Viver em Sobriedade


 


Viver em Sobriedade

 

 

 

Vivamos nesse presente século sóbria, e justa e piamente. (Tito 2:12)

 

Sobriedade, eis a virtude essencial numa que está caindo num jogo de mentiras e engano de alto nível espiritual. Horatius Bonar escreveu: “A falta de sensibilidade para ver a diferença entre a verdade e o erro é uma das características malignas do protestantismo moderno” A guerra do momento é ideológica, todas as guerras foram de alguma forma incitadas por ideologias, a projeção hoje é de uma mentira universal, é um envolvimento globalista inclui os reinos deste mundo com influencia demoníaca de alto nível de engano espiritual (Veja Mateus 4;1 a 8 com Efésios 6:10 a 18 Apocalipse 12;9 e 20:2 e I João 5:19 com I João 4:1 a 6 e I Timóteo 4:1), nossa sociedade está completamente infestada de “vãos enganadores” (Tito 1:10) vivemos numa era que pode ser chamada era pós-verdade, de iniqüidade multiplicada (Mateus 24:12) Você amado leitor sendo ou não cristão, está dentro dessa luta. Mais do que nunca, nosso tempo pode agora ser chamado de presente século mau (Gálatas 1:4) e é caracterizada por uma multidão incontável de falsos profetas, falsos doutores, lideres religiosos, filósofos, políticos e cientistas que enganam e são enganados “Mas os homens maus e enganadores vão de mau a pior enganando e sendo enganados” (I Timóteo 3:13) porque acima de tudo tem um falso deus que cega o entendimento das pessoas, a ação do diabo é obscurecer o fluxo da luz da pregação bíblica do evangelho cristocentrico (II coríntios 4:4) A sobriedade é a base do discernimento espiritual, a palavra grega “Sophronos” indica uma pessoa de mente saudável, de visão equilibrada, dentro da realidade, sem sofrer alterações por efeitos tóxicos ou influências espirituais nocivas provenientes de falsas teologias e heresias ou de influencias demoníacas. Paul Benson afirmou: Satanás ganha enorme controle sobre a humanidade através do medo, do caos e da confusão”  Arthur Pink alertou: “Cristo tem um evangelho, Satanás também tem um evangelho. O evangelho do diabo é uma imitação tão próxima ao verdadeiro, que multidões de não salvos são enganadas por ele”. A questão primeira é que jamais devemos crer em qualquer que professe falar pelo Espírito Santo mas negligencia o estudo das Escrituras e não conhece as doutrinas fundamentais da fé cristã. O homem piedoso que tem discernimento enxerga as coisas pela visão natural e espiritual, ver entender e perceber são às bases do discernimento bíblico e espiritual. A percepção espiritual é uma virtude, um dom fundamental, imprescindível para os nossos dias, o mundo é um campo minado cheio de alternativas ao cristianismo bíblico. Nunca a verdade tem sido tão imitada quanto em nossa era. O mundo tem produzido um numero considerável de falsos profetas e falsas religiões que usam de terminologias cristãs para enganar os espiritualmente cegos. Agora é a hora em que se intensifica a luta contra os príncipes das trevas do presente século (Efésios 6:12) Quando o diabo quer dar um golpe fatal contra pessoas que possuem crenças intelectuais voltadas para meias verdades, na região da sombra e da morte espiritual a esfera propícia para o engano em profundidade, o pai da mentira usa a imitação.(João 8:44 com II Corintios 11:14) Para enganar os que não tem sobriedade ele usa sinais e prodígios de mentiras, inventa falsas igrejas, promove emoções místicas muito bem elaboradas com falsas iluminações e experiências de revelações com forte teor de propagação e influencia mundana. O diabo explora o campo cognitivo do homem, cujas inclinações são para a idolatria e superstições, há no homem essa disposição e interesse ao sobrenatural, eis porque o ocultismo e o espiritualismo nessas ultimas décadas cresceu tanto. A miopia espiritual é um problema grave e generalizado em nossos dias, os cegos espirituais adoram fogo estranho acreditando ser brilho celestial. Por trás de um mundo que se seculariza há um espaço vazio que os espíritos enganadores usam para seduzir a humanidade. O diabo não se interessa em convencer os incrédulos sobre sua existência, ele tem a eternidade toda para convencê-los do fato quando suas vitimas não tiverem mais chances de se converterem a Cristo. É hora de pensarmos em vivermos em sobriedade, alerta total na visão com discernimento, Paul Benson alertou: “parece que muitos perderam o poder de pensar por si mesmos ou se envolverem na pratica vital do raciocínio critico. Cresce cada vez mais a evidencia que um espírito de confusão tem controlado a sociedade e também grande parte da igreja. Vejo isso como um verdadeiro sinal de que estamos no fim dos tempos”  A sobriedade é aquela virtude de discernir o que é certo e o que é errado com a mínima possibilidade erro, o discernimento espiritual avançado nos capacita a evitar até mesmo a aparência do mal, e não somente o mal em si mesmo. “Abstende-vos de toda a aparência do mal” (I Tessalonicenses 5:22) O homem de Deus que vive nos últimos dias, deve ser sóbrio. Um cristão cuidadoso estará disposto a seguir todos os conselhos de Deus com relação ao discernimento espiritual, pois ele sabe que o dia que estamos vivendo são dias perigosos e trabalhosos (II Timóteo 3:1). O profeta Isaias advertiu: “Porque os guias deste povo são enganadores e os que por eles são guiados são destruídos” (Isaias 9:16). Devemos vigiar de forma a compreender que o engano diabólico opera dentro da igreja (Apocalipse 2:20) e fora dela (Apocalipse 20;8) A sobriedade é a virtude venerável do homem vigilante. O vigia é aquele que está atento quando todos a sua volta estão dormindo. O mundo pode ficar debaixo do silêncio da profunda sonolência espiritual, o sono da morte espiritual anestesia o mundo, mas o cristão está atento, sóbrio, vigilante, anda com prudência e isso é sobriedade. Da mesma forma que o vigia ficava em seu lugar de atividade, a torre anexa ao muro de uma cidade da antiguidade, percebendo todos os movimentos a volta da cidade, tal era sua percepção que tudo o que saia do padrão dos movimentos normais, poderia ser visto como um sinal potencial de inimigos em movimento contra a cidade, assim o homem sóbrio em nossos dias é capaz de discernir os movimentos espirituais que não procedem do Espírito Santo. Devemos perceber os sinais dos perigos das atividades dos falsos profetas e espíritos enganadores que atuam a nossa volta. “E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos”(Mateus 24:39) Ora as escrituras nos falam sobre o modo como devemos viver  nesse mundo: em sobriedade: “E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios vigiai em oração”(I Pedro 4:7) “Sede sóbrios, vigiai; porque o diabo, o vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (I Pedro 5:8). A percepção espiritual é a norma para a vida do remanescente, o cristão bíblico deve ser sóbrio e vigiar porque o fim de todas as coisas é chegado, deve vigiar porque o deus deste século que cega o entendimento dos incrédulos também seduz os que crêem em Deus (Tiago 2:19) mas estão vivendo uma vida descuidada, morna e longe da piedade e da justiça de Cristo. Não devemos apenas ter nome de cristão, devemos viver a vida de Cristo, pois se alguém está em Cristo é nova criatura (II Coríntios 5:17) Essa nova criatura tem um relacionamento intimo e uma comunhão permanente com o Senhor “Pelo qual fostes chamados para a comunhão com seu Filho” (I Coríntios 1:9) e a comunhão com outros cristãos bíblicos (I João 1:7) O que você percebe a sua volta? Não consegue mais enxergar aqueles pecados porque o prazer da carne cega o entendimento espiritual? Não consegue mais enxergar falsos profetas e falsos doutores porque se tornou relativista nas coisas concernentes ao evangelho e aos ensinos das Escrituras com respeito a sã doutrina e a ortodoxia bíblica?  Hoje em dia vivemos aquele momento de crise espiritual horrível de tal modo que a mente das pessoas se deterioram e ficam cauterizadas de modo que se tornam insensíveis. “Porque virá tempo que não suportarão a sã doutrina; mas tendo coceira nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências” (II Timóteo 4:3) Elas argumentam que estão na graça salvadora, mas não enxergam que Cristo nos salvou de nossos pecados, e um cristão sóbrio sabe distinguir de fato o que agrada e o que não agrada a Deus. “Desviarão os ouvidos da verdade voltando-se as fabulas (II Timoteo 4:4) A experiência da vida espiritual é antes de tudo uma compreensão pratica de Cristo nos libertou do castigo e do poder do pecado e pela ação do Espírito de Santificação, nos libertou da presença e do poder do pecado. Por outro lado, almas de mente cauterizadas se deleitam nas coisas erradas ou ficam passivas diante daqueles pecados que biblicamente são reprovados, o homem sóbrio enxerga isso, ele tem percepção e discernimento. Está no seu posto espiritual de vigia, qualquer movimento na esfera espiritual que parece vir do inimigo, o coloca em estado de alerta, o Espírito Santo nos conduz a toda a verdade e nosso coração estará pronto para perceber quando algo errado está acontecendo. Ele ouve o bramido das ondas da apostasia e o diabo bramando, ouve o doce canto do encanto dos falsos profetas, pois eles vêm com vestes tão bem elaboradas, a aparência de cordeiros, a sedução usa roupas coloridas, palavras suaves saem da boca dos falsos doutores, muitas vezes as piores heresias de perdição são empacotadas com um versículo bíblico fora do contexto bíblico e se não há uma percepção para ir além das aparências, o homem intoxicado mentalmente não percebe a natureza do lobo por trás da fantasia, o veneno espiritual por trás de uma imagem atrativa e cativante, e podemos ir muito mais além, a melhor fantasia do diabo é seu disfarce de anjo de luz assim como empresta suas artimanhas para seus falsos profetas, tudo parece tão lindo e sedutor, anjos de luz e ministros de justiça, um palco “impecável” aos olhos daqueles que estão intoxicados, que estão com o coração completamente obscurecido, que não são sóbrios, incapacitados de perceber a realidade da verdadeira natureza por trás do engano que os seduz e então são levados pela sedução do pecado e do falso evangelho. Oh meu irmão! Dias difíceis esses que estamos vivendo, percebe você as implicações da falta de sobriedade?

Não há algo que seja tão importante para nossos dias do que  este assunto solene que tem sido negligenciado nos púlpitos modernos, a falta de sobriedade é apenas um estado de obscuridade em que se encontra uma mente não cativa á Cristo e que não vem pensando de forma bíblica. É claro, que agora no momento que escrevo este discurso, a percepção espiritual já nos faz perceber que o modo como apresento a necessidade da sobriedade vai colocar cada alma piedosa numa situação extremamente difícil porque vai ter que defender verdades que incomodam a maioria das pessoas que estão na cristandade e também será de certa forma uma grande ofensa para os mundanos. Esta cada vez mais difícil viver em um mundo relativista,  esta cada vez mais perigoso para os cristãos viverem num mundo onde insiste em dizer que é normal algo que a bíblia considera como um grande pecado. Que implicações teremos quando começamos a defender doutrinas e ensinos que a cristandade emergente e pós-moderna expõem e que são contrarias aos ensinos doas Escrituras?. Há uma falta de sobriedade que é o efeito de uma embriaguez espiritual e não física (Isaías 29:9) quando estudamos Apocalipse 17 e 18 vimos que a grande Babilônia mística promove esse tipo de embriaguez e intoxicação espiritual para enganar todo mundo, e parte da cristandade apostata também, os povos sorvem desse cálice de abominações, as poções mágicas das religiões emergentes são feitas a base desses elementos que desmontam a razão necessária, põe a nossa mente em ponto morta, incitam a esvaziar a nossa mente, destroem a nossa capacidade de raciocinar biblicamente, de modo que obscurecem a mente de tal maneira, pois as trevas espirituais no coração é a condição necessária para o diabo montar o seu palco de engano sedutor. “Muitos enganadores entraram no mundo” (II João 1:7) “O espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Efesios 2:2) Seu campo de ação é ao derredor, muito próximo, de sorte que nossa proteção é o sangue imaculado que o Cordeiro de Deus derramou na cruz, na Sua obra totalmente eficiente e perfeita que realizou no Calvário, esse sangue lava a nossa alma é a marca de nossa redenção, os umbrais de nossa consciência devem estar tingidos desse sangue puro e protetor, o sangue da Nova Aliança. O sangue de Cristo “E eles o venceram pelo Sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte” (Apocalipse 12:11) O testemunho consiste em amar a Cristo e não a nós mesmos, consiste em Viver para agradar a Deus e não aos homens, em proclamar a Vinda de Cristo, ainda que o mundo despreze essa mensagem, devemos bradar que só Cristo salva ainda que o mundo proteste contra essa questão particular e exclusiva de abordar a esperança eterna dos homens. “portanto estai vos apercebidos” (Lucas 12:46) Chegará um tempo que o sóbrio perceberá o movimento do pecado contra ele, aquela percepção espiritual que o capacita a enxergar todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia (Hebreus 12:1) Ele será sábio, terá discernimento, tomou as devidas precauções.”Ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência”(Hebreus 4:11) A percepção de ver por trás dos gibeonitas disfarçados, um inimigo a espreita, de ver em profundidade, como os irmãos da igreja de Éfeso que percebiam que homens com aparência de piedade que se apresentavam como apóstolos, eram obreiros  fraudulentos. É na capacidade de enxergar a realidade como ela é que nos capacita a viver prudentemente. “Portanto vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus” (Efésios 5;15 e 16)  A sobriedade e o discernimento para ver por trás da pompa delicias, prazeres e encantos da Babilônia, a feitiçaria e os encantamentos diabólicos. Devemos olhar para Cristo, autor e consumador da fé, pois a luz que dele emana nos dá revelação, a luz da glória do evangelho deve estar acesa dentro do nosso coração como as lâmpadas deviam estar acesas dentro do tabernáculo, a luz das Escrituras devem permanecer acesas em nossas decisões e ações, pois por elas enxergamos a natureza das coisas tal como elas de fato são. Deve as Escrituras ser lâmpada para nossos pés e luz para o nosso caminho (Salmos 119:105) As Escrituras afirmam que o homem espiritual discerne bem todas as coisas (I Coríntios 2:15) Mas o espiritual está alem do natural humano, todo o homem natural anda segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência (Efésios 2:2) e não há campo neutro quando se trata desse assunto, quem não tem o Espírito de Cristo, esse tal não  é dele (Romanos 8:9). Max Young, Pastor da Igreja Bíblica do Patrimônio (EUA) advertiu: Um espírito demoníaco que induz a atividade religiosa favorita está fazendo as pessoas se sentirem espirituais e isso ocorre pela incompreensão da Palavra de Deus”Nenhum espaço do universo está em neutralidade, muito menos dentro do coração de cada homem, de certa forma tudo o que não está debaixo da soberania divina está debaixo da influência satânica. Agora veja o amado leitor sendo cristão ou não, precisa rever a sua vida, pois a piedade e a justiça e a sobriedade são quesitos necessários para a experiência da verdadeira espiritualidade bíblica, e na condição dessa tripla virtude que revelamos a nossa condição espiritual e se de fato estamos aguardando a bem aventurada esperança da  vinda Triunfal em glória e poder do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, amemos pois todas esses fatos por obra e verdade, de outro modo nosso coração ficará sobrecarregado e como os homens daquela antiga civilização, quando Enoque o sétimo depois de Adão (Judas 1:14) andava em sobriedade, piedade e justiça, os demais impenitentes que não creram em suas profecias e nem deram crédito ao pregoeiro da justiça,(I Pedro 2:5) padeceram na destruição e ruína eterna, aguardam tais almas  o dia do juízo, quando serão lançadas no lago de fogo (Apocalipse 21:8) e porque pereceram na ruína eterna? “E não o perceberam...”(Mateus 24:39) e porque não o perceberam? Porque não eram sóbrios...

 

Conclusão: Nossa sociedade está cheia de reducionismo, emocionalismo, pragmatismo e relativismo, todos inimigos do discernimento espiritual, pois o condicionamento ideológico cultural obstrui a visão espiritual, devemos pois inclinar o nosso coração ao entendimento. (Provérbios 2:2) “Não sejais meninos no entendimento” (I Coríntios 14:20) James Gibbens afirmou: “como tudo aquilo que é valioso, a verdade também é falsificada” Cada cristão ter sua mente aberta para a Palavra de Deus (Lucas 24:45) pois é através do conhecimento exato das Escrituras que adquirimos discernimento e sobriedade (Hebreus 4:12) “Os prudentes serão coroados de conhecimento” (Provérbios 14:18) Precisamos cultivar um zelo santo com conhecimento teológico e doutrinário adequado “Não é bom ter zelo sem conhecimento” (Provérbios 19:2) uma vez que as Escrituras nos tornam aptos para o discernimento, significa que estaremos certos em sermos sóbrios. Em Hebreus 4:12 o discernimento foi traduzido do grego “kritikos’ e denota alguém que tem possibilidade de julgar adequadamente uma situação. A verdadeira sabedoria consiste em manter a luz do discernimento acesa dentro do coração enquanto as trevas do engano prevalecem no mundo. Cliff Boll ensinou: “Temos que conhecer o conselho completo das Escrituras, conhecer a Deus, seu propósito e natureza santa, para não sermos vulneráveis ao espírito do engano que está aumentando em nosso mundo” e Watchman Nee advertiu: “Caso o cristão negligencie o ensino das Escrituras, deixando de vigiar e orar, mesmo que confie no motivo puro, de não querer ser enganado, ele ainda assim vai ser enganado”. De fato enquanto que os redimidos possuem o espírito de Cristo (Romanos 8:9) o mundo possui o espírito do erro (I João 4:1 a 6 com 5:19) e muitas vezes o espírito do erro opera de modo a imitar as coisas verdadeiras, devemos atentar pois o Espírito de Cristo nos leva cada vez mais para as verdades fundamentais e objetivas da do Evangelho enquanto que o espírito do erro conduz o homem para crenças relativizadas e ambíguas.

 

 Pr Clavio J. Jacinto


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