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CONSEQUÊNCIAS DA MAÇONARIA

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Por Micky Mathis

Esta passagem bem conhecida (Gálatas 1:6-10) sempre esteve na vanguarda dos meus pensamentos, especialmente quando estudo com alguém a respeito da Palavra de Deus. Recentemente, fui confrontado com uma pergunta à qual não pude dar resposta: “Um cristão pode ser maçom?” Minha primeira resposta foi: “Ouvi dizer que eles fazem boas obras e patrocinam um circo para crianças em todo o país.” Esta é a resposta típica de alguém que não sabe nada sobre a ordem fraternal. Pedi ao indivíduo que me desse alguns dias para estudar o tema e, assim que minha pesquisa fosse concluída, eu daria uma resposta. Após muito estudo e entrevistas com membros atuais e antigos da Maçonaria, fiquei chocado ao descobrir que a ordem fraternal está em contradição direta com a Santa Palavra de Deus.

Ao longo da pesquisa, descobriu-se que todos que juram o juramento maçônico estão jurando sua lealdade e sua alma a uma ordem religiosa, diferente daquela ensinada no Novo Testamento.

“Maravilho-me de que, tão cedo, vos estejais afastando daquele que vos chamou pela graça de Cristo, para outro evangelho, que não é outro; mas há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos, ou um anjo do céu, vos pregue outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes vos dissemos, agora de novo também vos digo: Se alguém vos pregue outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Pois persuado eu, agora, a homens ou a Deus? Ou busco agradar a homens? Se ainda estivesse agradando a homens, não seria servo de Cristo.” (Gálatas 1:6-10).

Muitos maçons argumentarão que sua Loja Maçônica não é uma instituição religiosa. No entanto, Albert G. Mackey, maçom de 33º grau, escreveu no Lexicon of Freemasonry: “Todas as cerimônias de nossa ordem são prefaciadas e terminadas com oração, porque a Maçonaria é uma instituição religiosa...” (pág. 367). Encorajo todos a estudarem os monitores maçônicos de seus estados. No Tennessee, o manual maçônico chama-se Tennessee Craftsman. Dentro das páginas do Tennessee Craftsman, vocês se familiarizarão com os rituais que o maçom deve passar para subir nas fileiras ou graus. Um grau de particular interesse é o terceiro grau — Mestre Maçom. Para se tornar um Mestre Maçom, ele precisa ser simbolicamente sepultado e ressuscitado em nome de Hiram Abiff. Isso não passa de um batismo, e todo cristão deve saber que há apenas um batismo: “um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Efésios 4:5). Também encorajo vocês a estudarem e lerem o prefácio de qualquer edição maçônica da Bíblia Sagrada. Nele vocês encontrarão os ensinamentos fundamentais da ordem maçônica.

Infelizmente, quando vocês confrontam o maçom, ele ficará contrariado e dirá que os livros a que vocês se referem não são mais usados nas lojas, e que não é uma religião, ou que sua loja é uma loja cristã. A partir das minhas entrevistas com maçons atuais e do passado, essas alegações são falsas. Muitos entram na Loja Maçônica porque gostariam de fazer parte de algo que ajudará a melhorar sua comunidade. Muito poucos, se algum, já entraram na loja com a intenção de se separarem do Senhor. No entanto, depois que os juramentos de sangue são feitos, pela maneira como se posicionam os pés, fazem sinais com as mãos e falam com a boca, a separação do Senhor é imediata. Perante quem eles juram esses juramentos? O homem que ostenta o título de “Venerável Mestre”. Mateus 6:24 declara: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” Entristece-me que muitos homens cristãos tenham sido levados à loja, assim como irmãs cristãs à Estrela do Oriente, acreditando que estavam se tornando parte de algo bom, mas em vez disso foram enredados em algo maligno. Diz-se que essas ordens fraternas e/ou maternas são o caminho para a verdadeira luz; no entanto, elas frequentemente se reúnem nas trevas e sempre em segredo. Cristo é a única luz que alguém deve seguir.

Ninguém vos engane com palavras vãs, pois por causa dessas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais participantes com eles. Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor. Andai como filhos da luz (porque o fruto do Espírito está em toda bondade, justiça e verdade), provando o que é agradável ao Senhor. E não participeis das obras infrutíferas das trevas; antes, porém, condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto, até mencioná-lo é vergonhoso. Mas todas as coisas que são condenadas se manifestam pela luz, porque tudo que se manifesta é luz. Por isso diz: Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará (Efésios 5:6-14).

Se você é cristão, imploro que você se separe da Loja Maçônica e ore para que Deus perdoe seus pecados. Vá em frente e faça confissão pública deste pecado. Seja aberto sobre este tema com os outros. Esteja disposto a afastar os jovens da Loja e conduzi-los a Cristo. De vários homens que entrevistei, uma história permanece constantemente em meus pensamentos. O homem declarou que a única razão pela qual pediu para entrar na loja foi porque um companheiro cristão, de quem ele tinha grande estima, era maçom. Este homem desde então deixou a loja e deseja nunca ter sido membro. Ele não fazia ideia de que, ao se tornar maçom, um dia chegaria aos Cavaleiros Templários e seria forçado a beber vinho tinto de um crânio humano. Depois daquela noite, ele deixou a loja. Em seus estudos, você aprenderá que os Cavaleiros Templários são a progressão do Rito York da Maçonaria, enquanto o Rito Escocês é o outro ramo dos maçons. E é preciso ser um Mestre Maçom de Terceiro Grau antes de se tornar um Cavaleiro Templário.

Os homens que me confrontaram com a questão ainda praticam a Maçonaria e não desejam falar comigo sobre o assunto. Perdi amigos e irmãos e irmãs em Cristo por ter tomado uma posição contra a Maçonaria. Oro por eles e oro para que vejam o erro de seu caminho e se afastem desta instituição pecaminosa antes que seja tarde demais. Também oro para que não consigam influenciar nenhum outro irmão a entrar na Loja. Há tantas armadilhas neste mundo que Satanás colocou para nos prender. Por favor, não permita que sua filiação à Loja Maçônica leve sua alma ou a de outro jovem que pode olhar para você como exemplo. Sejamos exemplos que não se envergonham de Cristo, mas estão dispostos a viver para Ele. Como Paulo declarou em Filipenses 1:20-21: “Segundo a minha intensa expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, assim também agora, Cristo será magnificado no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” Não há comunhão maior na terra do que aquela que um cristão compartilha com os demais cristãos. Por que qualquer cristão fiel desejaria ou precisaria de algo mais? “Se dissermos que temos comunhão com ele e andarmos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 João 1:6-7). Que Deus o abençoe neste estudo e que você ensine aos outros a verdade sobre a Loja Maçônica e o ajude a mantê-los longe dela e de outras organizações fraternais semelhantes.

Extraido de Think Magazine – Março de 2010

OS PERIGOS DO ESOTERISMO

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 OS PERIGOS DO ESOTERISMO


Por Natanael Rinaldi


A palavra esoterismo, do grego "esotéricos", é sinônima de ocultismo e está relacionada com a doutrina que se oculta das pessoas em geral e se revela apenas aos iniciados, em contraposição à exotérica (externa ou pública). Brasília é tida como uma cidade esotérica por contar com diferentes recantos aonde se pratica o misticismo em todas as suas modalidades, entre as quais se destacam a "Cidade da Paz", o "Vale do Amanhecer", a "Cidade Eclética", e um grupo ufológico que vasculha permanentemente o espaço em busca de outras vidas.
As pessoas místicas gostam de olhar o Universo através de um telescópio e dimensionar sua imagem espiritualmente. Nesses lugares praticam-se: jogo de búzios, tarologia, astrologia, trabalho de energização de cristais, quiromancia; encontram-se: sensitivos, videntes, mestres de Tai Chi Chuan e I Ching (oráculo chinês). Os supersticiosos que se dirigem a esses lugares são pessoas que estão dispostas a pagar qualquer preço por uma consulta, submeter-se às chamadas acupunturas psíquicas para a regressão de vidas, praticar ioga ou meditação transcendental, enfim, estão dispostas a se desenvolver com todo tipo de recursos místicos para a solução de seus problemas.
Para que essas práticas — astrologia, tarô, runologia, I Ching — funcionem, é preciso que as pessoas acreditem em seus poderes PSI ou extra-sensoriais.


O Poder Extra-Sensorial existe?


Admitimos que o sobrenatural realmente existe, mas não que seja resultante de um poder mental inato ao homem e que para sua manifestação se torne necessário despertar poderes extra-sensoriais. Tais poderes só podem ser desenvolvidos por alguns. Daí por que existe o título de sensitivos, videntes, esotéricos ou ocultistas para as pessoas que os desenvolvem.


O que a Bíblia tem a dizer?


Note o que a Bíblia diz de todos os homens:
 Salmos 39.5: "Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade". Jeremias 17.5: "Maldito o homem que confia em outro homem e faz da carne o seu braço".
Os que creem no poder sobrenatural do homem chegam a ficar numa dependência dos que o manipulam, sejam sensitivos, gurus, videntes ou astrólogos, e não se acanham de afirmar: "Não dou um passo sem a sua orientação". É o caso relatado por Nonato Souza Lima, então delegado do PMDB em São Paulo, com relação ao seu babalaô Walter de Logum-Edé, chegando ao cúmulo de pagar na época Cr$ 100.000,00 para seu guia (VEJA 29/01/86, pág. 49). "Não tomo nenhuma posição da minha vida política ou particular sem antes consultar o Dr. Newton. Ele é meu guru", dizia o governador João Durval. O Dr. Newton Pinto praticava o ocultismo e fazia uso da quiromancia — leitura mais refinada das mãos que a feita pelos quiromantes (idem, pág. 51).


A fonte do poder sobrenatural


O poder sobrenatural que alguns exercem só pode vir de duas fontes: de Deus ou do diabo. Não há meio termo. O poder sobrenatural ou milagroso que um homem pode exercer é de Deus, quando:


a) é realizado no nome de Jesus e serve para glorificá-lo;
b) serve para edificar a igreja de Jesus Cristo;
c) serve para validar o Evangelho de Jesus, levando pessoas à salvação.
São essas características dos milagres descritos na Bíblia:
Atos 14.3: "Detiveram-se por muito tempo, falando ousadamente acerca do Senhor, o qual dava testemunho à palavra da sua graça, permitindo que por suas mãos se fizessem sinais e prodígios".


Romanos 15.19: "Pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus; de maneira que desde Jerusalém, e arredores, até ao Ilírico, tenho pregado o evangelho de Jesus Cristo".


 I Coríntios 14.12: "Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles para a edificação da igreja".
Já os milagres operados pelo diabo, através de videntes, astrólogos, sensitivos e outros que alegam possuir poderes extra-sensoriais, têm características inteiramente diferentes, pois os tais são os falsos profetas e os falsos cristos, os quais o próprio Cristo denunciou em Mateus 24.5-11, todos eles agregados ao movimento Nova Era. Já no Egito, houve os seus antecessores:
 Êxodo 7.10-12: "Porque cada um lançou sua vara, e tornaram-se em serpentes; mas a vara de Aarão tragou as varas deles".
 Êxodo 8.7: "Então os magos fizeram o mesmo com seus encantamentos; e fizeram subir rãs sobre a terra do Egito".

E se as previsões vierem a se cumprir?


Deus terminantemente não quer que os sigamos. Existe o caso de Sana-Khan, astrólogo e quiromante armênio, que vaticinou, examinando a mão de Jânio Quadros em 1936, que ele seria eleito vereador, prefeito, governador de São Paulo e presidente da República. Mas, Sana-Khan errou no vaticínio de sua própria morte, marcada para 30 de dezembro de 1970, pois morreu em 1979 (VEJA, 29/01/1986, pág. 31). E a Bíblia o que diz?
Deuteronômio 13.3: "Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos porquanto o Senhor vosso Deus vos prova, para saber se amais o Senhor vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma". Infelizmente, tudo o que se relaciona com os sistemas de adivinhação está obtendo um grande sucesso. As novelas despejam sobre o povo um concentrado sincrético de tarô, astrologia, búzios, pirâmides, oráculos gregos, curas psíquicas e regressão de vidas passadas, que torna real o provérbio que se diz do povo brasileiro: "É um povo obcecado pelo sobrenatural". Os jornais noticiam que a febre pelo ocultismo invadiu de tal forma a nossa geração, que já se lê nos adesivos dos carros "Eu creio em duendes". São milhares de adesivos vendidos só em São Paulo. Cumpre-se a Bíblia, na advertência de Paulo, em I Timóteo 4.1: "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos enganadores e a doutrinas de demônios".
Quando os efésios se converteram pela pregação do evangelho de Jesus Cristo por meio de Paulo, o que se lê é que "também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, achavam que montava a cinqüenta mil peças de prata. Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia" (Atos 19.19-20). Que anunciemos o evangelho de Cristo, que é o poder de Deus para a salvação (Romanos 1.16), de modo que as pessoas envolvidas com o ocultismo possam ser libertas ao se chegarem a Jesus Cristo, livres de todos os temores do mundo espiritual contra o qual precisamos lutar (Efésios 6.10-12).


Fonte:
Revista Defesa da Fé — Publicação do Instituto Cristão de Pesquisas (ICP) Ano 01 — Nº 01 — Julho/Setembro de 1996 (Páginas 24 a 27).

São Confiáveis as Revelações Espirituais de origem espiritualista e ocultista?

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 São Confiáveis as Revelações Espirituais de origem espiritualista e ocultista?

 

C. J. Jacinto

 

Em tempos em que o ocultismo, o espiritualismo e o esoterismo têm tido grande relevância na nossa sociedade e têm se popularizado muito, de modo que nós temos uma quantidade enorme de pessoas que crêem nessas coisas, se faz necessário uma pergunta, é o ocultismo e o esoterismo superior à fé bíblica ou as Escrituras possuem uma sabedoria muito maior? Gostaria de responder essa pergunta de modo claro, a deixar bem evidente o que as escrituras mesmo testemunham e testificam a respeito deste assunto. Em um período no qual o ocultismo, o espiritualismo e o esoterismo ganham notável relevância e popularidade, alcançando um público cada vez mais expressivo, torna-se imprescindível questionar: seriam tais práticas superiores à fé bíblica, ou as Escrituras detêm uma sabedoria de magnitude superior? O objetivo desta exposição é responder a esse questionamento com clareza, evidenciando o que a própria Bíblia testemunha a respeito desse tema. No terceiro capítulo de Gênesis, identifica-se a figura da "Serpente", designada em Apocalipse como a "Antiga Serpente", que estabeleceu contato com os primeiros seres humanos, especificamente com Eva. Esse episódio constitui o registro inaugural de uma interação entre o mundo espiritual e o plano físico, por meio da transmissão de uma mensagem. No entanto, tal comunicação revelou-se pervertida, marcando, desde a antiguidade remota, a gênese do espiritualismo. Tanto a antropologia quanto a própria história corroboram que o contato com o transcendente e a interação entre a humanidade e o mundo espiritual remontam às eras mais antigas. Nesse sentido, práticas como o xamanismo servem como evidências que validam o relato bíblico.
Todavia, é imperativo ressaltar que o ocultismo, o esoterismo e o espiritualismo não se sobrepõem à revelação bíblica. A fundamentação para tal posicionamento encontra-se nos relatos do livro de Daniel (capítulos 2:10 e 4:7), nos quais observamos a nítida incapacidade dos magos e astrólogos babilônicos em interpretar os sonhos do rei Nabucodonosor. Diante de tal limitação, apenas a intervenção de Daniel — servo do Deus Altíssimo — foi capaz de elucidar o enigma, livrando o grupo da sentença de morte que lhes fora imposta. Fica evidente, portanto, que, enquanto as práticas ocultistas permaneceram em um estado de ignorância e impotência, a revelação divina, manifesta por meio de Daniel, provou ser a única fonte de sabedoria e verdade absoluta.
No Pentateuco, observamos o confronto entre Moisés e os magos do Faraó. Embora, em certa medida, os magos tenham conseguido replicar alguns dos prodígios, o poder de Deus, manifestado por meio de Moisés, prevaleceu sobre eles. Reiteradamente, as Escrituras revelam a existência do mundo espiritual caído e das potências invisíveis; contudo, o Antigo Testamento demonstra, de forma inequívoca, que a soberania de Deus é suprema e imensamente superior a qualquer manifestação ocultista.
Ao examinarmos o Novo Testamento, observamos no capítulo 16 do livro de Atos que o apóstolo Paulo confrontou uma mulher possuída por um espírito de adivinhação, libertando-a da influência que a dominava. Esse relato evidencia a existência do mundo espiritual e a atuação dessas forças invisíveis sobre a realidade física. Ademais, em Atos 19:19, nota-se que muitos convertidos, ao abraçarem a fé, queimaram publicamente seus livros de magia, bruxaria e invocações demoníacas.

 Tais episódios confirmam que o ocultismo não era apenas uma prática comum na antiguidade, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, mas que permanece presente nos dias atuais. Contudo, é fundamental ressaltar que a verdade não reside no ocultismo nem em comunicações espirituais, sendo encontrada exclusivamente em Cristo. Conforme registrado em João 14:6, Jesus afirmou: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim". Da mesma forma, em João 17:17, o próprio Cristo declarou acerca das Escrituras: "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade". 

Cristãos Devem dar Credibilidade aos Videntes Esotéricos?

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É legítimo questionar a credibilidade dos videntes contemporâneos? Ao utilizar o termo "vidente", refiro-me a um grupo específico inserido nos campos do esoterismo, do espiritualismo e do ocultismo, que alega prever o futuro por meio de métodos supostamente sobrenaturais ou paranormais, como a leitura de búzios, cartas, bolas de cristal, além da interpretação de sonhos e revelações. É notável que inúmeras pessoas recorram a essas práticas em busca de orientação existencial ou de previsões acerca de seu destino, sendo que, na maioria dos casos, tais serviços são explorados com fins lucrativos e visando à notoriedade.

Anos atrás, houve um acentuado reavivamento da literatura de Nostradamus e de suas supostas profecias. Em decorrência da Guerra do Golfo, milhões de exemplares foram comercializados, acompanhados por extensas e minuciosas coberturas em jornais, revistas, rádio e televisão, consolidando um verdadeiro renascimento ocultista. Tudo isso fundamentado em interpretações de suas centúrias, as quais eram manipuladas através de esquemas preconcebidos, distorcendo fatos para que se ajustassem a eventos da realidade contemporânea.

Recordo-me nitidamente da popularidade que tais escritos alcançaram na transição entre 1999 e o ano 2000. Contudo, assim como surgiram, tais obras desapareceram das livrarias e bancas de jornais. O fenômeno deveu-se ao sensacionalismo que impulsionou o interesse pelas centúrias e à frustração de profecias que não se concretizaram na virada do milênio. Em suma, o mercado explorou exaustivamente esse nicho, capitalizando sobre a curiosidade humana a respeito do futuro e movimentando vultosas somas com a venda de livros e periódicos.
Durante a Copa do Mundo de 1998, diversos tarólogos e numerólogos falharam em suas previsões sobre o campeão; enquanto alguns apontavam a Alemanha ou a Argentina, a França acabou por conquistar o título. Episódios semelhantes ocorreram na época do trágico acidente dos Mamonas Assassinas, quando houve quem profetizasse, erroneamente, que eles sobreviveriam ao desastre aéreo. Da mesma forma, previu-se a Terceira Guerra Mundial para 1984, projetou-se 1993 como o melhor ano da carreira de Ayrton Senna — que, infelizmente, faleceu naquele período — e antecipou-se um governo excelente para Fernando Collor. A lista de equívocos estende-se, inclusive, a certos grupos e líderes religiosos que, em alto e bom som, declararam datas específicas para o retorno de Jesus.

 É notável que, diante de tantas falhas e falsas profecias, novos videntes continuem a surgir, estabelecendo datas e previsões como se o histórico de erros não servisse de lição. Segundo o apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 14:1-4, o verdadeiro objetivo da profecia é edificar, consolar e exortar a igreja.

 Em contraste, as profecias humanas contemporâneas freqüentemente semeiam desespero, vergonha, tristeza e decepção. Sabemos que as profecias bíblicas se cumprirão no tempo determinado e que qualquer revelação genuína proveniente do Senhor se concretiza cabalmente. Contudo, quando a fonte é estranha ou ligada ao ocultismo, devemos orar e jamais dar crédito. É importante considerar que, por vezes, forças espirituais contrárias buscam credibilidade junto aos homens, podendo revelar acidentes a videntes para, posteriormente, manipular os acontecimentos a fim de que tais previsões se realizem.


Passagens bíblicas que condenam a pratica de adivinhação e ocultismo:

 

Deuteronômio 18:10-12: Proíbe práticas de adivinhação, feitiçaria e consulta a médiuns.


Levítico 19:26: Proíbe práticas de adivinhação e a observação de astros.


Isaías 47:13-14: Critica os astrólogos e os que confiam em suas previsões.


Jeremias 10:2: Advoga contra seguir os costumes das nações, incluindo a astrologia.


 

C. J. Jacinto

A GRANDE ILUSÃO DO ESOTERISMO PSICODÉLICO

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A GRANDE ILUSÃO DO ESOTERISMO PSICODÉLICO

 


C. J. Jacinto

 

 

 

As origens do espiritualismo e do paganismo estão ligadas ao uso de substâncias psicoativas, notadamente os psicodélicos. Uma clara ilustração disso reside no xamanismo, uma das mais antigas práticas religiosas espiritualistas, seja em suas manifestações siberianas ou amazônicas. Apesar da distância geográfica, notam-se semelhanças significativas, indicando uma origem comum. O espiritualismo antigo, portanto, encontra suas raízes no uso de psicodélicos, uma característica que perdura tanto nas práticas ancestrais quanto nas contemporâneas. A Nova Era, por exemplo, popularizou muitos desses movimentos, conceitos e métodos pelos quais o indivíduo busca contato com o sobrenatural e vivencia experiências paranormais.

 No romance distópico "Admirável Mundo Novo", Aldous Huxley apresenta uma sociedade aparentemente perfeita, fruto do progresso humano, onde os cidadãos recorrem à droga "soma" para obter prazer, felicidade e um sentido para a vida dependendo dos efeitos da “soma”, para experimentar felicidade e satisfação. Essa busca por satisfação e significado, através do uso de substâncias, assemelha-se, em certos aspectos, à filosofia de alguns defensores dos psicodélicos. Estes acreditam que tais substâncias podem ser um meio de alcançar experiências espirituais, unidade com o divino, receber novas revelações, explorar dimensões ocultas e responder às questões existenciais fundamentais.

 Observa-se, atualmente, um movimento em prol da liberação de drogas, que pode, em parte, ser interpretado como uma tentativa de promover a espiritualização da sociedade, uma atuação do espírito do erro que opera progressivamente desde os dias do apostolo João (I João 4:3). Essa tendência poderia levar o homem moderno a um contato mais intenso com um plano espiritual sinistro, envolto por falsas luzes, possivelmente um plano com características diferentes das usualmente conhecidas. Essa perspectiva, em particular, auxilia na compreensão da motivação por trás da liberação e do consumo de drogas, buscando uma experiência espiritual mais profunda e a satisfação pessoal.

 Ao examinarmos os relatos iniciais do Livro de Gênesis, somos apresentados à interação entre o plano espiritual e o mundo material. O homem, em sua condição original, desfrutava de uma comunhão íntima com Deus. Deus o visitava regularmente, como um encontro amistoso entre duas pessoas, pois o desejo divino era manter uma relação com o homem. Deus descia ao Jardim do Éden para comunicar-se com Adão, revelando uma interação harmoniosa entre o divino e o humano. O propósito de Deus era proporcionar essa comunhão ao homem, para a qual ele fora criado. Independentemente das convicções pessoais de cada indivíduo, a necessidade de comunhão com o divino é intrínseca à natureza humana. A busca por essa conexão é universal. O ateísmo, portanto, pode ser considerado uma distorção da própria essência humana, pois o homem foi criado para a comunhão com Deus. E a antropologia e a arqueologia são provas irrefutáveis acerca dessa inclinação do homem ao divino e o poder de atração que possui o sobrenatural no coração humano.

 Essa comunhão, no entanto, foi interrompida pelo pecado da desobediência. O diabo, influenciando Eva e, consequentemente, Adão, provocou a queda e a expulsão do jardim. Como resultado, a comunhão com Deus foi perdida. Apesar disso, a consciência da necessidade de comunhão com o divino permaneceu enraizada no homem, uma sede inerente à sua natureza, mesmo após a queda.

 No livro de Isaías, capítulo 59, versículo 2, a passagem demonstra que o pecado estabelece uma separação entre o ser humano e Deus, resultado da queda. Após a expulsão do Jardim do Éden, Adão, Eva e seus descendentes foram privados da comunhão com Deus. Diante dessa realidade, Deus age para remediar as consequências do pecado, a ruptura da comunhão e a separação entre o mundo material e o espiritual. A remoção do Éden simboliza a transformação do mundo terreno em lugar insólito e cheio de desafios, no qual o homem passou a habitar. Observa-se que, mesmo após a queda, alguns indivíduos buscaram restabelecer o relacionamento com Deus, buscando a reconciliação. “E a Sete também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então se começou a invocar o nome do Senhor”(Genesis 4:26) Assim, surgiram homens de Deus que se dedicaram a restaurar essa comunhão, invocando o nome do Senhor Todo-Poderoso.

 A condição humana, intrinsecamente ligada à espiritualidade, impulsiona o homem, em sua atual ausência de percepção e discernimento, a buscar a conexão com o divino, como alguém que se orienta na escuridão. Esta busca incessante por comunhão com Deus é uma reação universal. As religiões, mesmo em suas manifestações mais antigas, testemunham essa necessidade humana fundamental: a busca por Deus, embora o caminho para Ele pareça obscurecido. Não importa o ponto da ancestralidade humana, a busca pelo mundo espiritual está lá.


 A separação causada pelo pecado ergueu um obstáculo intransponível, um abismo que distancia o homem de Deus. Assim, o homem tenta agora encontrar consolo e preencher o vazio existencial, buscando em elementos da natureza, como as estrelas, a lua e o sol, e até mesmo nos animais, um objeto de culto. No entanto, o pecado ofuscou a visão do homem, impossibilitando-o de reconhecer a presença divina onde ela realmente reside: no trono celestial. Em decorrência dessa cegueira espiritual, o homem busca, nas criaturas, uma divindade para adorar.
 A história da humanidade, desde os primórdios da civilização, é marcada por uma incessante busca pelo transcendente. O homem, consciente dessa dualidade, reconhece a existência de um mundo físico e de um mundo espiritual, mesmo com suas percepções limitadas e, por vezes, obscurecidas. Contudo, a compreensão da existência de um reino espiritual corrompido, que frequentemente se manifesta sob a aparência de entidades benevolentes para enganar, escapa à capacidade de discernimento. Ao longo da história, essa influência tem se mostrado sutil, mas persistentemente eficaz sobre a humanidade. “O Mundo já no maligno” (I João 5:19)

 Compreendemos que as substâncias psicoativas denominadas enteógenos, termo derivado do grego "entheos", que significa "Deus dentro" ou "a erva dos deuses", eram utilizadas pelos xamãs. Extraídas de ervas e fungos, tais substâncias eram empregadas por eles, considerados representantes de uma das formas mais primitivas de espiritualidade. Especificamente, os xamãs siberianos recorriam ao cogumelo “Amanita muscaria”. Por sua vez, os xamãs amazônicos utilizavam a ayahuasca e o pó da semente da angico como portas de abertura para a percepção do sobrenatural e para estabelecer contato com o mundo espiritual. Para estes últimos, as plantas eram tidas como "plantas professoras", pois acreditavam que possuíam espíritos capazes de transmitir conhecimentos sobre questões espirituais e sobrenaturais.

A presente situação configura o embrião de uma forma religiosa que busca restabelecer a comunhão sagrada. Em meio à escuridão que permeia o mundo, a humanidade, de forma profana e ilegítima, almeja uma revelação divina, em contraposição aos preceitos evangélicos. Conforme a Bíblia Sagrada, desde a narrativa da Queda em Gênesis 3:15 até os últimos capítulos do Apocalipse, a revelação provém de Deus, que Se manifesta ao homem para restaurar a comunhão perdida no Éden.

 Mas como podemos perceber nos eventos de Genesis 3, surgiu também um agente espiritual de revelação maligna, a malignidade na sua essência estava na oposição a vontade de Deus, não há nada de sinistro nas palavras da antiga serpente, ela apenas seduziu com palavras que Eva gostava de ouvir, era palavras suaves, que sustentam a ansiedade de um coração indisposto a permanecer nas coisas verdadeiras.



 As tentativas de acesso ao mundo espiritual por meio de substâncias psicodélicas, psicoativas e práticas similares são consideradas profanas. Tais artifícios, utilizados pela humanidade na busca da divindade perdida, abrem espaço para a ação de entidades espirituais enganosas, que se disfarçam para manipular, seduzir e escravizar os homens. Esta realidade, embora contestável à luz das Escrituras, persiste. Semelhantemente ao que se observou nas religiões de mistérios da Antiguidade, os rituais buscavam experiências em estados alterados de consciência. Nos mistérios eleusinos, por exemplo, os iniciados consumiam uma bebida ritualística, o kykeon, uma mistura de água, cevada e hortelã, a qual, em sua composição, poderia conter um composto fermentado, possivelmente contaminado por fungos do trigo. Essa combinação, por sua vez, poderia ter proporcionado efeitos psicodélicos. De modo análogo, as pitonisas do templo de Apolo, em Delfos, entravam em transe através da inalação de emanações gasosas, denominadas "gases ctonicos". Acredita-se que esses vapores sagrados fossem provenientes da serpente morta por Apolo, sepultada sob o templo onde as pitonisas faziam seus rituais e profetizavam recebendo revelações do além. Dessa forma, pode-se inferir que o espiritualismo ancestral se relaciona ao uso de substâncias psicoativas, como ervas e compostos, empregadas para induzir estados alterados de consciência e, possivelmente, estabelecer contato com entidades espirituais do mundo caído, muitas vezes disfarçados das mais variadas formas, adaptando-se ao contexto de cada crença e cultura.

 Essa reflexão evoca a figura de Caim, conforme descrito em Gênesis, capítulo 4, versículo 3. Caim anseia por restabelecer a comunhão com Deus, buscando reintroduzir o culto de adoração perdido após a queda. Movido por esse desejo, ele se propõe a construir um altar, oferecendo os frutos da terra como oferenda. A origem desses frutos, provenientes de ervas e plantas, marca a primeira tentativa humana de se reconectar com o divino através dos produtos da terra. Essa busca, embora distante, representa um elo inicial que, com o tempo, evoluiria. O xamanismo e as religiões ancestrais, por exemplo, passaram a utilizar os frutos da terra, incluindo ervas e fungos com efeitos psicodélicos, poções e outras substâncias, como meio de estabelecer contato com supostas divindades, seres considerados divinos e entidades de outras dimensões espirituais.
 Abordaremos agora a figura central no renascimento do esoterismo e do ocultismo, cuja influência perdura até a atualidade. Helena Petrovna Blavatsky, fundadora da Teosofia, exerceu impacto significativo sobre o movimento Nova Era, a nova espiritualidade e a expansão do espiritualismo. Em sua obra "Falsa Aurora: A Iniciativa das Religiões Unidas, o Globalismo e a Busca por uma Religião Mundial", o autor Lee Penn discute a importância dessa figura. Blavatsky, em certa época, utilizou haxixe, substância que manteve em uso por muitos anos. Sua primeira experiência com a droga ocorreu no Cairo, em 1850. Ela afirmou a um colaborador que o haxixe "multiplica por mil a vida da pessoa". Ela descreveu suas experiências como tão reais quanto os eventos da vida cotidiana. Justificava essas vivências como reminiscências de suas existências anteriores, suas reencarnações. Considerava a substância uma ferramenta valiosa para a elucidação de mistérios profundos.
 Em "Falsa Aurora" Lee Penn ainda aborda a religião transgressiva e a feitiçaria em suas origens, detalhando em seguida... A imagem pública da Wicca que pode parecer benévola; contudo, a realidade pode divergir significativamente. A Wicca, uma fé não dogmática, oferece, em certos casos, espaço para praticantes mais radicais que se dedicam a rituais sexuais, ao uso ritualístico de substâncias que promovem níveis alterados de consciência, ao ocultismo e à magia negra. Assim, observa-se que outra vertente, a contraparte da Nova Era e do neopaganismo, particularmente representada pela Wicca, tem sido influenciada pelo uso de psicodélicos e plantas e drogas que alteram a percepção, visando experiências de estados alterados de consciência e o contato com divindades e entidades espirituais.
Contudo, o assunto não se esgota aqui. É possível que a psicologia transpessoal seja pouco familiar para muitos leitores. Seu principal precursor, e talvez o mais influente, no desenvolvimento desta área, foi Stanislav Grof. Ele empregou e investigou intensivamente substâncias psicodélicas para explorar experiências de transcendência. Grof é considerado um dos fundadores da psicologia transpessoal e conduziu pesquisas inovadoras com LSD na  antiga Tchecoslováquia, no Instituto de Pesquisas Psiquiátricas em Praga, e posteriormente nos Estados Unidos. Ele via os psicodélicos como instrumentos para acessar estados não ordinários de consciência, incluindo níveis perinatais e transpessoais, que transcendem o ego, com vivências de unidade cósmica, memórias ancestrais e identificação com outros seres. Após a restrição ao uso de psicodélicos, Grof desenvolveu a respiração holotrópica como alternativa. Suas observações resultaram em uma ampliação da compreensão da psique, integrando perspectivas místicas e terapêuticas. Contudo, há um aspecto ainda mais inquietante que desejo abordar: a descrição presente no Livro de Enoque. Nesta obra, os anjos caídos são retratados como disseminadores do conhecimento sobre o uso de substâncias psicoativas. A antiga prática da farmacologia, com suas preparações a partir de raízes e poções mágicas, evidencia uma clara associação entre o uso dessas substâncias e a doutrinação demoníaca. Embora o Livro de Enoque não seja considerado canônico, ele corrobora a narrativa histórica que tenho apresentado, pois a etnobotânica e a antropologia religiosa, como mencionado anteriormente neste artigo, convergem para a mesma conclusão: a existência de uma ligação entre ervas psicoativas, substâncias psicodélicas e a influência de entidades consideradas demoníacas ou espíritos caídos. Essa associação é evidente, e as raízes do espiritualismo nas usas múltiplas formas também convergem para essa fonte.

 As recentes tendências de legalização e consumo social de drogas, observadas com crescente popularidade, inclusive com a liberação de substâncias psicoativas em alguns países para uso pessoal e medicinal, negligenciam, a meu ver, a possível conexão entre essas substâncias e influências espirituais negativas. Acredito que esta seja a questão central a ser analisada: a notória disseminação da legalização de drogas, apoiada por diversos defensores, principalmente políticos progressistas, espiritualistas da nova era entre outros defensores, visando o acesso irrestrito a tais substâncias pela sociedade. Essa situação, em minha perspectiva, facilitará a interação entre o mundo material e o espiritual, permitindo que forças demoníacas atuem com maior liberdade sobre a humanidade. Em suma, vislumbro um cenário em que a civilização se aprofunda ainda mais em trevas espirituais.

 Relembro a distopia concebida por Aldous Huxley, na qual, em "Admirável Mundo Novo", ele descreve um totalitarismo sutil. A narrativa explora o emprego de tecnologia avançada, controle populacional e o uso de substâncias entorpecentes, como o "soma", para induzir estados alterados de consciência para induzir a um entorpecimento. Nesse cenário, a realidade autêntica se dilui, e os indivíduos habitam um simulacro de paraíso, uma prisão sem grades, um mundo obscuro entre tecnologia avançada e um sistema de domínio global centrado em indivíduos “dopados” pelo “soma” vivendo uma felicidade fria e automatizada.  A obra de Huxley, ao delinear esse futuro sombrio, prenuncia um controle global totalitário. A sociedade distópica, meticulosamente orquestrada, submete as pessoas a um domínio opressor, garantindo a sua manipulação e funcionamento. A visão de Huxley ecoa muitas vezes nas crenças do movimento perennialista e outros movimentos de tendências universalistas e globalistas, ao qual ele aderiu. Essas correntes filosóficas almejam a criação de uma sociedade global harmônica, unificando as diversas culturas sob uma única forma de governo central. No entanto, essa "democracia", concebida através do prisma dos globalistas e suas formas de ecumenismo, representam a convergência de todas as tradições numa nova filosofia mundial, visando um paraíso terreno. Essa aspiração, contudo, não é recente. Ao longo da história, diversas tentativas foram feitas para concretizá-la, desde o Terceiro Reich de Hitler que tinha uma forte influencia esotérica e espiritualista até a ideologia comunista da União Soviética, que do ateísmo materialista caiu na irreversível armadilha do culto a personalidade como uma forma de preencher as profundas aberturas psicológicas e emocionais deixadas pelo ateísmo militante. Ambos movimentos existiram com o objetivo de estabelecer uma sociedade ideal neste mundo debtro de um contexto de totalitarismo absoluto. Esse é o mover perpétuo da política misturada com a religião humana. Tais anseios remetem à ancestral história da Torre de Babel, representando, em última análise, a perpetuação de um engano infernal.

 

 

Algumas fontes de  pesquisas:

 

Falsa Aurora – A Iniciativa das Religiões unidas, o Globalismo e a Busca por uma Religião Mundial – Lee Penn – Vide Editorial

Admiravel Mundo Novo – Aldous Huxley – Editora Sétimo Selo

 

Sites:

psychedelics.berkeley.edu

apa.org

akjournals.com

grofpsychedelictrainingacademy.ca

 

Ancestralidade do espiritualismo:

https://www.themarginalian.org/2022/12/02/mushroom-santa/

 

Psicodélicos nas religiões da antiguidade:

https://www.funga.fi/Karstenia/Karstenia%2032-2%201992-4.pdf




 

 

CORPO ASTRAL- O EQUÍVOCO ESOTÉRICO

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CORPO ASTRAL- O EQUÍVOCO ESOTÉRICO



 C. J. Jacinto

Um dos fenômenos paranormais mais intrigantes conhecidos são os relatos de experiências extracorpóreas.  A teoria postula que o ser humano pode separar-se de seu corpo físico e explorar outras dimensões. Embora semelhante às experiências de quase-morte, o fenômeno extracorpóreo (Projeção astral) apresenta características distintas, como será abordado a seguir. No âmbito do espiritualismo, a experiência de projeção astral ou experiência extracorpórea envolve a vivência de desvincular-se do corpo físico, explorando outras dimensões, interagindo com entidades espirituais ou, inclusive, observando o próprio corpo inerte. Essa prática é relativamente comum nas diversas vertentes espiritualistas, com destaque especifico em cada grupo. O movimento Nova Era, nas décadas de 1980 ano 200, contribuiu para a popularização das experiências de viagem astral. No Brasil, essa prática também é frequentemente referida como projeciologia. Nas tradições teosóficas, hinduístas e espíritas, a crença na existência de um corpo astral é proeminente. Este corpo é concebido como uma entidade semimaterial e imperecível, funcionando como um envoltório sutil. O corpo astral é considerado o veículo da projeção astral, sendo também conhecido como duplo etérico. No espiritismo, o corpo astral está relacionado ao perispírito. As Escrituras Sagradas não indicam a existência de duas entidades corporais na constituição do ser humano. Deve-se ter em mente o relato da criação, no qual o Senhor formou Adão do pó da terra, nos primeiros capítulos de Gênesis. Inicialmente, foi criado um corpo físico, ao qual foi soprado o fôlego da vida, tornando-o uma alma vivente. Esta é a visão tradicionalmente aceita na teologia ortodoxa. Aqueles que professam a sã doutrina compreendem o homem como composto por um corpo físico e um espírito. Tal compreensão pode ser inferida em passagens como Hebreus 4:12 e Gênesis 5:23. Outras passagens das Escrituras apresentam o homem como possuindo um corpo físico, alma e espírito, sendo estes últimos de natureza essencialmente espiritual. A noção de um corpo astral, um corpo sutil ou qualquer outra forma de corpo semimaterial não encontra respaldo nas Escrituras, sendo desconhecida tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Com base nas Escrituras, compreendemos que o ser humano é composto por uma dimensão física, o corpo, e uma dimensão espiritual, a alma e o espírito. Essa compreensão nos conduz à firmeza nas verdades essenciais reveladas pelo Espírito Santo aos que professam a sã doutrina. Portanto, concluímos que não há existência de um segundo corpo (ou supostamente um numero maior de corpos “etericos”). O ser humano não é constituído por dois corpos, um físico e outro imaterial, um biológico e outro astral. Essa noção não encontra respaldo nas Escrituras Sagradas. Nenhum apóstolo, nem o próprio Jesus, transmitiu tal ensinamento. Importa ressaltar que essa crença está intrinsecamente ligada ao espiritualismo, ao ocultismo e ao esoterismo, e, por conseguinte, associada a outras doutrinas consideradas equivocadas, como a da reencarnação. Devemos compreender que a Bíblia não apresenta o ensino da reencarnação. Consequentemente, todos os seres humanos, conforme descrito no livro de Daniel, capítulo 12, versículo 2, receberão, após a morte, um corpo ressurreto. Este é um ensinamento claro das Escrituras, como Paulo aborda em profundidade no capítulo 15 da Primeira Epístola aos Coríntios, um dos mais extensos e importantes capítulos bíblicos, tratando da doutrina da ressurreição. Adicionalmente, em passagens como a Primeira Epístola aos Tessalonicenses, capítulo 4, versículo 16, a ressurreição dos mortos é associada à vinda gloriosa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Para os que creem, esta é uma doutrina sublime, gloriosa e repleta de esperança: embora nosso corpo terreno se desgaste, ele será transformado na ressurreição em um corpo incorruptível. Paulo expressou essa verdade com precisão em 1ª Coríntios, capítulo 15, passagem que não aprofundaremos aqui, pois este é um artigo conciso, destinado a elucidar que a Bíblia não ensina a existência de dois corpos – um físico e outro astral em cada ser humano. A doutrina do corpo astral é, de fato, alheia às Escrituras. Contudo, a ressurreição e o corpo glorificado são mencionados. Este pode ser considerado um segundo corpo, mas ele se manifesta unicamente e posteriormente por meio da ressurreição constituindo um ser integral e parece fortalecer a minha idéia de que um homem terá sua existência em plenitude no mundo vindouro com alma e espírito unido ao corpo glorificado para viver no novos céus e a na nova terra, o corpo glorificado não coexiste com nosso corpo presente, frágil e corruptivel. Encontramos exemplos disso em Filipenses, capítulo 3, versículos 20 e 21, onde Paulo afirma: "Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar a si todas as coisas."



A Origem Pagã e Demoníaca do Uso das Drogas

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A Origem Pagã e Demoníaca do Uso das Drogas

Uma investigação sobre o abismo espiritual por trás da dependência química

 

Clávio J. Jacinto

Paulo Lopes • SC • CEP 88490-000

claviojj@gmail.com  |  heresiolandia.blogspot.com

 

— I. Os Primórdios das Trevas: o Mundo Pagão e Suas Poções —

 

Desde o alvorecer da civilização, quando o homem ainda errava sob céus sem nome, uma sombra estranha acompanhava cada ritual, cada dança de fogo, cada invocação sussurrada ao vento. Essa sombra tinha forma de fumaça, de raiz amarga, de poção fumegante — e prometia o que todo coração inquieto deseja: contato com o invisível, comunhão com o além, poder sobre o mistério.

O mundo pagão construiu seus alicerces sobre o ocultismo e a idolatria. Em cada civilização antiga — da Mesopotâmia à Amazônia, dos altiplanos andinos às estepes siberianas — o feiticeiro, o xamã, o sacerdote das trevas ocupava o centro da vida coletiva. E em suas mãos, invariavelmente, havia uma poção. Não se tratava de medicina ordinária. As ervas e substâncias que manipulavam tinham um propósito muito mais sombrio: abrir portais, invocar entidades, entregar a mente humana a forças que habitam além do véu da realidade visível.

Todo antropólogo sério que estuda as sociedades antigas e o xamanismo sabe que isso é um fato irrefutável: o uso de substâncias psicoativas esteve, desde os primórdios, intrinsecamente ligado ao paranormal. Os pagãos acreditavam que as doenças eram consequências de feitiços e encantamentos. Portanto, para combater males espirituais, recorriam a métodos espirituais — e as drogas eram a chave girada na fechadura do abismo.

Talismãs, poções mágicas, feitiços e rituais de transe formavam o vocabulário sagrado das religiões pagãs. Sacerdotes e feiticeiros eram os intérpretes entre o mundo dos homens e o mundo dos espíritos. E em todas essas tradições — sem exceção notável — as substâncias psicoativas ocupavam papel central.

“Durante milhares de anos, as visões provocadas pelos cogumelos alucinógenos têm sido buscadas e reverenciadas como um verdadeiro mistério religioso.”


 — Terence McKenna, Alucinações Reais, p. 15

Isso não é mera opinião isolada. Especialistas no assunto têm admitido com transparência desconcertante:

“Estados alterados de consciência, induzidos ou não por plantas, têm sido centrais para o desenvolvimento de tradições espirituais e religiosas desde o início dos tempos.”


 — Psychedelic Frontier — Entheogenic Spirituality as a Human Right

O pesquisador Patrick Drouot, ao estudar o xamanismo em escala global, chegou a uma conclusão que deveria fazer arrepiar todo coração que ainda crê na soberania divina:

“Inúmeras provas confirmam que uma tradição xamânica desenvolveu-se em todos os pontos do globo terrestre. Essa tradição implica a coexistência entre um mundo de espíritos dinâmico e onipresente e o mundo material. Tais espíritos, manifestações das forças da Natureza, são invisíveis para a maioria dos seres humanos, mas não para os xamãs, seres dotados de paranormalidade.”
 — Patrick Drouot, O Físico, o Xamã e o Místico, p. 6

♦  ♦  ♦

— II. Os Portais da Mente: Drogas Como Veículo Espiritual —

O que os antigos feiticeiros sabiam instintivamente, a pesquisa moderna viria a confirmar com uma franqueza perturbadora: as drogas psicodélicas não são apenas substâncias químicas que alteram a percepção. Para aqueles que as utilizam com intenção ritualística, elas são portais — aberturas rasgadas no tecido da consciência humana, por onde entidades de outras dimensões entram e saem com desenvoltura assustadora.

Xamãs, canalizadores, espíritas e adeptos da Nova Era — figuras como Aleister Crowley, Carlos Castañeda, Timothy Leary, Albert Hofmann, Aldous Huxley e William Burroughs — todos reconhecem unanimemente que certas drogas funcionam como portas de entrada para o mundo espiritual. Não é religião folk, não é superstição primitiva: é o testemunho convergente de pesquisadores, ocultistas e usuários ao longo de séculos.

Terence McKenna, talvez o mais eloquente guru dos alucinógenos do século XX, narrou com perturbadora riqueza de detalhes o que encontrou do outro lado dessas portas abertas:

“Durante minhas experiências em Berkeley, fumando DMT sintetizado, eu tinha a impressão de saltar para um espaço habitado por criaturas máquinas élficas e autotransformadoras. Dúzias dessas amigáveis entidades fractais se desdobravam e ricocheteavam ao meu redor, tentando me explicar a linguagem perdida da verdadeira poesia.”
 — Terence McKenna, Alucinações Reais, p. 22

Não se trata de fantasia poética. McKenna — que passou décadas pesquisando e experimentando psicodélicos — atribuiu ao Ayahuasca, a famosa poção xamânica amazônica, efeitos telepáticos e paranormais documentados. Essa bebida, conhecida pelos povos indígenas como "erva do espírito", é classificada como enteógeno — substância que, em sua definição técnica, serve para colocar o ser humano em comunhão com entidades divinas ou espirituais.

O que a Bíblia chama de demônios, o xamanismo chama de espíritos da floresta. O que as Escrituras descrevem como engano satânico, o misticismo moderno denomina "expansão da consciência". As palavras mudam. A natureza das entidades, não.

“Inúmeras provas confirmam que os estados alterados de consciência colocam o homem em contato com um mundo de espíritos dinâmico e onipresente. O xamã procura entrar em comunhão com as forças cósmicas e capta as mensagens dos povos mineral, vegetal, animal e humano. Percebe a unidade sagrada da realidade nas múltiplas dimensões.”
 — Patrick Drouot, O Físico, o Xamã e o Místico, p. 9

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— III. Pharmakeia: A Feitiçaria Que a Bíblia Condena —

Não é coincidência que a palavra grega que a Bíblia usa para feitiçaria seja "pharmakeia" — a raiz direta da nossa palavra "farmácia". Em Gálatas 5:20, entre as obras da carne que excluem o homem do Reino de Deus, Paulo lista a "feitiçaria" — e no original grego, essa palavra designa exatamente o uso de substâncias mágicas para produzir estados alterados de consciência e estabelecer contato com o sobrenatural.

“As obras da carne são manifestas: [...] feitiçaria [...] os que tais coisas praticam não herdarão o Reino de Deus.”
 Gálatas 5:19-21

Paulo não estava sendo metafórico. Ele conhecia as práticas pagãs de seu tempo com intimidade de quem cresceu entre dois mundos. Sabia que, das estepes siberianas até as ilhas do Mediterrâneo, os rituais de contato com entidades sobrenaturais envolviam, invariavelmente, a ingestão de poções preparadas por sacerdotes e feiticeiros. A "pharmakeia" conduzida por esses homens não era medicina: era o rito sagrado de abrir portas para o mundo dos espíritos.

Essa compreensão é reforçada pelo Livro de Enoque — texto que, embora não seja canônico, carrega peso histórico inegável, a ponto de Judas citar um de seus trechos no Novo Testamento. Segundo Enoque 8:3, o ensino do uso de raízes com substâncias alucinógenas foi transmitido aos homens por um anjo caído chamado Shemhazai. A origem da prática não é humana. É infernal.

O apóstolo Paulo encontra-se novamente com esse tema sombrio ao escrever aos Coríntios. Em I Coríntios 10:21, ele menciona o "cálice dos demônios" — e a questão legítima emerge: seria esse cálice abominável as poções tóxicas ingeridas pelos pagãos para manter contato com entidades infernais? O contexto de Paulo é precisamente o culto idolátrico e suas práticas ritualísticas. A resposta parece clara.

“Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.”
 I Coríntios 10:21

O Apocalipse vai ainda mais longe, usando a imagem de uma grande prostituta que embriaga as nações com o "vinho de sua fornicação" — e no capítulo 18, verso 23, é a "pharmakeia" que engana todas as nações. Não é uma alusão vaga. É um mapa profético da estratégia do inimigo para os últimos tempos.

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— IV. O Esoterismo Enteogênico: A Nova Religião Antiga —

No final da década de 1970, um grupo de etnobotânicos e estudiosos da mitologia cunhou um novo termo para um fenômeno muito antigo: "enteógeno". A palavra foi criada deliberadamente para dissociar o uso ritualístico de substâncias psicoativas do estigma das "drogas" — e para conferir respeitabilidade acadêmica a uma prática que é, em sua essência, a mesma feitiçaria que os profetas hebreus condenavam milênios antes.

Um enteógeno, por definição técnica, é qualquer substância que gere "estados incomuns de consciência nos quais aqueles que os usam acreditam ser preenchidos, possuídos ou inspirados por algum tipo de entidade, presença ou força divina". Em outras palavras: substâncias que produzem possessão.

Wouter Jacobus Hanegraaff desenvolveu o conceito de "esoterismo enteogênico" para descrever um movimento espiritual que cresceu exponencialmente no Ocidente desde o advento da Nova Era: o uso religioso de substâncias psicoativas como meio de acesso a insights espirituais sobre a verdadeira natureza da realidade. É o xamanismo reembalado para o consumidor urbano do século XXI.

“É impossível estimar o papel histórico dos psicodélicos para muitas pessoas como meios de técnicas de transformação.”
 — Marilyn Ferguson, A Conspiração Aquariana, p. 88-89

Ferguson trata essa "transformação" como experiência religiosa — o que ela de fato é. Uma experiência religiosa com entidades que a Bíblia identifica de forma inequívoca.

O mesmo McKenna, ao descrever os efeitos do Ayahuasca e outras substâncias, documentou o fenômeno que os próprios usuários relatam com espantosa consistência: o encontro com entidades inteligentes, não-humanas, que comunicam mensagens e interagem com quem usa essas substâncias. A tribo Witoto do alto Amazonas, ao preparar uma pasta chamada "Oo-koo-he" com resina de árvores Virola, falava com familiaridade sobre "homenzinhos" — entidades pequenas que ensinavam segredos. Povos celtas descreviam elfos e fadas com as mesmas características. Culturas separadas por oceanos, séculos e idiomas relatavam as mesmas entidades.

A explicação pagã é que se trata de espíritos da natureza, guias, viajantes de outras dimensões. A explicação bíblica é mais precisa e aterrorizante: são demônios. Entidades malignas que se disfarçam, que enganam, que seduzem — anjos de luz por fora, predadores de almas por dentro.

“Anjos de luz que na realidade são as trevas: ainda assim, nem sempre conseguem esconder sua verdadeira identidade por trás da experiência psicodélica.”
 — II Coríntios 11:14 — contexto bíblico

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— V. Bruxas, Voadores e Portais: A Conexão Histórica —

Por que as bruxas medievais "voavam em vassouras"? Por séculos, historiadores riram dessa imagem como superstição folclórica. Mas a pesquisa etnobotânica revelou algo perturbador: as chamadas "bruxas" faziam uso ritualístico de pomadas contendo alcaloides de tropano extraídos da beladona e de outras plantas psicoativas de efeitos extremamente poderosos. Essas substâncias eram frequentemente aplicadas na pele.

“Talvez os relatos de voar não se refiram ao voo literal, mas à experiência subjetiva da projeção astral. Muitos tomadores de beladona indicaram uma sensação de fuga e de viagem rápida, combinada com a incapacidade de distinguir o sonho da realidade. Não seria surpresa se "bruxas" ou herbanários pagãos, tendo alcaloides de tropano auto-administrados através da pele, realmente acreditassem que estavam subindo no céu noturno enquanto seus corpos jaziam na cama.”


 — Psychedelic Frontier — Psychedelics, Witchcraft and Hexing Nightshades

A imagem da bruxa em êxtase, voando pelos céus noturnos para encontros com demônios em locais de sabá, não é ficção eclesiástica ou histeria coletiva. É a descrição de uma experiência psicodélica ritualística — uma viagem astral induzida quimicamente, na qual a mente aberta pelos alcaloides torna-se hospedeira de entidades demoníacas.

As pinturas em paredes deixadas por povos pagãos ancestrais mostram figuras estranhas, humanoides deformados, seres que pesquisadores como Erich von Däniken interpretaram como extraterrestres. Mas a leitura mais coerente é outra: são representações de entidades vistas sob efeito de substâncias alucinógenas — entidades parafísicas, seres do mundo espiritual caído. Não vieram do espaço. Vieram do abismo.

Jacques Vallée, renomado pesquisador de OVNIs, notou a semelhança desconcertante entre relatos de abduções por alienígenas e experiências com entidades espirituais no folclore celta. A conexão não é acidental. O livro "The Fairy Faith in Celtic Countries", de W. E. Evans-Wentz, documenta extensamente como os "pequeninos" do folclore — elfos, fadas, duendes — correspondem às mesmas entidades descritas por usuários de substâncias psicoativas em todo o mundo.

McKenna, ao narrar experiências com DMT, descreve "criaturas máquinas élficas". Os índios Kogan, ao usar folhas de Psychotria viridis no Ayahuasca, dizem ver o "pequeno povo celestial". Tribos amazônicas aprendem com "homenzinhos" que aparecem durante os rituais. Um fio invisível mas resistente conecta todas essas experiências: a presença constante de entidades inteligentes e não-humanas que se manifestam quando a barreira química da consciência é dissolvida pelas drogas.

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— VI. O Testemunho dos Que Foram Ao Abismo e Voltaram —

Nenhum argumento é mais poderoso do que o testemunho de quem esteve lá. Os relatos de usuários de substâncias psicoativas — especialmente do DMT (Dimetiltriptamina) — formam um corpus perturbador de encontros com entidades que desafiam qualquer explicação materialista.

Um ex-espiritualista da Nova Era e usuário de alucinógenos, após anos de experimentação, descreveu com honestidade devastadora o que aprendeu:

“Minha experiência com os alucinógenos é bem típica da grande maioria dos adeptos da Nova Era. A entrada psicodélica que mostra o sedutor letreiro de neon — "Portal para o Nirvana: Iluminação Instantânea" — tem sido um importante ponto de entrada para ver a realidade do caminho da Nova Era para milhões de peregrinos que buscam a verdade. O que eu não percebi foi que essas drogas estavam abrindo 'buracos' em minha mente que permitiam aos encantadores demoníacos enredar e fazer uma lavagem cerebral em minha mente com glamourosas fraudes psicodélicas.”


 — Randall N. Baer, extraído de truthwatchers.com

Há também narrativas que não deixam margem para interpretações benevolentes. Este relato de um usuário de DMT circula em fóruns especializados e resume o horror de uma experiência que muitos vivem sem jamais encontrar explicação:

“Estava escrevendo em um livro, como um livro de contabilidade. Tinha uma pena comprida como caneta e rabiscava o que pareciam nomes. Lembro-me de tentar ver o livro com mais detalhes e de repente eu estava realmente perto da fera. Vi meu nome e me apavorei. Perguntei: 'Que diabos você está fazendo?' E a fera respondeu simplesmente: 'Você vendeu sua alma, e eu estou colocando seu nome no livro.' Estava suando e tremendo. Tudo o que corria pela minha cabeça era que eu tinha vendido minha alma.”
 — Relato de usuário de DMT — dmt-nexus.me

Essa experiência sinistra é notavelmente similar aos relatos de "abduções por alienígenas" documentados por Whitley Strieber em seu famoso livro "Comunhão". A conclusão que emerge — independentemente da perspectiva teológica do pesquisador — é que existe algo real por trás dessas experiências: entidades que interagem com a mente humana, que identificam suas vítimas, que afirmam posse sobre almas.

A Bíblia não se surpreende com isso. Ela antecipou.

“Nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a ensinos de demônios.”
 I Timóteo 4:1

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— VII. A Grande Armadilha: Secularismo, Drogas e o Anticristo —

O diabo é um estrategista brilhante e paciente. Sua tática não foi promover diretamente o ocultismo numa sociedade que ainda temia a Deus. Em vez disso, promoveu primeiro a secularização — o ateísmo, o materialismo científico, o ceticismo militante que esvaziou as igrejas e desertificou os corações. Criou a fome espiritual ao destruir a fé. E então, quando a sociedade estava espiritualmente faminta e sem referências absolutas, serviu o banquete envenenado: o esoterismo enteogênico, o xamanismo urbano, a Nova Era, os psicodélicos como "medicina da alma".

Assim como no Éden — onde a nudez da desobediência expôs Adão e Eva a uma insegurança devastadora, levando-os a costurar roupas de folhas em desespero —, a secularização deixou a humanidade nua de suas crenças. E o esoterismo ofereceu vestes coloridas, cheias de misticismo e promessas de transcendência. O contato restaurador com Deus, porém, jamais vem por meio de substâncias psicoativas. Vem pelo sangue de Jesus Cristo.

“Temos, portanto, irmãos, plena confiança para entrar no lugar santíssimo pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela Sua carne.”
 Hebreus 10:19-22

O esoterismo enteogênico é, em sua essência, uma tentativa de criar uma rota alternativa para o sobrenatural — uma gnose sem Cruz, uma espiritualidade sem arrependimento, uma comunhão sem Cristo. E as entidades do outro lado dessa rota não são guias benevolentes. São predadores.

Nos Estados Unidos, já existem terapeutas como Daniel McQueen que utilizam maconha e outras substâncias psicodélicas para induzir pacientes a entrarem em contato com "alienígenas" e outras entidades dimensionais — apresentando isso como terapia. O número de pessoas que relatam experiências de contato com seres espirituais em contextos terapêuticos cresce vertiginosamente. A linha entre "terapia psicodélica" e mediunidade química está sendo apagada com deliberada intenção.

O movimento para legalizar essas substâncias não é apenas uma questão de saúde pública ou liberdade individual. É um passo estratégico rumo à abertura social para o ocultismo em escala civilizacional. A legalização das drogas psicodélicas significará, na prática, a possessão social — não o "retorno à cultura arcaica" romantizado por McKenna, mas uma marcha coletiva para dentro do abismo.

O pesquisador de profecias G. H. Pember, com décadas de antecedência, advertiu:

“As Escrituras proféticas contêm muitos avisos sobre o poderoso aumento da influência demoníaca nos últimos dias, culminando, por fim, em uma manifestação clara do poder satânico.”
 — G. H. Pember, As Eras Mais Primitivas da Terra, p. 317

E o teólogo John Caleb Alaride conectou os pontos com precisão profética:

“Babilônia é um símbolo do sistema mundial, energizado por Satanás e oposto ao Reino de Deus. A palavra pharmakeia é mencionada na Septuaginta em Isaías 47:9,12, em referência à queda de Babilônia. O texto afirma que haverá um aumento desse tipo de feitiçaria no fim dos tempos. Existe uma conexão entre o uso de drogas, o governo mundial satânico e uma nova era de consciência intensificada. O vício em drogas é um esquema do inimigo para roubar, matar e destruir a humanidade.”
 — John Caleb Alaride, Desert Cry Ministries

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— VIII. O Caminho de Volta: Cristo, a Única Porta Verdadeira —

Este texto não foi escrito para gerar pessimismo, mas para acender uma luz na escuridão. Para quem está preso nas correntes da dependência química — seja ela de substâncias "espiritualizadas" ou simplesmente destrutivas —, existe um caminho de saída. E esse caminho tem um nome.

Enquanto o esoterismo enteogênico conduz suas vítimas para o mundo do ocultismo, enquanto as drogas psicoativas abrem portas para entidades demoníacas, enquanto a pharmakeia multiplica sua influência por toda a terra — o Evangelho de Jesus Cristo oferece a única libertação genuína e permanente.

O mesmo apóstolo que identificou a feitiçaria como obra da carne condenável também proclamou a solução com poder incomparável: "Para a liberdade foi que Cristo nos libertou" (Gálatas 5:1). Não é uma libertação de papel. É uma libertação de ferro — sólida, eterna, operada pelo sangue do Filho de Deus.

“Jesus lhe disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.”
 João 14:6

Enquanto as drogas prometem expansão da consciência e entregam aprisionamento, Cristo promete vida abundante e entrega exatamente isso. Enquanto as entidades demoníacas afirmam posse sobre almas, o Filho de Deus declara: "Ninguém as arrebatará da minha mão" (João 10:28).

A farmácia do céu não tem dependência. Não cobra a alma. Não corrói o corpo. Não abre portas para o inferno. Tem somente uma receita — o arrependimento sincero e a fé em Jesus Cristo — e um efeito colateral: a vida eterna.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”
 Mateus 11:28

Se este texto chegou às suas mãos, não foi por acaso. Você pode estar preso. Pode estar sofrendo. Pode ter aberto portas que nunca imaginou existirem. Mas existe Alguém que fecha portas — e o nome Dele é Jesus.

Clame a Ele. Agora. Com tudo o que você tem.

 

— Soli Deo Gloria —

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— Notas Bibliográficas —

1. McKenna, Terence. Alucinações Reais. Editora Record Nova Era, p. 15.

2. Psychedelic Frontier — "Entheogenic Spirituality as a Human Right". http://psychedelicfrontier.com/entheogenic-spirituality-as-a-human-right/

3. Drouot, Patrick. O Físico, o Xamã e o Místico. Editora Nova Era, p. 6.

4. Jesus Truth Deliverance. "LSD, Psychedelics: Opens Portals to the Demonic". https://jesustruthdeliverance.com/2017/01/24/lsd-psychedelics-opens-portals-to-the-demonic/

5. McKenna, Terence. Alucinações Reais, p. 22.

6. Crowley, Aleister. The Magical Record of Beast 666 (1918). Citado em: www.avisospsicodelicos.blogspot.com

7. Ferguson, Marilyn. A Conspiração Aquariana, p. 88-89.

8. Psychedelic Frontier — "Psychedelics, Witchcraft and Hexing Nightshades". http://psychedelicfrontier.com/psychedelics-witchcraft-hexing-nightshades/

9. Ultraculture — "Psychedelic Drugs and Magick". https://ultraculture.org/blog/2014/05/26/psychedelic-drugs-magick/

10. McKenna, Terence. Alucinações Reais, p. 17.

11. Wikipedia — Ayahuasca. https://pt.wikipedia.org/wiki/Ayahuasca

12. Drouot, Patrick. O Físico, o Xamã e o Místico, p. 9.

13. Entheology.com — "Psychotria Viridis (Chacruna)". http://entheology.com/plants/psychotria-viridis-chacruna/ (Pinkley, 1969).

14. Ultraculture — "Psychedelic Drugs and Magick". https://ultraculture.org/blog/2014/05/26/psychedelic-drugs-magick/

15. McKenna, Terence. O Retorno à Cultura Arcaica. Editora Record Nova Era, p. 11.

16. Drouot, Patrick. O Físico, o Xamã e o Místico, p. 41.

17. McKenna, Terence. Alucinações Reais, p. 22.

18. Idem, p. 22.

19. Shaman Portal — "Drugs and Energy Fields". https://www.shamanportal.org/article_details.php?id=961

20. Huck Magazine — "Psychonauts, Drugs and Aliens". https://www.huckmag.com/perspectives/activism-2/psychonauts-drugs-aliens/

21. Erowid — "DMT Basics". https://www.erowid.org/chemicals/dmt/dmt_basics.shtml

22. Drouot, Patrick. O Físico, o Xamã e o Místico, p. 90.

23. Referência a John Eccles, Prêmio Nobel em Neurofisiologia. Citado em: jesustruthdeliverance.com

24. Drouot, Patrick. O Físico, o Xamã e o Místico, p. 94.

25. Baer, Randall N. Extraído de: http://truthwatchers.com/how-drugs-are-an-introduction-to-occultism/

26. Extraído de: ultraculture.org

27. McKenna, Terence — vídeo sobre entidades espirituais: https://www.youtube.com/watch?v=8InJ0eQ--NY

28. Relato de usuário de DMT. https://www.dmt-nexus.me/forum/default.aspx?g=posts&t=30117

29. Pember, G. H. As Eras Mais Primitivas da Terra. Editora dos Clássicos, p. 317.

30. The Drug Classroom — "Dimethyltryptamine (DMT)". https://thedrugclassroom.com/video/dimethyltryptamine-dmt/

31. Idem.

32. Erowid — "DMT Basics". https://www.erowid.org/chemicals/dmt/dmt_basics.shtml

33. Alaride, John Caleb. "Pharmakeia, Drugs, the Demonic Realm and Babylon the Great". https://johnalarid.com/2016/11/02/pharmekeia-drugs-the-demonic-realm-and-babylon-the-great/

 

Nota complementar: O estudo abrangente sobre entidades paranormais no folclore celta, The Fairy Faith in Celtic Countries, de W. E. Evans-Wentz, está disponível gratuitamente em: https://www.gutenberg.org/files/34853/34853-h/34853-h.htm

 

Autor: Clávio J. Jacinto

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