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A PROVIDENCIA SANTA DE DEUS SOBRE OS REDIMIDOS

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C. J. Jacinto

 

Uma reflexão acerca de Romanos 8:28: "E sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." Este oráculo, contido no oitavo capítulo da grandiosa epístola de Paulo aos Romanos, constitui um profundo consolo. O versículo tem servido como uma fonte de consolo do mártir em seus momentos de angústia, como cajado para sustentar as mãos debilitadas do peregrino e como escudo para proteger o peito daqueles que, na peleja espiritual, enfrentam o intenso calor da batalha.
O apóstolo Paulo inicia sua profunda consolação com uma nota de absoluta certeza, a partir da qual podemos contemplar e compreender a sua declaração. Ele não recorre a suposições, conjecturas ou ambiguidades; não há espaço para possibilidades incertas ou meras expectativas. A gramática da fé, ao tratar do caráter de Deus, não admite o modo subjuntivo, preferindo o indicativo: a linguagem do conhecimento. Trata-se de uma convicção fundamentada em uma percepção intuitiva e absoluta, uma verdade que transcende a nossa experiência e os nossos sentimentos, alicerçada em uma fé inabalável. Paulo afirma: "Sabemos".
Todavia, é imperativo que façamos uma pausa para um exame interior. Acaso possuímos, de fato, tal certeza? Será esta uma verdade autoevidente à natureza humana? Se consultarmos os registros da experiência humana, se indagarmos à carne e ao sangue, a resposta será um inequívoco não. Quando a tempestade investe contra o lar, quando o raio fere o cedro, quando a embarcação é naufragada pelas ondas e o mundo parece ruir, pode o coração natural proclamar que tudo isso contribui para o seu bem? Longe disso; o coração terreno, tal como Jacó outrora, exclama: "Todas estas coisas são contra mim". O olhar do sentido humano percebe apenas a perda, a dor, a tragédia, o sofrimento e a desventura. Contudo, o cristão que deposita sua confiança no Senhor transcende essa visão limitada.
O conhecimento de Paulo repousa sobre um fundamento inabalável: o caráter de Deus. Como aqueles que amam ao Senhor, compreendemos a Sua natureza e as Suas promessas. Reconhecemos que Ele é o Pai Todo-Poderoso e onipotente, cuja sabedoria é infinita e cujo amor é imutável. Pela Sua onisciência, Deus detém o pleno conhecimento do que é melhor para nós; Ele é o soberano regente de nossa existência e de nosso destino. Confiantes no Seu amor incondicional e no Seu controle absoluto sobre todas as coisas, compreendemos que a Sua onipotência atua em nosso favor. Sendo Ele capaz de efetuar o que é mais excelente para cada um de nós, temos a convicção de que os resultados de Sua providência conduzem, inevitavelmente, ao supremo bem. A expressão "aqueles que são chamados segundo o seu propósito" refere-se aos redimidos, adquiridos pelo sangue do Redentor. A arquitetura deste versículo nos oferece a garantia de uma perspectiva divina que transcende o tempo presente, estendendo-se à eternidade. Trata-se de uma visão celestial, de plenitude e convergência. Deus estabeleceu um desígnio soberano para cada um dos que chamou, propósito este que a própria redenção ratifica. Conforme o capítulo 1, versículo 10, da Epístola aos Efésios, caminhamos em direção à plenitude dos tempos, rumo à visão beatífica na qual todas as promessas do Senhor serão consumadas, alcançando o ápice de nossa existência. O coração de Deus e o exercício de Sua vontade repousam sobre aqueles a quem Ele ama; por conseguinte, aquele que ama a Deus deve manter o seu coração inteiramente voltado às Suas promessas. O texto em análise funciona como uma janela que se abre, permitindo-nos contemplar a soberania de Deus e a magnitude de Seu propósito sobre as nossas vidas.
A identificação daqueles que amam a Deus, conforme apresentada em Romanos 8:28, refere-se aos redimidos, aos que atenderam ao chamado do Evangelho. Este versículo estabelece uma doutrina fundamental: a responsabilidade humana. Somos instruídos a amar ao Senhor de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento. Amar a Deus é uma escolha que nos cabe; é um exercício da nossa livre vontade. Devemos, portanto, tomar uma decisão radical que esteja em consonância com o propósito estabelecido pela soberania divina. Embora Deus inicie, planeje e chame, cabe a nós responder. Essa resposta deve ser profunda e deliberada, para que possamos experimentar o processo dinâmico da atuação de Deus conforme o propósito que Ele determinou para nossas vidas desde a eternidade. É imperativo que caminhemos continuamente nessa direção.
 Todavia, um aspecto do versículo merece atenção especial: a afirmação de que todas as coisas cooperam para o bem. Este é um tema central e sublime, que deve ser objeto de profunda reflexão, inclusive para o homem impiedoso. A providência divina, operando de maneira invisível, faz com que todos os eventos concorram para o benefício daqueles que são chamados. Trata-se de uma verdade magnífica, que requer nossa constante meditação, visto que diz respeito à nossa própria existência. Em última análise, a soberania de Deus assegura que todas as circunstâncias cooperem para o nosso bem, não apenas nesta vida, mas também por toda a eternidade.



Podemos observar essa realidade na trajetória de José do Egito, que, após ser vendido por seus irmãos e submetido à condição de escravo, enfrentou uma falsa acusação que o levou ao cárcere. Mesmo cumprindo pena por um crime que não cometeu, José manteve-se alicerçado nas promessas divinas. Sua fé inabalável sustentava a convicção de que Deus permanecia no controle e de que todas as circunstâncias cooperavam para um propósito maior. Essa confiança permitiu que ele se mantivesse firme, mesmo diante de evidências contrárias. O mesmo se aplica à experiência de Daniel. Ao ser retirado de sua pátria e levado à Babilônia, ainda que a situação parecesse desoladora, o agir soberano de Deus estava presente. Tanto a vida de José quanto a de Daniel revelam que o Senhor utiliza as aflições como instrumentos para realizar Seus desígnios. Esses relatos do Antigo Testamento, que transcendem o caráter histórico, evidenciam a soberania divina sobre todas as circunstâncias. Consequentemente, a promessa contida em Romanos 8:28 torna-se extraordinária ao analisarmos como grandes homens de Deus superaram adversidades por meio da presença constante do Criador. Dessa forma, todas as coisas revestem-se de um significado profundo e absoluto, carregando um peso significativo de propósito, soberania e domínio sobre cada fração de segundo, momento e circunstância. O apóstolo não exclui aspecto algum, incluindo, antes, aflições, provações, adversidades, perseguições, calamidades, enfermidades, obstáculos e tensões, entre outros desafios. Na história dos santos, observamos como o Senhor intervém com sua providência; embora seu processo possa parecer incompreensível em um primeiro momento, o decorrer do tempo revela como Deus mantinha o controle, cumprindo seu propósito e glorificando seu nome. Consideremos, agora, a trajetória de Jonas. Teriam a tempestade e o seu subsequente lançamento ao mar ocorrido por mero acaso? De modo algum; foi o Senhor quem enviou um forte vento sobre o oceano, evidenciando Sua soberania. A aparição do grande peixe não foi um evento fortuito, mas uma providência divina preparada para aquele momento. A tempestade, o sorteio realizado pelos marinheiros, o grande peixe, a planta, o verme e o vento oriental — todos esses elementos cooperaram para o bem de Jonas. A tempestade serviu para despertar o profeta; o sorteio, para identificá-lo; o peixe, para resgatá-lo; a planta, para confortá-lo; e o verme, para humilhá-lo. Embora, sob a perspectiva de Jonas, a tempestade representasse a destruição e o grande peixe, a morte iminente, Deus utilizou tais meios para cumprir o Seu propósito. Esse desígnio não se restringiu à vida do profeta, mas estendeu-se aos habitantes de Nínive, alcançando-os com a salvação e afastando-os de sua profunda rebeldia.
 Romanos 8:28 constitui, portanto, nossa carta magna de esperança, preenchendo o vazio de nossos anseios diante da glória futura. É imperativo compreender que não somos joguetes do destino nem vítimas do acaso; repousamos sob a soberana e misericordiosa sabedoria de Deus. Nesse sentido, entendemos que as aflições, perseguições, privações e as duras lutas da vida — fatos que, por vezes, parecem contrariar nossas convicções — nada mais são do que o justo governo divino sobre nossa existência. Devemos aguardar com confiança, pois, no tempo oportuno, revelado será que os propósitos de Deus sempre foram pautados pela sabedoria e justiça. Assim, regozijar-nos-emos ao rememorar as tribulações enfrentadas durante nossa peregrinação terrena. Tal qual a trajetória de José, desde a casa de Jacó até o Egito, compreendemos que nenhuma dificuldade esteve fora do controle divino. Deus tece, minuciosamente, a tapeçaria de seus desígnios, da qual somos fios condutores; estamos inseridos neste grandioso monumento celestial que culminará na consumação de todas as coisas.




Em Cristo

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 Cristo, nosso grande e eterno Senhor, é o fim para o qual devemos caminhar e no qual devemos permanecer. Somente a Ele nos uniremos para sempre, em toda a Sua glória e eternidade. Por Ele, e somente por Ele, teremos acesso ao corpo glorificado e à plena contemplação beatífica, quando, nos novos céus e na nova terra, desfrutarmos da eterna comunhão com Deus (C. J. Jacinto)

 

Uma Exposição Teológica sobre a Sobrevivência da Alma Após a Morte

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Ausentes do Corpo, Presentes com o Senhor: Uma Exposição Teológica sobre a Sobrevivência da Alma Após a Morte


“Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor... mas temos bom ânimo e desejamos antes deixar este corpo e habitar com o Senhor.” (2 Coríntios 5:6, 8)

A questão do que acontece após a morte é tão antiga quanto a humanidade e permanece envolta em mistério para aqueles que se afastam da revelação divina. O próprio Senhor Jesus advertiu os saduceus, dizendo: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mateus 22:29). É somente pela guia segura da Escritura Sagrada que podemos escapar do erro e compreender, ainda que em parte, este mistério sublime. Este artigo busca oferecer uma exposição fiel, piedosa e apologética sobre o estado intermediário da alma, fundamentada na antropologia bíblica e na esperança gloriosa que temos em Cristo.

1. A Constituição do Ser Humano: Espírito-Alma e Corpo

Para compreendermos o destino do homem na morte, é imperativo compreendermos a sua constituição pela criação divina. Em Gênesis 2:7, lemos que “o SENHOR Deus formou o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”. Aqui reside a dupla origem do ser humano: o corpo, formado da terra (material, temporal e mortal), e o espírito-alma, soprado por Deus (imaterial, inteligente e imortal).

O ser humano é, portanto, uma unidade psicossomática, mas não uma dualidade indistinta. Nosso Senhor Jesus Cristo distinguiu claramente estas essências ao afirmar: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:6). O apóstolo Paulo também contrasta o “homem exterior” que se corrompe, do “homem interior” que se renova dia a dia (2 Coríntios 4:16).

A alma (nephesh no hebraico, psuche no grego) é o princípio vital, a sede da consciência, da emoção e da vontade. É o que nos torna seres sencientes, capazes de mover, respirar e sentir. No entanto, o que distingue o homem dos animais é o espírito (ruach no hebraico, pneuma no grego). Este é o “sopro de Deus” que ilumina a mente e a consciência, tornando o homem um ser moral, racional e religioso, criado à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26-27). Como diz Jó: “Na verdade, há um espírito no homem, e a inspiração do Todo-Poderoso o faz entendido” (Jó 32:8). Os animais possuem alma (vitalidade), mas não o espírito imortal e responsável que carrega a imagem divina. Suas almas, desprovidas de consciência moral e espiritual, simplesmente se dissolvem, “descem para a terra” (Eclesiastes 3:21). O homem, contudo, ao morrer, tem o seu espírito-alma que “volta para Deus” (Eclesiastes 12:7).

2. O Estado Intermediário: A Consciência Após a Morte

A Escritura refuta veementemente a ideia de que a morte é o fim da existência ou um estado de “sono da alma” (psicopanniquia). A morte do corpo é, de fato, chamada de “sono” nas Escrituras (João 11:11), mas apenas em referência ao corpo que descansa na sepultura aguardando a ressurreição. A alma, contudo, permanece vívida e consciente.

A narrativa de nosso Senhor sobre o rico e Lázaro (Lucas 16:19-31) é uma janela inestimável para esta realidade. Ambos morrem. O corpo de Lázaro é sepultado, mas sua alma é levada pelos anjos para o “seio de Abraão”, um lugar de consolo. O rico, por sua vez, é sepultado, mas sua alma encontra-se no Hades, em tormento. A narrativa demonstra que ambos estão conscientes: Lázaro é consolado, o rico sente sede, vê Abraão ao longe, lembra-se de seus irmãos e suplica por misericórdia. Há identidade, memória, emoção e reconhecimento. Há também um “grande abismo” intransponível que separa os justos dos ímpios, estabelecendo desde já um destino moral definitivo.

Esta mesma verdade é confirmada na Transfiguração, quando Moisés e Elias (séculos após suas mortes) aparecem conscientes e conversam com Jesus sobre o seu “êxodo” em Jerusalém (Lucas 9:30-31). O próprio Deus, ao se apresentar a Moisés na sarça ardente, declara: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”. E Jesus conclui: “Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele todos vivem” (Lucas 20:37-38). Abraão, Isaque e Jacó, embora fisicamente mortos, estão vivos para Deus.

O apóstolo João, no Apocalipse, vê “debaixo do altar as almas dos que foram mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram” (Apocalipse 6:9). Estas almas clamam em alta voz: “Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (Apocalipse 6:10). Elas estão conscientes, racionais, em comunhão com Deus, e aguardam a consumação. Pedro também nos ensina que o próprio Cristo, “mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito, foi e pregou aos espíritos em prisão” (1 Pedro 3:18-19). Portanto, o estado intermediário é um estado de existência consciente, seja de conforto e expectativa gloriosa para os justos, seja de tormento e expectativa terrível para os ímpios.

3. A Mudança na Economia da Salvação: Do Seio de Abraão ao Paraíso com Cristo

O Dr. Ibeme corretamente distingue a economia do Antigo Pacto da do Novo Pacto inaugurado por Cristo. Antes da cruz, o lugar de consolo dos santos (o “seio de Abraão” ou “Paraíso”) e o lugar de tormento dos ímpios (o “Hades” ou “inferno”) localizavam-se ambos no sheol/hades (o mundo dos mortos), separados por um abismo intransponível.

Contudo, com a morte e ressurreição de Cristo, uma mudança gloriosa ocorreu. Quando Cristo desceu às partes mais baixas da terra (Efésios 4:9), Ele pregou aos espíritos em prisão e, ao ascender, “levou cativo o cativeiro” (Efésios 4:8). Entendemos que Ele trasladou os santos do Antigo Testamento que estavam no paraíso inferior para a sua presença imediata no “terceiro céu”, o próprio Paraíso de Deus (2 Coríntios 12:2-4). Foi por isso que Ele pôde dizer ao ladrão na cruz: “Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43). O “hoje” indica uma transferência imediata para a presença de Cristo.

É por isso que o apóstolo Paulo pode expressar o seu dilema com tamanha confiança: “Mas estou em aperto entre os dois, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Filipenses 1:23). Para Paulo, “partir” (morrer) não era mergulhar num sono inconsciente, mas sim entrar numa comunhão mais íntima e imediata com o seu Senhor. Da mesma forma, ele afirma que ter bom ânimo é “antes deixar este corpo e habitar com o Senhor” (2 Coríntios 5:8). A partir da cruz e da ascensão, a alma do crente, ao deixar o corpo, não vai para um compartimento no sheol, mas ascende triunfantemente à presença de Deus, ao altar celestial, onde aguarda em repouso e conforto a redenção final do corpo.

4. A Esperança Final: A Ressurreição e o Reino

É crucial entender que este estado intermediário na presença de Cristo não é o estado final. A alma desencarnada, embora consciente e em comunhão com Deus, anseia pela sua plenitude: a ressurreição do corpo. O mesmo Paulo que desejava partir para estar com Cristo também ansiava pela redenção do seu corpo (Romanos 8:23). A salvação bíblica não é uma libertação da matéria, mas a redenção de todo o nosso ser.

A esperança bendita da Igreja é a Primeira Ressurreição, que ocorrerá por ocasião da vinda gloriosa de Cristo. Este evento não será secreto, mas visível a todos (Apocalipse 1:7). Ele acontecerá após a tribulação e a manifestação do Anticristo (2 Tessalonicenses 2:1-8). Naquele dia, os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro, e os que estiverem vivos serão transformados, e ambos serão arrebatados nas nuvens, “para encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4:17).

É importante notar que este “encontro” nos ares não é uma partida definitiva para o céu, mas uma recepção triunfal ao Rei que desce. O propósito é reinar com Ele na terra restaurada durante o Milênio, o Reino de Restituição de todas as coisas (Atos 3:21; Apocalipse 5:10; 20:6). Os santos, então, não serão almas desencarnadas, mas possuirão corpos espirituais, incorruptíveis e gloriosos, semelhantes ao corpo ressurreto de Cristo (Filipenses 3:21). Herdarão o Reino preparado para eles.

Para os ímpios, a morte é o início de um estado de tormento consciente que culminará na “ressurreição da condenação” (João 5:29), o juízo final, seguido pela “segunda morte”, que é o lago de fogo (Apocalipse 20:14-15; 21:8). Este é o destino solene daqueles que rejeitam a graça de Deus em Cristo.

Conclusão: Uma Exortação Piedosa

Portanto, amados, temos diante de nós a clara revelação de Deus. A morte não é um fim, mas uma transição. Para o crente em Jesus Cristo, é o momento de deixar o corpo mortal e habitar na gloriosa presença do Senhor, num estado de consciente paz e expectativa. É o "sono" do corpo na terra, mas a vigília da alma no céu, aguardando o despertar da ressurreição.

Que esta verdade não seja para nós mero conhecimento intelectual, mas uma âncora da alma, segura e firme (Hebreus 6:19). Que ela nos console na perda de nossos entes queridos que morreram na fé, sabendo que eles não pereceram, mas estão com Cristo, "o que é muito melhor". E, acima de tudo, que esta verdade nos desperte para uma vida de santa vigilância e ardente desejo pela volta do nosso Rei.

Que possamos, como Paulo, ter bom ânimo, não apenas na vida, mas na hora da morte, certos de que, se a nossa casa terrestre se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus (2 Coríntios 5:1). Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!


Amém.

 

Este artigo foi escrito com base em um texto escrito por Dr. I. U. Ibeme.

 

 

 

O chamado!

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O chamado de Cristo é para que você creia nele, este é um chamado para a paz, um chamado para a esperança, um chamado para uma revolução interior, uma transformação espiritual. É um chamado desde a cruz, um eco que atravessa o tempo e o espaço, por esse motivo, chega até você e penetra no seu coração. É uma voz potente, que toca nossas dores e inseguranças, é uma voz que entra em nós como uma luz, toca nossas feridas mais intimas como um balsamo. Não resista a essa voz doce e calma, o evangelho é um caminho de transcendência, é uma abertura para uma metamorfose espiritual. Em cristo encontramos a paz de espírito, encontramos a saciedade espiritual, ele se identifica como a estrela da manhã, por esse motivo é a luz intensa que brilha na escuridão profunda do nosso desespero, uma bússola que aponta para a glória da eternidade, porquanto surge a pergunta: "para onde estamos indo?" Cristo é aquela luz da manhã que responde: Eu Sou o caminho e a verdade e a vida ninguém vem ao Pai a não ser por mim. Abra seu entendimento agora, pois quando patriarca Moisés estava no deserto, numa situação crítica e sob grandes pressões existenciais, a voz divina se revelou á ele como "Eu Sou". Assim Cristo agora também se revela á você, com a mesma expressão potente: "Eu Sou o caminho, a verdade e a Vida.

 Deixe que essa verdade entre no seu coração, até sentir o impacto dessa revelação espiritual sobre a sua vida.

 

C. J. Jacinto

 

Fé em Tempo de Crises Existenciais

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A chave que abre a porta para a contemplação da esperança em meio às tribulações da vida é Cristo, tal como o Novo Testamento nos apresenta.

 

Cristo nos chama para a vida abundante, essa promessa é para os que crêem nEle como ensinam as Escrituras, viver o Evangelho é viver a vida abundante que Jesus Cristo ofereceu.

“A certeza da esperança é mais que vida. É saúde, força, poder, vigor, atividade, energia, coragem, beleza” (J. C. Ryle)


1. A crise que todos enfrentamos

Romanos 3:23 deixa claro: “todos pecaram e carecem da glória de Deus”. Em outras palavras, o problema não é só o coronavírus, a guerra ou a inflação. O problema maior é a separação entre o ser humano e Deus. Romanos 6:23a chama isso de morte – não apenas física, mas vida longe do Criador.

 

“A esperança é como uma estrela: não brilha no sol da prosperidade, mas resplandece na escuridão da adversidade.” (Spurgeon)

 

“Quem na verdade contemplou a cruz de Cristo não pode jamais falar dee casos sem esperança” (G. Campbell Morgan)

 


2. O veredito que não queremos ouvir

Apocalipse 20:15 avisa: “todo aquele que não foi achado escrito no Livro da Vida foi lançado no lago de fogo”.


Hebreus 9:27 lembra que a morte é inevitável e, depois dela, vem o juízo. Em tempos de crise, essas palavras soam duras, mas são precisas. Ignorá-las não muda a realidade.

“Quando o coração está ancorado em Cristo, a esperança floresce mesmo no deserto da vida.” (A. W. Tozer)

 


3. A esperança que cora o veredito

Eis o ponto de virada:

·         Romanos 5:8“Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”.

·         2 Coríntios 5:21“ele o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”.


Jesus
levou o salário do pecado (a morte) em nosso lugar. A cruz é o recibo pago pela nossa dívida.

 

“A verdadeira esperança cristã não é apenas um desejo, mas uma certeza baseada na promessa de Deus.” (Martin Lloyd Jones)

 


4. A oferta que cabe na palma da mão

João 3:16 resume: crer em Jesus = não perecer + vida eterna.
João 3:18 acrescenta: quem não crê já está condenado; quem crê não é condenado.


A decisão é simples, mas decisiva.

 

“A verdadeira esperança não é um desejo vago, mas uma chama que Deus acende no coração que clama por Ele.”(Ravenhill)

 


5. Como receber a esperança hoje

1.     Admitir a própria condição de pecador (Rm 3:23).

2.     Aceitar o dom da cruz (Rm 5:8; Ef 2.8-9).

3.     Aproximar-se de Jesus – “aquele que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6:37).


Nada de lista de obras:
graça + fé = salvação.

 

“A esperança não é escapismo; é a força que nos faz perseverar, sabendo que Deus está no controle.”

 

 


6. O que vem depois da esperança

Apocalipse 22:12 – Jesus anuncia: “Certamente venho sem demora”.
A crise atual é alarme para nos lembrar de que Ele vem. Enquanto isso, a fé em Cristo não nos livra de tempestades, mas nos dá bússola e porto seguro.

“Uma fé pequena leva as almas até o céu, mas uma grande fé traz o céu até as almas.” (Spurgeon)

 

A esperança, embora relacionada ao futuro, é muitas vezes o alvo da fé, como está em Hebreus. A esperança não é um mero otimismo, mas uma firme expectativa baseada na fé” (Watchman Nee)

 


Oração de resposta

“Senhor Jesus, reconheço minha culpa e recebo o perdão que a Tua morte comprou. Hoje eu me aproximo de Ti e peço que escrevas meu nome no Livro da Vida. Amém.”

 

“A esperança nunca vai mal quando a fé vai bem” (John Bunyan)

 

 

“Tudo pode ser tomado de um homem, exceto uma coisa: a última das liberdades humanas — escolher a própria atitude em qualquer circunstância, escolher o próprio caminho.” (Viktor E. Frankl)

 



                              C. J. Jacinto – (48) 999616582 - claviojjgmail.com