Viver Cristo em Nossos Dias.


"Porque para mim o viver é Cristo" (Filipenses 1:21) Tal declaração é totalmente cheia de significados verdadeiros. Mas ela não está divorciada de uma outra declaração de Paulo "E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus, padecerão perseguições"( II Timóteo 3:12) note porem que isso não ocorre hoje na igreja ocidental. Acontece que a cultura ocidental puramente capitalista, parece buscar o significado da vida e a satisfação existencial no materialismo, e a igreja moderna segue o mesmo rumo. A mente do cristão moderno está totalmente voltada aos prazeres da vida, e completamente fechada para as aflições. Ser afligido, para muitos é estar fora das bençãos celestiais. Os amigos de Jó perpetuaram a filosofia de que se algo está errado na vida de um homem, isso é a prova irrefutável de há algo errado com a sua religião. Porem se ficarmos com a mente fechada com relação a certos assuntos bíblicos, muitas evidencias que corroboram a autenticidade da nossa fé ficará completamente fora da nossa vida. Ao revelar amor (João 3;16) Deus precisou enviar  o Filho unigênito revelar ao mundo tal sentimento nobre pelo caminho da dor. Porque só assim a compaixão ganha sentido. Assim procede que a evidencia mais real que podemos dar ao próximo a respeito da nossa fé, é o nosso sincero amor, ainda que em meio as tribulações. Foi dessa maneira que a expressão do perdão de Estevão ganhou forma em meio aos seus algozes, enquanto a vida escoava pelas feridas abertas pela lapidação. Foi assim que Deus fez, não sem a aflição profunda, não sem a dor exagerada. É grave o hedonismo que se perpetua entre os cristãos ocidentais, aliados de uma teologia de bem estar, proteção, isenção de dores, dificuldades etc. Durante décadas, a igreja foi treinada na ostentação e regalias, até então clamadas por lideres que erguem a plataforma da vida material bem sucedida como um ponto crucial que determina que  são espirituais e abençoados por Deus. Não se encontra com facilidade lideres servos, eles são raros em nossos dias. Mas quando Paulo diz que o viver é Cristo, o que importa na verdade é morrer por Ele. Sofrer e combater. A  estrada de Paulo não há diamantes mas há espinhos, um encontro no caminho de Damasco e ele cai, fica cego, e depois recebe uma das palavras mais sublimes quando se trata de pessimismo "E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome"(Atos 9:16) Eu não sei o quanto isso é negativo, parece ser uma péssima noticia para um recém convertido. Mas é nas lapidações da vida cristã, que a excelsa glória do evangelho resplandece no mundo, e então o céu se revela aos santos e Cristo é levado aos perdidos. O caminho da verdadeira espiritualidade é a contramão do materialismo mundano.


Clavio J. Jacinto

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