Vivemos em uma era marcada por intensa confusão espiritual. Nunca houve tantas vozes oferecendo “salvação”, “evolução da consciência” e “proteção cósmica” como nos dias atuais. Em meio a esse cenário, surgem narrativas que, embora revestidas de linguagem espiritual elevada, desviam o coração humano da única fonte legítima de esperança: Jesus Cristo. Entre essas narrativas está a figura conhecida como Ashtar Sheran, amplamente divulgada em círculos ufológicos e no movimento new age.
A proposta deste texto não é apenas descrever tal crença, mas contrastar claramente a esperança ilusória oferecida por mitos espiritualistas modernos com a esperança real, histórica e eterna revelada em Cristo, o Senhor.
A Origem da Narrativa de Ashtar Sheran
A figura de Ashtar Sheran surge no século XX, especialmente a partir de relatos de indivíduos que afirmaram manter contato telepático com seres extraterrestres. Segundo essas narrativas, Ashtar seria um comandante de uma suposta frota intergaláctica encarregada de proteger a Terra, evitar catástrofes globais e conduzir a humanidade a um novo estágio de evolução espiritual.
Com o passar do tempo, essa figura foi absorvida por correntes esotéricas e pelo pensamento new age, passando a ser apresentada como um “mestre ascendido”, um guia espiritual cósmico ou um ser de luz comprometido com a paz universal. As mensagens atribuídas a ele prometem libertação, ascensão espiritual e, em alguns casos, até uma salvação física por meio de uma suposta evacuação planetária.
Entretanto, é fundamental observar que essas afirmações não possuem base histórica verificável, fundamento científico ou qualquer correspondência com a revelação bíblica. Elas se sustentam exclusivamente em experiências subjetivas, canalizações e relatos pessoais — elementos frágeis quando se trata de verdade espiritual.
O Perigo Espiritual Dessas Narrativas
Embora frequentemente apresentadas com linguagem de amor, luz e unidade, tais crenças carregam sérios perigos espirituais. Primeiro, porque deslocam a fonte da verdade revelada para experiências internas e mensagens mediúnicas. Segundo, porque substituem o conceito bíblico de salvação — que envolve arrependimento, redenção e reconciliação com Deus — por ideias vagas de evolução da consciência ou progresso espiritual.
Mais grave ainda é o fato de que essas narrativas oferecem esperança fora de Cristo, algo que as Escrituras tratam com extrema seriedade. O apóstolo Paulo advertiu que até mesmo “anjos de luz” podem anunciar mensagens enganosas (2 Coríntios 11:14). Quando uma proposta espiritual ignora o pecado, a cruz e o senhorio de Cristo, ela não conduz à vida, mas ao engano.
Cristo: o Único Salvador e Senhor
Em contraste absoluto com essas construções mitológicas modernas, o cristianismo bíblico proclama uma verdade sólida, histórica e eterna: Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens. Ele não é um ser espiritual evoluído entre outros, nem um mestre cósmico em meio a muitos. Ele é o Verbo eterno que se fez carne, habitou entre nós e morreu pelos nossos pecados.
A esperança cristã não repousa em mensagens canalizadas nem em promessas vagas de proteção universal, mas em um fato concreto: Cristo morreu, ressuscitou e reina soberano. Sua autoridade não é autoproclamada, nem derivada de experiências subjetivas, mas confirmada pelas Escrituras, pela história e pela transformação real que opera na vida daqueles que creem.
Além disso, Jesus não se apresenta apenas como salvador, mas como Senhor. Ele governa sobre toda a criação, visível e invisível. Nada existe fora de seu domínio. Enquanto figuras como Ashtar Sheran carecem de identidade, origem e autoridade verificáveis, Cristo é apresentado como o Criador de todas as coisas e o sustentador do universo.
Esperança Verdadeira, Não Ilusória
A esperança oferecida pelo evangelho é radicalmente diferente da esperança oferecida pelo espiritualismo moderno. Ela não promete fuga do mundo, nem ascensão mística, nem resgate extraterrestre. Ela promete algo infinitamente mais profundo: redenção do pecado, reconciliação com Deus e vida eterna.
Essa esperança não depende do progresso humano, nem de uma suposta elevação coletiva da consciência, mas da graça de Deus manifestada na cruz. Ela não se baseia no que o homem pode alcançar, mas no que Cristo já realizou.
Um Chamado ao Discernimento
Diante da multiplicação de falsas luzes e mensagens sedutoras, o cristão é chamado a exercer discernimento espiritual. Nem tudo o que fala de paz vem de Deus. Nem tudo o que se apresenta como luz conduz à verdade. A verdadeira luz tem nome, rosto e história: Jesus Cristo.
Ele não é um mito moderno, nem uma construção simbólica, nem uma projeção espiritual da mente humana. Ele é o Senhor vivo, presente, atuante, que chama homens e mulheres ao arrependimento, à fé e à comunhão com Deus.
Conclusão
Em tempos de confusão espiritual e sincretismo crescente, reafirmar Cristo como a única esperança não é intolerância — é fidelidade à verdade. Enquanto figuras como Ashtar Sheran pertencem ao campo do imaginário esotérico moderno, Jesus Cristo permanece como a âncora segura da alma, ontem, hoje e eternamente.
Somente nele há salvação. Somente nele há verdade. Somente nele há esperança real.
“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e o mais ele fará.” (Salmos 37:5)
Fonte consultada:
https://grokipedia.com/page/ashtar_sheran

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