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A Natureza Da Revelação de Deus nas Escrituras

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Compreender a revelação divina é essencial para a correta percepção da natureza das Escrituras e da forma pela qual Deus manifestou aos homens a Sua vontade e o Seu plano de salvação. Sem essa revelação, a humanidade estaria restrita às suas próprias conjecturas acerca de Deus, de si mesma, da criação, do futuro, da verdade, do pecado, da redenção e do destino eterno. Portanto, a revelação bíblica não constitui uma mera coletânea de reflexões religiosas humanas, mas a manifestação plena daquilo que esteve na mente de Deus desde toda a eternidade. O termo "revelação" carrega o significado de descobrir, desvelar ou tornar manifesto aquilo que, anteriormente, permanecia oculto. Este conceito é fundamental quando aplicado às verdades espirituais contidas nas Escrituras, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. O ser humano, por meio de sua própria capacidade intelectual, é incapaz de perscrutar a mente de Deus para compreender Seus planos, Sua vontade e Seus pensamentos. Aquilo que jaz no mistério da natureza divina precisa ser, necessariamente, revelado pelo próprio Deus. Devemos nortear nossa leitura bíblica por este princípio, reconhecendo que é impossível alcançar uma compreensão absoluta da vontade divina apenas pelos nossos meios; o conhecimento que Deus deseja nos transmitir é, primordialmente, um ato de Sua manifestação.


Em Colossenses 1:26, o apóstolo Paulo discorre sobre o mistério que, embora oculto por gerações, foi plenamente manifestado pelo Espírito Santo. Tal desígnio, contido na soberana vontade divina, somente poderia ser revelado pelo próprio Deus. As Escrituras evidenciam que essa revelação foi transmitida aos apóstolos e aos homens santos através da inspiração do Espírito. Consequentemente, possuímos, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, uma revelação completa, fundamentada na premissa de que o Espírito Santo capacitou os autores bíblicos para que a vontade de Deus fosse claramente comunicada a toda a humanidade. Compreender este fato nos conduz a uma verdade fundamental: a revelação das Escrituras não deriva da especulação, das ideias ou das perspectivas humanas. A revelação cristã não nasce no coração do homem; ela procede, única e exclusivamente, de Deus para a humanidade.
Deus é a fonte da revelação. A fonte última da revelação é o próprio Deus. Devemos entender isso claramente. A Bíblia é a palavra de Deus. A palavra de Deus escrita aos homens. O fato de que Cristo, embora possuísse autoridade divina, declarou que não falava independentemente do Pai. Sua mensagem procedia daquele que enviara. Da mesma forma, vamos encontrar esse princípio também nos profetas do Antigo Testamento. Moisés recebe a lei a partir do Monte Sinai. E posteriormente podemos notar que os profetas como e o próprio Daniel tiveram revelações procedentes do próprio Deus. Deus Pai. Com relação a Cristo, depois da sua ressurreição, Cristo foi exaltado à direita de Deus Pai e recebeu toda autoridade. Assim, Deus fala à humanidade, através e por meio do seu único filho, o nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.


Ao analisarmos Hebreus 1:1-2, compreendemos que a revelação possui origem divina e caráter cristológico. Deus é a fonte primária, e Cristo, o agente por meio do qual tal revelação se manifesta. Sendo o veículo e o mediador da comunicação de Deus à humanidade, Cristo torna a revelação divina um fenômeno absolutamente cristocêntrico. Esse processo ocorre mediante a agência, o poder e a autoridade do Espírito Santo, responsável por administrar a revelação completa aos homens, conforme se depreende da leitura das Escrituras.
Depreende-se, portanto, a lógica de que, se Deus existe e deseja ser conhecido, Ele fatalmente se revelará à humanidade. De que modo, então, Ele o faz? Historicamente, Deus se manifestou por meio dos profetas e, posteriormente, na plenitude dos tempos — conforme registrado em Gálatas 4:4 —, revelou-se plenamente por intermédio de Cristo. Jesus é a representação visível do Deus invisível. Em João 6:63, lemos: "As palavras que eu vos digo são espírito e vida", e, em João 14:15, o próprio Cristo declara: "Se me amais, guardai os meus mandamentos". Deus comunica uma mensagem inteligível, acessível ao entendimento humano; por isso, devemos compreender que a revelação divina em Cristo é absoluta, permitindo que todos os homens possam acolher a mensagem do Evangelho e aplicá-la às suas vidas. Conforme registrado em João 12:48, Cristo afirmou que aqueles que rejeitarem as suas palavras serão julgados por elas no último dia. Esta declaração possui uma profundidade imensa, visto que não é possível separar Cristo de sua doutrina; a autoridade de Cristo está intrínseca e inseparavelmente ligada àquilo que Ele revelou. Adicionalmente, o próprio Senhor testifica a perenidade de seus ensinamentos em Mateus 24:35: "O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar". Diante disso, observa-se a autoridade suprema que Cristo confere ao Evangelho, exigindo de cada indivíduo a devida atenção, reflexão e ponderação acerca da revelação transmitida por Deus por meio de seu Filho unigênito, nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Compreendemos, portanto, que o Espírito Santo atua como o agente transmissor da verdade. Cristo assegurou aos apóstolos que o Espírito Santo os instruiria e lhes recordaria todos os Seus ensinamentos. Conforme registrado no Evangelho de João, capítulo 16, versículo 13, Jesus afirmou que o Espírito os guiaria a toda a verdade. Anteriormente, em João 14:26, o Senhor também prometeu que o Espírito os faria lembrar de tudo o que fora dito, garantindo que os apóstolos e escritores dos Evangelhos redigissem um relato preciso e verídico, com fidelidade aos detalhes, graças à capacitação divina. Da mesma forma, os autores dos demais livros do Novo Testamento receberam essa inspiração para que a revelação de Deus Todo-Poderoso fosse integralmente consumada na Bíblia Sagrada, composta por seus 66 livros. Assim, percebemos uma dinâmica na qual Deus se revela por meio de Cristo, Cristo é revelado pelo Espírito Santo e os apóstolos, inspirados por esse mesmo Espírito, registram as palavras divinas, dando origem às Sagradas Escrituras.
A Bíblia estabelece alegações extraordinárias a respeito de sua própria origem e autoridade. Caso tais premissas fossem inverídicas, o texto sagrado constituiria uma fraude; contudo, sendo verdadeiras, estaríamos diante da própria Palavra de Deus. A unidade da Bíblia é, por sua vez, inigualável. Jamais, em qualquer outra obra, reuniram-se tantos tratados distintos — históricos, biográficos, éticos, proféticos e poéticos — para constituir um volume coeso. Tal qual as pedras lavradas e as tábuas de madeira que compõem um edifício, ou, mais precisamente, como os músculos e ligamentos que se integram em um organismo vivo, assim são as Escrituras. Este fato, além de incontestável, não possui paralelo na literatura. Sob a perspectiva puramente humana, as circunstâncias seriam não apenas desfavoráveis, mas francamente hostis a uma integração dessa magnitude. Considero verídico o que George Eldon Ladd afirma hoje: a fé judaico-cristã não se originou de especulações filosóficas nem de experiências subjetivas, sendo, portanto, a palavra de Deus revelada aos homens. Conforme Paulo declara em 2 Timóteo 3:16: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça". Essa função da Palavra de Deus fundamenta-se no termo grego *theopneustos*, que significa "soprada por Deus". Assim como, na criação narrada no livro de Gênesis, o Criador soprou sobre Adão e lhe concedeu vida, o mesmo Deus sopra sobre as Escrituras, tornando-as, igualmente, portadoras de vida.
Sob uma perspectiva antropológica, observa-se uma limitação intrínseca à capacidade humana. Embora a inteligência do homem seja capaz de investigar o universo, desenvolver a ciência, estruturar sistemas filosóficos e religiosos e acumular vasto conhecimento, tais feitos não conferem ao ser humano a capacidade de acessar, por mérito próprio, os desígnios da mente divina. O alcance desse saber é, por natureza, inalcançável às faculdades humanas. Dessa forma, a revelação torna-se um imperativo. A existência de um Deus Criador pressupõe, necessariamente, que Ele se manifeste; caso contrário, permaneceria eternamente desconhecido. Como registrado pelo profeta Isaías, no capítulo 55, versículo 8: "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor". Fica evidente, portanto, que não é o homem quem, por meio de seu intelecto, alcança a Deus para certificar Sua existência, mas sim Deus quem se revela em Cristo para tornar Sua presença manifesta aos homens. É fundamental estabelecer uma distinção clara entre revelação e inspiração, conceitos que, embora interligados, não são sinônimos. A revelação refere-se ao conteúdo que Deus torna conhecido, enquanto a inspiração diz respeito ao processo pelo qual esse conteúdo é comunicado sob orientação divina. Esta distinção é essencial, pois é a inspiração que viabiliza a transmissão da revelação ao ser humano.

A revelação divina é conduzida pelo Espírito Santo, que não apenas inspirou os hagiógrafos na escrita do Antigo e do Novo Testamento, mas também atua para iluminar a compreensão e recordar as verdades escriturísticas. Em última análise, a revelação constitui o conteúdo do que foi manifestado por Deus através da inspiração. Portanto, ao manusearmos as Escrituras, temos em mãos a Palavra de Deus, inspirada e revelada, plenamente acessível a cada um de nós. Em 1 Coríntios 2:13, o apóstolo Paulo afirma que a mensagem cristã não é transmitida por meio de palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas pela instrução do Espírito Santo, que interpreta as verdades espirituais através de uma perspectiva também espiritual. Nesse contexto, estabelece-se uma distinção clara entre o intelecto humano e a fonte de revelação divina. Assim como o Espírito Santo capacitou os apóstolos a registrar a revelação de Deus, Ele é o mesmo que nos concede a devida compreensão de tudo o que foi revelado. Reitero, portanto, que a contribuição dos geógrafos não foi fruto de uma mera influência do Espírito Santo. Eles atuaram como instrumentos pessoais e agentes inspirados, por meio dos quais a revelação divina foi transmitida à humanidade. O Espírito Santo operou na vida desses homens, guiando a redação dos livros do Antigo e do Novo Testamento, tornando, assim, a vontade de Deus plenamente acessível e manifesta a todos os povos. O Espírito Santo não criou fatos nem engendrou uma nova história; Ele é a própria fonte da verdade. A revelação torna essa verdade manifesta, enquanto a inspiração divina assegura sua comunicação fidedigna. Consequentemente, possuímos uma revelação completa da parte de Deus, que expressa Sua vontade e Seus planos salvíficos, oferecendo respostas às questões existenciais que inquietam o ser humano: Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? Estas perguntas fundamentais, que emergem naturalmente na trajetória de qualquer indivíduo, encontram sua plenitude na Bíblia Sagrada, sob a inspiração do Espírito Santo. Assim, as Escrituras tornam-se o instrumento pelo qual o próprio Deus responde aos dilemas mais profundos da humanidade. A inspiração, portanto, confere fidelidade à revelação que Deus concedeu à humanidade. Encontramos na Bíblia Sagrada um registro fiel e completo, inteiramente verídico, acerca das verdades que Deus deseja transmitir aos homens. Outro aspecto que devemos ponderar é a inspiração verbal das Escrituras. Se a revelação divina foi comunicada mediante palavras, estas não são irrelevantes; ao contrário, são fundamentais para a compreensão e a aceitação de que Deus transcendeu Sua glória para se revelar à humanidade. Essa revelação ocorreu por meio dos profetas, no Antigo Testamento, e culminou em Seu Filho, no Novo Testamento, conferindo-nos a plenitude da vontade divina. Deus revelou-se integralmente a nós por intermédio de Cristo; portanto, toda a Bíblia possui essa inspiração verbal, reflexo da revelação completa que o Senhor nos concedeu.

Desejo reiterar a relevância da tradução bíblica e a magnitude da responsabilidade que tal tarefa demanda. A precisão na transposição dos textos sagrados é um imperativo fundamental em nossos dias. É necessário compreender que paráfrases imprecisas, traduções defasadas e edições espúrias têm circulado amplamente, inclusive entre o público cristão. Observa-se, com preocupação, que mesmo segmentos considerados conservadores demonstram, por vezes, negligência diante da seriedade deste tema. Atualmente, proliferam versões e bíblias de estudo que mesclam ideologias humanas ao texto inspirado, exigindo de nós uma postura de extremo discernimento. Vivemos sob a égide do relativismo, uma corrente que, lamentavelmente, também tem permeado o âmbito das traduções bíblicas, resultando em textos que divergem substancialmente entre si. É um equívoco perigoso sustentar que todas as edições são equivalentes; grande parte do que é comercializado no mercado editorial contemporâneo responde a interesses mercadológicos, carecendo de compromisso com a fidelidade e a seriedade exigidas pelas Escrituras. A defesa de traduções rigorosas é, portanto, o caminho indispensável para manifestarmos o devido respeito à Palavra de Deus. Em 1 Coríntios 1:21, o apóstolo Paulo afirma que, pela sabedoria de Deus, o mundo não alcançou o conhecimento divino através de sua própria sabedoria, razão pela qual aprouve a Deus salvar os crentes por meio da "loucura" da pregação. Depreende-se, portanto, que a inteligência humana não constitui, em hipótese alguma, o meio pelo qual recebemos a revelação divina. A revelação de Deus distingue-se fundamentalmente da sabedoria humana: enquanto esta última é limitada, a divina é absoluta.

Embora o intelecto possua valor em sua esfera de atuação, ele não pode substituir a verdade revelada por Deus. Filósofos e acadêmicos podem atingir níveis extraordinários de erudição científica e intelectual, permanecendo, contudo, ignorantes acerca das questões existenciais fundamentais — como a origem, o propósito da vida e o destino após a morte —, temas que as Escrituras elucidam de forma clara, sucinta e veraz.

Conclui-se, portanto, que o saber humano não é sinônimo de conhecimento de Deus. A própria ciência secular atesta que o avanço intelectual, por si só, não garante a compreensão das realidades espirituais. O domínio profundo dos fenômenos físicos é perfeitamente compatível com uma cegueira espiritual, evidenciando que a intelectualidade humana não é capaz de substituir a iluminação divina. Atualmente, observa-se com preocupação a crescente influência de correntes filosóficas e psicológicas sobre a teologia, resultando em uma interpretação bíblica frequentemente comprometida. Tradições humanas, que por vezes invalidam as Escrituras, têm sido incorporadas à hermenêutica, gerando uma síntese deletéria e distorcida da Palavra de Deus. Conforme adverte a epístola de Tiago, tal sabedoria, caracterizada como terrena, animal e diabólica, penetra no meio eclesiástico criando um amálgama estranho à fé.

Contudo, a verdadeira sabedoria provém do alto, visto que, conforme registra o Salmo 111:10, o temor do Senhor é o seu princípio. Tiago estabelece uma distinção clara entre a sabedoria terrena — descrita como sensual e maligna — e a sabedoria celestial, que se manifesta pura, pacífica, moderada, misericordiosa e frutífera.



Portanto, é imperativo que nos aproximemos das Escrituras sob a dependência da sabedoria divina, e não sob a ótica dos valores mundanos, cujos efeitos são invariavelmente corruptores. A verdadeira sabedoria não reside na substituição da revelação divina pela lógica humana, mas na submissão da inteligência ao conjunto das verdades reveladas por Deus em Sua Palavra.
Concluímos, portanto, que a natureza da revelação divina está intrinsecamente vinculada à autoridade das Escrituras. Deus é a fonte primária dessa revelação; Cristo é o Filho por intermédio de quem o Pai falou e continua a falar; e o Espírito Santo capacitou os apóstolos na transmissão da verdade. Tal verdade foi comunicada por meio de palavras e preservada nas Escrituras, razão pela qual a Bíblia não deve ser compreendida meramente como uma coletânea de reflexões religiosas humanas.

O maior desafio da Igreja contemporânea não consiste em descobrir uma nova verdade que substitua a revelação bíblica, mas em permanecer fiel à verdade já revelada. Tal compromisso demanda convicção pessoal de todo cristão que aspira a uma fé genuinamente bíblica. A sabedoria, a ciência, a filosofia e a experiência humana possuem limitações inerentes; contudo, a Palavra de Deus subsiste como a revelação pela qual o homem alcança conhecimentos que, por si só, jamais poderia descobrir. Conforme registrado em Isaías 55:8: "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor". É precisamente por esse motivo que necessitamos da revelação: não para validar as cogitações humanas, mas para conhecer aquilo que Deus, em Sua soberania, decidiu revelar.



Bibliografia

The Nature of the revelation of God   - Searching The Scriptures -Volume XXVI March 1985 pag 35-38

Teologia Elementar - Doutrinaria e Conservadora. E H Bancroft. Editora Batista Regular 

O Modernismo, a Autoria Mosaica do Pentateuco e a Crise da Autoridade Bíblica

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Introdução

 

 

A autoridade das Escrituras Sagradas tem sido, ao longo dos séculos, o alicerce inabalável da fé cristã. Contudo, desde o surgimento do pensamento moderno, especialmente no contexto da Ilustração e do racionalismo crítico do século XIX, a veracidade e a integridade da Bíblia vêm sendo submetidas a intensos questionamentos. Entre os alvos mais atacados por essa corrente intelectual está a autoria mosaica do Pentateuco — os cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Um dos principais expoentes desse movimento crítico foi Julius Wellhausen (correção ortográfica do nome, comumente grafado assim), cuja influência ajudou a consolidar uma visão histórica e fragmentada da formação do texto bíblico, minando, assim, a confiança na inspiração divina das Escrituras.

Este artigo tem como objetivo analisar criticamente o impacto do modernismo teológico, representado por Wellhausen, sobre a doutrina da autoria mosaica do Pentateuco, demonstrar a solidez da posição bíblica e ortodoxa quanto a essa autoria, e refletir sobre as consequências espirituais, morais e sociais do abandono da fé nas Escrituras como Palavra infalível de Deus.


Wellhausen e a Revolução da Crítica Histórico-Literária

Julius Wellhausen (1844–1918), nascido na região da Vestfália, na Alemanha, foi um dos teólogos e filólogos mais influentes do século XIX. Formado em teologia, lecionou por cerca de doze anos antes de abandonar a tradição ortodoxa cristã, mergulhando cada vez mais no método histórico-crítico aplicado ao Antigo Testamento. Sua obra mais conhecida, Prolegômenos à História de Israel (1876), tornou-se marco fundador da chamada Hipótese Documentária, segundo a qual o Pentateuco não foi escrito por Moisés, mas seria o resultado da fusão de quatro fontes distintas — geralmente identificadas como J (Javista), E (Eloísta), D (Deuteronomista) e P (Sacerdotal) — compiladas ao longo de séculos por diferentes grupos religiosos.

Wellhausen argumentava que essas fontes refletiam interesses teológicos, políticos e culturais específicos de cada período, especialmente da época do exílio babilônico. Assim, o Pentateuco, em vez de ser uma revelação unificada e divinamente inspirada, seria um produto evolutivo da religião israelita, moldado por mãos humanas ao longo do tempo.

Essa teoria, embora apresentada como “científica” e “objetiva”, representou uma ruptura radical com a tradição judaica e cristã, que por milênios aceitou Moisés como o autor principal dos cinco primeiros livros da Bíblia.


A Bíblia como Testemunha de Si Mesma: A Evidência Interna da Autoria Mosaica

Um dos princípios fundamentais da hermenêutica bíblica é que a Escritura é sua própria melhor intérprete. Ao examinar os textos do Antigo e do Novo Testamento, a evidência interna em favor da autoria mosaica é abundante e inequívoca.

O próprio Antigo Testamento atribui diretamente a Moisés a redação de importantes seções do Pentateuco:

·         Em Êxodo 17:14, Deus ordena a Moisés: “Escreve isto para memorial num livro”, referindo-se à vitória sobre Amaleque.

·         Em Êxodo 24:4, lemos: “Moisés escreveu todas as palavras do Senhor” após a aliança no Sinai.

·         Em Êxodo 34:27, o Senhor diz a Moisés: “Escreve estas palavras”, referindo-se aos mandamentos renovados.

·         Em Números 33:2, afirma-se que “Moisés escreveu as suas partidas” durante a jornada no deserto.

·         Em Deuteronômio 31:9, lemos que “Moisés escreveu esta lei” e a entregou aos sacerdotes.

Além disso, Deuteronômio 31:24–26 relata que Moisés concluiu a escrita do livro da Lei e o colocou ao lado da arca da aliança, como testemunho perpétuo.

Essas passagens não apenas sugerem, mas afirmam claramente a atividade escrita de Moisés como autor de grande parte do Pentateuco.


O Testemunho do Novo Testamento: Cristo, os Apóstolos e a Fé na Lei Mosaica

Ainda mais decisiva é a posição do Novo Testamento, especialmente a de Jesus Cristo. Se a Bíblia é a Palavra de Deus, e Cristo é a encarnação da Verdade, então Sua atitude em relação às Escrituras é determinante para a fé cristã.

Jesus repetidamente atribuiu a Moisés a autoria da Lei:

·         Em Mateus 8:4, ordena ao leproso curado: “Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece o presente que Moisés determinou”.

·         Em Mateus 19:7–8, discute sobre o divórcio com base na “lei de Moisés”.

·         Em Mateus 22:24, cita os saduceus que referem-se à “lei de Moisés” sobre a levirato.

·         Em Marcos 7:10, Jesus menciona: “Honra teu pai e tua mãe”, como Moisés disse.

·         Em Lucas 24:27, ressuscitado, “explicou-lhes o que estava escrito a respeito dele em todas as Escrituras, começando por Moisés”.

·         Em João 1:17, declara com clareza: “A lei foi dada por intermédio de Moisés”.

Essas afirmações não são meras convenções culturais; são declarações teológicas de Jesus sobre a origem e autoridade da Lei. Negar a autoria mosaica do Pentateuco implica, necessariamente, em colocar em dúvida a veracidade do próprio Cristo — pois Ele aceitou e ensinou essa tradição como verdadeira.

O apóstolo Paulo também confirma essa visão. Em 2 Coríntios 3:15, fala da “leitura de Moisés”, e em Atos 6:14, os acusadores de Estêvão o denunciam por “blasfemar contra Moisés e contra Deus”, evidenciando que a Lei era comumente identificada com Moisés no judaísmo do primeiro século.


As Consequências do Modernismo: O Colapso Moral e a Crise Espiritual

A rejeição da autoria mosaica do Pentateuco não é um mero debate acadêmico. Tem implicações profundas e duradouras para a fé cristã e para a sociedade como um todo.

Quando se mina a credibilidade das Escrituras como Palavra inspirada, infalível e inerrante, mina-se também o fundamento da moralidade cristã. O modernismo teológico, ao promover uma leitura desacreditada da Bíblia, abriu as portas para o subjetivismo ético, o relativismo religioso e o esvaziamento doutrinal das igrejas.

É significativo notar que esse processo de secularização teológica ocorreu em um contexto europeu — especialmente na Alemanha protestante — onde o pensamento crítico liberal enfraqueceu a fé histórica. Esse vazio espiritual criou um terreno fértil para ideologias totalitárias, como o nazismo, que se aproveitaram de uma sociedade já desenraizada de seus valores judaico-cristãos.

Basta lembrar que Adolf Hitler não atacou diretamente a religião popular, mas sim explorou o vácuo deixado pelo declínio da ortodoxia. Quando a Bíblia é tratada como um mero documento humano, sujeito a revisões e interpretações ideológicas, a sociedade perde seu norte moral. E, como advertiu o próprio Jesus, “onde estiver o teu tesouro, aí estará o teu coração” (Mateus 6:21). Quando o tesouro é a verdade das Escrituras, o coração se alinha com Deus. Quando o tesouro é a crítica racionalista, o coração se desvia.


Conclusão: Retornar à Fé dos Apóstolos e de Cristo

O ataque modernista às Escrituras, encarnado na figura de Wellhausen e em seus seguidores, representa mais do que um desvio acadêmico — é uma tentativa satânica de desestruturar a fé cristã desde suas bases. O diabo não precisa destruir a igreja com perseguições diretas; basta que ele minasse a autoridade da Palavra de Deus, e a fé desmoronará por si só.

A lição é clara: a fé que não se sustenta na Bíblia como Palavra de Deus é uma fé sem fundamento. A ortodoxia cristã, desde os tempos apostólicos até os grandes reformadores, sempre defendeu a inspiração verbal e plenária das Escrituras. E Cristo, nosso Senhor e Mestre, não apenas aceitou, mas ensinou e viveu sob a autoridade da Lei de Moisés.

Portanto, os teólogos e eruditos que hoje negam a autoria mosaica do Pentateuco não estão apenas divergindo de uma tradição antiga — estão, na prática, rejeitando a autoridade de Cristo. Não seguem os passos do Salvador; seguem os caminhos do racionalismo, do ceticismo e da autonomia humana.

Diante disso, cabe à igreja fiel retomar com coragem a defesa da Bíblia como Palavra viva, verdadeira e infalível. Não por tradição, mas por convicção. Não por sentimento, mas por fidelidade ao testemunho interno das Escrituras e ao exemplo inabalável de nosso Senhor Jesus Cristo.

Que a igreja desperte para esta urgência: onde a Bíblia é honrada, Deus é glorificado; onde a Bíblia é desacreditada, a iniqüidade se fortalece.


Referências bíblicas citadas:

 

 


Êxodo 17:14; 24:4; 34:27; Números 33:1–2; Deuteronômio 31:9, 24–26; Mateus 8:4; 19:7–8; 22:24; Marcos 7:10; 10:3–4; 12:19, 26; Lucas 2:22; 5:14; 16:29; 20:28; 24:27, 44; João 1:17, 45; 5:45–46; 7:19, 22–23; 2 Coríntios 3:15; Atos 6:14.

 

 

 

 

C. J. Jacinto

 

O CAMINHO SEGURO PARA AS NOSSAS CERTEZAS EM CRISTO

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O CAMINHO SEGURO PARA AS NOSSAS CERTEZAS EM CRISTO

 


C. J. Jacinto

 

 Em Atos dos Apóstolos, capítulo 17, versículos 10 a 12, encontramos o seguinte relato: "Imediatamente, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia, durante a noite. Chegando ali, foram à sinagoga dos judeus. Estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, pois receberam a palavra com grande interesse, examinando diariamente as Escrituras para ver se as coisas eram de fato assim. Muitos deles, portanto, creram, bem como um bom número de mulheres gregas de posição e também muitos homens."

 O comportamento dos judeus de Bereia, que se reuniam para ouvir Paulo, é digno de nota. Ao escutarem o discurso de Paulo sobre o Evangelho e Jesus Cristo, tema recorrente em suas pregações, focada na crucificação de Cristo e Sua ressurreição, os bereianos demonstraram uma atitude louvável. Eles examinavam diariamente as Escrituras para verificar a veracidade das palavras de Paulo. Lucas, inspirado pelo Espírito Santo, relata que eles foram mais nobres do que os de Tessalônica. Essa atitude de verificar nas Escrituras o conteúdo de um sermão ou ensino, buscando confirmar sua conformidade com os ensinamentos sagrados, resultou na conversão de muitos. Essa é a consequência natural de uma pregação recebida por ouvintes diligentes, que buscam a confirmação bíblica do que lhes é apresentado. É lamentável hoje em dia, quando não encontramos alguém desse quilate espiritual e esse critério tão importante para a segurança eterna.

  Eles demonstraram fé genuína, mantendo-se firmes em suas crenças e convicções. A base de suas certezas, aquilo que ouviram, foi estabelecida pelas Escrituras que diligentemente analisaram. Aproveitaram a oportunidade para examinar as Escrituras cuidadosamente e não se o que constava nas tradições era compatível com a pregação de Paulo. Agindo com prudência e sabedoria, conforme registrado em Atos dos Apóstolos, capítulo 17, versículo 11, examinavam diariamente as Escrituras. A única fonte de informação para eles eram as Escrituras. Não se voltaram para outros ensinamentos como fonte de autoridade espiritual, nem para tradições ou outras fontes, mas somente para o que estava escrito, como consta em Atos dos Apóstolos, capítulo 17, versículo 11. Se todos, na presente época, em meio à confusão gerada por falsos pregadores, falsos profetas e falsas igrejas, agissem da mesma forma que os judeus de Beréia, poderiam evitar o engano e de serem presas de falsos doutores (II Pedro 2:1 e 2). Caso contrário, poderiam incorrer na mesma condenação proferida por Cristo aos judeus, com as palavras: "Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus." (Mateus 22:29)

 Da mesma forma, observamos que Jesus Cristo, ao se confrontar com os saduceus, que negavam a ressurreição dos mortos, lançou-lhes uma grave acusação: "Vocês estão equivocados". Ele então questionou a razão desse erro, afirmando que se devia à falta de conhecimento das Escrituras. Essa situação, infelizmente, persiste nos dias atuais. Muitas pessoas, devido à ignorância das Escrituras, não examinam atentamente o que ouvem. Consequentemente, deixam de verificar, nas próprias Escrituras, a veracidade de suas crenças e a conformidade de suas ações com o que nelas está escrito. Fato interessante, pois que a confrontar o diabo na tentação, Cristo não usou talismãs ou objetos “sagrados” mas a autoridade da Palavra de Deus (Mateus 4:1 a 8) ora não é admirável que Paulo compare as Escrituras como uma arma de combate espiritual, chamando-a de espada do Espírito Santo (Efésios 6:17) atente bem, pois se você for de fato um bereiano, verá que as Escrituras e somente ela, tem esse poder e a autoridade sobre o combate contra o erro. Satanás odeia isso, por isso investe muito em sugestões blasfemas para diminuir a autoridade das Escrituras, ele fez isso no discurso insidioso e maligno no jardim para iludir e induzir Eva ao erro, hoje ele consegue fazer isso, usando como pretexto o antigo argumento de que a autoridade do que Deus disse, não é suficiente. (Leia Genesis 3:1 a 13)

 A Bíblia não ordena que se siga o catecismo da Igreja Católica, os escritos de Ellen White, os “padres” da igreja (A maioria deles contaminadas pelo neoplatonismo e aristotelismo) ou qualquer outro documento tido como autoritativo em questões de fé. A orientação é que se busque diretamente as Sagradas Escrituras, a exemplo de Paulo e de Cristo. Em sua pregação em Beréia, os bereanos examinavam as Escrituras para confirmar a veracidade do que Paulo ensinava, ainda que o judaísmo naquela época já estava soterrado por toneladas de tradições, Jesus Cristo também adverte sobre o erro, apontando que a causa reside no desconhecimento das Escrituras, pois estas tratam de um assunto, enquanto os indivíduos crêem em outro. Pergunto: você tem examinado as Escrituras de maneira clara e cuidadosa? Você tem verificado se suas práticas estão alinhadas com o que nelas está escrito?

 Muitas pessoas, desejando confirmar suas convicções e agir de forma correta, buscam orientação em líderes religiosos e em seus escritos, considerando-os autoridades para determinar o que é certo e errado. Essa postura, infelizmente, pode levar a equívocos, pois um pregador precisa ser estritamente bíblico para apresentar autoridade espiritual sobre um assunto. É igualmente lamentável que muitos, mesmo se identificando como cristãos, frequentem templos e ouçam sermões sem se dedicarem à leitura e análise das Escrituras, a fim de verificar a validade das doutrinas apresentadas caem no erro trágico com conseqüências ainda mais trágicas, pois quando um cego guia outro cego, os dois caem no abismo (Mateus 15:19). A Bíblia Sagrada não endossa essa prática. A nobreza dos bereainos, em contraste com os tessalonicenses, residiu na sua diligência em examinar as Escrituras para confirmar a concordância entre a pregação de Paulo e o texto bíblico. A questão central é: você está, de fato, consultando a Bíblia e comparando o que é pregado com o que está escrito? Se houver divergência, é imperativo abandonar as doutrinas que contradizem as Escrituras, pois, caso contrário, incorrerá em erro, abraçando, sem perceber, um evangelho diferente.

 Conforme a Escritura afirma, a Palavra de Deus é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos. (Salmo 119:105) Conseqüentemente, muitos que professam a fé cristã parecem, paradoxalmente, caminhar em trevas. Isso ocorre porque não se guiam pelos ensinamentos bíblicos, mas sim por equívocos, mensagens distorcidas, falsas doutrinas e heresias propagadas por indivíduos que não são estão debaixo da autoridade do Espírito Santo para pregarem a verdade, antes recorrem a vãs filosofias (Colossenses 2:8)


 Esses pregadores, em muitos casos, buscam seguidores que os idolatrem e adorem. Atualmente, testemunhamos uma proliferação de falsos profetas e mestres, que reúnem grandes multidões sob o pretexto do Evangelho e em nome de Cristo, mas quando você faz uma analise cirúrgica dos ensinos de Cristo e dos apóstolos, percebe com clareza que estão pregando outro Cristo e outro evangelho! Essas pessoas seguem um caminho equivocado devido à falta de responsabilidade com a própria fé. Não se dedicam a examinar diariamente se o que lhes é ensinado está em consonância com a verdade revelada pelo Espírito Santo nas Escrituras, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

 É lamentável pensar que, no dia final, milhões de pessoas não alcançarão a salvação e enfrentarão a condenação eterna, resultado da negligência em verificar nas Escrituras a autenticidade de suas crenças.
 Meus caros irmãos, atentem para a astúcia do diabo, que se manifesta desde o início. No capítulo 3 do livro de Gênesis, ele questiona a palavra de Deus, colocando-a em dúvida. Da mesma forma, hoje muitos duvidam da autoridade divina. Essa é uma doutrina inspirada pelo diabo. Em questões essenciais, o diabo sempre busca corromper e adulterar as verdades fundamentais do Evangelho. Ele corrompeu muitos anjos, corrompeu o homem e corrompe a sã doutrina.

 No que diz respeito à obra consumada e perfeita de Jesus Cristo na cruz, ele se utiliza de falsos mestres para propagar ensinamentos equivocados, afirmando que o sacrifício de Jesus foi insuficiente. Esses mestres insistem na necessidade de obras e méritos, acrescentando elementos à verdade. O diabo sempre adiciona algo para adulterar e invalidar a verdade, pois uma verdade adulterada deixa de ser verdadeira e se torna falsa.

No tocante às Escrituras, há quem diga que elas não são suficientes, necessitando de algo mais. Essa é, constantemente, a voz do diabo, que procura acrescentar algo ao que Deus já estabeleceu como completo e fundamental. Esses falsos mestres afirmam que a autoridade das Escrituras não é suficiente, sendo necessário complementá-la. Assim, colocam, além das Escrituras, a autoridade de padres, místicos, visionários e pessoas que relatam ter revelações, esquecendo a advertência de Paulo de que, mesmo que um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que foi anunciado, seja amaldiçoado.(Galátas 1:8 e 9)

 Quantas pessoas sinceras estão crendo e sustentando um falso evangelho amaldiçoado pelas Escrituras? É trágica a situação de muitos! Espero que esteja ciente da grave situação que se configura ao agir com negligência e falta de discernimento. A ausência de reflexão e a recusa em questionar a veracidade dessas informações podem conduzir a consequências espirituais duradouras.

 Porventura, desconhece você as advertências de Jesus sobre a necessidade de vigilância? Ele, assim como os apóstolos, alertou sobre o surgimento de falsos profetas e falsos cristos nos últimos dias.

 Como, então, poderá distinguir a verdade da falsidade? A resposta reside na Palavra de Deus. É imprescindível examinar as Sagradas Escrituras, Antigo e Novo Testamento, buscando compreender a natureza dos falsos profetas e suas características, conforme descritas em ambos testamentos.
 Ao adquirir esse conhecimento, estará apto a discernir e a reconhecer a influência enganosa que se manifesta em nosso presente século, onde proliferam falsos ensinamentos. A inocência e a sinceridade não garante a proteção contra o engano. A segurança reside na leitura, no estudo, na pesquisa e na avaliação criteriosa das Escrituras. Seja um verdadeiro "bereiano", investigando e verificando tudo o que lhe é apresentado.