OVNIs, Engano Espiritual e a Ilusão do Paradigma Cientificista



 





Uma análise teológica, histórica e epistemológica

 

1. O erro fundamental: aplicar o método errado ao objeto errado

Um dos equívocos mais recorrentes na análise moderna dos fenômenos OVNI reside na tentativa de compreendê-los exclusivamente por meio do paradigma científico-naturalista, como se estivéssemos lidando com fenômenos pertencentes ao mesmo domínio da botânica, da meteorologia, da biologia humana ou do reino animal.

Esse erro é epistemológico antes de ser científico.

A ciência empírica opera legitimamente no estudo da criação material — aquilo que é mensurável, observável, repetível e testável em laboratório. Contudo, o mundo espiritual não pertence a essa categoria ontológica. Ele não é um “objeto natural” oculto aguardando instrumentos mais avançados, mas um domínio distinto da realidade, regido por leis, dinâmicas e modos de manifestação que escapam, por definição, à análise empírica convencional.

Aplicar o método científico ao mundo espiritual é tão inadequado quanto tentar pesar uma ideia, medir um pensamento ou dissecar um conceito moral.

2. A queda e a avaria da percepção espiritual humana

A Escritura afirma que a queda do homem não afetou apenas sua moralidade, mas também sua capacidade perceptiva. O intelecto humano foi obscurecido, e a percepção espiritual severamente danificada:

“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1Co 2:14)

Assim como o cérebro humano é biologicamente “formatado” para perceber determinadas frequências de luz, formas e sons, a percepção espiritual exige uma condição que o homem caído não possui naturalmente. O resultado é um bloqueio profundo na compreensão do espiritual, abrindo espaço para engano, projeções psíquicas e interpretações falsas.

Essa realidade explica por que, desde o princípio, Deus proibiu explicitamente qualquer tentativa de contato, invocação ou evocação de entidades espirituais. Não se trata de arbitrariedade divina, mas de proteção. O grau de engano nesse domínio é extremo.

3. Dois domínios, dois universos, um véu

Entre o universo físico e o espiritual existe um véu ontológico. Não é uma separação absoluta — pois o espiritual pode interagir com o material —, mas é uma distinção real.

O mundo espiritual pode ser corretamente descrito como um domínio paralelo, não no sentido da ficção científica moderna, mas como uma realidade coexistente, cuja percepção ocorre por vias psíquicas e espirituais, não laboratoriais.

Quando esse véu é transposto artificialmente — por práticas ocultistas, espiritualistas ou experiências induzidas — o que emerge não é iluminação, mas engano.

4. Monoteísmo como proteção histórica contra o engano espiritual

A história religiosa demonstra um contraste claro:

O paganismo sempre normalizou o contato com entidades espirituais, produzindo um ambiente de confusão, medo e manipulação.

O monoteísmo bíblico, desde o judaísmo até o cristianismo fiel às Escrituras, funcionou como um freio civilizacional e espiritual contra esse tipo de engano.

A proibição do contato espiritual fora da revelação divina foi um elemento de segurança espiritual para os povos antigos — e continua sendo hoje.

5. A mutação do engano ao longo da história

As entidades espirituais caídas não mudam de natureza, mas mudam de roupagem. O método permanece; a estética se adapta ao imaginário cultural da época.

Na antiguidade, o engano vinha na forma de deuses, semideuses e espíritos da natureza. Na Idade Média, manifestava-se como aparições, presságios e sinais celestiais.

No século XIX, reapareceu no espiritualismo moderno.
No século XX e XXI, assume a forma de extraterrestres, discos voadores e inteligências não humanas.

A narrativa muda; a fonte é a mesma.

6. Raízes históricas anteriores ao século XX

Os teólogos patrísticos já compreendiam essa dinâmica. Tertuliano descrevia os demônios como entidades insidiosas que enganavam os homens por meio de sinais falsos. Agostinho desenvolveu a ideia dos demônios como anjos caídos que habitam o “ar”, capazes de imitar fenômenos celestes para desviar a humanidade da verdade.

Essa concepção atravessou séculos. Na demonologia medieval, obras como o Malleus Maleficarum atribuíam perturbações atmosféricas, luzes estranhas e anomalias aéreas à atuação demoníaca — não como superstição ingênua, mas como uma tentativa de explicar fenômenos que não se enquadravam no mundo físico ordinário.

No século XIX, com o surgimento do espiritualismo moderno, líderes evangélicos denunciaram essas práticas como imposturas demoníacas, estabelecendo as bases para interpretar manifestações sobrenaturais futuras dentro de uma estrutura bíblica de guerra espiritual.

7. Autores cristãos contemporâneos e o fenômeno OVNI

Diversos teólogos e pesquisadores cristãos modernos aplicaram essa mesma estrutura interpretativa aos OVNIs:

Hal Lindsey interpretou o fenômeno como parte de um engano escatológico, preparando o mundo para aceitar explicações sobrenaturais falsas no fim dos tempos.

Chuck Missler, em Alien Encounters, argumentou que abduções e avistamentos estão ligados a entidades espirituais associadas aos “filhos de Deus” de Gênesis 6, rejeitando completamente a hipótese extraterrestre.

L.A. Marzulli popularizou a conexão entre OVNIs, Nefilins e anjos caídos, interpretando encontros alienígenas como episódios de guerra espiritual disfarçados de ciência.

Embora variem em detalhes, todos convergem em um ponto essencial: não se trata de visitantes de outros planetas, mas de manifestações do mesmo mundo espiritual caído descrito nas Escrituras.

8. A explicação mais simples, antiga e coerente

Quando todos os dados são considerados — bíblicos, históricos, teológicos e fenomenológicos — a explicação mais simples e consistente para os OVNIs não é extraterrestre, mas demonológica.

Não estamos diante de civilizações avançadas cruzando galáxias, mas de um engano espiritual antigo, adaptado à mentalidade tecnológica moderna. O fenômeno OVNI não aponta para fora da Terra, mas para fora do mundo físico, em direção ao mesmo domínio espiritual que sempre enganou a humanidade quando esta rejeitou a revelação divina.

Conclusão

Os OVNIs não representam uma ruptura com a história espiritual da humanidade, mas sua continuidade disfarçada. O erro moderno não está em observar fenômenos estranhos, mas em interpretá-los a partir de uma epistemologia que exclui o espiritual e, paradoxalmente, acaba se tornando vítima dele.

A Escritura já advertia:

“Satanás se transforma em anjo de luz.” (2Co 11:14)

Hoje, esse “anjo de luz” não desce mais do Olimpo desce em discos luminosos.

 

Todas as idéias deste artigo foram escritas em forma de rascunho por C. J. Jacinto, a organização do texto foi realizada através de AI, MAS A ESSENCIA DA MENSAGEM DESSE ARTIGO foi esboçada por mim.

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