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A Igreja Católica Mudou?

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Uma Análise do Artigo de Matt Costella (Batista Fundamentalista)  sobre Ecumenismo e Doutrina

Introdução: A Percepção de Mudança e o Contexto Ecumênico

Nas últimas décadas, um movimento significativo em direção à cooperação e ao diálogo entre protestantes evangélicos e católicos romanos tem ganhado força. Iniciativas como o movimento Promise Keepers, cruzadas evangelísticas de Billy Graham com endosso de arcebispos católicos, e documentos como "Evangelicals and Catholics Together" (ECT) criaram uma percepção generalizada de que as barreiras teológicas históricas estão diminuindo . Para muitos, a impressão é que a Igreja Católica, especialmente após o Concílio Vaticano II, teria se modernizado e se aproximado das crenças evangélicas, tornando a unidade não apenas possível, mas desejável.

No entanto, o artigo de Matt Costella, "Has Roman Catholicism Changed?" (A Igreja Católica Romana Mudou?), publicado na FOUNDATION Magazine em 1998, oferece uma perspectiva contundente que desafia essa noção. Costella argumenta que, apesar da retórica ecumênica e da aparência de abertura, a doutrina central da Igreja Católica Romana permanece inalterada em seus pontos fundamentais, especialmente no que diz respeito à autoridade final para a fé e à salvação.

A Base do Argumento: A Encíclica Fides et Ratio

O eixo central da análise de Costella é a encíclica papal Fides et Ratio (Fé e Razão), publicada pelo Papa João Paulo II. Longe de ser um sinal de concessão doutrinária, Costella argumenta que esta carta aos bispos católicos serve como uma "prova irrefutável" de que o catolicismo romano ainda mantém as doutrinas não bíblicas que defende desde o seu início . A encíclica reafirma e harmoniza-se perfeitamente com o Catecismo da Igreja Católica e os documentos do Vaticano II, que são fontes autoritativas da doutrina católica.

Costella destaca três áreas principais da encíclica que, segundo ele, demonstram a imutabilidade da doutrina católica:

1.    A Eucaristia e a Revelação Sacramental: A encíclica reforça a importância da Eucaristia como um "caráter sacramental da Revelação", onde Cristo está "verdadeiramente, real e substancialmente" presente . Para Costella, esta visão está em completo desacordo com a crença fundamentalista de que Deus se revelou plenamente através de Sua Palavra escrita (Sola Scriptura) e que a revelação foi concluída com o fim do cânon do Novo Testamento.

2.    A Igreja como Guardiã da Verdade: O Papa afirma que é dever da Igreja "indicar os elementos de um sistema filosófico que são incompatíveis com a sua própria fé", pois ela é a "guardiã" da verdade revelada . Os fundamentalistas, por outro lado, acreditam que a Igreja Católica distorceu e perverteu a verdadeira mensagem do Evangelho, a qual só pode ser encontrada nas Escrituras.

3.    A Rejeição da Sola Scriptura (Apenas as Escrituras): Este é o ponto central e mais "surpreendente" do artigo. João Paulo II ataca o que chama de "biblicismo", uma tendência que "tende a fazer da leitura e exegese da Sagrada Escritura o único critério de verdade" . O Papa afirma categoricamente que a "Escritura, portanto, não é o único ponto de referência da Igreja" e que a "regra suprema da fé" deriva da unidade entre a Escritura, a Tradição e o Magistério da Igreja. Costella conclui que esta declaração mostra, sem qualquer dúvida, que a Igreja Católica "ainda se agarra dogmaticamente à tradição como um meio através do qual Deus comunica a sua graça salvadora" e "rejeita dogmaticamente a crença de que somente a Escritura é a única autoridade do crente para a fé e a prática" .

Ecumenismo: Uma Decepção Perigosa?

Com base na evidência doutrinária da encíclica, Costella faz uma crítica mordaz ao movimento ecumênico. Ele questiona como um cristão evangélico pode confiantemente se unir a católicos para evangelismo ou crescimento espiritual após ler tais declarações . Para ele, o movimento ecumênico moderno, através de organizações como o Promise Keepers e as cruzadas de Billy Graham, tem "enganado com sucesso o mundo a acreditar que a Igreja Católica Romana ou mudou sua doutrina ou sempre foi um caminho aceitável para Deus" .

O autor argumenta que esses grupos criam uma ilusão de unidade que beneficia apenas a Igreja Católica. Ao tratar os católicos como "irmãos em Cristo" e evitar o "proselitismo", os evangélicos estariam, na verdade, confirmando milhões de pessoas em um sistema que Costella considera um "outro evangelho", que merece a maldição de Deus (Gálatas 1:9) . Ele cita o exemplo de uma cruzada de Billy Graham em Tampa, Flórida, que recebeu apoio total da diocese católica local, justamente porque não tinha a intenção de "recrutar católicos para se tornarem protestantes" .

A Posição Fundamentalista: Separação e Fidelidade à Escritura

O artigo de Costella reflete a posição do Fundamentalismo Bíblico, que defende a separação de sistemas doutrinários considerados contrários à Bíblia. A abordagem da Fundamental Evangelistic Association, para a qual Costella escreve, é "extrair apenas dos documentos autoritativos da Igreja Católica" para analisar sua doutrina, evitando interpretações de teólogos individuais .

A conclusão do artigo é direta e severa: a unidade ecumênica com Roma é alcançada apenas à custa da verdade bíblica. Costella argumenta que um verdadeiro crente em Cristo que está na Igreja Católica deve se separar dela, e não permanecer sob o rótulo de "católico evangélico". Para os fundamentalistas, a fidelidade à doutrina da Sola Scriptura é a linha que não pode ser cruzada, e o ecumenismo que a desconsidera é visto como um movimento perigoso que leva almas à perdição eterna .

Conclusão: Mudança ou Continuidade?

A análise de Matt Costella conclui que a Igreja Católica Romana não mudou em suas doutrinas fundamentais. O ecumenismo, em sua visão, não é um sinal de reforma católica, mas sim uma estratégia que, ao disfarçar diferenças profundas, coloca em risco a própria essência do Evangelho. O artigo serve como um alerta para aqueles que veem o diálogo ecumênico como um passo positivo, insistindo que a verdadeira unidade só pode ser encontrada na adesão incondicional à Palavra de Deus, e não em acordos que sacrificam princípios doutrinários em nome de uma cooperação superficial.

Referência Bibliográfica

Costella, Matt. "Has Roman Catholicism Changed?" FOUNDATION Magazine, Nov-Dec 1998. Disponível em: https://www.wholesomewords.org/etexts/costellam/rcchanged.html 

 

Todas as religiões são iguais?

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Todas as religiões são iguais?

 

 

O Evangelho é o mapa que Deus nos deu para mostrar que Cristo é o único caminho que nos conduz á Ele

Todas as religiões são iguais? Todas elas são caminhos que conduzem para o céu? Essa idéia está implícita em diversos tipos de filosofias modernas pelo qual tendem a ver todos os sistemas religiosos como iguais. Geralmente, essa pode ser uma posição definida, por exemplo, por movimentos como a iniciativa das religiões unidas. Mas a pergunta ainda persiste. Um desses defensores de um ecletismo universal foi Gandhi, que ensinava todas as religiões como flores de um mesmo jardim. Embora não se negue a boa intenção de alguns que defendem essa filosofia, como os perenialistas, ela é biblicamente insustentável, tanto pela lógica quanto pelos ensinos bíblicos. Não podemos acreditar que todas as religiões são iguais se não abraçarmos antes o relativismo. E o relativismo, tanto moral como religioso, ele não tem nenhuma sustentação bíblica pelo fato de que na Bíblia Sagrada, em João, capítulo 14 e 16, por exemplo, aplica-se que Jesus Cristo é no singular, o caminho, a verdade e a vida. Somente através de Cristo temos salvação e somente ELE foi o Deus Verdadeiro que se fez carne, assim o Evangelho é a revelação final de Deus, revelação esta que está dentro da Palavra de Deus plenamente inspirada e totalmente inerrante.

 

C. J. Jacinto

O CONCILIO E A CEGUEIRA ESPIRITUAL

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O CONCILIO E A CEGUEIRA ESPIRITUAL

 


C. J. Jacinto

 

 

 

O Concílio Vaticano II (1962-1965) foi um divisor de águas no catolicismo romano. Primeiro, desmascara a ideia de que a Igreja Romana é una, pois instigou os sedevacantistas a rejeitar o papado desde aquele Concílio. Os sedevacantistas, por sua vez, revelam que o magistério não é infalível nem confiável, pois rejeitam várias decisões daquele Concílio. Por se tratarem de decisões vindas de um magistério extraordinário, os ensinamentos, via de regra, são considerados infalíveis.

Entre as decisões do Vaticano II (que podem ser observadas nos catecismos da Igreja Católica atualizados) estão as declarações de 1964 com relação às igrejas protestantes. O Concílio, em função do magistério extraordinário, declarou: "Segue-se que as igrejas separadas, embora acreditemos que elas sofram de defeitos, de forma alguma foram privadas de significado e importância no mistério da salvação." (Essa declaração vem do documento Unitatis Redintegratio do Concílio).

O que vimos, portanto, é uma declaração de que as igrejas "oriundas da Reforma" (mencionadas no Capítulo III como "comunhões, nacionais ou confessionais"), os membros batizados nessas comunidades são aceitos como "irmãos" e "cristãos", incorporados a Cristo pelo batismo, com direito ao nome de cristãos, e suas ações litúrgicas são vistas como capazes de gerar graça e acesso à salvação.(1)

Vou adicionar nuance sobre os aspectos declarativos aqui apresentados, com forte ênfase sobre a autoridade dos Concílios realizados por um magistério extraordinário (e não ordinário), cuja autoridade é indiscutível de acordo com o próprio catolicismo. Esses ensinamentos infalíveis e irreformáveis obrigam todos os fiéis católicos à adesão.

Diante desses fatos, simplesmente assumo que não preciso de ecumenismo, nem mesmo defendo esse movimento que promove o sincretismo e serve de alicerce para uma Nova Ordem Mundial. Aliás, católicos que fazem críticas e atacam igrejas evangélicas deveriam simplesmente acatar as decisões do magistério que tanto reverenciam. Pois, se não conseguem se submeter obrigatoriamente às declarações magisteriais de sua própria religião, não possuem qualquer moral para criticar a religião dos outros, uma vez que já falharam em obedecer a quem lhes prestam defesa cegamente.

 

(1)  Veja o documento que declara isso em: https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decree_19641121_unitatis-redintegratio_en.html

 

O EMBUSTE CHAMADO ECUMENISMO

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O EMBUSTE CHAMADO ECUMENISMO

 

Pr.  José Barbosa de Sena Neto

   O que de agora em diante iremos dizer ou afirmar, não tem nenhum intuito de ferir a quem quer que seja, muito menos aos sacerdotes católicos sinceros, muitos dos quais são meus amigos particulares, de freqüentarem a minha própria casa, e a todos lhes falo abertamente, sem receio ou medo,  do grande amor de deus em Cristo Jesus, aos quais deposito o mais alto respeito, carinho e cordialidade, mas meu intuito inegociável é o de alertar a todos quantos me lêem, sobre os erros abomináveis dessa Igreja de Roma que, ao longo de 16/17 séculos vem mentindo e dizendo ser “a única Igreja verdadeira, fora da qual não há salvação”.

 

   Desejamos que os católicos sinceros e honestos saibam que nenhuma igreja salva. Nenhuma religião salva. Quem salva é Jesus Cristo, pois foi Ele quem deu Sua preciosa vida e o Seu sangue imaculado para salvar a todos os que O reconhecem como “o grande Deus e Salvador” (Tt. 2.13)  e aceitem o Seu sacrifício na cruz e, crendo em Sua ressurreição gloriosa, arrependam-se de seus pecados, mudam de vida pelo milagre do novo nascimento e se ajoelham confiadamente a Seus pés, a fim de serem salvos para sempre.

 

   Como já afirmamos anteriormente, Avro Manhattan, jornalista e escritor inglês, nascido em 1914, foi um dos homens mais destemidos deste século, o qual enfrentou de frente a Igreja de Roma, desvendando as suas entranha perante a opinião pública, através de  mais de seus 20 livros publicados sobre catolicismo romano, o qual teve a  perspicácia e a coragem suficiente para desmascarar o maior tabu do mundo – “santa madre Igreja”.

 

   Por causa disso, não poucas vezes, foi alvo, mesmo depois do Vaticano II, de perseguição da Igreja de Roma que, se não conseguiu eliminá-lo fisicamente, pelo menos o atingiu moral e financeiramente, até mesmo nos Estados Unidos, onde teve de refugiar-se, pelo fato de ele ter se tornado a maior autoridade do século em assuntos políticos e financeiros do Vaticano, o que lhe rendeu uma vida bastante difícil.  

    

   Vale salientar, que Avro Manhattan nasceu e viveu no intervalo das duas grandes guerras que o mundo já presenciou. Como jornalista experiente e consagrado escritor, ele escreveu sobre a III Guerra Mundial que o Papa Pio XII tentou  deflagrar em nome da “Senhora de Fátima” , com a desculpa de ‘converter’ a Rússia soviética. Como Manhattan mostra claramente, em verdade, a Igreja de Roma não estava interessada na salvação espiritual da Rússia, mas na riqueza do Czar, da Igreja Ortodoxa e em seus despojos, e nos domínio do povo russo, a fim de fortalecer o seu poderio. Uma de suas principais tarefas no presente é certificar-se de que o holocausto da Croácia e a ditadura católica do Vietnã sejam esquecidos,  tornando-se mera nota de rodapé de jornal de uma história remota. E quase o tem conseguido, visto como o mundo contemporâneo sabe muito pouco a respeito da verdadeira natureza do pano de fundo das intrigas religiosas destes dois tenebrosos episódios do fanatismo católico romano.

 

   E isso a tal ponto que, ao contrário dois campos de concentração de Hitler, e Stalin, os horríficos campos croatas e as auto-imolações dos budistas do Vietnã, em protesto contra a interferência terrorista religiosa do Vaticano, já se tornaram tabus na mídia mundial de massa. Esse é um perigoso trunfo da pressão católica contemporânea e de seus parceiros políticos e econômicos. O esquecimento e até mesmo a ignorância são dois gêmeos perigosos neste mundo turbulento no qual vivemos e dele fazemos parte.

 

   Qualquer papa que quiser mudar firmemente a política do Vaticano cairá fulminado pelo ódio dos conspiradores que reinam dentro dos muros silenciosos do Vaticano. Um desses mártires foi Albino Luciani – o João Paulo I , o papa-sorriso, como ficou conhecido -, que desejava ardentemente acabar com a corrupção que dominava o poder financeiro da “santa madre”, a começar do Banco do Vaticano (uma filial da Máfia), e pagou com a própria vida, tendo ficado apenas 33 dias no trono papal.  No Concílio  Vaticano II, no qual Albino Luciani, ainda bispo, desejava introduzir mudanças radicais, venceram os conspiradores de sempre e o resultado foi que a “santa madre”  mudou apenas algumas doutrinas e práticas secundárias, que por falta de espaço não iremos enumerá-las. 

 

   Se Albino Luciani, o Papa João Paulo I, não tivesse sido assassinado, por envenenamento, quem sabe a Igreja de Roma estaria vivendo dias melhores, conforme era o desejo desse papa socialista cristão, realmente dedicado à causa de Cristo e do pobres e humildes. Sua vida é um exemplo de bondade, daí por que ainda temos esperança de que dentro do Catolicismo existam alguns escolhidos do Senhor – “Sai dela,  povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, para que  não incorras nas suas pragas; pois os seus pecados se acumulam até o céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela” (Ap. 18.4).  

 

   Seu sucessor, o recém falecido Papa João Paulo II, quando em melhor estado de saúde, em suas inúmeras viagens, pregava a  paz e amor entre os homens. O Papa João Paulo II chegou a pedir perdão em “seu nome e no de todos os católicos do mundo inteiro” – não em nome da Igreja Católica, pois ela é infalível, não pode errar! – pelos crimes horrendos praticados pelo Catolicismo, durante a “Santa Inquisição”  da Idade Média. Mas o que dizer do holocausto dos judeus, dos sérvios, dos vietnamitas do sul, das perseguições contra os malteses, contra os mexicanos e tantos outros?  Foram crimes cometidos neste século, principalmente na época de Pio XII, o qual o próprio Papa João Paulo II que pediu  perdão esteve  desejando canonizá-lo....

 

   O ecumenismo é uma fraude e das piores que Roma já tem imposto ao mundo.  Queira Deus que o “anjo da paz” – João Paulo II – morra em pleno gozo de sua forma, pois ele é mais uma vítima dos ‘sistema’, como tantos outros. Ele aí está sendo manipulado pelo todo-poderoso jesuíta cardeal Joseph Ratzinger, o homem mais forte atualmente no Vaticano, o qual lhe dita as ordens para ser por ele pronunciadas em seus discursos escritas pelo próprio punho do cardeal jesuíta. O ecumenismo não pode ser boa coisa,  simplesmente porque está arrebanhando os povos do mundo inteiro, numa estrada de mão única para o Vaticano, para ficar debaixo do “báculo de Pedro”. Deveria ser chamado de ‘ecumomesmo’, pois é um monstro devorador dos cristãos incautos, que acreditam nas mentiras da Igreja de Roma.

 

   Nas décadas de 70/80, a grande vítima foi o ex-padre católico romano, Dr. Aníbal Pereira Reis, o qual se tornou pastor batista da Convenção Batista Brasileira, que desafiou a Igreja de Roma. O ex-padre Aníbal, o qual o persegui impiedosamente, pois assim o fiz na ignorância, no tempo da minha incredulidade, quando eu também era padre católico  romano, o qual foi condenado a morte pela ‘Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé (ex-Santo Oficio), cujo então prefeito era o seu ex-professor de teologia, o cardeal Agnelo Rossi, através de duas cartas do então prefeito, as quais foram publicadas pelo ex-padre nas últimas páginas de alguns de seus livros, a fim de poder “continuar respirando”. Ele afirmou em um de seus livros: “O ecumenismo é cilada. É uma tática blandiciosa para envolver os crentes. É emboscada. É perfídia. É  ardil. É uma diabólica trama, que, a pretexto de uma aproximação amigável, cordata e cordial, objetiva cercear o ímpeto evangelizante dos crentes. É o maior blefe do século XX! Aceitar o ecumenismo é cair no mais ridículo ‘conto do vigário’ .”  Não nos esqueçamos destas palavras, jamais!

 

      

 *  pastor, ex-sacerdote católico romano, conferencista, palestrante de seminário para casais, pedagogo, professor, educador,

apologista.

 

Publicado anteriormente no CPR

 

O Impacto Esotérico e a Conspiração Aquariana

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A Conspiração Aquariana?

 

C. J. Jacinto

 

Marilyn Ferguson, em “A Conspiração Aquariana*”, no início de 1980 afirmou estar em curso uma profunda transformação cultural e espiritual nas sociedades ocidentais, caracterizada como uma “revolução silenciosa” ou “revolução da consciência”. Ela identificava sinais de crise no modelo racionalista, materialista e excessivamente científico predominante, e apontou o surgimento de uma nova espiritualidade baseada na busca de experiências místicas e no entendimento de que o verdadeiro conhecimento é de ordem interna, subjetiva e intuitiva. De fato, Ferguson acertou, pois, nas décadas seguintes, o mundo viu surgir um movimento emergente de síntese, chamado de New Age ou Nova Era, que influenciou profundamente a cultura e a sociedade ocidental. O reavivamento do esoterismo, paganismo, bruxaria, panteísmo, feitiçaria, ocultismo, gnosticismo, ufologia, espiritualismo e enfim, as religiões orientais e seus gurus ganharam um enorme espaço e desde então sua influência pode ser percebida em todas as camadas sociais, pois essa conspiração ė antes de tudo, de caráter anticristão. A influência neoplatônica, gnóstica, pagã e espiritualista afetou posteriormente as igrejas cristãs.

Essa aspiração tem como base um reino de paz pela harmonia entre ciência e as religiões, Ken Wilber em “A União da Alma e dos Sentidos” explica que se não conseguirmos encontrar a essência comum de todas as religiões da humanidade, jamais conseguiremos a integração entre ciência e religião”

 Esse anseio pela unidade, já tinha sido proposta por Aldous Huxley, autor de “Admirável Mundo Novo” ele propôs a teoria da “filosofia" Perene em 1945, antecendendo as aspirações de Fergunson, a filosofia perene é a ideia de que existe uma verdade espiritual universal presente em todas as grandes tradições religiosas do mundo. Huxley acaba cedendo a ideia da antiga serpente no Eden, pois ele sustentava uma metafísica que reconhecia uma realidade divina real por trás das coisas visíveis, e uma alma humana que tinha uma semelhança com essa realidade. Huxley apontava que todas as religiões possuem verdades comuns e as diferenças são superficiais, nesse caso, devem ser ignoradas para que a essência seja reconhecida. Aqui temos a velha antiga doutrina da divindade do homem e uma das raízes da crença de uma religião universal, essa ideia é muito parecida com as ideias de Helena Petrovna Blavastki fundadora do movimento teosófico que propôs uma sabedoria divina que buscava integrar ciência, filosofia e religião, defendia a fraternidade universal e uma evolução espiritual cármica, durante toda a sua vida, Blavastki criticou o dogmatismo e a religião institucionalizada propondo uma fraternidade universal na compreensão e integração física e espiritual de todos os seres, mais uma vez encontramos as raízes de um universalismo, as velhas ideias da Torre de Babel e um reino universal centrado no homem, a síntese de opostos nada mais é do que o relativismo tão forte em nossos dias, como um braço ideológico que se opõe com todas as forças ao cristianismo bíblico. Esses são os efeitos de todas essas ideias, o que foi vaticinado por Marilyn Ferguson, ocorreu de fato, e os efeitos podem ser vistos, ainda que imperceptível para a maioria dos cristãos que não conseguem ver as mudanças radicais que sofreu a sociedade após a virada do milênio. A doutrina da antiga serpente, o Diabo e Satanás que engana todo o mundo (Apocalipse 12:9 e 20:2) simplesmente está por trás dessa conspiração aquariana, trata-se de um reavivamento do esoterismo nas suas nuances neoplatônicas e gnósticas, no clássico “Historia do Esoterismo Mundial” de Hans-Dieter Leuenberger, lemos: “Os neoplatônicos ensinavam como os gnósticos, que a alma humana havia se separado de Deus ou do divino e, em simultâneo, seguindo a lei da gravidade, caíra das esferas divinas, ficando presa no âmbito material. Portanto, a tarefa da alma é soltar-se da prisão material e, finalmente, unir-se outra vez com o divino” (Pagina 91) Outra tendência, a visão emanacionista vinculada ao panteísmo, ganhou a estima de cientistas como Carl Sagan, que escreveu praticamente na mesma época em que Fergunson, o famoso Livro “Cosmos” e posteriormente outro livro se seguiu a mesma tendência; contato, nesse período outro cientista, Fred Hoyle, escrevia também o livro “O universo Inteligente”, que seguia a mesma tendência panteísta/emanacionista de Sagan. Desde então vários cientistas e intelectuais trilham pela mesma senda, principalmente com o desenvolvimento da física quântica, tentando reconciliar esoterismo, misticismo neoplatônico e ciência. Essa síntese é necessária para que os fins justifiquem os meios, a religião universal segue a política de tolerar todos os que seguem a cartilha ecumenista global, uma super-religião mundial, o fim dos conflitos e uma intolerância com relação a qualquer tipo de elemento contrario, a fé cristã bíblica não encontra lugar dentro dessa torre de Babel, embora muitos evangélicos estejam entrando nela.

Ferguson descreveu essa “conspiração” não como um complô secreto, mas como uma rede aberta, descentralizada e sem líderes, formada por indivíduos de diferentes áreas que promovem mudanças paradigmáticas em direção a uma sociedade mais autônoma, colaborativa, sustentável e conectada à natureza. Essa rede, segundo a autora, está empenhada em romper com antigos padrões de pensamento, propondo um novo estado mental capaz de transformar o indivíduo e a coletividade.

 

 Mas todo o sincretismo desse esoterismo universal, promove amplamente técnicas e o uso de métodos não somente proibido pelas escrituras, mas que provoca uma enorme devassidão espiritual, possessão demoníaca, contato com seres demoníacos disfarçados de anjo de luz, outro evangelho e mentiras, técnicas de visualizações mantras que alteram o estado da consciência, êxtases místicos com abertura para o mundo espiritual caído, poções e beberagens com drogas e psicodélicos que provocam distúrbios no âmbito espiritual, mediunidade e canalização, hipnose, estados alterados de consciência, esvaziamento da mente, perda de controle psicológico, desligamento da razão, anjos de luz desceram ao mundo aos milhões pregando outro evangelho (Gálatas 1:8 e 9) e o anátema é recebido como bênçãos vindo dos céus! Essa é uma descrição bíblica da Conspiração Aquariana.

O quanto foi a sociedade impactada por essa abertura ao mundo espiritual caído? Não está hoje em dia, o uso recreativo de drogas psicodélicas popularizado? Poucos sabem que o uso de poções mágicas e plantas alucinógenas eram usados pelos povos primitivos na escuridão espiritual para o contato com seres espirituais, contato com demônios e espíritos imundos, por esse motivo, os convertidos em Atos 19:19 resolveram destruir suas fórmulas, encantos e invocações. Havia um perigo real cujos laços deveriam ser desfeitos imediatamente.

 

Com relação à Ioga? Não é uma prática aceitável até mesmo por instituições governamentais? Até mesmo igrejas e lideres cristãos não tem apoiado essa prática? Desejo citar novamente o Livro “Historia do Esoterismo Mundial” na página 210, o autor afirma categoricamente: “A Ioga é o local de contato das pessoas com um plano transcendental (do além)”. Em outras palavras, a prática da Ioga é um tipo de mediunidade, é um portal de abertura para o mundo dos espíritos.

 Acaso não se popularizou na cristandade, a prática de seguir uma religião pelos sentimentos? As emoções e as experiências subjetivas de êxtases, visões, locuções interiores, visualizações, sentimentos agradáveis é a forma como milhões de pessoas ditam a sua fé, por meras experiências e não por fé, Alexander Seibel em “A Sutil Sedução da Igreja” afirmou com toda a razão: “As verdades espirituais nos são trazidas á consciência através da razão ou do intelecto e não pelos sentimentos e pelas emoções” Peter Jones também escreveu: “Para muitos cristãos, a moda é a experiência espiritual. Observe que a verdade é ‘experimentada’, e não processada pela mente”

 Intencionalmente ou não, o que Ferguson quis dizer com mudanças de pensamentos e paradigmas, seria antes de tudo, uma oposição aberta aos valores judaico-cristãos e ao cristianismo bíblico. E isso se dá por causa da maneira como veem o mundo, segundo um escritor critico ao movimento, Ralph Rath, os adeptos da Nova Era não viam senão subjetividade e ambiguidades em conceitos que na fé cristã são absolutos, bom ou mau, seriam conceitos meramente relativos e culturais. Não é isso que percebemos de forma tão forte hoje em dia?

O livro de Marilyn Ferguson também sugeriu que essa transformação não é política, mas sim uma mudança de consciência, onde cada pessoa pode ser agente de mudança e contribuir para um mundo melhor, mais justo e integrado. Ferguson enfatizou que a humanidade precisava superar o papel de espectadora e assumir responsabilidade ativa na construção desse novo paradigma, promovendo paz, sustentabilidade e uma nova relação com o planeta e consigo mesma. Muitas décadas antes de Ferguson escrever A Conspiração Aquariana, G H Pember escreveu em “As Eras Mais Primitivas da Terra” que nos últimos tempos, haveria um renascimento do espiritualismo, o que de fato ocorreu e ainda continua em progresso em nossa sociedade. Com o surgimento de movimentos cristãos pós modernos como a igreja emergente e movimentos neo-carismáticos, uma abertura para práticas místicas oriundas dos cultos de mistérios, ocultismo, misticismo neoplatônico e esoterismo se infiltraram nesses segmentos da igreja, o pentecostalismo tem sido seriamente afetado por essa infiltração esotérica, por manter uma porta aberta para experiências místicas subjetivas sem ter um efetivo permanente do teste dos espíritos descrito em I João 4:1 a 6. E o que falar da psicologia junguiana, não é tão popular em nossos dias, não foi a psicologia, um sistema teórico que foi integrado ao ministério cristão? Peter Jones, na Introdução do excelente livro “Bruxaria Global — Técnicas da espiritualidade pagã e a Resposta Cristã” (Editora Cultura Cristã) escreveu: “A psicologia junguiana é agora, uma fonte inesgotável de ocultismo” e esse ocultismo entra disfarçado de psicologia aceita como ciência pela pós-modernidade.

Em A Sedução do Cristianismo, o apologista cristão Dave Hunt advertiu que o espiritualismo e o ocultismo estão invadindo a igreja cristã moderna, (ele escreveu isso na década de 1990!) promovendo uma apostásia generalizada que preparará o caminho para o engano final dos últimos dias. Ele criticou a influência dos ensinamentos do movimento Nova Era, como pensamento positivo, visualização e psicoterapia, que substituem a verdadeira fé em Deus por um poder interno ou "fé" que manipula a realidade. Hunt alertou que essa infiltração espiritual levará muitos cristãos a aceitar a mentira de que o homem pode se tornar deus, o que enfraquece a doutrina bíblica e abre espaço para o Anticristo operar sinais e prodígios enganosos. Essa apostasia é vista como parte do grande engano que antecede a volta de Cristo, por isso ele chamou os cristãos à vigilância e discernimento espiritual.

Em resumo, Ferguson sustentava que a “Conspiração Aquariana” era um movimento coletivo, aberto e positivo, que buscava uma renovação profunda da consciência humana, inspirando esperança, reflexão e ação para enfrentar os desafios contemporâneos e criar uma nova era de possibilidades. Sua visão ambígua e relativa acerca da verdade moldou todo seu otimismo pragmático.

O ocultismo é falível e oposto a obra, autoridade e poder de Deus (Daniel 4:7 Êxodo 8 I Timóteo 4:1 e Malaquias 3:5). É uma contaminação espiritual e está associada a rebelião contra Deus, rebelião é a principal característica dos anjos caídos (I Samuel 15:22, Judas 1:6 Apocalipse 12:4) associado ao engano ímpio (Apocalipse 9:21 e 18:23) está vinculado a apostásia moral e espiritual (Isaías 19:3) associado e vinculado ao processo de abominações (II Reis 23:24) Associado ao engano e ao ilusionismo e aos falsos profetas (Atos 8:11 e 13:6)

 

Fontes de Consultas:



 https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/5262451.pdf


https://www.youtube.com/watch?v=mh-SXvUk5NI


https://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Conspira%C3%A7%C3%A3o-Aquariana/932830.html


https://proximolivro.net/conspiracao-aquariana-a/303108


https://www.podomatic.com/podcasts/momentosdepaz/episodes/2011-09-11T00_46_27-07_00.

 

https://www.academia.edu/12585077/Conspira%C3%A7%C3%A3o_aquariana_revisitada_correla%C3%A7%C3%B5es_com_as_filosofias_de_Henri_Bergson_e_William_James

 

Livros indicados (que foram consultados) :

Bruxaria Global- Técnicas da Espiritualidade Pagã e a Resposta Cristã – Organizado por Peter Jones- Diversos autores- Editora Cultura Cristã

A Sutil Sedução da Igreja – Alexander Seibel – Editora União Cristã

O Mito da Nova Era – Pablo Capana – Editora Ave Maria

História do Esoterismo Mundial – Hans- Dieter Leueberger – Editora Pensamento

A Sedução do Cristianismo – Dave Hunt e T. A. McMahon – Obra Missionária Chamada da Meia Noite

A Conspiração Aquariana – Marilyn Fergunson- Editora Nova Era

 

Sugestão de website para um aprofundamento do tema:

 

https://www.lighthousetrailsresearch.com/