O CRISTÃO E O DILEMA DE SEUS CONFLITOS INTERNOS
Porque sou assaltado com pensamentos ruins?
C. J. Jacinto
No Novo Testamento, em 1 Pedro, capítulo 4, versículos 12 e 13, encontra-se um trecho de grande importância que aborda as provações e aflições enfrentadas pelos cristãos. Mesmo aqueles que foram santificados e renascidos em Cristo experimentam desafios. A vida cristã, mesmo após a salvação, envolve processos que visam testar a fé e levar a batalhas interiores. Os crentes sofrem ataques tanto espirituais quanto da sua própria natureza humana, resultando em aflições e, por vezes, sentimentos de culpa e dúvida. A tentação e o sofrimento podem provocar questionamentos: "É possível que isso ocorra com um cristão redimido?". A resposta bíblica, conforme expressa em 1 Pedro 4:12-13, é afirmativa. Essa realidade constitui uma experiência desafiadora na vida cristã. Cristãos sofrem tentações inclusive por meios de pensamentos! Na passagem de Pedro que acabamos de ler, desejo ressaltar, tanto aos irmãos quanto aos leitores, que a voz que ouvimos é a do Espírito Santo. Pedro escreve com a autoridade, o poder e a unção do Espírito Santo. É, portanto, a voz do Espírito falando diretamente aos nossos corações. Pedro inicia esta passagem com as seguintes palavras: "Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e vos alegreis."
Atentemos com cuidado a esta
passagem. Primeiramente, percebemos que não devemos estranhar as provações que
surgem em nossas vidas, como se fossem eventos inesperados. Ademais, podemos
entender, dentro deste contexto, que o apóstolo Pedro nos exorta a nos
alegrarmos por sermos participantes das aflições de Cristo. Deste modo, a
ardente prova que nos sobrevém, com o propósito de nos testar, está diretamente
relacionada às aflições de Cristo, as quais o cristão também experimenta
durante sua jornada terrena.
É preciso que estejamos vigilantes a uma questão fundamental, embora pouco
discutida na atualidade. Muitas pessoas enfrentam crises, e muitos cristãos
vivenciam aflições por causa de tentações profundas, chegando a sentir
angústia desesperada em seu íntimo. Isso ocorre, em grande medida, porque são
alvos de intensos ataques e tentações, que podem atingir a mente e o coração.
Pensamentos negativos e sugestões malignas são lançados ao interior do ser,
gerando sofrimentos e conflitos internos. Essa batalha, por vezes, nos leva ao
desespero, semeando a dúvida sobre a nossa fé.
Essa realidade, contudo, faz parte da experiência cristã. Mesmo os mais
dedicados à fé não estão livres de tentações. Compreendemos, ainda que de forma
misteriosa, que Deus, após a regeneração, não nos isenta completamente desses
ataques. As provações podem surgir e as experiências dolorosas são comuns a
todos. Em muitos casos, embora seja difícil de entender, essas situações podem
estar dentro da vontade divina. Deus permite que tais desafios se manifestem em
nossas vidas. Não há uma blindagem permanente do nosso homem
interior enquanto estivermos peregrinando na terra.
Ao abrirmos o Evangelho, observamos que o
homem mais santo que já habitou este mundo, nosso Senhor e Salvador Jesus
Cristo, Deus encarnado, o Verbo feito carne, o Filho unigênito de Deus, também
enfrentou esses processos e conflitos devastadores em sua vida e existência. Os
Evangelhos, especialmente o de Lucas, que oferece detalhes, e o de Mateus,
ambos no capítulo 4, relatam que Jesus foi impulsionado e conduzido pelo
Espírito Santo. É importante notar que o Espírito Santo levou Jesus ao deserto
para ser tentado. Compreender este princípio espiritual é crucial: Jesus foi
conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo diabo. Embora
Jesus Cristo fosse perfeito, sem pecado, e Deus encarnado, ele vivenciou esse
processo intenso, essa batalha terrível em seu coração e mente. Sua vida foi
marcada por uma luta devastadora. Freqüentemente, a leitura das passagens sobre
a tentação de Jesus é superficial, de modo que não apreendemos a magnitude do
conflito que ameaçava durante aquele período. Assim como Jesus suportou as
tentações, também participamos das aflições do Senhor.
Com base nos ensinamentos dos
evangelhos, depreende-se que a tentação e o ser que a instiga são elementos
presentes na realidade humana. A epístola de Paulo aos Efésios, no capítulo 6,
versículos 10 a 18, evidencia que a luta espiritual é uma experiência concreta
para cada cristão. A condição humana não nos isenta dessa batalha. Não
habitamos o paraíso, mas um campo de combate, e, portanto, não devemos nos
surpreender com as provações. Deus, permitindo a tentação, busca demonstrar que
estamos inseridos nesse cenário de conflito. Essa compreensão é fundamental
para que possamos entender a natureza da tentação e as aflições que
enfrentamos. Não seremos coroados se não militarmos legitimamente (II Timóteo
2:5) Estamos numa guerra e às vezes ela se trava na nossa mente!
Considerando que as Escrituras Sagradas
afirmam que o mundo está sob o domínio do Maligno, embora o cristão permaneça
nele, a experiência se assemelha a um intenso conflito. Observa-se, com base em
diversos trechos bíblicos, que essa batalha se manifesta primordialmente na
esfera interior do ser humano. A exposição ao mundo espiritual, permeado por
influências espirituais adversas, intensifica essa luta. A consciência dessa
realidade é fundamental para o crescimento espiritual e a completa dependência
de Deus.
É complexo compreender o paradoxo da
coexistência entre a santidade e as tentações, a provação de um indivíduo
dedicado à fé é um grande mistério. A aparente contradição entre a pureza
espiritual e as tentações terrenas e pensamentos malignos, conforme descrita
nas Escrituras, exige uma reflexão profunda. Devemos abordar essa questão, pois
sua compreensão pode fomentar o crescimento espiritual e oferecer perspectivas
valiosas. A tentação, em si, não representa pecado, mesmo quando pensamentos
adversos se manifestam. A luta contra esses pensamentos, a resistência a eles,
demonstra uma postura de oposição e não de concordância. É precisamente nesse
conflito que reside a oportunidade de crescimento.
"Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for
provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o
amam." (Tiago 1:12)
A questão central na experiência daqueles que enfrentam esse tipo de conflito é
a seguinte: "A tentação reside em meu coração. Estou pecando?" A
resposta é: na realidade, não. O objetivo do adversário é persuadir a pessoa a
acreditar que a mera presença de um pensamento tentador ou blasfemo em sua
mente já constitui pecado. Isso não é correto. Observemos que, no livro de
Gênesis, capítulo 3, a presença do adversário no paraíso não profanou o Éden. A
tentação, por si só, também não foi a causa da queda. Foi a desobediência, e
não a tentação, que revelou a potencialidade destrutiva do pecado. É
fundamental compreender isso. Quando o adversário tentou o Senhor Jesus,
verificamos que todas as suas propostas chegaram aos ouvidos e à mente de
Jesus, mas a sugestão maligna não contaminou a mente do Senhor. A tentação não
corrompe; o que realmente corrompe é a aceitação do pecado, permitindo que ele
se estabeleça em nosso coração, influencie nossas vidas e se fortaleça. Somente
nesse caso pode ocorrer a queda, o processo pecaminoso e as devastadoras conseqüências
em nossa existência. No entanto, se você luta contra o pecado, reage com repulsa,
confronta e se esforça para que os pensamentos pecaminosos não permaneçam, e se
você almeja vencer as tentações, isso demonstra que você foi regenerado. É um
sinal da ação do Espírito Santo em sua vida, um indicativo de santidade. Ceder
às tentações é um ato de profanação; resistir a elas, por mais que insistam, e
por mais que o adversário utilize artifícios para inflamar seu coração com
pensamentos malignos, demonstra que você está em combate. Significa que você
está se opondo. É preciso entender que você está em uma batalha. Contudo, nessa
batalha, a vitória é certa, pois Aquele que está em nós é maior do que aquele
que está no mundo. (I João 4:4)
"Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria
concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado;
e o pecado, sendo consumado, gera a morte." Tiago 1:14 e 15)
Pensamentos pecaminosos induzidos por agentes exteriores não são pecados
consumados porem tornam-se impulsos que fortalecem a nossa concupiscência. Só o
pecado consumado gera morte espiritual e eterna.
A experiência da regeneração não isenta o crente da possibilidade de ser
tentado. Ao contrário, o indivíduo regenerado vivencia o que Paulo descreve em
Romanos 7:14-25, uma batalha interior. Na mente e no coração, a lei de Deus se
confronta com a lei do pecado. De certa forma, o diabo empregará a lei do
pecado para tentar o homem. Portanto, em Romanos 7, observa-se a experiência de
uma luta, enquanto em Romanos 8, vislumbra-se a experiência de uma vitória.
Anteriormente, na nossa incredulidade, desconhecíamos a profundidade e a
natureza nociva de certos pensamentos. Hoje, regenerados, com a mente renovada
e um coração transformado, somos novas criaturas em Cristo Jesus. A partir
desse novo estado, a intrusão de pensamentos pecaminosos e tentações, como
agentes externos, revela sua malignidade e nos assusta.
Essa percepção é fruto da nossa natureza regenerada. Adquirimos discernimento
espiritual, uma sensibilidade aguçada para as coisas espirituais. Assustamo-nos
com a invasão de pensamentos blasfemos, que adentram a mente de forma
involuntária, como sementes malignas plantadas pelo adversário.
Reagimos a essa intrusão, buscando expelir essas "ervas daninhas" do coração. Essa reação, inerente à regeneração, freqüentemente nos leva a momentos de intensa reflexão e questionamento. O diabo, com sua persistência, não cessa em seus intentos. Como Paulo nos adverte, não podemos ignorar suas artimanhas.
Conseqüentemente, cada cristão, em sua jornada de fé, experimenta crises profundas e recorrentes, em meio à peregrinação neste mundo.
Voltamos nossa atenção para o versículo 12 do
capítulo 4 da primeira epístola de Pedro. O que Pedro nos diz? Ele declara:
"Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado
a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse
acontecendo." Observamos que "não estranheis o fogo ardente". As
provações, representadas pelo fogo da tentação e pelas investidas do mal, não
devem nos causar estranheza. Freqüentemente, somos tomados pelo espanto,
questionando nossa fé. "Como cristão, como crente, posso ter pensamentos
tão perturbadores e inadequados?" Essa experiência pode parecer incomum,
mas a Bíblia a aborda diretamente. Pedro discorre sobre essa vivência, presumivelmente,
e com certeza, porque também a experimentou.
Ainda que isso possa parecer inusitado,
a permissão de Deus, nessas provações, tem um propósito: fortalecer nossa
mente, prepará-la para desafios maiores. É uma concessão divina que visa o
nosso aprimoramento, tornando nossa mente mais valiosa. Assim, o objetivo de
Deus ao permitir as provações e os pensamentos malignos e aflitivos é o
aperfeiçoamento, a purificação do nosso coração.
Isso me remete a uma passagem em 2 Coríntios,
capítulo 4, versículo 17, onde Paulo assevera: "Porque a nossa leve e
momentânea tribulação produz para nós um eterno peso de glória, acima de toda
comparação." Notemos a direção que a provação nos aponta: a um eterno peso
de glória, extraordinário. Se os pensamentos horríveis que nos assaltam
produzem profundas aflições em nós, é evidente que somos regenerados.
No livro de Gênesis, capítulo 39, dos
versículos 6 a 12, a narrativa da tentação de José pela esposa de Potifar
revela estratégias empregadas pelo adversário para lançar seus ataques.
Observamos, inicialmente, a condição de privacidade. A investida da esposa de
Potifar contra José ocorreu em um ambiente resguardado, e intensificou-se no
íntimo de José, em seus pensamentos e sentimentos. Podemos vislumbrar a batalha
travada, pois outro padrão se manifesta em Gênesis 39: a constância.
Diariamente, a mulher insistia, apresentando um assédio contínuo, demandando
que José resistisse repetidamente, até que alcançasse uma vitória definitiva.
Outro aspecto relevante é o enfraquecimento emocional. José, distante de sua
família e traído por seus irmãos, experimentava saudade e vivenciava um
contexto emocional adverso, possivelmente impactando sua força espiritual e
integridade moral. O adversário, percebendo essa fragilidade, buscou envolver
José em uma armadilha, contudo, José triunfou. Temos também o ócio de Davi que
possibilitou uma queda e pouca resistência a tentação. A superação das
tentações não reside na sua ausência, mas na submissão a Deus e na resistência
ao mal. A resistência, em um sentido espiritual e bíblico, implica em
permanecer firme diante de múltiplos e sucessivos ataques desferidos contra os
cristãos. A vitória é alcançada quando buscamos força em Deus, submetendo-nos a
Ele. Por meio dessa força, somos capazes de resistir, persistir e, assim,
superar as pressões e os conflitos, emergindo vitoriosos e aperfeiçoados.
Considerando a natureza desse conflito, é fundamental reconhecer que se trata
de uma luta interior, de caráter sutil. A percepção do indivíduo religioso,
diante dessa realidade, muitas vezes o leva a interpretar tais pensamentos como
pecado, impulsionado pelo temor reverencial a Deus. Ele pode, então, ser
tentado pelo mal, que o induz a acreditar que a simples presença de pensamentos
tentadores ou até mesmo blasfemos o torna culpado. Contudo, é preciso reiterar
que essa conclusão não se sustenta.
A reação contra esses pensamentos, a
resistência a eles, demonstra de maneira clara que o cristão que vivencia tais
aflições não os deseja; ao contrário, ele os combate. Essa luta, motivada pelo
desejo de não ofender a Deus, é, em si mesma, um ato de fé e obediência. Ao
perseverar nessa batalha, glorifica-se a Deus e o cristão é aperfeiçoado. Tal
como profetizado por Joel, essa experiência contribui para o crescimento
espiritual. Conforme o profeta Joel declara no capítulo 3, versículo 10,
"Diga o fraco: Eu sou forte." Essa afirmação, inserida no contexto da
discussão que apresentamos, evidencia a nossa condição de fragilidade diante
das realidades espirituais malignas e operante no presente século maligno. Deus
deseja que reconheçamos que estamos inseridos em um cenário de conflito, uma
verdadeira batalha. Militamos por nossa fé, imersos em um embate que teve
início no Jardim do Éden e perdura até os dias atuais. Passagens como Efésios,
capítulo 2, versículos 1 a 3, e Efésios, capítulo 6, versículos 10 a 18,
ilustram essa realidade de forma clara. No contexto de um mundo invisível no
qual o cristão está inserido, trava-se uma intensa batalha. Deus almeja que tenhamos
consciência dessa luta e que estejamos preparados para enfrentá-la e obter a
vitória.
Desejo, agora, aprofundar a discussão em um tema ainda mais complexo.
Alguns poderão questionar, e creio que muitos irmãos se interessarão em
analisar a questão dos sonhos. Acredito que muitos cristãos se indagarão sobre
a ocorrência de sonhos que podem ser considerados perturbadores e até mesmo
inadequados para um filho de Deus.
Todavia, neste contexto, pode-se afirmar que a
maior parte dos pesadelos, sonhos blasfemos e abomináveis que um cristão
vivencia durante o sono decorre, em grande medida, de uma falha em nossa
consagração. Isso pode ser resultado da falta de oração noturna ou da ausência
de um pedido de proteção divina.
Em certa medida, a não prática da mortificação da carne permite que nossa
natureza carnal se manifeste e produza tais experiências. O próprio diabo pode,
aproveitando-se da natureza carnal, acessar nossa mente e inserir pensamentos
aterrorizantes.
Gostaria também de ressaltar que, em certas
ocasiões, Deus permite que sonhos inquietantes sejam gerados em nossa mente,
possivelmente influenciados por entidades espirituais, com o propósito de nos
alertar sobre falhas e fragilidades em nossa vida espiritual que necessitam ser
corrigidas. Embora a ocorrência de sonhos perturbadores e aterrorizantes não
seja comum em cristãos consagrados ou regenerados, Deus, por vezes, permite
tais experiências, visando despertar no indivíduo a consciência da necessidade
de identificar e sanar aspectos de sua vida espiritual que demandam atenção e
aprimoramento.
Considero essa uma explicação bastante razoável para a ocorrência de
experiências oníricas desagradáveis. Acredito que, em certas situações, Deus
permite a manifestação de sonhos perturbadores como um alerta. Esses sonhos
podem indicar áreas em nossas vidas que necessitam de atenção e reparo. (Estou
abordando a questão no âmbito espiritual, pois acredito que um pesadelo pode
ser um mecanismo natural do cérebro para induzir o corpo a reagir sob
circunstancias desconfortáveis) Diante disso, Deus pode permitir que algo
negativo se manifeste, a fim de nos conscientizar e impulsionar à correção
dessas falhas. Através da oração, da reflexão e da busca por aprimoramento
espiritual, podemos identificar e sanar as vulnerabilidades, evitando, assim, conseqüências
mais graves.
Desejo ressaltar que não há nas Escrituras qualquer passagem que afirme que um cristão, ao sonhar com algo que se assemelha a pecado, esteja de fato pecando. Não encontramos suporte bíblico para tal afirmação. Sonhar com a prática de um pecado não equivale à prática desse pecado. O que se manifesta, nesse caso, é uma fragilidade que exige atenção e cuidado, para que não se concretize na vida do cristão, visto que tal ocorrência não é condizente com a natureza de uma vida cristã, que é marcada pela santidade. O cristão desfruta de uma vida equilibrada, fruto da presença do Espírito Santo. Desequilíbrios na vida espiritual e a ausência de harmonia são fatores que podem conduzir a esse tipo de experiência. Contudo, é importante salientar que, mesmo em sonhos, a representação de atos como homicídio ou roubo não pode ser interpretada como a prática desses atos. Na legislação do Antigo Testamento, por exemplo, ninguém era punido por sonhar em cometer tais crimes. Portanto, o ato de sonhar com pecado não implicam na efetivação desse pecado.
Ademais, cumpre ressaltar que a vivência de sonhos dessa natureza deve nos conduzir a um estado de vigilância e nos aproximar da presença divina. É imperativo que nos humilhemos, reconhecendo nossa fragilidade e fraqueza, buscando refúgio na presença de Deus. Tais experiências servem como um alerta constante, indicando a existência de áreas vulneráveis em nossa vida espiritual que demandam atenção e cuidado.
A experiência cotidiana da vida espiritual de um cristão genuíno reflete-se em
Romanos, capítulo 15, versículo 13. Nesse trecho, Paulo descreve a vida
espiritual que emana de uma existência em conformidade com a vontade divina.
Paulo declara, nesta passagem da epístola aos Romanos: Que o Deus da esperança vos encha de toda a alegria e paz na fé, para que transbordeis de esperança pela força do Espírito Santo.
Sem dúvida, este é o curso natural de uma vida espiritual genuína. Se formos conduzidos pelo Espírito Santo, se nutrimos nossa vida com valores celestiais, se lemos e meditamos na Palavra de Deus, se cultivamos comunhão com Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, nossa experiência refletirá uma vida espiritual autêntica e estará em consonância com o que é descrito em Romanos, capítulo 15, versículo 13. A esperança, a paz e, em suma, a harmonia com a vontade divina atuarão como antídotos às dificuldades que possam surgir em nossas vidas. Com a permissão de Deus, essas provações visam a aprimorar nossos pontos fracos e fortalecer nossa fé. Ao abordar este tema complexo com honestidade, reconheço que não o esgotei em sua totalidade. Contudo, espero que minhas reflexões, guiadas pela fé e inspiradas nas escrituras, possam oferecer auxílio e esclarecimento. Minha intenção é que minhas palavras contribuam para o entendimento e o bem-estar dos leitores.
De certa forma aprendemos de maneira concisa e esse ė o núcleo central da questão que explorei aqui; que, só depois de sermos peneirados teremos possibilidade de fortalecer os outros (Lucas 22:32)
C.J. Jacinto

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