Davi e o Coração no Batismo da Graça





Davi o homem segundo o coração de Deus,(I Samuel 13:14) não foi exatamente o tipo de perfeito de santo que muitos legalistas sonham, a visão utópica de homens regenerados vivendo sob um manto da integridade absoluta irrepreensível não se encaixa com os padrões bíblicos atribuídos a Davi. Mas  deixe-me me falar algo Davi foi um homem segundo o coração de Deus, porque reconhecia suas falhas e limitações, isso o fez descer aos descampados da humilhação, não somente forçou a ver suas próprias impiedades quando exposto ao sol da justiça divina, ele sentiu tudo isso, e percorreu o caminho da dependência da graça e da misericórdia de Deus.(Salmos 51;1) Quando sentiu seu próprio pecado devorando sua alma e arruinando seu coração ele correu para os braços da misericórdia(Salmo 57:1), e nesse caminho, percorre até que encontra os degraus da ascendência na vida piedosa, por isso da abundancia do pecado, abundou a graça,(Romanos 5:20) porque vendo a devassidão monstruosa do coração, enxergando a destruição avalassadora que provoca a iniqüidade, sentindo o asqueroso odor pútrido da impiedade, correu para banhar-se nos perfumes da misericórdia de Deus, e isso basta! Havia uma arrogância e uma carnalidade escondida no coração de Davi, e no tempo oportuno essas coisas vieram a tona, surgiram quando Davi foi tentado, mas do fundo do poço, ele não cavou mais no pecado, não chafurdou mais na lama da iniqüidade, do reconhecimento do seu estado de miséria espiritual ele agarra-se nos braços da graça de Deus, e ela tira ele de lá, e é assim que as coisas procedem em cada homem regenerado, eles reconhecem suas misérias, e enxergam o quanto é ofensivo aos olhos de Deus, seus pecados expostos a Liz da justiça divina,  e então fogem sempre das coisas pervertidas, ficam longe até mesmo da aparência do mal.(I Tessalonicenses 5:22) E descansam de momento a momento, na misericórdia e na graça de Deus, e permanecem para sempre em Cristo. Porque Ele diz: “O que vem a mim de maneira nenhum o lançarei fora” (João 6:37)


Clavio J. Jacinto

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