
Dedique-se àquilo que você crê, sem interrupção. Considere a importância de
examinar continuamente os seus princípios de fé. Essa abordagem apresenta, de
fato, um aspecto significativo.
Observamos que Paulo emprega uma
linguagem enfática, e, por meio desse imperativo, depreendemos a necessidade de
uma ação constante e vigilante por parte do cristão em relação a essa questão
de grande importância. Não se trata de um cuidado esporádico, mas da prática de
uma disciplina contínua. Inicialmente, notamos que essa orientação de grande
valor foi dirigida por Paulo a Timóteo, mas o registro dessa passagem no cânon
do Novo Testamento nos leva a crer, indubitavelmente, que o Espírito Santo
também a dirige a todos os cristãos de todas as gerações.
A doutrina é o fundamento necessário do dever; se a teoria não estiver correta, a prática não poderá estar certa. Diga-me no que um homem acredita, e eu lhe direi o que ele fará. (Tryon Edwards)
Consideremos o contexto da carta. Paulo
escreve a Timóteo, que se encontra em Éfeso. Timóteo ministrava naquela cidade,
uma metrópole com características que merecem atenção para compreendermos a
necessidade dos conselhos de Paulo. Primeiramente, havia um significativo
sincretismo religioso. O centro religioso de Éfeso era um templo grandioso,
dedicado à deusa Diana, também conhecida como Ártemis. Ali, pessoas de diversas
regiões do Império Romano vinham para cultuá-la, configurando-se como um centro
sagrado de grande devoção e peregrinação. Essa realidade contrastava com a
mensagem do Evangelho e o monoteísmo do cristianismo primitivo, que via em
Cristo o único caminho para a salvação. Além da proeminência do culto a Diana,
a história revela a presença do gnosticismo, que influenciou a igreja em Éfeso.
Se o culto a Ártemis representava uma ameaça externa, o gnosticismo constituía
um perigo interno de corrupção espiritual. Adicionalmente, o judaísmo era
praticado na cidade. A prosperidade comercial, evidenciada pelo materialismo,
caracterizava a economia de Éfeso. Diante desse cenário complexo, Paulo
escreveu a Timóteo, exortando-o: "Cuida de ti mesmo e da doutrina".
Essa advertência não seria igualmente pertinente para nós hoje, em que a igreja
e os cristãos estão inseridos em uma cultura relativista, pragmática e permeada
por movimentos heréticos e um neognosticismo em ascensão através de diversas
correntes espiritualistas? Não nos encontramos, porventura, em uma situação tão
desafiadora quanto a enfrentada por Timóteo naquele tempo? Observamos que o
desafio enfrentado por Timóteo em sua época ressoa na atualidade, afetando não
apenas pregadores, teólogos e pastores, mas todos os cristãos que se dedicam
aos princípios fundamentais da fé cristã. Naquele contexto, Timóteo se deparava
com problemas específicos, conforme evidenciado na epístola de Paulo a ele.
Havia falsos mestres que propagavam ensinamentos equivocados, como se pode
constatar em 1 Timóteo 1:3-7 e 4:1-3. Adicionalmente, genealogias e
especulações, muitas vezes promovidas por judeus helenizados, desviavam a
atenção da sã doutrina. Um ascetismo extremado, com a proibição do casamento e
de certos alimentos, caracterizava uma tendência herética que se infiltrava na
igreja. Por fim, a juventude de Timóteo também representava um desafio em relação
à sua autoridade pastoral. Diante dessas circunstâncias, Paulo exorta Timóteo a
um constante zelo: "Cuida de ti mesmo e da doutrina" (1 Timóteo
4:16). Da mesma forma, nos dias atuais, somos chamados a manter um cuidado
contínuo, a fim de preservar os pilares da fé cristã e a nossa integridade
espiritual.
Portanto, ao analisarmos teologicamente
a dupla exortação de Paulo, percebemos que ele orienta e aconselha Timóteo a
atentar para si mesmo e para a doutrina. Paulo o exorta a manter uma vigilância
espiritual constante e intensa, a fim de não ser desviado por ensinamentos enganosos,
mas permanecer firme diante dos desafios. Da mesma forma, nos dias atuais,
observamos a proliferação de falsos mestres que propagam doutrinas equivocadas
e defendem ideias que divergem dos ensinamentos de Paulo e Jesus Cristo.
Vivemos tempos desafiadores, nos quais a advertência dada a Timóteo –
"Cuida de ti mesmo e da doutrina" – permanece relevante. Somos
chamados a uma vigilância atenta e a firmar nossa fé na solidez da verdadeira
doutrina sagrada. Somente assim seremos cristãos bíblicos e demonstraremos,
através de nossas vidas, os frutos da regeneração pelo Espírito Santo.
“Podemos revigorar nossa fé e renovar nossa coragem ao refletirmos que o poder divino sempre acompanhou a pregação da doutrina, quando feita com o verdadeiro espírito de pregação. Grandes avivamentos acompanharam a pregação heroica das doutrinas da graça, da predestinação, da eleição e de toda aquela elevada cordilheira de doutrinas sobre a qual Jeová se assenta entronizado, soberano em graça como em todas as coisas. Deus honra a pregação que O honra. Há muita pregação fraca hoje em dia, tentando persuadir os pecadores a fazerem uma trégua com seu Criador, a deixarem de pecar e a se juntarem à igreja. A situação não exige uma trégua, mas uma rendição. Tragam a artilharia pesada do céu e trovejem contra esta era arrogante como fizeram Whitefield, Edwards, Spurgeon e Paulo, e muitos serão mortos pelo Senhor, ressuscitados para andar em novidade de vida.” (James Grambell)
Em sua segunda epístola aos Coríntios,
capítulo 3, versículo 5, Paulo exorta os coríntios a se examinarem para
verificar se permanecem na fé. Em outras palavras, Paulo constantemente instrui
e aconselha os cristãos a zelar por sua vida espiritual e pelas crenças que
professam. Você ainda sustenta as doutrinas fundamentais do Evangelho? Está
disposto a defendê-las publicamente? Atualmente, a simples adesão e defesa
pública das doutrinas essenciais da fé cristã pode resultar na aplicação de
rótulos como "fundamentalista", ser visto como ultrapassado ou
acusado de fanatismo, separatismo ou intolerância. Isso ocorre em um tempo de
significativo relativismo espiritual, no qual muitos evangélicos demonstram
abertura ao sincretismo religioso, priorizando o consenso em detrimento da
verdade.
Na exortação de Paulo a Timóteo,
"Atenta para ti mesmo e para a doutrina", observamos que, no original
grego, a palavra empregada é "didascalia", referindo-se ao depósito
apostólico da fé, um padrão estabelecido pelo Novo Testamento. Este padrão
serve como fundamento para o sistema doutrinário da Igreja, que é, portanto,
estruturada de acordo com a revelação contida no Novo Testamento. A totalidade
dos elementos essenciais para caracterizar uma verdadeira igreja encontra-se
nesse cânone. Por essa razão, o conjunto doutrinário é denominado "o bom
depósito". Dentro desse depósito, reside uma cristologia ortodoxa e a
proclamação do Evangelho da graça divina. O texto estabelece um contraste com
as doutrinas falsas. Paulo emprega uma analogia médica, ao falar de "sã
doutrina", que se traduz em ensinamento saudável, em oposição às
"doutrinas de demônios", "fábulas profanas" e "vãs
contendas de palavras", que prejudicam a saúde espiritual da Igreja e dos
cristãos.
Da mesma forma que precisamos zelar pela saúde do corpo físico, a fim de
preservar nosso bem-estar biológico, também é crucial ter cuidado na vida
espiritual, evitando a ingestão de doutrinas falsas. Assim como um veneno afeta
o corpo físico, o veneno espiritual corrompe a nossa vida espiritual. No contexto de 1 Timóteo 4:16, a análise do
versículo 13 revela que Paulo instrui Timóteo a dedicar-se à leitura, à
exortação e ao ensino. A intenção de Paulo era que a Escritura fosse utilizada
para instruir, repreender e corrigir, a fim de que o homem de Deus estivesse
apto a conhecer e a permanecer na sã doutrina, na ortodoxia, na verdade
bíblica. Portanto, a exortação de Paulo serve como um padrão para todos nós:
perseverar na leitura das Sagradas Escrituras e em bons livros teológicos, na
exortação e no ensino, especialmente para os líderes. Líderes verdadeiramente
piedosos, que demonstram temor a Deus e zelo, devem pregar com base na sã
doutrina, demonstrando cuidado e diligência, levando seus ouvintes a
firmarem-se nas verdades do Evangelho. Essa é uma questão essencial que nunca
deve ser negligenciada em uma igreja fundamentalmente bíblica.
Qual a razão para que ele seja exortado
a perseverar nessas questões? O verbo, em sua forma original, implica em uma
constância, uma firmeza e uma perseverança inabalável em relação aos temas que
abordamos. Dessa forma, não somente o cristão deve manter-se firme no Evangelho
e dedicado às verdadeiras doutrinas, mas também o líder deve estar comprometido
em conduzir seus ouvintes a essa mesma postura. Apresenta-se aqui uma questão
central que não podemos ignorar. De certa forma, atualmente, as igrejas, de
modo geral, tendem a estruturar suas ações de forma a priorizar a quantidade de
membros presentes em um culto, em detrimento da importância da doutrina. Muitas
vezes, a doutrina é vista como relevante apenas para aqueles que genuinamente
buscam a santidade, desejam manifestar uma vida piedosa, praticar a piedade e
fundamentar-se na verdade. Hoje, observamos uma igreja que age como uma
empresa, onde a quantidade é vista como prioridade em vez da qualidade daqueles
que a frequentam. Por isso, frequentemente encontramos grandes igrejas que não
se caracterizam pela sã doutrina. Nos dias atuais, são poucos os cristãos que
realmente desejam alicerçar-se na fé e aprender os fundamentos da mesma. São
poucos os que verdadeiramente buscam viver a integridade do Evangelho e dar
suma importância ao ensino das Sagradas Escrituras.
Com certeza, Paulo não seria o líder desses
cristãos, o apóstolo seria considerado como um extremista fanático se liderasse
e aconselhasse essa classe de cristãos que vimos hoje.
É imperativo compreender claramente que
Paulo, ao abordar a vida espiritual sob a ótica da doutrina e da ortodoxia,
emprega o conceito de combate. Em 1 Timóteo, capítulo 6, versículo 12, ele
declara: "Combate o bom combate da fé", dirigindo-se a Timóteo.
Igualmente, em 2 Timóteo, capítulo 2, versículo 3, ele adverte: "Sofre
comigo as aflições como bom soldado de Cristo Jesus". E em 2 Timóteo,
capítulo 3, versículo 14, recomenda: "Tu, porém, permanece naquilo que
aprendeste". Percebe-se nessas palavras a ênfase paulina na intensidade da
batalha espiritual. Analogamente às guerras, domínios e confrontos existentes
no âmbito político da sociedade da época, Paulo transpõe essa realidade para a
esfera espiritual. O "bom combate da fé" é uma batalha. O cristão é,
portanto, um soldado, um combatente que deve assumir uma posição, seja de
defesa, seja de ataque. Acima de tudo, é preciso reconhecer que, em um campo de
batalha, o soldado deve zelar por si mesmo. Essa é uma questão primordial,
fundamental: a sobrevivência. Portanto, o soldado deve cuidar de si,
demonstrando um senso de militância para preservar sua própria vida. Essa
analogia possui uma profunda aplicação espiritual.
A doutrina é a estrutura da vida – o esqueleto da verdade, a ser revestido e completado pela graça viva de uma vida santa. (Adoniram Gordon)
A perseverança, em especial no cuidado e
no combate espiritual, evidencia a autenticidade da fé cristã. O cristão,
conforme as Escrituras, é alguém que experimentou a salvação e a regeneração, e
compreende que está envolvido em uma batalha espiritual constante. Essa
consciência o impulsiona a dedicar atenção e zelo à sua fé, tornando-se um modelo
genuíno de cristão bíblico. Inserido nesse cenário, ele enfrenta a proliferação
de falsos profetas, o relativismo moral, o pragmatismo, novas pretensas
revelações e doutrinas distorcidas que ameaçam a pureza da fé.
Diante da crise espiritual que permeia grande parte da cristandade contemporânea, torna-se imprescindível zelar tanto por nossa própria vida espiritual quanto pela ortodoxia da doutrina. A ausência dessa característica indica a falta da marca distintiva do cristão neotestamentário. A epístola de Paulo a Timóteo, assim como grande parte de suas cartas, oferece exemplos de exortações e incentivos à firmeza na fé, demonstrando a importância vital da perseverança.
Consideremos alguns exemplos. Em 2 Tessalonicenses, capítulo 2, versículo 15, Paulo exorta: "Portanto, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por carta nossa." Em 1 Coríntios, capítulo 16, versículo 13, ele instrui: "Vigiai, permanecei firmes na fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos." Efésios, capítulo 6, versículo 13, assevera: "Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes." Diante disso, Paulo convoca o cristão à firmeza, a qual se alcança mediante a diligência em relação a si mesmo e à doutrina.
“Se existe alguma religião no mundo que exalta o ofício de ensinar, pode-se afirmar com segurança que é a religião de Jesus Cristo. Tem sido frequentemente observado que, nas religiões pagãs, o elemento doutrinário é mínimo — o principal ali é a realização de um ritual. Mas é precisamente aí que o cristianismo se distingue das outras religiões: ele contém doutrina. Apresenta-se aos homens com ensinamentos definidos e positivos; reivindica ser a verdade; fundamenta a religião no conhecimento, embora um conhecimento que só seja alcançável sob condições morais. ... Uma religião divorciada do pensamento sério e elevado sempre tendeu, ao longo de toda a história da Igreja, a se tornar fraca, pueril e nociva; enquanto o intelecto, privado de seus direitos dentro da religião, buscou sua satisfação fora dela e se desenvolveu em racionalismo ímpio.” (James Orr)
Em 1 Timóteo 4:16, o resultado do cuidado recomendado por Paulo é evidenciado: "Cuida de ti mesmo e da doutrina". Deus emprega meios estabelecidos, como a pregação fiel, o exemplo piedoso e a sã doutrina, para manifestar Sua graça salvadora aos homens. Portanto, o foco principal do cuidado de Timóteo, conforme a instrução de Paulo residia na doutrina da justificação pela fé. É imperativo compreender essa passagem dentro de seu contexto adequado, pois a segurança do crente reside na posse, vivência, defesa e crença na doutrina correta, a saber, a justificação pela fé. Esta é concedida pela graça, um dom gratuito de Deus aos homens, através da obra perfeita e consumada de Jesus Cristo na cruz do Calvário. O cristão, então, deve manter-se firme nessa doutrina fundamental, pois nela reside o fundamento de sua salvação. Toda a soteriologia do Novo Testamento se fundamenta nessa doutrina, que Paulo expõe com veemência e vigor em seus escritos, ensinamentos e exortações às igrejas que fundou e aos companheiros a quem envia cartas e conselhos.
Observe que existem princípios exegéticos pelos quais podemos compreender esta exortação paulina. Inicialmente, a inseparabilidade enfatizada por Paulo, pois ele nunca dissocia a ortodoxia da ortopraxia. Assim, cuidar de si mesmo corresponde à ortopraxia, e a doutrina, à ortodoxia. Ambas as coisas estão interligadas. Devemos atentar a isso. Aquilo que professamos deve transformar nossa vida.
“Nenhuma doutrina da religião cristã merece ser preservada se não puder ser verificada na vida diária” (John Watson).
A fé cristã, além de transformar a vida
individual, também influencia profundamente o comportamento, impactando
positivamente a sociedade. O cristianismo bíblico possui esse potencial
transformador. Conforme Paulo afirma em 1 Timóteo 6:13, a sã doutrina é
essencial para a piedade. A doutrina, sendo salutar, promove a verdadeira
santidade. Somente aquele que professa a sã doutrina, que vive de acordo com os
ensinamentos do Novo Testamento e que zela por esse conjunto doutrinário, pode
exercer a função de um verdadeiro servo de Deus, pois a doutrina conduz à
piedade. Adicionalmente, em Tito 1:9 e 7, Paulo ressalta a importância da
irrepreensibilidade. A santidade e a irrepreensibilidade, portanto, operam em
conjunto, sendo elementos essenciais para a vida espiritual e santa. Todo
aquele que se dedica à santidade demonstra, em sua conduta, a busca pela
irrepreensibilidade. Quais são as implicações para nós, hoje, decorrentes da
mensagem de Paulo a Timóteo? Em primeiro lugar, a necessidade de vigilância
espiritual constante, disciplina espiritual regular, prestar contas a Deus e
dedicar-se ao estudo diligente e contínuo da Palavra de Deus, buscando uma vida
piedosa em conformidade com as Escrituras. Em segundo lugar, a importância da
fidelidade doutrinária, do estudo aprofundado das doutrinas fundamentais do
Evangelho, da resistência a novas teologias que contradizem a revelação
bíblica, da exposição sistemática da Palavra de Deus e da busca por uma
comunidade eclesiástica que nos instrua e nos ensine a viver de acordo com os
princípios bíblicos. Em terceiro lugar, a necessidade de perseverança
resiliente em face das pressões culturais, do desânimo ministerial e das
dificuldades da fé que enfrentamos diariamente. É crucial estarmos preparados
para esses desafios.
Em resumo, todo cristão deve dedicar-se
a este cuidado. Zele por si mesmo e pela doutrina. Cada cristão deve cultivar
sua vida espiritual, conhecer e defender os fundamentos da fé cristã, e todos
são chamados à perseverança. Ao considerarmos e aplicarmos estes princípios em
nossa vida, certamente nos tornaremos cristãos segundo a vontade e o coração de
Deus, vivendo uma fé bíblica e piedosa.
“Só existe uma proteção contra o erro, e essa é estar firmado na fé; e para isso, é preciso oração, estudo diligente e receber com mansidão a Palavra de Deus que nos foi ensinada.” (A. W. Pink)
“No tribunal de Cristo, ficaremos felizes por termos permanecido firmes na Palavra de Deus e somente na Palavra de Deus, independentemente do opróbrio que possamos sofrer nesta breve vida presente. Se for necessário estar em extrema minoria em nome da verdade, como Jeremias, não nos envergonharemos.” (David Cloud.)
Autor: C. J. Jacinto

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