Mostrando postagens com marcador Aflições. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aflições. Mostrar todas as postagens

A PROVIDENCIA SANTA DE DEUS SOBRE OS REDIMIDOS

0 comentários


 

C. J. Jacinto

 

Uma reflexão acerca de Romanos 8:28: "E sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." Este oráculo, contido no oitavo capítulo da grandiosa epístola de Paulo aos Romanos, constitui um profundo consolo. O versículo tem servido como uma fonte de consolo do mártir em seus momentos de angústia, como cajado para sustentar as mãos debilitadas do peregrino e como escudo para proteger o peito daqueles que, na peleja espiritual, enfrentam o intenso calor da batalha.
O apóstolo Paulo inicia sua profunda consolação com uma nota de absoluta certeza, a partir da qual podemos contemplar e compreender a sua declaração. Ele não recorre a suposições, conjecturas ou ambiguidades; não há espaço para possibilidades incertas ou meras expectativas. A gramática da fé, ao tratar do caráter de Deus, não admite o modo subjuntivo, preferindo o indicativo: a linguagem do conhecimento. Trata-se de uma convicção fundamentada em uma percepção intuitiva e absoluta, uma verdade que transcende a nossa experiência e os nossos sentimentos, alicerçada em uma fé inabalável. Paulo afirma: "Sabemos".
Todavia, é imperativo que façamos uma pausa para um exame interior. Acaso possuímos, de fato, tal certeza? Será esta uma verdade autoevidente à natureza humana? Se consultarmos os registros da experiência humana, se indagarmos à carne e ao sangue, a resposta será um inequívoco não. Quando a tempestade investe contra o lar, quando o raio fere o cedro, quando a embarcação é naufragada pelas ondas e o mundo parece ruir, pode o coração natural proclamar que tudo isso contribui para o seu bem? Longe disso; o coração terreno, tal como Jacó outrora, exclama: "Todas estas coisas são contra mim". O olhar do sentido humano percebe apenas a perda, a dor, a tragédia, o sofrimento e a desventura. Contudo, o cristão que deposita sua confiança no Senhor transcende essa visão limitada.
O conhecimento de Paulo repousa sobre um fundamento inabalável: o caráter de Deus. Como aqueles que amam ao Senhor, compreendemos a Sua natureza e as Suas promessas. Reconhecemos que Ele é o Pai Todo-Poderoso e onipotente, cuja sabedoria é infinita e cujo amor é imutável. Pela Sua onisciência, Deus detém o pleno conhecimento do que é melhor para nós; Ele é o soberano regente de nossa existência e de nosso destino. Confiantes no Seu amor incondicional e no Seu controle absoluto sobre todas as coisas, compreendemos que a Sua onipotência atua em nosso favor. Sendo Ele capaz de efetuar o que é mais excelente para cada um de nós, temos a convicção de que os resultados de Sua providência conduzem, inevitavelmente, ao supremo bem. A expressão "aqueles que são chamados segundo o seu propósito" refere-se aos redimidos, adquiridos pelo sangue do Redentor. A arquitetura deste versículo nos oferece a garantia de uma perspectiva divina que transcende o tempo presente, estendendo-se à eternidade. Trata-se de uma visão celestial, de plenitude e convergência. Deus estabeleceu um desígnio soberano para cada um dos que chamou, propósito este que a própria redenção ratifica. Conforme o capítulo 1, versículo 10, da Epístola aos Efésios, caminhamos em direção à plenitude dos tempos, rumo à visão beatífica na qual todas as promessas do Senhor serão consumadas, alcançando o ápice de nossa existência. O coração de Deus e o exercício de Sua vontade repousam sobre aqueles a quem Ele ama; por conseguinte, aquele que ama a Deus deve manter o seu coração inteiramente voltado às Suas promessas. O texto em análise funciona como uma janela que se abre, permitindo-nos contemplar a soberania de Deus e a magnitude de Seu propósito sobre as nossas vidas.
A identificação daqueles que amam a Deus, conforme apresentada em Romanos 8:28, refere-se aos redimidos, aos que atenderam ao chamado do Evangelho. Este versículo estabelece uma doutrina fundamental: a responsabilidade humana. Somos instruídos a amar ao Senhor de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento. Amar a Deus é uma escolha que nos cabe; é um exercício da nossa livre vontade. Devemos, portanto, tomar uma decisão radical que esteja em consonância com o propósito estabelecido pela soberania divina. Embora Deus inicie, planeje e chame, cabe a nós responder. Essa resposta deve ser profunda e deliberada, para que possamos experimentar o processo dinâmico da atuação de Deus conforme o propósito que Ele determinou para nossas vidas desde a eternidade. É imperativo que caminhemos continuamente nessa direção.
 Todavia, um aspecto do versículo merece atenção especial: a afirmação de que todas as coisas cooperam para o bem. Este é um tema central e sublime, que deve ser objeto de profunda reflexão, inclusive para o homem impiedoso. A providência divina, operando de maneira invisível, faz com que todos os eventos concorram para o benefício daqueles que são chamados. Trata-se de uma verdade magnífica, que requer nossa constante meditação, visto que diz respeito à nossa própria existência. Em última análise, a soberania de Deus assegura que todas as circunstâncias cooperem para o nosso bem, não apenas nesta vida, mas também por toda a eternidade.



Podemos observar essa realidade na trajetória de José do Egito, que, após ser vendido por seus irmãos e submetido à condição de escravo, enfrentou uma falsa acusação que o levou ao cárcere. Mesmo cumprindo pena por um crime que não cometeu, José manteve-se alicerçado nas promessas divinas. Sua fé inabalável sustentava a convicção de que Deus permanecia no controle e de que todas as circunstâncias cooperavam para um propósito maior. Essa confiança permitiu que ele se mantivesse firme, mesmo diante de evidências contrárias. O mesmo se aplica à experiência de Daniel. Ao ser retirado de sua pátria e levado à Babilônia, ainda que a situação parecesse desoladora, o agir soberano de Deus estava presente. Tanto a vida de José quanto a de Daniel revelam que o Senhor utiliza as aflições como instrumentos para realizar Seus desígnios. Esses relatos do Antigo Testamento, que transcendem o caráter histórico, evidenciam a soberania divina sobre todas as circunstâncias. Consequentemente, a promessa contida em Romanos 8:28 torna-se extraordinária ao analisarmos como grandes homens de Deus superaram adversidades por meio da presença constante do Criador. Dessa forma, todas as coisas revestem-se de um significado profundo e absoluto, carregando um peso significativo de propósito, soberania e domínio sobre cada fração de segundo, momento e circunstância. O apóstolo não exclui aspecto algum, incluindo, antes, aflições, provações, adversidades, perseguições, calamidades, enfermidades, obstáculos e tensões, entre outros desafios. Na história dos santos, observamos como o Senhor intervém com sua providência; embora seu processo possa parecer incompreensível em um primeiro momento, o decorrer do tempo revela como Deus mantinha o controle, cumprindo seu propósito e glorificando seu nome. Consideremos, agora, a trajetória de Jonas. Teriam a tempestade e o seu subsequente lançamento ao mar ocorrido por mero acaso? De modo algum; foi o Senhor quem enviou um forte vento sobre o oceano, evidenciando Sua soberania. A aparição do grande peixe não foi um evento fortuito, mas uma providência divina preparada para aquele momento. A tempestade, o sorteio realizado pelos marinheiros, o grande peixe, a planta, o verme e o vento oriental — todos esses elementos cooperaram para o bem de Jonas. A tempestade serviu para despertar o profeta; o sorteio, para identificá-lo; o peixe, para resgatá-lo; a planta, para confortá-lo; e o verme, para humilhá-lo. Embora, sob a perspectiva de Jonas, a tempestade representasse a destruição e o grande peixe, a morte iminente, Deus utilizou tais meios para cumprir o Seu propósito. Esse desígnio não se restringiu à vida do profeta, mas estendeu-se aos habitantes de Nínive, alcançando-os com a salvação e afastando-os de sua profunda rebeldia.
 Romanos 8:28 constitui, portanto, nossa carta magna de esperança, preenchendo o vazio de nossos anseios diante da glória futura. É imperativo compreender que não somos joguetes do destino nem vítimas do acaso; repousamos sob a soberana e misericordiosa sabedoria de Deus. Nesse sentido, entendemos que as aflições, perseguições, privações e as duras lutas da vida — fatos que, por vezes, parecem contrariar nossas convicções — nada mais são do que o justo governo divino sobre nossa existência. Devemos aguardar com confiança, pois, no tempo oportuno, revelado será que os propósitos de Deus sempre foram pautados pela sabedoria e justiça. Assim, regozijar-nos-emos ao rememorar as tribulações enfrentadas durante nossa peregrinação terrena. Tal qual a trajetória de José, desde a casa de Jacó até o Egito, compreendemos que nenhuma dificuldade esteve fora do controle divino. Deus tece, minuciosamente, a tapeçaria de seus desígnios, da qual somos fios condutores; estamos inseridos neste grandioso monumento celestial que culminará na consumação de todas as coisas.




AFLIÇÕES E O CRISTÃO MADURO

0 comentários

 


Um aspecto notável mencionado pelo salmista, no versículo 15 do capítulo 20 do livro de Salmos, é a exortação a clamarmos durante os momentos de angústia. Esse princípio estabelece um dos pilares fundamentais da vida espiritual cristã, fundamentado na realidade da consolação divina. Todavia,faz-  se  necessário esclarecer a questão da consolação,visto que muitos cristãos acreditam que não enfrentarão tribulações ou aflições; ou, caso as enfrentem, esperam um livramento imediato ou uma lívio direto por parte do Senhor,o que não encontra respaldo nas Escrituras.

Antecedendo o Salmo 50, encontramos o Salmo 23,no qual o salmista declara: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, tu estás comigo”. Diante disso, é fundamental compreender que a presença de Deus em meio à aflição é o aspecto central da experiência cristã, um tema recorrente tanto no Livro dos Salmos quanto em toda a Escritura. A essência da tribulação reside, precisamente,em atravessá-la sob o amparo divino.Portanto, a  prioridade máxima é cultivar essa comunhão com Deus duranteo s momentos de tranquilidade e conforto. Ao edificarmos essa relação nos dias de bonança, estaremos aptos a colher os frutos de uma presença consolidada quando os períodos de aflição inevitavelmente surgirem.

Observam-se, atualmente, diversos equívocos teológicos que persistem em igrejas cristãs, sobretudo naquelas que adotam tendências pós-modernas e triunfalistas, as quais difundem a ideia de que o cristão está isento de sofrimento. Tal ensinamento não encontra respaldo nas Escrituras, uma vez que uma leitura atenta revela que as aflições fazem parte da jornada cristã. Em João 16:33, Jesus afirma:“No mundo tereis aflições; contudo, tende bom ânimo, eu venci o mundo”.Além disso, a promessa de Sua presença constante assegura que Deus caminha conosco nos momentos mais adversos. Ele não nos oferece apenas a salvação, mas, por meio do ministério do Espírito Santo, garante uma presença contínua que nos capacita a experimentar a plenitude da graça e da misericórdia divina, mesmo diante das maiores tribulações.

Esta é a perspectiva do cristão bíblico: aquele que compreende que enfrentará, inevitavelmente, períodos de profunda adversidade, tal como todos nós. Ao analisarmos a trajetória dos santos do AntigoTestamento, observamos que atravessaram intensas tribulações; o mesmo se aplica aos santos do Novo Testamento. A adversidade atua como uma força propulsora que, mesmo em meio à dor, nos conduz para mais perto do Senhor. Podemos contemplar essa espiritualidade autêntica e esse real consolo na vida daqueles que, mesmo após serem açoitados e encarcerados,com os pési mobilizados em troncos, louvavam a Deus.Eles não proferiram blasfêmias, não abandonaram a fé, não criticaram severamente ao Senhor a quem serviam, nem murmuraram diante de seus sofrimentos. Pelo contrário, eles cantavam e se alegravam. Por que agiam assim? Porque encontravam consolo na comunhão íntima que mantinham com o Cristo ressuscitado.

Portanto,nosso tema central residena importância da preparação espiritual.Como um conselho prudente, recomendo que, em tempos de bonança, você se dedique intensamente à leitura das Escrituras, à oração e ao desenvolvimento de sua comunhão com Deus. Ao edificar sua vida espiritual e guardar a Palavra no coração,vocêacumulará provisões para os momentos de adversidade e manterá um caminho livre junto ao trono do Senhor. Desse modo,nossas tribulações tornam-se oportunidades para glorificara Deus, demonstrando a todos ao nosso redor que, mesmo diante das provações, sustentamos uma viva esperança.

Ao longo dos dois milênios de história da Igreja, testemunham os inúmeros fiéis que, privados de sua liberdade, foram perseguidos, encarcerados ou condenados à morte por causa de sua fé. Contudo, mesmo no cárcere, eles glorificavam a Deus, sustentados por uma provisão espiritual que nutria suas almas nos momentos de maior adversidade. Esse vigor advinha do hábito de terem se dedicado profundamente às Escrituras enquanto ainda gozavam de liberdade.A Palavra, anteriormente lida,havia sido internalizada; ainda que na prisão não tivessem acesso físico aos textos sagrados, eles possuíam passagens inteiras dos Evangelhos e do Novo Testamento guardadas na memória. Dessa forma, embora impedidos de manusear as Escrituras, desfrutavam de pleno acesso ao seu conteúdo por meio do depósito guardado no coração, o qual lhes servia de alento, consolo, luz e sustento espiritual. Eis a importância de, neste exato momento em que você lê este conselho, considerar a experiência de alguém que, ao longo da vida, atravessou diversas aflições, mas permaneceu inabalável nos caminhos do Senhor. Minha recomendação é que, após a leitura deste estudo, você coloque em prática uma vivência mais profunda das Escrituras: memorize a Palavra, guarde-a em seu coração e busque uma comunhão mais íntima com Deus por meio da oração constante. Ao cultivar essa riqueza espiritual, você acumulará um tesouro interior que lhe permitirá, nos momentos de adversidade,recorrer à presença consoladora do EspíritoSanto e permanecer firme, independentemente dos desafios.

Observamos esse exemplona vida de Daniel e de seus três amigos.Eles possuíam uma fé inabalável, mesmo vivendo em um ambiente inóspito e hostil aos seus valores espirituais. Quando sua fé foi posta à prova, eles não vacilaram. Essa constância não advinha de uma capacidade humana, mas de uma fé viva e de uma comunhão ininterrupta com o Criador. Embora as circunstâncias externas fossem severas, a integridade deles permaneceu intacta: Daniel persistiu em suas orações e seus amigos mantiveram a fidelidade, tratando seus valores espirituais como inegociáveis. Tal espiritualidade serviu-lhes de escudo e fortaleza contra a oposição da Babilônia. Assim, eles superaram todos os desafios daquele reino e saíram vitoriosos diante de suas provações.



C.J.Jacinto

Como Triunfar Sobre as Aflições

0 comentários

 

Olhamos para Cristo, que na cruz morreu por nós; observamos o exemplo da vida cristã e enfrentamos com resiliência as aflições, por termos escolhido o mesmo caminho do Salvador.

Quando a vida dói

Quando os momentos são difíceis e as coisas parecem não dar certo, é natural que lamentemos de coração partido, cabisbaixos, remoendo a dor no íntimo do nosso ser. Em certas situações, a natureza humana parece inclinar-se ao desanimo; em outras, diante de circunstâncias precárias, luta com todas as forças para vencer a adversidade.

Existe sempre uma reação para cada situação, e é a resposta que damos ao momento que determina o resultado: poderemos viver experiências fortes e negativas, ou experiências fortes e positivas. A escolha, em grande parte, é nossa.

A adversidade é inevitável

No atual estágio da existência, a adversidade é inevitável. Não podemos fugir das provacões nem dos problemas. Por mais que tentemos evitá-los, descobrimos que viver é, em essência, uma luta: um confronto constante com aquilo que não gostamos, um encontro com acontecimentos que jamais desejaríamos presenciar ou experimentar.

Por isso, em vez de fugirmos dos problemas, precisamos encará-los e decifrar os mistérios que muitas vezes se escondem por trás das circunstâncias.

A paciência como primeira resposta

A primeira condição para vencer as adversidades é confrontá-las com paciência. Nem sempre as respostas chegam de imediato; nem sempre temos explicações no momento em que mais precisamos delas. Mas o tempo sempre se revela um bom professor — ainda que nem sempre sejamos bons alunos.

Há lições que só se aprendem nas provas. Muitas vezes essa é a ferramenta que Deus usa para nos quebrantar; muitas vezes as aflições chegam justamente para nos ensinar a viver. Isso é duro de aceitar, mas é verdadeiro: as amarguras da vida têm o poder de quebrantar o nosso espírito, para tornar o nosso coração mais dócil.

O sentido oculto da dor

Por incrível que pareça, a vida neste mundo só possui intensidade e profundidade porque existe a dor. A vida adâmica é uma vida ferida — uma vida que, um dia, será restaurada e transformada em vida glorificada. Deus já nos mostrou o caminho; resta a nós caminhar nessa direção, se quisermos alcançar o ápice da experiência da vida existencial.

O caminho do triunfo

A maneira pela qual triunfamos sobre as aflições é amando incondicionalmente a Deus. Não se trata de um amor condicionado às respostas que recebemos, nem à ausência de dor em nossa caminhada, mas de uma confiança que permanece firme mesmo quando não compreendemos o motivo do sofrimento.

É esse amor que sustenta o cristão em meio à tempestade, que o faz olhar para a cruz e reconhecer ali o exemplo supremo de alguém que sofreu, perseverou e venceu.

 

“O sofrimento é o único caminho que aperfeiçoa uma alma em direção à realidade; as alegrias da vida são fagulhas que iludem a nossa sensibilidade.”

— Clavio J. Jacinto

Discernindo a Providencia Divina Sobre Aflições Permitidas

0 comentários

 



 

C. J. Jacinto

 

 

O fenômeno que se observa atualmente consiste em uma construção religiosa que, apesar de ostentar a nomenclatura cristã, propaga essencialmente o hedonismo: a busca pela isenção de dores, aflições e tribulações. Promete-se um nível de vida onde se pode desfrutar de todos os privilégios e benefícios que essa vertente de fé oferece. Nesse contexto, adversidades e provações são consideradas opressões causadas pelo inimigo, pelo diabo, e, por conseguinte, devem ser completamente extirpadas da experiência do cristão pós-moderno. Esta é a premissa fundamental que sustenta toda a estrutura doutrinária de um "culto da vitória", um conceito já firmemente estabelecido. É neste alicerce que se forma e direciona os indivíduos adeptos a tal doutrina.

 Na Epístola aos Filipenses, capítulo 4, versículo 13, encontramos a poderosa declaração do apóstolo Paulo: "Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece." Para uma compreensão aprofundada, é fundamental analisar essa afirmação no contexto mais amplo da própria carta de Filipenses e, especificamente, no seu ambiente imediato, o capítulo 4. Os versículos 10, 11 e 12, que precedem o versículo 13, elucidam que Paulo discorre sobre sua experiência em lidar tanto com a abundância quanto com a carência, a fartura e a privação. Esse é o panorama contextual que enquadra a declaração do versículo 13. Contudo, observa-se uma realidade premente em nossos dias: com frequência, a interpretação deste versículo tem se dado por meio de sua descontextualização, visando adaptá-lo à narrativa de um cristianismo hedonista e triunfalista.


 A Epístola aos Filipenses, em sua estrutura integral, insere-se em um contexto particular. Paulo a redige de sua condição carcerária, sendo sua prisão uma consequência direta de sua fidelidade ao Evangelho e de seu devotado amor a Cristo. Movido por esse amor revolucionário e radical, expresso numa pregação audaz do Evangelho, Paulo enfrenta um sistema anticristão, circunstância que o leva à prisão. Contudo, mesmo frente às severas adversidades inerentes a uma prisão daquela época – um sistema notavelmente precário em termos de higiene e conforto –, Paulo, em suas epístolas, exorta os cristãos à alegria e à vivência da felicidade. Essa peculiar concepção de felicidade, inclusive, revela-se pertinente no contexto atual, abrangendo o paradoxo de sofrer por Cristo e, simultaneamente, experimentar regozijo.

 Contudo, é precisamente esta a experiência que Paulo vivencia: ele padece. Conforme se observa em Atos, capítulo 16, Paulo e Silas são açoitados e, após a agressão, são conduzidos à cela mais profunda da prisão, onde seus pés são atados a troncos. Tal situação, por si só, já configuraria um quadro de intenso sofrimento e considerável desconforto. Todavia, percebemos que, mesmo nessas condições — nas quais seria compreensível sucumbir ao desespero e ao pranto —, Paulo e Silas, em vez disso, cantam e oram ao Senhor, manifestando profundo regozijo. Isso denota um sentimento espiritual de plenitude e alegria que transcende por completo as dores e as adversidades impostas por aquelas circunstâncias.


 Neste estudo, será abordada uma forma particular de aflição, que é permitida pelo Senhor com o intuito de promover o crescimento de Seus santos e filhos, e de os integrar nos planos e propósitos divinos, os quais transcendem a compreensão humana. Contudo, Deus é soberano e, por Sua inabalável soberania, exerce domínio sobre as circunstâncias, impondo desafios para que Seus elevados propósitos se concretizem.

 Em Colossenses, capítulo 1, versículo 24, Paulo aborda a experiência de suportar as aflições remanescentes de Cristo. Ao lermos 2 Coríntios, capítulo 12, versículos 7 a 9, observamos Paulo a padecer de um espinho na carne. Ele enfrentava uma severa perseguição, uma tribulação de grande magnitude, uma aflição pela qual ele rogava ao Senhor que esse adversário se afastasse do seu caminho, a fim de que não mais padecesse tal espinho. Surpreendentemente, infere-se que Paulo mantinha uma notável serenidade, apesar do sofrimento relacionado a esse aspecto, o espinho que ele menciona na passagem supracitada. Contudo, torna-se imperativo aprofundar a discussão sobre este tema.

 Posteriormente, na recusa divina ao seu pleito, onde o Senhor lhe responde que a Sua graça lhe basta, Paulo, no versículo 10 do capítulo 12 da Segunda Epístola aos Coríntios, inserido no contexto do "espinho na carne", declara encontrar prazer na fraqueza. Isto é, manifesta uma peculiar alegria e satisfação decorrente do fato de que a fé em Cristo o conduz a experiências de plenitude. A vida espiritual de Paulo atinge cumes de elevação; ele é agraciado com revelações sublimes. A profundidade de sua experiência espiritual é notável, e sua intimidade com Cristo é singularmente intensa. Contudo, essa mesma condição frequentemente o conduz a sendas de aflições e padecimentos, consequência de sua existência em um mundo decaído e de sua deliberada escolha por trilhar o caminho da santidade. Dessa forma, esse contraste engendra em Paulo a vivência de tais experiências paradoxais: sofrer por Cristo e, simultaneamente, experimentar regozijo, alegria e uma profunda elevação espiritual, tudo em virtude de sua inabalável fidelidade a Cristo e ao Evangelho.

  É crucial compreender o contexto da declaração de Paulo: "Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece." Paulo vivenciou essa verdade por meio do "espinho na carne," uma aflição que dilacerava sua existência e seu orgulho, infligindo-lhe feridas profundas. Contudo, precisamente através dessas chagas abertas, a graça divina manifestava-se, permitindo que a glória do Evangelho e o favor de Deus penetrassem sua vida por essas fendas e fissuras provocadas pela provação que o próprio Senhor permitia.
 Desse modo, percebe-se que Paulo alcançava uma plenitude espiritual. Ele compreendia que a dinâmica do Evangelho opera intrinsecamente dessa forma, pois, na própria essência da mensagem neotestamentária, reside um Deus que, movido por amor, envia Seu próprio Filho para enfrentar a morte na cruz do Calvário de maneira humilhante e pungente. Deus expõe Seu Filho a toda sorte de ignomínia e sofrimento, culminando em três dias na sepultura, antes que Ele ascenda aos céus para ser entronizado no trono da glória. Paulo tinha plena consciência dessa realidade; essa é a essência do Evangelho. É imperativo reconhecer que trilhar os caminhos do Senhor implica submeter-se à Sua soberana vontade, e Deus, em Sua sabedoria, emprega desígnios particulares para operar em nossa existência.  Assim, observamos em Paulo uma figura que não teme a morte. Em Filipenses, capítulo 1, versículo 21, ele declara de maneira sucinta e notavelmente clara: "Para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro". Percebe-se que Paulo posiciona Cristo no cerne de sua existência. Ao afirmar "Posso todas as coisas naquele que me fortalece", ele expressa que seu fortalecimento advém de Cristo. Cristo, portanto, reside no âmago de sua vida, o que lhe confere a experiência de uma profunda espiritualidade e de um poder que o capacita a suportar todas as aflições em prol da causa do Evangelho e por seu amor a Cristo.
 Deus estabelece princípios espirituais pelos quais opera através de aflições e tribulações por Ele permitidas. Esse é um meio pelo qual Ele revela Sua glória e poder, pois um dos propósitos primordiais dessa ação é induzir o cristão a uma plena dependência d'Ele e, simultaneamente, desvincular-lhe das coisas mundanas e dos prazeres terrenos que se revelam ilusórios.


 Podemos, em certa medida, compreender a perspectiva de Paulo ao analisar suas declarações, como a encontrada em Filipenses, capítulo 3, versículo 8: "Sim, na verdade, tenho também como perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas as coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo." Observa-se a noção de perda, que, inevitavelmente, implica em algum grau de aflição. Contudo, essa perda é compensada pela recompensa da excelência do conhecimento de Cristo. A vida espiritual de Paulo demonstra uma profunda centralidade em Cristo. A vida do apóstolo, de maneira notável, é fundamentada e caracterizada por um cristocentrismo absoluto.  Permito-me ponderar que a afirmação de que Paulo fosse adepto do sadomasoquismo é totalmente descabida. É preciso compreender que a atuação divina nos submete a um processo de disciplina, visando a aprofundar nossa percepção das realidades espirituais. A partir do Novo Testamento, somos informados sobre a transitoriedade do mundo e suas ambições. Essa perspectiva deve orientar constantemente a visão do homem de fé.  Da mesma forma, é crucial compreender que Deus não age com sadismo. As aflições que permite são instrumentos divinos para disciplinar e conduzir o homem a uma espiritualidade genuína e autêntica. O Senhor necessita operar no ser humano, pois todo aquele que almeja uma santidade mais profunda precisa consentir que seu orgulho, sua autossuficiência e seu egoísmo sejam transformados. As aflições permitidas pelo Senhor visam precisamente a esse propósito. Recorde-se do apóstolo Paulo, em 2 Coríntios, capítulo 12, para que, diante das revelações que recebeu acerca da experiência de ascensão ao terceiro céu, não se envaidecesse. Deus permitiu um "espinho na carne" para tratá-lo, a fim de que permanecesse humilde e não se tornasse orgulhoso.

Atualmente, a abordagem a este tema é frequentemente negligenciada. Raramente se ouve, em igrejas modernas ou em púlpitos com inclinação liberal, um pregador que aborde essa questão. Observa-se, em vez disso, uma ênfase na propagação religiosa, especialmente no contexto do neo-evangelicalismo, de igrejas carismáticas e igrejas modernas, com o objetivo de afastar as pessoas das dificuldades da vida. Os problemas apresentados são, em geral, de ordem física, e a solução proposta reside em orações, campanhas e cultos com foco em resultados imediatos, como os "cultos da vitória".
 A motivação para participar desses cultos reside, muitas vezes, em vivenciar problemas, aflições ou enfermidades. A pessoa, em meio a essa situação, pode não ter a capacidade de discernir que Deus, por vezes, permite a dor e o sofrimento para cumprir Seus propósitos. Em vez disso, é induzida a acreditar que o cristão não deve enfrentar tais provações. Por conseguinte, proliferam jargões e frases de efeito, como "não sofra mais".
 Em passagens como João 16:33, observamos a declaração de Jesus: "No mundo tereis aflições". Isso nos revela o próprio Salvador discorrendo sobre as tribulações que os crentes enfrentarão nesta existência. Contudo, essas aflições, quando inseridas na vontade soberana de Deus, convertem-se em oportunidades e processos pelos quais Ele estabelece Seus propósitos em nossa vida. Esta é uma dinâmica intrínseca ao Evangelho. Tal princípio é evidente tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Profetas, apóstolos e a Igreja Primitiva constituem exemplos claros de como Deus opera por intermédio das aflições.
 É reconhecido que algumas tribulações derivam de ataques malignos ou são, com frequência, consequências de escolhas equivocadas por parte dos cristãos. Mesmo nesses casos, tais experiências podem gerar benefícios quando se extrai aprendizado dos próprios equívocos, promovendo o crescimento espiritual a partir de nossas imperfeições, visando a não reincidência e servindo de exemplo para outrem.
 Entretanto, refiro-me especificamente àquelas aflições que são permitidas por desígnio divino, através das quais Deus concretiza Seus grandiosos propósitos. É imperativo que demonstremos discernimento para glorificar a Deus em meio aos inúmeros problemas, aflições e tribulações que Ele permite em nossa existência, com o intuito de que Seus desígnios sejam cumpridos por nosso intermédio. Ele o realiza de maneira esplêndida e sublime e, por meio disso, Deus é glorificado, enquanto nós, por nossa vez, crescemos e nos aprofundamos em intimidade e experiência nas esferas espirituais.

No Mundo Tereis Aflições

0 comentários

 



 

João 16:33

 

Sinto muito por seus sofrimentos, eles são intensos, me faz lembrar Paulo quando declara: “Sofro o resto das aflições de Cristo” (Colossenses 1:24) Mas Cristo não prometeu um céu sobre um mundo escuro, onde a iniqüidade vem se multiplicando dia após dia, onde a vaga vida morta da Igreja de Laodiceia está impregnada na cristandade. Ele não disse que seriamos vencedores sobre nossos sofrimentos, senão que tenhamos bom animo, pois Ele venceu. Quando Cristo diz: No mundo tereis aflições, ele dirigiu as palavras aos seus seguidores. Nas mais profundas nuances da dor intima, Cristo mesmo sofre os desprezos e a agonia de ver seu povo induzindo Ele a vergonha da cruz.

 E então sabendo da vergonhosa e horrenda cruz, ele diz “No mundo tereis aflições”.  A palavra é forte como uma verdade possante, as circunstancias podem esmagar nossa vida, a igreja é feita desse tipo de gente, Pedro crucificado de cabeça pra baixo, Paulo sendo decapitado, Tiago transpasado por uma espada, Estevão sendo apedrejado, o sofrimento intenso não é uma novidade na vida cristã, que cada mártir do coliseu romano ou todos os que ilustram a pagina do Livro dos Martires de John Fox, falem por nós. A carne despedaçada nas arenas e as cabeças dos cadáveres queimados nas estacas de Nero, falem sobre a dor de ser cristão e não desistir. Pois depois de Cristo dizer “No mundo tereis aflições” aos discípulos que seriam conduzidas como cordeiros ao matadouro , Ele prossegue: “Tendes bom animo” E Paulo nas suas dores, naufrágios, surras e perseguições brada:  Quem poderá nos separar do amor de Deus? É um grito no meio do desespero, na cela de uma prisão ou na fuga dos algozes e no cansaço da carreira, nada poderia separar-nos do amor de Deus, nem perseguições, nem fome, nem nudez, nem tribulações, nem morte e nem a espada, e Paulo reitera: Nada! Mas no fundo as aflições  fermentam o ódio, a revolta, a insipiência no nosso coração, a alma se sobrecarrega de desgosto e então caímos num mar de tristeza e teremos que carregar toda a carga emocional que emerge de nosso desespero.

Mas onde nós encontramos o desespero, alguns cristãos encontraram a felicidade. A historia conta que quando a igreja tronou-se mundana ao extremo, muitos abandonaram a cidade e a igreja, e foram morar nos lugares desertos e nas cavernas, reduzindo a vida a mendicância e ao severo viver primitivo, apenas para continuar com comunhão com Deus e com oração. Movido por uma visão tão radical, Francisco de Assis, que vinha de uma família rica, abandonou tudo e fez voto de pobreza extrema e passou a viver como um homem  tão pobre que qualquer pedaço de pão caído aos seus pés, é um favor digno á sua reputação. Em tudo isso, posso supor evidencia de que não esperavam o céu na terra, mas somente o sofrer o resto das aflições de Cristo. Que o mundo e a cristandade está longe deste ideal, não resta duvida nenhuma, e que olhando para o mundo a nossa volta, vimos as coisas piorarem, pois o amor se esfria e chegará ao ponto de enrijecer os sentimentos dos mais religiosos, que na pompa de uma sofisticada forma de culto carnal, exporão a celebridade e o glamour do orgulho humanista, mas como nas cavidades mais baixas da terra, jazem em frieza e escuridão.

Nisso tudo meu irmão, as aflições de Cristo são os bens dos santos, eles padecem com o Senhor para reinar com Ele. Como peregrinos errantes suportam as dores do testemunho fiel, Watchman Nee passou muitos e muitos anos numa prisão angustiante privado de sua liberdade de pregar, e morre na cela, sendo conduzido para a glória com o selo do martírio, John Bunyan, foi preso por pregar Cristo crucificado e na cela fria da sua prisão nasceu o famoso livro “O peregrino”. O sábio e santo sabe de onde tira o néctar celestial, as maçãs precisam do frio para que receber doçura, assim o homem santo produz a espiritualidade mais doce mediante a frieza alheia para mostrar ao mundo que assim como o sândalo quando ferido doa perfume, o cristão quando afligido pelas circunstancias exala o bom perfume de Cristo.

Portanto Paulo diz “Sofre as aflições” e isso verdade, pois assim, em nenhum momento permitirás que as glórias celestiais sejam ofuscadas pelas nevoas do mundo sem Deus.

Estar onde Deus quer é uma questão individual, a fornalha foi para os amigos de Daniel, o Desterro em Patmos para o apostolo João, a masmorra e a decapitação para João Batista, e a lista é infinita, pois o estar em Deus é tudo, a intima consolação, é a presença do Deus bendito, não pessoas as circunstancias da vida, “ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte Tu estás comigo”, afirmou o salmista. Deus trata com cada de nós de acordo com o material que somos a lapidação é para o diamante, o carvão para o fogo, o barro para ser amassado e o ouro purificado pelo buril.

Pensai nessas coisas, pois na vida, vi gente morando debaixo da ponte sorrindo de alegria e pessoas num palácio sofrendo as angustias da vida. A reação da nossa lapidação brilha e ganha forma ou se ofusca e se despedaça, depende do material que somos feito.

 

 

A Vida Cristã e as aflições

0 comentários


 

Cristo afirmou que no mundo teríamos aflições, no grego, a palavra aflições foi traduzida de tilipsos, ser esmagado, ser triturado. É uma linguagem forte. Hoje temos um evangelho que promete muitas bênçãos e o “céu na terra” é uma mensagem de fuga para os problemas e muitos são atraídos por esse tipo de mensagem e acabam se decepcionando com Deus, pois o Novo Testamento nos direciona por outro caminho. O exemplo é a conversão de Paulo, pois ele era religioso e perdido, precisou ter um encontro com Cristo e seguir após o Senhor numa vida cristã radical, o combater o bom combate, a linguagem militar de Paulo segue um processo de fidelidade continua á Cristo, e isso ocorreu com muitos desafios freqüentes e interminaveis. Quando Paulo se converteu no caminho de Damasco, ele não tomou um navio para fazer turismo na Grécia ou na ilha de Chipre, ele não tirou umas férias religiosas e foi visitar os lugares mais exóticos da Europa, ele não fez uma tenda para acampar e se divertir a beira de um rio, ele não tirou umas férias prolongadas, pois agora estava salvo, ele não entrou numa nova vida que resolveu todos os seus problemas físicos e emocionais, Para Paulo agora era só diversão e religião vida boa, participar de algum culto e ouvir muita musica egocêntrica um belo sermão de auto-estima ou sermões aguados, uma mistura de versículos bíblicos com filosofia humanista, estoicismo e opiniões humanas e depois galopar a cavalo para conhecer muitos lugares inclusive passar finais de semana de folga nas águas termais da cidade de Laodiceia.  Ele não conheceu esse evangelho barato e superficial. Paulo se converteu para receber a herança do mundo vindouro, ele até afirmou que considerou todas as coisas que forjavam seu ego para se apresentar como uma grande personalidade popular como “lixo” e como perda, para ganhar o premio da vida eterna e celestial, Paulo sofreu com um espinho na carne, mas a experiência de ver o terceiro céu lhe serviu de grande consolo, ele disse que viver era Cristo e morrer era lucro, face aos mais difíceis problemas que enfrentou por seguir o Senhor Jesus, ele disse “Tudo posso naquele que me fortalece”. Se no cristianismo que você segue você não encontra uma cruz pra carregar, você também não encontrará no final um paraíso para descansar, se você não encontrar na sua fé cristã, lutas e batalhas, você nunca será chamado de vencedor, se você não encontra desafios, perseguições, desprezo dos homens, tentações e tribulações, certifique-se que caminho você tomou, pois você não está seguindo os passos de Cristo. A jornada cristã pode ser difícil, mas o Espírito de Cristo nos guia e nos fortalece se chorarmos na caminhada devemos prosseguir, pois Cristo afirmou que Deus enxugará de nossos olhos, todas as lagrimas.

 

C. J. Jacinto