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O QUE É SER CHEIO DO ESPIRITO SANTO?

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C. J. Jacinto

 

 

 Vamos usar como texto chave a ordem descrita em Efésios 5:18 onde lemos que não devemos nos embriagar com vinho, mas devemos ser cheios do Espírito Santo. Nesse texto entendemos o contraste, enquanto que a embriaguês envolve perda de equilíbrio psicológico, alterações na coordenação motora, alterações no sistema cognitivo, as consequências podem ir além causando demência. O excesso alcoólico altera nosso modo de falar e o nosso comportamento, afetando a coordenação motora. Tudo de modo negativo é a perda de todo equilíbrio, físico, psicológico, cognitivo e espiritual. Porquanto entendemos que isso é contrario ao fruto do Espírito chamado de domínio próprio, (Leia Gálatas 5:20) tenha isso em mente; um cristão cheio do Espírito age oposto de um bêbado ou de um intoxicado! Ter em mente essa verdade mudará toda a nossa compreensão acerca deste assunto tão importante e tão cheio de confusão. Outra verdade bíblica que deve ser apresentada é que um cristão salvo é morada do Espírito Santo desde o dia da sua conversão, se realmente ele foi regenerado, também recebeu o Espírito Santo na hora em que ele nasceu de novo “Recebestes já o Espírito quando crestes?” (Atos 19:2) A regeneração é uma obra do Espírito Santo no coração do homem, ele vem para convencer e também para ficar naquele que se converteu. Entender essa verdade simples, evita muita confusão, portanto deve permanecer como um absoluto das Escrituras. Porém, devo ressaltar de forma bem clara que a habitação do Espírito não é a mesma coisa que ser cheio do Espírito Santo. A ordem de Efésios 5:18 é dada para os crentes de Éfeso, eles já eram salvos e tinham a presença do Espírito Santo, mas a ordem é que deveriam receber um enchimento, um transbordamento, uma plenitude. Não podemos recorrer contra esses fatos, pois é algo irrefutável dentro de uma exegese correta do contexto. Há um exemplo

, Estevão, em Atos 7:55, no momento do apedrejamento, ele estava lúcido, psicologicamente equilibrado, corajoso, seu sistema cognitivo não estava alterado, sua sobriedade era excelente e a sua visão espiritual aguçada, essa é um exemplo de plenitude do Espírito Santo, é um poder prometido aos santos para enfrentarem com coragem, agindo de forma corajosa, falando de forma autoritária contra o engano, o enchimento do Espírito nos dá coragem frente ao martírio e ousadia para testemunhar, pregar e evangelizar, proclamando a verdade com uma disposição ousada frente aos inimigos da fé e toda forma de incredulidade. O Espírito Santo coordena e controla o Cristão, isso significa dar equilíbrio, sustentabilidade, coragem, mansidão (Veja que Estevão perdoa com ternura os seus inimigos que rangiam os dentes de raiva). Outro fato interessante, é o controle das emoções, Estevão estava manso, ele não respondeu violência com violência, nem da sua boca saiu palavras torpes contra seus algozes, em  Atos 6:15 alguns perceberam que Estevão tinha um rosto angelical, em Atos 6:8 ele tinha poder espiritual para convencer os judeus acerca da era messiânica que se estabelecia pela autoridade dos apóstolos.

 

 COMPORTAMENTOS ESTRANHOS NÃO SÃO EVIDENCIAS DE UM  ENCHIMENTO DO ESPIRITO SANTO.

 

Agora quero dispor de verdades com grande amparo das Escrituras, comportamentos bizarros, onde uma pessoa experimenta uma “força” espiritual que promove situações caóticas, desordenadas, promovendo a bagunça, como uma pessoa sob efeito de álcool ou drogas que produzem estados alterados de consciência, que rouba o controle psicológico do indivíduo e induz a comportamentos estranhos, como estivesse se sofrendo uma espécie de demência, não são sinais de um enchimento do Espírito Santo! O Espírito do Senhor não induz ninguém a confusão e nem promove a confusão, não quebra a ordem do culto, não interrompe um pregador que está sob a autoridade de pregar a Palavra de Deus, não induz ninguém a comportamentos bizarros, nem promove ambiguidades. Ser cheio do Espírito Santo é ser controlado pelo Espírito Santo, assim como ser cheio de álcool é ser controlado pelo efeito do álcool. Ser cheio do Espírito Santo é ter menos de nós e mais de Cristo, estude o comportamento de Cristo nos Evangelhos, e você verá o perfil de um homem cheio do Espírito Santo desde o seu batismo até a Sua ascensão! Quanto mais um homem é cheio do Espírito mais ele é controlado pelo Espírito Santo, porquanto também mais santo será seu comportamento, sua linguagem, sua visão espiritual, seu relacionamento social e mais evidente será o fruto que o Espírito Santo produzirá nele, entre os quais o domínio próprio! Ser cheio do Espírito Santo não produz deformações psicológicas e espirituais. Nunca que o Espírito santo produz no redimido efeitos psíquicos descontrolados como uma intoxicação com psicodélicos, nem mesmo produz efeitos produzidos por mantras como êxtases místicos que induz o individuo a uma espécie de sonambulismo consciente, muito parecido com a mediunidade ou as experiências de êxtases que os pagãos experimentavam nas religiões de mistérios. Quanto mais um cristão é cheio do Espírito Santo, mais seu discernimento, sobriedade, entendimento, ousadia em pregar o evangelho, percepção espiritual e autodomínio aumentam. Veja que em Atos 6:3 ser cheio do Espírito está associado à boa reputação. O contrário, sob efeito de entorpecentes, álcool, drogas psicoativas ou um espírito de engano, o que ocorre é o desligamento de nosso senso critico, ofuscando nosso entendimento, corrompendo nosso comportamento, quebrando a ordem e a decência. O Espírito de Cristo nunca age para desligar a nossa consciência critica santificada ou nosso discernimento espiritual. A bíblia dá outro nome, e caracteriza uma pessoa que tem uma espiritualidade caiada, falsa, como cheios de iniquidades, lemos uma série dessas distorções, que muitas vezes se escondem por trás de um entendimento falso sobre uma pessoa espiritual, já que muitos definem a verdadeira espiritualidade como uma pessoa com comportamentos bizarros, místicos, destemperados, descontrolados, exercendo “dons” e recebendo revelações através de locuções interiores etcs. Qualquer um pode observar que onde predomina essas falsas evidencias do enchimento com o Espírito Santo, predomina por trás toda sorte de iniquidades, bem como classificou Paulo: “cheios de toda iniquidade, malicia, fornicação, avareza, inveja, maldade, tais são murmuradores,

contendeiros, invejosos, presunçosos, soberbos, difamadores, irreconciliáveis, sem misericórdia, inventores de males” (Leia Romanos 1:28 a 31) Onde predomina uma falsa espiritualidade, a mesma serve de cobertura para esconder as mais pérfidas iniquidades, os mais terríveis pecados, as mais sofisticadas formas de hipocrisia. Ser cheio do Espírito Santo é o oposto absoluto de tudo isso! Para entendermos a importância de um enchimento com o Espírito Santo precisamos entender os processos dinâmicos da vida espiritual de um redimido, assim como somos santificados em nossa posição em Cristo (Hebreus, 10:10) devemos nos santificar também em nossa vida prática diária (I Tessalonicenses 4:3 a 7) da mesma forma, como recebemos o Espírito Santo quando cremos, devemos também ser cheios do Espírito Santo quando formos pregar, evangelizar, testemunhar, adorar, cultuar e até mesmo quando formos estudar as Escrituras e se possível durante todo o tempo da nossa peregrinação. Creio que uma excelente definição do que seja ser cheio do Espírito Santo esteja em Colossenses 1:9 “Cheios do conhecimento da sua vontade em toda a sabedoria e inteligência espiritual” ou Romanos 15:14 “Cheios de bondade, cheios de todo conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos outros” Para concluir, desejo convencer a todos os verdadeiros cristãos, que a frieza espiritual e uma vida fora dos padrões espirituais estabelecidos pelo Senhor nas paginas das Escrituras, também se constitui um grande problema, ser cheio do Espírito é uma ordem dada pelo Espírito Santo, e o perfil de um redimido vivendo nessa plenitude espiritual é demonstrado claramente por intermédio daqueles que experimentaram esse verdadeiro enchimento nas Escrituras.

 

 

 

 

 

 

 

Lições da vida de José (Contra a Heresia do Testemunho Superficial)

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A historia de Jose foi escrita por Moises no livro de Genesis, capítulos 34-50. É uma história de impacto, a vida de resiliência de José é um exemplo da dignidade que alcança um homem que confia em Deus frente ás dificuldades da vida. O perfil de José é muito parecido com a vida do Senhor Jesus Cristo, creio que muitas lições podem ser extraídas da vida de José, e essas lições tornam-se o vinculo da vida espiritual e prática de um cristão comprometido com os valores do Reino de Deus. Vejamos:

Primeira lição: Vimos em José uma pureza de coração que se evidencia perfeitamente na sua conduta e escolhas, suas atitudes são bem definidas diante dos problemas que enfrenta. A dureza de coração obscurece o entendimento mas a pureza de coração reflete a glória do evangelho. José nos faz lembrar de Cristo, pois venceu a tentação quando era seduzido pela mulher de Potifar, porquanto Jesus também venceu a tentação do diabo (Mateus 4:1 a 10).  Os dois desceram os degraus da humildade, provaram que a tentação pode ser vencida pela fé e os dois, depois de todo o processo de humilhação, elevaram ao trono. Quem desce aos vales da humildade na presença de Deus, também recebe as forças do Senhor para subir aos cumes da glória do Evangelho.

 

Segunda lição: José revela uma piedade prática, ele tinha nutria um temor santo pelo Senhor, e não queria ofender a Deus pela pratica do pecado ao ceder à tentação. No caminho da piedade entremos também no jardim santo da devoção, e cultivemos tão grande temor ao Senhor. Pois o temor é uma virtude do coração consagrado. Vimos que a piedade tem seus frutos evidentes na vida de José, assim como também vemos em Cristo tão benditos frutos de resistência e zelo. Para que possamos descobrir as riquezas ou as misérias de um homem, basta observá-lo na hora da adversidade.

Terceira lição: José é o vencedor das provações, existem dificuldades tribulações que custam as mais amargas lágrimas do nosso coração, mas por fim, o consolo divino será muito mais doce, quando confiamos no Senhor. Acredite nessa verdade; a comunhão constante com Deus faz toda a diferença na peregrinação de um homem santo. É por meio dessa intimidade com Deus que recebemos as forças para vencermos as tribulações e superar todas as dificuldades que a vida nos remete antes da glorificação eterna.

Quarta lição: José é um homem das covas, ele é punido e jogado em uma cova, depois é acusado falsamente e jogado na cova de um cárcere, mas mesmo assim a sua vida é uma pregação permanente, pois dos lugares mais profundos, seu testemunho aponta sempre para o Trono de Deus. O testemunho de um santo fala mais alto do que todas as suas provações. Assim era o Senhor Jesus. Nem sempre os homens mais santos estão nos púlpitos, chegará um tempo que eles estarão nos cárceres e nos desertos. Muitas vezes a verdade está além das coisas comuns, como no tempo de Cristo enquanto as tribunas das sinagogas estavam cheios de mestres que negavam o Verbo de Deus, João Batista estava pregando arrependimento no deserto.

 

Quinta lição: Não importa as circunstâncias, José estava firme e tinha uma atitude consciente e responsável perante os desafios e dificuldades da vida. Ele tinha um consolo divino, e nós cristãos também temos Cristo que é a fonte onde o coração devoto e aflito encontra consolo e saciedade espiritual

Sexta lição: Responsabilidade e ética. Embora José fosse jovem, ele era mais responsável que seus irmãos mais velhos. Havia uma maturidade notável nele. Por isso mesmo não compactuava com as coisas erradas que seus irmãos cometiam. Você pode ser conivente com muitas coisas erradas por causa de interesses pessoais, mas isso por fim, trará conseqüências terríveis para sua vida.

Sétima lição: Sem hipocrisia. A vida de José, tal como era também a de Jesus, era transparente e irrepreensível, eis aqui a lição: se você tenta passar para o mundo uma imagem de santidade que você não tem, o mundo te poderá, não por ser um  santo mas por ser hipócrita.

Oitava lição: José moldou e abençoou a vida de muitas pessoas a sua volta, ele foi uma ferramenta que Deus usou para abençoar muitas vidas. Tal como Jesus que morreu por nossos pecados, José viveu para abençoar muitas pessoas. A vida cristã consiste em viver a vida cristã de modo a impactar a nossa geração, cada verdadeiro cristão deve ser um agente de transformação social e espiritual.

Nona lição; Vimos José mortificar seus e instintos, ele tinha controle sobre seus impulsos. O velho homem de José estava mortificado. A doutrina da mortificação da carne parece ser quase desconhecida hoje em dia, é raro ouvir um pregador falar sobre o tema, mas José vivia a doutrina na pratica, assim como Jesus, ele vencia o pecado com a mortificação dos impulsos pecaminosos e consegui isso com a graça de Deus e com a vida consagrada. R T Willians escreveu: “A santificação pede a morte não somente dos atos pecaminosos, mas até dos desejos pecaminosos, dos apetites e dos afetos impuros. Chega-se ao centro do caráter humano para destruir toda a carnalidade”

Décima lição: A vida realçada pelo temor á Deus é outra distinção de José. Sem duvida essa era uma virtude destacada na vida dele. Quem teme a Deus é bem aventurado. David Hubbard escreveu: “O temor de Deus irradiada de nossa adoração e devoção á a conduta cotidiana que vê cada momento como oportunidade do Senhor, cada dever como o mandamento do Senhor e cada benção como um presente do Senhor. é uma nova maneira de ver a vida e ver o que ela deve ser quando vista da perspectiva de Deus”

Ultima lição: Os irmãos de José não eram amigos dele. O verdadeiro amigo não é aquele que está assistindo a sua queda com indiferença, o verdadeiro amigo é aquele que luta para que você posso se levantar novamente. Os irmãos de José o colocaram em todo o tipo de dificuldades. Porém José foi mais forte que eles, José nunca permitiu que uma dificuldade se transformasse em um ponto final em sua historia. Ele permitiu ser lapidado pelas circunstâncias e sabia que Deus estava no controle de tudo. Vimos que Cristo também tinha a mesma visão espiritual. Deus estava esperando José no final da sua provação, para coroá-lo por causa da sua fé resiliencia e perseverança. Sejamos totalmente do Senhor como José era, pois o diabo só precisa espaço dentro do nosso coração para governar o homem todo. Sejamos como José: totalmente do Senhor.

 

Clavio J. Jacinto

 

Comunhão Biblica Bereiana

Paulo Lopes SC Brasil

(48)999947392

NÃO RESISTA, NÃO ENTRISTEÇA, NÃO EXTINGA O ESPÍRITO

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G.CAMPBELL MORGAN


Novos privilégios sempre trazem novas responsabilidades e resulta que estas responsabilidades criam novos riscos. Se esta era é a mais favorecida da história dos homens, ela tem, portanto, que enfrentar o maior e mais sério risco. Estes riscos são os de resistir, entristecer e extinguir o Espírito. Estes termos não se referem ao mesmo risco. Existem os que não resistem ao Espírito que ainda assim O entristecem; existem também aqueles que não resistem e não O entristecem no sentido em que o apóstolo usou a palavra, no entanto estão em perigo perpetuo de O extinguir. O perigo de resistir ao Espírito é daqueles que não nasceram de novo; o perigo de entristecer o Espírito é daqueles que nasceram do Espírito e são habitados por Ele; o perigo de extinguir o Espírito é daqueles sobre os quais Ele depositou algum dom para o serviço. Em João 3.7 Jesus disse a Nicodemos: “É preciso nascer de novo”. Isto se refere ao primeiro ato do Espírito em uma pessoa. Para a mulher Samaritana Ele disse em João 4:14: “Aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna”. Isto se refere ao segundo aspecto da obra do Espírito no crente, como um perene e perpétuo jorrar. Para a multidão que estava na festa Ele disse em João 7:38: “Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva”, referindo- se à obra do Espírito, em seu fluir através do crente a fim de renovar outras vidas. Os três aspectos da obra do Espírito: regeneração, habitação e provisão revelam os riscos destes tempos. Em relação à regeneração o perigo é definido pela palavra resistir. Em relação à habitação o perigo é definido pela palavra entristecer. Em relação à provisão para a obra o perigo é definido pela palavra extinguir. A primeira destas palavras ocorre na defesa de Estevão. Depois de ter enumerado os atos de rebelião que tinham caracterizado a história do povo, ele exclamou em Atos 7.51: “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito”. Resistir ao Espírito Santo consiste em uma hostilidade determinada a Seus propósitos e obra. Naquele momento nem sempre era evidentemente intencional; o pecado está no fato de que eles não perceberam a oportunidade quando ela veio. Quando seus irmãos venderam José, eles não entenderam que estavam vendendo o seu libertador para a escravidão. Foi um pecado de cegueira. Quando o povo falhou em entender Moisés, o rejeitaram e murmuraram contra ele, eles não compreenderam toda a missão divina para a qual ele foi levantado. Eles foram hostis à obra do Espírito Santo de Deus e sua hostilidade foi o resultado da cegueira. Resistir ao Espírito Santo, no entanto, não é necessariamente intencional; pode ser o resultado da cegueira; mas quando Deus trata com as pessoas Ele leva em conta a causa da cegueira, e onde esta causa é criada por eles mesmos. Ele os responsabiliza. O ciúme e o ódio de sua legítima posição cegaram os irmãos de José; e o mesmo espírito de malícia estava na raiz da oposição a Moisés. Eles estavam cegos, e por causa da cegueira cresceu a hostilidade. Os crentes precisam continuamente examinar a si mesmos se estão na fé. Existem muitos que negariam veementemente a acusação de serem hostis aos propósitos divinos, cujas vidas estão fora de toda a harmonia com os movimentos do Espírito. Aquele que veio para estabelecer o reino de Deus no coração do povo, Aquele que veio para trazer para a vida humana justiça e amor como forças que transformam e transfiguram, ainda não está apto para concluir tais propósitos neles, porque o Espírito Santo está sendo resistido. Aos Corintios (2 Co 13.5) o apóstolo escreveu: “Examinai- vos a vós mesmos se permaneceis na fé”. É um alerta solene, que ocorre depois da expressão de um temor de sua parte (2 Co 12.20): “Porque temo que, quando chegar,... haja contendas, invejas, iras,..., tumultos”. Todo tipo de impureza pode ser resumido em um pensamento de falta de amor. Dentre as coisas que o apóstolo estava temendo, não havia nenhuma que fosse obra de notória impureza. Era o espírito de facção, sismo e divisão que ele temia; e seu temor provocou sua advertência. “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé”. Esta foi a palavra dita, não para o mundo lá fora, mas para os que professam ser Cristãos. A questão, tanto para as pessoas que resistem ao Espírito, quanto para as que são uma parte da força no mundo que é hostil ao Espírito, está estabelecida, não pelo julgamento que os vizinhos fazem, mas pelo julgamento claro como a luz e penetrante como o fogo, quando no lugar da intimidade com Deus a oração é sinceramente oferecida: “Sonda- me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos, vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139.23- 24). O segundo perigo é o de entristecer o Espírito Santo. Não há palavra no Novo Testamento que mais clara e graciosamente revele a ternura do coração de Deus. A palavra ‘entristecer’ significa literalmente ‘causar mágoa’ e é revela um caso extraordinário da forma na qual Deus graciosamente usa o ser humano para a ilustração de Sua própria atividade de afeição e pensamento. Há um entendimento de que é difícil pensar que Deus se entristece, e ainda se curva para esta grande palavra, a fim de ensinar que é possível aos Seus filhos, habitados pelo Espírito, causarem tristeza ao Seu coração. Não deixe ninguém minimizar o valor desta palavra. Não aflija, não cause tristeza, não magoe o coração de Deus.
As palavras ocorrem em meio ao mais magnífico argumento a respeito da sublime chamada de Deus para o Seu povo, e está conectada com a declaração (Ef 1.13-14), “No qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para o louvor da sua glória”. O Espírito Santo sela para o dia da redenção. Quando Ele faz morada no coração da alma confiante, não é somente para a benção presente, mas é também para a consumação. Quando o Espírito Santo toma posse de uma alma e concede vida, aquela vida é a profecia e a promessa para uma eventualidade. Para aqueles que são filhos de Deus o completo significado do fato ainda não existe (1 Jo 3.2), “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos”. Ninguém pode imaginar qual será a glória da Sua vinda, nem mesmo pode saber qual será a glória dos filhos de Deus quando a obra de Deus estiver acabada em suas vidas. O Espírito Santo no interior sela até aquele glorioso fim. A selagem não consiste em simplesmente colocar uma marca de possessão sobre uma propriedade, mas no trabalhar na vida de toda a beleza e graça do Próprio Cristo. Como quando nosso abençoado Senhor foi transfigurado na montanha, não foi a transfiguração de uma glória que veio sobre Ele, mas a da glória que já era residente em Seu interior, brilhando através do véu da Sua carne. Deste modo, quando o Espírito sela, Ele assim faz pelo dom da vida, que é capaz de transformar o caráter. É deste segundo aspecto da obra do Espírito que surge o segundo risco. Sempre que Ele é impedido, sempre que Ele é desobedecido, sempre que Ele dá alguma nova revelação de Cristo que não traz resposta, Ele é entristecido. O coração de Deus está triste quando, pela desobediência de Seus filhos, Seu propósito de graça neles é obstruído. Que tristeza! Quão freqüentemente o Espírito Santo tem sido entristecido; quão freqüentemente Ele traz alguma visão do Mestre que exige devoção, reivindicando uma nova consagração; e porque o caminho da devoção e da consagração é sempre o caminho do altar e da cruz, os filhos do Seu amor retrocedem. O Espírito tem sido entristecido porque, impedido em Seus propósitos, o dia do aperfeiçoamento dos Seus santos tem sido postergado e a vinda do Reino de Deus tem sido atrasada. É um pensamento muito terrível o de que o entristecimento do Espírito dentro da Igreja posterga a vinda do Reino de Deus ao mundo. Na medida em que os homens são obedientes ao Espírito interior e permitem a Ele ter Seu caminho em todas as áreas da vida, nessa proporção estão apressando a vinda do dia de Deus, trazendo o Reino de Paz. O terceiro e último perigo é o descrito pelas palavras (I Ts 5.19), “Não extingais o Espírito”. A palavra extinguir não se refere à morada interior do Espírito para vida e desenvolvimento no crente. Ela se refere inteiramente à Sua presença como um poder em serviço. A palavra em si é sugestiva. Resistir pressupõe a vinda do Espírito Santo para atacar a fortaleza da alma. Entristecer pressupõe a residência do Espírito como o Consolador interior. A palavra extinguir pressupõe a presença do Espírito como um fogo. Esta sugestão do fogo traz de volta as palavras (At 2.3), “E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma”. Fogo era o símbolo de poder para adorar, orar e profetizar. No argumento do apóstolo as duas coisas estão ligadas (I Ts 5.19-20). “Não extingais o Espírito; não desprezeis as profecias”. Aqui está o terceiro perigo. O Espírito, que veio sobre o crente para adorar, orar e profetizar, pode ser extinto. É possível que o dom do Espírito Santo, concedido para o serviço, possa ser perdido. É possível que aqueles sobre os quais tenha caído, desapercebida pelos olhos mortais, a Língua de Fogo, aqueles que têm sido chamados por Deus para o lugar do verdadeiro serviço na Igreja, possam extinguir o Espírito e assim perderem o seu poder de testemunho. Há muita extinção do Espírito Santo pelo serviço que não espera, mas se apressa, e pela queima de fogo estranho sobre os altares de Deus. A tentativa de conduzir a obra do Reino de Deus por meios mundanos, a permanente profanação das coisas santas pela aliança com coisas que são impuras, a pressão do espírito de cobiça (mamom) no serviço de Deus, têm causado a extinção do Espírito. Porque Deus jamais permitirá que o Fogo do Espírito Santo seja misturado com fogos estranhos sobre Seus altares. O que é verdade para as Igrejas é verdade para o indivíduo. Deus tem equipado o Seu povo para o serviço com dons espirituais. Para cada um algum Fogo do dom de pregar ou de influir tem sido dado; mas tem sido perdido quando cessado de ser usado na lealdade para com Cristo. Muitos perdem seu dom de poder para o serviço e se tornam estéreis de resultados no trabalho para Deus porque prostituem um dom celestial para um serviço sórdido e egoísta, para a glorificação de suas próprias vidas, ao invés de exercitarem o dom somente para a sua verdadeira finalidade. Os crentes constantemente extinguem o Espírito por tentarem trabalhar em sua própria força, esperando que Deus intervenha e complemente suas deficiências. Deus não virá e ajudará homens a fazerem suas próprias obras. Ele pede que eles se doem a si mesmos a Ele para fazer a Sua obra. Este não é um jogo inútil de palavras, a diferença é radical. Se os homens fazem os seus planos de serviço e então pedem a Deus para ajuda-los, eles podem, pela própria afirmação do ego, extinguir o Espírito. Se, por outro lado, esperam a visão e a voz Divina, e o caminho divinamente apontado, se esperam até que ouçam Deus dizendo, ‘Estou indo para lá, precisaria que você fosse comigo’, então o Espírito Santo pode exercitar Seu dom em suas vidas. O Espírito é extinto pela deslealdade a Cristo, ou quando Seu dom é usado em algum outro propósito além daquele n o qual o coração de Deus está posto. Não resista, não entristeça, não extinga o Espírito! (Extraido de Extraído de The Spirit of God).




A Via Sacra da Perfeição

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A Via Sacra da Perfeição


“Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:48) as exigências bíblicas muitas vezes nos parecem impossíveis, devido ao fato de não compreendermos certos aspectos da Palavra de Deus. Mas é necessário que tenhamos uma boa compreensão.  Essa perfeição exigida por Deus, de forma clara é apontada para o cristão. De certa forma, não é somente impossível como extremamente difícil que alguém tente alcançar essa perfeição exigida. Então só há uma maneira: através de Cristo. Ele é perfeito (Hebreus 7:28) e todo homem é perfeito em Jesus Cristo (Colossenses 1:18 e 2:10, Filipenses 3:15) nisso consiste que a perfeição imputada tem dois aspectos distintos, primeiro que somos  justificados pelo seu sangue e isso produz a regeneração (II Coríntios 5:17) e então passamos ser nova criatura feita em verdadeira justiça e santidade (Efésios 4;24) a Palavra traduzida por “perfeito” é “Telos” e entendo segundo a definição dada pelos melhores léxicos, como o processo da disposição intima de ser parecido com cristo em todas as esferas da vida” também entendo que seja o desejo de Deus atribuído ao propósito de que devemos alcançar o objetivo pelo qual fomos criados”. Assim a palavra Telos denota  “um objetivo final de um anseio existencial como nova criatura em Cristo Jesus”. As implicações são claras, deixar que vida de Cristo e o poder de suas virtudes lapidem nossa vida e caráter (Veja Romanos 8:29). Toda a nossa vida deve ser marcada pelo anseio profundo de consagração e santidade, de comunhão intima com Deus e progresso espiritual, da escuridão da ignorância para uma visão da glória do evangelho cada  vez mais perfeita, crescendo na graça e no conhecimento das coisas verdadeiras em todos os seus aspectos práticos e doutrinários, como denota Provérbios 4:18, na metáfora que compara a vereda do justo  como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito, é notável atribuir a esses aspectos espirituais um sinal de que realmente a pessoa de fato é regenerado, se não somente aspira, mas está dando os passos rumo a esses objetivos e permite que o Senhor faça as lapidações e podas necessárias para que a frutificação espiritual seja algo cada mais evidente.


Clavio Juvenal Jacinto

EGOISMO:UMA ENFERMIDADE ESPIRITUAL

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Agir por interesse próprio ou por conveniência de modo a trazer benefícios pessoais e tão somente isso é a forma de egoísmo que mais predomina entre cristãos hoje em dia. Essa tendência malévola de trazer interesses para a nossa vida independente da vontade de Deus e muitas vezes induzindo o próximo à perdas , muitas delas espirituais e irreparáveis é uma maneira maligna de agir por trás de uma capa religiosa. Não há disfarce tão diabólico, quanto o vestir-se de um manto de santidade falsa para coagir outros a agirem de acordo com os nossos interesses pessoais, isso é agir de modo diabólico. Veja que para tentar usurpar a vontade humana satanás de transfigura em anjo de luz (II Coríntios 4:4) e por motivações abomináveis gosta de se passar por teólogo (Mateus 4:6) Assim a busca por interesses egoístas é uma forma de expressão carnal e  maligna, e isso é muito comum devido a tendência do coração humano em desejar ser o centro da vida comunitária. O que predomina no  mundo é esse espírito egoísta, e por isso vimos lá todo o tipo de trapaças, porque é necessário que mundanos tenham uma plataforma para exibir e dominar os outros, receber honras e todas as parafernálias que o induzem a sentimentos de satisfações que satisfazem o ego.  É notável que os sentimentos de um coração regenerado tendem sempre a buscar os interesses pessoais, sem se importar com os meios e as conseqüências. Devido a essa inclinação a satisfazer o ego, desejam ocupar cargos eclesiásticos,motivados pelos sentimentos de orgulho, não desejam o episcopado  ou diaconato para o serviço, mas para satisfazer o ego, da mesma maneira desejam cantar ou pregar, apenas para achar um meio de erguer o ídolo do ego perante os olhos alheios, nada mais que isso.Gosto muito de meditar nas palavras de C. H. Mackintosh, pois elas são sabias e verdadeiras “"Que o Senhor possa nos livrar desse costume tão comum em nossos dias que é o de agirmos por interesse, atitude essa à qual não falta religiosidade, mas que é inimiga da cruz de Cristo. O que é necessário para permanecermos firmes contra essa terrível forma de mal não são opiniões peculiares, princípios especiais ou uma fria exatidão intelectual. Precisamos de uma profunda devoção à Pessoa do Filho de Deus; uma completa consagração de coração, corpo, alma e espírito, ao Seu serviço; um desejo sincero por Sua gloriosa vinda. Possamos, portanto, eu e você, nos unir em um só clamor que saia do fundo de nosso coração, a dizer: "Não tornarás a vivificar-nos, para que o Teu povo se alegre em Ti?" (Sl 85:6)."

CLAVIO J. JACINTO


Frutificar

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Frutificar

A grande obra do Espírito Santo na vida de um cristão é produzir frutos, o sinal de uma vida frutífera, é uma prova irrefutável de comunhão vitalícia com o Senhor. (João 15:1 a 8) A intimidade com Cristo produz verdadeiras obras de frutificação. Fora dessa realidade não ha fatos concretos. Uma pessoa pode professar a fé e ter muitas "qualidades" “unções” “poderes místicos e sobrenaturais” pode fazer muitos sinais e maravilhas, profetizar e praticar exorcismo, sentir fortes emoções, arrepios, risadas, êxtases de profunda alegria, ter visões de anjos flutuantes, bolas de fogo, raios e relâmpagos mas nada disso é evidencia de ser espiritualmente verdadeiro, justamente porque a religião pagã oferece todas essas “mercadorias espirituais” e isso até mesmo engana muitas pessoas que tornam-se crédulas porque experimentam o “sobrenatural’ na vida.  há uma ênfase exagerada no misticismo em nossos dias, há uma valorização doentia sobre em experiências  ecléticas, emocionais, psicológicas,   sobrenaturais e paranormais porém tudo isso nada representa perante as palavras de Cristo (Veja Mateus 7:16 com João 15:5 e 6 e Mateus 3:10). A questão intima da verdadeira espiritualidade é frutificar através de uma raiz de profunda comunhão com o Senhor e obediência  a Ele (Efésios 4;24, João 14:16 Hebreus 5:9 etc). O poder espiritual de muitos é subentendido como o manifestar de muito barulho e movimentos externos , convulsões, risos histéricos, sinais que procuram credenciar as crenças, ovacionar pregadores, promover falsas doutrinas e distanciar o povo da eficiência e suficiência das Escrituras. A frutificação é silenciosa, demorada, seu processo é lento e interno, não causa impacto imediato, e nem pretende promover o ego de quem frutifica.(Mateus 16:24) A doçura da frutificação é o processo de uma mortificação, para que a vitalidade divina possa fluir no coração piedoso, Deus é honrado e o homem diminuído, nunca o contrario. (João 15:8 e 17:10)O pé de trigo é apenas palha sem o trigo, a ceifa separa o comestível e valioso da planta, ela em si nada é sem o fruto e continua sendo nada mais que palha, depois que o fruto é colhido. (Veja Salmos 1:4) O homem só é algo quando está em Cristo, e nesse caso a glória, o poder, a honra e todo o mérito pertence sempre a Ele que Concede a seiva espiritual para que o fruto seja evidente e não a palha. A vida orgulhosa com traços de falsa espiritualidade  cativa quem não e mortificado o regenerado quer viver para a glória de Deus e nada mais. A vida produtiva é uma vida inclinada para a mais perfeita humildade, nesse processo, primeiro a erva, depois a espiga e depois o grão cheio da espiga (Marcos 4:28) então vem o pleno quebrantamento, o prostrar-se perante o chão, a entrega para a foice da ceifa, a vida num estado de perfeita entrega, de perfeita submissão, o fruto pesa a vida de consagração e chama para o trabalhar de Deus em nossa vida. Tal beleza espiritual é estranha aos olhos da cristandade de nossos dias, o homem moderno é narcisista, há um enorme ídolo chamado "eu" dentro dele, mas a verdadeira espiritualidade consiste em ser totalmente de Cristo, viver totalmente para Ele e morrer completamente nEle. A frutificação é a evidencia clara de que o Espírito de Cristo está presidindo e trabalhando no homem interior (Gálatas 5:22) Não atentemos para outro motivo de ser cristão, as flores magníficas de sentimentos, experiências e êxtases que desabrocham na erva de uma religião, não são indícios de vida cristã genuína. (Tiago 1:11) Mas o fruto do Espírito Santo é! A verdadeira espiritualidade consiste em ser cheios de frutos de justiça (Filipenses 1:11) Israel foi rejeitado porque não deu frutos (Mateus 21:43) Insisto que Cristo deu uma forte ênfase sobre esse assunto da frutificação, como evidencia plena de um verdadeiro discípulo, sim! o verdadeiro discípulo é o que frutifica (João 15:8 com Mateus 13:8) não há outras evidencias; fazer milagres e maravilhas não é! Ter carisma e boa teologia não é! Ter experiências espirituais não é! Tão somente frutos e frutos. É hora de atentarmos para as Palavras de Cristo “Toda arvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo”(Mateus 7:19) João batista já advertia “E também afora está posto o machado á raiz das arvores: toda a arvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo” (Mateus 3:10) eis a ordem o brado: “Frutificai” (Genesis 1:22)

Clavio J. Jacinto